Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Dia da Cachaça Mineira: setor movimenta mais de R$ 600 milhões em Minas e reforça sua liderança nacional

Dia da Cachaça Mineira: setor movimenta mais de R$ 600 milhões em Minas e reforça sua liderança nacional – Foto: divulgação/Alberto Pereira

No Dia da Cachaça Mineira, o setor tem boas notícias para comemorar. Novo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) aponta que Minas Gerais reafirma sua posição de protagonista na produção de cachaça no Brasil. A cadeia movimentou R$ 624,7 milhões em 2025, evidenciando a relevância econômica e cultural da bebida para o estado.

O relatório completo já está disponível neste link para acesso e traz informações estratégicas para produtores, investidores e demais interessados no desenvolvimento do setor.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o material inédito, divulgado pela Seapa, apresenta um panorama atualizado do setor, com dados sobre produção, mercado, exportações e geração de empregos. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.

Além do faturamento expressivo, a cadeia também se destaca na arrecadação pública. Em 2025, o setor gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua contribuição para a economia estadual.

Liderança

Minas Gerais lidera com folga o ranking nacional de estabelecimentos produtores, concentrando 40% de todas as unidades registradas no país, o equivalente a 501 empreendimentos formais. O dado evidencia a capilaridade da produção, distribuída em diversas regiões, com municípios que apresentam alta densidade produtiva e tradição na atividade.

O relatório também mostra que a cachaça mineira vem ampliando sua presença no exterior. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca a assessora Maíra Ferman.

Outro ponto relevante é a geração de empregos. O setor mantém trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, com expansão do número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.

Com dados consolidados e análise detalhada, o novo material da Seapa oferece uma visão abrangente da cadeia produtiva da cachaça, evidenciando seu papel na geração de renda, na valorização da produção artesanal e na promoção de Minas Gerais no Brasil e no mundo.

Dia da Cachaça: empreendimento familiar é sucesso em São José da Barra

O Dia da Cachaça é comemorado em todo país no dia 13 de Setembro. Nos tempos coloniais, a produção de cachaça era uma importante atividade econômica no Brasil. Preocupados com o sucesso da aguardente, os portugueses, através de uma Carta Real de 13 de setembro de 1649, proibiram a fabricação e a venda da bebida em todo o território brasileiro.

Os proprietários de cana-de-açúcar e alambiques, indignados com as constantes cobranças de impostos aos longo dos anos e perseguições por vender a aguardente, se revoltam no dia 13 de setembro de 1661 e tomam o poder no Rio de Janeiro por cinco meses, resultando em um dos primeiros movimentos de insurreição nacional: a Revolta da Cachaça.

O movimento é repreendido com violência e o seu líder, Jerônimo Barbalho Bezerra, é enforcado e decapitado, tendo sua cabeça pendurada no pelourinho da cidade, como exemplo à população fluminense.

Todo dia 13 de setembro se comemora o “Dia Nacional da Cachaça” como uma forma de relembrarmos os tempos de um Brasil colonial, quando o destilado era símbolo de resistência contra a dominação portuguesa.

A data foi aprovada em outubro de 2010 pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados como resultado do projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o produto, a base de caldo de cana fermentado, movimenta cerca de R$ 7,5 bilhões anualmente no país.

Há 15 anos, um empreendimento familiar no ramo da aguardente faz sucesso na região de São José da Barra (MG). Elisangela Borges de Souza, de 30 anos, conta como é realizada a fabricação da Cachaça Caburé

‘’Plantamos a cana aqui no sítio mesmo, então meu pai corta, mói e faz a garapa. Depois coloca no fubá de milho e deixa fermentar por doze horas, e zera o açúcar da garapa. Ele coloca no alambique e põe fogo na fornalha, ele ferve e sai a pinga lentamente. Nesse processo, tem que manter a caloria, porém não pode ser muito fogo, senão a pinga sai quente e estraga. A pinga passa pelos canos da serpentina dentro de uma caixa d’água e sai fria. Aí medimos ela no sacarímetro (instrumento utilizado para medir o teor de açúcar). Costumamos tirar ela a 18°C e armazenar no barril de carvalho”.

A bebida recebeu esse nome em homenagem ao pai de Elisângela, o qual tem o apelido de Caburé. A produção é feita no Sítio São Gonçalo, próximo ao bairro Bom Jesus dos Campos.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.