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Jornal Folha Regional

Reunião da Ameg termina sem conclusão e prefeitos voltarão a se reunir amanhã

Neste momento está acontecendo a reunião da Ameg, a qual o prefeito municipal de Passos (MG) Diego Oliveira havia solicitado em caráter de urgência, após, a Santa Casa atingir o limite máximo na UTI adulto da Covid-19.


Na reunião alguns prefeitos decidiram que aguardarão até a próxima terça-feira (18), às 10h, para uma conclusão se todas as cidades regredirão para a Onda Vermelha.


Alguns executivos não concordam com a regressão de onda, tendo em vista que algumas cidades mantém na Onda Amarela de acordo com o Minas Consciente.


Na ocasião foi informado que todas as cidades da região começarão a receber as vacinas contra a Covid-19.


Em breve maiores informações.

Prefeito de Carmo do Rio Claro participa de ação em conjunto com a polícia militar para coibir aglomerações na cidade

Equipes da Prefeitura em conjunto com a Polícia Militar buscaram coibir aglomerações indevidas em estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes e festas clandestinas nos ranchos. No último final de semana, 48 estabelecimentos foram notificados pela equipe de fiscalização.


Na noite do sábado (16), o Prefeito Filipe Carielo esteve presente na Praça Dona Maria Goulart, em união com as equipes de fiscalização e Polícia Militar para ajustar detalhes da operação contra as aglomerações. Filipe ressaltou, que as operações estão ocorrendo principalmente para trazer segurança a toda população carmelitana. Com início na noite de sexta-feira (15), a operação se estendeu durante todo o final de semana.


Neste momento delicado onde as nossas forças estão voltadas para impedir a inclusão do município na Onda Vermelha do programa Minas Consciente, o Prefeito Filipe Carielo deixou claro que a ‘conscientização é a nossa maior arma’, e pediu o apoio de cada cidadão no combate ao Covid-19, denunciando qualquer aglomeração ou conduta indevida.


A Prefeitura de Carmo do Rio Claro criou um disque denúncia, para que a população possa participar de forma ativa no combate contra a disseminação do Coronavírus: (35) 99838-7514


A interdição de uma festa clandestina em um rancho a 1Km de Carmo do Rio Claro, na noite de sábado (16), onde havia 40 pessoas de Carmo do Rio Claro e Alpinópolis estavam, mostra a importância da fiscalização e das denúncias pela população.

O trabalho de fiscalização continua arduamente em parceria com a Polícia Militar a fim de evitar aglomerações e descumprimento ao Decreto Municipal de Proteção à disseminação da Covid-19 (5.092 de 12 de janeiro de 2021).

Minas recebe 561 mil doses da CoronaVac, vacina contra a COVID-19

Ministério da Saúde informou que 6 milhões de doses começaram a ser distribuídas aos estados brasileiros na manhã desta segunda-feira

O Ministério da Saúde divulgou, na noite desse domingo, a planilha com a distribuição das doses da CoronaVac por estado. A vacina contra a COVID-19 recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação para uso emergencial. 

A vacina é fabricada pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac. A distribuição feita pelo governo federal considera 6 milhões de doses fornecidas pelo instituto. 

Minas Gerais recebeu 561.120 doses do imunizante. O Ministério da Saúde contabiliza 275.088 pessoas no público-alvo da Fase 1 da campanha da vacinação contra o coronavírus no estado. O planejamento também já mostra as doses que são reservadas para a população indígena. Em Minas, serão 16.560 doses da CoronaVac. 

Como mostrou a reportagem do Estado de Minas na tarde desse domingo, a equipe da Prefeitura de Belo Horizonte espera começar a vacinação na quarta-feira, dia 20, como prevê o plano federal. As primeiras doses da CoronaVac foram aplicadas em São Paulo (SP). 

Em entrevista coletiva na tarde deste domingo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a distribuição das caixas com o imunizante começaria às 7h. As vacinas foram distribuídas no Departamento de Logística em Saúde (DLOG), em São Paulo. 

“O Ministério da Saúde terá o apoio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Voepass, para transporte gratuito da vacina COVID-19 às unidades federadas do país que necessitam do transporte aéreo para a chegada das doses”, diz a nota do Ministério da Saúde. 

A distribuição das vacinas para cada município será de responsabilidade dos governos estaduais e do Ministério da Defesa.

Prefeito se Passos se reúne para cobrar mais leito de UTI e solicita reunião em caráter emergencial na Ameg

Na noite deste domingo (17), o prefeito de Passos Diego Oliveira, solicitou uma reunião emergencial para puxar a responsabilidade e cobrar mais leitos de UTI na cidade.


A ação se deu após, a ocupados da UTI na Santa Casa de Passos chegar ao limite máximo.


Na ocasião o prefeito solicitou em caráter de urgência uma reunião na AMEG amanhã, para uma decisão conjunta com os demais executivos.

Algumas residências ficam sem água em São José da Barra

Neste domingo (17), algumas residências no centro de São José da Barra (MG), estão sem água.


De acordo com Osiel, a adutora que fornece a água para a sede do município e que fica no bairro de Furnas, foi rompida na entrada de São José da Barra.


“Consertamos, mas ao ligar a água veio romper novamente. Nesse momento a água já está sendo normalizada”. Disse Osiel.


A adutora é um sistema de transporte de água que parte de um ponto de coleta até um reservatório, ou mesmo entre reservatórios.


Foto: imagem ilustrativa

Vacinação contra Covid-19 começa na quarta, às 10h, diz Pazuello

Pazuello afirma que vacinação começará simultaneamente no país e diz que aplicação da primeira dose em São Paulo está ‘em desacordo com a lei.

O Ministério da Saúde anunciou neste domingo, 17, que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil terá início na quarta-feira, 20, às 10h. Para isso, a distribuição da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan com a Sinovac, começará a ser distribuída aos estados às 7h da segunda-feira, 18.

“Está dado o primeiro passo para o início da maior campanha de vacinação do mundo contra o coronavírus”, afirmou o ministro da Saúde , Eduardo Pazuello.

O anúncio foi feito logo após a aprovação do uso emergencial da CoronaVac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca pela Anvisa.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ressaltou que a imunização começará simultaneamente em todo o Brasil e criticou a aplicação da primeira dose em São Paulo. Segundo Pazuello, a aplicação da vacina na enfermeira Mônica Calazans, está “em desacordo com a lei”.

 “Poderíamos num ato simbólico ou numa jogada de marketing iniciar a primeira dose em uma pessoa, mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso”, acrescentou o ministro.

Anvisa autoriza o uso emergencial das vacinas Coronavac e da AstraZeneca/Oxford contra a covid-19

Três diretores da agência concluem que os imunizantes cumprem os requisitos básicos de segurança e eficácia e podem ser usados na campanha de vacinação contra o coronavírus


Caminho livre para a largada da vacinação contra a covid-19 no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou neste domingo a autorização para o uso emergencial da Coronovac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan (com condicionante de assinatura de um termo de compromisso); e do imunizante da AstraZeneca/Oxford, que será produzido pela Fiocruz. A decisão da diretoria colegiada da agência, transmitida ao vivo, se deu por 3 votos a 0 (parcial). Agora, um plano nacional de imunização recheado de dúvidas e obstáculos, a começar pelo próprio Governo Jair Bolsonaro, está previsto para começar no próximo dia 20 de janeiro. Promete ser o início do fim da pandemia de coronavírus no Brasil.


Aberta com 10 minutos de atraso, a reunião extraordinária da Diretoria Colegiada da Anvisa ocorreu sem o uso de máscaras de proteção, “uma vez que estamos protegidos pelo regramento de distanciamento social”, justificou Antonio Barra, diretor-presidente da agência reguladora. A transmissão ao vivo da reunião chegou a ter mais de 20.000 espectadores simultâneos no canal oficial da Anvisa no Youtube. “O inimigo é um só. Nossa melhor chance nessa guerra passa, necessariamente, pela mudança de comportamento social. Sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”, observou Barra em seu discurso de abertura.


Primeiro, três áreas técnicas da Anvisa deram aval à aprovação das vacinas. De acordo com o gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, o panorama de “muita tensão pela falta de insumos necessários para o enfrentamento da doença” no Brasil, justifica a autorização para o início de aplicação do imunizante, condicionada ao “monitoramento e reavaliação periódica [dos dados de eficácia]. Olhar com cuidado, de maneira muito próxima, como vai ser o desempenho dessa vacina”. Embora tenha recomendado a aprovação, Mendes salientou que a Anvisa não conseguiu obter acesso a algumas informações sobre dados de ambas as vacinas.

No caso da Coronavac, as pendências se referem à lacuna de dados a respeito da eficácia em pessoas com comorbidades ou idosas, quantidade de pacientes sintomáticos que tiveram PCR negativo e de participantes do estudo que precisaram de atendimento em UTI. A relatora Meiruze Freitas ainda salientou um “ponto crítico” em relação ao imunizante.

“Por quanto tempo perdura no organismo dos indivíduos a proteção conferida pela vacina?”, questionou. Em seu voto favorável à aprovação, ela condicionou a autorização do uso emergencial da Coronavac à assinatura de um termo em que o Butantan se compromete a reportar dados sobre a resposta imunológica da vacina. “Os benefícios conhecidos das vacinas superam seus riscos. Mas é preciso um monitoramento contínuo sobre efeitos adversos. Uma vacina só é eficaz se as pessoas estiverem dispostas a tomá-la. Vacinação contra covid-19 ajudará na proteção individual e coletiva”, disse a relatora.
O país conta inicialmente com oito milhões de doses para iniciar o plano de imunização.

Seis milhões são da Coronavac, importada pelo Butantan e requisitada de forma imediata pelo Ministério da Saúde na última sexta. As outras duas milhões doses são do imunizante da Astrazeneca/Oxford e foram adquiridas pelo Governo brasileiro da fábrica da Serum Institute, na Índia. Porém, o Governo indiano barrou a exportação de vacinas produzidas em seu território. Um avião estava previsto para decolar do Brasil na sexta-feira, mas teve que adiar seu voo porque o chanceler Ernesto Araújo não conseguiu chegar a um acordo para a liberação da remessa.


Após o revés com o Governo indiano, o Ministério da Saúde, por meio de seu departamento de logística, mandou um ofício ao Butantan, ligado ao Governo de São Paulo, solicitando a entrega imediata de 6 milhões de doses da Coronavac. O Butantan, por sua vez, avisou que só vai disponibilizar o estoque se a pasta esclarecer quanto do contingente já ficará em São Paulo. Mas, no início da tarde deste domingo o governador de São Paulo, João Doria, garantiu que enviará imediatamente o estoque reivindicado pelo Ministério.


Com a aprovação de uso emergencial dos imunizantes, o Governo brasileiro deverá começar a vacinar os chamados grupos prioritários. Em primeiro lugar estão os profissionais da saúde, por considerar que são as pessoas mais expostas ao vírus, idosos acima de 75 anos e a população indígena. Nas fases seguintes estão idosos das demais faixas etárias, pessoas com comorbidades, professores, trabalhadores de segurança e funcionários do sistema prisional —a população carcerária foi excluída.


As oito milhões de doses iniciais não são suficientes para imunizar todos os integrantes desse grupo prioritário. Tanto a Fiocruz como o Instituto Butantan devem produzir os imunizantes em território nacional, mas primeiro devem passar por outras etapas dentro da Anvisa. Entre elas, devem conseguir a autorização de uso permanente da vacina —a autorização que foi dada neste domingo é temporária de uso emergencial, em caráter experimental. Superadas essas etapas, o Butantan deve produzir 100 milhões de doses de seu imunizante e a Fiocruz outras 254 milhões de doses.

Havia dúvidas quanto a data exata do da vacinação. O ministro Eduardo Pazuello chegou a cravar o dia 20 de janeiro como início da execução do plano, mas existe a possibilidade de ocorrer uma primeira aplicação em evento no Palácio do Planalto um dia antes. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, a vacinação deve começar de forma simultânea em todas as capitais dos Estados ao mesmo tempo que os imunizantes vão sendo escoados para os demais municípios, uma operação logística complexa que envolve diferentes modais de transporte.

Os Estados e municípios se consideram prontos para iniciar a vacinação a qualquer momento. Mas detalhes dessa complexa operação logística não estão claros nem mesmo dentro do Governo. Em suma, não se sabe quando serão transportados nem quanto.


Além disso, Franco informou que o Brasil conta com 80 milhões de seringas espalhadas por Estados e municípios para iniciar a campanha de imunização. O Ministério também garante que se reuniu com a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), que se comprometeu a disponibilizar outras 30 milhões de seringas até o fim de janeiro. Além disso, houve a requisição administrativa de 60 milhões de seringas excedentes em estoques. A pasta também anunciou a redução da taxa de importação de seringas e a restrição de exportações.

O Governo orienta que os cidadãos atualizem, preferencialmente, o número do CPF ou do Cartão Nacional de Vacinação ou se cadastrem no aplicativo Conecte SUS Cidadão, de modo a facilitar a identificação no momento de vacinação e agilizar o fluxo de atendimento. Mas, na última quarta-feira, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram uma nota esclarecendo que o acesso à vacina não está condicionada ao cadastramento no aplicativo ou à apresentação do Cartão Nacional de Vacinação.

“Se no momento da imunização contra a covid-19 o cidadão não esteja de posse de nenhuma identificação, o estabelecimento de saúde, em sua plataforma CadSus, poderá efetuar o devido cadastro e o processo de imunização ocorrerá normalmente. Ninguém que pertence ao público prioritário da campanha, definido naquele momento, deixará de ser vacinado”, destaca a nota.


O Plano Nacional de Imunização foi concebido em 1973 e, a partir dele, o Brasil conseguiu combater a meningite e o sarampo e erradicar doenças como pólio. É a partir dessas expertise de décadas que Estados e municípios estão se preparando para o início da vacinação contra a covid-19.


Obstáculos para a vacinação

A campanha agora esbarra no atraso do Ministério da Saúde em conceber um plano.

Enquanto outros países começavam a se vacinar em dezembro, a pasta ainda não havia sequer apresentado um esboço. O Governo também foi pressionado pelos planos do governador de São Paulo, João Doria, de iniciar a imunização em 25 de janeiro no Estado e de fazer a primeira foto da vacinação no Brasil. No final, após meses menosprezando publicamente a Coronavac, acabou anunciando sua compra e distribuição no plano de imunização. O governador pretende se lançar candidato à Presidência em 2022 e é rival político de Bolsonaro.


O presidente vem apostando no “tratamento precoce” —e ineficaz, segundo a comunidade científica— contra a covid-19. Um exemplo disso ocorreu na última semana durante a visita de Pazuello a Manaus, onde lançou um aplicativo que prescreve hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina para pacientes —medicamentos não possuem eficácia comprovada contra a doença e foram rejeitados pela Organização Mundial da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Infectologia.


A campanha também esbarra nas dúvidas da população de se vacinar. Uma pesquisa Datafolha de dezembro mostrou que metade da população rejeita a Coronavac, pejorativamente chamada de “vacina chinesa”. Esse descrédito foi estimulado inclusive por Bolsonaro. O mandatário também disse em outras ocasiões que não será obrigatório se vacinar e diz que todos os imunizantes são “experimentais” e, portanto, arriscados. Na última terça, quando o Butantan anunciou a eficácia geral de seu imunizante, boa parte da tropa bolsonarista, incluindo os filhos do presidente, foram às redes sociais criticar Doria e fazer ilações sobre a vacina.

Gás de cozinha pode chegar a R$ 200 este ano

O presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito do Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili, afirmou que o gás de cozinha poderá chegar a R$ 200 reais este ano. Porém, o preço pode variar de R$ 150 a R$ 200.

Na entrevista, ele criticou o constante aumento do preço do Gás Liquefeito do Petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha e vendido para as distribuidoras pela Petrobras. Em menos de 15 dias deste ano, a Petrobras já aumentou o preço do GLP. Já o reajuste anterior a este aconteceu no início de dezembro.

“Se persistirem esses aumentos consecutivos, sem limites, a previsão é de que o gás de cozinha chegue logo a R$ 150. Vai ser um pulo. Já para chegar a R$ 200 depende dessa política de preços”, estima.

Por enquanto, o brasileiro deve preparar o bolso para pagar, em média, R$75,04 por um botijão de 13kg. É o que apontam os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) atualizados nesta segunda-feira (11). Nos preços mais altos, o custo do botijão de 13kg pode chegar a R$ 105.

Aumentos constantes do gás de cozinha

O GLP acumulou alta de 21,9% ou R$ 6,08 por botijão em 2020. Isso contando apenas com o preço repassado às distribuidoras pela Petrobras. Ou seja, a alta para o consumidor final pode ter sido ainda maior.

A Petrobras revende para as distribuidoras, que compram e repassam o valor, junto com a porcentagem, dos seus lucros, para o consumidor final.

Hoje, o GLP é vendido pela petroleira estatal a distribuidoras, com um botijão de 13 kg por R$ 35,98. Antes do reajuste, o valor era de R$ 33,89 por 13 kg. Ou seja, o gás subiu R$2 com a nova mudança da estatal. O valor médio pago pelo consumidor final é mais que o dobro: R$75.

“Os ministros de Minas e Energia e da Economia prometeram publicamente que o preço do gás iria cair até 40% ou 50%, mas, desde então, o valor só sobe – e não há qualquer previsão de redução”, lembra Borjaili.

“Pelo contrário, o que temos são aumentos consecutivos. A Petrobras não passa um mês sem aumentar ao menos 5% do combustível [vendido às refinarias] e, alinhado a isso, tem o aumento dos estados via ICMS”, completa.

Para Borjaili a situação é um desrespeito à população mais vulnerável.

“Nós vendemos em média 35 milhões de botijões de gás todo mês. O país tem 15 milhões de famílias no Bolsa Família que vivem com uma renda per capita de até R$ 87. Então, nem gás podem comprar”, diz Borjaili. “Não é a classe A que precisa do gás de cozinha. Quem precisa é quem tem que fazer arroz, feijão, mingau todos os dias”, finaliza.

Anvisa sobre a vacinação no Brasil em pronunciamento neste domingo

O início (ou não) da vacinação contra o coronavírus no Brasil tem um capítulo decisivo neste domingo (17), quando a Anvisa realiza uma reunião extraordinária para decidir se autoriza duas vacinas com pedido de uso emergencial: a CoronaVac, da Sinovac e do Instituto Butantan, e a da Oxford-AstraZeneca, produzida pela Fiocruz.


Se a autorização da Agência de Vigilância Sanitária for concedida, as vacinas podem, em teoria, começar a ser aplicadas no Brasil assim que a decisão for informada oficialmente aos laboratórios.


Transmitida ao vivo pelos canais oficiais do governo, a reunião é conduzida por cinco membros da diretoria colegiada da Anvisa — todos indicados pelo presidente Jair Bolsonaro, que já declarou mais de uma vez que não pretende tomar a vacina.


Antônio Barra Torres foi confirmado como diretor-presidente da Anvisa em dezembro e é contra-almirante da Marinha. Na forças armadas, dirigiu o Centro de Perícias Médicas e o Centro Médico Assistencial. Amigo pessoal do presidente, o militar é formado em medicina e foi diagnosticado com coronavírus semanas depois de aparecer sem máscara entre manifestantes ao lado de Bolsonaro.

Cristiane Rose Jourdan Gomes é endocrinologista, trabalhou como gestora de planos de saúde da Amil por 13 anos e dirigiu o Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, entre agosto de 2019 e agosto de 2020. Já defendeu publicamente a hidroxicloroquina, medicamento cujo uso no tratamento do coronavírus não é recomendado por autoridades internacionais como a Organização Mundial da Saúde.


Alex Machado Campos é formado em direito e construiu sua carreira em cargos técnicos na Câmara dos Deputados. O principal posto antes da nomeação por Jair Bolsonaro à diretoria da Anvisa foi o de chefe de gabinete do ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta. Foi indicado ao cargo pelo centrão – grupo informal de parlamentares que costuma buscar proximidade com o governo em troca de cargos e outras benesses.


Romison Rodrigues Mota é graduado em Ciências Econômicas e especialista em Vigilância Sanitária. Ingressou na Anvisa por concurso público em 2005, onde foi Gerente de Orçamento e Finanças por cinco anos. Tornou-se Gerente Geral de Gestão Administrativa e Financeira em 2015 e foi nomeado, no ano passado, Diretor Substituto da entidade.


Meiruze Sousa Freitas é formada em Farmácia e entrou na Anvisa por concurso público em 2007, como especialista em Regulação e Vigilância Sanitária na Gerência-Geral de Medicamentos. Passou por diversos cargos, atuando como adjunta de diretor, gerente geral de Toxicologia e gerente da área de medicamentos, até ser confirmada como diretora em novembro de 2020.


O governo federal não estabeleceu uma data oficial para o início da vacinação no Brasil, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem dito que a previsão é começar a imunização na quarta-feira (20), simultaneamente em todo o país – um projeto colocado em dúvida por especialistas em imunização.

Em São Paulo, o governador João Doria havia planejado iniciar a vacinação no Estado em 25 de janeiro, mas afirmou que poderia antecipar a campanha de imunização a depender do aval da Anvisa.


A decisão é transmitida em cadeia nacional por canais oficiais do governo em um momento de alta nas infecções e mortes por covid-19 no Brasil e de caos no sistema de saúde em cidades como Manaus.

Como funciona a reunião?


A decisão sobre a liberação emergencial ou não das vacinas acontecerá por maioria simples. Assim, 3 votos serão suficientes para bloquear ou permitir os imunizantes.


A diretora Meiruze Freitas é a relatora dos dois pedidos de uso emergencial e abrirá a reunião, seguida por apresentações de análises técnicas das vacinas.

Segundo a Anvisa, as apresentações serão feitas pela área de medicamentos, que avalia os estudos clínicos e de eficácia e segurança; pela área de certificação de Boas Práticas de Fabricação, que verifica se os locais de fabricação da vacina têm condições adequadas; e pela área de monitoramento de eventos adversos, que monitora e investiga depois da vacinação se as pessoas tiveram alguma reação à vacina.


Freitas será a primeira a ler seu voto, seguida pelos outros quatro diretores.


Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa, é o responsável por anunciar o resultado final.
A decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa se refere às vacinas para as quais houve pedido formal de uso emergencial: a CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a Oxford-AstraZeneca, cujo pedido foi feito pela Fiocruz.


Neste sábado, a Anvisa recusou um pedido de uso emergencial da vacina russa Sputnik V, produzida pelo laboratório União Química. Segundo a agência, “O pedido foi restituído à empresa por não atender os critérios mínimos, especialmente pela falta de autorização para a condução dos ensaios clínicos fase 3, a condução em andamento no país e questões relativas às boas práticas de fabricação”.


A Anvisa destaca que, por enquanto, o que está em avaliação é o uso emergencial de vacinas ainda consideradas experimentais – portanto, os imunizantes, ao serem aprovados, ainda seriam usados em “caráter temporário, até que a vacina receba o registro definitivo no país”.


Uma tentativa de trazer 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca fabricadas na Índia fracassou na sexta-feira. Com um avião fretado pronto para trazer o imunizante, o governo brasileiro esbarrou em uma negativa do governo indiano e agora aguarda uma definição sobre a compra.

O governo federal diz contar com 6 milhões de doses da CoronaVac, a serem entregues pelo Instituto Butantan. Na sexta, o governo federal cobrou a “entrega imediata” das doses.
No total, o Butantan diz já dispor de 10,8 milhões de doses da CoronaVac em solo brasileiro. “No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto é estimada em 46 milhões de doses”, diz o órgão.

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