Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Pais e responsáveis por alunos da rede estadual de ensino reclamam de greve dos servidores da educação; SSE/MG se posiciona

Professores e servidores da rede estadual de educação estão em greve desde o início de março. A principal reivindicação da categoria é o pagamento do piso salarial, o que implicaria reajuste de 33, 24%. Porém, a paralisação não tem agradado diversos pais ou responsáveis pelos alunos.

A mãe de duas alunas da Escola Estadual de Furnas, em São José da Barra (MG) reclama que a greve irá comprometer futuramente as filhas a realizarem vestibulares e concursos. Ela ainda diz que devido às aulas remotas estabelecidas por consequência da pandemia da Covid-19, as filhas não adquiriram nenhum tipo de conhecimento nos últimos dois anos.

A responsável pelas alunas informou que ao procurar por uma servidora da Superintendência Regional de Ensino de Passos, a profissional a tratou mal, pedindo à mãe para se informar no sindicato e não na SRE.

‘’Por que a greve não foi aderida no período de pandemia? Por que não reivindicaram o aumento de salário na pandemia? Teve aula normal, mas daquele jeito, onde não aprendiam nada e passavam de ano normalmente. Minhas filhas fizeram todas as apostilas, e sabemos que tem alunos que não fizeram nada e a diretora escolar ligou para fazerem uma prova de 34 questões afirmando que todos iriam passar para o próximo período escolar”, afirmou a mãe.

Ela também critica o ensino em tempo integral, frisando que o plano prejudica as famílias. A mãe ainda diz que faltam alimentos para os alunos da Escola Estadual de Furnas, visto que a direção da mesma solicitou que sua filha levasse um litro de óleo para a escola.

“O período integral implantado na escola não está oferecendo resultados e sim tirando os filhos que ajudam os pais em casa, pois a maioria das famílias estão enfrentando problemas financeiros devido à pandemia e os pais ‘pobres’ contam com o apoio dos filhos diariamente para amenizar os problemas. E a escola no período vespertino não está tendo lanche, minhas filhas tiveram que levar óleo de casa para ajudar na escola. Como manter um período integral se não tem condições de dar alimentação para os alunos? As cantineiras fazem da tripa ao coração e a diretora deixa tudo para última hora”.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) disse que durante o período de suspensão das atividades escolares presenciais devido a pandemia, desenvolveu o Regime de Estudo não Presencial, que contou com três principais ferramentas para acesso aos conteúdos escolares: o Plano de Estudo Tutorado (PET), o programa Se Liga na Educação e o Aplicativo Conexão Escola.

‘’Além disso, foram realizadas avaliações diagnósticas, de forma individualizada, para apontar quais habilidades os estudantes conseguiram ou não consolidar durante o ensino remoto. Também foram ofertadas turmas de Reforço Escolar, priorizando estudantes reprovados e em progressão parcial, para os conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática, que também tem turmas previstas para este mês, apoiando os estudantes na consolidação dos conteúdos’’, informou a Secretaria.

Segundo a SEE/MG, a alegação sobre a falta de alimentação dos alunos da Escola Estadual de Furnas ‘’não procede’’.


‘’A alimentação escolar foi ofertada normalmente durante todos os dias letivos. A unidade escolar está recebendo os recursos em dia e dispõe de verba para disponibilizar a alimentação escolar de qualidade aos alunos e servidores. No momento, a unidade de ensino encontra-se paralisada em função da adesão dos profissionais da escola à manifestação. Vale destacar que, desde o ano passado, a SEE/MG dobrou o recurso destinado à merenda escolar, com um incremento de R$ 170 milhões sobre o valor que normalmente é repassado pelo Estado, totalizando R$ 340 milhões de recurso estadual’’.

A Secretaria disse que representantes do Governo de Minas mantêm diálogo com a categoria e têm participado das reuniões de conciliação realizadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Além disso, tramita atualmente projeto de lei enviado pelo Executivo que prevê o reajuste salarial de 10,06% para todos servidores públicos estaduais, incluindo os da Educação. ‘’O percentual estabelecido é o que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite no momento’’.

‘’Em decisão homologada em audiência de conciliação realizada na quinta-feira (31 de março) no TJMG, o Governo de Minas Gerais informou que vai destinar mais R$ 30 milhões para o pagamento do rateio extraordinário do Fundeb, com o objetivo de ampliar o número de servidores da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) a serem beneficiados. No dia 20 de janeiro de 2022, o Governo de Minas já havia pagado rateio extraordinário dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Foram distribuídos R$ 539 milhões entre os servidores da Educação lotados e em exercício nas escolas estaduais durante o ano de 2021, contemplando cerca de 226 mil cargos, conforme os critérios estabelecidos pela nova lei do Fundeb’’.

A SEE destacou que permanece vigente a decisão do TJMG, do dia 9 de março, que determinou a suspensão da greve dos servidores da educação, sob pena de multa diária no valor de R$ 100.000,00.

A Secretaria visa alinhar e planejar os procedimentos de reposição de aulas, sendo elaborado um cronograma para os dias paralisados, caso haja necessidade.

Apesar de a assembleia estar marcada para às 14h, a votação sobre a continuidade ou não da greve ainda não começou porque uma audiência de conciliação no TJMG está sendo realizada entre o governo de Minas e o Sindicato Único dos Trab em Educação de Minas Gerais (SindUTE).

Por causa de fofoca, aluna de 12 anos esfaqueia colega na saída da escola em MG

Uma fofoca na escola levou a uma briga de duas adolescentes que terminou com uma delas, de 14 anos, esfaqueada e em estado grave em Sete Lagoas (MG), na última quinta-feira (17). De acordo com a Polícia Militar, a suspeita, de 12 anos, foi apreendida junto com a faca utilizada no crime.

Uma testemunha contou que a suspeita tinha feito fofoca com seu nome e que foi tirar satisfação com ela. Nesse momento, a vítima entrou na discussão para defender a testemunha e, em determinado momento, partiu para agressão física com a suspeita.

A menina de 12 anos sacou uma faca e deu duas facadas na vítima. Uma atingiu as costas e a outra a barriga da adolescente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência socorreu a menina e a levou ao Hospital Municipal de Sete Lagoas, onde ela ficou internada em estado grave.

A mãe da vítima chegou ao local do crime muito exaltada e precisou ser contida pelos policiais. Ela gritava que iria matar a suspeita e “cobrar a diferença”.

Suspeita disse que já era ameaçada e por isso levou faca para escola

A adolescente agressora confessou o crime para a Polícia Militar. Ela disse que a irmã dela tinha se desentendido com outras alunas da escola e que ela estava sendo ameaçada desde então. Por causa disso, ela pegou uma faca de cozinha da sua casa e levou para a escola na cintura.

Ela relatou que ao fim da aula quando retornava para a casa, a testemunha e a vítima chegaram em um carro com alguns homens e começaram as ameaças. A menina relatou que, após levar um soco no rosto, ela sacou a arma e, só se lembra de ter dado um golpe na vítima.

Ainda na versão da suspeita, antes dela sacar a faca, a vítima pediu que a briga fosse filmada, já que ela queria divulgar nas redes sociais a agressão à suspeita do esfaqueamento.

Uma das pessoas que estava com a adolescente de 14 anos fez as imagens que já circulam nas redes sociais e foi reconhecida pela mãe da suspeita e apresentada à Polícia Militar. O caso foi repassado à Polícia Civil para investigações.

Estudantes do 6° ano do centro de São José da Barra terão que se matricular na Escola Estadual de Furnas

Os estudantes que irão cursar o 6º ano do Ensino Fundamental neste ano estão sendo obrigados a fazerem matrícula na Escola Estadual de Furnas, ou seja, estão sendo impedidos de estudarem na escola mais próxima de suas residências.

A superintendente Regional de Ensino de Passos (MG), Lael Helena Keller,  informou que não há quantidade suficiente de salas de aula na Escola Estadual Dr. Juscelino Kubitschek e que espaço como a biblioteca escolar não pode ser ocupado provisoriamente.

‘’Essa situação que está sendo imposta a tantas famílias está causando sofrimento a crianças que foram impedidas de frequentar as aulas presencialmente por causa da pandemia da Covid-19 e que deverão passar por readaptação, inclusive as crianças que moram na zona rural deverão sair bem mais cedo de casa por causa da escola ainda ficar mais longe’’, informou uma professora.

Os pais e responsáveis mostraram grande insatisfação com a decisão.

‘’Quando foi para fazermos a pré-matrícula, disseram que era para entrarmos no site que iria abrir em uma certa data, que o próprio site iria informar qual escola cada aluno ia estudar, e foi falado que as primeiras inscrições seriam realizadas aqui. Uma boa parte conseguiu fazer no dia anterior, porque o site ia abrir dia 17, e o site liberou para fazermos dia 16 à noite. Nós fizemos, mas a maioria foi mandado para Furnas’’, informou uma mãe de aluno.

A prefeitura emitiu um documento em que disponibiliza três salas de aula da Escola Municipal Profª. Maria Aparecida Passos para que o deslocamento dos alunos não seja necessário. 

No dia 29 de dezembro de 2021, estiveram reunidos na 27ª SRE – Passos, o vice-prefeito André, o superintendente Lael, o deputado federal Emidinho Madeira e representantes dos pais de alunos. Na ocasião, um abaixo-assinado formalizando o pedido foi protocolado.

‘’Pedimos o apoio dos deputados Cássio Soares , Antonio Carlos Arantes e Professor Cleiton e da vereadora Erika Machado e demais vereadores de São José da Barra’’, disse a professora.

Segundo a profissional da educação, em breve novas salas serão construídas na referida escola.

‘’Os pais e responsáveis desde já agradecem aos envolvidos e exigem uma solução com urgência, para que o direito de nossos filhos estudarem na escola mais próxima seja garantido’’.

Vejam o pedido que foi entregue na 27ª SRE de Passos, aos deputados mencionados e aos vereadores de São José da Barra.

Escolas Municipais de Alpinópolis recebem lousas digitais

Na manhã desta terça-feira (24), o prefeito de Alpinópolis (MG), Rafael Freire, esteve com a professora Zélia e diretora do Departamento Municipal de Educação, visitando a Escola Municipal Stella da Silva, na Vila Betânia, e a Escola Municipal Horácio Pereira Damásio, no São Benedito, para conferir a instalação das lousas digitais e o retorno das aulas presenciais.

As lousas digitais é um grande investimento em tecnologia de ponta para aproximar ainda mais a educação dos alunos e despertar neles o desejo pela busca do conhecimento. Uma aula dinâmica, interativa e conectada com o mundo lá fora em tempo real. 

Todas as escolas do município, da zona urbana e rural, receberão pelo menos uma lousa digital. A meta é ampliar este investimento para os próximos anos, buscando a modernização do ensino público em Alpinópolis. 

Vale lembrar que a rede municipal já conta com a Plataforma Iônica, um canal próprio onde os alunos têm aulas remotas e os pais podem acompanhar toda a vida escolar dos seus filhos, além de possuir um grande acervo de livros na biblioteca digital.

Jovens denunciam vereador por importunação sexual em vestiário de escola em Varginha

Um vereador de Varginha (MG), que também é candidato à reeleição, foi denunciado na polícia por importunação sexual de duas jovens no vestiário de uma escola da cidade. As vítimas têm 15 e 18 anos e treinam vôlei no local. Elas teriam sido espiadas pelo vereador por um buraco no teto enquanto trocavam de roupa no vestiário.

Segundo o boletim de ocorrência, as jovens relataram que Josué Campos Narciso (PP), conhecido como Zué do Esporte, pediu para que elas experimentassem peças de roupa, que seriam um uniforme de vôlei patrocinado, no vestiário da escola. Ele pedia que elas tirassem toda a roupa, inclusive as íntimas, durante a prova.


A jovem de 18 anos estranhou o pedido, mas seguiu para o vestiário. Ainda conforme a denúncia, no momento da troca, ela ouviu um barulho no teto e notou que o homem a observava.

Imagens registradas no local mostram o buraco supostamente usado pelo suspeito, com a ajuda de uma cadeira. A jovem de 18 anos detalhou o caso.

“Eu entrei pro banheiro e quando fui agachar para pegar minha roupa, escutei um ruído no teto. Aí olhei para cima e vi o ‘Zué’, nitidamente o rosto dele. Só que quando virei assim e vi, ele abaixou imediatamente para que eu não percebesse o rosto dele”.

Ela procurou a polícia, que também recebeu a denúncia da mesma situação de uma menor de 15 anos.

A produção da EPTV, afiliada da Rede Globo, entrou em contato com a defesa de Josué. O advogado Jonatan Luis de Oliveira Lima informou que o cliente nega as denúncias.

“Meu cliente, Josué Campos Narciso, nega com veemência qualquer fato criminoso imputado a ele, esclarecendo que no decorrer da Instrução Processual, provará cabalmente a sua inocência. Vale ressaltar que está à disposição da Autoridade Policial e da própria Justiça para prestar seus esclarecimentos”.

Diante das informações repassadas pelas vítimas, a polícia realizou buscas na casa do vereador. Ele não foi encontrado no imóvel, mas os militares apreenderam uma arma calibre 12, um CD e um HD externo.

O delegado Alexandre Boaventura informou que a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso. Até a última atualização da reportagem, Josué não tinha sido localizado e nem se apresentado à polícia.

“A notícia do crime tinha corrido em grupos de redes sociais e a partir de então ele não foi encontrado. Ele até tinha encaminhado uma mensagem falando que iria à delegacia prestar esclarecimentos, mas ele não compareceu”, detalhou Boaventura.

A polícia ainda acredita que novas vítimas podem ser identificadas e quer ouvir mais testemunhas na apuração do caso.

Uso irregular da escola

A perícia também foi chamada para as buscas na escola. No local, foi encontrada uma cadeira que dava acesso ao vão no teto e permitia a visão do vestiário.

“Inclusive, a perícia achou na parede em frente a essa cadeira o que parecia ser uma amostra de sêmen”.

A polícia foi informada que o vereador morava de forma provisória na escola, sem autorização. Lá, foram encontrados material de campanha eleitoral para a reeleição de Josué, o que não é permitido por se tratar de um local público.

“Isso já foi inclusive confirmado. Nós conversamos com a diretora da escola. Ela falou que ele não tinha autorização, mas que ele estava se valendo do local como residência. E lá nós encontramos inclusive material de campanha eleitoral dele. É incompatível com o local público, ele não deveria fazer isso naquele lugar”.

A prefeitura de Varginha, no entanto, negou que o vereador durma no local. Afirmou, em nota, que Josué tem um projeto de esporte na escola, mas que todos os projetos estão suspensos desde o dia 19 de março.

A Secretaria Municipal de Educação deve instaurar inquérito administrativo para apurar os fatos. A prefeitura disse, ainda, que o vereador não tem vínculo com a unidade escolar e que ninguém pode entrar nas escolas ou repartições públicas sem autorização, principalmente fora do horário de expediente.

Em nota, a Câmara Municipal disse que irá aguardar as investigações da polícia e que adotará as medidas necessárias.

O presidente do Partido Progressistas (PP), de Varginha, Leonardo Ciacci, disse que “o Partido Progressistas aguardará atento o posicionamento das autoridades e os ditames legais para as devidas providências. Como presidente de Partido, não tenho competência legal para retirar ou indeferir a candidatura do Vereador, já que foi aprovada durante as convenções”.

Em relação à candidatura do vereador, de acordo com o Cartório Eleitoral, como não há nenhuma uma decisão em transitado em julgado, ele segue como candidato.

Fonte: G1

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.