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Jornal Folha Regional

Surto de Ebola: OMS declara emergência internacional

Surto de Ebola: OMS declara emergência internacional – Foto: reprodução

Uma epidemia de ebola foi declarada na sexta-feira (15) na República Democrática do Congo (RDC). Embora as autoridades congolesas e internacionais ainda avaliem sua dimensão, a OMS emitiu uma emergência sanitária internacional diante da rápida evolução do número de mortes.

O ebola provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa. Nos últimos 50 anos, o vírus causou mais de 15 mil mortes na África.

Mais de 90 mortos

Até o momento, as autoridades congolesas registraram 91 mortes provavelmente relacionadas a esta nova epidemia. Além disso, informaram cerca de 350 casos suspeitos. A maioria das pessoas afetadas tem entre 20 e 39 anos, e mais de 60% são mulheres.

Até agora, poucas amostras puderam ser analisadas em laboratório, de modo que os balanços se baseiam principalmente nos casos suspeitos.

O epicentro da epidemia está em Ituri, uma província do nordeste da RDC, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul. Nesta região rica em ouro, há intensos deslocamentos diários de população ligados à atividade mineradora.

Algumas partes da província também são devastadas pela violência de vários grupos armados, o que dificulta o acesso por motivos de segurança.

Risco regional e internacional

O vírus já se espalhou além de Ituri e das fronteiras da RDC, com duas mortes registradas em Uganda, segundo a OMS. Trata-se de pessoas que viajaram a partir da RDC, sem que tenha sido identificado um foco epidêmico local.

A agência sanitária da União Africana, Africa CDC, considera “alto” o risco de propagação para os países da África Oriental vizinhos da RDC. A OMS ativou no domingo seu segundo nível mais alto de alerta internacional diante de um surto de ebola.

Doença ainda não possui vacina

A cepa do vírus responsável pelo atual surto se chama Bundibugyo. Não existe vacina nem tratamento específico para esta variante.

As medidas para tentar frear sua propagação se baseiam essencialmente no respeito às medidas de prevenção e na rápida detecção dos casos para limitar os contatos.

As vacinas contra o ebola existentes são eficazes apenas contra a cepa Zaire do vírus, responsável pelas maiores epidemias registradas.

Antes do surto atual, Bundibugyo havia provocado apenas duas epidemias: uma em Uganda (2007) e outra na RDC (2012). A taxa de mortalidade ficou entre 30% e 50%.

Propagação rápida

A epidemia de ebola mais letal na RDC deixou quase 2.300 mortos entre 3.500 doentes entre 2018 e 2020.

O episódio anterior à atual epidemia provocou 45 mortes entre setembro e dezembro de 2025, segundo a OMS.

Este vasto país da África Central, com mais de 100 milhões de habitantes, possui grande experiência na gestão do ebola, sendo esta a 17ª epidemia registrada.

No entanto, as particularidades do atual surto preocupam os especialistas.

“É uma epidemia que vai se propagar muito rapidamente, sobretudo porque ocorre em uma província muito populosa”, declarou à AFP o virologista Jean-Jacques Muyembe, codescobridor do ebola em 1976 e diretor do instituto de pesquisa congolês que confirmou o reaparecimento do vírus.

Se todos os casos suspeitos registrados forem confirmados, esta epidemia estará entre as sete maiores já conhecidas e será a segunda mais grave entre as cepas que não são Zaire, segundo vários especialistas.

“Bruxaria”

Investigações epidemiológicas estão em curso para determinar a origem da epidemia. O primeiro caso identificado até agora é o de um enfermeiro que procurou um centro de saúde de Bunia, capital da região de Ituri, em 24 de abril.

Apesar disso, o foco está a cerca de 90 km dali, na região de Mongbwalu, o que leva à hipótese de que a epidemia tenha surgido nessa localidade e que os casos tenham migrado posteriormente.

A OMS foi alertada sobre o aparecimento de uma doença com alta mortalidade em 5 de maio, após a morte de quatro profissionais de saúde em apenas quatro dias na região de Mongbwalu.

As pessoas infectadas pela cepa Bundibugyo apresentam inicialmente sintomas semelhantes aos de gripe ou malária, o que pode atrasar a detecção.

Além disso, segundo o ministro da Saúde congolês, a identificação do surto demorou porque as comunidades afetadas acreditaram inicialmente que se tratava de uma “doença mística” ou de “bruxaria”, o que levou os doentes a procurar “centros de oração” em vez de profissionais de saúde.

Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus

Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus – Foto: reprodução

O estado de Minas Gerais confirmou que registrou uma morte por hantavírus, segundo informações apresentadas pela Secretaria Estadual de Saúde no último domingo (10). A vítima é um homem, de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG). 

Segundo a pasta, o homem teve histórico de contato com roedor silvestre em uma lavoura. Os primeiros sintomas teriam ocorrido no dia 2 de fevereiro, com princípio de cefaleia. Quatro dias depois, ele procurou atendimento ao apresentar febre, dor muscular, nas articulações e na região lombar. 

Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed). O resultado apresentou sorologia IgM reagente para hantavírus. O homem morreu no dia 8 de fevereiro. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, “trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença.”

O Ministério da Saúde disse que ainda não é possível confirmar se essa seria a primeira morte em razão do vírus no Brasil, em 2026. 

Hantavírus no Brasil

O Paraná confirmou dois casos de hantavírus nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Um dos pacientes é da cidade Pérola D’Oeste, próxima à fronteira com a Argentina, e o outro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Além disso, mais 11 casos estão sendo investigados e outros 21 foram descartados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, a doença está sob controle no Paraná e a rede pública seguirá acompanhando e monitorando os casos suspeitos.

O alerta da secretaria ocorre após a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.

Tanto a morte registrada em Minas Gerais como os casos confirmados no Paraná não possuem relação com as contaminações pelo vírus no navio de cruzeiro MV Hondius.

O que se sabe sobre o hantavírus?

hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. Ela é transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.

O vírus pode causar Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus e a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. Os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Caso evolua para a fase cardiopulmonar, também é possível apresentar dificuldade para respirar, pressão baixa e tosse seca.

Ao primeiro sinal da doença, o recomendado é procurar um serviço de saúde imediatamente.

Surto da doença em alto-mar

A identificação da doença no cruzeiro Hondius foi confirmada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (5). Ao que indicam as investigações, a transmissão aconteceu de pessoa para pessoa a bordo do navio.

A embarcação, operada pela empresa de turismo Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem pelo Oceano Atlântico, com paradas em algumas das ilhas mais remotas do mundo.

E, ao longo do percurso, vários passageiros adoeceram com uma doença respiratória de rápida progressão, informou a empresa. O caso resultou em três mortes pelo vírus.

Mais de 70% dos municípios de MG estão em alerta ou risco por dengue, chikungunya e zika

Mais de 70% dos municípios de MG estão em alerta ou risco por dengue, chikungunya e zika – Foto: reprodução

Um levantamento recente acendeu o sinal de atenção em Minas Gerais: pelo menos 606 municípios estão em situação de alerta ou risco para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika. O número representa cerca de 71% das cidades do estado.

Os dados fazem parte do primeiro Levantamento Rápido de Índices para o mosquito, o LIRAa, realizado em 2026 pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Segundo o órgão, o cenário está dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio.

Como estão distribuídos os índices

Ao todo, 819 dos 853 municípios mineiros participaram da análise, que considera a presença de larvas do mosquito em imóveis. Entre janeiro e março, o resultado apontou três níveis de classificação:

  • 213 cidades com índice satisfatório (até 0,99%)
  • 422 em situação de alerta (entre 1% e 3,9%)
  • 184 em situação de risco (igual ou acima de 3,9%)

O levantamento é feito por amostragem e ocorre quatro vezes ao ano. Durante o processo, agentes visitam residências sorteadas, identificam possíveis focos com água parada e coletam larvas para cálculo do índice de infestação.

Principais focos estão dentro de casa

De acordo com o estudo, a maior parte dos criadouros do mosquito está dentro ou nas proximidades das residências. Entre os principais locais estão caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos.

Prevenção depende da população

O Ministério da Saúde reforça que medidas simples podem reduzir significativamente a proliferação do mosquito. Entre as principais orientações estão:

  • Manter caixas d’água e reservatórios bem tampados
  • Evitar acúmulo de sujeira em calhas
  • Guardar garrafas e baldes com a boca para baixo
  • Limpar ralos, canaletas e bandejas de eletrodomésticos
  • Utilizar areia em pratos de plantas e higienizá-los regularmente
  • Eliminar água parada em objetos e recipientes
  • Manter piscinas limpas e cobertas
  • Descartar corretamente materiais que possam acumular água

Caso não seja possível eliminar focos com larvas, a recomendação é utilizar produtos de limpeza ou acionar agentes de saúde para aplicação de larvicidas, desde que não se trate de água para consumo.

Situação das doenças em 2026

De acordo com dados atualizados pela Secretaria na última terça-feira (14), Minas Gerais já registrou 45.091 casos prováveis de dengue em 2026, dos quais 15.887 foram confirmados.

O estado contabiliza ainda 10 mortes confirmadas pela doença, enquanto outros 26 óbitos seguem em investigação.

Em relação à chikungunya, são 3.899 casos confirmados e uma morte. Já a zika soma seis casos confirmados neste ano.

Entre a luta e a esperança: família de Areado enfrenta batalha pela vida de bebê com doenças raras

Entre a luta e a esperança: família de Areado enfrenta batalha pela vida de bebê com doenças raras – Foto: Arquivo pessoal

Em Areado (MG), a rotina de uma família tem sido marcada por dor, resistência e esperança. Com apenas um ano e oito meses, o pequeno Jhoseff William já enfrenta uma dura realidade: um quadro clínico complexo que inclui pneumopatia, gastropatia e epilepsia, além de estar sob investigação para Transtorno do Espectro Autista (TEA), erros inatos da imunidade e possíveis síndromes raras ainda não diagnosticadas.

Apesar da pouca idade, o menino já passou por dez internações hospitalares, enfrentando crises frequentes e uma rotina intensa de cuidados.

Mas a batalha de Jhoseff vai além da condição de saúde.

Contato para quem deseja ajudar (21) 99924-4465

O impasse com o sistema público de saúde

Segundo a família, a Secretaria Municipal de Saúde de Areado tem negado solicitações consideradas essenciais para o tratamento da criança.

Entre os pedidos não atendidos estão:

  • Consultas com especialistas (gastropediatra, imunologista e pneumologista)
  • Sessões de terapia ocupacional
  • Exames de alta complexidade, alguns com custo superior a R$ 1.000

A justificativa apresentada é de que tais procedimentos não estariam cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O caso levanta um debate importante sobre acesso a políticas públicas de saúde, especialmente para pacientes com doenças raras e condições complexas, que frequentemente dependem de atendimento especializado e contínuo.

Sem conseguir trabalhar devido à dedicação integral ao filho, a mãe Sabrina faz um apelo:

“Até quando o Jhoseff vai ter que esperar a população ajudar para ter o tratamento adequado que ele merece?”

A pergunta ecoa uma realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras: a distância entre o direito garantido na lei e o acesso efetivo ao atendimento.

Urgência: o custo da sobrevivência

Neste momento, a situação é crítica. Jhoseff precisa com urgência de:

  • Consulta com gastroenterologista pediátrico — R$ 600,00
  • Exames laboratoriais solicitados por imunologista — R$ 1.390,00

Somados, os custos chegam a quase R$ 2 mil, valor incompatível com a realidade financeira da família, que vive exclusivamente em função dos cuidados com a criança.

Solidariedade que salva vidas

Diante da ausência de respostas imediatas do poder público, a família recorre novamente à solidariedade da população.

Cada contribuição representa mais do que ajuda financeira: é uma chance real de garantir tratamento, aliviar o sofrimento e dar dignidade a uma criança que luta diariamente para respirar, se alimentar e viver.

Políticas públicas em debate

O caso reacende a discussão sobre a efetividade do SUS no atendimento a pacientes com doenças raras, onde o acesso a especialistas, exames e terapias ainda enfrenta barreiras burocráticas e estruturais.

Especialistas apontam que, embora o Brasil possua diretrizes para atenção integral a esses pacientes, a execução nos municípios ainda é um dos maiores desafios da saúde pública.

Doença que pode levar a morte em um dia tem 33 casos no Paraná

Doença que pode levar a morte em um dia tem 33 casos no Paraná – Foto: reprodução

Você já ouviu falar que uma infecção pode levar alguém à morte em apenas um dia? Pois é, a meningite meningocócica é exatamente esse tipo de ameaça. Causada pela bactéria Neisseria meningitidis (ou simplesmente meningococo), essa doença provoca uma inflamação nas membranas que envolvem nosso cérebro e medula espinhal, podendo deixar sequelas permanentes ou até mesmo ser fatal em questão de horas.

Os números são alarmantes. Segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos (2023 e 2024), o Brasil registrou 1550 casos de doença meningocócica, com 331 mortes. Aqui no Paraná, foram 68 casos no mesmo período, com 14 óbitos – uma taxa de letalidade de 20%. Em 2025 houve 33 casos registrados no estado.

O problema é que os primeiros sinais podem enganar qualquer um. Febre, irritabilidade, dor de cabeça, náusea e vômito são sintomas que facilmente confundimos com outras doenças infecciosas, dificultando o diagnóstico inicial. Depois vêm os sintomas mais característicos: manchinhas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. Se não houver tratamento rápido, a coisa fica séria: confusão mental, convulsão, choque, infecção generalizada, falência múltipla de órgãos e risco de morte.

“Se a doença for diagnosticada rapidamente e o tratamento adequado for iniciado, a maior parte dos pacientes pode se curar completamente. Por isso é importante ter atenção aos sintomas e buscar atendimento médico adequado o quanto antes. No Brasil, a letalidade média dos últimos anos foi de 24%, e a mundial de 10% dos casos, mas se não for tratada, a doença pode ser fatal em até 50% dos casos. Dentre os sobreviventes, 10% a 20% apresentam alguma sequela grave como dano cerebral, perda auditiva ou amputação de membros”, explica Ana Medina (CRF-RJ 24671), farmacêutica, imunologista e gerente médica de vacinas da GSK.

Um detalhe super importante: o meningococo tem pelo menos 12 sorogrupos identificados, mas seis deles são os mais comuns: A, B, C, W, X e Y. Apesar de atacar principalmente crianças menores de 5 anos, a meningite meningocócica não escolhe idade. E tem mais: até 23% dos adolescentes e adultos jovens podem carregar o meningococo sem apresentar sintomas (os chamados portadores assintomáticos). Esse grupo não só pode desenvolver a doença como é o principal transmissor da bactéria.

Como se proteger?

A vacinação é, sem dúvida, a forma mais efetiva de prevenção. Atualmente, existem vacinas diferentes para cinco sorogrupos da doença: A, B, C, W e Y.

Pelo SUS, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente a vacina meningocócica C para bebês de 3 e 5 meses. Já a vacina meningocócica ACWY é dada como reforço aos 12 meses e para adolescentes de 11 a 14 anos (dose única ou reforço, conforme o calendário vacinal).

Na rede particular, as sociedades médicas recomendam a vacina meningocócica B e a ACWY para todas as crianças, com esquema aos 3, 5 e 12 meses de vida. Para a ACWY, a recomendação inclui dois reforços até a adolescência. Já para a meningocócica B, são indicadas duas doses para adolescentes que não foram vacinados antes.

Além das vacinas, outras medidas de prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes sempre bem ventilados e limpos.

Nova variante da Covid provoca rouquidão e pode ser confundida com gripe

Nova variante da Covid provoca rouquidão e pode ser confundida com gripe – Foto: reprodução

Uma nova cepa da Covid-19, identificada como XFG, acendeu o alerta no Piauí. A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, na última quinta-feira, 11 de setembro, a primeira morte relacionada à variante, registrada no município de Oeiras.

Com sintomas leves, mas que podem ser confundidos com gripe, como rouquidão, tosse e fadiga, a XFG já foi encontrada em metade das amostras analisadas no estado. Segundo Marylane Oliveira, gerente de Vigilância em Saúde da Sesapi, das 42 coletas submetidas a exames, 21 confirmaram a presença da nova variante.

“Já foram identificados alguns no Rio de Janeiro, mas recente no Ceará e agora no Piauí. Tivemos 42 amostras e 21 confirmaram a variante XFG, mas o que sabemos até agora é que o comportamento dela tem a rouquidão, tosse, dor de garganta, cansaço”, afirma Marylane.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão com estoques de testes rápidos disponíveis gratuitamente. A recomendação é que o exame seja feito até 72 horas após o início dos sintomas, para aumentar a precisão do diagnóstico.

Marylane destacou que o tempo seco favorece problemas respiratórios e pode confundir o quadro clínico da população.

“Neste período do ano em que as pessoas estão mais expostas ao tempo seco, os problemas respiratórios são mais frequentes. Então a agente precisa ter cuidado, porque a pessoa que adoece vai procurar o serviço de saúde seja por conta de uma ressecamento da garganta, uma rouquidão, tosse então e importante ter muito cuidado nesse período “, diz a gerente.

O material coletado nos municípios é analisado e enviado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que consolida os dados para monitoramento.

“A questão da variante é que a gente precisa coletar um material mais especializado. Esse material é enviado para um laboratório central, que é o Lacem. Do Lacem é feito um procedimento que é o RT-PCR, que é uma espécie de painel viral, e com as amostras positivadas elas são encaminhadas para a Fiocruz”, relata.

O tratamento segue o mesmo protocolo adotado para outras variantes: hidratação e acompanhamento médico em casos de comorbidades ou condições mais graves.

Entre janeiro e setembro deste ano, o Piauí já registrou 1.957 casos de Covid-19 e 17 mortes, segundo a Sesapi.

Hepatites virais causam mais de mil mortes em 2024 no Brasil

Hepatites virais causam mais de mil mortes em 2024 no Brasil – Foto: reprodução

O Brasil registrou em 2024 mais de 34 mil casos diagnosticados de hepatite viral, com cerca de 1,1 mil mortes diretas. A doença atinge o fígado e pode ser causada por cinco sorotipos de vírus: A, B, C, D e E.

Os tipos mais prevalentes no Brasil são o B e C e a maior parte dos casos é crônica: o vírus permanece silencioso dentro do organismo por décadas, causando danos acumulados no órgão, até provocar quadros graves como fibrose cística, cirrose ou mesmo câncer, e só então desenvolve sintomas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta a redução da incidência de hepatite B e V em 90%, com redução de 65% da mortalidade até 2030. Por isso, o dia de hoje – 28 de julho – foi eleito como Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

Prevenção

“A boa notícia é que as hepatites virais podem ser prevenidas, como explica o infectologista Pedro Martins, professor da Afya Educação Médica. “Geralmente dividimos as Hepatites A e E como hepatites de transmissão fecal-oral, ao levar água ou alimentos contaminados com fezes à boca, enquanto as hepatites B, C e D são de transmissão parenteral, ocorrendo predominantemente a partir do contato com sangue contaminado, ao compartilhar objetos de uso pessoal como alicates de unha, lâminas de barbear ou escovas de dentes ou durante o sexo desprotegido. A Hepatite A pode ser transmitida no sexo oral onde há contato da boca com o ânus e as Hepatites B, C e D, durante a penetração”, afirma..

Outra importante forma de prevenção é a vacinação. Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente as vacinas contra a hepatite A e B, mas a segunda também protege contra o vírus do tipo D, já que ele só infecta quem tem hepatite B. Os dois imunizantes fazem parte do calendário básico de vacinação das crianças.

A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser tomada logo após o nascimento, e outras três doses são administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Gestantes também devem se vacinar, caso não possam comprovar que foram devidamente imunizadas, porque a doença pode ser transmitida durante a gravidez, parto ou amamentação.

Casos têm queda

A vacinação tem contribuído para a diminuição dos casos. Em 2013 a taxa de detecção de hepatite B a cada 100 mil habitantes era de 8,3 e caiu para 5,3 em 2024. De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Renato Kfouri, a erradicação da doença é possível caso o país consiga manter altos índices de vacinação.

“Não há reservatório do vírus da hepatite B que não seja o ser humano. Então, você consegue, através da vacinação em 100%, eliminar a criação de novos portadores crônicos, e com isso, consequentemente não tem mais onde se infectar pelo vírus B. A partir da introdução da vacina na pediatria, nós estamos acumulando pessoas vacinadas ao longo do tempo, e já temos aí mais de 30 anos anos de vacinação aqui no Brasil, então, a gente caminha para uma geração sem vírus de hepatite B, que é uma vacina altamente eficaz”, assegura Kfouri.

Eficácia da vacina

A vacina contra a hepatite A também demonstrou sua eficácia. Em 2013, 903 crianças menores de 5 anos foram infectadas pelo vírus no Brasil. A partir de 2014, com a entrada no imunizante no calendário básico infantil, houve redução consistente de novas infecções, e, em 2024, apenas 16 casos foram registrados nesse público, uma redução de mais de 98%.

No entanto, os casos vêm subindo na faixa etária entre 20 e 39 anos, especialmente entre homens. Após o Ministério da Saúde identificar surtos da doença entre a população de homens que fazem sexo com homens, em maio deste ano, a vacinação foi ampliada para os usuários de PrEP (profilaxia pré-exposição).

Infelizmente, ainda não há vacina para a hepatite C, tipo mais comum e com maior letalidade de hepatite viral. Em 2024, o Brasil anotou 19.343 novos diagnósticos da doença e 752 óbitos diretos. Mas a infecção pode ser confirmada por testes de laboratório e tratada com antivirais que tem taxa de cura superior a 95%.

“Quando o tratamento consegue ser iniciado de forma oportuna, as consequências são mínimas. Mas quando a infecção permanece por anos sem tratamento, pode evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado, mesmo naquelas pessoas que não tem hábito de consumir bebidas alcoólicas”, afirma o infectologista Pedro Martins. 

Tempo seco em Minas Gerais pode favorecer surto de conjuntivite

Tempo seco em Minas Gerais pode favorecer surto de conjuntivite – Foto: reprodução

O ar seco e a redução das chuvas, característicos do período de inverno, podem favorecer o aumento dos casos de conjuntivite — inflamação da membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Essa condição dificulta a lubrificação natural dos olhos e contribui para a concentração de poluentes no ambiente, tornando-os mais suscetíveis à doença, que pode se manifestar nas formas viral, bacteriana ou alérgica. Em fevereiro deste ano, Belo Horizonte registrou um surto da enfermidade. No estado, foram 33 desde o mês de junho. As informações são das secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

“Essa é uma doença que pode acontecer durante todo o ano, mas, em alguns períodos, o olho seco é mais comum devido à baixa umidade. Isso compromete a lubrificação ocular, fazendo com que muitas pessoas levem as mãos contaminadas aos olhos, provocando sintomas como vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos e até embaçamento visual, especialmente no fim do dia”, alerta o médico oftalmologista Luiz Carlos Molinari, cooperado da Unimed-BH.

Na última semana, segundo a Defesa Civil, a capital mineira esteve em alerta devido à baixa umidade provocada por uma massa de ar seco. Um comunicado publicado pelo órgão indicou que o índice permaneceria em torno de 30% até o último domingo (20/7), abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 60%. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo seco deve continuar na capital mineira até a próxima sexta-feira (25/7), com umidade relativa do ar em torno de 30%. Além de Belo Horizonte, mais de 150 cidades de MG estão em alerta devido ao tempo seco.

“Idosos e crianças são mais suscetíveis à desidratação e infecções oculares. As crianças ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento, e os idosos, por sua vez, podem ter doenças pré-existentes que agravam o quadro”, explica. Foi o que ocorreu com Maria do Carmo, de 2 anos, diagnosticada com a doença nesta segunda-feira (21/7). “Ela começou com uma bolinha no olho, depois teve vermelhidão, secreção e inchaço. Logo a levei ao médico, e ela começou o tratamento com anti alérgico, remédio para dor e colírio”, disse a social media Lorrane do Carmo, de 34 anos, mãe da garota.

Uso de telas

Segundo Molinari, além do clima, o uso prolongado de telas, como celulares, pode contribuir com o agravamento do quadro. “Quando estamos concentrados em celulares, computadores ou televisores, piscamos menos. Isso favorece a evaporação da lágrima e o ressecamento da superfície ocular”, alerta. O especialista destaca ainda a incidência da conjuntivite viral, que possui uma fácil transmissão, principalmente nessa época do ano, em que as pessoas se reúnem em espaços fechados. “Sintomas como vermelhidão, lacrimejamento excessivo, coceira, fotofobia (sensibilidade à luz) e secreção aquosa são comuns nesse tipo. Em alguns casos, pode haver ínguas dolorosas próximas ao ouvido e sintomas respiratórios”, detalha.

Para o médico, a combinação de tempo seco e o uso prolongado de telas reforça a necessidade de boa lubrificação dos olhos, com uma lágrima de boa qualidade, além da devida higienização das mãos e uma boa hidratação. Molinari orienta ainda que se evite tocar os olhos diante de algum incômodo. “O uso do colírio lubrificante também é muito importante, mas sem corticoide. Algum outro medicamento específico ou antibiótico, somente com orientação médica”, orienta.

Os tipos de conjuntivite

  • Conjuntivite viral: causada por um vírus e é muito contagiosa. Também pode ocorrer quando os olhos ficam muito sensíveis à luz, causando a sensação de areia. Geralmente, é tratada com colírios e corticoides para evitar complicações.
  • Conjuntivite bacteriana: a transmissão ocorre no contato com objetos contaminados. Os olhos ficam vermelhos e com secreções. Esse tipo da doença exige tratamento com antibiótico específico. Sem o cuidado adequado, pode causar úlceras e levar à perda da visão.
  • Conjuntivite alérgica: não é contagiosa. É uma doença que pode ser associada à rinite, e causa muita coceira. 

Cuidados

  • Hidrate-se bem: beba bastante água ao longo do dia para manter a produção de lágrimas.
  • Use umidificadores de ar ou coloque bacias com água nos ambientes para aumentar a umidade. 
  • Evite exposição direta ao ar-condicionado e ao vento, que ressecam ainda mais os olhos.
  • Pisque com frequência, especialmente ao usar telas, para manter a lubrificação ocular.
  • Siga a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhe para algo a 6 metros de distância por 20 segundos.
  • Use lágrimas artificiais sem conservantes, sempre com orientação médica.
  • Alimente-se bem, incluindo alimentos ricos em ômega 3, que ajudam na saúde ocular.
  • Use óculos com proteção UV ao sair ao sol, para proteger os olhos da radiação ultravioleta.
  • Consulte um oftalmologista regularmente, especialmente se houver sintomas persistentes.

Mortes fulminantes em MG: cidade decreta emergência em saúde pública; entenda

Mortes fulminantes em MG: cidade decreta emergência em saúde pública; entenda – Foto: reprodução

São Francisco, no Norte de Minas Gerais, decretou situação de emergência em saúde pública devido a casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de causa desconhecida e rápida evolução para óbito, segundo a prefeitura. A cidade investiga a morte fulminante de duas pessoas da mesma família que apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos. Um terceiro integrante recebeu alta hospitalar, enquanto o estado de saúde de outras dezenas de pessoas segue sob monitoramento.

O decreto considera como agravante, além dos casos em investigação pela doença misteriosa, o aumento das notificações de SRAG e a suspeita de circulação do hantavírus — infecção que provoca febre hemorrágica e pode evoluir para insuficiência respiratória grave, levando à morte. Também foi considerada a baixa cobertura vacinal da população do município.

Segundo o documento, o sistema de saúde de São Francisco corre o risco de extrapolar sua capacidade de resposta, devido à “limitação da disponibilidade de leitos hospitalares no Hospital Municipal Dr. Brício de Castro Dourado para atender a um possível aumento inesperado da demanda”. O município está se preparando, ainda, para um aumento de pressão nos serviços de urgência, principalmente pediátricos.

A medida permite à prefeitura adotar ações emergenciais para garantir o atendimento de saúde, como a contratação de profissionais, a compra de insumos e medicamentos, além da ampliação da rede SUS, com possibilidade de dispensa de licitação. A situação de emergência será monitorada pelo Comitê Municipal Gestor de Emergências em Saúde por SRAG.

Cidade quer vacinar toda a população de risco 

As mortes fulminantes foram classificadas como Evento de Importância para a Saúde Pública (EISP) e, até que o surto de infecções se estabilize, o Ministério da Saúde tem apoiado uma campanha de vacinação em São Francisco. De acordo com a secretária de Saúde da cidade, Andressa Rodrigues, o objetivo é vacinar todo o grupo prioritário para imunização contra influenza. 

“O plano de ação é vacinar toda a população do município. Grupo de risco, as crianças, as gestantes e os idosos, procurem os postos de vacinação. Também faremos ações nas praças, escolas, asilo e em todas as unidades de saúde, para garantir essa vacinação em massa”, afirmou a secretária.

Doença misteriosa em MG: a investigação

Autoridades de saúde federais, estaduais e municipais apuram os quadros inespecíficos registrados até o momento entre os pacientes atendidos em São Francisco, cidade de 52,7 mil habitantes no Norte de Minas. As vítimas apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos.

Os primeiros pacientes foram três familiares que participaram dos mesmos eventos sociais — dois na zona rural, nos dias 23 e 24/6, e um na área urbana, em 27/6. Dois deles morreram em curto intervalo de tempo, enquanto um terceiro integrante recebeu alta hospitalar. O estado de saúde de outras dezenas de pessoas segue sob monitoramento.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), até o momento, “a investigação aponta a influenza como causa provável dos dois óbitos, ambos em pessoas que não haviam sido vacinadas”. Os exames também detectaram rinovírus (resfriado comum), parainfluenza tipo 4 (associada a resfriados, bronquite e laringite) e vírus sincicial respiratório (bronquiolite e bronquite).

Esses laudos, embora preliminares, sugerem que as mortes podem ter sido provocadas pela combinação de doenças já conhecidas pela ciência. “As análises laboratoriais continuam para identificar outras possíveis causas e descartar hipóteses diagnósticas alternativas. Medidas de vigilância e controle estão sendo intensificadas, incluindo busca ativa de casos, coleta de amostras e monitoramento de contatos”, informou a SES.

Como parte das ações de prevenção à doença misteriosa, um protocolo de sanitização foi aplicado em São Francisco, com a higienização das residências dos casos investigados, além da vizinhança e das unidades de saúde. No Hospital Geral Doutor Brício de Castro Dourado, onde os pacientes estão sendo atendidos, o uso de máscara de proteção tornou-se obrigatório.

Em nota, a Secretaria Estadual (SES-MG), em conjunto com a  Secretaria Municipal de Saúde, orienta a população “a manter a calma e a adotar medidas de prevenção contra influenza e outras doenças respiratórias”.

Orientação para a população 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou cansaço, o morador deve adotar as seguintes medidas:

• Evite sair de casa.
• Não participar de eventos ou aglomerações.
• Utilizar máscara de proteção.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal.
• Higienizar as mãos frequentemente.
• Manter os ambientes ventilados.
• Procurar atendimento médico imediato caso apresente sinais de agravamento (falta de ar, febre persistente, confusão mental ou coloração azulada nos lábios/rosto).

Ministério da Saúde investiga doença misteriosa após mortes ‘fulminantes’ em MG

Ministério da Saúde investiga doença misteriosa após mortes ‘fulminantes’ em MG – Foto: reprodução

Uma doença misteriosa que causou a morte fulminante de ao menos duas pessoas na cidade de São Francisco, no Norte de Minas Gerais, chamou a atenção do Ministério da Saúde (MS) por apresentar “sintomas inespecíficos” e piora súbita nos pacientes. Os casos foram classificados como Evento de Importância para a Saúde Pública (EISP) e deram início a uma investigação do órgão federal, com apoio da Vigilância Epidemiológica de Minas Gerais. Outros 20 pacientes apresentaram sintomas respiratórios e hemorrágicos.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Francisco emitiu um ofício sobre a notificação da doença na cidade. Segundo o documento, os casos vêm sendo classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de rápida evolução. Os primeiros pacientes foram três familiares que participaram dos mesmos eventos sociais — dois na zona rural, nos dias 23 e 24/6, e um na área urbana, em 27/6. Todos evoluíram para um estado de saúde grave.

“Dois dos casos evoluíram para óbito em curto intervalo de tempo, e um terceiro recebeu alta hospitalar. Além disso, outras pessoas que estiveram no mesmo evento relataram sintomas inespecíficos”, diz trecho do ofício da Secretaria Municipal de Saúde. 

Segundo a pasta, a equipe da Atenção Primária à Saúde de São Francisco contatou todas as pessoas que participaram das festas de junho, seguindo o protocolo de prevenção contra doenças contagiosas. “Estamos tomando todas as providências necessárias para evitar novos óbitos em nosso município. Medidas de precaução e de prevenção à saúde”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Andressa Rodrigues, nas redes sociais.

Até o momento, a investigação não identificou a causa das mortes e das infecções. “No entanto, um dos óbitos teve resultado laboratorial detectável para influenza, o que está sendo considerado na análise epidemiológica e laboratorial em curso. Amostras clínicas continuam sendo analisadas para confirmação etiológica [identificação da causa exata] e exclusão de outras hipóteses diagnósticas”, informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

Uma reunião foi realizada na última segunda-feira (7/7) com representantes do município, da Gerência Regional de Saúde e do Ministério da Saúde para alinhar o tratamento dos casos e a apuração das mortes. “Reforço que estamos empenhados em concluir o diagnóstico, prezando pela qualidade da assistência e pela prevenção, com cuidado para toda a população”, acrescentou a secretária Andressa Rodrigues.

Residências das vítimas da doença foram sanitizadas 

Como parte das ações de prevenção à doença misteriosa, um protocolo de sanitização foi aplicado em São Francisco, com a higienização das residências dos casos investigados, além da vizinhança e das unidades de saúde. No Hospital Geral Doutor Brício de Castro Dourado, onde os pacientes estão sendo atendidos, o uso de máscara de proteção tornou-se obrigatório.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, junto com a Secretaria Estadual (SES-MG), orienta a população “a manter a calma e a adotar medidas de prevenção contra influenza e outras doenças respiratórias”.

Orientação 

A Secretaria Municipal de São Francisco orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta ou cansaço, o morador deve adotar as seguintes medidas:

• Evite sair de casa.
• Não participar de eventos ou aglomerações.
• Utilizar máscara de proteção.
• Não compartilhar objetos de uso pessoal.
• Higienizar as mãos frequentemente.
• Manter os ambientes ventilados.
• Procurar atendimento médico imediato caso apresente sinais de agravamento (falta de ar, febre persistente, confusão mental ou coloração azulada nos lábios/rosto).

Jornal Folha Regional
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