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Jornal Folha Regional

Após investigações iniciadas em Paraíso, PF prende suspeitos de fraudarem o PIS

A Polícia Federal prendeu na manhã da última segunda-feira (7), em Ribeirão Preto (SP), oito pessoas suspeitas de ligação a fraudes de benefícios sociais, como o Programa Integração Social (PIS).

As investigações começaram a seis meses em São Sebastião do Paraíso (MG), após uma pessoa fazer várias tentativas de saque na agência local da Caixa Econômica Federal.

Dois suspeitos continuam foragidas e o prejuízo causado pela quadrilha é estimado em mais de R$ 150 mil.

No começo das investigações, um dos líderes do bando esteve em São Sebastião do Paraíso e foi denunciado após uma tentativa de saque no PIS. Um funcionário do banco percebeu a atitude suspeita do criminoso que portava vários cartões bancários. O homem conseguiu sair do banco antes da chegada da Polícia Militar, porém a placa do veículo que ele conduzia foi anotada e repassada à polícia, o que possibilitou na sua prisão.

Ao longo das investigações foram apreendidos vários documentos, cartões, computadores e outros objetos usados nas tentativas de fraudes.

Os presos foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto.

Grupo do ramo atacadista é investigado por esquema de fraude no Sul de Minas

Um dos maiores grupos do ramo atacadista no país foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quinta-feira (26/11). Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na sede e na filial da empresa, em Poços de Caldas, Sul de Minas.

Também foram cumpridos nove mandados em Belo Horizonte e em cidades da região metropolitana, como Contagem e Nova Lima. Após uma vistoria nos locais, a polícia recolheu documentos e computadores.

De acordo com a investigação, o grupo integra um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Os envolvidos criavam empresas fantasmas dentro e fora do estado e emitiam notas fiscais falsas usadas para reduzir o valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O desvio pode chegar a R$ 70 milhões.

Essa operação recebeu o nome de ‘Alma Penada’ e é o desdobramento de um trabalho policial de 2018 quando o esquema começou a ser apurado. O nome escolhido faz alusão às empresas fantasmas criadas pelo grupo. O Ministério Público, a Secretaria Estadual de Fazenda e a Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais também participaram da Operação.

Além dos crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, os envolvidos podem responder por organização criminosa. A pena somada chega a 10 anos de prisão.

Investigação combate fraude de indústria ótica em Montes Claros

A Receita Estadual e o Ministério Público deflagraram, na última quinta-feira (22), uma operação para combater esquema de sonegação de impostos, montado por empresários de uma indústria ótica com sede no município de Montes Claros (MG). Ao todo, a operação Miopia cumpriu seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em endereços comerciais e quatro em residências dos suspeitos de envolvimento na fraude.

Os primeiros levantamentos feitos por auditores fiscais da Receita Estadual apontam que a empresa, que vende seus produtos em Minas Gerais e em outros estados, vem maquiando o balanço contábil e, consequentemente, deixando de recolher os impostos devidos ao Fisco. Somente nos últimos cinco anos, foram R$ 6 milhões de ICMS não recolhidos aos cofres públicos.

Teia de irregularidades

As investigações também revelam a sofisticação da fraude, que incluía pedido de recuperação judicial da indústria alvo da operação e criação de empresas de fachada abertas por “laranjas”.

“Nossas equipes identificaram que, para estabelecer concorrência desleal, prejudicar fornecedores e, principalmente, deixar de recolher o ICMS, a empresa montou uma verdadeira teia de irregularidades com o propósito de enganar a Receita Estadual”, analisou Saulo Silqueira, superintendente regional da Fazenda em Montes Claros.

Ainda segundo o superintendente, todo o material apreendido durante a operação será analisado pelos auditores fiscais e não está descartada a possibilidade de o valor sonegado ser ainda maior.

Operação

O nome da operação Miopia é uma referência à condição humana de quem tem uma visão distorcida da realidade.

A ação desta quinta-feira teve o apoio da Polícia Militar e contou com a participação de 12 auditores fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais e servidores do Ministério Público.

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