
Desde terça-feira (9), equipes do Corpo de Bombeiros atuam para controlar focos de incêndio em Pitangui (MG). O fogo atinge a Serra da Cruz do Monte, área de conservação ambiental e ponto mais alto da cidade. A região atingida vai do bairro Nossa Senhora de Fátima até os bairros Penha e Zona da Mata da Pedreira.
Na quarta-feira (10), a situação se agravou: a cidade amanheceu sob uma espessa nuvem de fumaça, registrada em vídeos que circularam pelas redes sociais. Os bombeiros informaram que os primeiros focos foram extintos pela manhã, mas novas chamas surgiram à tarde, obrigando as equipes a retomarem o combate. Segundo a corporação, não há risco para residências, já que o fogo está restrito à mata fechada.
A fumaça, porém, já afeta o cotidiano e a saúde da população. Moradores relatam problemas respiratórios e desconforto. Um deles, que pediu para não ser identificado, lembrou que os incêndios na região são recorrentes:
“Todo ano ocorrem incêndios em áreas de mata protegida e no cerrado da Serra da Cruz do Monte. Sempre enfrentamos problemas com a fumaça: idosos, crianças e pessoas com rinite e sinusite sofrem muito. É um problema grave.”
Ele também destacou os danos ambientais:
“A gente vê depois a catástrofe que é, inclusive na Serra da Mãe d’Água. O último incêndio, em 2023, devastou centenas de mudas de ipê, manga e macieira que voluntários haviam plantado. O fogo destruiu tudo.”
Há pelo menos quatro dias, a fumaça encobre Pitangui. Uma moradora contou que as cinzas e fuligem têm atrapalhado até as tarefas domésticas:
“Minha casa está imunda. Tem fuligem para todo lado. Não dá nem para lavar roupa e colocar no varal, porque tudo fica fedendo a fumaça e depois tenho que lavar de novo. Está um absurdo a situação, ando até com um lenço molhado para respirar melhor.”
Os eventos reforçam a preocupação com a preservação ambiental e os impactos das queimadas para a saúde pública e a rotina dos moradores.