Jornal Folha Regional

Monte das Oliveiras em Alpinópolis completa 38 anos

No último domingo (23), o Monte das Oliveiras em Alpinópolis (MG), completou 38 anos de fundação.

Localizado numa pequena colina, na parte oriental da cidade de Alpinópolis, a mesma posição geográfica do original em Jerusalém e estruturado em uma área de 90 mil metros quadrados, é um dos maiores cenários bíblicos a céu aberto do Brasil. Esta sementeira está sendo preparada para eternizar nesta colina, o ensinamento ilustrado junto à natureza, com o objetivo de facilitar o entendimento da Palavra de Deus. Sementeira de Pão, material e espiritual, voltada à humanidade.

Ao adentrar o portão do Monte das Oliveiras, os visitantes são convidados a deixar de lado de fora as preocupações da vida e o corre-corre do dia-a-dia, porque ali se vive o momento presente, preenchendo-o com amor. O que se fez no passado, as dificuldades do futuro, tudo é deixado de lado para que Deus possa agir no agora de cada vida.

Em uma publicação nas redes sociais, Edson David traz uma referência bíblica, “Cheia de seiva ao sol, a árvore estende os ramos por todo jardim, lança raízes entre as pedras e vive no meio das rochas (Jo 8,16-17).

“Estas palavras definem muito bem o projeto Monte das Oliveiras nesses 38 anos. Tenho sempre comigo que, quando Deus quer uma obra na vida de um homem ou de uma Mulher, os obstáculos são meios” (Padre Júlio Clevalier).

Fundada no Domingo de Pentecostes de 1983, a Associação Filantrópica Apóstolos de Cristo mantém e cuida deste projeto.

“São 38 anos de muita luta e dedicação com esse projeto idealizado  pelo José Iglair Lopes. Obrigado a todos que acreditam, ajudam e ajudaram nesta obra de Deus. Que Deus abençoe imensamente a todos!”, informou Edson.

O local oferece aos visitantes, monumentos arquitetônicos, que revelam a história da salvação do povo de Deus, dentro da representação geográfica da Terra Santa e passagens Bíblicas.

Fotos: Edson David e Arquivos Pessoal

Prefeito faz ‘homenagem’ aos homens que se cadastraram como gestantes para furar fila da vacinação

Em Divinópolis, 200 casos de possíveis fraudes são investigados pela prefeitura.

Após identificar pelo menos 17 pessoas do sexo masculino se passando por gestantes e puérperas para receber a vacina contra a Covid-19, o prefeito de Divinópolis (MG), Gleidson Azevedo (PSC), fez uma homenagem aos “homens grávidos” em sua rede social, nesta quarta-feira (26).

No vídeo, ele e outras três pessoas aparecem em uma academia da região, com uma bola na altura da barriga e ao som de “Volta bebê, volta neném”. “Homenagem a todos os grávidos de Divinópolis”, escreveu o prefeito na descrição da publicação.

Para evitar que mais pessoas se beneficiem irregularmente da prioridade da vacina, a prefeitura anunciou mudanças nos documentos de comprovação dos grupos prioritários. Apenas laudos médicos junto com a receita para comprovar a comorbidade do paciente passam a serem aceitos.

Pelo menos 200 casos de possíveis fraudes envolvendo a vacinação contra a Covid-19 no município estão sendo investigados pela prefeitura. As denúncias de fura-filas foram encaminhadas ao Ministério Público, na última segunda-feira (25).

Como deve ser a privatização da Eletrobras

MP do governo prestes a ser aprovada determina a redução da participação do Estado na companhia, mas ela não será vendida inteira.

O governo tenta, pela terceira vez só em anos recentes, fazer vingar a privatização da Eletrobras, a maior empresa de energia da América Latina e uma das cinco gigantes estatais do país, ao lado da Petrobras, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Juntas, as ‘big 5’ representam cerca de 85% de todo o capital do governo federal com suas mais de 200 estatais, de acordo com o Tesouro Nacional.

O fim do controle público na Eletrobras é o ponto central da Medida Provisória (MP) 1.031/2021, apresentada pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus ministros ao Congresso Nacional em fevereiro deste ano.

A MP aguarda para os próximos dias a sua votação pelo Senado, depois de já ter sido aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, e com uma votação suficientemente forte para deixar um prenúncio de “agora vai”: foram 166 deputados contra e 313 a favor, muito mais do que o necessário para uma MP e o suficiente até para aprovar uma alteração à Constituição (308 votos).

Ao contrário da possível impressão inicial, o projeto em tramitação não propõe vender totalmente a Eletrobras para a iniciativa privada. A proposta é que o governo, hoje dono de quase tudo, reduza sua participação para menos de 50% e, assim, deixe de ser o controlador, o que significa que perde o poder exclusivo de decisão sobre ela, embora continue podendo opinar junto aos novos sócios.

A União também deve continuar dona de uma “golden share” na companhia, o papel especial que dá o poder de veto em situações excepcionais.

“A Eletrobras será mais ou menos parecida com o que é a Vale, em que o governo ficou com uma participação pequena, e são os acionistas que decidem os rumos da empresa”, explica Carlos Schoeps, diretor da consultoria em energia Replace.

A então Companhia Vale do Rio Doce, mineradora criada nos anos 1940 por Getúlio Vargas e que encurtou o nome depois, foi vendida em 1997, em meio às grandes privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso. “Na Eletrobras, o governo vai diluir sua participação; será uma privatização indireta”, diz Schoeps.

Veja a seguir os principais pontos propostos pela MP da privatização da Eletrobras.

Privatização via capitalização

A desestatização da Eletrobras será feita por meio de um processo de capitalização, que é um remanejamento nas ações e um dos tipos possíveis de privatização.

Pela MP em debate, a Eletrobras deverá aumentar seu capital, ou seja, emitir novas ações, para depois vendê-las a outras empresas privadas, que serão as novas sócias. Com isso, mesmo que o governo continue dono da mesma quantidade de ações, sua participação no capital total ficará menor –por isso se diz que o controle será diluído.

Não foram ainda definidos os detalhes dessas emissões, mas a ideia é que a conta final faça com que a participação do governo na Eletrobras caia para menos de 50%, o que tira oficialmente seu título de acionista majoritário e o seu poder de decidir sozinho sobre a companhia. 

Quanto o governo tem hoje

Hoje, a Eletrobras já tem seu capital parcialmente diluído, já que uma parte de suas ações está listada na bolsa de valores e, portanto, está na mão de milhares de investidores e pequenos sócios.

A União, porém, ainda é dona de 51,8% dos papéis ordinários, que são os que dão direito a voto nas decisões. Se juntar também a participação do BNDES e de fundos federais, a participação total do governo nas ordinárias da Eletrobras chega a 72%.

Limites aos novos sócios

Pelas regras propostas, nenhum dos novos compradores poderá ter participação maior do que 10% nesse capital votante da geradora, de maneira a evitar que um único investidor ou uma única empresa seja o dono ou tenha desproporcionalmente mais poder de decisão.

Schoeps, da Replace, adverte, porém, para possíveis falhas no modelo. “Dois ou mais sócios podem se associar e votar juntos”, diz. “Também deveria haver uma restrição à compra de participação por outras empresas do setor de energia, se não elas ficam muito grandes e passam a ser um oligopólio.”

O que muda na gestão

A indicação do presidente da Eletrobras e de suas subsidiárias, como Furnas e Chesf, hoje feitas pelo presidente da República, é uma das coisas que sai da alçada do governo com a pulverização do poder, e passa a ter que ser debatida entre o conjunto de sócios.

Indicações às diretorias e de boa parte dos membros do Conselho de Administração, por onde passam todas as grandes decisões de uma empresa, também saem do controle do governo.

Governo ganha ‘golden share’

Pela proposta de capitalização, depois de ter sua participação diminuída, a União ganhará o direito a ter uma ação de classe especial na nova Eletrobras, a chamada “golden share”, ou “ação de ouro”. Ela dá a seu portador –via de regra, sempre o governo- o poder de veto em situações específicas. Essas exceções são definidas em cada empresa.

É um coringa que foi mantido em algumas outras ex-estatais, como a Vale, a Embraer e a resseguradora IRB Brasil. Mudança de nome, de sede, criação de programas e venda da empresa são alguns vetos que estão sob o poder do governo por meio dessa ação de ouro nas empresas onde ela já existe.

O que é da Eletrobras

A Eletrobras faz parte da segunda leva de estatais criada pelo presidente Getúlio Vargas, em seu mandato de 1951 a 1954. Mesmo após muitas reformulações do mercado de energia brasileiro desde os anos de 1990, ela é, ainda, a maior geradora do país, com cerca de 30% de participação.

São dela uma série de empresas donas de hidrelétricas, redes de transmissão e de outras usinas espalhadas por todo o país, caso de Furnas, da Eletronorte (dona de Tucuruí) e da Chesf (dona de Sobradinho), além da Amazonas GT, CGT Eletrosul e Cepel. Tudo isso vai junto para os novos donos na nova repartição das ações.

Itaipu e nucleares continuam estatais

As exceções são Itaipu Binacional, a maior hidrelétrica do país, e a Eletronuclear, dona das usinas nucleares de Angra, ambas também parte da Eletrobras. O uso da energia nuclear é considerado estratégico e permitido apenas ao Estado pelo Constitução brasileira, enquanto Itaipu está na fronteira e tem a gestão compartilhada com o governo do Paraguai.

Por essas razões, a privatização não é permitida nem a uma, nem à outra. O projeto de privatização da Eletrobras prevê a criação de uma nova estatal, menor, que será responsável por elas.

Tentativas frustradas

Essa é a terceira tentativa desde o fim dos governos petistas de tentar desencantar a venda da Eletrobras, em meio a falta de consenso histórica tanto entre especialistas quanto na sociedade.

Em 2018, o presidente Michel Temer apresentou um projeto de proposta de privatização da companhia, mas que acabou encalhado no Congresso. Em 2019, a gestão Bolsonaro já tinha feito seu primeiro projeto de lei sobre o assunto, que também não andou entre os parlamentares.

Todos eles foram feitos aproveitando algo do anterior e propunham um modelo de desestatização parecido ao da atual MP, de aumento de capital da Eletrobras seguido de redução da participação da União.

Antes disso, a gigante da energia já tinha integrado a grande lista de privatizações empreendida pelo governo Fernando Henrique, nos anos 1990, atrás de outras que foram vendidas como Vale, as companhias telefônicas do sistema Telebrás e as ferrovias da antiga RFFSA, a Rede Ferroviária Federal.

O projeto de venda da Eletrobras, porém, não vingou até o fim do mandato tucano e não sobreviveu ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu em 2003 e cancelou a empreitada.

Foto: Hidroelétrica de Furnas em São José da Barra (MG).

Papa brinca e diz que Brasil não tem salvação: “Muita cachaça e pouca oração”

Durante uma conversa com um padre brasileiro, o papa Francisco brincou que o povo brasileiro não tem salvação. “É muita cachaça e pouca oração”, completou o pontífice ao caminhar pelo pátio de San Dámaso na tarde da última quarta-feira (26).

O papa voltava de uma audiência quando foi abordado pelo padre João Paulo, de Campina Grande, que solicitou: “Santo Padre, pregue por nós, brasileiros”. O líder da Igreja Católica sorriu e respondeu, em tom descontraído. A cena foi gravada por outro padre brasileiro que estava no local.

Em abril, o pontífice argentino prestou solidariedade ao povo brasileiro e comentou sobre o enfrentamento no país da pandemia de covid-19. O religioso apontou que o Brasil passa por “uma das provas mais difíceis de sua história”.

Na ocasião, ele também desejou ânimo e esperança para os líderes religiosos brasileiros. “Não podemos dar-nos por vencidos! Como cantamos na sequência do Domingo de Páscoa: ‘Duelam forte e mais forte: é a vida que enfrenta a morte. O rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo!’ Sim queridos irmãos, o mais forte está ao nosso lado”, disse o papa.

Estado repassa quase R$1,5 milhão para Santa Casa de Passos

Cássio Soares (secretário de Estado de Desenvolvimento Social)

Na última terça-feira (25), o deputado estadual Cássio Soares informou que a Santa Casa de Passos recebeu quase R$ 1,5 milhão do acordo feito com o governo de Minas Gerais.

A dívida total é de R$ 4 milhões, referente à utilização dos leitos de UTI COVID no período de janeiro a abril deste ano. Agora, falta apenas R$ 1,5 milhão para quitar esse valor, que é parte da dívida do Estado com a Santa Casa de Passos, a qual tanto precisa dos recursos para manter o atendimento aos pacientes de Passos e região.

Lembrando, que a Santa Casa está há 17 dias com todos os 50 leitos ocupados e garantiu ao deputado, no dia 5 de maio, que manteria os 50 leitos caso o governo fizesse o pagamento. Como informaram os diretores do hospital, os custos do hospital aumentaram muito diante da situação de pandemia.

Sem leitos em Passos, pacientes são transferidos para outras cidades e estado

Os 50 leitos da Santa Casa de Passos (MG) destinados a pacientes confirmados com Covid-19 continuam lotados, e como o hospital é referência para a microrregião, os pacientes de cidades vizinhas estão sendo transferidos para outras cidades e até outros estados, como São Paulo.

A região de Passos é uma das mais críticas do Sul de Minas, já são duas semanas sem leitos para infectados com o Coronavírus.

O último boletim divulgado pela instituição, na última terça-feira (26), apontava também a ocupação de 93% nos leitos de enfermaria, apenas dois disponíveis.

José Ronaldo Alves, diretor técnico da Santa Casa de Passos, incentiva o uso de máscaras como forma de evitar a contaminação.

‘’Para o momento, a única coisa recomendada é não ficar doente. Para isso é necessário usar máscaras e evitar aglomeração’’, afirmou o diretor.

A Unidade de Pronto Atendimento do município, que é uma das principais portas de entrada de pessoas com sintomas da covid-19, também está lotada. Desde a última semana, a unidade tem filas de espera de pacientes em busca de internação. Atualmente, o local tem 19 leitos, seis com respiradores.

‘’Os pacientes continuam chegando, a uma grande porcentagem deles, graves. E diante disso, não temos para onde encaminhar essas pessoas. Santa Casa lotada, Upa lotada, e a demanda aumentando a cada dia’’, diz Flávio Ferreira, diretor técnico da UPA de Passos.

Por falta de leitos na região, quatro pacientes que estavam na UPA foram transferidos para hospitais de Juiz de Fora e São Sebastião do Paraíso. Em Carmo do Rio Claro também teve pacientes que foram transferidos para Juiz de Fora e São Paulo.

Emocionante: menino interrompe missa e pede para padre rezar pelo padrinho com Covid-19

Um vídeo que circula nas redes sociais está chamando muita atenção dos internautas, isso porque um menino, interrompeu a homilia para pedir que o padre orasse pelo seu padrinho, que está internado com a Covid-19. O padre Artur Oliveira, da diocese de Patos de Minas (MG), postou o vídeo no dia 17 de maio, com o pedido do menino.

”Este garotinho me surpreendeu durante a homilia deste domingo. Me interrompeu com toda liberdade para me pedir algo: ‘Padre, reza pelo meu padrinho? Ele está entubado’, escreveu o padre na legenda.

”Como não atender este pedido? Confesso que interiormente questionei a Deus: Senhor, esta criança me pegou de surpresa. O que eu faço agora? Larguei o que estava falando e sentei ali na escada do altar mesmo. Imaginei Jesus atendendo o pedido dele. E eu sei que Ele vai atender! Quem estava ali na igreja aprendeu o que é ter fé! Reparem na expressão do garotinho enquanto juntos rezávamos. Para Deus, nada é impossível. Que possamos ser um pouco desta criança. Aproximar de Deus com amor e simplicidade e pedir a Ele tudo o que sozinhos não conseguimos fazer”, continuou.

Operação prende 14 suspeitos de integrar organização criminosa em São Sebastião do Paraíso

Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar prendeu 14 suspeitos de integrar uma organização criminosa de tráfico de drogas em São Sebastião do Paraíso (MG). A ação foi realizada na última segunda-feira (24). Seis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

A operação também contou com apoio da Guarda Municipal. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que os suspeitos eram membros da organização especializada em tráfico de drogas.

Ainda conforme a polícia, as pessoas presas também são suspeitas pela entrada de drogas e celulares dentro do presídio da cidade.

A Polícia Civil ainda explicou que oito suspeitos desta organização criminosa de tráfico de drogas já estavam presos.

Furnas investirá R$ 400 mil em 12 eventos voltados a energia, inovação e meio ambiente

As empresas Eletrobras aportarão R$ 1,3 milhão em eventos do setor elétrico entre 28 de junho de 2021 e 27 de julho de 2022. Desse total, R$ 400 mil serão investidos por FURNAS.

O resultado da seleção do Edital de Eventos do Setor Elétrico 2021 foi divulgado pela Eletrobras.

Os 12 eventos patrocinados por Furnas têm como temas a operação, manutenção e gestão dos ativos de energia; meio ambiente e sustentabilidade; e inovação.

A empresa também é a entidade coordenadora do XXVI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), considerado o maior simpósio técnico do setor elétrico brasileiro, que acontecerá no Rio de Janeiro, em maio de 2022.

Com a pandemia da Covid-19, ocorreram mudanças na realização de eventos e espetáculos, em nível nacional e global. Como as ações passaram a ser realizadas de forma on-line, o edital 2021 considerou o patrocínio a projetos que serão executados de forma presencial e/ou virtual.

O edital público prevê que, para os eventos realizados presencialmente, será obrigatório respeitar as medidas de isolamento social determinadas pelos órgãos governamentais; adotar os procedimentos de prevenção das autoridades da saúde, em especial as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS); e atuar de maneira a mitigar o contágio da Covid-19.

Pedinte passa a usar pix para arrecadar dinheiro em Passos

Uma realidade cada vez mais comum desde seu lançamento pelo Banco Central, em novembro de 2020, o pix, é uma nova maneira de fazer transferências de valores e pagamentos em dinheiro, instantaneamente, e que funciona todos os dias, sem exceção. O dispositivo é usado para tudo, inclusive por pedintes pelas ruas de Passos.

Foi o que surpreendeu uma dona de casa no final de semana passada, ao ser abordada por uma pedinte na porta de um estabelecimento comercial da cidade. Ao informar a pedinte que queria ajudar, mas não tinha trocado, recebeu o surpreendente argumento: “Eu aceito pix”.

A Folha conseguiu localizar a pedinte no final de semana. Trata-se de Daniela Cristina, de 34 anos, mãe de quatro filhos, que além de pedir qualquer quantia abordando pessoas nas vias públicas, usa o pix com forma de recebimento.

Moradora no bairro Coimbras, ela afirma que fez amizade com uma mulher que deu a ideia de receber auxílio pelo pix. A amiga lhe ajudou a abrir uma conta-corrente em um banco virtual, e cadastrou o número do aparelho (35) 99703-9592 com sendo o do pix. “Não uso o cartão bancário para mais nada, além de sacar o dinheiro que, por enquanto, rende em torno de R$ 5 por dia. Com o passar do tempo espero superar bem mais essa quantia”, disse.

A pedinte, que pediu para não ser fotografada mas não se opôs a contar os detalhes de sua atividade, não entrou em detalhe de como consegue sacar o dinheiro do pix. De acordo com as regras bancárias, primeiro o usuário deverá se dirigir ao caixa de um estabelecimento comercial credenciado e solicitar a operação do saque. Em seguida, ele deverá fazer a transferência para a loja do valor em reais que deseja sacar.

O modo mais comum de Daniela conseguir doações ao abordar as pessoas nas vias públicas é pedindo dinheiro em espécie para facilitar na compra da alimentação.

Quando alguém me diz que não tem moedas ou notas de baixo valor, é informado o número do pix, e aguardo o final do dia para retirar a grana da minha conta bancária”, revelou.

A mulher costuma ficar em frente aos estabelecimentos comerciais de maior movimento, e procura sempre alguém que esteja saindo ou entrando em seus veículos.


Beneficiária

Mesmo comprovando ser carente, não trabalha porque há três anos anda nas ruas em busca de dinheiro para o sustento familiar, segundo ela, pelo último motivo, as pessoas não a aceitam como empregada. Sem mais explicações, a pedinte confessou que não tem marido, e que cada filho está sob os cuidados de diferentes familiares.

Antes de ir para a casa onde moro sozinha, vejo eles todos os dias ao anoitecer. Meu sonho é morar no que for meu, porém o dinheiro gasto quase tudo em alimentos e ainda pago R$ 300 por mês de aluguel. Como sobra pouco dinheiro para essa despesa, estou sempre sendo despejada e mudando de local”, lamentou.

De acordo com Daniela, a prefeitura colaborou para que ela recebesse hoje, R$ 600 de contribuição do INSS, mas não soube explicar qual programa do governo federal está cadastrado. “Reparto mês a mês, todo o dinheiro a cada um dos parentes que cuidam dos meus filhos entre 5 e 16 anos de idade. Quando consigo cestas básicas, faço a mesma coisa. Tenho problemas de saúde, por isso parei de beber cerveja, e tomo remédio para dormir”, afirmou.

Via Clic Folha.

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