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Jornal Folha Regional

Falta de diesel paralisa colheita e preocupa produtores rurais no Brasil

Falta de diesel paralisa colheita e preocupa produtores rurais no Brasil – Foto: reprodução

A safra de grãos 2025/2026 enfrenta um novo desafio no campo: a escassez de diesel já começa a paralisar máquinas agrícolas em algumas regiões do país, interrompendo a colheita de soja e arroz e gerando preocupação entre produtores e entidades do agronegócio.

No Rio Grande do Sul, agricultores relatam que colheitadeiras e tratores precisaram ser desligados por falta de combustível justamente no período mais crítico da safra. O alerta foi reforçado pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, que afirma ter recebido centenas de mensagens de produtores relatando dificuldades para manter as operações no campo.

Segundo o presidente da entidade, Gedeão Pereira, o atraso na colheita pode gerar prejuízos significativos.
“Vamos perder o grão”, afirmou, destacando que as lavouras maduras ficam expostas a chuvas, ventos e outras intempéries enquanto aguardam a retomada das máquinas.

Colheita interrompida no momento mais crítico

Relatos indicam que propriedades, especialmente nas regiões produtoras de arroz do estado, tiveram que interromper a colheita nos últimos dias devido à falta de diesel fornecido pelos TRRs (Transportadores Revendedores Retalhistas), responsáveis pelo abastecimento nas fazendas.

Com o combustível em falta, produtores aguardam a chegada de novos carregamentos para retomar o trabalho. O problema ocorre justamente quando as máquinas precisam operar dia e noite para garantir a retirada dos grãos no momento ideal.

Falhas na distribuição do combustível

Entidades do setor afirmam que a escassez estaria ligada a problemas na cadeia de distribuição do diesel, que teriam começado nas refinarias e se refletido nas distribuidoras e nos transportadores responsáveis por abastecer o campo.

Segundo relatos, o fornecimento teria sido suspenso temporariamente sem aviso prévio, o que interrompeu o fluxo normal de combustível até as propriedades rurais.

Guerra no Oriente Médio pressiona mercado

Outro fator que pode estar agravando o cenário é a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pelas tensões e conflitos no Oriente Médio.

A valorização do barril tem impactado o preço do diesel no Brasil, com relatos de aumento de até R$ 1,50 por litro em algumas regiões. Mesmo assim, representantes do agro afirmam que a maior preocupação neste momento não é o preço, mas a falta do combustível.

Sem diesel, colheitadeiras, tratores e caminhões ficam parados, comprometendo não apenas a retirada da safra atual, mas também o transporte da produção e o calendário agrícola das próximas etapas.

Caso o abastecimento não seja normalizado rapidamente, entidades do setor alertam que parte da produção pode se perder ainda no campo, ampliando os prejuízos para produtores e para a cadeia do agronegócio.

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis

Governo federal inicia investigação sobre aumento abusivo no preço dos combustíveis – Foto: reprodução

Na última terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis no país, mesmo sem alterações nos valores praticados pela Petrobras, principal fornecedora nacional.

Nos últimos dias, sindicatos do setor registraram aumentos ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões, atribuídos à elevação do preço internacional do petróleo após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O Cade é o órgão federal brasileiro responsável por zelar pela concorrência e prevenir práticas que possam prejudicar o mercado e o consumidor. O conselho funciona sob a presidência do Ministério da Justiça e pode aplicar multas, instaurar processos e recomendar ações corretivas quando identifica infrações à ordem econômica.

A Senacon solicita uma análise para verificar se existem indícios de práticas que possam configurar infração à ordem econômica, diante do aumento dos combustíveis sem mudanças na política de preços da Petrobras.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. No mesmo período, o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08.

No ofício, a Senacon informou que representantes de entidades como Sindicombustíveis-DF, Sulpetro (RS), Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN e Minaspetro (MG) relataram que os repasses às revendas já estão acontecendo ou devem ocorrer em breve.

Os aumentos relatados chegam a R$ 0,80 por litro no diesel e R$ 0,30 por litro na gasolina em alguns estados.

No Rio Grande do Sul, o Sulpetro registrou aumentos de até R$ 0,62 no diesel e R$ 0,30 na gasolina. Na Bahia, os reajustes chegaram a 17,9% no diesel e 11,8% na gasolina.

No Rio Grande do Norte, a gasolina subiu de R$ 2,59 para R$ 2,89 por litro, e o diesel S500 de R$ 3,32 para R$ 4,07. Em Boa Vista (RO), os aumentos foram de 20 centavos, mais de 2%.

Segundo o ofício da Senacon, “a Petrobras, maior produtora nacional de petróleo e responsável pelo abastecimento da maior parte do mercado interno, não anunciou até agora qualquer reajuste nos preços de suas refinarias”.

Petróleo dispara em meio à guerra no Oriente Médio

A intensificação da guerra no Oriente Médio levou o preço do petróleo — matéria-prima essencial para a produção de combustíveis — à maior alta em quatro anos, ultrapassando US$ 100 por barril.

O conflito afeta países e rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás, e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento da commodity, aumentou o temor de restrições na oferta global e de produtos derivados.

Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil continuam abaixo do mercado internacional. Isso ocorre porque a política da Petrobras suaviza oscilações externas no curto prazo, adiando o repasse aos consumidores.

Desde 2023, após o fim da política de paridade de importação (PPI), a estatal adota um modelo de preços que considera cotações internacionais, custos e o mercado interno, promovendo ajustes graduais.

O preço final dos combustíveis inclui impostos, adição obrigatória de biocombustíveis e custos de transporte, distribuição e revenda. Por isso, qualquer alteração nos valores vendidos às distribuidoras é feita oficialmente pela Petrobras.

O último ajuste da gasolina ocorreu em janeiro de 2026, com redução de R$  0,14 por litro (queda de 5,2%), para cerca de R$  2,57 nas refinarias. Já o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, quando caiu R$  0,16 por litro, para aproximadamente R$  3,27.

A mudança na política de preços ajudou a reduzir os impactos imediatos de crises externas sobre os combustíveis.

Assim, variações rápidas no preço do petróleo não são repassadas imediatamente à gasolina ou ao diesel, evitando aumentos bruscos para os consumidores.

Apesar de adiar parte dos repasses, analistas alertam que a estratégia tem limites.

Quando a diferença entre os preços internos e internacionais cresce, surgem dúvidas sobre os impactos da política de preços nos resultados da Petrobras e na arrecadação do governo, já que os dividendos da estatal têm peso importante nas contas públicas. 

Segundo especialistas, a Petrobras tem mantido postura cautelosa em relação aos combustíveis durante a guerra e deve esperar a estabilização dos preços em níveis elevados antes de repassar a volatilidade ao mercado interno.

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2% para distribuidoras – Foto: reprodução

A Petrobras informou que vai reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras a partir desta terça-feira (27). Esta será a primeira diminuição no valor do combustível promovida pela estatal em 2026. A última atualização de preços havia ocorrido em outubro de 2025.

Com a mudança, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro, equivalente a uma redução de 5,2%. Em nota oficial, a empresa destacou que, desde dezembro de 2022, o valor da gasolina para as distribuidoras já foi reduzido em R$ 0,50 por litro. Considerando a inflação acumulada no período, a queda real chega a 26,9%.

Em relação ao diesel, a Petrobras informou que não haverá alteração nos preços neste momento. Ainda assim, a estatal ressaltou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada do diesel, já corrigida pela inflação, é de 36,3%.

A companhia também explicou que o preço praticado pela Petrobras representa, em média, cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos de combustíveis. O valor cobrado nas bombas é influenciado por diversos outros componentes, como os custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores, o preço do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para a formação da gasolina C, além dos impostos federais — como Cide, PIS/Pasep e Cofins — e do ICMS, cuja alíquota varia conforme o estado.

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21)

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,9% a partir de terça-feira (21) – Foto: reprodução

A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina em 4,9% para distribuidoras a partir desta terça-feira (21).

Assim, o preço médio da gasolina A passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro.
Essa será a segunda redução dos preços de gasolina feita pela petroleira neste ano. Com isso, diz a Petrobras, os preços já caíram 10,3% (R$ 0,31 por litro) no acumulado de 2025.

“Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 por litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%”, informou a Petrobras em nota oficial.

A companhia também informou que deve manter os preços de venda do diesel para as distribuidoras neste momento. Nesse caso, segundo a Petrobras, foram três reduções desde março de 2025. Em janeiro, no entanto, a petroleira havia anunciado um aumento de R$ 0,22.

Preços na bomba

Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam apenas cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.

A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.

São eles:

  • Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores;
  • Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
  • Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
  • Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.

Veja a nota da Petrobras

A partir de amanhã, 21/10, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras em 4,9%.

Dessa forma, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Com o reajuste anunciado, esta é a segunda redução dos preços de gasolina em 2025. No acumulado do ano, a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,31/ litro ou 10,3%. Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,36 / litro. Considerando a inflação do período, esta redução é de 22,4%.

Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde março de 2025 a Petrobras realizou 3 reduções. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 35,9%.

Transparência

De forma a contribuir para a transparência de preços e melhor compreensão da sociedade, a Petrobras publica em seu site informações referentes à formação e composição dos preços de combustíveis ao consumidor. Acesse: precos.petrobras.com.br

Petrobras anuncia redução de 5,6% no preço da gasolina entregue às distribuidoras

Petrobras anuncia redução de 5,6% no preço da gasolina entregue às distribuidoras - Foto: reprodução
Petrobras anuncia redução de 5,6% no preço da gasolina entregue às distribuidoras – Foto: reprodução

A Petrobras anunciou que reduzirá o preço da gasolina nas refinarias em 5,6% a partir desta terça-feira (03/06). Considerando a mistura da gasolina com o etanol que é vendida nas bombas, a petrolífera estima que o combustível ficará R$ 0,12 mais barato nos postos.

Na última semana, a presidente da estatal, Magda Chambriard, já havia sinalizado que a empresa poderia reduzir o preço, dado que o valor do barril de petróleo tem diminuído internacionalmente e a valorização do real frente ao dólar aumentou ao longo de maio.

Mesmo antes do reajuste da Petrobras, a gasolina já vinha ficando mais barata nas bombas — segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), devido à alta concorrência entre os estabelecimentos. Levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro divulgado nesta segunda (02/06) mostra que a gasolina ficou R$ 0,08 mais barata em maio e chegou à média de R$ 6,02 em BH e região.

Assim, caso os postos repassem integralmente a diminuição anunciada pela Petrobras, o motorista encontrará a gasolina abaixo dos R$ 6 nos próximos dias. O administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, projeta que a queda para o consumidor não deve ser imediata. “Vemos que, quando há queda, demora um pouco mais para ela chegar ao bolso do consumidor. Mas, claro, como já está ocorrendo um movimento de queda, se o consumidor pesquisar bastante, abastecer só no posto mais barato, em regiões mais baratas e abastecer menos, na expectativa de ter o combustível mais em conta, consegue realmente acelerar essa queda e até intensificá-la mais”.

O etanol e o diesel também baixaram no último mês. O etanol baixou 2%, e o preço foi de R$ 4,38 para R$ 4,29 — 71% do valor da gasolina, no limite do que é vantajoso para o consumidor. A queda média do diesel foi de 1%, e o combustível passou de R$ 6,18 para R$ 6,11. 

Matéria em atualização.

Projeto para evitar aumento automático do preço dos combustíveis tramita na Assembleia

Projeto para evitar aumento automático do preço dos combustíveis tramita na Assembleia - Foto: reprodução
Projeto para evitar aumento automático do preço dos combustíveis tramita na Assembleia – Foto: reprodução

Já tramita nas comissões técnicas da Assembleia Legislativa projeto de resolução, de autoria da deputada Beatriz Cerqueira (PT), que, segundo ela, visa impedir o aumento automático do preço dos combustíveis no estado todas as vezes em que houver aumento do ICMS deliberado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária.

O Projeto de Resolução 66/25 susta os efeitos do Decreto 48.555, de 29 de dezembro de 2022, e do Decreto 48.619, de 23 de maio de 2023.

Os dois decretos incorporam à legislação tributária de Minas Gerais os Convênios ICMS que dizem respeito às operações com combustíveis: diesel, biodiesel, gás, gasolina e etanol.

Preços da gasolina e diesel vão subir a partir de 1º de fevereiro; entenda os motivos

Preços da gasolina e diesel vão subir a partir de 1º de fevereiro; entenda os motivos - Foto: reprodução
Preços da gasolina e diesel vão subir a partir de 1º de fevereiro; entenda os motivos – Foto: reprodução

Os motoristas terão um gasto maior, a partir do dia 1º de fevereiro, para abastecer os carros. O preço da gasolina e do diesel subirá nos postos, após uma alteração nos valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre os combustíveis. O crescimento valerá para todos os estados do Brasil, e ocorre em momento de pressão sobre a política de preços da Petrobras.

A mudança em relação ao ICMS foi aprovada em novembro do ano passado, em reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, a cobrança do tributo deve subir R$ 0,10, passando de R$ 1,3721 para cerca de R$ 1,47 por litro. O salto, nesse caso, será de 7,14%. 

Já para diesel e biodiesel, o ICMS subirá de R$ 1,0635 para R$ 1,12 por litro, um crescimento de 5,31%. “Esses ajustes refletem o compromisso dos Estados em promover um sistema fiscal equilibrado, estável e transparente, que responda adequadamente às variações de preços do mercado e promova justiça tributária”, argumentou o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). 

Pressão 

O aumento do preço dos combustíveis a partir de fevereiro ocorre em um momento de pressão do mercado sobre a Petrobras. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) afirmou que os valores cobrados pela gasolina e diesel no Brasil estão defasados, em comparação ao mercado internacional. O percentual médio seria de R$ 0,85 para o óleo diesel e de R$ 0,37 para a gasolina, conforme os importadores. 

À reportagem, o presidente da Abicom, Sérgio Araújo, salientou que a defasagem tem consequências que podem afetar os consumidores caso não se tenha um reajuste da Petrobras. “Os importadores independentes podem se afastar da atividade, deixar de fazer a importação em função da maior dificuldade para comercialização do produto que está mais caro. Não temos nenhuma indicação de desabastecimento, mas, sem dúvidas, que o preço defasado afasta os importadores”, exemplificou. 

A diferença em comparação ao mercado internacional tem relação com as altas do dólar, desde o final do ano passado. O diretor comercial na Valêncio Consultoria, Murilo Barco, afirmou que também há impactos gerados pela alta da cotação do barril de petróleo no mercado externo. Os cálculos feitos pela empresa, segundo ele, indicam uma defasagem menor que a observada pela Abicom. 

“Essa defasagem no longo prazo, tende a fazer com que o mercado sofre dificuldades para realizar importação, principalmente de diesel, que hoje é o nosso grande problema. As tradings e distribuidoras regionais, tendem a “tirar o pé”das importações, pois fica inviável financeiramente, trazer o produto e esse custo e até mesmo repassar isso ao mercado, pois as distribuidoras regionais não têm a mesma capacidade financeira e capilaridade que as grandes distribuidoras têm”, comentou. 

Murilo Barco relembrou um cenário semelhante em 2023, quando a defasagem do preço do diesel praticado no Brasil, em comparação ao mercado internacional, chegou a R$ 1,00 por litro. “Tivemos em alguns momentos intermitência de abastecimento para alguns locais do país, e na época o caminho foi a Petrobras subir o preço. É um remédio amargo, mas em determinados momentos precisa ser feito, é melhor termos o produto e fazer a roda da economia girar, do que não termos o produto e parar a economia”, complementou Murilo. 

Preços da gasolina e do etanol sobem até 10% em Passos, diz ANP

Preços da gasolina e do etanol sobem até 10% em Passos, diz ANP - Foto: reprodução
Preços da gasolina e do etanol sobem até 10% em Passos, diz ANP – Foto: reprodução

O preço médio da gasolina comum aumentou R$ 0,38 em Passos (MG), segundo levantamento da Agência Nacional de Gás, Petróleo e Biocombustíveis (ANP) publicado na última sexta-feira (16).

A cotação média do combustível subiu de R$ 5,74 para R$ 6,12, aumento de 6,6%. Já o preço mínimo passou de R$ 5,49 para R$ 6,04, aumento de R$ 0,55 (10%). A cotação máxima se manteve em R$ 6,19.

O preço mínimo da gasolina aditivada teve o mesmo aumento da comum. O médio passou de R$ 5,81 para R$ 6,18, com alta de R$ 0,37 (6,3%). A cotação máxima teve acréscimo de R$ 0,30 (4,8%).

O etanol teve aumento de R$ 0,23 (5,3%) no preço médio, de R$ 0,30 (7,8%) no mínimo, e manteve os R$ 4,19 no máximo. O óleo diesel não apresentou alterações e o SD10 teve aumento de R$ 0,10 (1,75%) na cotação mínima e de R$ 0,02 na média.

A ANP suspendeu a realização do Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC) em São Sebastião do Paraíso e deixou de coletar dados sobre as revendas de gás de cozinha em Passos. Segundo a agência, a medida foi adotada por conta de cortes no orçamento. A decisão foi tomada na primeira semana de julho e segue até o momento.

Inflação

O aumento de 4,56% no preço da gasolina foi o principal fator de pressão sobre a inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) em agosto, conforme informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) na sexta-feira, 16. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu de 0,24% no mês passado para 0,33% neste mês.

Por outro lado, três dos oito grupos pesquisados apresentaram deflação: Alimentação (de -0,12% em julho para -1,32% em agosto), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para -0,01%) e Vestuário (de 0,18% para -0,18%). Os itens que mais contribuíram para essa queda foram hortaliças e legumes (de -3,14% para -15,28%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,75% para -1,02%) e roupas (de 0,12% para -0,27%).

As cinco categorias de despesa que apresentaram as maiores taxas de variação foram Transportes (de 0,28% para 1,52%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,67% para 1,88%), Habitação (de 0,14% para 0,31%), Despesas Diversas (de 0,95% para 1,34%) e Comunicação (de 0,08% para 0,30%).

Os itens que mais contribuíram foram gasolina (de 0,52% para 4,56%), passagem aérea (de 3,53% para 11,21%), gás de botijão (de -0,11% para 1,50%), cigarros (de 0,02% para 1,00%) e mensalidade de TV por assinatura (de 0,22% para 1,64%). (Clic Folha)

Petrobras anuncia reajuste no preço da gasolina em 7% e do gás de cozinha em 9,8%

Petrobras anuncia reajuste no preço da gasolina em 7% e do gás de cozinha em 9,8% - Foto: reprodução
Petrobras anuncia reajuste no preço da gasolina em 7% e do gás de cozinha em 9,8% – Foto: reprodução

A Petrobras informou, nesta segunda-feira (8), que fará um aumento nos preços da gasolina e do gás de cozinha para as distribuidoras. Os novos valores serão válidos a partir da próxima terça-feira (9).

Para o óleo diesel, entretanto, a companhia não anunciou ajustes nesta segunda-feira.

O litro da gasolina subirá R$ 0,20, passando de R$ 2,81 para R$ 3,01, ou alta de 7,12%. Já o preço médio do gás de cozinha de 13kg terá elevação de R$ 3,10, passando a R$ 34,70, ou avanço de 9,81%.

O último reajuste da gasolina pela estatal tinha sido feiro em outubro de 2023, com uma redução de R$ 0,12, para R$ 2,81 o litro. O último aumento havia sido em agosto do ano passado, segundo dados da companhia.

Na visão da XP, com relação à inflação, a gasolina cerca de 7% mais cara pode ter impacto de 17 pontos-base no IPCA, enquanto o avanço de quase 10% do GLP pode trazer alta de 4 pontos-base no índice, totalizando 21 pontos-base. “Como não tínhamos previsão de reajuste em nosso cenário base, nossa projeção de 3,8% para o IPCA em 2024 tem viés de alta”, avalia a equipe macro da XP.

Confira o comunicado da Petrobras sobre o reajuste:

A partir de amanhã, 09/07, a Petrobras ajustará seus preços de venda de gasolina A para as distribuidoras que passará a ser, em média, de R$ 3,01 por litro, um aumento de R$ 0,20 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras na composição do preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,20 /litro, uma variação de R$ 0,15 a cada litro de gasolina C.

Em 2024, este é o primeiro ajuste nos preços de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras. O último ajuste ocorreu em 21/10/2023, uma redução. E o último aumento ocorreu em 16/08/2023.

Desde a implementação da nova estratégia comercial, a Petrobras reduziu seus preços de venda para as distribuidoras em R$ 0,17 /litro.

Já para o GLP, a Petrobras ajustará seus preços de venda para as distribuidoras que passará a ser, em média, equivalente a R$ 34,70 por botijão de 13kg, um aumento equivalente a R$ 3,10.

Em 2024, este é o primeiro ajuste nos preços de venda de GLP da Petrobras para as distribuidoras. Os últimos ajustes ocorreram em 17/05 e 01/07/2023, duas reduções. E o último aumento ocorreu em 11/03/2022.

Desde 31/12/2022, a Petrobras reduziu seus preços de venda para as distribuidoras em valor equivalente a R$ 7,34 /13kg.

Preços do diesel, da gasolina e do gás de cozinha sobem nesta quinta por alta no ICMS; entenda

Preços do diesel, da gasolina e do gás de cozinha sobem nesta quinta por alta no ICMS; entenda – Foto: reprodução

Os preços do óleo diesel, da gasolina e do gás de cozinha vão aumentar cerca de 12,5% a partir desta quinta-feira (1º) por causa do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em todos os estados.

Veja os novos valores dos impostos, que terão vigência até o final de 2024:

  • gasolina: R$ 1,3721 por litro;
  • diesel: R$ 1,0635 por litro;
  • gás de cozinha: R$ 18,38 por botijão de 13 kg.

Até a quarta-feira (31), as alíquotas eram de:

  • gasolina: R$ 1,22 por litro;
  • diesel: R$ 0,9456 por litro;
  • gás de cozinha: R$ 16,27 por botijão de 13 kg.

O aumento foi deliberado pelo Comitê Nacional de Secretários de Estado da Fazenda (Comsefaz) em outubro de 2023. Segundo o Comitê, o aumento se justifica pela inflação no período.

O advogado tributarista Yukio Vatari afirma que o valor do reajuste está relacionado à taxa básica de juros da economia, a Selic, no período de 12 meses antes da decisão do Comsefaz.

“Seria uma recomposição do valor perdido no tempo, uma vez que a Selic deu mais ou menos 12% a 13% também”, afirma.

Hoje, o valor do ICMS sobre os combustíveis é um valor fixo por litro – ou quilograma, no caso do gás de cozinha.

“Antigamente, antes de ter esse acordo, cada estado determinava uma alíquota, aí era uma alíquota de 12%, 18%, dependendo do estado onde se consumia. Por isso que existia aquela coisa de ‘quanto custa a gasolina no Nordeste, quanto custa no Brasil’, tinha uma diferença de preço muito grande”, conta Vatari.

Impostos federais também subiram

Antes da alta do ICMS, os combustíveis já haviam ficado mais caros por conta da retomada da tributação federal.

A partir de 1º de janeiro, os seguintes combustíveis tiveram aumento por conta da reoneração de PIS/Cofins, cujas alíquotas estavam zeradas até 31 de dezembro de 2023:

  • diesel A: aproximadamente R$ 0,35 por litro;
  • biodiesel: aproximadamente R$ 0,15 por litro;
  • diesel B (mistura do diesel A e biodiesel): aproximadamente R$ 0,33 por litro;
  • gás de cozinha: aproximadamente R$ 2,18 por botijão de 13 Kg.
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