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Jornal Folha Regional

Escolas estaduais de Minas podem entrar em greve e anunciam paralisação

Escolas estaduais de Minas Gerais poderão entrar em greve na próxima semana. Trabalhadores do setor anunciaram nesta quarta-feira (1) uma paralisação no dia 8 de fevereiro.

A reivindicação é que o governo do Estado pague o reajuste salarial. Um ato público está sendo feito nesta tarde no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pela valorização da categoria e contra a perda de direitos, segundo o sindicato do setor.

“Aprovamos a pauta de reivindicações da campanha salarial de 2023 no Estado de Minas Gerais. E também já decidimos por uma paralisação total das atividades no dia 8 de fevereiro, onde nós faremos uma vigília na porta do Tribunal de Justiça”, destacou Denise Romano, coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE-MG).

“Vamos denunciar o calote que o governo Zema está dando na educação. Ele não concedeu nenhum reajuste do piso salarial até agora e ainda criminaliza o sindicato por meio de ação judicial”, completou ela.

O início do ano letivo nas escolas estaduais de Minas Gerais está previsto para o dia 6 de fevereiro. Já nas escolas municipais, deverá ter início nesta quinta-feira (2).

Paralisação dos enfermeiros prevê manifestação em Passos

Profissionais da enfermagem devem fazer uma paralisação de 24 horas. A previsão é que o movimento seja realizado das 7h desta quarta-feira, 21, até as 7h de amanhã em protesto contra a suspensão do piso da categoria, definida pelo Supremo Tribunal Federal na última sexta-feira, 16. A lei que estabeleceu o piso prevê mínimo de R$4.750 para enfermeiros, 70% desse valor para técnicos e 50% para auxiliares e parteiras.

Em Passos, segundo informações do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais (Seemg), está previsto um ato em defesa do piso nacional, a partir das 9h, em frente ao Paço Municipal. Após a concentração, os manifestantes devem fazer uma caminhada em direção à Santa Casa. Na Parte da tarde, também está marcada uma mobilização em frente ao hospital, às 14h.

“Nos setores gerais, como hospitais, clínicas e demais estabelecimentos com menos complexidade, terá uma paralisação de 70% e haverá apenas 30% de funcionamento. Também estamos orientando aos postos de saúde e prontos-socorros a trabalharem com esse percentual. Nos setores críticos, como blocos cirúrgicos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), UTI neonatal e demais unidades do tipo, estamos orientando a trabalharem em 40% e, em alguns casos, com avaliação dos profissionais, até 45%, mas orientamos, no geral, para que 40% dos profissionais estejam no ambiente de trabalho”, afirmou o presidente do Seemg, Anderson Rodrigues.

Segundo Rodrigues, o mesmo percentual vale para o período de trabalho noturno e, em relação ao restante dos profissionais, devem participar da paralisação.

“É uma luta que esses profissionais vêm fazendo há anos por esse piso salarial. Então a gente espera que o ato cause um efeito muito bom e que se torne um marco da primeira paralisação para que as próximas possam vir. Estamos pensando realmente que as próximas serão por mais dias e que haverá uma boa adesão de todo o estado, uma vez que várias cidades já estão aderindo, sendo o interior de Minas Gerais, o norte, leste, região Zona da Mata Mineira e o centro-oeste também está apoiando, ou seja, várias cidades estão realmente se mobilizando”, disse Rodrigues.

Ele afirma que será necessário verificar como vai acontecer a paralisação para definir os próximos passos do movimento. Rodrigues disse acreditar que outras manifestações e paralisações devem ocorrer no país.

“A gente explicou todo o processo, então acredito que é bom dar um aviso, explicar para toda a população para que ninguém fique prejudicado também. Precisamos ainda de um ministro do STF para dar um próximo passo e há outros trâmites. Por isso, acho interessante esse aviso antes de realizar outros movimentos”, disse.

Na última quinta-feira, 15, foi realizada uma assembleia online, com a participação de enfermeiros convocados por edital, na qual foi aprovado o estado de greve e a paralisação nacional de 24 horas. (Clic Folha)

Enfermagem de Passos aprova estado de greve

Em assembleia finalizada às 18h45 desta quinta-feira (08) pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Minas Gerais (SEEMG), a enfermagem de Passos aprovou o estado de greve. A decisão atinge todos os hospitais do município, segundo o sindicato.

A paralisação, no entanto, não deve ser imediata. De acordo com a advogada do sindicato, Larissa Furtado, antes da interrupção das atividades a categoria deve novamente enviar uma pauta de reivindicações à Santa Casa de Passos. A principal é a manutenção do pagamento do piso salarial da categoria, suspensa por uma liminar concedida por Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Caso as reivindicações não sejam atendidas, hospitais de Passos, Ministério Público e Judiciário serão comunicados com 72 horas de antecedência do início da greve.

Larissa informa que também serão respeitados o percentual máximo de paralisação permitido por categoria, bem como a manutenção dos trabalhos de setores que não podem ter as atividades interrompidas sob qualquer hipótese. “A greve nunca é a melhor opção”, ressaltou.

Outro lado

A Santa Casa divulgou a seguinte nota, via assessoria de imprensa:

“A Santa Casa de Passos reforça sua posição de absoluto respeito à demanda dos profissionais de enfermagem, bem como o reconhecimento pelo papel fundamental exercido na nossa instituição.

Desde o início das discussões de instauração do piso salarial da categoria, a instituição demonstrou total apoio e apontou a necessidade de criação de fontes adicionais de financiamento que permitam cobrir este custo extra, estipulado em média de 2.2 milhões por mês.

Infelizmente, o Congresso Nacional e o Poder Executivo federal não deram nenhum passo concreto naquela direção. O projeto que cria o piso foi aprovado e sancionado sem qualquer menção à questão central de como arcar com os salários da equipe de enfermagem, atores mais que essenciais para o cuidado da nossa região.

Por esta razão, a Santa Casa de Passos está informando a impossibilidade de aplicação da Lei e assim como diversos hospitais filantrópicos do Brasil, buscando negociações com o Sistema Único de Saúde (SUS) para o ajuste financeiro do contrato existente com a instituição.

É um fato público e comprovado, que o setor hospitalar filantrópico tem um subfinanciamento de décadas o que expõe as instituições de saúde a dificuldades de financiamento de sua estrutura.

A Santa Casa de Passos, bem como todos os hospitais brasileiros, não está se recusando a oferecer merecida valorização dos seus profissionais, ou seja, gostaria de pagar os valores propostos. Só não tem meios para fazê-lo.

Por isso, apelamos às autoridades brasileiras para que sejam encontradas, imediatamente, formas de garantir os recursos extras de que necessitam.

A Santa Casa de Passos assume o compromisso junto com os profissionais de buscar a superação das dificuldades encontradas para cumprir a Lei de forma a construir soluções e valorizar os profissionais de enfermagem de forma sustentável e responsável.

A Santa Casa de Passos continua aberta ao diálogo em torno do tema.

  • Daniel Porto Soares
    Superintendente Geral da Santa Casa de Passos”

Via: Verboaria.

Professores de MG suspendem greve, mas só retornarão às escolas na segunda-feira

Em assembleia geral realizada na tarde da última terça-feira (12), professores e servidores da educação em Minas Gerais votaram por suspender a greve iniciada no dia 9 de março. Porém, de acordo com o SindUTE-MG, eles só retornarão às salas de aula a partir da próxima segunda-feira (18).

A principal reivindicação da categoria era o pagamento do piso salarial nacional, o que implica o reajuste de 33,24% nos salários dos professores. O governador Romeu Zema (Novo) vetou o percentual, mas na manhã desta terça os deputados estaduais reverteram a decisão do governador em votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Agora, Zema tem 48 horas para sancionar o reajuste para a educação, assim como 14% para a saúde e para a segurança. Caso ele não o faça, cabe ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Agostinho Patrus (PSD), promulgar a medida.

Os professores também aprovaram a manutenção do estado de greve. Isso significa que eles estão em alerta e podem voltar a fazer greve a qualquer momento, caso o piso não seja pago, por exemplo.

Pais e responsáveis por alunos da rede estadual de ensino reclamam de greve dos servidores da educação; SSE/MG se posiciona

Professores e servidores da rede estadual de educação estão em greve desde o início de março. A principal reivindicação da categoria é o pagamento do piso salarial, o que implicaria reajuste de 33, 24%. Porém, a paralisação não tem agradado diversos pais ou responsáveis pelos alunos.

A mãe de duas alunas da Escola Estadual de Furnas, em São José da Barra (MG) reclama que a greve irá comprometer futuramente as filhas a realizarem vestibulares e concursos. Ela ainda diz que devido às aulas remotas estabelecidas por consequência da pandemia da Covid-19, as filhas não adquiriram nenhum tipo de conhecimento nos últimos dois anos.

A responsável pelas alunas informou que ao procurar por uma servidora da Superintendência Regional de Ensino de Passos, a profissional a tratou mal, pedindo à mãe para se informar no sindicato e não na SRE.

‘’Por que a greve não foi aderida no período de pandemia? Por que não reivindicaram o aumento de salário na pandemia? Teve aula normal, mas daquele jeito, onde não aprendiam nada e passavam de ano normalmente. Minhas filhas fizeram todas as apostilas, e sabemos que tem alunos que não fizeram nada e a diretora escolar ligou para fazerem uma prova de 34 questões afirmando que todos iriam passar para o próximo período escolar”, afirmou a mãe.

Ela também critica o ensino em tempo integral, frisando que o plano prejudica as famílias. A mãe ainda diz que faltam alimentos para os alunos da Escola Estadual de Furnas, visto que a direção da mesma solicitou que sua filha levasse um litro de óleo para a escola.

“O período integral implantado na escola não está oferecendo resultados e sim tirando os filhos que ajudam os pais em casa, pois a maioria das famílias estão enfrentando problemas financeiros devido à pandemia e os pais ‘pobres’ contam com o apoio dos filhos diariamente para amenizar os problemas. E a escola no período vespertino não está tendo lanche, minhas filhas tiveram que levar óleo de casa para ajudar na escola. Como manter um período integral se não tem condições de dar alimentação para os alunos? As cantineiras fazem da tripa ao coração e a diretora deixa tudo para última hora”.

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) disse que durante o período de suspensão das atividades escolares presenciais devido a pandemia, desenvolveu o Regime de Estudo não Presencial, que contou com três principais ferramentas para acesso aos conteúdos escolares: o Plano de Estudo Tutorado (PET), o programa Se Liga na Educação e o Aplicativo Conexão Escola.

‘’Além disso, foram realizadas avaliações diagnósticas, de forma individualizada, para apontar quais habilidades os estudantes conseguiram ou não consolidar durante o ensino remoto. Também foram ofertadas turmas de Reforço Escolar, priorizando estudantes reprovados e em progressão parcial, para os conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática, que também tem turmas previstas para este mês, apoiando os estudantes na consolidação dos conteúdos’’, informou a Secretaria.

Segundo a SEE/MG, a alegação sobre a falta de alimentação dos alunos da Escola Estadual de Furnas ‘’não procede’’.


‘’A alimentação escolar foi ofertada normalmente durante todos os dias letivos. A unidade escolar está recebendo os recursos em dia e dispõe de verba para disponibilizar a alimentação escolar de qualidade aos alunos e servidores. No momento, a unidade de ensino encontra-se paralisada em função da adesão dos profissionais da escola à manifestação. Vale destacar que, desde o ano passado, a SEE/MG dobrou o recurso destinado à merenda escolar, com um incremento de R$ 170 milhões sobre o valor que normalmente é repassado pelo Estado, totalizando R$ 340 milhões de recurso estadual’’.

A Secretaria disse que representantes do Governo de Minas mantêm diálogo com a categoria e têm participado das reuniões de conciliação realizadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Além disso, tramita atualmente projeto de lei enviado pelo Executivo que prevê o reajuste salarial de 10,06% para todos servidores públicos estaduais, incluindo os da Educação. ‘’O percentual estabelecido é o que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) permite no momento’’.

‘’Em decisão homologada em audiência de conciliação realizada na quinta-feira (31 de março) no TJMG, o Governo de Minas Gerais informou que vai destinar mais R$ 30 milhões para o pagamento do rateio extraordinário do Fundeb, com o objetivo de ampliar o número de servidores da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) a serem beneficiados. No dia 20 de janeiro de 2022, o Governo de Minas já havia pagado rateio extraordinário dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Foram distribuídos R$ 539 milhões entre os servidores da Educação lotados e em exercício nas escolas estaduais durante o ano de 2021, contemplando cerca de 226 mil cargos, conforme os critérios estabelecidos pela nova lei do Fundeb’’.

A SEE destacou que permanece vigente a decisão do TJMG, do dia 9 de março, que determinou a suspensão da greve dos servidores da educação, sob pena de multa diária no valor de R$ 100.000,00.

A Secretaria visa alinhar e planejar os procedimentos de reposição de aulas, sendo elaborado um cronograma para os dias paralisados, caso haja necessidade.

Apesar de a assembleia estar marcada para às 14h, a votação sobre a continuidade ou não da greve ainda não começou porque uma audiência de conciliação no TJMG está sendo realizada entre o governo de Minas e o Sindicato Único dos Trab em Educação de Minas Gerais (SindUTE).

Professores da UEMG entram em greve e pedem reajuste de 71%

A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) é mais uma instituição em greve no Estado. Desde essa sexta-feira (18/3), professores da UEMG cruzaram os braços para pedir, entre outras pautas, recomposição salarial de 71%, referente à falta de reajustes entre 2012 e 2021.

Outras pautas da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (Aduemg) são a incorporação de todas as gratificações ao salário, a implementação de um novo plano de carreira e a não adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que mudaria a carreira do professor.

Também solicita a abertura de editais para ampliar o regime de trabalho de 20 para 40 horas, de acordo com a demanda das unidades. Outro pedido é a contratação de professores substitutos em regime de 40 horas, com isonomia salarial em relação aos efetivos.

A imediata nomeação de professores aprovados em concurso público e a abertura de novos editais convocatórios também são demandas da Aduemg.

“A greve foi votada e aprovada na nossa última assembleia-geral da categoria, que bateu recorde de participação. Teremos uma nova assembleia-geral na próxima terça (22/3), às 14h. Nós também teremos atos gerais e locais na próxima semana. É importante que a categoria permaneça em defesa da universidade pública de Minas Gerais”, disse o vice-presidente da Aduemg, Cássio Diniz, em vídeo gravado no Instagram.

De acordo com Cássio Diniz, a categoria conta com apoio das associações estudantis e de profissionais da educação da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), também ligada ao Executivo Estadual.

Outro lado


Em nota, o Governo de Minas informou que “tramita na Assembleia Legislativa de Minas projeto de lei que prevê o reajuste salarial de 10,06% para todos servidores públicos estaduais. O percentual estabelecido é o que a Lei de Reponsabilidade Fiscal (LRF) permite no momento”.

O governo ainda informa que “retirou o regime de urgência do projeto de lei do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para que o texto sobre a recomposição de perdas inflacionárias a todos os servidores de Minas Gerais possa ter a máxima celeridade na avaliação e aprovação”.

Ainda de acordo com a administração pública, “em junho de 2021, foram nomeados 180 professores de educação superior aprovados como excedentes em concurso público para 17 unidades da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Outros 256 professores foram nomeados em 2020. Além disso, há um concurso em andamento para preencher 56 vagas docentes dos cursos de saúde da unidade de Passos, no Sul de Minas”.

Trabalhadores da Cemig entram em greve nesta segunda

Trabalhadores da Cemig entraram de greve nesta segunda-feira (29) em Minas Gerais. A informação foi repassada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética em Minas Gerais (Sindieletro-MG).

De acordo com a associação, o ato se dá pela falta de diálogo com Zema e pela antecipação da privatização da empresa. “A estatal está sendo desmontada pelo governo para ser privatizada e é alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa que aponta várias irregularidades cometidas pelos gestores indicados pelo governador, grande parte deles constituída de paulistas”, afirmou o sindicato em nota enviada à imprensa.

Além disso, o sindicato questiona previlégios que seriam “garantidos à alta cúpula”. Na nota, o sindicato afirma que apoia a CPI da Cemig e que defende o afastamento do presidente Reynaldo Passanezi Filho até que sejam concluídas as apurações.

Nesta segunda, também está marcado um ato o em frente à Sede da Cemig, no bairro Santo Agostinho, a partir das 14h.

Estatal afirma que sindicato rejeitou proposta de reajuste

Em nota encaminhada à reportagem, a Cemig afirma que o Sindieletro-MG “recusou proposta de reajuste salarial superior a 11%” que teria sido oferecida “a todos os seus empregados”.

“O reajuste incidiria sobre salários e benefícios, como vale-refeição e auxílio educação, entre outros. A Companhia ofereceu ainda a manutenção de condições diferenciadas oferecidas a empregados, como pagamento antecipado de 30% dos salários na primeira quinzena do mês e a quitação do pagamento até o penúltimo dia do mês corrente, e não até o quinto dia útil do mês seguinte, como é previsto pela legislação”, diz o texto. 

Ainda, a estatal alegou que “a adesão à paralisação é mínima” e minimizou a greve, declarando não haver “qualquer prejuízo operacional”. 

“A proposta da Cemig foi aceita por 13 dos 16 sindicatos que representam empregados da Companhia. Entre eles, as representações de economistas, engenheiros, advogados, administradores, médicos, psicólogos e programadores, além da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas de Minas Gerais” , completa.

Caminhoneiros fazem greve em estradas de 15 estados

Um dia após os discursos do presidente Jair Bolsonaro em Brasília e São Paulo, nos quais criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a defender o voto impresso, caminhoneiros decidiram parar vários pontos de estradas em pelo menos 15 estados, especialmente na região Sul, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na quarta, 8, um grupo de cem caminhoneiros resolveu bloquear a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e tentou chegar a locais de acesso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso.

De acordo com lideranças da categoria, que não endossam os protestos dos caminhoneiros, as paralisações são organizada por grupos que apoiam o governo.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, que monitora greves da categoria, foram registrados nesta madrugada pontos de bloqueio em rodovias federais em estados como a Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Maranhão. Em Santa Catarina, a mobilização chegou a ameaçar o abastecimento e a Polícia Rodoviária Federal entrou em ação para liberar as estradas.

Segundo a pasta, o movimento é espontâneo. “Não há coordenação de qualquer entidade setorial do transporte rodoviário de cargas e a composição das mobilizações é heterogênea, não se limitando a demandas ligadas à categoria”, informou a pasta em nota.

A pasta disse ainda que não há previsão de que os bloqueios nas rodovias afetem o abastecimento de produtos no país, mas a situação já preocupa as distribuidoras de combustíveis.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que diz congregar 4.000 empresas do setor, disse em nota que as paralisações poderão causar sérios transtornos, com graves consequências para o abastecimento de produtos, incluindo alimentos, medicamentos e combustíveis. Entidades representativas de caminhoneiros autônomos dizem não apoiar os protestos.

Um dos líderes da greve, Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, pretendia entregar nesta quarta um documento ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pedindo a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “O povo brasileiro não aguenta mais a forma impositiva que STF vem se posicionando. O povo brasileiro está aqui (Esplanada dos Ministérios) buscando solução e só vamos sair daqui com solução na mão”, disse Chicão, que preside União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), em vídeo que circula pelas redes sociais.

Os caminhoneiros representam uma forte base de apoio do governo. A paralisação da categoria teve início pouco mais de 24 horas após os discursos do presidente Jair Bolsonaro no feriado do 7 de setembro. Em seu pronunciamento em São Paulo, Bolsonaro disse que não cumprirá “ordens” do STF e chamou o ministro Alexandre de Moraes de “canalha”. Observando a multidão que o aplaudia, do alto do palanque montado na avenida Paulista, o presidente reforçou o discurso contra Moraes. “A paciência do nosso povo já se esgotou. Ele que vá cuidar da sua vida. Para nós, ele não existe mais”, afirmou.

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