Jornal Folha Regional

Como votaram deputados e senadores por MG sobre aumento do fundão eleitoral

Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, aprovada pelo Congresso Nacional, traz dispositivo sobre verbas sobre o financiamento de campanhas.

Os deputados federais aprovaram, na ultima quinta-feira (15) o texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022. A proposta aumenta, de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões, as cifras destinadas ao financiamento eleitoral em 2022. Depois, o Senado também deu aval ao texto. Quarenta e três dos 53 parlamentares federais mineiros participaram da primeira parte da sessão do Congresso Nacional. Foram 27 votos a favor e 16 manifestações contrárias.

Durante a votação na Câmara, deputados propuseram um destaque para retirar do texto o aumento no “fundão”. O mecanismo, porém, acabou derrubado. No que tange ao conjunto da Câmara, foram computados 278 votos favoráveis ao texto-base da LDO, com 145 negativas. No Senado, a vitória foi por 40 a 33, com apoio de Antonio Anastasia e Carlos Viana — ambos do PSD.

O texto apreciado pelo Congresso foi relatado pelo deputado Juscelino Filho (DEM-BA). Antes de ir a plenário, o projeto passou, ainda nesta quinta, pelo crivo da Comissão Mista de Orçamento (CMO), formada por integrantes das duas Casas Legislativas. Agora, as diretrizes do orçamento brasileiro para o próximo ano seguem para sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A LDO determina as metas e prioridades para a elaboração e a execução da Lei Orçamentária do ano seguinte. O projeto para 2022 prevê um deficit de R$ 177,5 bilhões – R$ 170,47 bilhões nas contas do governo federal, o equivalente a 1,9% do PIB; R$ 4,42 bilhões das estatais, e R$ 2,6 bilhões de estados e municípios. O texto projeta salário mínimo de R$ 1.147, inflação de 3,5% e crescimento do PIB de 2,5%.

Como votaram os parlamentares de MG sobre a LDO (com aumento no ‘fundão’)

SIM

Aécio Neves (PSDB)

Aelton Freitas (PL)

Alê Silva (PSL)

Charlles Evangelista (PSL)

Delegado Marcelo Freitas (PSL)

Diego Andrade (PSD)

Dimas Fabiano (PP)

Doutor Frederico (Patriota)

Eduardo Barbosa (PSDB)

Emidinho Madeira (PSB)

Eros Biondini (Pros)

Euclydes Pettersen (PSC)

Fábio Ramalho (MDB)

Franco Cartafina (PP)

Fred Costa (Patriota)

Gilberto Abramo (Republicanos)

Greyce Elias (Avante)

Léo Motta (PSL)

Lincoln Portela (PL)

Luis Tibé (Avante)

Marcelo Álvaro Antônio (PSL)

Marcelo Aro (PP)

Mauro Lopes (MDB)

Paulo Abi-Ackel (PSDB)

Stefano Aguiar (PSD)

Weliton Prado (Pros)

Zé Silva (Solidariedade)

Sen. Antonio Anastasia (PSD)

Sen. Carlos Viana (PSD)

NÃO

André Janones (Avante)

Áurea Carolina (Psol)

Igor Timo (Podemos)

Junio Amaral (PSL)

Leonardo Monteiro (PT)

Lucas Gonzalez (Novo)

Mário Heringer (PDT)

Odair Cunha (PT)

Padre João (PT)

Patrus Ananias (PT)

Paulo Guedes (PT)

Reginaldo Lopes (PT)

Rogério Correia (PT)

Subtenente Gonzaga (PDT)

Tiago Mitraud (Novo)

Vilson da Fetaemg (PSB)

NÃO PARTICIPARAM DA VOTAÇÃO

Sen. Rodrigo Pacheco (DEM) – presidente do Congresso Nacional

Bilac Pinto (DEM)

Domingos Sávio (PSDB)

Hercílio Coelho Diniz (MDB)

Júlio Delgado (PSB)

Lafayette Andrada (Republicanos)

Misael Varella (PSD)

Newton Cardoso Jr. (MDB)

Pinheirinho (PP)

Rodrigo de Castro (PSDB)

Zé Vitor (PSD)

Refugiados: venezuelanos tentam reconstruir a vida em Passos

Passos (MG) é mais uma das cidades da região que tem acolhido refugiados da Venezuela. Ao todo, são 55 — 12 crianças — venezuelanos contam com o apoio de um grupo, o qual conseguiu roupas, móveis, eletrodomésticos e até emprego, para que essas pessoas possam recomeçar do zero.

O grupo de refugiados estava em Roraima e alguns moravam em abrigos. Todos os adultos conseguiram trabalho na JBS de Passos. Mais de oito imóveis foram alugados para abrigar os Venezuelanos, os quais pretendem continuar na cidade, em busca de melhores condições de vida.

Essas pessoas chegaram ao município por meio de processo de interiorização — deslocamento planejado — orientado pela Força Tarefa Logística Humanitária – Operação Acolhida, em parceria com as organizações Refúgio 343 e Visão Mundial.

Mais de 1.300 peças de roupas, geladeiras, fogões, colchões e outros móveis foram doados aos refugiados. Igrejas, clubes de serviços de Passos, ONG´s, serviço social da prefeitura, empresas e pessoas físicas estão unidas para ajudar na adaptação e adequação de moradia para o grupo.

Protesto: Comerciantes articulam distribuição de cerveja para a população em São José da Barra devido falta de apoio do Poder Público

Está previsto para acontecer no próximo sábado (17), sem horário divulgado, um protesto pacífico por parte de alguns empreendedores do ramo de restaurantes, lanchonetes e bares de São José da Barra (MG), onde todos esperam à semanas um horário de maior flexibilidade no atendimento ao público.

De acordo com os comerciantes, não dá para continuar, pois, muitos estão endividados por conta da falta de atenção e diálogo dos políticos da cidade.

“A única coisa que recebemos são visitas de fiscais sem preparo, e ainda a Polícia Militar tem feito um trabalho de eficiência, apaziguando os diversos conflitos, trazendo diálogo e conversando com sabedoria. Pois aqui qualquer um serve para atuar onde não tem competência. Na maioria das cidades é realizado processo seletivo para o cargo de fiscal”, informou um comerciante.

Outro comerciante afirma ter recebido R$4.600,00 de multas, referente ao último feriado prolongado e não sabe como vai pagar.

“É inviável, não temos políticos que defendam a classe trabalhadora em nossa cidade. Aqui trabalhar se tornou proibido. E nossas dívidas? Nossas famílias? Com o que iremos sustentar?”

De acordo com alguns empreendedores a falta de diálogo entre o Executivo e os comerciantes têm se tornado grande.

“Não dá mais para segurar. O povo precisa saber o que realmente está acontecendo. Se não podemos trabalhar até mais tarde, já que estamos endividados, sem nenhum apoio, iremos doar cerveja para a população no próximo sábado e desligar os freezers”, afirmou outro empresário.

Ao ser interrogado, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São José da Barra Romulo Leandro, informou que na última semana a Entidade enviou um ofício para a prefeitura pedindo a viabilidade para liberação de excursão com limitações no município e esta semana enviou alguns áudios para o Vice-Prefeito, porém, sem retorno até o momento.

Na região as cidades como Passos e Capitólio, estão com o horário dos bares, restaurantes e lanchonetes funcionando ao público até às 23h e em São José da Barra de acordo com o último decreto podem funcionar para o público até às 22h.

Macrorregiões Sul e Centro Sul progridem para Onda Amarela do Minas Consciente

Incidência da covid-19 cai 23% em Minas e indicador de complicações pela doença atinge o menor patamar desde o início do ano.

A melhora de todos os indicadores da covid-19 em Minas Gerais levam o estado à fase de maior controle da pandemia desde o início do ano. O dado foi apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira (15) durante o encontro virtual do Comitê Extraordinário Covid-19, que se reúne semanalmente para discutir a situação da doença.

Diante da melhora, o grupo aprovou a evolução da macrorregião de Saúde Sudeste para a onda verde do Minas Consciente e da Norte e Sul para a onda amarela. Assim, 12 das 15 localidades estão atualmente nas ondas mais flexíveis do plano, criado pelo governo estadual para promover a retomada segura e gradual da economia. Apenas três regiões se encontram em onda vermelha, mas nenhuma delas possui a classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável, o que inviabilizaria, por exemplo, a volta às aulas. As mudanças entram em vigor a partir de sábado (17).

Melhora dos indicadores

A taxa de incidência, que mede a circulação do vírus na sociedade, caiu 23% nos últimos 14 dias, e é a oitava menor do país. Já a confirmação de Síndrome Respiratória Aguda Grave provocada por covid chegou a 58% na última semana, o menor número desde janeiro.

A positividade, indicador que mede o número de pessoas com sintomas gripais que testam positivo para covid-19, também saiu do patamar de 30% a 49% para menos de 30%, variando entre 26% e 28% nas últimas semanas.

“Isso demonstra que o vírus tem circulado menos e gerado menos necessidade de realização de exames. Além disso, os exames realizados têm demonstrado menos positividade para covid-19. Lembrando que estamos no inverno, um período de grande circulação de outros vírus que provocam sintomas gripais”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti.

Ele ressaltou ainda que os gráficos mostram um descolamento dos casos leves em relação aos casos graves e óbitos, algo que não acontecia no passado. “Sempre que tínhamos aumento de casos leves, ele levava ao aumento de casos graves e óbitos. Agora, no pico que ocorreu no meio de junho, já não observamos o aumento proporcional nos casos graves e a evolução para óbito”, explicou.

A mortalidade por faixa etária também apresentou uma queda expressiva na população com mais de 60 anos, grupo mais vulnerável à doença. “Nas primeiras semanas de 2021 tínhamos um acúmulo de óbitos na faixa etária 60+ de quase 90%. Agora, chegamos a 60%. Ainda é o grupo que mais concentra óbitos, mas com uma proporção muito inferior a que tínhamos antes do início da imunização”, explicou Baccheretti.

Ocupação de leitos

A média de solicitações de internação em leitos de UTI Covid teve queda de 30,41%, e o tempo médio de espera por atendimento na última semana caiu de 22 para 15 horas.

“Chegamos a patamares muito superiores nos picos observados neste ano. Agora, estamos em uma situação muito mais confortável e isso se deve tanto à vacinação, quanto às iniciativas do Governo do Estado para conter a pandemia”, afirmou o secretário de Saúde.

Ele ressaltou ainda que o aumento da incidência com o pico registrado no mês de junho não resultou em aumento de solicitações por leitos de enfermaria e de UTI, diferentemente do cenário observado nos picos anteriores. “Isso comprova a eficácia da vacinação e das medidas adotadas pelo governo do Estado”, lembrou.

Atualmente, a ocupação de UTI Covid na rede pública mineira é de 61% e 70 pacientes aguardam por um leito. O número chegou a 227 pacientes em 10 de junho.

Minas Consciente

O Comitê Extraordinário Covid-19 aprovou, nesta quinta-feira (15), a evolução da região Sudeste para a onda verde, a mais flexível do Minas Consciente. Ela se junta à macro Vale do Aço, que já havia evoluído na semana anterior.

As macrorregiões Noroeste e Sul também progrediram para a onda amarela, se juntando a Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha, Leste, Norte, Oeste e Triângulo do Norte.

Apenas as regiões Leste do Sul, Nordeste e Triângulo do Sul foram mantidas na onda vermelha.

O número de cidades com menos de 30 mil habitantes, que poderão progredir de onda, independentemente da situação em que se encontra a macro ou a microrregião, também subiu para 96 municípios nesta semana, o maior número desde abril. Essas cidades registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Mudanças

Com o progresso da vacinação e a melhora dos indicadores da covid-19 em Minas, o Comitê Extraordinário revisou o protocolo do Minas Consciente e criou regras para a realização de grandes eventos.

As principais alterações se referem ao distanciamento e à capacidade máxima de lotação dos espaços, e atingem especialmente os setores mais afetados pelas restrições da pandemia, como Eventos e Turismo. As mudanças passam a valer no dia 15 de agosto.

Ficaram decididos a flexibilização do distanciamento padrão para 1,5 metros; o aumento nas lotações máximas de espaços, conforme a onda do Minas Consciente; e regras específicas para a viabilização de grandes eventos de natureza cultural, esportiva, comercial, religiosa, social ou política, por um tempo pré-determinado.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, as novas regras, aprovadas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coes), se basearam em experiências bem-sucedidas em outros países.

“Estamos em uma nova fase, com vacinas chegando de forma consistente e melhora nos indicadores. Diante disso, vimos a necessidade de criar regras para os grandes eventos, já que eles não eram considerados de forma separada no Minas Consciente. Fizemos uma ampla discussão e a equipe técnica buscou exemplos em outros países que já passaram por uma fase de vacinação semelhante à nossa (50% com primeira dose e segunda dose crescendo, chegando próximo de 15%) para definir as regras”, afirmou.

Ele lembrou ainda que os novos protocolos poderão ser atualizados conforme as mudanças no cenário epidemiológico em Minas.

Regras mínimas

– Entrada do evento: aferição de temperatura, controle no fluxo de acesso e acesso com hora marcada;

– Distanciamento de 1,5 metros: a ser aplicado em filas, entre cadeiras/assentos e também no cálculo da capacidade;

– Apresentação de documento de imunização presumida: cartão de vacinação que comprove imunização completa superior ou igual a 15 dias OU PCR ou laudo médico com positividade para covid-19 (entre 15 e 90 dias).

*É obrigatório comunicar as regras aos participantes e facilitar a devolução do ingresso.

Regras por onda

Vermelha

– Lotação máxima de 50 pessoas ou 10% da capacidade em ambientes fechados; 30% da capacidade em ambientes ao ar livre;

– Duração máxima de 5 horas;

– Horário permitido: entre 8h e 21h.

Amarela

– Lotação máxima de 300 pessoas ou 30% da capacidade em ambientes fechados; 600 pessoas ou 50% da capacidade em ambientes ao ar livre;

– Duração máxima de 6 horas;

– Horário permitido: entre 7h e 23h.

Verde

– Lotação máxima de 50% da capacidade em ambientes fechados; sem limite de lotação em ambientes ao ar livre;

– Duração máxima de 12 horas;

– Sem restrição de horário.

Cirurgias eletivas

O Comitê também aprovou atualizações para realização de cirurgias eletivas, aquelas sem caráter de urgência.

Em situação de cenário desfavorável assistencial e epidemiológico os procedimentos ficam suspensos. Exceto para pacientes que precisam de transplantes, cirurgias cardiovasculares, oncológicas, neurológicas e nefrológicas. Atualmente, nenhuma região do estado se encontra nessa condição.

Já na onda vermelha, quando há aumento do risco de morte ou complicações, as eletivas podem ser feitas mesmo em cenário desfavorável assistencial e epidemiológico.

A onda amarela inclui todos os procedimentos permitidos na onda vermelha, além de cirurgias hospitalares que não demandem intubação ou sedação profunda.

Em caso de onda verde, todo e qualquer tipo de eletiva pode ser realizado, mas caberá ao gestor local e da unidade de atendimento analisar a disponibilidade de leitos, equipes, equipamentos e insumos.

As novas regras foram definidas no dia 15/7/2021. O Minas Consciente é atualizado semanalmente e o protocolo poderá sofrer alterações conforme a evolução da pandemia no estado.

Fonte: Agência Minas

Morador de Passos é acusado de aplicar golpe em catarinense

Um jovem, de 26 anos, morador de Concórdia (SC) caiu em um golpe ao tentar realizar a compra de um vídeo game pela internet. No lugar do produto, ele teria recebido dois tijolos. Segundo a vítima, o golpe foi praticado por um residente de Passos (MG).

O jovem informou que procurava um ‘Playstation 5’ para comprar e encontrou o eletrônico por R$ 3.500,00. A venda foi acordada e a transferência de mais da metade do valor — R$ 1.800,00 — foi realizada. Quando o homem foi até os Correios para retirar a encomenda, já percebeu algo errado. Quando abriu a caixa, se deparou com dois tijolos.

A vítima tentou contato novamente com o ‘vendedor’, mas ele desapareceu das redes sociais. O catarinense registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, a qual está investigando o caso, mas o delegado adiantou que provavelmente os dados utilizados pelo passense são falsos.

Covid-19: vacinação reduz ocupação de UTIs para menos de 90%

Vacinação no Uruguai 1/3/2021 REUTERS/Mariana Greif

Segundo dados do Boletim Observatório Covid-19, divulgado nesta quarta-feira (14), pela Fiocruz — Fundação Oswaldo Cruz —, o avanço da vacinação continua a reduzir a internação de pacientes com Covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no país e, pela primeira vez desde dezembro de 2020, nenhuma unidade da federação está com mais de 90% desses leitos ocupados. Segundo especialistas da fundação, a vacinação tem feito diferença e traz reflexos positivos ao quadro pandêmico à medida que é ampliada.

O boletim mostra que quatro unidades da federação permanecem na zona de alerta crítico, com mais 80% dos leitos ocupados, sendo elas em Santa Catarina (82%), seguida por Goiás (81%), Paraná (81%) e Distrito Federal (80%).

A maior parte do país encontra-se na zona de alerta intermediário, em que as taxas de ocupação variam entre 60% e 80%, e sete estados estão na zona de alerta baixo, com menos de 60%: Acre (24%), Amapá (47%), Espírito Santo (55%), Paraíba (39%), Rio de Janeiro (57%), Rio Grande do Norte (55%) e Sergipe (50%).

Entre as capitais, Goiânia é a única com mais de 90% dos leitos ocupados (92%), e a situação também é considerada crítica em Brasília (80%), Rio de Janeiro (81%) e São Luís (81%). De acordo com a Fiocruz, 12 capitais estão fora da zona de alerta: Porto Velho (57%), Rio Branco (24%), Belém (48%), Macapá (52%), Natal (53%), João Pessoa (40%), Recife (50%), Maceió (55%), Aracaju (50%), Salvador (52%), Vitória (54%) e Florianópolis (53%). As demais estão na zona de alerta intermediário.

Os pesquisadores avaliam que a imunização tem feito a diferença para a queda dos percentuais, mas alertam que as vacinas têm capacidade limitada de bloquear a transmissão do vírus, que continua a circular de forma intensa. “As vacinas são especialmente efetivas na prevenção de casos graves”, resume o estudo, que pede a continuidade do distanciamento social, do uso de máscaras e dos cuidados com a higiene, além de reforçar que todos devem buscar a vacinação conforme o calendário de seus municípios.

Marinheiros reclamam de multas indevidas e arrogância dos fiscais no Lago de Furnas

Diante de tudo que o Brasil e o mundo está passando atualmente, como as consequências econômicas causadas pela pandemia da Covid-19, o agravamento da fome, o aumento da violência doméstica, entre outros tantos impactos sociais, diversas pessoas criticam e desaprovam a conduta e a falta de empatia dos fiscais responsáveis por manter em ordem os protocolos contra o coronavírus.

No último sábado (10), um marinheiro, funcionário de uma empresa de turismo do Lago de Furnas, registrou em imagens, o momento em que fiscais da prefeitura de Capitólio (MG) não autuaram uma embarcação particular.

No vídeo, que tiramos o som para preservar a identidade dos autores, os pilotos questionam tal atitude dos funcionários.

‘’Ai ó, a fiscalização não barra eles não, embarcação particular né?! Tudo ok. Ei particular não ‘breca’ não? Particular não leva multa não né? Tomamos uma ‘multinha’ semana passada, três ‘contos’’’

Outros marinheiros reclamaram da arrogância dos fiscais.

‘’Pior de tudo é a educação que eles não tem. Ontem indaguei eles sobre uma lancha particular, onde ninguém tava seguindo as orientações do decreto, aí eles com toda educação do mundo, que eles não têm, me disseram: ‘cuida do seu serviço que nós cuidamos do nosso, preocupa em não tomar uma multa porque seus passageiros estão sem máscara, você pode acabar sendo multando’, aí vocês já viram, fiquei na minha para não correr o risco de ser multado. As autoridades, os órgãos responsáveis por esses fiscais não estão nem aí só querem o dinheiro das multas que esparramaram entre as empresas’’, comentou.

Um trabalhador local diz que isso é a principal causa de insatisfação com os serviços dos fiscais, que, segundo ele, atuam de forma grosseira.

‘’A principal reclamação de todos os marinheiros, podem até entrar em contato com eles para ver se bate, mas o principal descontentamento com os fiscais, é a forma sem educação com que eles falam com os outros’’.

Outro piloto afirma que já fechou um passeio exclusivo com um casal, e na hora de fotografar nos canyons, eles tiraram as máscaras, momento em que os fiscais chegaram e reclamaram do não uso da mesma.

‘’Eu estava tirando fotos deles, eu estava com a minha balaclava — gorro justo em forma de elmo, que cobre a cabeça, o pescoço, ombros, boca e nariz, usado por muitos marinheiros como máscara e para de proteger do sol e vento —  que eu não tiro de jeito nenhum, quando eles chegaram: ‘’ou ou ou, abaixa o som ai para nós e coloca a máscara, aqui tem que usar máscara, você não sabe disso até hoje?’. Eu disse: ‘bom dia para vocês também. Sim, eu sei. Eles chegaram de máscara, estão até nas mãos deles, só estão tirando foto, já já vão colocar de novo e é um passeio exclusivo, não tem necessidade de máscara não, agora eu marinheiro estou usando a balaclava e ela não sai daqui’. E ainda tiraram uma foto da minha embarcação’’.

Um funcionário de empresa de turismo manifesta revolta com os fiscais e diz que um passeio exclusivo entre familiares não há necessidade do uso de máscara.

‘’Na verdade, uma família na mesma lancha nunca deveria ser multada. Um passeio compartilhado eu acho coerente o uso da máscara, mas sendo passeio exclusivo entre família não vejo necessidade do uso da mesma, só para entrar dentro dos cânions, visando que sempre aconselho o uso nos pontos de parada’’.

As reclamações com tais atitudes dos funcionários da prefeitura continuam. Um piloto afirma que uma lancha foi multada mesmo não estando na água.

‘’Eles estão passando do limite. Eles ‘meteram a caneta’ em uma lancha nossa aqui no pier, de garagem. Essa embarcação já tem dois meses que ela não vai para a água, ela está só no pier de garagem, e mesmo assim chegou a notificação para o patrão, mesmo a lancha não saindo daqui. Eu ainda disse que a notificação estava errada, aí o patrão recorreu, está até querendo ‘meter’ um processo neles lá’’.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão (PP) disse que já tem ciência do ocorrido envolvendo a lancha particular e os fiscais.

‘’Já apurei o caso do vídeo e conversei com os fiscais. Isso foi na entrada dos canyons, lá no interior é proibido entrar sem máscaras. Então o que acontece, os fiscais abordaram a lancha e falaram com eles que não poderiam entrar ali sem o uso de máscaras, que eles teriam que se retirar, por isso que nas imagens aparece eles dando jóia para a lancha e o pessoal dando ok também, porque eles abordaram a lancha e pediram para voltarem. O marinheiro atendeu o pedido e estavam saindo de dentro dos canyons’’.

Além disso, Cristiano afirma que já realizou uma reunião com os fiscais responsáveis pelo Lago de Furnas, pedindo para mudarem a forma de abordagem.

‘’Eu já apurei isso, já falei com eles que realmente não é para deixar o pessoal entrar nos canyons sem máscaras. Vai acontecer deles tiraram as máscaras para tirarem fotos? Vai. Então assim, os fiscais têm que ter bom senso. Viu que tiraram a máscara para tirar foto, não tem problema, mas para entrar dentro dos canyons tem que estar de máscara. Eu já alinhei isso com os fiscais, para ter um pouco mais de bom senso, para mudar a forma de abordagem, para estar abordando diretamente o marinheiro’’, finalizou.

Rodrigo Pacheco poderá ser candidato a presidência do Brasil

Cotado como possível candidato ao Palácio do Planalto em 2022, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não afastou textualmente a possibilidade, mas disse que no momento não irá discutir o assunto.

“Meu compromisso é com a estabilidade do país, e isso exige foco nos muitos problemas que ainda temos em 2021″, disse o Senador em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (12).

O nome de Rodrigo Pacheco tem sido colocado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, em todas as suas entrevistas. O ex-prefeito de São Paulo tem interesse em filiar o presidente do Senado e já avisou que, em sua visão pessoal, Pacheco é o melhor nome para a candidatura à Presidência da qual seu partido não abre mão.

Nesta segunda-feira (12), a jornalista Thaís Oyama, do site de notícias UOL, chegou a cravar em sua coluna que o presidente do Congresso já teria acertado sua filiação ao PSD com Kassab e restava apenas à legenda acertar todos os palanques estaduais para que o anúncio fosse feito. Foi por causa dessa informação que Pacheco divulgou a nota.

Pacheco foi eleito presidente do Senado em janeiro com o apoio de bolsonaristas e petistas. O senador é considerado um aliado pelo Palácio do Planalto, mas quando autorizou a criação da CPI da Covid-19, a relação entre o senador e o presidente estremeceu.

Na última sexta-feira (9), o senador, em coletiva, declarou que a realização das eleições no Brasil é “inegociável”, em resposta à declarações feitas pelo presidente em que sugere  sugerido que o pleito de 2022 pode não ocorrer se não houver voto impresso.

Fonte: O Tempo

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