Uma idosa de 69 anos foi vítima de estelionato nesta quarta-feira (13) em Carmo do Rio Claro (MG), após ser enganada por dois homens que se passaram por vendedores de um suposto bilhete premiado da Caixa Econômica Federal.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima relatou que foi abordada por dois indivíduos — um homem mais velho, de aproximadamente 1,70m, cabelos brancos, e outro mais jovem, moreno, de estatura mediana e cerca de 40 anos. Eles a convenceram a sacar R$ 25.000,00 de suas contas bancárias, em agências do Sicoob Credicarmo, Itaú e Sicredi, com a promessa de vender o bilhete premiado por esse valor.
A idosa foi levada pelos suspeitos em um Fiat Uno Way branco, onde entregou o dinheiro. Após os saques, os homens deixaram a vítima próxima à sua residência, afirmando que retornariam para buscar o prêmio, avaliado em R$ 300 mil.
Ainda abalada, a idosa não acionou familiares e procurou a polícia para relatar o ocorrido. As equipes policiais realizam diligências para rastrear o veículo e coletar imagens de câmeras de segurança nas agências bancárias e comércios próximos.
Até o momento, os suspeitos não foram localizados. A Polícia Militar orienta a população a desconfiar de ofertas de prêmios e bilhetes premiados, e a nunca realizar pagamentos ou saques mediante promessas desse tipo.
MPMG deflagra segunda fase de operação contra falsificação de medicamentos no Sul de Minas – Foto: EPTV
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Passos e da 1ª Promotoria de Justiça de Campos Gerais, deflagrou na manhã desta quarta-feira (12) a segunda fase da Operação Reação Adversa, que tem como foco o combate a uma organização criminosa envolvida na falsificação e comercialização de medicamentos.
De acordo com o MPMG, o grupo atuava na região de Campo do Meio (MG) e obtinha vantagem econômica com a produção e venda de medicamentos veterinários e de uso humano falsificados, comercializados por meio de plataformas de e-commerce.
Durante a ação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo do Meio, Boa Esperança, Campo Belo e Ribeirão Preto (SP), expedidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos Gerais.
Os agentes apreenderam celulares, notebooks, embalagens, medicamentos com indícios de falsificação e realizaram prisões em flagrante.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam uma estrutura logística compartilhada, com métodos de contrafação dispersos e múltiplas contas de comércio eletrônico registradas em nome de terceiros (“laranjas”), para ocultar a identidade dos envolvidos e o lucro obtido de forma ilícita.
Na primeira fase da operação, o MPMG identificou o controle de 40 lojas virtuais, responsáveis por mais de 10 mil vendas ou anúncios de medicamentos falsificados, com potencial de afetar milhares de animais e pessoas.
A operação contou com a participação de quatro promotores de Justiça e 92 policiais militares, além do apoio do GAECO Regional de Varginha, do Ministério Público de São Paulo (GAECO de Ribeirão Preto) e da 6ª BRAVE (Base Regional de Aviação do Estado de Minas Gerais) da Polícia Militar, que forneceu suporte aéreo.
PM recupera motocicleta furtada e prende homem por receptação em Pratápolis – Foto: divulgação/PM
A Polícia Militar de Pratápolis (MG) recuperou, na última semana, uma motocicleta furtada e prendeu um homem por receptação.
Durante patrulhamento, os militares abordaram uma motocicleta Honda/Bros, de placa HCN-2480. Ao consultar o sistema, foi constatado que a placa pertencia, na verdade, a uma Yamaha/YBR. Após verificação do número do chassi, foi confirmado que o veículo havia sido furtado na cidade de Passos (MG).
Diante dos fatos, o condutor foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia de plantão. A motocicleta foi apreendida e removida para o pátio credenciado.
Ação da Delegacia de Alpinópolis, em cooperação com a PCERJ, cumpre mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo
PCMG prende mulher condenada a mais de 12 anos por extorsão em Alpinópolis – Imagem: Agência Inova
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Alpinópolis (MG), prendeu nesta quarta-feira (12) uma mulher de 31 anos condenada pelo crime de extorsão. A ação resultou do cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário de São Paulo, que determinou o recolhimento da condenada a uma pena superior a 12 anos de reclusão.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), por intermédio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Embora a mulher mantivesse endereços no Rio de Janeiro, as investigações apontaram que ela estaria residindo em Minas Gerais, o que levou os policiais à sua localização em Alpinópolis.
Segundo apurado, a presa já vinha sendo investigada por práticas semelhantes em diferentes estados do país, com crimes de extorsão geralmente cometidos por meio digital.
Após diligências, a equipe da PCMG localizou e efetuou a prisão da investigada. O mandado foi devidamente cumprido, e a mulher foi conduzida à Delegacia de Alpinópolis, onde permanecerá à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.
A Polícia Civil de Minas Gerais reforça o alerta à população sobre os riscos no uso de redes sociais e aplicativos de mensagens. A corporação orienta os cidadãos a manterem cautela ao interagir com desconhecidos e ao compartilhar informações pessoais, lembrando que muitos golpes de extorsão virtual ocorrem após o criminoso conquistar a confiança da vítima ou obter acesso a dados privados.
Participaram da operação os investigadores Grace Renata Cunha Paula e Carlos José Resende.
Carro desgovernado atinge muro de pátio do Detran em Guaxupé – Foto: redes sociais
Um carro desgovernado colidiu contra o muro de um pátio credenciado do Detran, em Guaxupé, no Sul de Minas, na tarde da última terça-feira (11). O acidente ocorreu na Avenida Dona Floriana e chamou a atenção de pedestres e motoristas que passavam pelo local.
Segundo informações apuradas no local, o veículo, que possui câmbio automático, avançou de forma repentina após o motorista confundir os pedais de freio e acelerador. O erro fez com que o automóvel atingisse o muro do estabelecimento.
O impacto causou danos consideráveis à estrutura e à parte dianteira do carro, que ficou bastante amassada. Apesar do susto, não houve feridos.
O trânsito na via seguiu normalmente, mas a área foi isolada para que fossem realizados os reparos necessários. De acordo com as autoridades, o caso resultou apenas em prejuízos materiais.
Condenado por tráfico é novamente detido com drogas no bairro Morada do Sol, em Piumhi – Foto: reprodução
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em flagrante, na segunda-feira (10), um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Morada do Sol, em Piumhi. De acordo com a Delegacia de Polícia Civil do município, o investigado já havia sido condenado anteriormente pelo mesmo crime e se encontrava em liberdade condicional.
A ação teve início após denúncias que apontavam que o homem estaria voltando a comercializar entorpecentes na cidade. Diante das informações, os policiais realizaram diligências e foram até a casa do suspeito. Familiares autorizaram a entrada da equipe, que, durante buscas no quarto do investigado, encontrou três tabletes de maconha e duas pedras de crack.
Embora o suspeito não estivesse no imóvel no momento da vistoria, ele foi localizado pouco depois em um bairro próximo. Ao ser abordado, confessou ser o dono das drogas apreendidas e ainda foi flagrado com mais uma pedra de crack entre seus pertences.
O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Piumhi, onde teve a prisão em flagrante confirmada pela autoridade policial. Em seguida, ele foi encaminhado ao presídio da cidade, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no crime e determinar a origem dos entorpecentes encontrados.
Demonstração de uso da caneta MasSpec em uma amostra de tecido humano — Foto: Vivian Abagiu/Universidade do Texas
Uma brasileira está por trás de uma das inovações médicas mais promissoras dos últimos anos. A química Lívia Schiavinato Eberlin, professora da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveu um dispositivo capaz de identificar se um tecido é saudável ou cancerígeno em apenas 10 segundos, já durante a cirurgia.
A tecnologia, batizada de MasSpec Pen, já é chamada de “caneta que detecta câncer”.
Agora, o Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, conduz o primeiro estudo clínico fora dos Estados Unidos com o equipamento, em parceria com a Thermo Fisher Scientific, multinacional responsável pelo espectrômetro de massas que viabiliza a leitura molecular do tecido.
Como funciona a tecnologia
A MasSpec Pen é uma caneta conectada a um espectrômetro de massas –um equipamento capaz de identificar as moléculas que compõem uma substância e revelar sua “assinatura química”.
Em termos simples, ele pesa e compara as moléculas do material analisado, mostrando quais estão presentes e em que proporção. É a mesma tecnologia usada em investigações forenses, no controle de qualidade de alimentos e em exames antidoping –agora adaptada para uso médico.
Durante a cirurgia, o médico encosta a ponta da caneta sobre o tecido suspeito. O dispositivo libera uma microgota de água estéril, que permanece em contato com o tecido por alguns segundos. Essa gota extrai moléculas da superfície e é aspirada para o espectrômetro, que analisa sua composição química em tempo real.
O aparelho então identifica o padrão molecular do tecido –algo como uma impressão digital biológica — e mostra na tela se ele é saudável ou cancerígeno.
“É como fazer um café: a água extrai as moléculas da amostra sólida, mas não remove o tecido. A análise é instantânea e não causa nenhum dano”, explica Lívia Eberlin.
O contraste com o padrão atual
Em qualquer cirurgia oncológica, um dos maiores desafios é definir o limite exato do tumor –até onde o cirurgião deve cortar.
O objetivo é remover completamente o tecido doente, evitando deixar células cancerígenas para trás, mas sem retirar mais do que o necessário de tecido saudável, o que pode comprometer órgãos e funções do corpo.
Esse tecido, em termos simples, é o conjunto de células que forma uma parte do corpo –como um fragmento do pulmão, da tireóide, do fígado ou da mama.
Quando há um tumor, as células cancerígenas se infiltram nesses tecidos e podem invadir áreas vizinhas. Por isso, o médico precisa saber onde termina o câncer e onde começa o tecido saudável –a chamada margem de segurança cirúrgica.
Hoje, para responder a essa pergunta durante a cirurgia, os hospitais utilizam o chamado exame de congelação, considerado o padrão-ouro da patologia.
Nesse procedimento, o cirurgião remove um pequeno pedaço do tecido suspeito e o envia para o laboratório, onde o material é congelado, cortado em lâminas finas e analisado ao microscópio.
O processo pode levar de 20 minutos a 1h30, tempo em que o paciente permanece anestesiado, “aberto” e a equipe cirúrgica aguarda a resposta do patologista.
Se o exame indicar que ainda há células cancerígenas nas bordas do material retirado, o médico precisa voltar e remover uma área maior, prolongando a operação, o tempo de anestesia e o risco de complicações.
“Mesmo patologistas experientes podem ter dificuldade em fornecer uma resposta precisa sobre margem de segurança, porque o congelamento distorce a estrutura do tecido”, explica Lívia Eberlin.
“Com a caneta, o resultado vem em segundos, diretamente da sala de cirurgia, e o cirurgião sabe imediatamente se precisa retirar mais.”
Nos cânceres de pulmão, por exemplo, a definição das margens é um dos pontos mais críticos da cirurgia. Uma retirada excessiva pode comprometer a capacidade respiratória do paciente; uma retirada insuficiente aumenta o risco de recidiva.
“A tecnologia permite ao cirurgião saber, ainda na operação, se o tecido é normal ou tumoral, sem precisar esperar o laudo”, afirma o imunologista Kenneth Gollob, diretor do Centro de Pesquisa em Imunologia e Oncologia (CRIO) do Einstein.
Cirurgiões utilizam MasSpec Pen para analisar células tumorais em tecidos — Foto: Divulgação/Einstein Hospital Israelita
Mama, fígado e ovário serão analisados
O Einstein é o primeiro centro fora dos Estados Unidos a testar a MasSpec Pen em pacientes. O estudo clínico, com duração de 24 meses, acompanha 60 pessoas com câncer de pulmão e de tireoide –tumores escolhidos pela acessibilidade cirúrgica e pela maturidade dos algoritmos de detecção.
A tecnologia já havia sido validada em um estudo publicado na JAMA Surgery em 2023, com mais de 100 pacientes submetidos a cirurgias de tireoide e paratireoide, alcançando acurácia superior a 92%.
O trabalho demonstrou que a caneta pode diferenciar, em tempo real, tecidos muito semelhantes, evitando a retirada acidental de glândulas saudáveis –uma complicação que ocorre em até 25% das operações convencionais.
As próximas etapas incluem estudos em tumores de mama, fígado e ovário, áreas em que a tecnologia já demonstrou alta precisão em testes laboratoriais e pode auxiliar na definição das margens cirúrgicas.
Os resultados obtidos no Brasil serão comparados ao exame anatomopatológico para avaliar acurácia, sensibilidade e especificidade.
Caneta pode medir potencial de resposta ao tratamento?
Além de detectar a presença de câncer, a equipe do Einstein quer entender se a MasSpec Pen pode revelar o perfil imunológico de cada tumor –uma informação que, até hoje, só é obtida dias depois da cirurgia, com exames laboratoriais complexos.
“Cada câncer tem uma paisagem imunológica própria, uma espécie de ‘impressão digital’ do sistema imune dentro do tumor”, explica Kenneth Gollob. “Alguns são chamados de ‘tumores quentes’, porque estão repletos de células de defesa, como linfócitos e macrófagos. Outros são ‘tumores frios’, que conseguem se esconder do sistema imunológico.”
Essa diferença é crucial para o sucesso dos tratamentos modernos. Os tumores quentes costumam responder melhor à imunoterapia, uma classe de medicamentos que estimula o sistema imunológico a atacar o câncer. Já os frios, mais resistentes, exigem abordagens combinadas –com quimio, radio ou novos imunomoduladores.
A expectativa dos pesquisadores é que a caneta consiga identificar, em tempo real, essa “temperatura imunológica”, analisando os metabólitos e lipídios que refletem a presença de células imunes ativas.
“Se conseguirmos detectar isso no ato da cirurgia, o médico poderá planejar o tratamento logo em seguida –sem esperar semanas pelo resultado da biópsia completa”, diz Gollob.
Segundo ele, o impacto seria duplo: clínico e científico. “Para o paciente, é mais agilidade e tratamento personalizado. Para a pesquisa, é a chance de entender, em milhares de amostras reais, como o sistema imune interage com o tumor em diferentes órgãos.”
A tecnologia por trás do diagnóstico instantâneo
Parceira tecnológica do projeto, a Thermo Fisher Scientific é quem fornece o espectrômetro de massas Orbitrap 240, peça central da análise molecular.
Esse equipamento –que ocupa cerca de um metro de comprimento e pesa dezenas de quilos– é o “cérebro” da operação. É ele que recebe, analisa e interpreta as amostras coletadas pela caneta.
O funcionamento ocorre em duas etapas interligadas:
A MasSpec Pen coleta a amostra. Ao encostar a ponta na região cirúrgica, o dispositivo libera uma microgota de água que absorve moléculas do tecido –como lipídios, metabólitos e fragmentos de proteínas. Essa gota é imediatamente sugada por um fino tubo conectado ao equipamento principal.
O espectrômetro faz a leitura química. Dentro do Orbitrap, essas moléculas são ionizadas e separadas conforme sua massa e carga elétrica, permitindo a criação de um perfil químico único, chamado de assinatura molecular.
A partir daí, um software alimentado por inteligência artificial compara o resultado com uma biblioteca de milhares de padrões de tumores já catalogados.
“A espectrometria de massas é uma das ferramentas mais precisas da ciência moderna. É ela que transforma a leitura química da gota de água em um diagnóstico confiável”, explica Dionísio Ottoboni, diretor de Instrumentos Analíticos da Thermo Fisher para a América Latina.
A pesquisadora brasileira Lívia Eberlin e sua equipe, responsáveis por desenvolver a MasSpec Pen — Foto: Arquivo Pessoal
Brasil na ponta
Natural de Campinas, no interior de São Paulo, Lívia Eberlin é formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fez doutorado na Purdue University e pós-doutorado em Stanford.
Hoje, lidera uma equipe na Baylor College of Medicine e comanda a startup MS Pen Technologies, que desenvolve e pretende comercializar a caneta.
Com a conclusão do estudo, o passo seguinte é submeter a tecnologia à aprovação da agência regulatória americana, a Food and Drug Administration (FDA) e, futuramente, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A pesquisadora brasileira Lívia Eberlin — Foto: Arquivo Pessoal
“Meu sonho sempre foi trazer a tecnologia para o Brasil. O estudo com o Einstein mostra que ela é robusta, reprodutível e aplicável a diferentes realidades clínicas”, diz.
Além do ganho científico, a pesquisadora vê no projeto uma dimensão simbólica: “É a prova de que a ciência brasileira tem alcance global e pode transformar a vida das pessoas.”
Parceria entre DER-MG e Goinfra prevê recuperação da Ponte Quinca Mariano
Minas Gerais e Goiás firmam termo de cooperação para integração viária entre os dois estados – Foto: divulgação
O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) firmaram um Termo de Cooperação Técnica com o objetivo de desenvolver ações conjuntas voltadas à melhoria da infraestrutura viária e à integração logística entre os estados.
A assinatura do acordo ocorreu durante o 27º Encontro Nacional de Conservação Rodoviária (Enacor) e a 50º Reunião Anual de Pavimentação (RAPV), realizados no final de outubro, em Belo Horizonte.
A iniciativa busca fortalecer a conexão econômica e regional entre os dois estados, ampliando a eficiência no transporte de pessoas e mercadorias e impulsionando o desenvolvimento das regiões de divisa.
Recuperação da ponte Quinca Mariano
Em sua etapa inicial, o acordo contempla a recuperação e reabilitação da ponte Quinca Mariano, localizada sobre o Rio Paranaíba, que faz a conexão entre as rodovias MG-413 e a GO-139.
Com 1.153 metros de extensão, a estrutura faz a ligação entre municípios mineiros e goianos, deverá receber um investimento estimado de R$ 27,3 milhões, e o processo de contratação dos serviços está em fase de elaboração.
De acordo com o termo, a cooperação visa aperfeiçoar a conectividade rodoviária interestadual, racionalizar custos operacionais e promover uma integração regional estratégica, de interesse público e econômico. As ações previstas serão detalhadas em planos de trabalho específicos, que passarão a integrar o documento de cooperação.
Integração regional e novos investimentos
A parceria representa um avanço significativo na consolidação de uma rede de infraestrutura compartilhada entre Minas Gerais e Goiás. A iniciativa contribuirá para o escoamento eficiente da produção, o fortalecimento das cadeias produtivas locais e a atração de novos investimentos para ambos os estados.
Além da recuperação da Ponte Quinca Mariano, o DER-MG já iniciou levantamentos técnicos para a elaboração do projeto de construção de uma nova travessia sobre o Rio Paranaíba, desta vez na MG-414, ligando o trecho Araguari – distrito de Amanhece ao município goiano de Anhanguera. A futura obra reforça o compromisso dos governos estaduais com a melhoria das condições de tráfego, o aumento da segurança viária e o fortalecimento do desenvolvimento regional.
Integração ao longo da fronteira
A área de divisa entre Minas Gerais e Goiás soma mais de 1,6 mil quilômetros. Segundo o diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais, a cooperação permitirá ações coordenadas e de grande impacto.
“Essa parceria é fundamental para fortalecer nossa integração regional. Vamos iniciar com a recuperação da Ponte Quinca Mariano, mas já temos planos de expandir essa cooperação. O cidadão goiano e mineiro é quem mais ganha com essa iniciativa”, afirma.
O presidente da Goinfra, Pedro Sales, também destacou a importância do acordo. “Assinamos um protocolo de intenções que irá regulamentar as ações de interesse comum dos dois estados em relação à malha rodoviária nas regiões fronteiriças. De um lado, Corumbaíba; do outro, Araguari. Estamos unindo esforços para garantir mais segurança e desenvolvimento para nossas populações”, pontua.
Criminosos usam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar o “golpe da ligação muda” em Minas Gerais – Foto: reprodução
Criminosos estão usando Inteligência Artificial para clonar vozes e aplicar golpes em Minas Gerais. O alerta é da Polícia Civil. O esquema começa com chamadas telefônicas silenciosas — o chamado “golpe da ligação muda”. Nessas ligações, os bandidos coletam amostras de voz da vítima para, em seguida, cloná-la com IA e ligarem para parentes e bancos, simulando pedidos de urgência, transferências ou autorizações.
Segundo o delegado Rafael de Freitas Faria, titular dos Crimes Contra o Patrimônio da 3ª Delegacia Regional de Ituiutaba, os golpistas são capazes de imitar tom, ritmo e características da fala real. Vítimas relataram ter recebido ligações “extremamente convincentes”, com a voz idêntica à de um conhecido.
Em alguns casos, os criminosos chegam a iniciar conversas curtas para confirmar se o número existe, se a pessoa costuma atender e para obter mais amostras de áudio. De acordo com o delegado, há registros de pedidos falsos de ajuda e tentativas de induzir transferências imediatas — explorando o fator emocional.
A PC não informou quantas vítimas já registraram ocorrência, mas confirma investigações em andamento. O órgão reforça orientações essenciais:
recebeu chamada muda? desligue imediatamente;
desconfie, mesmo que a voz pareça real;
nunca repasse dados pessoais por telefone;
nunca autorize operações bancárias durante ligações ou mensagens;
quem cair no golpe deve comunicar o banco e registrar boletim de ocorrência.
6ª Queima do Alho Solidária em Passos acontece em dezembro e terá renda revertida ao Hospital Regional do Câncer – Foto: divulgação/Santa Casa de Passos
A cidade de Passos (MG) se prepara para receber, no dia 7 de dezembro (domingo), a 6ª edição da Queima do Alho Solidária, evento beneficente que integra o Circuito Mineiro da Queima do Alho 2025. Realizada pela Comitiva Solidários de Passos, a iniciativa, como já é tradição, terá 100% da renda revertida ao Hospital Regional do Câncer (HRC).
A festa começa a partir das 9h, no Parque de Exposições de Passos, com horário de degustação das 11h às 15h. Tradicionalmente, o evento celebra a culinária e a cultura sertaneja, reunindo comitivas de toda a região, atrações musicais e solidariedade em um só lugar.
Entre as atrações confirmadas estão Luan & Rafael, Amanda & Cuiabano, Heitor & Hartur e Eleonilson & Eliomar, além da locução do conhecido Tidi Carreiro, que promete animar o público ao longo do dia.
Os ingressos PRATINHO SOLIDARIO já estão disponíveis e podem ser adquiridos com membros da comitiva de Passos, ou em pontos físicos de venda. como a Loja Animavida, a Washtec da Avenida Arouca, a Casa de Carnes Mercearia Niltinho, entre outros. O valor do prato solidário custa R$ 15,00, dando direito a um prato e garfo descartáveis. Crianças de até 8 anos têm entrada gratuita.
A realização é da Comitiva Solidários de Passos, e de acordo com eles, não será permitida a entrada com bebidas, vasilhas ou coolers, e o evento também é proibido para som automotivo.
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