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Jornal Folha Regional

Lula e Bolsonaro se enfrentarão em 2º turno após disputa mais apertada do que previam pesquisas

A eleição presidencial de 2022 será decidida em segundo turno, disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) — após um primeiro turno com uma diferença mais apertada do que previam as principais pesquisas de intenção de voto.

No primeiro turno, com 96,93% das urnas apuradas, Lula (PT) estava em primeiro com 54.887.668 votos (47,85% do total dos votos válidos) e Bolsonaro, em segundo, tinha 50.117.086 votos (43,70%dos válidos) — o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já considerava, então, a eleição matematicamente encaminhada para um segundo turno.

Serão quase quatro semanas até a próxima votação, em 30/10.

Em entrevista coletiva realizada na noite deste domingo (2/10), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, comemorou o que classificou como uma eleição segura e transparente.

“Houve intercorrências, mas como houve em qualquer outra eleição. Chegamos ao final desse dia com a certeza de que a Justiça Eleitoral cumpriu sua missão constitucional de garantir segurança e transparência nas eleições”, afirmou.

O ministro também disse que poderá haver acirramento político no segundo turno das eleições presidenciais, mas disse acreditar que “a era de ataque” à Justiça Eleitoral é coisa do “passado”.

“O acirramento das candidaturas, das campanhas no segundo turno é o acirramento político e sendo assim não acredito que haja ataques maiores à justiça eleitoral já que a justiça eleitoral mostrou sua competência e transparência na apuração […] acredito que a era de ataque à justiça eleitoral é passado”, disse Alexandre de Moraes.

Há desafios para Bolsonaro, como a vantagem numérica de Lula no primeiro turno, alta rejeição do eleitorado, baixo potencial de atrair eleitores de outros candidatos, verba restrita para campanha e lenta recuperação da economia.

Por outro lado, especialistas afirmam que Bolsonaro deve conseguir atrair o apoio de diversos setores da direita que estavam pulverizados nos Estados e na disputa presidencial. E também ampliar a campanha negativa contra Lula e o PT baseada acusações de corrupção e na pauta de costumes.

Entenda abaixo cinco dos principais desafios para Bolsonaro na disputa contra Lula.

1. Vantagem de Lula

“Lula, ao contrário de Bolsonaro, tem entre os eleitores uma memória de um legado muito positivo, embora manchada pela corrupção. E a personalidade de Lula é oposta à de Bolsonaro em relação à moderação, à negociação e ao trânsito político. Lula tem talvez a maior capacidade política do país de tecer um arco de alianças é realmente muito plural, diverso”, afirmou a socióloga e professora Esther Solano Gallego (Unifesp).

Como dito acima, todos os candidatos que chegaram na liderança ao segundo turno acabaram vitoriosos nas eleições.

Bolsonaro tem, portanto, duas saídas: 1. atrair a ampla maioria dos votos dos candidatos que ficaram para trás no primeiro turno, como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), e 2. tirar votos de Lula.

Mas quantos votos ainda estão “em disputa” entre Lula e Bolsonaro?

Como não é possível prever o comparecimento dos eleitores nem quantos votarão em brancos e nulos, o “saldo” de votos a ser disputado no segundo turno seria a soma de todos os outros candidatos.

Mas pesquisas realizadas no primeiro turno apontavam que Lula liderava como segunda opção nas urnas entre eleitores de Ciro Gomes e Simone Tebet.

Segundo pesquisa Datafolha realizada no fim de setembro, por exemplo, 38% dos eleitores de Ciro tinham Lula como segunda opção e 18% tinham Bolsonaro como segunda opção.

No caso dos eleitores de Tebet, 34% tinham Lula como segunda opção e 18% tinham Bolsonaro como segunda opção.

Isso não significa, obviamente, que todas essas pessoas votarão em Lula ou em Bolsonaro no segundo turno.

A segunda saída, tirar votos de Lula, parece ainda mais difícil para Bolsonaro. O único candidato que teve menos votos no segundo turno do que no primeiro foi Geraldo Alckmin em 2006.

O então presidenciável do PSDB teve quase 2,5 milhões de votos a menos na segunda votação. Seu adversário naquela eleição, Lula, teve quase 12 milhões de votos a mais no segundo turno. Curiosamente, Alckmin (agora no PSB) se tornou o vice de Lula na chapa presidencial deste ano.

2. Alta rejeição do eleitorado contra Bolsonaro

Um dos principais obstáculos de Bolsonaro durante toda a campanha eleitoral era a alta taxa de rejeição dos eleitores.

Pesquisa realizada pelo Ipec no fim de setembro apontava que 51% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro. Em comparação, 35% afirmavam que não votariam de jeito nenhum em Lula.

Segundo o Datafolha, em pesquisa no fim de setembro, as taxas mais altas de rejeição a Bolsonaro estavam entre mulheres, jovens, classes mais pobres, desempregados, estudantes, funcionários públicos e moradores das regiões Sudeste, Norte e Nordeste.

Especialistas apontam que esses números não são absolutos nem consolidados. Mas eles ficaram bastante estáveis ao longo do primeiro turno, o que aponta dificuldades para revertê-los.

Para alguns analistas, Bolsonaro ainda pode se beneficiar de elementos que o ajudaram a se eleger em 2018, como o antipetismo. Neste ano, esse sentimento estava diluído entre diversos candidatos no primeiro turno, e uma disputa agora concentrada em Lula e Bolsonaro pode reunir novamente esses eleitores antipetistas em torno de Bolsonaro, como ocorreu há quatro anos.

Outros especialistas afirmam que a rejeição de Bolsonaro tem um outro lado importante para ele: a mobilização constante de seus eleitores. Ou seja, estima-se que a taxa de comparecimento às urnas dos apoiadores de Bolsonaro deve ser maior do que a de outros candidatos.

Por outro lado, Solano Gallego avalia que Bolsonaro deve ter dificuldade para ampliar sua base de apoio porque o eleitorado não tem respondido à agenda da mesma forma positiva que fez em 2018.

“Nesta eleição, há um cansaço e uma saturação entre os eleitores evangélicos com a excessiva politização dos âmbitos religiosos, dos púlpitos. Mesmo com sua ofensiva de pânico moral, Bolsonaro já parou de crescer entre os evangélicos. É claro que ele continuará apostando nisso, colocando o PT como se fosse o destruidor da família, dos costumes, da fé e da moral.”

3. Lenta recuperação da economia

Uma das principais apostas de Bolsonaro durante o primeiro turno era que a melhora da economia brasileira impulsionaria sua campanha pela reeleição. Isso porque a economia era considerada o principal problema do país por grande parte dos eleitores.

Especialistas apontam que o cenário econômico menos pior tem beneficiado os números de Bolsonaro, tanto daqueles que declaram voto nele quanto daqueles que aprovam seu governo.

Mas a velocidade da recuperação tem sido bem mais lenta do que esperava o presidente.

A inflação, por exemplo, está em queda após seguidos aumentos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação no país é de 10,07%, mesmo com a queda registrada em julho de 0,68% no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), segundo o IBGE.

Economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central têm reduzido semana a semana as projeções da inflação para 2022. Atualmente, a previsão média de mais de cem instituições financeiras é de que a inflação feche o ano de 2022 abaixo de 6%.

Mas apesar de todas essas quedas, o Brasil ainda tem a 4ª maior taxa de inflação entre os países do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, segundo dados do início de agosto da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

4. Margem restrita para medidas de governo com potencial eleitoral

Ao longo da campanha, muitos analistas repetiram a expressão “jogar dinheiro do helicóptero”, cunhada pelo economista americano Milton Friedman, para falar das medidas bilionárias adotadas por Bolsonaro antes e durante a campanha eleitoral.

As duas principais foram o aumento do Auxílio Brasil (de R$ 400 para R$ 600) e a redução de impostos para abaixar os preços dos combustíveis.

Segundo especialistas, no segundo turno Bolsonaro não tem praticamente mais margem de manobra no orçamento federal para criar ou turbinar medidas com potencial eleitoral.

5. Falta de dinheiro (e de aliados) para a campanha

Os dados do fim de setembro apontavam que a campanha presidencial de Lula havia reunido R$ 89 milhões, quase tudo repassado pelo PT a partir do fundo eleitoral.

Àquela altura, a campanha de Bolsonaro havia recebido quase R$ 17 milhões do PL e arrecadado outros R$ 12 milhões em doações privadas (principalmente de empresários).

Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coordenador da campanha de seu pai à reeleição, a falta de dinheiro era um “ponto crítico” e já afetava a quantidade de viagens que Bolsonaro faria pelo país, por exemplo.

A enorme diferença entre os repasses do PT e do PL para as campanhas presidenciais reflete as estratégias de cada partido. Enquanto o PT priorizou a eleição de Lula, o PL se concentrou nas campanhas de candidatos ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Entre outros motivos porque o tamanho da bancada de deputados federais é uma das referências usadas para definir quanto cada partido receberá dos cofres públicos.

Além disso, a transferência de Bolsonaro para o PL foi acompanhada por diversos parlamentares, o que acirrou ainda mais a disputa interna pelas verbas do partido para a campanha eleitoral de 2022.

Mas Bolsonaro não enfrenta apenas falta de verbas dentro de sua base partidária. Há relatos de falta de apoio também.

A popularidade elevada de Lula na região Nordeste, por exemplo, fez com que muitos aliados de Bolsonaro não fizessem campanha para ele com medo de afastar eleitores.

Um levantamento do jornal Folha de S.Paulo em agosto apontou que um terço dos candidatos a governador que estavam formalmente aliados com o PL nas eleições não publicavam imagens ou faziam referências a Bolsonaro nas redes sociais.

Para a socióloga e professora Esther Solano Gallego (Unifesp), a própria personalidade de Bolsonaro, “considerada por muitos brasileiros como instável, agressiva e intolerante”, atrapalha o acerto de alianças políticas para garantir sua governabilidade e ampliar seus palanques ao redor do país.

“(Bolsonaro) não conseguiu sequer ter um partido potente por trás, o que dizer de alianças eleitorais ou institucionais. Essa personalidade antidemocrática está fazendo com que o mundo institucional democrático brasileiro esteja dando as costas para ele.”

A cientista política e professora Maria do Socorro Braga (Unicamp), por outro lado, afirma que Bolsonaro deve conseguir turno atrair no segundo o apoio de diversos setores da direita brasileira.

Ela cita os exemplos da direita neoliberal, do partido União Brasil (fusão do DEM com o PSL), que no primeiro turno estava formalmente ligado à candidatura presidencial de Soraya Thronicke (União Brasil-MS), e de setores do PSDB, formalmente ligados à candidatura presidencial de Simone Tebet (MDB-MS).

“No segundo turno, o ex-presidente Lula terá muito maior dificuldade de arregimentar esses setores mais à direita. Os Estados serão fundamentais para fortalecer o Bolsonaro, especialmente no Sudeste e no Sul”, diz Braga.

Para a pesquisadora, haverá também aproximação de aliados de Bolsonaro no Congresso que não fizeram campanha para o presidente no primeiro turno, sob o temor de perderem votos em regiões onde Lula lidera com folga, mas que estarão de certa forma mais desimpedidos para apoiá-lo no segundo turno presidencial.

Via BBC News

Minas Gerais reelege o governador Romeu Zema (Novo)

As eleitoras e os eleitores de Minas Gerais (MG) reelegeram Romeu Zema (Novo) como governador do estado para os próximos quatro anos. Até as 20h deste domingo (2), com 92,54% das urnas apuradas, ele havia recebido 5.677.713 votos, o que equivale a 56,71% do total de votos válidos. A disputa foi contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que obteve 3.459.551 votos (34,55%).

Compareceram às urnas no estado um total de 77,79% de eleitoras e eleitores. Votaram em branco 1,81% das pessoas; outras 3,20% anularam o voto. A abstenção foi de 22,21%.

Romeu Zema (Novo) nasceu em Araxá (MG), na região do Triângulo Mineiro. O atual governador de Minas tem 54 anos, é formado em Administração e iniciou a vida política em 2018, vencendo a primeira eleição para o mesmo cargo, no segundo turno. Antes de ingressar na vida pública, foi presidente do Conselho de Administração do Grupo Zema, composto por empresas de varejo, distribuição de combustíveis, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Em 2022, concorre pela coligação Minas nos Trilhos (PP/Pode/Solidariedade/Patriota/Avante/PMN/AGIR/DC/MDB/Novo). Seu vice é o advogado e vereador de Belo Horizonte (MG) professor Mateus (Novo), de 41 anos.

Minas Gerais não terá proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas nas eleições

Minas Gerais não terá proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas em razão das eleições do próximo domingo (2). A informação deve ser oficializada nas próximas horas.

Uma fonte do governo de Minas informou que a decisão segue exemplo do que ocorre em outros estados. Lembrou ainda que no pleito de 2020 o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a proibição, mas o governo se posicionou contra. “Neste ano, manteremos a posição de não editar. E tudo indica que o tribunal também não o fará”.

Segundo o TRE, a proibição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas no dia da eleição “já foi objeto de deliberação pelo Gabinete Institucional de Segurança, ocasião em que concluíram que a definição sobre sua edição ou não compete exclusivamente à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública”.

Pedido da Abrasel-MG

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) solicitou ao governador Romeu Zema que não haja decretação da ‘Lei Seca’ eleitoral em Minas. O pedido foi reforçado pelo próprio presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, na última segunda-feira (19), durante encontro do dirigente com o governador de Minas.

“O faturamento dos bares e restaurantes aos domingos é cerca de 70% maior do que as receitas registradas nos dias de semana. Logo, dois domingos do mês sem poder vender bebidas alcoólicas, trará grandes impactos na situação financeira dos estabelecimentos, principalmente neste momento onde a lucratividade tem sido comprometida pela inflação”, informou Matheus Daniel, na última sexta-feira (19), por meio de nota.

Na manhã desta terça, associação informou ”continua aguardando resposta do TRE-MG sobre o assunto”. (Itaiaia)

Debate inédito entre candidatos a deputado estadual é realizado pelo Jornal Folha Regional

Imagem: Jornal Folha Regional.

O Jornal Folha Regional realizou na noite da última segunda-feira (19), em São José da Barra (MG), o ‘Encontro com candidatos a deputados estaduais’ da região. Todo o evento foi transmitido ao vivo pela fanpage e youtube do Folha Regional e por meio de um pool reunindo diversos veículos de comunicação.

Treze candidatos foram convidados para participarem do encontro, destes, dois não confirmaram presença, são eles: Dalmo Ribeiro, do PSDB, e Ricardo do Itapiché, do PMN. Apesar de ter confirmado presença, o candidato à reeleição, Cássio Soares, do PSD, não compareceu, porém enviou um ofício à equipe.

‘’Gostaria muito de estar presente e participar deste evento importante para a democracia, pois sou a favor do diálogo e do bom debate em busca de resultados concretos. É dessa forma que conduzo o meu trabalho desde que assumi o meu primeiro mandato, há quase

12 anos. No entanto, não consegui sair de Belo Horizonte a tempo, já que havia assumido

compromissos parlamentares inadiáveis. Permanecerei pronto para quaisquer manifestações posteriores, caso seja de interesse deste veículo de comunicação’’, informou o candidato através do documento.

Estiveram presentes os candidatos: André Patti (União Brasil), Antonio Carlos Arantes (PL), Belinha (PL), Elaine Maia (NOVO), Dr. Luiz Henrique Delfrano (Republicanos), Juarez (PT), Pedrinho Minasacontece (União Brasil), Rodrigo Maia (PP), Weberson Estevão (Democracia Cristã) e Abner Faria (PL).

A comissão convidada foi composta por: Bruna Bernardino, presidente da Associação dos Empresários do Turismo de São José da Barra (ASETUR), Dionatan Silva de Moura, advogado e presidente da Câmara de São Pedro da União, Guilherme Romero, ceo da Sky Empreendimentos e Construções, Júnia Flávia Bueno da Silva, advogada, Luciene Garcia, jornalista do Estado de Minas, Portal UAI e colunista da Folha da Manhã e Observo e Zé Renato, jornalista da TV Ok.

Em seu primeiro discurso de abertura, o candidato Abner Faria, apoiador do presidente Bolsonaro, declarou em tom de protesto, que não participaria do encontro e se retirou do local.

‘’Muitos candidatos aqui presentes me chamaram para desistir da minha candidatura e apoia-los, porque eu e não eles? Jamais abriria mão dos meus valores e princípios. Agradeço ao Folha Regional pelo convite, mas em respeito aos meus valores e princípios não continuarei neste encontro, pois não compactuo com esses candidatos, não generalizando, oportunistas’’, disse Abner.

Em seguida, o candidato Pedrinho Minasacontece, que também apoia o atual presidente, respondeu a declaração.

‘’O candidato tem que estar preparado, quando chega aqui, está com ‘colinha’, começa tremedeira, começa a chamar os outros de oportunistas, quero saber onde estava esse pessoal que está vestindo camiseta verde e amarelo em 2018, porque aqui sim está o suplente deputado federal do Bolsonaro no Sul de Minas’’.

Durante uma resposta do candidato Rodrigo Maia (PP), a uma pergunta realizada pelo candidato Juarez (PT), o candidato Weberson (Democracia Cristã) chamou Rodrigo de mentiroso, o qual pediu direito de resposta e foi concedido. Em seguida, o candidato do PP escolheu o da Democracia Cristã para fazer a pergunta. Weberson foi indagado sobre seus projetos para o esporte em Minas Gerais e disse que atualmente existem diversas quadras inacabadas em escolas, o que dificulta a realização de práticas esportivas.

O candidato informou que um de seus projetos é construir uma pista de skate em Passos (MG) e disse que quando Rodrigo Maia foi vereador não construiu o espaço. Rodrigo respondeu que ‘’vereador não constrói nada’’. Weberson disse que Rodrigo, na ocasião, ‘’era um tipo de vereador que andava junto com o legislativo’’ e novamente afirmou que o candidato é mentiroso, pois ‘’precisa de muito mais votos do que está falando e não apenas de 25 mil’’.

Diversas pautas relevantes para a sociedade foram abordadas durante o encontro, como turismo, violência doméstica, educação, saúde e infra estrutura. 

Nesta terça-feira (20), acontece o encontro entre candidatos a deputado federal, às 20h. Como de praxe, o evento será transmitido pela fanpage no Facebook e canal no Youtube do Jornal Folha Regional e demais veículos de comunicação.

TSE decide que eleitor deve entregar celular aos mesários na hora da votação

Eleitores de Valparaíso, Goiás, vão ás urnas para as eleições municipais 2020.

Na sessão de julgamentos desta quinta-feira (25), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, que os mesários têm autorização para reter os aparelhos de celular e afins. A medida corrobora a proibição legislativa de portar esses tipos de aparelhos na cabine de votação.

O plenário examinará um novo texto para a resolução que estará em vigor durante as eleições.

“Se o eleitor não quiser deixar com o mesário, já sabe que deverá deixar em casa, no carro ou com algum parente para que se evite a possibilidade de gravação ilícita”, disse o ministro Alexandre de Moraes durante a discussão.

Para Moraes, não é possível e legal entrar com celulares na cabine de votação.

“Houve uma flexibilização do TSE permitindo desde que desligado, no bolso. Obviamente percebemos que isso não é satisfatório.”, disse o ministro.

Na sessão desta quinta, os ministros analisaram uma consulta do União Brasil, em que o partido indagou também se permanecem em vigor a utilização de detectores portáteis de metal para impedir o uso de equipamentos eletrônicos na cabine de votação, onde houver indícios de coação aos eleitores.

Os ministros também decidiram que o uso detectores portáteis, de forma excepcional, deve ser uma consulta ao juiz eleitoral. Atualmente não há previsão de detectores porque não há norma regulamentar.

Segundo o relator, ministro Sergio Banhos, há normas que reforçam a proibição de entrar na cabine de votação com instrumentos capazes de comprometer o sigilo do voto, determinando que o eleitor deixe o celular com o mesários, assim como título e outro documento com foto.

O ministro Alexandre de Moraes disse que há uma preocupação com o uso de celulares na votação.

“O sigilo fica comprometido. Ontem tivemos reunião com os comandos das Polícias Militares. A preocupação da coação do exercício do voto, ou sejam milícias pedindo a gravação do voto, a questão da corrupção e as tradicionais fraudes, nas quais a pessoa diz que não aparece o número e monta um vídeo para tentar que houve fraude.

Moraes também defendeu que se alguém fraudar e for pego com o celular, o mesário deve chamar o juiz eleitoral, que deve chamar a Polícia Militar.

Moraes lembrou que esteve na semana passada com presidentes dos TREs e que todos pediram a vedação do uso de celulares e a elaboração de cartazes com a proibição.

TRE envia 300 urnas eletrônicas para Cartório Eleitoral de Passos

O Cartório Eleitoral de Passos recebeu, na última quarta-feira, 300 urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de outubro. A distribuição dos equipamentos em Minas começou no dia 1º de agosto e a previsão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) é finalizar a entrega até o dia 26 deste mês.

Em Passos, serão 1.032 mesários, sendo 258 seções, com quatro mesários em cada. O chefe do Cartório Eleitoral, Alexandre Araújo, afirma que o treinamento dos mesários vai acontecer no dia 7 de setembro, sendo presencial, e para as demais funções será por aplicativo.

De acordo com o Tribunal Eleitoral, em Passos são mais de 80 mil eleitores, sendo que cerca de 42 mil são mulheres.

DISTRIBUIÇÃO

Em Minas, cerca de 55 mil urnas eletrônicas estão sendo distribuídas para os cartórios eleitorais. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para que os equipamentos cheguem aos 853 municípios no estado e garantam a votação de mais de 16 milhões de eleitores, o esquema logístico envolve muita gente e muita organização.

De acordo com o TRE-MG, serão enviadas 48.917 urnas para 851 cidades do interior do estado e os 4.982 equipamentos que serão usados em Belo Horizonte e os 1.423 em Contagem permanecem armazenados em um depósito do tribunal na região metropolitana de Belo Horizonte, até a véspera do 1º turno das Eleições 2022, marcado para o dia 2 de outubro. Segundo o TRE, os números referentes às urnas podem ser alterados.

Cerca de 40 servidores e funcionários terceirizados do TRE estão envolvidos na missão e mais de 90 caminhões serão utilizados no transporte das urnas eletrônicas. Eles percorreram cerca de 72 mil quilômetros pelas estradas de Minas Gerais.

Para que as urnas cheguem em segurança às zonas eleitorais, os caminhões são trancados e lacrados e contam com rastreadores. O deslocamento é monitorado pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Quando cada caminhão chega ao destino, as urnas são armazenadas em local definido pelo chefe de cartório e juiz de cada zona eleitoral e contam com vigilância da Polícia Militar. (Clic Folha | Ana Caroline Diniz)

Novas urnas começam a chegar aos Cartórios Eleitorais do Sul de Minas

As novas urnas que serão utilizadas nas Eleições 2022 começaram a chegar ao Sul de Minas. O Cartório Eleitoral de Varginha já recebeu 411 equipamentos, que serão distribuídos também para Elói Mendes e Carmo da Cachoeira. A tecnologia conta também com novo sistema para o trabalho dos mesários.

Antes de chegarem a Varginha, as 411 urnas passaram por uma série de testes de segurança e, agora, passaram por outros. Os equipamentos são do modelo 2020, mas não foram utilizadas nas eleições municipais realizado há dois anos. Elas foram desenvolvidas em Santa Rita do Sapucaí logo após o pleito daquele ano.

O técnico judiciário do Cartório Eleitoral de Varginha, Luiz Gustavo Chaves, explicou que, a nova urna deixou mais visível as fotos dos candidatos no leitor (veja a ordem de votação mais abaixo). Ele salientou, ainda, que a votação só é encerrada após o eleitor confirmar ao ver a imagem e o nome do candidato, confirmando posteriormente.

“A urna não passa para frente sem que de fato o eleitor veja o candidato dele. Só depois de confirmado é que libera para a votação no próximo cargo”, disse.

Ordem de votação:

  • Deputado Federal
  • Deputado Estadual
  • Senador
  • Governador
  • Presidente

O técnico judiciário também explicou que o equipamento também possui um novo terminal para o mesário. Nele, o profissional coloca o número do título de eleitor da pessoa e libera a urna para votação.

O sistema, segundo ele, faz com que o mesário saiba em qual parte da votação o eleitor está. Desta forma, o técnico explica que é possível evitar problemas de que o eleitor esteja tentando votar para um cargo diferente da sequência de votação.

“Tivemos em eleições anteriores casos de pessoas dizendo que não estavam vendo o candidato, ou que o candidato não aparecia. Ai quando comparecíamos à seção para ver o que estava acontecendo, a pessoa estava votando em um cargo com um número que não correspondia a nenhum candidato. Ai não apareceria mesmo”, falou.

O técnico judiciário pontuou, ainda, a situação dos mesários. Ele alerta que as pessoas que se candidataram para a função precisam confirmar a participação pelo email.

“As pessoas que se colocaram como mesários, já fizemos a nomeação de todos os mesários, então provavelmente [quem se candidatou] já recebeu um email. É preciso fazer a confirmação no sistema, precisamos que todos os mesários confirmem para que todas as mesas estejam prontas e possamos dar andamento a outras situações. Se não ficamos presos nesta questão dos mesários”.

Características da urna

Segundo informações do TRE-MG, a urna eletrônica modelo UE2020 tem um visual ligeiramente diferente dos modelos anteriores. O teclado fica abaixo da tela, e não mais ao lado. A tela, aliás, tem mais qualidade de vídeo, o que melhora a visualização de informações e fotos.

O terminal do mesário não tem mais teclado físico. Na nova urna, ele tem tela sensível ao toque (touchscreen), como em smartphones.

Quanto ao funcionamento da nova urna eletrônica, o processador é 18 vezes mais rápido que o modelo anterior, e a bateria terá duração por toda a vida útil da urna (10 a 12 anos), reduzindo os custos de manutenção.

Além disso, o modelo UE2020 conta com algoritmo criptográfico dos mais apurados atualmente disponíveis. E tem certificação pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil).

Conforme o TRE-MG, isso significa que um laboratório certificado pelo Instituto Nacional de Pesos e Medidas (Inmetro) fez uma avaliação do programa embarcado e do código-fonte e verificou que eles atendem plenamente aos requisitos do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que define as regras da ICP-Brasil.

Acessibilidade

Em 2022, tanto a urna UE2020 quanto aquelas de modelos anteriores terão novidades para facilitar o voto das pessoas que têm deficiência auditiva ou visual. Uma intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) indica o cargo que estão em votação em cada etapa.

O sintetizador de voz foi aprimorado. Além de melhorias na qualidade geral do áudio, agora são falados os nomes de vices e suplentes. Nas Eleições 2020, por exemplo, a urna só emitia um som informando o nome da candidata ou candidato titular.

E, para maior fidelidade na fala dos nomes dos concorrentes, é possível cadastrar um nome fonético. Isso significa escrever o nome do jeito que ele é falado. Assim, o software não erra e fala o nome dos candidatos e das candidatas corretamente.

Prefeito de Pouso Alegre, Rafael Simões deixará cargo no domingo para disputar eleições

O prefeito de Pouso Alegre (MG), Rafael Simões (União Brasil), deixará o cargo no próximo domingo (27) para disputar as eleições. Ele será pré-candidato a deputado federal.

Conforme informações da prefeitura, a passagem de cargo para o vice-prefeito, Coronel Dimas, vai acontecer no próximo domingo, às 9h30, na Câmara Municipal.

José Dimas da Silva Fonseca, o Coronel Dimas, tem 61 anos e foi comandante do 24º batalhão da Polícia Militar em Pouso Alegre e da 18ª região de Poços de Caldas.

Coronel Dimas trabalhou com Rafael Simões anteriormente na FUVS, fundação mantenedora do Hospital das Clínicas Samuel Libânio e depois na prefeitura, onde foi chefe de gabinete e vice-prefeito.

A 10 dias das eleições, Justiça Eleitoral de Minas lança programa contra fake news

10 dias das eleições municipais de 2020, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) lançou o programa “Minas contra as fake news”, a fim de impedir a propagação de notícias falsas sobre os envolvidos na corrida eleitoral. O projeto foi desenvolvido em parceria com o Instituto dos Advogados de Minas Gerais (Iamg).

Presidente do TRE-MG, Alexandre Victor de Carvalho destacou que o projeto tem outras instituições como parceiras para combater a desinformação por meio de campanhas diversas. O desembargador afirmou que o programa será vinculado à Escola Judiciária Eleitoral (EJE), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda irá perpetuar para outros pleitos.

“O programa não servirá apenas para que possamos combater essa chaga das fake news durante as eleições municipais deste ano, mas nós transformaremos esse núcleo de enfrentamento à desinformação em um núcleo permanente, vinculado à Escola Judiciária Eleitoral. Com apoio de entidades, de instituições como o Iamg, e outras entidades que iremos agregar”, afirmou Alexandre.

Entidades como o Gabinete Institucional de Segurança (Gis) e o Núcleo de Enfrentamento à Desinformação (Ned), ambos do próprio TRE-MG, também fazem parte da iniciativa. Esta será mais uma campanha contra as fake news, já que o TSE já instaurou uma com o slogan: “Se for fake news, não transmita”.
“Queremos que o TRE capitaneie o combate às fake news não somente no período eleitoral, mas também fora do período eleitoral, conscientizando as pessoas de que as fake news são um vírus digital terrível que impacta negativamente na vida de todos nós”, completou o presidente do TRE-MG.

Em 2020, Minas Gerais terá 79.733 candidatos aptos a disputar as eleições. Desses, 2.124 são candidatos a prefeito, outros 2.124 são concorrentes como vice e 74.281 tentam ser ocupar uma cadeira na devida Câmara Municipal. O primeiro turno das eleições deste ano acontece em 15 de novembro. O segundo, caso necessário, será no dia 29 do mesmo mês.

Fonte: Estado de Minas

PF usará drones para flagrar crimes como boca de urna

Nas eleições municipais de novembro, a Polícia Federal (PF) deverá usar drones para prevenção e repressão de crimes eleitorais como boca de urna e transporte irregular de eleitores.

De acordo com o órgão, mais de 100 aeronaves pilotadas remotamente deverão ser alocadas em municípios considerados estratégicos, em todos os estados. A intenção é que os equipamentos sobrevoem as zonas eleitorais de modo a inibir e flagrar a prática de condutas vedadas nos dias de votação.

Segundo a PF, os drones possuem câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entregas de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez.

As imagens capturadas serão transmitidas a uma equipe da PF que estará preparada para monitorar todas a eleição em todo território nacional, determinando a adoção as medidas cabíveis diante de atividades suspeitas, informou o órgão.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação será sempre das 7h às 17h, no horário local.

Fonte: Agência Brasil

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