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Jornal Folha Regional

“Rio morto”: moradores denunciam poluição e forte mau cheiro no rio Pindaíba, em Alpinópolis

Um vídeo gravado há algumas semanas por um morador de Alpinópolis (MG) tem chamado atenção para a situação do rio Canaã, popularmente conhecido como rio Pindaíba. Nas imagens, a água aparece escura, com espuma acumulada em alguns pontos e sinais de poluição. Segundo o denunciante Marcos Túlio, o problema estaria relacionado ao descarte irregular de dejetos de gado no curso d’água, situação que, segundo ele, ocorre há mais de uma década.

De acordo com o relato, resíduos provenientes da lavagem de currais estariam sendo despejados diretamente no rio.

“Estão fazendo descarte de esgoto de gado dentro do rio. O gado faz xixi e defeca, e depois eles lavam o curral e fazem o descarte desse material diretamente no rio. Em hipótese nenhuma poderia tá sendo jogado dentro do rio. Ele é um rio bem extenso, ele vai desaguar lá no rio de Furnas”, afirmou.

O denunciante relata que a situação vem se agravando ao longo dos anos e que atualmente os episódios seriam frequentes, acontecendo praticamente todos os dias.

“Já tem mais de 10 anos que isso está acontecendo. Antigamente acontecia uma vez no mês, quando começou. Aí depois passou três, quatro, agora acontece isso aqui todo dia, e ninguém toma providência. Até lá em cima tem espuma”, disse.

Segundo Marcos Túlio, além da coloração escura da água, o cheiro no local é forte e constante. “A situação ainda continua, a água suja, fedida, assemelhando-se a um rio morto. Estão jogando chorume de gado no rio”, afirmou.

Em outro trecho do relato, ele descreve as condições do rio nos dias em que o descarte seria mais intenso.

“Às vezes a água fica bem mais escura, sobe espuma lá também, a situação fica bem pior. E fede, fede muito, é muito fedido. É cheiro de cocô de vaca mesmo, misturado com xixi. E até produto químico deve ter no meio disso, porque o cheiro fica muito diferente”, relatou.

O morador também demonstrou preocupação com os impactos ambientais causados pela situação e lamentou a degradação de um local que, segundo ele, marcou sua infância.

“Um local onde eu tenho memória da minha infância, de vir aqui, de ver a água limpa, de nadar, de pescar. Agora chega um dia de calor, a gente quer entrar dentro da água, não tem como, porque a água está suja, a água tá fedendo. E ninguém toma providência, ninguém faz nada”, declarou.

Marcos Túlio compara a situação do rio à poluição histórica do Rio Tietê, em São Paulo. “O rio Pindaíba tá virando um Rio Tietê. Um Rio Tietê com fezes de vaca e daqui a um dia estão jogando esgoto de gente também aqui”, afirmou.

Além da poluição causada pelos supostos descartes, ele aponta outro problema ambiental enfrentado pelo rio: a retirada excessiva de água para irrigação, principalmente em períodos de estiagem.

“Outro grande problema que acontece é a questão da irrigação no período de estiagem. O nível do rio está baixando absurdamente, porque eles colocam aqueles pivô de irrigação dentro do rio para poder estar fazendo a irrigação da lavoura deles e abaixa o volume de água drasticamente. Todo ano a água diminui um pouco mais”, relatou.

Segundo o denunciante, diversas tentativas de acionar órgãos responsáveis já foram feitas ao longo dos anos. Ele afirma ter procurado a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Polícia Militar Ambiental, o Ministério Público e até o prefeito do município.

“Já procurei os órgãos, já procurei a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Alpinópolis. Conversei por duas vezes. Na primeira vez, eles falaram que esse problema estava sendo recorrente. Pela segunda vez, falaram que iam fazer visita nas fazendas para poder ver essa questão, mas de toda forma não resolveu”, contou.

Ele também criticou as exigências feitas para o registro das denúncias.

“Já fiz denúncias também na Polícia Ambiental, e sempre que a gente faz denúncia, eles falam que a gente precisa tá enviando fotos, vídeos do local, a localização exata e o nome do proprietário da fazenda que está fazendo. Eu, um cidadão comum, não tenho condições de invadir uma propriedade de alguém”, afirmou.

Sobre as denúncias encaminhadas ao Ministério Público, Marcos Túlio disse que até hoje não viu resultados concretos.

“A resposta que eu tenho é que eles vão encaminhar para a Polícia Civil para eles abrirem um inquérito policial para estar investigando. Mas até hoje eu nunca tive notícia de nenhum inquérito, não estou sabendo de nenhuma investigação que está ocorrendo também e não vi nenhum resultado efetivo”, declarou.

O denunciante também afirma que outras pessoas já tentaram chamar a atenção das autoridades para o problema.

“Muitas pessoas tentaram tomar alguma providência, já levaram ao conhecimento da prefeitura, na Polícia Ambiental também e eles não fazem nada”, disse.

Ao final do desabafo, ele fez um apelo pela preservação do rio.

“Carreguei essa revolta em silêncio por muito tempo, mas esse mesmo silêncio está me machucando, tá doendo, me entristecendo, por ver tudo isso e não possuir condições de fazer mais. O que consigo fazer é isso, expor, levar a conhecimento de outros, cobrar esclarecimentos”, afirmou.

“O rio Pindaíba/Canaã é nosso patrimônio, é nossa riqueza, preservar ele é um dever de todos, sem exceção.”

O Jornal Folha Regional entrou em contato com a Secretaria de Meio Ambiente da prefeitura de Alpinópolis, mas até o momento da publicação dessa reportagem, não obteve retorno.

Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso

Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso – Foto: redes sociais

Moradores de diversos bairros de Passos têm enfrentado há semanas um problema que vem gerando indignação e preocupação com a saúde pública: o acúmulo de lixo nas ruas.

Em vários pontos da cidade, sacos de lixo doméstico permanecem por dias nas calçadas e esquinas. Muitos deles acabam sendo rasgados por cães que circulam pelas vias públicas, espalhando restos de alimentos e dejetos. O resultado é um cenário de sujeira, forte mau cheiro e risco sanitário para quem vive nas proximidades.

Segundo relatos de moradores, a deficiência na coleta de lixo já vem sendo percebida desde o ano passado. A situação chegou a ser reconhecida pelo próprio prefeito Diego Oliveira, que publicou um vídeo nesta segunda-feira (9) ao lado de setores da prefeitura e da empresa responsável pelo serviço, afirmando que medidas estavam sendo tomadas para resolver o problema. Mesmo assim, moradores dizem que a realidade em vários bairros continua crítica.

Além do mau cheiro e da sujeira, alguns moradores relatam um problema ainda mais grave: larvas provenientes do lixo estariam invadindo residências próximas aos pontos de acúmulo.

“Virou brincadeira e desrespeito com a população que paga pelo serviço. Toda semana uma desculpa e nada de solução. Passos tinha que ser referência, mas acabou ganhando holofotes como a cidade que não zela pela limpeza pública, exceto na região central e bairros mais nobres, onde está tudo uma maravilha”, afirmou um morador do bairro Bela Vista.

Ele também destacou que, nas proximidades da Escola Caetano Machado e na Rua Goiás, a situação é considerada crítica pelos moradores.

Procurada, a prefeitura informou que está trabalhando para solucionar o problema e normalizar o serviço de coleta de lixo no município.

Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso – Foto: redes sociais
Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso – Foto: redes sociais

PM prende suspeitos de tráfico e apreende drogas e munições em Carmo do Rio Claro

Uma ação da Polícia Militar realizada na noite desta segunda-feira (12) resultou na prisão de suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas em Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas. A operação ocorreu após o recebimento de uma denúncia anônima indicando a venda de entorpecentes em uma residência localizada no bairro São Benedito.

Ao chegar ao endereço informado, os militares observaram movimentação suspeita. Um dos indivíduos tentou escapar ao notar a aproximação da viatura, correndo em direção ao interior do imóvel, mas foi contido ainda na entrada da casa. Durante a abordagem, os policiais avistaram sobre uma mesa diversos materiais associados à atividade criminosa, o que levou à realização de buscas no local.

No interior da residência, foram apreendidos entorpecentes de diferentes tipos, incluindo 24 papelotes e uma pedra de substância semelhante à cocaína, 23 buchas de maconha, além de 80 pedras e uma porção maior de crack. Também foram localizados instrumentos comumente utilizados para o tráfico, como uma balança de precisão, um caderno contendo anotações relacionadas à comercialização de drogas e a quantia de R$ 155,30 em dinheiro.

Além das drogas, a Polícia Militar recolheu munições de diversos calibres: 28 munições calibre .357, três munições calibre .38 e seis munições calibre .32. No imóvel ainda foram encontrados dois coldres para arma de fogo, quatro aparelhos celulares de marcas variadas e uma touca do tipo ninja.

Diante do material apreendido e das circunstâncias, os suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à delegacia de polícia, juntamente com todos os itens recolhidos, onde permaneceram à disposição da Justiça.

PM prende suspeitos de tráfico e apreende drogas e munições em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/PMMG

MPMG denuncia quatro pessoas por esquema de furto e clonagem de veículos de luxo em Passos

Passos/MG – Foto: reprodução

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra quatro pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa voltada à prática de crimes envolvendo caminhonetes e veículos de luxo no Sul de Minas. A ação é resultado da terceira fase da Operação Vicário, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Passos, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado do município.

De acordo com a investigação, o grupo atuava de forma estruturada no furto, receptação e clonagem de veículos, especialmente caminhonetes e automóveis de alto valor. A denúncia descreve a prática de furto qualificado, receptação qualificada, uso de documento público falsificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Conforme apurado pelo MPMG, ao menos dois veículos de luxo foram furtados e tiveram sua subtração revertida em benefício financeiro direto para a organização criminosa, caracterizando o proveito econômico obtido com as ações ilegais.

Na ação judicial, o Ministério Público solicita a condenação dos denunciados pelas infrações apontadas, além da destinação dos bens e valores apreendidos às vítimas dos crimes. O órgão também pede que os acusados sejam condenados ao pagamento de indenização por danos materiais, correspondente ao valor de mercado dos dois veículos furtados, e por danos morais coletivos, fixados em, no mínimo, R$ 480 mil.

Polícia Militar desarticula ponto de tráfico e apreende drogas em Carmo do Rio Claro

Polícia Militar desarticula ponto de tráfico e apreende drogas em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/Polícia Militar

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a desarticular, no último domingo domingo (12), uma suposta base de tráfico de drogas na Rua Marechal Deodoro, no bairro Porto, em Carmo do Rio Claro (MG).

Durante a operação, dois suspeitos foram surpreendidos no local. Um deles conseguiu fugir pela janela dos fundos do imóvel, enquanto o outro foi preso dentro da casa, onde os policiais encontraram entorpecentes e materiais usados na comercialização de drogas.

De acordo com informações da PM, ao chegarem ao endereço indicado, os militares avistaram J.O., que correu para dentro da residência e escapou antes de ser abordado. No interior da casa, foi detido N.S.M., localizado próximo a uma cama onde estavam escondidas 33 buchas de substância semelhante à maconha, sete pedras de crack e uma porção de cocaína.

Além das drogas, os policiais apreenderam duas máquinas de cartão e um telefone celular, que teriam sido utilizados nas transações do tráfico.

Todo o material foi recolhido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o suspeito preso. A Polícia Militar segue em diligências para tentar localizar o segundo envolvido.

Vereador de Nova Resende é investigado por ameaças, abuso de poder e assédio sexual

Vereador de Nova Resende é investigado por ameaças, abuso de poder e assédio sexual – Foto: reprodução/EPTV

A Câmara Municipal de Nova Resende (MG) instaurou uma Comissão Processante (CP) para investigar a conduta do vereador Odair Braz de Azevedo (PL), acusado de abuso de poder, intimidações contra servidoras públicas e quebra de decoro parlamentar. Durante os depoimentos, também surgiu uma denúncia de assédio sexual contra o parlamentar.

Denúncias de intimidação

As primeiras acusações partiram de três funcionárias da Secretaria de Saúde, entre elas a secretária Gislaine Dilva Pereira Gueles e a coordenadora administrativa Letícia Cristina Silva Bachião. Elas relataram que o vereador, que também atua como motorista da prefeitura, procurou a secretaria para questionar seu afastamento das funções e teria reagido de forma agressiva.

De acordo com as servidoras, ele teria usado a condição de homem e de vereador para intimidá-las, afirmando que possuía voz perante a população e que elas não eram nada, além de ameaçar transformar a vida delas em um inferno. As funcionárias afirmaram ter se sentido ameaçadas e intimidadas, destacando que a denúncia busca servir como exemplo para que situações semelhantes não se repitam, sobretudo no trato com mulheres no serviço público.

Posição do vereador e da prefeitura

O vereador negou ter ofendido as servidoras. Segundo ele, o episódio se tratou de um mal-entendido durante a cobrança de horas extras referentes a plantões de fim de semana, que não teriam sido pagas. Odair afirmou que foi recebido de forma incorreta e que apenas reivindicava seus direitos, mas que a situação acabou sendo interpretada de maneira distorcida. Ele declarou ainda que enxerga o processo como resultado de perseguição política.

A prefeitura informou que o pagamento de gratificação para funcionários em regime de plantão está previsto em lei municipal de 2022 e que esses plantões ocorrem apenas uma vez a cada dois meses ou em intervalos maiores.

Acusação de assédio sexual

Durante os depoimentos à CP, realizados na última sexta-feira (15), a servidora pública Tatiane Luiza Américo relatou ter sido vítima de assédio sexual por parte de Odair entre 2020 e 2021, quando trabalhava na prefeitura. Segundo ela, o vereador fazia comentários de cunho sexual, cochichava expressões ofensivas em seu ouvido, realizava gestos obscenos e chegou a apalpar partes do seu corpo.

A servidora também contou que o vereador depositou R$ 1,5 mil em sua conta e posteriormente afirmou que ela teria de “pagar a dívida” acompanhando-o até uma cidade vizinha. O advogado da funcionária confirmou que uma denúncia sobre o caso foi encaminhada ao Ministério Público no mesmo dia do depoimento.

Caminhos da investigação

O presidente da CP, vereador Roberto Guelere (PSDB), informou que a Câmara deverá buscar orientação jurídica sobre como proceder em relação à nova acusação, o que pode incluir o envio do caso ao Ministério Público, à Polícia Civil ou até a abertura de um novo processo de cassação.

Odair, por sua vez, afirmou não ter conhecimento oficial das denúncias de assédio e sustentou que não existem registros formais sobre o caso. Ele voltou a afirmar que é vítima de perseguição política.

Samu ameaça parar em 94% das cidades de MG, em meio a denúncia de rombo de R$ 57 milhões

Samu ameaça parar em 94% das cidades de MG, em meio a denúncia de rombo de R$ 57 milhões – Foto: reprodução

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Pré-Hospitalar (Samu 192) de Minas Gerais pode entrar em greve nos próximos dias. Os dez consórcios de saúde que atendem 800 municípios do Estado — o que representa uma cobertura de 93,7% do território mineiro — deram prazo até a próxima terça-feira (8 de julho) para que o Ministério da Saúde (MS) ou o governo estadual inicie tratativas para estabilizar os recursos destinados ao Samu. Em um ofício enviado à União, os consórcios do SUS denunciam a projeção de um rombo de R$ 56,8 milhões no custeio do Samu 192 em 2025: “cruzando o limiar do aceitável e colocando em risco a eficiência do serviço junto à população”, diz trecho do documento ao qual a reportagem teve acesso. Simultaneamente, cerca de 2 mil condutores socorristas pressionam por direitos e melhores salários. 

Os consórcios da rede de urgência e emergência divulgaram um levantamento com os valores repassados ao Samu 192 em 2024 e, com base nesses dados, projetaram um rombo milionário até dezembro deste ano. Os investimentos no serviço são compartilhados entre os governos federal, estadual e municipal (tripartite), sendo o Ministério da Saúde (MS) responsável por 50% da verba. No entanto, conforme denúncia dos socorristas do SUS-MG, a União tem repassado de 8% a 40% do valor acordado.

Para se ter ideia, enquanto o consórcio da rede de urgência da região Macro Nordeste e Jequitinhonha (CISNORJE) declara ter recebido cerca de R$ 1,5 milhão por mês do Ministério da Saúde no ano passado — o que corresponde a 40,21% da verba total do serviço —, o consórcio do Leste de Minas (CONSURGE) afirma ter recebido 8,3% (R$ 371,2 mil) de repasse mensal pelo Ministério da Saúde no mesmo período. O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) afirmou à reportagem que tem acompanhado o imbróglio. 

“Esse ofício foi encaminhado ao Ministério da Saúde (MS), no qual os consórcios declaram um déficit total de R$ 56 milhões para 2025. Antes, o recurso federal correspondia a 75%, mas foi minguando até chegar a 50%. E a participação do MS é muito importante, porque o serviço do Samu precisa ser habilitado pela União — não pode ser qualquer equipe”, afirma a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde-MG), Núbia Dias.

Segundo ela, que também é secretária executiva da Mesa Estadual Permanente de Negociação do SUS-MG, o Samu no interior de Minas tem sofrido com a baixa remuneração dos trabalhadores e jornadas exaustivas. “O SUS perde, porque os concursos do Samu passam a não interessar a ninguém. O salário não condiz com a complexidade do trabalho. Temos uma equipe altamente sobrecarregada e bases do Samu financeiramente desequilibradas. Gradativamente, o Estado corre o risco de perder um serviço móvel de urgência que é referência e excelência no país”, diz.

Na última visita ao Estado, em 16 de junho, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi questionado sobre o levantamento dos consórcios de saúde que aponta repasse insuficiente de verba ao Samu. Ele afirmou que irá investigar a situação, mas negou que exista um valor mínimo a ser obrigatoriamente cumprido.

“Primeiro, é mentira que exista um piso constitucional para o Samu. O último reajuste do Samu no Brasil ocorreu quando eu fui ministro, em 2012 e 2013. Depois disso, ficaram dez anos sem reajuste do Ministério da Saúde para os Estados e municípios. Com a volta do governo do presidente Lula, foi feito um reajuste de mais de 30% nos recursos. Vamos acompanhar essa situação em Minas, mas não vamos dialogar com mentiras”, cravou Padilha. A reportagem demandou o MS e aguarda retorno. 

Por outro lado, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) argumenta que a divisão do custeio do Samu no Estado é regida pela Portaria nº 1.010/2012, que estabelece que o Ministério da Saúde é responsável por 50% da verba; o Estado, por no mínimo 25%; e os municípios, por no máximo 25%. “Atualmente, o Governo de Minas repassa até mais de 50% dos custos informados pelos consórcios, superando o percentual mínimo estabelecido. A SES-MG reforça seu compromisso com a manutenção dos serviços de urgência e emergência no Estado”, afirmou a pasta.

Socorristas do Samu pressionam por direitos 

Segundo a diretora sindical Núbia Dias, outra corrente que tem pressionado por greve no Samu é puxada pelos condutores socorristas. Cerca de 2 mil trabalhadores estão mobilizados, cobrando por melhores condições de salários e pela inclusão do cargo como profissionais de saúde. “Um condutor socorrista recebe cerca de R$ 1.700, alguns R$ 1.860. São capacitados para atuar corretamente na cena do acidente e vivem uma jornada de risco, com plantões longos e muita pressão pelo imediatismo do resgate. Quando um adoece, causa um desequilíbrio na equipe”, explica. 

A categoria quer ser incluída no quadro de profissionais de saúde e, para isso, cobra a retomada da votação do Projeto de Lei 3.104/2020 na Câmara dos Deputados. O texto, de autoria do deputado Weliton Prado (PROS-MG), prevê que os condutores de veículos de emergência devem receber “a mesma proteção e os mesmos benefícios que os demais membros da equipe”.

“O condutor socorrista presta assistência direta ao paciente e está exposto aos mesmos riscos biológicos dos profissionais da saúde, devendo ser inserido na área da saúde, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações”, diz um dos trechos do PL.

A ameaça de greve

O Sindsaúde-MG informa que, se a greve for confirmada, as categorias ligadas ao Samu 192 em Minas Gerais irão respeitar as regras legais para a paralisação de serviços essenciais. “Faremos tudo com responsabilidade, dentro da lei, para que seja possível manter o serviço. Quando entramos com o pedido de comando de greve, a própria Justiça delimita o percentual mínimo da equipe que deve continuar trabalhando”, afirma.

Moradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis

Moradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis - Foto: divulgação
Moradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis – Foto: divulgação

Moradores de Alpinópolis, (MG), têm manifestado grande preocupação com o acúmulo de lixo encontrado às margens da MG-050, nas proximidades do um posto de combustível. Segundo relatos, o local vem sendo constantemente utilizado para descarte irregular de resíduos, o que tem causado indignação na comunidade e gerado impactos visíveis ao meio ambiente.

De acordo com um dos moradores, a área é frequentemente ocupada por grupos de ciganos, o que tem levantado discussões sobre a origem dos resíduos. No entanto, independentemente da procedência, a situação evidencia um problema mais amplo de negligência com a preservação ambiental.

A região em questão possui ainda uma mina centenária, um patrimônio histórico que, segundo os moradores, está sendo afetado pela degradação do entorno. As imagens do local mostram acúmulo de lixo doméstico, entulho e materiais plásticos, compondo um cenário de abandono que contrasta com a importância cultural e ambiental da área.

As denúncias chegaram até o Ministério Público, através de imagens da situação para análise. O objetivo, além de apurar responsabilidades, é promover a conscientização sobre a necessidade urgente de preservar o meio ambiente e garantir que o uso do espaço público ocorra de maneira sustentável.

A população local espera que, com o envolvimento das autoridades, medidas sejam tomadas para a limpeza do local, a fiscalização de novos descartes e, principalmente, a educação ambiental da comunidade e de visitantes. A situação reforça a importância da colaboração entre poder público, sociedade civil e instituições para proteger os recursos naturais e o patrimônio histórico da região.

A preservação ambiental é um dever de todos, e ações como esta mostram que a denúncia consciente e o engajamento da população são ferramentas fundamentais na luta por um futuro mais limpo e equilibrado.

Via: Portal Onda Sul

População de Arceburgo denunciam maus-tratos e suspeita de desvios de dinheiro no Asilo Paroquial da cidade

População de Arceburgo denunciam maus-tratos e suspeita de desvios de dinheiro no Asilo Paroquial da cidade - Foto: divulgação
População de Arceburgo denunciam maus-tratos e suspeita de desvios de dinheiro no Asilo Paroquial da cidade – Foto: divulgação

Uma grave denúncia envolvendo o Asilo Paroquial de Arceburgo (MG), foi registrada recentemente na Polícia Civil e encaminhada ao Ministério Público.

De acordo com relatos, idosos estariam sendo vítimas de maus-tratos, além de haver suspeitas de desvio de dinheiro da instituição.

Relatos e provas

Imagens e depoimentos obtidos pela equipe da TV Mococa On-line, mostram a situação preocupante em que vivem os idosos. Segundo familiares e ex-funcionários, há falta de cuidados básicos, alimentação inadequada e até mesmo casos de violência física e psicológica.

Além das condições precárias, há suspeitas de irregularidades financeiras. Recursos destinados ao bem-estar dos idosos não estariam sendo aplicados corretamente. Um ex-colaborador do asilo revelou que verbas públicas e doações não estão sendo utilizadas de forma transparente.

Investigações em andamento

A Polícia Civil e o Ministério Público já iniciaram investigações sobre as denúncias. Representantes do MP afirmaram que as providências cabíveis serão tomadas caso se comprovem os abusos e irregularidades.

Próximos passos

As investigações continuam, e a população de Arceburgo aguarda respostas sobre essa denúncia alarmante. Enquanto isso, os órgãos responsáveis pedem que qualquer pessoa com informações relevantes procure as autoridades.

Fonte: TV Mococa On-line

MP oferece novas denúncias contra oito pessoas em caso de compra de votos para vereadora mais votada de Passos

Operação Integridade cumpre sete mandados de busca e apreensão contra vereadora eleita e grupo suspeito de crimes eleitorais em Passos, MG — Foto: Ministério Público de Minas Gerais
Operação Integridade cumpre sete mandados de busca e apreensão contra vereadora eleita e grupo suspeito de crimes eleitorais em Passos, MG — Foto: Ministério Público de Minas Gerais

O Ministério Público ofereceu denúncia contra oito pessoas por seis crimes de falsidade ideológica eleitoral na conclusão da 2ª fase da Operação Integridade, que investiga crimes eleitorais nas últimas eleições em Passos (MG).

Em janeiro, o MP já havia denunciado oito pessoas pelo crime de associação criminosa e por 51 crimes de corrupção eleitoral ou compra de votos em favorecimento a uma vereadora eleita. Na ocasião, a vereadora Aline Gomes Macedo de Souza, a Aline do Social (PL), estava entre os denunciados.

Conforme o MP, após a realização de diligências investigatórias voltadas à apuração de sonegação de receitas e despesas na prestação de contas de campanha à Justiça Eleitoral, foi concluída a segunda fase da operação, com a apresentação de nova denúncia à Justiça pela prática de seis crimes de falsidade ideológica eleitoral.

Investigação

De acordo com as investigações, durante o período eleitoral no ano passado, uma vereadora eleita teria se associado a outras sete pessoas com o objetivo de praticar crimes de corrupção eleitoral. Aline Gomes Macedo de Souza, a Aline do Social (PL), acabou sendo eleita como a vereadora mais votada na cidade, com 3.014 votos.

Segundo o MP, o grupo é suspeito de aliciar eleitores com oferta de dinheiro em troca do voto, realizar propaganda de boca de urna e afixar material irregular de divulgação da candidatura nos veículos e residências de eleitores aliciados.

A operação revelou a existência de associação criminosa constituída para a prática de crimes de corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e propaganda eleitoral, no dia da eleição, no pleito de 2024.

No dia 9 de janeiro, equipes do Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão domiciliar em endereços dos investigados. Ainda conforme o MP, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na cidade de Passos e um em Ribeirão Preto (SP).

Investigação do Ministério Público apura compra de votos para vereadora mais votada de Passos — Foto: Divulgação MP
Investigação do Ministério Público apura compra de votos para vereadora mais votada de Passos — Foto: Reprodução
Investigação do Ministério Público apura compra de votos para vereadora mais votada de Passos — Foto: Reprodução
Investigação do Ministério Público apura compra de votos para vereadora mais votada de Passos — Foto: Reprodução

Ao longo da investigação, o Ministério Público também requereu a prisão preventiva de três investigados, mas o pedido não foi acatado pela Justiça Eleitoral.

No lugar da prisão preventiva, foram decretadas medidas cautelares de comparecimento bimestral em juízo, proibição de contato com outros investigados e testemunhas, proibição de se ausentar da comarca de sua residência sem prévia autorização judicial, recolhimento domiciliar no período noturno e em finais de semana, além da entrega dos passaportes.

A advogada da vereadora Aline Macedo, Thaís Buzato, informou que como não teve acesso à denúncia mencionada na matéria, não conhece seu conteúdo, o que inviabiliza a manifestação neste momento. Ela disse ainda que caso a vereadora Aline seja denunciada por algum fato, a defesa vai se manifestar nos autos no momento oportuno para comprovar sua inocência, tendo em vista que sua vida pública sempre foi pautada na honestidade, ética e integridade.

Ainda segundo o MP, as investigações prosseguem.

Via: G1

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