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Jornal Folha Regional

Febre-amarela volta a circular no Brasil e já tem mais de 44 mortes em 2025

Febre-amarela volta a circular no Brasil e já tem mais de 44 mortes em 2025 – Foto: reprodução

A febre-amarela é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus transmitido principalmente por mosquitos silvestres. Embora seja endêmica em várias regiões do continente americano, incluindo o Brasil, a preocupação com surtos urbanos tem crescido nos últimos anos. Fatores como baixas taxas de vacinação, alta circulação do vírus em macacos silvestres e mudanças climáticas que favorecem a proliferação de mosquitos nas cidades contribuem para o aumento do risco de transmissão urbana.

Nos últimos anos, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) tem alertado para o risco elevado de surtos urbanos de febre-amarela, especialmente no sul do BrasilAmérica Central e Caribe. Em 2024, foram registrados 61 casos no continente americano, resultando em 30 mortes. Em 2025, até maio, o número de casos confirmados já havia aumentado para 221, com 89 mortes em cinco países. No Brasil, foram 110 casos com 44 mortes no mesmo período, destacando a gravidade da situação.

Como a febre-amarela se espalha?

A febre-amarela é transmitida por mosquitos, principalmente em áreas silvestres. No entanto, o vírus também pode ser disseminado pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue, em áreas urbanas. Isso representa um risco significativo, pois muitas cidades brasileiras abrigam esse mosquito, que encontra condições climáticas favoráveis para sua proliferação. Embora o último registro de febre-amarela urbana no Brasil tenha sido em 1942, a possibilidade de um novo surto urbano não pode ser descartada.

Por que a vacinação é crucial?

A vacinação é a principal medida de prevenção contra a febre-amarela. A vacina é de dose única e oferece proteção para a vida toda. Desde 2020, a recomendação é de vacinação universal para brasileiros até 59 anos. No entanto, a cobertura vacinal tem ficado abaixo das metas estabelecidas, com dados mostrando uma cobertura nacional de apenas 73% em 2024. A baixa adesão à vacinação aumenta o risco de a doença escapar das áreas silvestres e iniciar um ciclo de transmissão urbana.

Quais são os desafios na produção de vacinas?

A produção de vacinas contra a febre-amarela enfrenta desafios significativos. No Brasil, a vacina é produzida por Biomanguinhos na rede pública e pela Sanofi na rede privada. Ambas são vacinas atenuadas feitas em ovo, o que limita a produção devido à necessidade de granjas certificadas. Durante surtos urbanos em 2017, o Brasil recorreu a doses fracionadas da vacina de Biomanguinhos devido à escassez. A capacidade de produção é um fator crítico, especialmente em tempos de aumento da demanda.

O que pode ser feito para prevenir surtos urbanos?

Para prevenir surtos urbanos de febre-amarela, é essencial aumentar a cobertura vacinal e controlar a população de mosquitos nas áreas urbanas. Campanhas de vacinação e conscientização são fundamentais para alcançar esses objetivos. Além disso, medidas de controle ambiental, como a eliminação de criadouros de mosquitos, são necessárias para reduzir o risco de transmissão. A febre amarela é uma doença grave, e a prevenção é a melhor estratégia para evitar suas consequências devastadoras.

Quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico?

Os principais sintomas da febre-amarela incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, náusea e vômito. Em casos mais graves, pode ocorrer insuficiência hepática e hemorragias, levando ao risco de morte. O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais específicos, como sorologia e testes moleculares, geralmente disponíveis em grandes centros de referência no Brasil. O diagnóstico precoce é importante para o manejo adequado dos casos e para a adoção rápida de medidas de saúde pública.

Como a febre-amarela impacta a saúde pública?

O impacto da febre-amarela na saúde pública é expressivo, principalmente em regiões com baixa cobertura vacinal. Surtos podem sobrecarregar os sistemas de saúde, especialmente em cidades de grande porte, como Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, o risco de exportação da doença para outros países aumenta a necessidade de vigilância epidemiológica e de estratégias integradas entre governos e agências internacionais. Investimentos em pesquisas, fortalecimento da atenção primária e campanhas educativas são essenciais para enfrentar o desafio que a febre-amarela representa para a sociedade.

HIV: cientistas conseguem entrar nas células infectadas e avançam na cura da doença

HIV: cientistas conseguem entrar nas células infectadas e avançam na cura da doença - Foto: reprodução
HIV: cientistas conseguem entrar nas células infectadas e avançam na cura da doença – Foto: reprodução

Cientistas da Austrália e dos Estados Unidos deram um passo importante na busca por uma cura para o HIV, o vírus causador da Aids. Em um estudo publicado na revista Nature Communications, eles desenvolveram uma tecnologia baseada em mRNA — a mesma usada nas vacinas contra a covid-19 — capaz de “acordar” o patógeno que permanece escondido no organismo mesmo com o uso de antirretrovirais.

Essa forma latente do HIV é considerada o principal obstáculo para a cura da Aids. Mesmo quando a carga viral está indetectável no sangue, o vírus continua presente em células do sistema imunológico chamadas T CD4+. Ele fica adormecido, fora do alcance das defesas do corpo e dos medicamentos. Se a pessoa interrompe o tratamento, volta a se multiplicar.

A nova abordagem usa nanopartículas lipídicas — minúsculas cápsulas de gordura — para entregar às células infectadas um RNA mensageiro que carrega instruções para a produção da proteína Tat, essencial para o funcionamento do HIV. Ela funciona como um interruptor, reativando o vírus dentro das células. 

Inédito

O objetivo é tornar as estruturas infectadas visíveis novamente, para que possam ser destruídas pelo próprio organismo ou por terapias complementares. “Conseguimos ativar o vírus sem causar danos às células nem provocar efeitos colaterais indesejados. Isso é inédito”, disse, em nota, a imunologista Sharon Lewin, diretora do Instituto Peter Doherty, em Melbourne, e uma das autoras do estudo.

Além da proteína Tat, os cientistas testaram a tecnologia CRISPR, conhecida como “tesoura genética”, adaptada para ativar genes, em vez de cortá-los. O sistema foi programado para reconhecer e estimular o DNA do HIV dentro das células infectadas. Embora essa abordagem tenha mostrado resultados mais modestos que o mRNA com Tat, ela foi considerada altamente específica, sem afetar genes saudáveis das células.

Promissor

Ambas as estratégias foram testadas em laboratório com células do sangue de pessoas vivendo com HIV e em tratamento. Os resultados foram promissores, mas ainda preliminares. O estudo não chegou a eliminar o vírus do organismo — ele apenas o reativou. Isso significa que outras terapias serão necessárias para destruir as células infectadas após acordar o patógeno. 

Ainda assim, os cientistas acreditam que essa é uma peça-chave para montar o quebra-cabeça da cura. “Essa abordagem pode ser combinada com imunoterapias ou drogas que induzem a morte das células infectadas. É um caminho promissor”, explica o pesquisador Michael Roche, também autor do estudo.

Antes de chegar aos pacientes, a técnica ainda precisa passar por testes em animais e ensaios clínicos em humanos. Também será necessário investigar a segurança do tratamento a longo prazo e encontrar formas de aplicá-lo em larga escala, explicaram os cientistas. 

Cerca de 40 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Embora o tratamento atual com antirretrovirais seja eficaz para controlar a infecção e permitir uma vida longa e saudável, ele não elimina o vírus do organismo. A possibilidade de uma cura funcional — em que o vírus deixa de causar danos mesmo sem medicamentos — é um objetivo buscado há décadas por cientistas. “Estamos longe de uma cura definitiva, mas esse estudo mostra que ela está cada vez mais próxima”, resume Sharon Lewin.

Âmbito nacional

André Bon, infectologista do Hospital Brasília, da Rede América - Foto: Arquivo pessoal
André Bon, infectologista do Hospital Brasília, da Rede América – Foto: Arquivo pessoal

Depois que infecta o ser humano, o vírus HIV entra em uma série de células, dentre elas alguns glóbulos brancos, que entram em latência, param de se multiplicar e ficam com o HIV naquele reservatório de DNA durante muitos anos. Em algum momento, essa célula pode sair da latência, e o vírus voltar a se replicar. Essas células são uma das principais barreiras para a cura do HIV. Uma estratégia que consegue identificar esse material genético do HIV em latência, expor essas células para que o sistema imune ou alguma outra terapia eventualmente possa destruir as células, é um caminho interessante para a cura do HIV. O que é importante a gente saber é que isso ainda está no âmbito experimental, que a gente ainda precisa de estudos em animais e, posteriormente, em seres humanos para ver se isso será, de fato, uma estratégia eficaz para a cura nos próximos anos. É extremamente relevante a gente compreender que uma cura definitiva e erradicação do HIV no mundo de fato só vai ser possível se existirem terapias curativas acessíveis para todas as pessoas do mundo, inclusive nos países de baixa renda.

Menino de 4 anos com doença rara consegue doador de medula após campanha na internet e na imprensa, no Sul de Minas

Menino de 4 anos com doença rara consegue doador de medula após campanha na internet e na imprensa, no Sul de Minas - Foto: reprodução
Menino de 4 anos com doença rara consegue doador de medula após campanha na internet e na imprensa, no Sul de Minas – Foto: reprodução

Os esforços de uma família de Nepomuceno, no Sul de Minas, para encontrar um doador de medula para uma criança de 4 anos foram recompensados após uma grande divulgação na internet e na imprensa.

Enzo Veiga Guimarães tem uma condição rara de imunodeficiência denominada deficiência purina-nucleosideo fosforilase, cujo único tratamento é o transplante de medula óssea.

A síndrome favorece iInfecções recorrentes, causa déficit de crescimento, doença autoimune ecomprometimento neurológico. Meses atrás, a doença foi a responsável pela morte da irmã mais nova do menino.

A família recorreu à internet e aos veículos de imprensa para buscar doador para o garoto. A campanha teve muita repercussão e ganhou apoio de famosos como o ator Selton Mello.

O resultado veio cerca de um mês após o início da campanha. Nessa semana, a família de Enzo foi informada pelo Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, onde o menino está internado, que possíveis doadores de medula óssea haviam sido localizados.

“Surgiram dois possíveis doadores compatíveis com ele 100% e a gente agora está fazendo um procedimento dos exames e a avaliação dele vai ser dia 28 para o transplante”, informou o pai de Enzo, Marcelo Veiga.

A notícia foi comemorada pelos parentes.

“Foi muita alegria, muita mesmo. Foi choro, alegria, porque só Deus sabe o tanto que a gente estava lutando para isso, para poder encontrar essa cura dele, é através desse transplante. Então, eu sinceramente, eu não sei nem demonstrar” disse a professora Cláudia Zacaroni.

Cadastro do posto de coleta é fechado

Mas a campanha de Enzo teve um efeito colateral inesperado. Devido à quantidade de pessoas que se cadastraram para serem doadoras, o cadastro de doadores de medula do Posto Avançado de Coleta Externa (Pace) de Lavras foi fechado.

O Pace tem uma estrutura semelhante a uma Unidade de Coleta da Hemominas e funciona em locais, datas e horários pré-definidos. Como a coleta de amostras de possíveis doadores foi intensa em Lavras, local autorizado mais próximo de Nepomuceno, a Fundação Hemominas optou por fechar o cadastro do posto porque a variabilidade genética de mais amostras coletadas não seria relevante para o banco de doadores.

“O Hemominas regionaliza as cotas dos cadastros de medula para haver uma maior variabilidade genética para pessoa ter mais chance de achar alguém compatível e devido à campanha do Enzo, que numa sexta-feira foram 120 pessoas ou uma média de 30 por coleta, a cota da região de Lavras se esgotou”, explicou o captador responsável pelo Pace de Lavras, Luiz Gustavo Pereira.

Muitas pessoas que pensavam em se cadastrar após a campanha de Enzo foram surpreendidas.

“Esgotou aqui, mas continua sendo feito em outros postos de coleta, outros núcleos”, ressaltou Pereira. “É um trabalho muito importante porque a chance de conseguir alguém compatível é muito pequena. Em termos de Brasil é uma em 100 mil, em termos do mundo é uma em um milhão. Então a pessoa deve procurar se cadastrar, independente se está em Lavras, em Neopomuceno, no Rio de Janeiro. Esse cadastro é mundial e serve para ajudar pessoas do mundo inteiro.”

Via: G1

Após 18 anos, doença da banana é identificada em plantação no interior de Minas

Secretaria de Agricultura prevê adoção de medidas rigorosas de controle sanitário, mas diz que ressurgimento da doença não representa um risco imediato para a produção

Doença da banana é identificada em plantação no interior de Minas - Foto: reprodução
Doença da banana é identificada em plantação no interior de Minas – Foto: reprodução

Um foco de Sigatoka Negra, doença provocada por fungos que compromete a produtividade das plantações de banana, foi identificado em uma propriedade em Jaíba, no Norte de Minas Gerais, informou a Secretaria de Agricultura do Estado na terça-feira. Não existe risco para a população relacionada ao consumo da fruta.

A descoberta foi realizada durante uma fiscalização de rotina do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O maior dano provocado pela praga, se não for controlada adequadamente, é a morte prematura das folhas, que causa redução da área foliar, e leva a perdas na produtividade e qualidade do plantio.

A consequência para a planta acometida pela doença é a diminuição do número de pencas por cacho, redução do tamanho do cacho e maturação precoce dos frutos no campo ou mesmo durante o transporte. O último caso de Sigatoka Negra em áreas de grande produção de bananas em Minas havia sido registrado em 2007.

Segundo a Secretaria de Agricultura, todas as medidas de contenção já foram definidas em parceria com o IMA, além da pasta de Pecuária e Abastecimento (Seapa), com anuência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e serão implementadas imediatamente.

“O surgimento deste foco reforça a necessidade de medidas rigorosas de controle sanitário, mas não representa um risco imediato para a produção de banana no estado”, diz o comunicado da Secretaria.

Eles acrescentam que todos os produtores de banana do município deverão aderir ao protocolo de mitigação de riscos disponível no site do IMA ou nos escritórios regionais. Aqueles que não o fizerem, sofrerão restrições sanitárias, e serão impedidos de comercializar as frutas. Também haverá fiscalização de trânsito de cargas.

Veja outras medidas sanitárias que estão sendo adotadas:

  • Levantamento fitossanitário no raio de 1 km da propriedade afetada, com inspeção de 100% das áreas produtivas;
  • Monitoramento ampliado em um raio de até 10 km, abrangendo pelo menos 50% das propriedades bananicultoras;
  • Notificação dos produtores da região, que devem aderir ao Sistema de Mitigação de Riscos da Sigatoka Negra;
  • Verificação e atualização dos cadastros das Unidades de Produção (UPs) para garantir o mapeamento das áreas de cultivo;
  • Reunião com responsáveis técnicos (RTs) que emitem Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) para reforçar os protocolos de segurança sanitária;
  • Fiscalização intensificada no trânsito de cargas e caixarias, a fim de evitar a propagação da doença para outras regiões;
  • Toda e qualquer plantação de banana abandonada na região será eliminada, conforme prevê a legislação sanitária vigente;

Padre Fábio de Melo enfrenta depressão: “Vontade de deixar de viver”

Padre Fábio de Melo enfrenta depressão: “Vontade de deixar de viver” - Foto: reprodução
Padre Fábio de Melo enfrenta depressão: “Vontade de deixar de viver” – Foto: reprodução

Padre Fábio de Melo revelou estar enfrentando novamente a depressão, doença com a qual já lutou no passado. A declaração foi divulgada em suas redes sociais nesta segunda-feira (20/1).

Durante sua participação neste domingo (19/1) no encerramento das comemorações pelos 35 anos da Comunidade Católica Obra de Maria, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, o sacerdote de 53 anos falou sobre a luta diante de uma plateia emocionada.

Ao compartilhar seu testemunho, Padre Fábio falou sobre os desafios vividos recentemente. Ele confessou que, nas últimas semanas, tem lidado com pensamentos difíceis e a sensação de esgotamento. “Ao longo dessas duas últimas semanas, a depressão tomou conta de mim de novo. Ao longo dessas duas últimas semanas eu só tenho um pensamento nessa vida: a vontade de deixar de viver”, desabafou.

Mesmo diante do sofrimento, o religioso declarou que está determinado a superar a situação e renascer. “Eu proclamo hoje que estou nascendo de novo e que esse é o primeiro minuto da minha nova vida”, afirmou com convicção, transmitindo a mensagem de esperança ao público.

Em 2022, Fábio de Melo foi diagnosticado com síndrome do pânico, o que desencadeou um período de depressão. Na época, ele compartilhou que chegou a ter pensamentos suicidas e atribuiu o distúrbio psicológico a uma vida “mal vivida”, onde não priorizou o autoconhecimento.

Caso suspeito da ‘doença da vaca louca’ é investigado em Minas Gerais

Caso suspeito da ‘doença da vaca louca’ é investigado em Minas Gerais - Foto: reprodução
Caso suspeito da ‘doença da vaca louca’ é investigado em Minas Gerais – Foto: reprodução

Um homem, que não teve a idade divulgada, foi internado em Caratinga, na Zona da Mata, com sintomas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A variante da enfermidade, a vDCJ, está associada à transmissão pelo consumo de carne e subprodutos bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como “doença da vaca louca”.

Conforme o governo de Minas Gerais, o paciente é idoso. Ele seria da cidade de Ubaporanga, na Zona da Mata. O estado de saúde dele não havia sido informado até a publicação desta matéria. 

Apesar de a possibilidade de a enfermidade relacionada à ‘doença da vaca louca’ não estar descartada, o governo de Minas Gerais afirma que o caso do paciente provavelmente é de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) na forma esporádica, ou seja, sem relação com a ‘doença da vaca louca’.

“A maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%). Afeta geralmente pessoas entre 55 a 70 anos (média de 65 anos) e é discretamente mais prevalente em mulheres. O caso do município de Caratinga trata-se de paciente idoso com alterações neurológicas”, informou.

O governo de Minas também explicou que a identificação da proteína 14-3-3 no líquor tem um alto grau de especificidade e sensibilidade para o diagnóstico das formas de DCJ. Porém, a confirmação definitiva do resultado só é possível por  exame neuropatológico de fragmentos do cérebro pós-mortem.

O caso segue sendo acompanhado, segundo o governo de Minas, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs Minas) e da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano.

Entenda as doenças

Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ): 85% dos casos acontecem pela forma esporádica e afetam, em geral, pessoas de 55 a 70 anos. Essa forma da enfermidade não apresenta causa e fonte infecciosa conhecida. Entre os sintomas estão desordem cerebral com perda de memória, perda da capacidade de comunicação e tremores.

Variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ): está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como ‘doença da vaca louca’. As vítimas, em geral, são pessoas abaixo dos 30 anos. Entre os sintomas estão enfraquecimento ou perda de algum dos sentidos, agitação e irritabilidade.

Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como ‘doença da vaca louca’. A enfermidade ocorre por meio da ingestão de carne e subprodutos bovinos contaminados, principalmente farinhas de carne e ossos de animais infectados. Entre os sintomas estão alterações neurológicas, comportamentais e agressividade.

Leia nota do Governo de Minas na íntegra

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que não há confirmação de caso da Doença da Vaca Louca no estado.

O caso noticiado no município de Caratinga trata-se de provável Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) na forma esporádica.

A maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%). Afeta geralmente pessoas entre 55 a 70 anos (média de 65 anos) e é discretamente mais prevalente em mulheres. O caso do município de Caratinga trata-se de paciente idoso, de 78 anos, do sexo masculino, com alterações neurológicas.

A identificação da proteína 14-3-3 no líquor tem um alto grau de especificidade e sensibilidade para o diagnóstico das formas de DCJ. No entanto, a confirmação definitiva só é possível por meio de exame neuropatológico de fragmentos do cérebro, em caso de óbito.

A variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ) é que está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (conhecida como Doença da Vaca Louca). Essa doença acomete predominantemente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos, o que não é o caso do paciente em questão.

A SES-MG permanece acompanhando o caso, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs Minas) e da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano.

Dengue: Brasil apresenta recorde de mortes pela doença em 2023

Dengue: Brasil apresenta recorde de mortes pela doença em 2023 - Foto: reprodução
Dengue: Brasil apresenta recorde de mortes pela doença em 2023 – Foto: reprodução

Em 2023, o Brasil bateu recorde de mortes por dengue. Segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), foram contabilizados 1.094 óbitos, o que representa um aumento de 3,89% em comparação com o ano anterior.

De acordo com especialistas, o aumento se dá pela circulação de quatro sorotipos diferentes da doença. Isso significa que cada indivíduo pode contrair quatro tipos da dengue e, apesar de ser infectado por um vírus e adquirir imunidade contra ele, ainda restam outros três tipos suscetíveis à infecção.

Juan Carlos Boado, médico e diretor Técnico do Hospital Bom Pastor localizado em Guajará-Mirim (RO), alerta para cuidados redobrados da população a fim de evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue e doenças relacionadas.

“O jeito mais efetivo de prevenir a doença é através do combate ao mosquito. Por isso, é importante eliminar os focos de água parada em caixas d’água, garrafas, pneus, pratos de vasos em jardins, entre outros. Além disso, é preciso limpar frequentemente os quintais nesse período chuvoso, contribuindo para a prevenção de todos”, completa.

Atenção aos sinais de alerta

  • Febre alta com início súbito (39° a 40°);
  • Agitação;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Forte dor de cabeça;
  • Perda do paladar e apetite;
  • Cansaço extremo;
  • Náuseas e vômitos persistentes;
  • Dor nos ossos e articulações;
  • Dor abdominal.

Juan ressalta, ainda, que é importante ficar atento à dengue hemorrágica, tipo mais grave da doença. Parecido com os sintomas clássicos, a diferença é que o doente apresenta sangramentos, principalmente nas gengivas e pele, vômitos persistentes e dor abdominal intensa e contínua.

“Esse tipo de caso pode levar à morte. Por isso, o paciente deve ser levado imediatamente para um hospital de referência, para monitoramento e tratamento clínico especializado”, alerta o médico.

Aposentadoria por invalidez aceita novas doenças a partir de 2024; consulte

Aposentadoria por invalidez aceita novas doenças a partir de 2024 - Foto: Reprodução
Aposentadoria por invalidez aceita novas doenças a partir de 2024 – Foto: Reprodução

A partir de 2024 quem contrair alguns tipos de doenças que o torne incapaz de continuar trabalhando, vai poder contar com a aposentadoria por invalidez. Este é um benefício concedido pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e que não exige idade mínima para solicitação.

A aposentadoria por invalidez é uma das condições de se aposentar que possuí as regras mais brandas. Isso porque, como a condição para conseguir esse direito é motivada por uma infelicidade, o INSS não pode exigir do trabalhador grande tempo mínimo seja de contribuição ou de idade.

Ainda assim, há um período de carência exigido pela Previdência Social que só pode ser ignorado em situações específicas. O pagamento do benefício é feito enquanto a condição de incapacidade durar. A cada dois o INSS exige que o trabalhador passe por uma nova perícia médica para acompanhamento.

Caso neste exame seja constatado que a condição que lhe garantiu a aposentadoria por invalidez já foi curada, ou já não o impede mais de trabalhar, o pagamento é cessado. E então, o trabalhador deve retornar ao seu emprego ou pelo menos ao mercado de trabalho.

Ficam isentos desta exigência aqueles que alcançarem 60 anos de idade, ou que estiverem recebendo a aposentadoria por incapacidade permanente por mais de 15 anos. Para eles o pagamento se torna vitalício.

Quem tem direito a aposentadoria por invalidez em 2024?

O INSS vai conceder a aposentadoria por invalidez em 2024 para os trabalhadores que cumprirem com os critérios. O ponto principal para alcançar esse benefício é ter na perícia médica a confirmação de que a doença física ou mental lhe tornou permanentemente incapaz de trabalhar.

Inclusive, sem a possibilidade de ser realocado em outras funções dentro da mesma empresa. É exigido que o trabalhador:

✔️Esteja na condição de segurado do INSS;
✔️Tenha feito no mínimo 12 contribuições previdenciárias;
✔️Comprove por meio da perícia médica que está incapaz de forma física ou psicológica de retornar ao trabalho.

Isentos da carência do INSS

Podem ficar isentos de cumprir a carência do INSS, os seguintes públicos:

✔️Quem se acidentar dentro da empresa, ou por funções exercidas dentro da empresa;
✔️Quem contrair doenças, como:
✔️Tuberculose ativa;
✔️Hanseníase;
✔️Alienação mental;
✔️Esclerose múltipla;
✔️Hepatopatia grave;
✔️Neoplasia maligna (câncer);
✔️Cegueira ou visão monocular;
✔️Paralisia irreversível e incapacitante;
✔️Cardiopatia grave;
✔️Doença de Parkinson;
✔️Espondiloartrose anquilosante;
✔️Nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
✔️Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (AIDS);
✔️Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada.

Doenças aceitas na aposentadoria por invalidez 2024

Na realidade, não existe uma lista fixa de doenças que garantem a aposentadoria por invalidez 2024. O que há é uma condição que dará acesso ao benefício, esta condição é ter sido acometido por uma doença que o impeça do trabalho e que, além disso, tenha 12 contribuições mensais feitas ao INSS.

Há, porém, alguns tipos mais comuns de enfermidades que dão acesso a esse tipo de aposentadoria. Entre eles:

✔️Abdome agudo cirúrgico;
✔️Acidente vascular encefálico (agudo);
✔️Alienação mental (Transtorno mental grave);
✔️Câncer (Neoplasia Maligna);
✔️Cardiopatia grave;
✔️Cegueira;
✔️Doença de Paget (Osteíte Deformante);
✔️Doença de Parkinson;
✔️Esclerose múltipla;
✔️Espondiloartrose anquilosante;
✔️Hanseníase;
✔️Hepatopatia grave;
✔️Síndrome da Deficiência Imunológica ✔️Adquirida (AIDS);
✔️Nefropatias graves;
✔️Paralisia irreversível e incapacitante;
✔️Contaminação por Radiação;
✔️Tuberculose Ativa.

Como pedir a aposentadoria por invalidez?

Para pedir a aposentadoria por invalidez em 2024 o trabalhador deve fazer a solicitação online, agendando a perícia médica. É importante levar no dia da perícia todos os exames, laudos, atestados e resultados médicos que ajudem a comprovar a condição de invalidez.

✔️Acesse o Meu INSS e faça login;
✔️Em “Novo requerimento” digite “Benefício por Incapacidade Permanente”;
✔️Leia os termos e concorde;
✔️Agende a perícia médica na unidade mais próxima;
✔️Preencha os formulários necessários;
✔️Anexe os documentos obrigatórios;
✔️Conclua seu pedido.

É possível acompanhar o andamento da sua solicitação no próprio Meu INSS. Sendo que o prazo para resposta do pedido é de até 45 dias.

Jovem portadora de doença rara e namorado viralizam por mostrar rotina na internet

A pernambucana Iane Raysa Rosa Silva, de 26 anos, natural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foi diagnosticada com Neuro-Behçet, uma doença sistêmica, sem marcador específico, cuja descrição clássica é de uma tríade clínica de úlceras genitais, aftas orais e lesão ocular (uveíte). O envolvimento do sistema nervoso (neuro-Behçet) é relatado em 4% a 29% dos indivíduos acometidos pela doença.

Os sintomas da doença começaram a aparecer em Iane em agosto de 2021, que acarretaram duas principais internações. A primeira ela ficou 1 mês internada, sendo 20 dias de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave, onde precisou ser entubada e realizar duas cirurgias. Segundo Gustavo Paulinho, de 25 anos e marido da jovem, os ‘’médicos informaram que ela não sairia viva, mas com muita força de vontade ela saiu da internação’’.

Juntos desde 2015, Iane e Gustavo fazem sucesso na internet. O motivo pelo reconhecimento nas redes sociais é devido a grande demonstração de amor, carinho, companheirismo e cuidado entre eles. Com mais de 216 mil seguidores apenas no Instagram, o casal divide sua rotina com os internautas e mostram as dificuldades que passam diariamente. Apesar da doença, Gustavo destaca em cada publicação o amor e cuidado que sente por Iane.

Para custear o tratamento da jovem, que é de alto custo, foi criada uma rifa filantrópica, onde serão sorteados 2 Iphones 14 lacrados, Apple Watch Series 8 ou R$ 10.000,00. Para comprar um bilhete ou ajudar com qualquer quantia, visite o perfil de Iane (@ianeraysa) e Gustavo (@gustavpaulino).

Morre bebê diagnosticado com doença rara que torna pele tão frágil quanto asas de borboleta em MG

Foto: Arquivo Pessoal

O bebê Théo, de Estiva (MG), que foi diagnosticado com epidermólise bolhosa desde os primeiros dias de vida, faleceu na última quinta-feira (25). Ele estava internado no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG).

A epidermólise bolhosa é uma doença rara que torna pele tão frágil quanto asas de borboleta devido à fragilidade provocada pela alteração nas proteínas responsáveis pela união das camadas da pele.

Há cerca de um mês, o bebê estava internado no Hospital Samuel Libânio. Ele havia contraído uma bronquiolite, que é uma inflamação dos bronquíolos, mas a doença acabou se agravando nos últimos dias.

Por conta da EB, Théo era uma criança naturalmente mais sensível e com sistema imunológico mais fraco. Segundo a família, ele não resistiu às complicações da inflamação e faleceu. Segundo a família, velório e sepultamento aconteceram ainda nesta quinta, em Estiva, no Sul de Minas.

Foto: Arquivo Pessoal

Entenda o que é a EB

Epidermólise Bolhosa (EB) é uma doença genética hereditária rara e não é transmissível. Ela geralmente se manifesta já no nascimento e provoca a formação de bolhas na pele por conta de mínimos atritos ou traumas.

Conforme Raphaela Machado, médica dermatologista em Pouso Alegre, estatísticas apontam que há 11 casos da doença para cada um milhão de indivíduos. Só no Brasil, são menos de 1 mil pessoas diagnosticadas com EB, segundo a Associação DEBRA – Associação Nacional de Epidermólise Bolhosa.

Foto: Arquivo Pessoal

“Ocorre uma alteração nas proteínas da pele, causando a formação de bolhas espontâneas a pequenos traumas. Pode ocorrer tanto na pele quanto nas mucosas do corpo humano. Essas bolhas podem causar úlceras e, até mesmo, o comprometimento de cabelos e unhas”, explicou a dermatologista.

Ainda segundo a médica, a epidermólise bolhosa pode ser tratada em Centros de Atenção de Alta Complexidade como hospitais estaduais e federais, hospitais universitários ou centro de doenças raras.

“É importante buscar cuidado imediato, pois é uma doença grave, de alta mortalidade. Quanto antes houver a avaliação por parte de uma equipe multidisciplinar, melhor será a sobrevida do paciente”, orientou.

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