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TJMG condena investigados da Operação ‘Trem da Alegria’ em Guapé; ex-prefeito recebe pena de 17 anos

TJMG condena investigados da Operação ‘Trem da Alegria’ em Guapé; ex-prefeito recebe pena de 17 anos – Foto: redes sociais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o ex-prefeito de Guapé, Nelson Alves Lara, a 17 anos de prisão em regime inicial fechado por envolvimento em um esquema de corrupção investigado na Operação Trem da Alegria. A decisão também atinge dois empresários e o ex-diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), que receberam penas de reclusão.

A investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Procuradoria de Justiça. Segundo a acusação, o grupo teria praticado crimes de corrupção, peculato e fraude em licitações públicas.

Licitações direcionadas e pagamentos indevidos

De acordo com a denúncia, contratos para locação de maquinário, caminhões e contratação de operadores foram manipulados para beneficiar empresas específicas. Em pelo menos três episódios, empresários e o então diretor do SAAE teriam apresentado documentos falsos para comprovar horas de serviço que não foram executadas, o que resultou na apropriação indevida de aproximadamente R$ 6 mil em recursos públicos.

As apurações também indicaram que o ex-prefeito utilizou para fins particulares uma televisão que havia sido destinada à Secretaria Municipal de Saúde.

Outro ponto destacado na denúncia envolve a suposta solicitação de propina. Conforme o Ministério Público, Nelson Lara teria exigido de um empresário do setor de urbanização o repasse de três lotes avaliados em cerca de R$ 240 mil.

Operação começou em fevereiro de 2024

A primeira fase da Operação Trem da Alegria foi deflagrada em 7 de fevereiro de 2024. O objetivo era desarticular uma organização criminosa que, segundo as investigações, estaria instalada na estrutura da administração municipal.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão contra o então prefeito, o procurador-geral do município, o diretor do SAAE e empresários apontados como participantes do esquema.

Apesar da condenação recente, outras sete ações penais relacionadas ao caso ainda estão em tramitação no Judiciário. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que, até o momento, o ex-prefeito ainda não ingressou no sistema prisional.

Condenação anterior por crime ambiental

Nelson Alves Lara já havia sido condenado anteriormente por crime ambiental cometido entre 2017 e 2019. Naquele processo, a pena fixada foi de 1 ano, 11 meses e 10 dias, em regime aberto, posteriormente convertida em penas restritivas de direitos e pagamento de 106 dias-multa.

Segundo o MPMG, o ex-prefeito e uma empresa contratada pelo município descartaram entulho e resíduos da construção civil em área sem licença ambiental, nas proximidades de uma estação de transbordo de lixo, o que teria colocado em risco a saúde pública.

O mesmo local já havia sido utilizado de forma irregular entre 2005 e 2012, durante gestões anteriores de Nelson Lara, causando degradação ambiental e afetando uma nascente. Ainda conforme o Ministério Público, mesmo diante das irregularidades contratuais, o então prefeito deixou de aplicar as sanções previstas.

A empresa envolvida foi condenada ao pagamento de multa e ficou proibida de contratar com o poder público por quase dois anos.

Prisão revogada pelo STJ em 2025

Em julho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva de Nelson Lara e de outros dois investigados — Polwmer Gonçalves Vieira e Reginaldo Fernandes Souza.

A Corte entendeu que houve excesso de prazo na tramitação do processo, causado por conflitos de competência que levaram a ação a transitar entre diferentes instâncias, o que atrasou a fase de instrução. Diante disso, a prisão foi substituída por medidas cautelares.

Polícia Civil prende em Passos foragido investigado por homicídio em São José da Barra

Polícia Civil prende em Passos foragido investigado por homicídio em São José da Barra – Foto: reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia de Polícia de Alpinópolis (MG), prendeu nesta terça-feira (13), um homem de 37 anos investigado por um homicídio ocorrido em abril de 2025, no município de São José da Barra (MG).

O suspeito estava foragido da Justiça desde maio do ano passado. Após intensas diligências, a equipe policial conseguiu localizá-lo escondido em uma residência na cidade de Passos. As investigações apontam que, durante o período em que esteve foragido, ele chegou a permanecer por um tempo no Estado de São Paulo, na tentativa de despistar as autoridades.

De acordo com as apurações, o crime ocorreu quando a vítima, um homem de 33 anos, teria ido até a casa do investigado. Após uma discussão entre os dois, o suspeito teria efetuado disparos de arma de fogo, atingindo a vítima no tórax, o que provocou sua morte no local.

Com o cumprimento dos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O inquérito policial será concluído pela Delegacia de Polícia de Alpinópolis e encaminhado ao Poder Judiciário. A operação contou com o apoio da Delegacia Regional de Passos.

Na véspera das eleições suplementares para prefeito em Guapé, STF concede habeas corpus a ex-prefeito investigado na operação ‘Trem da Alegria’

Na véspera das eleições suplementares para prefeito em Guapé, STF concede habeas corpus a ex-prefeito investigado na operação ‘Trem da Alegria’ – Foto: reprodução

O ex-prefeito de Guapé (MG), Nelson Alves Lara, teve a prisão preventiva revogada por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu habeas corpus substituindo a detenção por medidas cautelares. Nelson é investigado por suspeita de envolvimento em desvios de recursos públicos no âmbito da Operação Trem da Alegria, que apura crimes como peculato e formação de organização criminosa.

Além de Nelson Lara, a decisão também beneficiou os réus Polwmer Gonçalves Vieira — apontado como um dos principais envolvidos no caso — e Reginaldo Fernandes Souza. Os três estavam presos preventivamente desde fevereiro de 2024, com nova ordem de prisão emitida em abril.

No julgamento do Habeas Corpus, o STJ reconheceu a existência de ilegalidade na manutenção da prisão, destacando o excesso de prazo na tramitação do processo, provocado por disputas sobre a competência judicial. A indefinição quanto ao juízo responsável gerou sucessivas remessas da ação entre instâncias, atrasando a conclusão da fase de instrução.

O STJ entendeu que os riscos que justificavam a prisão — como interferência no processo e reincidência — foram superados, já que a fase instrutória foi encerrada e Nelson Lara não exerce mais cargo público. O tribunal concluiu que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para garantir a ordem processual.

Medidas impostas ao ex-prefeito

Após a decisão do STJ, a Turma Única do Tribunal da Comarca de Guapé determinou a liberdade provisória de Nelson Lara, desde que ele cumpra as seguintes condições:

  • Comparecimento mensal ao juízo para justificar atividades e manter endereço atualizado;
  • Proibição de frequentar a Prefeitura de Guapé;
  • Proibição de manter contato com testemunhas, vítimas e outros investigados;
  • Proibição de sair da comarca;
  • Permanência em prisão domiciliar durante a noite e nos dias de folga.

O tribunal ressaltou que o descumprimento de qualquer uma dessas medidas poderá resultar na revogação do benefício e nova decretação de prisão preventiva.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), até a tarde desta quarta-feira (2), o ex-prefeito Nelson Alves Lara permanecia sob custódia na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga em Uberlândia (MG).

Já Polwmer Gonçalves Vieira foi desligado do sistema prisional na última segunda-feira (30) após concessão de alvará pela Justiça. Até a última atualização desta reportagem, a Justiça não soube informar sobre a situação de Reginaldo Fernandes Souza.

Operação Trem da Alegria

A “Operação Trem da Alegria” apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes políticos e servidores do município. Nelson Lara, que já comandou a Prefeitura de Guapé, é um dos principais investigados no caso.

Com a decisão do STJ, os três acusados aguardam o desfecho do processo em liberdade, mas sob monitoramento judicial. A investigação continua em curso, e a Justiça ainda não estabeleceu prazo para o julgamento final.

Via: G1

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