Incêndio em lote na região da Penha espalha fumaça até a Santa Casa de Passos – Vídeo: TV Passos
Um incêndio em um lote localizado atrás dos prédios da região da Penha revoltou moradores de Passos na noite da última quarta-feira (6). As chamas atingiram uma área próxima à Avenida Paulo Esper Pimenta, conhecida como Avenida Perimetral, e a grande quantidade de fumaça se espalhou rapidamente por diversos pontos da cidade.
Segundo relatos de moradores, a fumaça tomou conta da região do Santuário da Penha e chegou até a Santa Casa de Passos, gerando preocupação principalmente devido à presença de pacientes internados, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Moradores relataram forte cheiro de queimado e dificuldades para respirar durante o incêndio. A situação causou indignação entre pessoas que vivem nas proximidades, que classificaram o caso como mais um episódio de queimadas urbanas criminosas dentro do município.
Além dos impactos ambientais, a fumaça acabou atingindo residências e áreas sensíveis da cidade, aumentando a preocupação com os riscos à saúde da população mais vulnerável.
Diante da situação, moradores cobram maior fiscalização por parte das autoridades, identificação dos responsáveis pelo incêndio e punições mais rigorosas para casos de queimadas em áreas urbanas. Segundo relatos, o problema tem sido recorrente e vem causando transtornos frequentes à população de Passos.
Incêndio em serra encobre cidade mineira de fumaça e preocupa moradores – Foto: reprodução/redes sociais
Desde terça-feira (9), equipes do Corpo de Bombeiros atuam para controlar focos de incêndio em Pitangui (MG). O fogo atinge a Serra da Cruz do Monte, área de conservação ambiental e ponto mais alto da cidade. A região atingida vai do bairro Nossa Senhora de Fátima até os bairros Penha e Zona da Mata da Pedreira.
Na quarta-feira (10), a situação se agravou: a cidade amanheceu sob uma espessa nuvem de fumaça, registrada em vídeos que circularam pelas redes sociais. Os bombeiros informaram que os primeiros focos foram extintos pela manhã, mas novas chamas surgiram à tarde, obrigando as equipes a retomarem o combate. Segundo a corporação, não há risco para residências, já que o fogo está restrito à mata fechada.
A fumaça, porém, já afeta o cotidiano e a saúde da população. Moradores relatam problemas respiratórios e desconforto. Um deles, que pediu para não ser identificado, lembrou que os incêndios na região são recorrentes:
“Todo ano ocorrem incêndios em áreas de mata protegida e no cerrado da Serra da Cruz do Monte. Sempre enfrentamos problemas com a fumaça: idosos, crianças e pessoas com rinite e sinusite sofrem muito. É um problema grave.”
Ele também destacou os danos ambientais:
“A gente vê depois a catástrofe que é, inclusive na Serra da Mãe d’Água. O último incêndio, em 2023, devastou centenas de mudas de ipê, manga e macieira que voluntários haviam plantado. O fogo destruiu tudo.”
Há pelo menos quatro dias, a fumaça encobre Pitangui. Uma moradora contou que as cinzas e fuligem têm atrapalhado até as tarefas domésticas:
“Minha casa está imunda. Tem fuligem para todo lado. Não dá nem para lavar roupa e colocar no varal, porque tudo fica fedendo a fumaça e depois tenho que lavar de novo. Está um absurdo a situação, ando até com um lenço molhado para respirar melhor.”
Os eventos reforçam a preocupação com a preservação ambiental e os impactos das queimadas para a saúde pública e a rotina dos moradores.
São José da Barra e cidades da região são afetadas por fumaça das queimadas no interior de SP, Pantanal e Amazônia – Foto: reprodução
As cidades da região, como São José da Barra (MG), Passos (MG) e Alpinópolis (MG), estão sendo afetada pela fumaça das queimadas no interior de São Paulo, Amazônia e no Pantanal.
No último sábado (24), os municípios mineiros foram surpreendidos por fortes rajadas de vento acompanhadas de fumaça, fuligem e poeira. Nos últimos dias foi possível observar, a olho nu, uma grande quantidade de fumaça no céu, além do ‘sol rosa’, devido as partículas poluidoras em suspensão na atmosfera, que são resultado tanto do clima seco quanto da grande quantidade de incêndios registrados neste período.
Devido aos riscos, diversos municípios aumentaram as escalas de atendimento das unidades hospitalares para receberem uma quantidade maior de pessoas com possíveis problemas respiratórios relacionados à piora na qualidade do ar.
A situação ocorre devido à chegada da frente fria e dos incêndios florestais no interior do estado de São Paulo, no Pantanal e na Amazônia. Além disso, o tempo seco tem dificultado a dispersão da fumaça e aumentado o risco de queimadas em várias partes do país.
Fumaça de queimadas atinge cidades de dez estados
Com a intensificação da temporada de incêndios na Amazônia e no Pantanal, em decorrência da mudança do clima, cidades de dez estados registraram episódios de fumaça e diminuição na qualidade do ar.
Imagens obtidas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende do Norte do Brasil até as regiões Sul e Sudeste, passando sobre o Peru, Bolívia e Paraguai. Na última semana, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um alerta sobre os cuidados necessários para a saúde nesses casos.
Segundo nota divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o fogo na Amazônia estava concentrado principalmente no sul do Amazonas e nos arredores da Rodovia Transamazônica (BR-230).
“Amazonas e Pará concentram, juntos, mais da metade (51,6%) dos focos de incêndio registrados no bioma de 1º de janeiro a 18 de agosto de 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desde 1º de julho, 67,2% dos focos registrados estão nos dois estados.”, informou o ministério.
Área afetada
De acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ), este ano o fogo consumiu 3,2 milhões de hectares da Amazônia, o que representa 0,77% do bioma. No Pantanal, quase 1,9 milhão de hectares foi consumido pelo fogo, atingindo 12,5% do território.
Um alerta de perigo extremo de fogo do Sistema de Alarmes do Lasa-UFRJ foi divulgado com previsões para a Bacia do Paraguai, no Pantanal. Segundo o informativo, até a próxima quinta-feira (22), toda a região enfrentará condições climáticas que dificultam o combate a incêndios até por meios aéreos, com alta velocidade de propagação do fogo.
O ministério (MMA), 1.489 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atuam no combate aos incêndios florestais na Amazônia. Desde o dia 24 de julho, 98 incêndios teriam sido extintos, mas 75 persistem ativos e podem reunir até milhares de focos de calor.
Resposta a incêndios
No Pantanal de Mato Grosso atuam 348 brigadistas do Ibama e ICMBio, além de 454 militares das Forças Armadas, 95 da Força Nacional e mais dez da Polícia Federal. Das 98 áreas de incêndio, 50 teriam sido extintas e 46 permanecem ativas, das quais 27 estão controladas.
Uma sala de situação criada pelo governo federal concentra a resposta federal aos incêndios no país desde junho. Na Amazônia Legal, foram disponibilizados R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para apoiar as guarnições do Corpo de Bombeiros dos estados. No Pantanal, também foi liberado um crédito extraordinário de R$ 137,6 milhões, além do repasse de mais R$ 13,4 milhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para assistência humanitária e combate a incêndios florestais.
A Defesa Civil compartilhou as principais dicas para a população se prevenirem da fumaça. Confira.
Lágrimas artificiais podem aliviar a ardência e a secura nos olhos. Recomenda-se consultar um médico antes.
Um umidificador ajuda a reduzir as partículas no ar, tornando o ambiente mais úmido. Bacias com água e toalhas molhadas são alternativas eficazes.
Usar máscara ao sair de casa. É importante priorizar a saúde e optar por máscaras que ofereçam a proteção adequada.
Manter portas e janelas fechadas, incluindo as do carro, para evitar que a entrada de fumaça.
Evitar a prática de atividades físicas ao ar livre e optar por exercícios em locais fechados e bem ventilados.
Ao dirigir, usar faróis baixos, manter uma distância segura dos outros veículos e manter as janelas fechadas.
Moradores de Passos reclamam de queimadas e grande quantidade de fumaça – Foto: redes sociais
Moradores de Passos (MG) expressaram sua frustração nas redes sociais após um fim de semana marcado por intensas queimadas que têm afetado a qualidade do ar e a saúde da população local. Conforme a publicação, desde a sexta-feira (16), a cidade tem enfrentado um festival de queimadas noturnas, gerando uma nuvem densa de fumaça que atingiu o bairro Coimbras, na região perto da Câmara Municipal e o Jardim Polivalente.
Os moradores relataram que a fumaça juntamente ao tempo seco tem causado problemas respiratórios tanto para adultos quanto para crianças, que precisam comprar remédio para não passar mal com os efeitos nocivos das queimadas. Nos comentários, diversas pessoas também reafirmaram estar doentes ou incomodadas com a situação devido à dificuldade para lavar roupa e outras atividades de limpeza.
“As leis ambientais, feitas para proteger também o cidadão da poluição, existem e estão bonitinhas no Código de Postura do Município. Mas cumpri-las, que é obrigação de quem foi eleito, ninguém quer. Vereadores não querem saber de nada. Não cobram nada da prefeitura, nem procuram resultado para o problema. A Secretaria do Meio Ambiente de Passos não quer nada com o problema que cabe a ela resolver. Ela joga o problema para a polícia ambiental e militar, e estas, por sua vez, afirmam que o problema é da prefeitura.” – desabafou uma internauta.
A comunidade pede por respostas das autoridades locais para conter as queimadas e reduzir seus impactos prejudiciais. (Clic Folha)
A fumaça das queimadas que atingem o Pantanal chegou ao Sudeste, e evidentemente a cidade de São Paulo. Na última quinta-feira (18), uma fumaça espessa já era visível por toda a capital, trazendo assim, a possibilidade de chuva negra até o próximo domingo.
A chuva negra já ocorreu em algumas partes do Rio Grande do Sul no fim de semana passado, e foi visto na cidade de São Paulo em 19 de agosto de 2019. A grande diferença, é que as queimadas eram no Norte, mais especificamente na Amazônia.
A perspectiva é de que novamente o ciclo de ventos no Centro-Oeste leve a fumaça ao Sul do País. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que as imagens de satélites e a direção dos ventos mostram o movimento da poluição em direção a praticamente todos os Estados da Região.
Também é provável que ocorra hoje um aumento da camada de fumaça sobre as áreas do Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas e o Triângulo Mineiro.
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