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Jornal Folha Regional

Explosão em lancha deixa oito pessoas feridas no Lago de Furnas, em Fama

Uma explosão em uma lancha deixou oito pessoas feridas no Lago de Furnas, em Fama (MG), na tarde do último sábado (5). Segundo o Corpo de Bombeiros, quatro vítimas foram socorridas por populares e duas pelo Samu, além de outras duas pela corporação. Duas mulheres foram socorridas em estado grave.

De acordo com a Marina Náutica, a embarcação estava na avenida Prefeito Antônio Quintino e uma explosão fez com que o fogo atingisse os tripulantes. A explosão, conforme a Marina, ocorreu logo depois de o piloto dar partida na lancha.

“Quatro pessoas foram socorridas por populares, enquanto o Corpo de Bombeiros socorreu uma mulher e um homem, com 35 anos cada aproximadamente. Eles tiveram queimaduras de segundo grau em diversas partes do corpo. O Samu também socorreu duas vítimas: uma mulher com queimaduras de segundo grau em todo o corpo, que foi socorrida em estado grave, além de um homem com queimaduras nos braços e nas pernas”, explicou o sargento do Corpo de Bombeiros, Míller Ramid.

As vítimas socorridas pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros foram levadas ao Hospital Alzira Velano, em Alfenas. Três delas estão em observação e uma em estado grave, sendo atendida na sala de emergência. Das pessoas socorridas por populares, duas mulheres foram levadas para outro hospital da cidade. Uma delas também em estado grave.

A direção da Marina Náutica de Fama, explicou, que a lancha fica ancorada no local durante a semana. Ainda segundo a Marina, um casal de Elói Mendes é o dono da embarcação e estava no local com mais três casais de amigos para se divertir no Lago de Furnas.

“Quando eles embarcaram, já estavam prontos para fazer o passeio, no momento da partida na lancha ocorreu uma explosão. Alguns pularam para dentro do píer, outros pularam na água. Prontamente nossa equipe fez a retirada dos que entraram na água, todos com queimaduras, mas todos conscientes também. Logo que fizemos a retirada, prestamos os primeiros socorros e realizamos o contato com o Samu e os bombeiros. Pelos relatos [das vítimas], quando a partida foi dada, ocorreu a explosão e, à princípio, essa explosão veio do próprio casco do barco, da parte de trás da embarcação”, explicou o administrador da Marina, Paulo Rogério de Oliveira.

As equipes estiveram na Marina Náutica logo após o acidente para realizarem a perícia e agora as investigações sobre a causa da explosão tiveram início.

Cânions de Capitólio podem reabrir para visitação ainda esse mês

Os passeios turísticos nos cânions de Capitólio (MG), devem ser retomados ainda neste mês. É o que informou Lucas Arantes, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, em entrevista à reportagem do jornal O Tempo. Investigação da Polícia Civil concluiu que queda de rocha foi “evento natural”. Especialista afirma que estudos prévios poderiam ter impedido a tragédia que matou 10 pessoas e deixou 27 feridos.

Desde que a tragédia aconteceu, o passeio nos cânions estão suspensos. A previsão é que a retomada aconteça no decorrer de março, conforme disse Arantes. “Os geólogos já vieram aqui, fizeram estudos, o Ministério Público também veio para estabelecer plano de visitação de forma mais segura. Dentro deste mês devemos fazer a reabertura gradual, com menos lanchas e seguindo as recomendações feita pela própria Polícia Civil”, contou.

Mesmo após a tragédia, o turismo continuou acontecendo em outros pontos da região. “As atividades nunca pararam. As lanchas só não vão até os cânions. Os passeios acontecem na represa de Furnas, nas cachoeiras”, diz Arantes. O movimento na região está aumentando e os comerciantes entusiasmados com o fim do período chuvoso.

Jogador de São Sebastião do Paraíso, chega ao Brasil após conseguir deixar a Ucrânia

O jogador de futsal Juninho Bernardes chegou ao Brasil três dias após conseguir deixar a Ucrânia. O voo do atleta saiu da Polônia e teve escala no Catar, chegando ao Brasil no último sábado (5).

O avião saiu da Polônia na sexta-feira (4) e, após a escala no Catar, chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos no último sábado. Após chegar ao Brasil, Juninho partiu para São Sebastião do Paraíso (MG), cidade natal dele. Juninho já até publicou uma foto nas redes sociais ao lado da mãe.

Saída da Rússia


Ao lado de outros três atletas brasileiros, Rodriguinho, Léo Barboza e Jean Carlos, ele cruzou de trem o país em guerra com a Rússia. Juninho estava em Slavyansk, segunda maior cidade da Ucrânia. Todos eles defendem o De Trading, clube do município ucraniano.

Inicialmente, eles iriam ficar na cidade. No entanto, com o passar dos dias, decidiram, na terça-feira (1º), que deixariam o país. Os brasileiros viajaram de trem até Lviv, município que fica a cerca de 70 quilômetros da Polônia.

Eles chegaram a Lviv na quarta-feira (2) após uma viagem de aproximadamente 40 horas. Os brasileiros conseguiram cruzar a fronteira logo em seguida e iniciaram o planejamento para retornarem ao Brasil.

Prefeitura de Carmo do Rio Claro distribui kits escolares para alunos da rede pública

A prefeitura de Carmo do Rio Claro, iniciou na última quinta-feira (3), a distribuição de kits escolares para alunos da rede pública. 

‘’Escola Pública de Qualidade. Feitos com muito carinho pela nossa equipe’’, escreveu o prefeito, Filipe Carielo. 

A distribuição acontece em uma escola por dia. A primeira a ser contemplada foi a Escola Municipal Anchieta. Todos os alunos da rede pública Municipal irão receber o kit escolar.

Santa Casa de Passos está entre os melhores hospitais do Brasil

A Santa Casa de Misericórdia de Passos (SCMP) está na 13ª posição entre os 96 melhores hospital do Brasil e ficou em primeiro lugar no ranking de Minas Gerais. O levantamento foi realizado pela prestigiada revista norte-americana Newsweek (confira aqui)

Pandemia

Em março de 2020, antes de o Brasil sofrer as restrições impostas pela pandemia, o hospital já havia conquistado a 12ª posição no mesmo levantamento feito pela revista. Ano passado, ficou em 15º lugar – uma conquista em pleno período de enfrentamento ao coronavírus.

Filantropia

“Somos um hospital de caráter filantrópico. Há mais de 150 anos buscamos cuidar e promover saúde para a população de Passos e região. Ser reconhecido como o melhor hospital do estado de Minas Gerais é motivo de muita satisfação para nós, pois nada disso veio do nada. Tudo é fruto da busca incessante pela melhoria de nossos serviços.”, diz Dr. Vivaldo Soares Neto, provedor da Santa Casa.

Legado

Para Daniel Porto Soares, superintendente geral do hospital, a conquista vai muito além da confirmação de que a Santa Casa está no caminho certo. “Conseguimos crescer dois pontos percentuais em relação ao ranking do ano passado e avançamos para o primeiro lugar de Minas Gerais. Esses reconhecimentos que estamos recebendo é apenas o início do legado da nossa Santa Casa”, diz afirma.

UTI Covid

Na noite de ontem, a Santa Casa de Passos informou que o Governo de Minas Gerais não irá mais financiar os leitos destinados exclusivamente ao tratamento da Covid. Segundo portaria divulgada pela Superintendência de Vigilância Sanitária estadual, os leitos anteriormente utilizados para assistência hospitalar a pacientes com Covid-19 serão integrados à rede de atenção à saúde do Estado. Entre as justificativas para esta integração de leitos e não mais a destinação exclusiva consideram-se o “aumento da cobertura vacinal contra COVID-19 e a melhora do cenário assistencial da COVID-19 no Estado de Minas Gerais e no Brasil, especialmente relacionado ao menor número de internações e casos graves da doença”.

Como fica em Passos

A portaria enfatiza ainda que os pacientes acometidos com a forma grave da doença receberão atendimento diferenciado, seguindo todos os protocolos de segurança que já vêm sendo utilizados. Em Passos, a Santa Casa assegura que o tratamento aos pacientes com quadros graves de Covid não sofrerá alterações.

Via: Verboaria.

Coluna: ‘VOCÊ SABIA?’, de Rafael de Medeiros

Você sabia que divulgar mensagens sem autorização dos participantes da conversa pode gerar indenização?

A divulgação ao público de conversas sem autorizações de todos os participantes dela por meio de aplicativos de conversas (como p.ex. WhatsApp) é ato ilícito podendo resultar em responsabilização civil pelos eventuais danos.

Em recente julgado do STJ (Superior Tribunal de Justiça), do mesmo modo como nas conversas por telefone, aquelas conversas realizadas por aplicativo de mensagens são resguardadas pelo sigilo das comunicações, de forma que a divulgação do conteúdo para terceiros e/ou outras pessoas depende do consentimento dos participantes ou de autorização judicial.

“Ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano”, afirmou a relatora do processo REsp. 1.903.273, ministra Nancy Andrighi.

Em outro julgado, o próprio STJ já havia decido que “os dados armazenados nos aparelhos celulares – envio e recebimento de mensagens via SMS, programas ou aplicativos de troca de mensagens, fotografias etc. –, por dizerem respeito à intimidade e à vida privada do indivíduo, são invioláveis, nos termos em que previsto no inciso X do art. 5º da Constituição Federal” (HC 609.221/RJ, Sexta Turma, DJe 22/06/2021).

Ainda conforme a Ministra Nancy Andrighi, “caso a publicização das conversas cause danos ao emissor, será cabível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação. Por fim, é importante consignar que a ilicitude poderá ser descaracterizada quando a exposição das mensagens tiver como objetivo resguardar um direito próprio do receptor. Nesse caso, será necessário avaliar as peculiaridades concretas para fins de decidir qual dos direitos em conflito deverá prevalecer.”

Portanto, a exceção a esta regra seria quando a divulgação das mensagens tiver o objetivo de resguardar um direito do receptor das mensagens divulgadas, pois a Constituição Federal assegura, no art. 5º, XII, a inviolabilidade das comunicações telefônicas, com exceção das hipóteses previstas em lei para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

Por fim, é preciso cuidado pois, na dúvida, é melhor não espalhar pelas mensagens, fotos ou outros dados pelas redes sociais ou por aplicativos de mensagens que alguém lhe confiou e, portanto sem a autorização deste.

Referências Bibliográficas:
a) BRASIL. Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Rio de Janeiro, RJ. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 18/11/2021.
b) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Comunicação. Notícias. Decisão. “Divulgação de mensagens do WhatsApp sem autorização pode gerar obrigação de indenizar”. Disponível em: https://www.stj.jus.br/sites/portalp/Paginas/Comunicacao/Noticias/02092021-Divulgacao-de-mensagens-do-WhatsApp-sem-autorizacao-pode-gerar-obrigacao-de-indenizar-.aspx. Publicado em: 02/09/2021. Acesso em: 20/02/2022.
c) SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO ESPECIAL Nº 1903273 – PR (2020/0284879-7). Disponível em: https://processo.stj.jus.br/processo/julgamento/eletronico/documento/mediado/?documento_tipo=91&documento_sequencial=133486104&registro_numero=202002848797&peticao_numero=-1&publicacao_data=20210830&formato=PDF. Acesso em: 20/02/2022.
d) AGÊNCIA BRASIL. Geral. “Espalhar “prints” de conversas pode dar direito a indenização”. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2021-10/espalhar-prints-de-conversas-pode-dar-direito-indenizacao. Publicado em: 12/10/2021. Acesso em: 20/02/2022.
e) CONJUR. “PRINT DA DISCÓRDIA. Divulgar conversa de WhatsApp sem autorização gera dever de indenizar, diz STJ”. Disponível em https://www.conjur.com.br/2021-ago-30/divulgar-print-screen-whatsapp-gera-dever-indenizacao . Publicado em: 30/08/2021. Acesso em: 20/02/2022.

Inquérito concluído: capacete poderá ser obrigatório na região dos Canyons e semelhantes

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apura a causa da queda de um cânion em Capitólio (MG). Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4), foi divulgado que o trágico acidente em 8 de janeiro, em que 10 pessoas em uma lancha morreram e várias ficaram feridas, foi resultado de um “evento natural”. Não foi identificada uma ação humana específica que tenha provocado a queda da rocha.

De acordo com a polícia, o foco inicial dos trabalhos era a identificação das vítimas e prestar auxílio aos familiares. “Foi uma ação rápida da Polícia Civil, que contou no ato da identificação com o apoio da Polícia Federal, houve a identificação séria, em apenas 36 horas, das 10 vítimas. Essas pessoas, foi provado que estavam na mesma embarcação de nome ‘Jesus’”, explica o delegado Marcos Pimenta, da regional de Passos.

Paralelo a isso, foi acionado um grupo de peritos, com apoio aéreo da PC, que foi até a região e fez um levantamento geológico e arquitetônico do local. O perito criminal Rogério Shibata explica que alguns pontos foram importantes para a queda da rocha, sendo o principal a geografia do local.

“Presença de material argiloso na base da rocha que caiu. Erosão na base da rocha (nível da água muda dependendo da época do ano) bloco estava sendo erodido na base durante anos. O fluxo da água que cai da cachoeira vai de encontro ao local da rocha que caiu, contribuindo para a erosão da base”, ressalta.

“A causa para o tombamento do bloco de quartzito ocorrido está relacionada ao processo natural de remodelamento de relevo, processo comum em toda região do cânion de Capitólio”, informa o relatório da PC após as investigações.

Mas a tragédia poderia ter sido evitada, segundo o delegado. “Tudo poderia ter sido evitado. Hoje sabemos que há necessidade de termos um estudo de mapeamento do movimento de massa, mas seria muito leviano outorgar o piloto. Há necessidade de mudanças das nossas leis para que esses estudos de mapeamento geológico sejam”, aponta. Pensando nisso, a PC elaborou uma lista de sugestões que vai ser encaminhada aos órgãos e instituições responsáveis pelo licenciamento e fiscalização da região.

Confira:

  • Realização de mapeamento de todas as zonas de risco (movimento de massas) por geólogos e/ou outros profissionais especializados no ramo, e sua demarcação em campo e em planta;
  • Redução no número de embarcações nos cânions, as quais deverão apenas contemplar o local, em velocidade baixa e sem uso de aparelho sonoro;
  • Implementação do selo de identificação nas embarcações;
  • Identificação de todos os turistas que utilizarem embarcações, sendo que o controle/cadastro deverá ser armazenado/disponibilizado nos respectivos píeres;
  • Uso obrigatório de colete salva vidas (em toda represa) e capacete na região dos cânions e áreas semelhantes;
  • Maior integração entre os órgãos/instituições responsáveis pela concessão e fiscalização de empreendimentos turísticos;
  • Proibição de passeios turísticos quando há comunicação de advertência pela Defesa Civil;
  • Fortalecimento das fiscalizações de engenharia, geologia e ambiental;
  • Exigência de estudo de risco e respectiva contenção para os empreendimentos turísticos;
  • Efetiva participação de Furnas e da concessionária Nascentes das Gerais na adoção de medidas preventivas de segurança.

Construção de hidrelétricas ameaça extinguir cachoeiras na Zona da Mata

Cachoeira do Pacau é considerada o cartão postal da região

Moradores de Santa Rita de Jacutinga, Bom Jardim de Minas e outras cidades da Zona da Mata estão preocupados com a instalação de duas usinas hidrelétricas na região. É que, segundo o movimento SOS Cachoeiras, os empreendimentos podem resultar na extinção de, ao menos, sete cachoeiras desses municípios – as estruturas poderiam reduzir em até 80% a vazão dos rios Jacutinga e Bananal, diminuindo os fluxos de água que formam as quedas. Só em Santa Rita de Jacutinga, 50 empresas e 300 postos de trabalho estariam em risco, segundo a prefeitura.

Os empreendimentos em questão são as Centrais Geradoras Hidroelétricas (CGHs) Moinhos e Sêneca – projetos das empresas Welt Energia e Hy Brazil, respectivamente. Com a instalação deles, de acordo com o secretário de Turismo de Santa Rita de Jacutinga, Gil Cunha, a vazão mínima (chamada de “ecológica”) dos rios, garantida pelas empresas, não é ideal.

“Estudos apresentados pelas empresas apontam que é preciso garantir uma vazão ecológica. No caso da Moinhos, o levantamento aponta que se trata de 20% da vazão. A gente sabe que, em agosto, com a seca, o rio praticamente ‘míngua’. Ficando 20% do volume mínimo, isso vai matar as cachoeiras”, explicou.

A prefeitura da cidade informou que o turismo é a segunda atividade econômica mais importante da região, ficando atrás apenas da pecuária. “Somente aqui, em Jacutinga, temos 50 empresas que lidam com o turismo e geram cerca de 300 empregos. Isso é algo que nenhum usina poderia compensar, e já analisamos essa conta”, acrescentou Cunha.

O prefeito Alexsandro Lamdim (DEM) concorda com o colega.“Já temos duas (usinas) em nosso município, e esses empreendimentos não vão gerar renda nem emprego para o município. Pelo contrário, vão prejudicar o nosso turismo”, disse Lamdim. Entre as sete cachoeiras que podem ser impactadas está a do Pacau. A queda d’água de 90 m é procurada pelos praticantes de cascading – rapel praticado em cascatas e cachoeiras.

A luta para tentar barrar os empreendimentos tem mobilizado a população da região. Desde a criação do movimento SOS Cachoeiras, dois protestos já foram realizados. A manifestação mais recente, ocorrida no dia 13 de fevereiro, aconteceu na Cachoeira do Pacau, que será impactada pela construção da CGH Moinhos.

“Todo mundo vai ser afetado com essa construção. Não adianta deixar para reclamar depois que o trator estiver passando”, disse o morador da região Marcus Vinicius, 39.

Somente uma usina tem licença ambiental

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semad) informou que, das duas usinas, apenas a CGH Sêneca, do Grupo Welt, já possui licença ambiental para ser instalada. Já a CGH Moinhos, do Grupo Hy Brazil, não tem processo em análise.

Em nota, a pasta ressaltou que, durante o processo de regularização ambiental, sempre consta documento de anuência do município. “As CGHs, na maioria dos casos, não trabalham com barramentos que afetam as margens dos rios e os moradores, como aquelas grandes hidrelétricas que são conhecidas, mas sim com um desvio de parte do recurso hídrico, que será direcionado para a pequena usina por meio de uma tubulação. Este volume hídrico é analisado e autorizado no contexto do licenciamento ambiental que preconiza uma vazão residual permitida na legislação”, explicou a Semad.

A secretaria afirmou ainda que, em tempos de seca, quando a vazão pode ser menor do que o mínimo permitido em licença ambiental, a empresa responsável pela CGH deve paralisar as atividades.
“Nesta época, se não houver condições de atender a vazão residual, a empresa paralisa as atividades até restabelecimento da vazão residual novamente”, traz a nota.

Testes rápidos de Covid-19 são furtados de posto de saúde em Carmo do Rio Claro

Foram furtados 180 testes rápidos para Covid-19 da Prefeitura de Carmo do Rio Claro (MG). O caso ocorreu na última quinta-feira (3) em um posto de saúde da cidade.

Segundo a Polícia Militar, os testes foram furtados do posto ao lado da creche pró-infância na cidade. Ainda conforme a PM, as funcionárias do local viram a janela arrombada quando chegaram para trabalhar.

De acordo com a polícia, forma levadas três caixas que continham 60 testes para a Covid-19 em cada um.

Um boletim de ocorrência foi registrado sobre o caso. Até o momento ninguém foi preso.

Guerra na Ucrânia: jogador de futsal sul-mineiro chega à Polônia e fica perto de retorno ao Brasil

O jogador de futsal Juninho Bernardes conseguiu deixar a Ucrânia e chegou à Polônia. O atleta, que é natural de São Sebastião do Paraíso (MG), agora está perto de voltar ao Brasil. Ao lado de outros três atletas brasileiros, ele cruzou de trem o país em guerra com a Rússia. Ele deve embarcar ao Brasil nesta sexta-feira (4).

Juninho estava em Slavyansk, segunda maior cidade da Ucrânia, onde defende o De Trading. O sul-mineiro e os também brasileiros Rodriguinho, Léo Barboza e Jean Carlos viajaram de trem até Lviv, município que fica a cerca de 70 quilômetros da Polônia.

Juninho Bernardes publicou a chegada à Polónia nas redes sociais  — Foto: Reprodução/Redes sociais

Eles chegaram a Lviv na quarta-feira (2) após uma viagem de aproximadamente 40 horas. Os brasileiros conseguiram cruzar a fronteira logo em seguida e agora aguardam para retornarem ao Brasil.

Conforme Juninho publicou nas redes sociais, ele e os demais brasileiros retornam ao Brasil em voo marcado para esta sexta. A chegada ao país deve ocorrer na manhã de sábado (5), assim como Rodriguinho informou ao ge Prudente e Região.

Juninho Bernardes, jogador de futsal pelo De Trading, da Ucrânia  — Foto: Divulgação/De Trading

A mudança de planos

Inicialmente, Juninho os outros três brasileiros iriam ficar na cidade ucraniana. No entanto, com o passar dos dias, eles decidiram, na terça-feira (1º), que deixariam o país.

A viagem que levaria 25 horas de trem até Lviv durou um dia e meio para ser concluída. Os jogadores começaram de trem a ida à cidade que fica a 70 km da Polônia de trem, por volta das 5h (de Brasília) do dia 1º de março. A informação sobre a chegada ao destino foi registrada pelo jogador, em suas redes sociais, por volta das 17h30 (de Brasília) de quarta.

A chegada a Lviv também foi registrada pelo companheiro de clube Rodriguinho. Na publicação do também brasileiro, o atleta está dentro de um carro e destaca que foram mais de 40 horas de viagem.

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