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Jornal Folha Regional

Estudantes da UEMG são condenados por injúria racial durante trote universitário em Frutal

Estudantes da UEMG são condenados por injúria racial durante trote universitário em Frutal – Foto:

Três estudantes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) foram condenados pela Justiça por injúria racial qualificada após um episódio ocorrido durante um trote de recepção de calouros realizado em março do ano passado, no campus de Frutal, no Triângulo Mineiro.

O caso envolveu a exposição de uma aluna a uma situação de constrangimento público, quando os acusados colocaram nela uma placa com a palavra “bombril”, em referência ao cabelo da vítima. A conduta foi considerada pelo Judiciário como racismo recreativo.

Cada um dos réus recebeu pena de três anos de reclusão em regime inicial aberto, além do pagamento de 15 dias-multa. Também foi fixada indenização no valor de R$ 10 mil para a vítima. As penas privativas de liberdade foram substituídas por prestação de serviços à comunidade e pagamento de cinco salários-mínimos. Ainda cabe recurso da decisão.

A sentença foi proferida no dia 21 de janeiro pelo juiz Thales Cazonato Corrêa, da 2ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Frutal. O magistrado reconheceu a existência de racismo estrutural e aplicou a qualificadora prevista no artigo 20-A da Lei 7.716/89, por se tratar de crime cometido em contexto de recreação.

Conforme descrito no processo, cada um dos envolvidos teve participação distinta no episódio: um dos estudantes criou e sugeriu o apelido de cunho racista; outro, que ocupava o cargo de vice-presidente do grupo organizador do trote, autorizou o uso do termo; e a terceira aluna foi responsável por confeccionar a placa e entregá-la à vítima.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que recorrerá da dosimetria da pena, buscando a aplicação da punição máxima prevista em lei. Na argumentação, o órgão utilizou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e rechaçou justificativas como a alegação de ausência de intenção por se tratar de um evento festivo ou a tentativa de minimizar o crime sob o argumento de convivência com pessoas negras.

Em entrevista, a vítima declarou estar aliviada com a condenação e afirmou que espera que o caso sirva de exemplo. “Essa luta não é só minha. Racismo é crime”, afirmou.

A UEMG informou, por meio de nota, que instaurou procedimento administrativo logo após o ocorrido para apurar os fatos no âmbito institucional. Uma comissão foi criada para ouvir estudantes, servidores e docentes, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Como resultado do processo interno, um dos estudantes teve o vínculo com a universidade encerrado por decisão do Conselho Universitário. Os outros dois foram suspensos das atividades acadêmicas por 30 dias, conforme deliberação da comissão.

A universidade reforçou seu posicionamento contra qualquer forma de discriminação e afirmou que mantém o compromisso com a promoção dos direitos humanos e de um ambiente acadêmico pautado no respeito, na dignidade e na convivência ética.

Minas Gerais registra sexto tremor de terra em agosto

Frutal já registrou outros tremores de terra ao longo de 2025 – Foto: reprodução

O estado de Minas Gerais registrou, na tarde de terça-feira (26), o sexto tremor de terra somente neste mês de agosto. De acordo com a RSBR (Rede Sismográfica Brasileira), o abalo sísmico de magnitude 2.3 na Escala Richter, ocorreu às 14h13 e teve epicentro localizado próximo à cidade de Frutal (MG).

O sismo foi registrado pelas estações da RSBR e analisado pelo Centro de Sismologia da USP. O órgão ainda informou que não houve relatos de que o tremor teria sido sentido pela população.

O caso em Frutal é o mais recente entre os seis fenômenos que ocorreram em agosto. Segundo as informações analisadas, esse é o quarto dia seguido que um abalo é resgitrado no estado mineiro. Veja abaixo a lista de tremores que ocorreram durante o mês:

  • 01/08 – Planura/MG: Magnitude 2.2 mR
  • 15/08 – Araçuaí/MG: Magnitude 1.9 mR
  • 23/08 – Sete Lagoas/MG: Magnitude 1.9 mR
  • 24/08 – Sete Lagoas/MG: Magnitude 2.5 mR
  • 25/08 – Pirajuba/MG: Magnitude 2.8 mR
  • 26/08 – Frutal/MG: Magnitude 2.3 mR

Um sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Bruno Collaço, afirmou que tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns. “É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explica o especialista.

Entenda a Escala Richter

Os cientistas usam a “escala de magnitude de momento” para categorizar a força e o tamanho dos terremotos de uma forma mais precisa do que a “escala Richter”, usada há muito tempo, afirma o Serviço Geológico dos EUA.

Esta escala de magnitude de momento é baseada no “momento sísmico” do terremoto, que explica o quanto a crosta terrestre se desloca em um terremoto, o tamanho da área ao longo da fissura da crosta e a força necessária para superar o atrito naquele local, juntamente com o ondas sísmicas que a mudança cria.

A magnitude do momento será maior se houver mais atrito e deslocamento ao longo de uma distância maior.

As ondas sísmicas são medidas por sismógrafos, que utilizam um pêndulo preso a uma mola que se move com o tremor da Terra, gerando uma espécie de gráfico denominado sismograma.

A magnitude é classificada em 10 números, com cada aumento de número inteiro igual a 32 vezes mais energia liberada.

Medindo a intensidade de um terremoto

A intensidade de um terremoto é medida usando a “Escala Mercalli Modificada” de intensidade, ou MMI.

Ele mede a força do abalo de um terremoto em locais específicos ao redor de seu epicentro – o ponto na superfície da Terra diretamente acima da origem subterrânea do terremoto.

A escala MMI usa algarismos romanos para determinar a intensidade de um terremoto com base em avaliações de danos estruturais e relatórios de observadores.

É importante considerar a intensidade, uma vez que o terreno, a profundidade, a localização e muitos outros fatores desempenham um papel significativo na devastação que um terremoto pode causar.

Cidade de Minas registra dois tremores de terra em 11 minutos

Cidade de Minas registra dois tremores de terra em 11 minutos - Foto: reprodução
Cidade de Minas registra dois tremores de terra em 11 minutos – Foto: reprodução

Dois tremores de terra foram registrados no município de Frutal (MG), nesta terça-feira (18), de acordo com o Observatório Sismológico da Universidade Federal de Brasília. Um dos abalos sísmicos chegou a magnitude 4,1. 

O tremor foi registrado por volta de 10h08. Instantes depois, às 10h19, um novo abalo foi registrado, dessa vez de magnitude 3.3. 

Até por volta das 12h10, a Defesa Civil de Frutal havia recebido três ligações de moradores da cidade afetados pelo tremor. “Recebemos relatos de trincas em casas. A princípio, ocorrências simples”, relatou o cabo Gil da Defesa Civil municipal.

“No quartel, sentimos o tremor também, por poucos segundos. A sensação foi de como se estivesse passando uma máquina, um caminhão muito pesado na rua, mas não chegou a derrubar objetos,” contou à reportagem.

Nas redes sociais, moradores relatam o momento do tremor. Um internauta afirmou que seu celular emitiu uma alerta devido ao incidente. “Eu tava dormindo e meu celular tava dando sinal de alerta”, escreveu. Outra moradora afirmou que foi acordada pelo barulho. “Nova Frutal eu estava ainda deitada fui acordada pelo barulho e minha cama parecia que ia sair do lugar”, conta. 

Uma mulher contou ainda que a parede da casa de sua vizinha teve rachaduras. “Eu também não senti nada minha vizinha de fundo da minha casa rachou até a parede dela estranho né eu estava na área sentada”, relatou. 

De acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), desde 2015, já foram registrados 22 pequenos tremores na região de Frutal-MG, sendo este de magnitude 4.0 ocorrido nesta terça, o maior deles. Este evento foi registrado em estações de Rede Sismográfica Brasileira distantes mais de 1300 km do epicentro. Desde abril de 2023, há um sequência de tremores nessa região sempre com magnitude menores que 3.

VÍDEO: Jovem diz que matou idosa por “diversão”; vítima teria acolhido assassino

Jovem diz que matou idosa por “diversão”; vítima teria acolhido assassino – Vídeo: Record TV

Leonardo Silva, de 18 anos, foi preso na quinta-feira (3), por suspeita de matar Nilza Costa Pingoud de 62 anos e enterrar o corpo no jardim da casa dela, em Barretos, interior de São Paulo. 

Leonardo foi detido no município de Frutal, em Minas Gerais. Ele foi identificado com base em imagens de câmeras de vigilância da própria casa e de ruas próximas. As informações são do G1.
 

A vítima não era vista há uma semana. Uma mulher de 55 anos e o filho dela, vizinhos da vítima, foram até a polícia na tarde de terça-feira (1º) para registrar o desaparecimento de Nilza.

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, a vizinha de Nilza tinha a chave do imóvel e o abriu na presença do policial. O investigador, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, viu que a terra do jardim no quintal da casa estava remexida e, ao se aproximar, encontrou o corpo de Nilza enterrado em uma cova.

Dois dias após o corpo de Nilza ser encontrado, policiais chegaram até Leonardo. Ele foi identificado por imagens das câmeras de segurança instaladas na casa da vítima. O jovem teve a prisão temporária decretada na quarta-feira (2) e foi localizado em um posto de combustíveis em Frutal (MG), na quinta-feira (3). Aos policiais, ele confessou que matou Nilza e não mostrou remorso ou arrependimento.

De acordo com o delegado Rafael Farias Domingo, responsável pelo caso, Silva chegou a morar com Nilza, mas um desentendimento entre os dois fez com que ele se mudasse da cidade.

Ele esteve em Barretos no dia 22 de julho e sondou a residência da vítima. Na madrugada para o dia 24 de julho, Silva pulou o muro da casa e ficou escondido em um quarto nos fundos. Quando o dia amanheceu, ele a surpreendeu no cômodo e a matou por asfixia com um fio. Antes de enterrar o corpo no quintal, o suspeito ainda permaneceu na casa por alguns dias.

Segundo Domingo, Silva alegou, em depoimento, que o crime foi uma vingança, porque teria abandonado um emprego anterior para trabalhar na casa de Nilza, como serviços domésticos.

O combinado acabou sendo desfeito, porque a vítima disse que ele não tinha compromisso e o dispensou. Ele ficou sem o emprego anterior, sem lugar para morar e ‘com muita raiva’, começou a planejar a morte dela.

Jovem diz que matou idosa por “diversão”; vítima teria acolhido assassino – Foto: redes sociais

Silva chegou a debochar do crime na porta da delegacia e disse que ‘não se arrependia’ e que ‘tinha gastado todo o dinheiro’ da vítima. Ele sorriu e também mandou beijo para as câmeras.

“Matei, gente por diversão. Estava [com raiva], por muitas coisas, gente. Minha vida é uma série. (…) Eu vou matar e vou me arrepender depois? Então não adiantava eu matar. Que bandido é esse? ”, disse. 

O caso foi registrado como latrocínio, que é roubo seguido de morte. Silva está preso temporariamente na Cadeia Pública de Colina (SP). A polícia já informou que vai pedir a prisão preventiva dele. O suspeito não tem um advogado constituído. A família de Nilza não quis falar sobre o assunto, mas pede justiça pela morte da mulher.

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