O ônibus que faz a linha Guapé/Passos, tem em seu itinerário São José da Barra (MG), porém há tempos o mesmo tem que parar no meio da rua para embarque e desembarque, ocasionando problemas para os veículos que transitam em uma das avenidas principais da cidade.
Na manhã desta sexta-feira (23), quase que um pedestre foi vítima de acidente, pois devido algumas calçadas estarem obstruídas por conta das construções, andar na rua é a alternativa.
A diretoria da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra, encaminhou um ofício para o Secretário de Obras da cidade, o qual ficou de fazer uma sinalização no local de parada do ônibus, porém, se passaram meses e nem uma ação foi executada.
A ACE reitera o pedido para que todos tenham acesso ao embarque e desembarque com segurança.
A Frente Parlamentar do Café, presidida pelo deputado Emidinho Madeira, e a Ministra da Cultura, Tereza Cristina, se reuniram na manhã desta sexta-feira (23) no Sindicato Rural de Alfenas (MG) com o objetivo de ouvir os cafeicultores e criar uma pauta de prioridades para socorrer o setor gravemente afetado pela geada mais forte dos últimos 30 anos.
“Quando recebi os relatos da geada do dia 20 de julho, fiquei muito preocupada. Sei o esforço para produzir e a frustração de perder a plantação num ano com boas previsões de valores. Viemos aqui para ver, ouvir e achar soluções em conjunto. A geada pegou pontos diferentes e vamos trabalhar em uma solução conjunta com o estado de Minas Gerais, prefeitos e cooperativas”, disse a ministra.
Tereza Cristina pediu que os produtores forneçam dados detalhados sobre as perdas para ajudar na elaboração das políticas públicas para o setor. “O levantamento que será feito pelas equipes técnicas do estado e pela nossa equipe da Conab será fundamental para se construir uma política para a região. Pedimos que produtores nos forneçam os dados corretamente, fotografem as suas lavouras neste momento e que todo mundo fique tranquilo porque juntos vamos achar um caminho para sair dessa situação de perdas que a geada nos trouxe.”
Ela disse que o governo vai ajudar a encontrar soluções, principalmente para os pequenos produtores. “Vamos sentar com as cooperativas, com os bancos, o Ministério da Agricultura tem o Funcafé, que é um dinheiro da cafeicultura. Com essa perda avaliada, vamos ver como podemos ajudar os produtores, principalmente os pequenos, que têm menos recursos para se reerguer”.
Antes da reunião, realizada no Sindicato Rural de Alfenas, a ministra e demais autoridades estaduais visitaram a lavoura de café da Fazenda Primavera para verificar de perto as perdas na produção do grão.
A secretária Estadual de Agricultura de Minas Gerais, Ana Maria Valentin, informou que o governo estadual fará um levantamento da atual situação de cada lavoura: “De primeira ordem, o que o estado pode fazer é um laudo bem-feito e fidedigno do que está enfrentado, o que cada produtor perdeu para saber quem sofreu mais e o que cada um irá precisar”.
O deputado federal Emidinho Madeira (PSB-MG), presidente da Frente Parlamentar do Café, reforçou a importância da organização dos produtores em cooperativas e disse que lutará pela renegociação dos prazos para pagamento de financiamentos. “Os cafeicultores daqui ajudam a desenvolver outras cidades, que recebem os recursos do café indiretamente na construção de casas e comércio locais. Temos que conseguir ajudar o produtor. Vamos pedir carência de um ano, dois para que os produtores possam honrar seus compromissos.”
Acompanharam a ministra na reunião o secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, e o diretor de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese. O presidente da Emater, Otávio Maia; e o presidente do Sebrae, Carlos Melles, além de prefeitos, vereadores, produtores de café e representantes do setor também participaram do encontro.
Um morador de São José da Barra (MG) perdeu R$ 600,00 após cair em um golpe de renegociação de dívidas. Segundo o jovem, ele entrou em contato com os golpistas através de um perfil em uma rede social com a intenção de quitar os débitos em seu nome.
Ainda de acordo com a vítima, os estelionatários continuam aplicando golpes com o número. Antes de realizar o pagamento ele conversou com um contador, o qual disse que os dados da ‘empresa’ estavam certos.
‘’A gente manda o CPF e eles mandam todas as suas pendências. Eu pesquisei sobre o CNPJ e estava tudo certo. Esse número fica online todo dia’’.
Utilizando a frase ‘Feirão Limpa Nome’, a divulgação acontece por meio de redes sociais.
‘’Eles tem perfil no Instagram, no Facebook e são vários números. Você clica nos contatos das plataformas e já cai direto nesses WhatsApp. Eles falam que seu nome vai ser limpo. É tudo muito certo, são profissionais. Depois que realiza o pagamento e você manda mensagem eles nem respondem mais’’.
O homem diz que constatou que teria caído em um golpe assim que pesquisou um pouco mais sobre a suposta entidade.
‘’Depois vi uns comentários das pessoas falando que estava demorando para os nomes ficarem limpos, foi quando percebi que tinha caído em um golpe’’.
A vítima solicitou a divulgação do golpe para que não haja novas vítimas, pelo menos aqui na região.
Os números de casos e mortes por Covid-19 estão em queda no Sul de Minas há seis semanas consecutivas. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a região registrou nesta semana 5.792 casos da doença, com 151 mortes. Esses números semanais são os menores desde março.
Número de casos registrados na região nas últimas semanas:
Esta semana: +5.792 casos, com 151 mortes;
Há 1 semana: +6.311 casos, com 176 mortes;
Há 2 semanas: +6.889 casos, com 220 mortes.
Desde o início da pandemia, conforme os dados da SES-MG, o Sul de Minas já teve confirmados 286.034 casos positivos de Covid-19, sendo 6.852 mortes em decorrência da doença.
Estes dados são referentes ao balanço publicado pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais e podem apresentar divergências com os já divulgados pelas prefeituras, devido a períodos diferentes de fechamento.
As cidades que tiveram mais casos confirmados pela SES-MG nesta semana foram:
+658 Pouso Alegre
+495 Varginha
+300 Santa Rita do Sapucaí
+267 Passos
+236 Poços de Caldas
+186 São Sebastião do Paraíso
+172 Alfenas
+131 Guaxupé e Lavras
Já as cidades que tiveram mais mortes confirmadas pela SES-MG na semana foram:
Desde o início de julho, a Secretaria Municipal de Turismo de Capitólio conta com cinco servidores capacitados como agentes Especiais para Tripulação de Embarcações de Estado do Serviço Público (ETSP). As 40 aulas teóricas e práticas do curso foram ministradas entre 28 de junho e 2 de julho por instrutores habilitados da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), em São José da Barra. Todos foram diplomados no dia 15 deste mês e já estão exercendo as funções.
De acordo com a Assessoria de Imprensa de Comando do 1º Distrito Naval do Rio de Janeiro, a delegacia cumpre o calendário de cursos do Programa do Ensino Profissional Marítimo (Prepom) aprovado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC) para a formação e capacitação de aquaviários. O curso ETSP não visa formar ou capacitar aquaviários, motivo pelo qual não está previsto no programa, mas habilitar servidores públicos para poderem operar embarcações de instituições públicas. Ele acontece mediante solicitação dos interessados, de acordo com a disponibilidade de atendimento pela DelFurnas e sem prejuízo ao calendário do Prepom.
Para o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Capitólio, Lucas Arantes Barros, empossado dia 1º de junho, a realização do curso foi solicitada pela atual administração com o objetivo de aumentar a segurança da população que visita os principais pontos turísticos de Capitólio.
“Alguns agentes já trabalhavam na área, mas não eram capacitados. Com a instalação da DelFurnas na Barra, firmamos parceria no sentido de nos orientar sobre a observação e até mesmo a abordagem em relação aos condutores de iate, lancha, jet-ski e similares que procuram pelas belezas do Lago de Furnas. Daí aumentou consideravelmente a chance de qualificação dos servidores”, enfatizou.
Lucas ressaltou ainda que os agentes públicos, além de operarem embarcações do município, eles têm o poder de notificações relacionadas às desobediências quanto às normas de segurança das pessoas embarcadas e veículos aquáticos.
“Eles fiscalizam para proporcionar segurança a todos. O que notarem de irregular, resulta no relatório a ser analisado pela DelFurnas sobre a possível lavratura do auto de infração dos envolvidos”, explicou.
Os pontos turísticos mais visitados na orla fluvial do município são os Cânions, Lagoa Azul, Cachoeirinha da Ilha, e a Ponte do Rio Turvo.
Os cinco alunos participantes do curso, apenas um é do sexo feminino, Carolaine Monique Ferreira. Também receberam o certificado da DelFurnas, Alexandre Gonçalves Silveira, Álisson Vinícius Ramos de Oliveira, Denis Eduardo Ribeiro, e Vanderlei dos Santos. O secretário revelou que finais de semana e feriados são dias de maior fluxo de turistas no lago, aumentando o trabalho de deslocamento e fiscalização nos pontos de onde há o maior número de embarcações aquáticas motorizadas.
A Assessoria de Imprensa de Comando do 1º Distrito Naval informou ainda que foram ministradas, entre outras, as disciplinas de navegação, controle de avarias e primeiros-socorros, conhecimentos fundamentais para que os agentes possam conduzir, com segurança, as embarcações em rio, lagos e lagoas onde operam. A certificação dos alunos permitirá conduzir embarcações miúdas, como lanchas e motos aquáticas, pertencentes à prefeitura, e que são utilizadas para realizar a fiscalização do cumprimento das leis municipais em águas interiores.
“A presença de turistas na região de Capitólio é frequente, sendo as atividades nos rios e lagos um atrativo. Percebendo a importância de melhor qualificar os agentes públicos, a iniciativa da prefeitura local, em conjunto com a DelFurnas, representa significativa contribuição para a segurança do tráfego aquaviário e o ordenamento dos pontos turísticos do Lago de Furnas”, descreveu um dos assessores do distrito.
O Inmet — Instituto Nacional de Meteorologia e o Instituto Geoclima publicaram na manhã desta sexta-feira (23) alertas para o risco de geadas em Minas Gerais e para a chegada de nova massa de ar polar na próxima semana.
Em 66 municípios de Minas, haverá ocorrência de fortes geadas no sábado (24), entre as 3h e as 7h.
O Inmet tem divulgado diversos alertas da nova frente fria que atua sobre Minas nesta semana. Os principais avisos são sobre as fortes geadas que atingem principalmente as Regiões Serranas em Minas como Sul, Sudoeste e a Serra Da Mantiqueira.
A previsão do Instituto Geoclima é que esta nova frente fria tenha a sensação térmica mais intensa que a anterior. “Esta massa de ar polar deve durar uns quatro dias, do último dia de julho até a primeira semana de agosto”, alerta Heriberto dos Anjos, meteorologista do Instituto Geoclima.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (22), na Câmara Municipal de Alpinópolis (MG), o prefeito Rafael Freire anunciou o encerramento do contrato com a COPASA no município.
Segundo o prefeito, todo o processo iniciou-se em 2017, quando foi relator da CPI da Copasa, durante seu mandato como vereador. De acordo com informações levantadas pela investigação, a companhia ‘descartava’ quase 70% de resíduos na água. Apenas em 2017, 49% do esgoto do município era jogado em natura no Ribeirão Conquista, sem o devido tratamento.
Além do crime ambiental, Rafael pediu a apuração de possíveis práticas de improbidade administrativas.
Segundo o Advogado Dr. Antônio Giovani de Oliveira, foram constatadas 8 ilegalidades, como a não realização de licitação por parte da prefeitura para contratação da companhia.
O município de Alpinópolis não pagará nenhuma indenização para a Copasa, já que a mesma não está procedendo corretamente. Segundo o Prefeito, a empresa pegou todo o sistema de Tratamento de Esgoto (ETE) já pronto feito pelo município no valor de 17 milhões de reais.
A prefeitura divulgará uma nova licitação para contratação da empresa que fará o abastecimento e o tratamento de água e esgoto do município de Alpinópolis.
‘’Uma tarifa justa que caiba no bolso da população e um serviço de qualidade é o que buscamos’’, informou a nota divulgada pelo prefeito.
Comitê Extraordinário manteve 12 das 15 macrorregiões nas ondas amarela e verde do plano de retomada gradual da economia.
Minas Gerais manteve o cenário favorável com a melhora nos indicadores da covid-19. Nos últimos 14 dias, houve queda de 11% na taxa de incidência da doença. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (22) durante reunião do Comitê Extraordinário Covid-19, que se reúne semanalmente para discutir a situação da pandemia no estado. Com os resultados, a classificação das macrorregiões se manteve e 12 das 15 localidades permanecerão nas ondas amarela e verde, as mais flexíveis do plano Minas Consciente, que promove a retomada segura e gradual da economia.
O estado registrou queda no número de óbitos e de novos casos da doença na última semana, assim como uma redução na espera por leitos. Hoje, 64 pacientes aguardam vaga para UTI Covid em Minas, enquanto na semana passada eram 70. No início de junho, esse número chegou a ser quase quatro vezes maior.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, não há mais pressão por vagas nas macrorregiões. “Essa espera está caindo semanalmente e é o cenário mais positivo, com pressão muito baixa por leitos e redução na ocupação”, ressaltou. A ocupação dos leitos de UTI exclusivos covid está em torno de 58% e houve queda de 26% nas solicitações de internações no estado.
Ondas
Estão na onda verde do Minas Consciente as macrorregiões Sudeste e Vale do Aço. Na amarela, permanecem a Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha, Leste, Noroeste, Norte, Oeste, Sudeste, Sul e Triângulo do Norte.
Já na faixa vermelha estão Leste do Sul, Nordeste e Triângulo do Sul. Nenhuma delas, no entanto, possui a classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável, que é a de maior restrição do plano Minas Consciente.
O número de cidades com menos de 30 mil habitantes, que poderão progredir de onda, independentemente da situação em que se encontra a macro ou a microrregião, é de 95 municípios nesta semana. Essas cidades registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.
Vacinação
Minas Gerais chegou, nesta semana, a 9 milhões de primeiras doses aplicadas, segundo o Painel Vacinômetro, e registrou uma aceleração na aplicação do imunizante, com a chegada de novas doses e ampliação dos públicos por idade.
O secretário Fábio Baccheretti reforçou a importância de a população mineira confiar na segurança da vacina, buscando a imunização com as duas doses.
“Não se deve escolher vacina ou acreditar em fake news Todas as nossas análises são feitas com base nas vacinas que estão disponíveis e mostram que todas elas são eficazes. Esse é o motivo para estarmos chegando a melhores patamares da situação da pandemia”, destacou.
Cirurgias eletivas
Durante a reunião desta quinta-feira (22) também foram apresentadas novas regras para cirurgias eletivas em hospitais privados e públicos. Uma resolução da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) será publicada sobre o tema, assim como a Deliberação do Comitê Extraordinário Covid será alterada.
Com a mudança, hospitais privados, ou seja, que não recebem recursos públicos, podem retomar as cirurgias eletivas, reduzindo assim o passivo existente e a espera dos pacientes. Já na rede SUS, essa retomada poderá ocorrer no momento em que se comprovar estoque de pelo menos 30 dias do chamado kit intubação. Macrorregiões em cenário desfavorável seguem impedidas de realizar esse tipo de cirurgia.
A suspensão das eletivas foi determinada devido à pressão por leitos de UTI e pelo baixo estoque do kit intubação em todo o país, com a consequente dificuldade de acesso a esses medicamentos. Segundo o secretário de Estado de Saúde, a preocupação atual é em relação aos atrasos que a pandemia gerou neste tipo de cirurgia.
Cidades liberam shows em barzinhos
Em Itaú de Minas e outras cidades da região, estão autorizados os shows ao vivo com limitação de músicos.
O empreendimento informou, em nota, que uma fagulha externa às suas dependências caiu sobre o teto de um restaurante; não houve feridos.
O Hot Park, em Rio Quente, Goiás, foi atingido por um incêndio na tardes desta quinta-feira, dia 22. Havia clientes e funcionários no local quando uma fagulha externa, segundo o parque aquático, caiu sobre o teto de um restaurante. As pessoas foram retiradas para uma área segura e não houve feridos. O empreendimento informou, em nota, que abrirá na sexta-feira, com exceção da localidade afetada pelas chamas. Imagens publicadas nas redes sociais mostram as labaredas, que já foram contidas. Turistas, contudo, relataram despreparo das equipes do parque em oferecer apoio e orientação durante incêndio.
“A única área afetada foi a do restaurante, que está isolada”, diz o comunicado.
Ainda de acordo com o Hot Park, sua brigada de incêndio foi acionada para conter o fogo, assim como o Corpo de Bombeiros do estado.
“Os clientes foram orientados a evacuar o parque, por prevenção e seguindo os protocolos de segurança definidos pelo Corpo de Bombeiros”, acrescentou no comunicado.
A professora e advogada Alessandra Nogueira Bezerra, de 45 anos, compartilhou com o GLOBO seu relato sobre o que passou no parque aquático durante o incêndio, onde estava com o marido, o irmão, a cunhada e três crianças, de 1, 4 e 11 anos.
— Ficamos muito nervosos. Foi a pior experiência da minha vida. Minha sobrinha de 4 anos ficou muito assustada — disse ela, acrescentando que na mesma hora foi inevitável não lembrar de grandes tragédias que ocorreram no país, como a da Boate Kiss. — Foi um sufoco, embora tenhamos saído logo que começou. Os portões (estavam) trancados e tínhamos de passar pelo caixa para liberação.
Alessandra disse ainda que o restaurante havia acabado de servir o prato quando o fogo começou.
— Não tivemos tempo nem de sentar, e o povo da praia (do cerrado) começou a gritar para sairmos que estava pegando fogo e de fato eu tinha visto umas fuligens caindo… Começamos a correr para sair e alguns funcionários ainda tentaram dizer que era para ficar — contou. — Corremos, saímos e já vimos o telhado de palha queimando. Logo após alguns passos, olhamos e metade do telhado estava queimando. Um desespero! Muita criança chorando. Mas, havia pessoas (visitantes) tranquilas, pedindo calma e mães procurando filhos. Eu choro só de me lembrar!
Moradora de Brasília, ela disse que foi aproveitar o período de recesso para passear em Caldas Novas. Quando viu as chamas na tarde desta quinta-feira no Hot Park, relatou despreparo por parte da instalação em lidar com o ocorrido.
— Achei o pessoal do parque despreparado! Não tinha ninguém para acalmar ou guiar os visitantes. Nós só vimos um brigadista (paramentado). Na hora de sair, muito nervosismo por parte dos visitantes e o pessoal do pagamento e saída não deram importância nem agilizaram nossa saída. Devolveram o valor de R$ 89,90 que estava registrado nas pulseiras numa morosidade imensa. Fiquei 15 minutos ou mais na fila que só tinha uma pessoa na nossa frente. Enfim, muito despreparo.
A procuradora federal Alessandra Minakis, moradora de Goiânia, também estava no parque quando começou o incêndio. Junto da filha, de 14 anos, e um amigo, ela contou que foi a adolescente quem primeiro avistou o fogo. O grupo ainda não havia almoçado, então não chegou a se aproximar do foco do incêndio no restaurante Bertô.
— Estávamos numa piscina perto da Praia do Cerrado — disse Alessandra, cuja última visita ao parque havia sido em 2018.
Assim que viu as chamas, o trio foi buscar informações sobre para onde deveria ir, mas também reclamou da falta de apoio imediato.
— Não recebemos apoio. Quem estava em lugares onde não dava pra visualizar o incêndio continuava nas piscinas. Ficávamos perguntando o que fazer. Ainda ficamos na fila para pagar o consumo, mas informaram que deveríamos pedir a restituição do ingresso no site — completou.
Em seguida, o grupo deixou o Hot Park e, devido à alta quantidade de clientes saindo ao mesmo tempo, teve dificuldade para pedir um carro por aplicativo. Eles esperaram disponibilidade por um motorista numa área próxima ao parque e conseguiram voltar ao hotel onde estão hospedados em segurança.
A massa de ar frio que passou pelo país há duas semanas, que causou uma brusca queda de temperatura, deixou grandes prejuízos para os produtores rurais de Delfinópolis (MG) e região.
Muitos cafezais de municípios vizinhos foram queimados pela geada e vão certamente prejudicar os produtores.
Mas uma situação específica chama a atenção. Antônio da Banana teve milhares de pés queimados e um prejuízo que ainda não consegue mensurar.
Ele lamenta o ocorrido e afirma que, para recuperar, além de bastante tempo, serão necessários muitos investimentos – em uma época desfavorável à economia em razão da pandemia.
“É a chamada geada negra. Chegou a queimar árvores grandes. Foi perda total, vamos começar do zero. Remover o que estávamos produzindo. Vamos gastar o dobro de adubo, esterco, para jogar o folhar”, explica Antônio.
O produtor afirma que cultiva banana há muitos anos e que nunca tinha visto uma geada tão agressiva.
“Muita gente está passando pela mesma situação.Tem muito cafezal queimado também na região. Mas não dá tempo de ficar reclamando, não vai resolver. É hora de juntar as forças e recomeçar”, afirma.
O produtor diz que há uma grande apreensão entre os produtores com a possibilidade de novas quedas bruscas de temperatura, mas que, independente disso, as lavouras já estão sendo refeitas. “Não dá para a gente parar. Vamos seguir trabalhando, com esperança e vontade, e torcendo para isso não acontecer outra vez”, conclui o produtor.
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?