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Jornal Folha Regional

Justiça Eleitoral inicia convocação de mesárias e mesários para eleições de outubro

Justiça Eleitoral inicia convocação de mesárias e mesários para eleições de outubro – Foto: reprodução

A Justiça Eleitoral (JE) começa, nesta terça-feira (7), a nomear as mesárias e os mesários que irão atuar nas Eleições 2026. As juízas e os juízes eleitorais têm até 5 de agosto para publicar edital com a nomeação daqueles que atuarão no 1º e eventual 2º turno das eleições. 

Já o prazo de nomeação das pessoas que vão atuar como apoio logístico e como integrantes das Mesas Receptoras de Votos (MRV) das seções específicas para voto em trânsito; das seções instaladas em estabelecimentos penais e nas unidades de internação de adolescentes e como “auxiliar de auditoria” é até 28 de agosto. 

A JE comunica o chamamento para os trabalhos eleitorais por meio de carta de convocação, que detalha a função a ser desempenhada pela eleitora ou pelo eleitor convocado, além da data e do local da eleição e do treinamento. 

A eleitora ou o eleitor deve acessar a página de Autoatendimento Eleitoral ou consultar o aplicativo e-Título. Em geral, as nomeações são feitas até 60 dias antes das eleições, mas, na dúvida, consulte seu cartório eleitoral. 

Segundo o art. 120, § 4º, do Código Eleitoral, a mesária ou o mesário poderá alegar razões de impedimento até cinco dias depois da publicação do edital de nomeação. Para isso, deverá encaminhar o pedido de dispensa à juíza ou ao juiz da zona eleitoral que detém a sua inscrição, juntamente com a comprovação da impossibilidade de trabalhar. O pedido será avaliado, e a justificativa poderá ser aceita ou não. 

O prazo também vale para que partidos políticos, federações e coligações reclamem das designações. 

A Mesa Receptora de Votos (MRV) é composta por quatro pessoas, que exercem as funções de: 

  • presidente; 
  • 1ª mesária/1º mesário; 
  • 2ª mesária/2º mesário; e 
  • secretária/secretário. 

Atribuições 

As principais atribuições do presidente da MRV são verificar as credenciais dos fiscais de partidos, federações, coligações e observadoras e observadores eleitorais, iniciar e encerrar a votação, realizando todos os procedimentos indicados pela urna. Além disso, o presidente da Mesa também deve: 

  • afixar em local visível, no momento da abertura da seção eleitoral, o resumo da zerésima assinado; 
  • adotar os procedimentos para o registro da presença das mesárias e dos mesários no início e no final dos trabalhos; 
  • autorizar as eleitoras e os eleitores a votarem ou a justificarem a ausência; 
  • solucionar as dificuldades ou dúvidas que surgirem; 
  • manter a ordem na seção, recorrendo à força pública, se necessário; 
  • comunicar imediatamente ao cartório eleitoral as ocorrências sobre as quais a juíza ou o juiz eleitoral deva decidir; 
  • receber as impugnações concernentes à identidade da eleitora ou do eleitor; 
  • zelar pela preservação da urna e de todo o material fornecido e produzido na seção eleitoral. 

Mesárias e mesários 

As demais pessoas convocadas para trabalhar no dia das eleições devem fazer, primeiramente, o procedimento de identificação das eleitoras e dos eleitores e, após o voto, entregar o comprovante de votação. Em caso de justificativa, é necessário conferir o preenchimento do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) e entregar à eleitora ou ao eleitor o respectivo comprovante. Além disso, cabe às mesárias e aos mesários: 

  • orientar as pessoas que desejarem registrar deficiência no Cadastro Eleitoral ou atualizar o registro de deficiência visual que não exista mais sobre o uso do Formulário para Identificação de Eleitora ou de Eleitor com Deficiência; 
  • distribuir às eleitoras e aos eleitores, às 17h, as senhas de acesso à seção eleitoral; 
  • lavrar a Ata da Mesa Receptora; 
  • observar, na organização da fila de votação, as prioridades para votação. 

As atribuições das mesárias e dos mesários estão contidas nos arts. 126 a 128 da Resolução TSE nº 23.751, de 26 de fevereiro de 2026. 

Benefícios

Atuar como mesária ou mesário nas eleições garante uma série de benefícios previstos em lei e regulamentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses direitos são válidos tanto para quem é convocado quanto para quem se candidata voluntariamente. Confira:

  • folgas: dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições e para cada dia de treinamento;
  • auxílio-alimentação: R$ 65,00 por turno de trabalho (conforme a Portaria TSE nº 86/2025);
  • concursos públicos: critério de desempate em certames, caso previsto no edital;
  • horas acadêmicas: possibilidade de validação como atividade extracurricular em universidades conveniadas.

Como se voluntariar

As inscrições para mesário voluntário podem ser feitas de forma permanente, mas a Justiça Eleitoral recomenda que as pessoas interessadas se cadastrem durante o período da campanha para facilitar a organização das zonas eleitorais. O cadastro é feito preferencialmente pelo aplicativo e-Título ou nos sites dos tribunais regionais eleitorais (TREs).

Pode se candidatar para atuar na função de mesário qualquer eleitora ou eleitor maior de 18 anos em situação regular, exceto candidatos e seus parentes até o segundo grau, membros de diretórios de partidos que exerçam função executiva e autoridades policiais. Além disso, também não podem ser mesários autoridade ou agente policial, bem como funcionário no desempenho de cargos de confiança do Executivo; os que pertencem ao serviço eleitoral e fiscais e delegados de partido político ou coligação.

Vale ressaltar que a inscrição, por si só, não garante a convocação.

Prefeitos de São Roque de Minas e São João Batista do Glória vencem eleições para presidirem o Circuito Turístico Nascentes das Gerais e Canastra

O Circuito Turístico Nascentes das Gerais e Canastra agora será comandado exclusivamente por prefeitos, como determina a legislação atualizada.

Prefeitos de São Roque de Minas e São João Batista do Glória vencem eleições para presidirem o Circuito Turístico Nascentes das Gerais e Canastra – Foto: divulgação

Na assembleia realizada na última sexta (1), no auditório da AMEG, em Passos (MG), foi eleito como presidente o prefeito de São Roque de Minas, Belchior dos Reis Faria, e como vice, o prefeito de São João Batista do Glória, Éder Aparecido de Paula. A chapa venceu com 11 votos a 9.

A nova diretoria assume o biênio 2025-2027 com o objetivo de fortalecer o turismo em nossa região. A composição ficou assim:

Diretor administrativo: Patric Garcia Oliveira (Vargem Bonita)
Tesoureiro: Thiago Junio Santos Augusto (Piumhi)
Secretário: José Antonio Calzavara Lemos (Glória)
Suplentes: Cristiano Lopes (Capitólio), Luiz Alves (Passos) e José Geraldo (Alpinópolis)

O circuito reúne 20 cidades: Alpinópolis, Araxá, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Cássia, Claraval, Delfinópolis, Guapé, Ibiraci, Ilicínea, Itaú de Minas, Passos, Piumhi, Pratápolis, Sacramento, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Roque de Minas, Tapira e Vargem Bonita.

Juntas, essas cidades formam uma das regiões turísticas mais encantadoras de Minas Gerais!

Na véspera das eleições suplementares para prefeito em Guapé, STF concede habeas corpus a ex-prefeito investigado na operação ‘Trem da Alegria’

Na véspera das eleições suplementares para prefeito em Guapé, STF concede habeas corpus a ex-prefeito investigado na operação ‘Trem da Alegria’ – Foto: reprodução

O ex-prefeito de Guapé (MG), Nelson Alves Lara, teve a prisão preventiva revogada por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu habeas corpus substituindo a detenção por medidas cautelares. Nelson é investigado por suspeita de envolvimento em desvios de recursos públicos no âmbito da Operação Trem da Alegria, que apura crimes como peculato e formação de organização criminosa.

Além de Nelson Lara, a decisão também beneficiou os réus Polwmer Gonçalves Vieira — apontado como um dos principais envolvidos no caso — e Reginaldo Fernandes Souza. Os três estavam presos preventivamente desde fevereiro de 2024, com nova ordem de prisão emitida em abril.

No julgamento do Habeas Corpus, o STJ reconheceu a existência de ilegalidade na manutenção da prisão, destacando o excesso de prazo na tramitação do processo, provocado por disputas sobre a competência judicial. A indefinição quanto ao juízo responsável gerou sucessivas remessas da ação entre instâncias, atrasando a conclusão da fase de instrução.

O STJ entendeu que os riscos que justificavam a prisão — como interferência no processo e reincidência — foram superados, já que a fase instrutória foi encerrada e Nelson Lara não exerce mais cargo público. O tribunal concluiu que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para garantir a ordem processual.

Medidas impostas ao ex-prefeito

Após a decisão do STJ, a Turma Única do Tribunal da Comarca de Guapé determinou a liberdade provisória de Nelson Lara, desde que ele cumpra as seguintes condições:

  • Comparecimento mensal ao juízo para justificar atividades e manter endereço atualizado;
  • Proibição de frequentar a Prefeitura de Guapé;
  • Proibição de manter contato com testemunhas, vítimas e outros investigados;
  • Proibição de sair da comarca;
  • Permanência em prisão domiciliar durante a noite e nos dias de folga.

O tribunal ressaltou que o descumprimento de qualquer uma dessas medidas poderá resultar na revogação do benefício e nova decretação de prisão preventiva.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), até a tarde desta quarta-feira (2), o ex-prefeito Nelson Alves Lara permanecia sob custódia na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga em Uberlândia (MG).

Já Polwmer Gonçalves Vieira foi desligado do sistema prisional na última segunda-feira (30) após concessão de alvará pela Justiça. Até a última atualização desta reportagem, a Justiça não soube informar sobre a situação de Reginaldo Fernandes Souza.

Operação Trem da Alegria

A “Operação Trem da Alegria” apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes políticos e servidores do município. Nelson Lara, que já comandou a Prefeitura de Guapé, é um dos principais investigados no caso.

Com a decisão do STJ, os três acusados aguardam o desfecho do processo em liberdade, mas sob monitoramento judicial. A investigação continua em curso, e a Justiça ainda não estabeleceu prazo para o julgamento final.

Via: G1

Prefeitura de Guapé suspende temporariamente publicações nas redes sociais e site

Prefeitura de Guapé suspende temporariamente publicações nas redes sociais e site - Imagem: divulgação
Prefeitura de Guapé suspende temporariamente publicações nas redes sociais e site – Imagem: divulgação

A Prefeitura Municipal de Guapé (MG) informou que, em cumprimento à resolução nº 1.301, de 29 de abril de 2025, e ao disposto no Art. 73, inciso VI, alínea “b” da Lei Federal nº 9.504/1997, as publicações institucionais nas redes sociais e no site oficial da Prefeitura serão temporariamente suspensas.

Essa medida atende às normas que regem o período eleitoral e visa garantir a lisura, a imparcialidade e a igualdade de condições entre os candidatos, conforme determina a legislação vigente.

Durante esse período, ficam vedadas ações de publicidade institucional, exceto em casos de grave e urgente necessidade pública, devidamente autorizadas pela Justiça Eleitoral.

”A Prefeitura reforça seu compromisso com a transparência e o respeito às normas democráticas, e seguirá atuando, internamente, com total responsabilidade na gestão dos serviços públicos e atendimento à população”, informou.

Partidos já começam a testar nomes para as eleições de 2026

Partidos já começam a testar nomes para as eleições de 2026 - Foto: reprodução
Partidos já começam a testar nomes para as eleições de 2026 – Foto: reprodução

A menos de um ano e meio para as eleições gerais de 2026, os partidos políticos em Minas Gerais já intensificam as movimentações em seus bastidores para definir os nomes que vão disputar cargos no Executivo estadual e nas Casas legislativas. Mesmo que candidaturas só possam ser realizadas a partir de julho do ano que vem, as legendas tentam desde já testar a popularidade de possíveis postulantes e consolidar alianças.

Internamente, os partidos já têm contratado pesquisas para calcular a intenção de voto dos eleitores em diferentes cenários. Como a legislação só obriga o registro desse tipo de levantamento no Tribunal Superior Eleitoral quando ele for realizado no ano do pleito, os dados coletados agora não estão formalizados junto à Justiça Eleitoral. No entanto, já servem como medida para orientar reuniões e negociações, especialmente com siglas aliadas. Nas redes sociais, o movimento é ainda mais visível. com potenciais candidatos ampliando a presença digital e investindo em novas estratégias de comunicação para atrair o eleitor.

Embora as disputas para cargos majoritários, como governador e presidente, despertem mais expectativa, boa parte das legendas está focada agora no desempenho para a eleição de deputados federais e estaduais. A principal preocupação é garantir o cumprimento da cláusula de barreira: em 2026, a norma passará a exigir que partidos elejam ao menos 13 deputados federais em nove Estados ou alcancem 2,5% dos votos válidos distribuídos igualmente entre as unidades da Federação para acessar recursos do Fundo Partidário e ter direito à propaganda gratuita.

Atualmente, o Novo, que controla o governo de Minas, sinaliza ser o partido com definições para o próximo pleito em estágio mais avançado. Desde o fim de 2024, por exemplo, o vice-governador, Mateus Simões, é apresentado pela legenda como pré-candidato ao governo de Minas. 

O presidente estadual do Novo, Christopher Laguna, diz que a prioridade é eleger deputados federais e estaduais, especialmente para superar a cláusula de barreira, que não foi atingida em 2022. Entre os nomes mais cotados estão os dos três vereadores de BH filiados à legenda: Bráulio Lara deve ser lançado para a Câmara dos Deputados, enquanto Fernanda Pereira Altoé e Marcela Trópia são pensadas para disputar vaga na Assembleia. O secretário de Estado de Cultura, Leônidas Oliveira, também é cotado para a Câmara Federal.

O presidente estadual do PL, Domingos Sávio, por sua vez, garante que a sigla “vai participar ativamente da eleição para o governo de Minas, seja com candidatura própria ou com aliança”. O partido discute uma possível candidatura de Nikolas Ferreira, após ele se tornar o deputado federal mais votado do país em 2022. No entanto, ainda não há consenso, já que outro nome de peso da direita, o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), também é cogitado para a mesma vaga.

Domingos Sávio destacou ainda que o PL já discute a distribuição de candidatos às vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia. Nos bastidores, os vereadores de BH, Pablo Almeida e Vile, estão entre os mais cotados. “Entendemos que há vereadores com votações muito expressivas que podem vir a pleitear um cargo maior”, justificou.

No campo da esquerda, o PT, por exemplo, ainda enfrenta dificuldade para definir um nome para o governo de Minas. O presidente estadual da legenda, Cristiano Silveira, afirmou que, a princípio, o partido deve apoiar a eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) – o parlamentar ainda não confirma a participação no pleito. Procurado para comentar sobre as articulações do PSD para 2026, o presidente estadual da legenda, Cássio Soares, não se manifestou.

Saiba quais cargos serão disputados em 2026 e entenda as principais regras do pleito

No próximo ano eleitores vão às urnas para escolher:

  • Presidente da República
  • Governador
  • Deputados estaduais
  • Deputados federais
  • Senadores

Disputa no Legislativo

Câmara dos Deputados

Vagas para Minas: 53

Cada partido ou federação pode lançar até 54 candidatos (100% +1)

Assembleia Legislativa

Vagas: 77

Cada partido ou federação pode lançar até 78 candidatos (100% +1).

As eleições para deputado federal e estadual ocorre pelo sistema proporcional. Ou seja, não se considera apenas a votação individual do postulante ao cargo, mas o total de votos dados ao partido ou à federação.

Renovação do Senado

Em 2026, a renovação do Senado será de dois terços, ou seja, cada Estado terá duas vagas para o cargo de senador. Neste caso, a eleição é majoritária. Ou seja, é necessária a maioria simples de votos para que o candidato vença a disputa.

PF apreende quase R$ 1,9 milhão em espécie em carros de empresário sob suspeita de crime eleitoral

PF apreende quase R$ 1,9 milhão em espécie em carros de empresário sob suspeita de crime eleitoral - Foto: divulgação
PF apreende quase R$ 1,9 milhão em espécie em carros de empresário sob suspeita de crime eleitoral – Foto: divulgação

A Polícia Federal apreendeu R$ 1.859.040 em espécie que estavam em dois carros estacionados na garagem de um centro empresarial localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (3), durante ação contra crime eleitoral.

Os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na sede de duas empresas em atuação no Rio de Janeiro, sendo que o dono de uma delas é suspeito de praticar corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro.

Durante as buscas, os policiais encontraram o dinheiro distribuído em caixas de papelão no interior de dois veículos de uso exclusivo do investigado. Os carros estavam estacionados no subsolo do centro empresarial.

A PF não informou o nome do empresário investigado, tampouco das empresas onde foram cumpridos os mandados de buscas e do candidato que seria beneficiado com a corrupção eleitoral.

“Os valores apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no RJ para o prosseguimento das investigações, no âmbito de inquérito policial instaurado para apurar a prática de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e organização criminosa”, diz a corporação em nota.

Com esta apreensão – a terceira nesta semana –, a Polícia Federal no Rio de Janeiro contabilizava, até a manhã desta sexta-feira (4), R$ 3.929.040. em espécie, apreendidos em ações de combate à prática de corrupção eleitoral em 2024.

Dinheiro apreendido durante pagamento por ‘adesivaço’

Também na quinta-feira, a PF prendeu em flagrante quatro pessoas envolvidas em compra de votos e associação criminosa em Teresina (PI). Cada eleitor recebia de R$ 100 a R$ 200. Havia mais de 300 em uma fila à espera do pagamento.

Os eleitores eram motoristas de aplicativo. O pagamento era relativo a “adesivaço” realizado anteriormente. Foram apreendidos cerca de R$ 150 mil. 

Durante ação de monitoramento em evento político na zona sul da capital do Piauí, policiais federais abordaram os envolvidos no instante da entrega de dinheiro. 

Dez pessoas foram conduzidas à sede da PF para prestar esclarecimentos, permanecendo quatro presas por suposto envolvimento em crimes de corrupção eleitoral e de associação criminosa.

A legislação veda a veiculação de propaganda eleitoral de qualquer natureza em veículos prestadores de serviços públicos, nos quais se enquadram os carros e motos que prestam serviços por aplicativo.

Mais de 50 são presos durante distribuição de dinheiro para motociata

Já em Aracaju, ainda na quinta-feira, policiais militares prenderam em flagrante mais de 50 pessoas sob suspeita de compra de voto. Elas estavam no Bairro Santos Dumont, na Zona Norte da capital de Sergipe.

A Polícia Militar sergipana recebeu uma denúncia que ocorria uma motociata, em que os condutores dos veículos passavam pelas ruas oferecendo dinheiro em troca do voto para uma candidata à Prefeitura de Aracaju.

De acordo com o relato do denunciante, ele se desentendeu com um dos organizadores do esquema, que inicialmente havia prometido R$ 50, mas na hora do pagamento, o valor foi reduzido para R$ 40. Insatisfeito, o eleitor telefonou para a PM.

Quando os militares chegaram, mais de 100 pessoas estavam formadas em uma fila, esperando o pagamento. Houve correria, mas 54 foram capturadas, a maioria motociclistas. 

Com algumas pessoas, suspeitas de serem as organizadoras, foram encontrados envelopes com dinheiro, além de uma lista com nomes e números de telefone. Já motociclistas contaram que receberam o dinheiro para participar do ato a favor da candidata a prefeita.

Uma suspeita contou aos policiais militares que estava coordenando o grupo detido e que havia outros quatro grupos, totalizando cerca de 350 motociclistas, que já haviam recebido o pagamento prometido.

Além disso, materiais de campanha, como bandeiras e adesivos, foram encontrados na residência onde havia maior aglomeração, que parecia servir como ponto de controle para a distribuição do dinheiro.

A PM não informou o nome da candidata que seria beneficiada com a compra de votos. Há cinco mulheres entre os oito candidatos a prefeito de Aracaju. O caso foi encaminhado para a Polícia Federal, por se tratar de crime eleitoral. Os suspeitos foram liberados após prestarem depoimento, mas não estão livres de processo criminal.

A PF abriu inquérito para investigar tanto os indivíduos que teriam oferecido dinheiro a eleitores quanto os que teriam aceitado a oferta em troca de votos.

Lei Seca não será aplicada em Minas Gerais nas eleições municipais deste ano

Lei Seca não será aplicada em Minas Gerais nas eleições municipais deste ano - Foto: reprodução
Lei Seca não será aplicada em Minas Gerais nas eleições municipais deste ano – Foto: reprodução

O governo de Minas Gerais informou que a Lei Seca não será implementada nas eleições municipais deste ano. A decisão foi comunicada em nota da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel Minas), publicada na última sexta-feira (13).

A decisão é válida tanto para o primeiro, quanto para o segundo turno (se houver) das eleições. Essa é a segunda vez em que a venda de bebidas alcoólicas foi liberada, sendo a primeira nas eleições gerais de 2022.

A Abrasel agradeceu o governo pela decisão e argumentou que “não foram registrados incidentes que comprometessem a ordem pública”, referindo-se à decisão nas eleições passadas. O comunicado também acrescentou que a decisão irá beneficiar a economia.

“Os domingos, incluindo os de eleição, são cruciais para o setor, o qual emprega mais de 630 mil empregos diretos e gera uma movimentação financeira da ordem de R$ 22 bilhões a cada ano”, explica a associação.

O governo de Minas Gerais afirmou em nota, nesta terça-feira (17 de setembro), que a decisão foi tomada juntamente com o Gabinete Institucional de Segurança (GIS) e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O pronunciamento enfatiza que esta medida é válida apenas para Minas.

“A adoção de uma “Lei Seca” nas eleições, com proibição de venda de álcool nos horários próximos à votação, é facultativa. Ou seja, cada unidade da federação tem autonomia para definir adesão à medida ou não”, explicou a nota. 

Eleições municipais: veja restrições que entraram em vigor desde sábado (6)

Eleições municipais: veja restrições que entraram em vigor desde sábado (6) - Foto: reprodução
Eleições municipais: veja restrições que entraram em vigor desde sábado (6) – Foto: reprodução

A exatos três meses para o primeiro turno das eleições municipais 2024, começa a valer uma série de proibições aos candidatos – sobretudo aos que ocupam cargos públicos. A maioria das vedações está prevista na Lei nº 9.504/1997, que estabelece normas para o pleito. De acordo com o calendário eleitoral, desde o último sábado (6), entraram em vigor as seguintes restrições

– contratação de shows artísticos: fica proibida a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos na realização de inaugurações de obras públicas ou divulgação de prestação de serviços públicos.

– presença em inaugurações: candidatos não podem comparecer a inaugurações de obras públicas.

– veiculação de nomes, slogans e símbolos: sites, canais e outros meios de informação oficial não podem conter nomes, slogans, símbolos, expressões, imagens ou outros elementos que permitam identificar autoridades, governos ou administrações, cujos cargos estejam em disputa na campanha eleitoral.

– transferência de recursos: servidores e agentes públicos ficam proibidos de realizar transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade absoluta. A lei abre exceção para situações de emergência e de calamidade pública e quando há obrigação formal preexistente para a execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado.

– publicidade institucional e pronunciamento: fica vedado o pronunciamento em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente. Além disso, passa a ser proibida a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública.

– nomeação ou exoneração: até a posse dos eleitos, fica vedado nomear, contratar, remover, transferir ou exonerar servidor público. A exceção fica por conta de cargos comissionados e funções de confiança. No caso de concursos públicos, é permitida a nomeação dos aprovados nos certames homologados até 6 de julho.

Cessão de funcionários

Desde sábado, órgãos e as entidades da administração pública direta e indireta podem ceder funcionários à Justiça Eleitoral, em casos específicos e de forma motivada, quando solicitado pelos tribunais eleitorais.

Neste caso, o prazo vale até 6 de janeiro de 2025 para as unidades da Federação que realizarem apenas o primeiro turno das eleições municipais e até 27 de janeiro para os locais onde houver segundo turno.

Eleições 2024: PF e universidade fazem teste em urnas eletrônicas

Eleições 2024: PF e universidade fazem teste em urnas eletrônicas - Foto: reprodução
Eleições 2024: PF e universidade fazem teste em urnas eletrônicas – Foto: reprodução

Investigadores da Polícia Federal (PF) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) realizam nesta quarta-feira (15) os últimos testes de segurança na urna eletrônica antes das eleições municipais deste ano, que estão marcadas para 6 de outubro, com eventual segundo turno em 27 de outubro.

Até a próxima sexta-feira (17), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as equipes farão uma série de testes de confirmação para verificar se falhas encontradas no ano passado foram corrigidas. 

O chamado Teste Público de Segurança (TPS) faz parte de cada ciclo eleitoral. Em anos não eleitorais, é aberto um edital para que qualquer interessado se inscreva a fim de examinar os códigos-fonte e realizar ataques com o objetivo de encontrar vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação. 

No atual ciclo eleitoral, o TPS foi realizado entre 27 de novembro e 2 de dezembro do ano passado, quando 33 investigadores, incluindo seis investigadoras, executaram 35 planos de ataques contra as urnas, após ter acesso ao código-fonte de todos os sistemas de votação. 

Na ocasião, uma comissão avaliadora selecionou cinco inconsistências encontradas que deveriam ser trabalhadas pelo TSE para serem examinadas novamente no teste iniciado agora.

Segundo o relatório do TPS, os ataques realizados no ano passado não conseguiram fragilizar a integridade ou o sigilo do voto, mas encontraram possíveis falhas, por exemplo, na inicialização da urna, com a ocorrência de uma mensagem de erro não prevista.

Outra falha imprevista foi encontrada pela PF no procedimento de carga da urna, quando são inseridas as informações sobre os candidatos e o eleitorado, por exemplo. A equipe formada por um professor e três alunos da UFMS encontrou ainda duas falhas envolvendo o controle e privilégios de acesso de aplicações executadas na urna. 

“As nossas equipes técnicas se debruçaram sobre esses achados, melhoraram esses temas e aqui, neste teste de confirmação, apresentamos os dois códigos-fonte, o que tínhamos antes e as melhorias que foram feitas”, explicou o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente. 

O diretor-geral do TSE, Rogério Galloro, descreveu o TPS como “fundamental para o sistema eleitoral, pois possibilita essa transparência e essa evolução constante”. Cada achado dos investigadores “se transforma em evolução”, completou. 

Durante o teste de confirmação, serão executados os firmwares (programas de controle do hardware) e as mídias dos modelos 2022 e 2020 da urna eletrônica.

Serão testados:

  • Gerenciador de dados, aplicativos e interface com a urna eletrônica;
  • Software de carga;
  • Software de votação;
  • Sistema de apuração;
  • Kit JE-connect; entre outros.

Também participam dos testes de confirmação sete pesquisadores do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). “Os acadêmicos darão suporte às investigadoras e aos investigadores durante a execução dos planos de reteste”, informou o TSE. 

Confira as principais datas das eleições 2024

Confira as principais datas das eleições 2024 - Foto: reprodução
Confira as principais datas das eleições 2024 – Foto: reprodução

A data marcada para o primeiro turno das eleições municipais de 2024 é em 6 de outubro. Nas cidades com mais de 200 mil habitantes, existe a possibilidade de segundo turno nos casos em que nenhum dos candidatos tiver atingido maioria absoluta de votos, ou seja, mais de 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos). Se houver segundo turno, os eleitores deverão voltar às urnas em 27 de outubro. A votação está prevista para o período das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Antes de ir às urnas, porém, há uma série de outras datas importantes. Elas estão definidas no calendário eleitoral elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja as principais:

Prazo para regularizar o título de eleitor

Os eleitores têm até o dia 8 de maio para regularizar a situação eleitoral, solicitar a transferência de domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais. Esse também é o prazo para que eleitores novos tirem o título. A orientação é para que os cidadãos procurem os cartórios eleitorais ou entrem no site do Tribunal Regional Eleitoral de seus respectivos estados para consultar os serviços.

Teste de confirmação das urnas

Entre os dias 15 e 17 de maio será feito o teste de confirmação das correções aplicadas às urnas eletrônicas, decorrentes de um teste público de segurança realizado no TSE no final do ano passado.

Arrecadação prévia para campanha

A partir do dia 15 de maio, os pré-candidatos podem começar a arrecadação prévia de recursos para a campanha por meio de financiamento coletivo. A liberação dos recursos fica condicionada ao registro da candidatura, à obtenção de um CNPJ e à abertura de conta bancária. Nessa data, porém, ainda não é permitido pedir voto aos eleitores.

Proibição de programas de pré-candidatos

A partir de 30 de junho as emissoras de rádio e televisão não podem mais transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos.

Convenções partidárias

Entre os dias 20 de julho e 5 de agosto os partidos políticos e as federações poderão realizar convenções para escolher candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.

Divisão da propraganda eleitoral

13 de agosto é a data final para que o TSE publique a tabela com a representação dos partidos políticos na Câmara dos Deputados e no Congresso Nacional para a divisão do tempo destinado à propaganda gratuita no rádio e na televisão das eleições 2024. O sorteio da ordem da veiculação da propaganda deve ser feito pelos juízes eleitorais entre os dias 15 e 25 de agosto.

Registro de candidatura

Os partidos políticos, as federações e as coligações têm até o dia 15 de agosto para registrar os candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.

Início da propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral passa a ser permitida, inclusive na internet, a partir do dia 16 de agosto. Os candidatos também podem usar amplificadores de som ou alto-falantes, realizar comícios, distribuir materiais e promover caminhadas, carreatas e passeatas.

Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o primeiro turno começa no dia 30 de agosto e vai até o dia 3 de outubro.

Prisão de candidatos é proibida

De 21 de setembro até 8 de outubro, no caso do primeiro turno, nenhum candidato pode ser detido ou preso, a não ser em caso de flagrante delito. O mesmo vale para o período entre 12 e 29 de outubro, para o segundo turno.

Propaganda do segundo turno

Se houver segundo turno, os candidatos estão liberados a partir da data de 7 de outubro para a realização de propaganda para as eleições 2024. A propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio começa no dia 11 de outubro e vai até o dia 25 do mesmo mês.

Prestação de contas

Os candidatos têm até o dia 5 de novembro para encaminhar as prestações de contas de campanha referentes ao primeiro turno. Se houver segundo turno, o prazo para o envio das informações vai até 16 de novembro.

Justificativa de voto

Os eleitores que não comparecem e não justificarem a ausência no dia do primeiro turno têm até o dia 5 de dezembro para apresentarem o pedido pelo aplicativo e-Título ou no site dos Tribunais Regionais Eleitorais e do TSE. Para o segundo turno, o prazo vai até 7 de janeiro de 2025.

Diplomação dos eleitos

A Justiça Eleitoral deve diplomar os candidatos eleitos até o dia 19 de dezembro.

Jornal Folha Regional
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