Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de clássicos como “Pantanal” e “O Rei do Gado” – Foto: redes sociais
O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira (7), aos 94 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações causadas por insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
O velório será realizado ainda nesta terça-feira, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro Bela Vista, na capital paulista. A cerimônia será aberta ao público entre 15h e 16h.
Em janeiro deste ano, o autor permaneceu internado por 19 dias no HCor para tratar uma infecção urinária associada ao quadro de insuficiência renal crônica.
Reconhecido como um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa construiu uma carreira marcada por histórias ambientadas no campo, abordando temas como a vida rural, a imigração italiana, os conflitos pela terra e os grandes romances. Seu estilo ficou conhecido por retratar personagens determinados, guiados por valores como honestidade, coragem e perseverança.
Entre suas obras mais emblemáticas estão Meu Pedacinho de Chão, Pantanal, Renascer, O Rei do Gado, Terra Nostra e Velho Chico, produções que marcaram gerações e ajudaram a consolidar a teledramaturgia nacional.
Nascido em 1931, na cidade de Gália, Benedito enfrentou dificuldades desde a infância após a morte do pai. Trabalhou em diferentes profissões antes de ingressar no jornalismo como revisor, experiência que despertou ainda mais seu interesse pela escrita.
Sua estreia na televisão ocorreu em 1966, na extinta TV Tupi. Ao longo da carreira, passou por diversas emissoras até alcançar grande sucesso na TV Globo. Em 1990, revolucionou a televisão brasileira ao escrever “Pantanal”, produzida pela extinta TV Manchete, novela que se tornou um dos maiores fenômenos da história da TV e décadas depois ganhou um remake escrito por seu neto, Bruno Luperi.
Com uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada à televisão, Benedito Ruy Barbosa deixa um legado de novelas que se tornaram referências da cultura brasileira e permanecem entre as mais lembradas pelo público.
Cultura e memória: Câmara de Alpinópolis e Afesmil realizarão homenagem à narradora América Krauss e ao seu trineto, o escritor Dimas Ferreira Lopes – Imagem: divulgação
A cidade de Alpinópolis, no Sul de Minas Gerais, será palco de uma importante celebração da memória cultural e literária da região. No próximo dia 20 de março de 2026, às 18 horas, a Câmara Municipal de Alpinópolis sediará uma Sessão Solene para entrega de Moção de Aplausos ao escritor e pesquisador Dr. Dimas Ferreira Lopes, trineto da renomada narradora América Krauss.
O evento, organizado pela Câmara de Alpinópolis em parceria com Academia Feminina Sul-Mineira de Letras, a AFESMIL, marca as efemérides dos 160 anos de nascimento e 70 anos de falecimento de América Krauss, figura de grande relevância para a cultura regional.
Reconhecida como referência das Oraturas da Serra da Mantiqueira e da Bacia do Rio Grande, América Krauss deixou um legado marcado pela tradição oral, pela preservação de histórias populares e pela valorização da cultura do interior sul-mineiro.
Durante a solenidade, o escritor Dimas Ferreira Lopes receberá a homenagem como representante da memória familiar e herdeiro dessa tradição cultural. A honraria oferecida pela Câmara Municipal, também simboliza o reconhecimento ao trabalho de preservação histórica e literária desenvolvido por seus descendentes.
Na ocasião, também serão reverenciados o neto e o bisneto de América Krauss, Omar Cabral Krauss e José Iglair Lopes, em reconhecimento à continuidade da memória e da história não apenas da família Krauss, mas desta porção da região sul-mineira.
O evento contará com a participação de convidados especiais da área cultural, artística e literária. A escritora Conceição Lima atuará como cerimonialista, e haverá intervenções do advogado e professor Ricardo Lima e Lima, da professora Valdete S. Ribeiro, do escritor, historiador e genealogista o Sargento Juliano Pereira de Souza, pesquisador da história regional, e de uma representante da AFESMIL, a escritora Dôra Borges, da cidade de Cássia.
A cerimônia ocorrerá no Plenário da Câmara Municipal de Alpinópolis, com transmissão on-line pelo canal oficial da Câmara no YouTube, permitindo que o público acompanhe a homenagem também de forma virtual.
Segundo os organizadores da AFESMIL, a solenidade representa não apenas um reconhecimento individual, mas sobretudo um tributo a uma família que, há gerações, se dedica à preservação da memória cultural do Sul de Minas. A celebração também evidencia a importância da tradição oral e das narrativas populares na formação da identidade cultural da região.
América Krauss
Segundo o historiador e escritor Sargento Juliano, América Krauss foi uma das mais importantes narradoras e difusoras das tradições orais do Sul de Minas Gerais. Nascida em 1865, na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, destacou-se ao longo de sua trajetória como dentista, maestrina, declamadora e, sobretudo, como guardiã das histórias populares da região. Dotada de extraordinária memória e sensibilidade cultural, reuniu ao longo da vida diversas narrativas, lendas e cantos transmitidos pelas antigas gerações, contribuindo para preservar um valioso patrimônio da chamada tradição das “oraturas sul-mineiras”.
Ainda segundo o historiador, sua influência cultural expandiu-se por toda a região por meio de sua própria família.
América Krauss teve oito filhos, que se estabeleceram em diferentes cidades do Sul de Minas, levando consigo os costumes, as histórias e o espírito cultural herdado de sua mãe, o que contribuiu para difundir e perpetuar esse legado em várias comunidades.
Entre essas localidades está o município de Alpinópolis, onde residiu Abrilino Cabral Krauss, conhecido como “Bilico”, filho de América Krauss e pai de Omar Cabral Krauss, que ali constituiu família e deixou descendentes. É justamente a partir dessa linhagem que surgem algumas das homenagens atuais, que buscam valorizar e preservar a memória da narradora.
Essas homenagens também integram uma série de iniciativas dedicadas aos descendentes de América Krauss e têm como objetivo fortalecer a valorização da memória cultural da região, além de contribuir para a criação do projeto “Caminho Narradora América Krauss”,(CNAK) iniciativa que pretende reconhecer os locais marcados pela presença de sua família e pela difusão das histórias e tradições que ajudaram a formar a identidade cultural sul-mineira.
A homenagem reafirma o compromisso das instituições culturais e do poder público em preservar e valorizar a tradição oral, a literatura regional e as personalidades que contribuíram para a formação da memória coletiva dessa porção meridional das nossas muitas Minas que são Gerais.
Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil – Vídeo: Instagram/Marcelo Henrique
O médico e escritor Marcelo Henrique Silva, natural de Passos (MG), conquistou um feito histórico: foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2025, o mais importante reconhecimento literário do país, na categoria “Eixo de Inovação – Escritor Estreante”, com o livro “Sangue Neon”.
A obra, que marca sua estreia na literatura, nasce de uma trajetória profundamente humana. Atuando há cerca de seis anos na saúde pública, Marcelo transformou suas vivências profissionais e pessoais em narrativa. O romance percorre o drama e a resistência de personagens como travestis, profissionais da saúde e comissários de bordo que lutam para sobreviver ao caos da chegada da epidemia do HIV no Brasil, entrelaçando essas histórias aos bastidores da criação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Mais do que ficção, “Sangue Neon” reflete um olhar sensível sobre a construção coletiva da saúde pública brasileira e sobre a dignidade em meio à tragédia. Para o autor, o prêmio representa não apenas o reconhecimento de um trabalho literário, mas também a celebração de um caminho que une arte e compromisso social. Marcelo destaca a alegria de poder levar o troféu para Minas Gerais e para sua cidade natal, Passos, sentimento que descreve como uma profunda honra e gratidão por representar seu estado e sua terra de origem em um dos palcos mais prestigiados da literatura nacional.
A cerimônia de premiação aconteceu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, reunindo escritores, editores e profissionais do setor em uma noite de celebração da literatura brasileira.
Criado em 1959 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti é considerado o mais tradicional do país e contempla 23 categorias distribuídas entre os eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Em 2025, o reconhecimento consagrou não apenas uma nova voz literária, mas também uma história de vida que pulsa entre a medicina e a arte.
Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil – Foto: Instagram/Marcelo Henrique
Médico passense vence o Prêmio Jabuti 2025 com livro que retrata epidemia do HIV no Brasil – Foto: Instagram/Marcelo Henrique
Escritor passense comemora premiação pelo livro ‘O Bicho’ – Foto: arquivo pessoal
O escritor, tradutor e professor passense, André L. Nascimento, autor do livro “O Bicho”, ficou em 3º lugar na categoria Distopia/Fantasia, na 6ª edição do Prêmio Ecos da Literatura, evento que valoriza a cultura e os talentos da escrita. O resultado foi divulgado neste mês.
“Essa premiação mostra o quanto nosso trabalho de anos finalmente está sendo reconhecido, além de abrir portas para que sejamos conhecidos pelo público e editoras. Este é o segundo prêmio de ‘O Bicho’. Em 2024, ele ficou entre os 10 melhores livros nacionais da Rolling Stone Brasil. Imaginar que um menino que cresceu na fazenda, sozinho, taxado como estranho por todos, que pensavam apenas coisas horríveis, conseguir colocar um livro seu em uma das maiores revistas do mundo é muito gratificante”, comemora.
A obra é baseada no poema, de mesmo nome, do escritor Manoel Bandeira. “Durante a pandemia, queria escrever algo mais íntimo e maduro. Eu já tinha um livro lançado, ‘O Coelho’, também premiado pelo Ecos. Então, veio a história da Dakota, uma cadela vira-lata em um mundo onde animais produzem humanos em larga escala em granjas e jaulas. Dakota resolve infiltrar-se pelo governo e vive uma aventura nos moldes 007 e Missão Impossível, entre romances e mistérios, para tentar mudar a realidade do seu mundo”, conta o autor.
André afirma que sempre gostou de ler, desde a alfabetização, ficava ansioso por receber novos livros da professora e imaginava as histórias, já que quase tudo para ele era visual.
“Lembro que usava os cadernos escolares para reescrever minhas versões de filmes que eu amava, como ‘O Parque dos Dinossauros’, ou criar meus roteiros de animes. A escola vivia chamando minha atenção, por não ter mais matéria. Uma vez, roubei um livro da biblioteca, e a, muito conhecida de todos, Dona Sílvia Helena Reis, mandou chamar meus pais. Eu queria muito ficar com aquela história, de uma borboleta azul, para mim. Então, arranquei todos os desenhos e meu pai teve que pagar o livro”, recorda.
Para ele, o ato de escrever foi a salvação. “Hoje estou aqui graças a esse dom. Por volta dos 14 anos, com a dificuldade de aceitação na família, na escola. descobrindo-me uma pessoa homoafetiva, o bullying e a constante imagem de que eu era feio e havia algo de errado comigo, vieram os pensamentos de findar a própria vida. Mas minha imaginação acabava me carregando para meus mundos imaginários e eu enganava o cérebro. Criava mapas, galáxias, monstros, desenhava, escrevia músicas (tocava violão e era fã de Senhor dos Anéis e Star Wars)”, ressalta.
“Não existe escritor que não seja leitor. Todos os dias me obrigo a ler, pelo menos, 10 páginas. Sempre estou com algo na mão, de papel, pois detesto livro de plástico e vidro (Kindle). Além disso, é preciso estudar. Escrever não é só talento, é técnica, é como o trabalho de um jogador de futebol (com a diferença de que, no Brasil, eles valem muito mais que um escritor)”, completa.
André revela que o terceiro projeto já está em andamento. “Agora, entra o trabalho da editora. Estou pronto para retornar ao público jovem com um romance/terror cheio de vampiros e aventura”, informa.
O livro “O Bicho” está disponível para vendas desde junho de 2024, e pode ser adquirido em @amazonbrasil e @editoraflyve. André é graduado em Matemática pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Letras pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e pós-graduado em Ensino de Língua Inglesa pela Cruzeiro do Sul/Universidade de Franca (Unifran).
Premiação
O Prêmio Ecos da Literatura, foi idealizado pelo autor e pesquisador Wellington Budim, em 2018, abrangendo 24 categorias, entre físico e digital, sendo 21 elegíveis por voto popular e três por uma comissão julgadora. Cada escritor pode concorrer em até três categorias. Ao longo desses seis anos, o prêmio atingiu autores de todo o Brasil, chegando à 24 estados mais o Distrito Federal com um total de 118 autores premiados, 965 obras inscritas e divulgadas e mais de 100 mil votos.
Escritor passense comemora premiação pelo livro ‘O Bicho’ – Foto: arquivo pessoal
Escritor passense comemora premiação pelo livro ‘O Bicho’ – Foto: arquivo pessoal
Conheça a história de vida do Policial Militar, que tem como hobby a escrita. Cabo Juliano, além de fazer seu trabalhando com excelência à frente da PM, tem a comunicação como sua segunda vocação.
Juliano Pereira de Souza nasceu em 21/07/1985 em Alpinópolis (MG), filho de Domingos Antônio de Souza e Maria Izabel Pereira de Souza, tem como avós paterno Antônio Sebastião de Souza e Maria Conceição Vilela, avós materno Vicente Basílio Pereira e Ana Avelina Alves.
Bisneto de Sebastião Cândido de Souza e Maria Cândida de Jesus (pais de Antônio) e Francisco Quirino Vilela e Ana Marotti (pais de Maria, e também de Basílio Antônio Pereira e Madalena Maria de Jesus (pais de Vicente) e Antônio Avelino Alves e Mariana Cândida de Jesus (pais de Ana).
Sua descendência paterna é originária de Ana Teodora de Figueiredo, “Dona Indá” e do Alferes José Justiniano dos Reis, fundadores de Alpinópolis, a tão conhecida “Ventania”.
Juliano Estudou o ensino primário na E. M. Horácio Pereira Damásio e posteriormente o Ensino Fundamental e Médio na E. E. Dona Indá.
Em sua adolescência trabalhou como vendedor ambulante e comerciante, após, ingressou na PMMG em 01/01/2006 na cidade de Bom Despacho, onde fica localizado o 7º Batalhão da PMMG, cursando CTSP (Curto Técnico de Segurança Pública). Durante a realização do curso devido sua competência intelectual ficou classificado entre os melhores Soldados daquele curso. Após, sua formação em 31/10/2006, foi transferido para sua terra natal, onde exerce suas atividades como policial militar.
Foi promovido a Cabo no ano 2015, devido a tempo de serviço e no ano 2016 foi condecorado com a Medalha de Bronze, devido aos bons serviços prestados a PMMG.
No ano de 2016 e 2018 recebeu homenagem da Câmara Municipal de Alpinópolis com a “Moção de Aplausos”, devido aos bons serviços prestados a comunidade no âmbito da segurança pública. Em 2019 foi agraciado com o diploma de destaque operacional na área de prevenção de crimes.
Atualmente, o Cabo exerce a função na comunicação organizacional, divulgando para a imprensa os serviços prestados as comunidades alpinopolense e São José Barrense, fato que contribui imensamente para a credibilidade da instituição militar nos municípios e região, proporcionando o aumento da sensação de tranquilidade da população.
Desde 2009, em suas horas de folga, o Militar exerce a função de Historiador e Genealogista auto ditada, resgatando informações em cemitérios, paróquias, cartórios, arquivos das comarcas e centros de memória de algumas localidades da região, bem como colhendo depoimentos de pessoas mais idosas para gerações mais novas. Já realizou pesquisas nas cidades de Alpinópolis, Carmo do Rio Claro, Conceição da Aparecida, Nova Resende, São José da Barra e Passos.
Tais informações são de enorme importância sobre a história e a genealogia dos municípios da região, e com isto vem criando um acervo histórico de documentos e fotografias para conservar a história regional.
Está sempre em diálogo e cobrando das autoridades locais, afim garantir e preservar a história em especial do município de Alpinópolis.
Juliano inscreveu-se em 2018 para integrar como membro no CBG (Colégio Brasileiro de Genealogia), sendo aceito pelo conselho da instituição. No ramo da Genealogia está pesquisando sobre a descendência de Ana Teodora de Figueiredo, “Dona Indá” e seu marido o Alferes José Justiniano dos Reis, que foram com os doadores do patrimônio do padroeiro São Sebastião da cidade de Alpinópolis, antiga “Fazenda Ventania”. A pesquisa atualmente está com aproximadamente 1800 páginas e abrange vários sobrenomes de famílias da cidade e região: Figueiredo, Vilela, Reis, Faria, Rodrigues, Alves, Freire, Silva, Garcia, Oliveira, Borges, Lemos, Ferreira, Lima, Paula, Agelune, Pereira, Andrade, Bueno, Brasileiro, Ribeiro, Morais, Carvalho, Ávila, Damasceno, Nunes, Krauss, Silveira, Pires e outros.
Devido a sua boa convivência e presteza, já foi solicitado por outros historiadores e genealogistas para contribuir com pesquisas e materiais, fato prontamente atendido.
Contribuiu com a publicação em 2015 da Inspetora e historiadora Irene Gonçalves Brasileiro Pimenta, para a publicação: “A Descendência da Família Brasileiro e Alves de Figueiredo”; bem como também foi solicitado a contribuir com material fotográfico para o livro “Sentido das Águas”, publicado em 2016, pela Editora Plusinfo. Em 2020 publicou o livro “Ventania Valorizando Nosso Povo”, que trata de personagens históricos que ainda não foram reconhecidos pelo poder público Alpinopolense e não foram homenageados em seus logradouros, o livro ressalta os feitos de cada personalidade.
Uma fanpage foi criada para divulgação dos trabalhos do Militar Escritor: