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Jornal Folha Regional

Ministro Alexandre Silveira se reúne com prefeitos para debater ações e investimentos no Lago de Furnas

Ministro Alexandre Silveira – Foto: reprodução

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, estará em Alfenas nesta sexta-feira (31) para discutir o futuro do Lago de Furnas, conhecido como o “Mar de Minas”. O encontro, que reunirá lideranças políticas e regionais, acontecerá a partir das 14h, no Auditório da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) – Campus Pinheiro.

Promovido pela Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), o evento reunirá prefeitos, vereadores e representantes dos 52 municípios que compõem a região do reservatório. A proposta é buscar soluções conjuntas e investimentos que promovam o desenvolvimento sustentável e a preservação hídrica do lago, considerado vital para a economia local.

Entre os temas em pauta estão:

  • Novos investimentos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional;
  • Acesso ao Fundo de Desestatização da Eletrobras (Axia Energia) como alternativa de financiamento;
  • Defesa da cota mínima de 762 metros, fundamental para o equilíbrio das atividades turísticas, da piscicultura e da agropecuária.

A reunião é considerada estratégica para o fortalecimento da região, uma vez que busca consolidar ações integradas entre o governo federal e os municípios em prol da gestão equilibrada das águas e do crescimento econômico sustentável nas margens do Lago de Furnas.

Marinha realiza operação com 1.800 militares, veículos blindados, aviões de caça e helicópteros no Lago de Furnas, em São José da Barra

Marinha realiza operação com 1.800 militares, veículos blindados, aviões de caça e helicópteros no Lago de Furnas, em São José da Barra – Vídeo: Operações Ribeirinhas 2023, no Lago de Furnas, em São José da Barra/MG

A Marinha do Brasil (MB) realiza exercício no Lago de Furnas, em São José da Barra (MG), até o dia 30 de outubro, com 1.800 militares, embarcações, helicópteros, aviões de caça, drones, veículos blindados e anfíbios, além de diversos outros equipamentos militares.

A Operação Furnas 2025, que é um dos maiores treinamentos militares em Minas Gerais, comprova a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) ao deslocar tropas do Rio de Janeiro para o Sul de Minas. O evento contará ainda com a participação de 52 militares de nove países (Arábia Saudita, Camarões, Chile, França, Itália, México, Moçambique, Portugal e Reino Unido) e um representante da Junta Interamericana de Defesa.

Segundo a Marinha do Brasil, o propósito da Operação Furnas é possibilitar o treinamento de Unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) integradas aos meios aéreos e embarcações da MB em operações ribeirinhas, em operações de paz e em treinamentos interagências, com a participação de órgãos municipais e estaduais. A atuação da FFE no Sul de Minas contribui para uma maior presença da Marinha nas áreas do entorno do Lago de Furnas.

Marinha realiza operação com 1.800 militares, veículos blindados, aviões de caça e helicópteros no Lago de Furnas, em São José da Barra – Foto: divulgação/Marinha do Brasil

Ainda conforma a Marinha, serão realizados exercícios de ajuda humanitária, assalto ribeirinho, transposição de curso d’água e missões de combate envolvendo helicópteros da MB. Trata-se de oportunidade do público ver de perto, por exemplo, o exercício de operações de paz que contará com a participação da Força de Reação Rápida: a primeira tropa do Brasil a atingir o nível máximo de capacitação operacional da ONU, sendo atualmente a única disponível no mundo, o que a torna apta a ser empregada, a qualquer momento, em missões de paz.

Haverá também um workshop interagências de cooperação com a Defesa Civil, reunindo militares da MB e de agências homólogas de Minas Gerais. A iniciativa visa promover o conhecimento mútuo sobre as capacidades e limitações das instituições envolvidas e incrementar a cooperação em ações de assistência humanitária, buscando soluções preventivas e respostas eficazes em situações de potenciais desastres na região. Ao atuar com agências federais, estaduais e municipais, a Marinha aumenta a capacidade de resposta em casos de emergência, além de melhorar a segurança da região.

Eventos da Operação Furnas 2025

1) Ação Cívico-Social

Data: sábado (25/10)
Horário: 8h
Local: Escola Municipal Maria Aparecida Passos. Travessa Ari Brasileiro de Castro, 55,
Centro. São José da Barra-MG.

2) II Workshop Interagências de Cooperação com a Defesa Civil

Data: segunda-feira (27/10)
Horário: das 8h30 às 17h
Local: Auditório da Santa de Misericórdia. Rua Santa Casa, 164, Passos-MG.

3) Exercício de Demonstração de Capacidades

Data: quarta-feira (29/10)
Horário: 14h30
Local: Estação Cultural de Passos e Santa Casa de Misericórdia de Passos. Avenida
Estação s/nº – Bairro Coimbras, Passos – MG. CEP: 37.904-260

São José da Barra reúne autoridades para discutir transporte por balsas no Lago de Furnas

Autoridades discutem projeto de concessão estadual; prefeitos e deputados pedem mais garantias e transparência

A modernização do transporte aquaviário por balsas no Lago de Furnas foi tema de uma audiência pública realizada na última semana, na Câmara Municipal de São José da Barra (MG). O encontro reuniu representantes do Governo de Minas, prefeitos, deputados e vereadores para discutir o projeto de concessão que pretende reformular as travessias atualmente mantidas pelos municípios.

Estiveram presentes o deputado federal Emidinho Madeira (PL), o deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho, o prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, o vice-prefeito Jailson Viana, o presidente da Câmara, Adriano Justino, além de vereadores da região. Também participaram o prefeito de Capitólio e presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Cristiano Geraldo da Silva, o representante do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, Alexandre Guiraldelli, o delegado da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), comandante Rubens Ikeuti, o primeiro-tenente André Raimundo e o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Gaspar Ponciano.

O debate integra o processo de consulta pública do Governo de Minas para a estruturação do projeto de concessão do transporte aquaviário, que deve beneficiar mais de 300 mil pessoas em 50 municípios do entorno do Lago de Furnas.

O projeto abrange sete travessias em cidades banhadas pelo Lago de Furnas:

  • Pontalete, que liga Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu;
  • Pontal Penas, entre São José da Barra e Guapé;
  • Fernandes, entre Guapé e Cristais;
  • Águas Verdes, entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio;
  • Fama, que liga o município a Campos Gerais;
  • Mendes, entre Campo Belo e Nepomuceno;
  • e Itaci, que conecta o distrito a Carmo do Rio Claro.

Estado explica modelo de concessão

O subsecretário da Superintendência de Modelagem Técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Victor, apresentou os detalhes da proposta e explicou que o modelo busca resolver os problemas acumulados nas últimas décadas. Segundo ele, as balsas atuais estão desgastadas e exigem manutenção constante.

“Com o tempo, essas balsas se deterioraram, e hoje enfrentamos grandes desafios junto às prefeituras. Muitas não estão em boas condições, há atrasos recorrentes e paradas frequentes para manutenção. São embarcações fundamentais para o desenvolvimento da região, e precisamos modernizá-las”, afirmou.

Victor explicou que o Estado pretende conceder todas as travessias intermunicipais do Lago de Furnas a uma única operadora.

“Em vez de várias prefeituras operando separadamente, uma concessionária única será responsável pela compra, operação, manutenção e cobrança das balsas. Isso traz mais eficiência, controle e qualidade, porque o Estado poderá fiscalizar diretamente o serviço”, pontuou.

Ele destacou que a concessão prevê investimentos de cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados à renovação das balsas e R$ 3 milhões para licenciamento e regularização das operações.

“Prevemos uma padronização das tarifas e dos horários. Hoje há valores e serviços diferentes em cada travessia, o que gera conflitos. Com o novo modelo, queremos uniformizar isso”, disse.

“Até a concessionária assumir, num prazo máximo de dois anos, contamos com a parceria dos municípios para manter as operações. Não se compra uma balsa nova do dia para a noite”, completou.

Sobre as tarifas, o subsecretário detalhou: “Pedestres e bicicletas terão isenção. Para carros, o valor será de R$ 15, e para veículos maiores, o preço aumentará conforme o número de eixos.”

Ele defendeu que a concessão trará benefícios a toda a região.

“Quem ganha com essa proposta são os 52 municípios da ALAGO, os 300 mil moradores, os produtores rurais e os turistas. Com um serviço previsível e regular, todos saem beneficiados”, disse.

Victor também explicou que o contrato será uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos e garantias de continuidade.

“A melhor forma de dar estabilidade é por meio de um contrato longo com o Fundo Garantidor de Parcerias (FGP). Mesmo se uma gestão futura deixar de cumprir obrigações, esse fundo cobre o pagamento e assegura o funcionamento do serviço”, destacou.

Deputado federal Emidinho Madeira critica pressa e custos

O deputado federal Emidinho Madeira demonstrou desconfiança em relação à proposta e questionou a viabilidade do modelo.

“Como vamos confiar? O Estado, na minha opinião, não tem condições de assumir mais compromissos. Essas balsas, do jeito que estão, são coisa do passado. As novas serão realmente novas ou apenas reformadas?”, questionou.

Ele afirmou que pedirá uma nova audiência pública em Brasília para aprofundar o debate.

“Vou solicitar um requerimento no Congresso e pedir uma audiência pública nacional sobre o tema. Não podemos assinar esse contrato com essa rapidez. Furnas prometeu muito à nossa região e nunca cumpriu. Essa proposta, como está, não é interessante para os municípios”, disse.

Emidinho também demonstrou preocupação com os impactos econômicos.

“Amanhã ou depois pode faltar recurso aos municípios, que terão de arcar com os custos das travessias. Passar um carro pode custar R$ 15, mas um caminhão chega a R$ 100. Isso pesa para quem transporta café, soja ou milho, e já paga imposto de tudo”, alertou.

“E se daqui a dois anos o Estado não conseguir manter as balsas? Entra governo, sai governo, e quem vai bancar isso? Os municípios? Não teremos mais para quem recorrer, porque já não será responsabilidade de Furnas nem da Eletrobras”, completou.

Deputado estadual Dr. Maurício Lemes defende mais debate e isenção para produtores

O deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho reconheceu a necessidade de modernizar as travessias, mas criticou a forma como o processo vem sendo conduzido.

“Eu acho que precisa sim concessionar, porque a iniciativa pública sozinha não consegue evoluir. As balsas precisam ser novas, as travessias devem ser fiscalizadas. Mas não concordo que o produtor ou o turista tenham que pagar por isso. Pode afugentar visitantes e pesar no bolso do trabalhador rural”, afirmou.

Ele também defendeu mais tempo para amadurecer a discussão.

“O assunto precisa ser mais divulgado e debatido. O subsecretário disse que o contrato será encerrado em novembro e que já querem licitar. Não pode ser tão apressado. Precisamos de pelo menos seis meses ou um ano, com mais audiências, mais prefeitos, vereadores, empresários e a população participando”, reforçou.

Prefeito de São José da Barra pede garantias e critica dependência do modelo

O prefeito Marcelinho Silva agradeceu ao Governo de Minas por assumir a responsabilidade sobre as travessias, mas demonstrou cautela em relação à sustentabilidade do projeto.

“Tem muita coisa ainda obscura. Será que daqui cinco ou dez anos os governos manterão essa decisão ou vão mudar tudo? A preocupação é legítima, porque, se a privatização não der certo, o problema volta para os prefeitos”, avaliou.

Marcelinho questionou também o modelo de investimento adotado.

“Existe um fundo de estatização de R$ 2,4 bilhões. A ponte entre Delfinópolis e Cássia custará cerca de R$ 140 milhões. Por que não usar esse recurso para construir pontes em cada travessia e acabar com o problema das balsas de vez? Isso traria um salto enorme em desenvolvimento, como aconteceu em São João Batista do Glória após a construção da ponte”, afirmou.

“O Estado está empurrando para uma terceirizada. Mas até quando essa privatização vai funcionar? Se não der certo, o custo volta para os municípios. Essa é a nossa maior preocupação”, completou.

Governo de Minas prepara parceria público-privada para modernizar transporte por balsas no Lago de Furnas

Governo de Minas prepara parceria público-privada para modernizar transporte por balsas no Lago de Furnas – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais estuda a criação de uma parceria público-privada (PPP) para modernizar o transporte aquaviário no entorno do Lago de Furnas, no Sul de Minas. O projeto prevê que um operador privado assuma a administração, manutenção e renovação das balsas utilizadas por moradores, produtores rurais e turistas em travessias intermunicipais.

Atualmente, o serviço é operado de forma independente por cada município, com embarcações antigas e estrutura precária, o que compromete a segurança e a regularidade das travessias. A proposta estadual busca unificar a gestão e criar um sistema padronizado e fiscalizado, com balsas novas, horários fixos e tarifas reguladas.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, o objetivo é garantir um transporte mais eficiente e seguro, eliminando as deficiências do modelo atual. O governo pretende implantar um único operador responsável por todas as travessias, o que, segundo ele, permitirá fiscalização mais rígida e melhorias significativas na qualidade do serviço.

O projeto inclui sete travessias em cidades banhadas pelo lago: Pontalete (Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu), Pontal Penas (São José da Barra e Guapé), Fernandes (Guapé e Cristais), Águas Verdes (Carmo do Rio Claro e Campo do Meio), Fama (ligando o município a Campos Gerais), Mendes (Campo Belo e Nepomuceno) e Itaci (distrito de Carmo do Rio Claro).

O edital da PPP deve ser lançado até o final de 2025, e o leilão está previsto para 2026. O governo propõe uma tarifa mínima de R$ 15 por travessia, com exigência de balsas novas, cumprimento de horários e padrões de qualidade definidos em contrato.

Travessia do Pontalete é destaque entre as mais problemáticas

Um dos pontos mais críticos do sistema é a balsa do Pontalete, que conecta Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu. O valor atual da travessia é de R$ 25, e a embarcação, com capacidade para 37 toneladas (cerca de quatro carros), enfrenta constantes falhas mecânicas e falta de estrutura de segurança.

Moradores relatam que não há salva-vidas suficientes nem equipamentos de comunicação adequados, o que gera apreensão em caso de emergências. Também há registros de paralisações frequentes por problemas nos motores, o que causa atrasos e transtornos diários.

Durante uma audiência pública em Três Pontas, representantes da comunidade defenderam que a construção de uma ponte seria a solução definitiva para os deslocamentos na região. Para os produtores rurais, o custo com as travessias diárias representa um ônus financeiro e logístico significativo, e a balsa é vista apenas como uma alternativa temporária.

População acompanha audiências e cobra soluções

As discussões sobre o novo modelo de transporte seguem sendo realizadas por meio de audiências públicas nas cidades envolvidas. Nesta quinta-feira (16), o encontro ocorreu em Campo Belo, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. As próximas reuniões estão marcadas para 22 de outubro, em Cássia, e 24 de outubro, em Delfinópolis, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).

Autoridades municipais têm reforçado a importância da participação popular nas decisões. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Três Pontas, Sérgio Victor Nogueira, destacou que o envolvimento da comunidade é essencial para garantir que o resultado final atenda às reais necessidades da população e traga benefícios efetivos à região.

Investimentos federais e integração de projetos

Enquanto o governo mineiro avança com o modelo de PPP, o governo federal também anunciou um investimento de R$ 42 milhões voltado à melhoria do transporte aquaviário nos lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes. O plano federal prevê a doação de embarcações da Eletrobras a municípios que assumirão a operação e manutenção dos equipamentos.

No Sul de Minas, nove cidades serão beneficiadas diretamente: Carmo do Rio Claro, Cristais, Alfenas, Campo Belo, Campo do Meio, Fama, Três Pontas, Guapé e Delfinópolis.

Com os dois projetos em andamento — estadual e federal —, o governo de Minas estuda formas de integrar as iniciativas, criando uma gestão unificada para as travessias. A proposta é que o Estado assuma a coordenação e a fiscalização do sistema, garantindo padronização operacional e mais eficiência na prestação do serviço.

Segundo informações de Furnas, as definições sobre o modelo de gestão e a divisão de responsabilidades entre Estado e prefeituras ainda estão sendo discutidas e deverão ser concluídas nos próximos meses.

Lago de Furnas terá investimento de R$ 42 milhões em infraestrutura e transporte de balsas

Lago de Furnas terá investimento de R$ 42 milhões em infraestrutura e transporte de balsas – Foto: reprodução/G1

O governo federal anunciou nesta terça-feira (14) um pacote de verbas para obras de melhoria na infraestrutura do Lago de Furnas e no transporte por balsas no Sul de Minas. O anúncio foi feito durante reunião no Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF), com a presença de 11 prefeitos da Alago (Associação dos Municípios do Lago de Furnas).

Contexto: O investimento atende a uma demanda antiga dos municípios do entorno do Lago de Furnas, que com a saída da Eletrobras, as balsas que fazem a travessia de veículos intermunicipais fossem trocadas.

O pacote prevê a doação de 16 embarcações pela Eletrobras para municípios do entorno dos reservatórios das usinas de Furnas e Mascarenhas de Moraes. Também será feita a transferência de contratos de manutenção, certificação e locação das balsas de utilidade pública.

Segundo o governo, os contratos somam R$ 42 milhões, sendo R$ 16,5 milhões destinados diretamente às balsas e cerca de R$ 25 milhões para manutenção, certificação e repasse de recursos aos municípios.

“Queremos resolver o problema do saneamento básico definitivo dos municípios do entorno no mar de Minas, que é a Bacia de Furnas, para que a gente possa ter cada vez mais fortalecido o emprego e a renda ali com o turismo, com agricultura familiar, com a produção do agronegócio do Lago de Furnas e a segurança energética é tão fundamental para o desenvolvimento de Minas Gerais”, disse Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

Até então, quem era responsável pela manutenção preventiva das balsas eram os municípios e a Eletrobras fazia as manutenções corretivas. Mas as prefeituras alegam que esse acordo não era o suficiente para garantir a qualidade do transporte.

“A gente precisa que essas balsas estejam em melhores qualidades, a gente precisa ter balsas maiores para transportar um volume maior de veículos, a gente precisa que elas tenham manutenção em dia. Então, a gente acredita muito que esse recurso, esse investimento que será feito, vai ser muito benéfico por conta disso”, afirmou Cristiano Silva, presidente da Alago.

O dinheiro vai ser repartido proporcionalmente para nove cidades: Carmo do Rio Claro, Cristais, Alfenas, Campo Belo, Campo do Meio, Fama, Três Pontas, Guapé e Delfinópolis. E beneficia outros seis municípios da região que usam as embarcações: Paraguaçu, Elói Mendes, Nepomuceno, Cássia, São José da Barra e Campos Gerais.

O ministério mandou fazer um estudo técnico para saber quais alternativas eram melhores para ajudar na infraestrutura da região. A expectativa é que essa nova estrutura seja uma solução sustentável e que resolva as demandas de hoje e do futuro.

Além desses recursos para as balsas, com a desestatização da Eletrobras, a empresa está destinando mais de R$ 2 bilhões por 10 anos para a recuperação dos recursos hídricos da região da usina de Furnas.

“Nós já temos aí cinco projetos aprovados que já vão receber esses fundos, já vão receber esse recurso para fazer obra, fazer tratamento de esgoto”, completou o presidente da Alago.

Via: G1

Governo de Minas divulga audiências públicas sobre projeto de travessia multimodal nos Lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes

Governo de Minas divulga audiências públicas sobre projeto de travessia multimodal nos Lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes – Foto: reprodução

Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), realizará, a partir da próxima segunda-feira (13/10), uma série de audiências públicas em municípios do Sul e Sudoeste do estado.

O objetivo é debater com a população os projetos de concessão do transporte coletivo aquaviário por balsas no Lago de Furnas e a construção da ponte entre os municípios de Delfinópolis e Cássia, no reservatório da Usina Mascarenhas de Moraes.

As audiências fazem parte do processo de consulta pública iniciado em setembro para garantir a participação ativa da sociedade na estruturação dos projetos, que beneficiarão mais de 300 mil pessoas em 50 municípios mineiros.

Diálogo

Os encontros serão uma oportunidade para a população conhecer os projetos, tirar dúvidas diretamente com os técnicos da Seinfra e contribuir com sugestões que podem melhorar ainda mais as propostas.

“A escuta ativa é um compromisso essencial da nossa atuação. Queremos construir soluções que reflitam as necessidades reais dos mineiros que dependem dessas travessias diariamente”, destaca o secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.

Cronograma

As audiências serão realizadas de forma presencial em municípios diretamente impactados pelos projetos, com transmissão pelo canal da Seinfra no Youtube, além de duas sessões virtuais transmitidas pelo referido canal.

Transporte Aquaviário por Balsas no Lago de Furnas:

•          São José da Barra – 13/10, às 14h30 | Câmara Municipal (Avenida Ary Brasileiro de Castro, 242 – Centro)

•          Campo do Meio – 14/10, às 17h | Câmara Municipal (Rua José Miguel Vilela, 256 – Centro)

•          Três Pontas – 15/10, às 17h | Centro Cultural Milton Nascimento (Rua Celso Gazola, 23 – Jardim Brasil)

•          Campo Belo – 16/10, às 17h | Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Rua Lafaiete Corrêa, 40 – Centro)

•          Audiência Virtual Transporte Aquaviário Balsas do Lago de Furnas – 17/10, às 14h30 | Canal do Youtube da Seinfra

Ponte Delfinópolis – Cássia:

•          Audiência Virtual Ponte Delfinópolis-Cássia – 22/10, às 14h30 | Canal do Youtube da Seinfra

•          Delfinópolis – 24/10, às 17h | Escola Estadual Professora Neiva Maria Leite (Avenida Padre Ivo Soares de Matos, 888)

Como participar

Para participar, os interessados devem acessar os regulamentos de participação nas audiências públicas, disponíveis no Data Room do Estado de Minas Gerais, nas abas Transporte Aquaviário – Balsas do Lago de Furnas e Lote 12: Ponte Delfinópolis – Cássia.

Além das audiências, os cidadãos poderão enviar contribuições aos projetos, que devem ser encaminhadas para os e-mails [email protected] ou [email protected], devidamente identificadas e fundamentadas conforme o Regulamento de Participação em Consulta Pública.

Mais detalhes estão disponíveis no site da Seinfra, em Consulta Pública Lago de Furnas e Consulta Pública Ponte Cássia-Delfinópolis, e no portal da Unidade de Parcerias Público-Privadas do Estado de Minas Gerais, nas abas de transporte aquaviário no Lago de Furnas e ponte Delfinópolis-Cassia.

Próximos passos 

Além de melhorar o transporte, a iniciativa deve impulsionar o desenvolvimento regional, com impactos positivos no agronegócio, no turismo e na economia local. Com as consultas públicas em andamento, os editais devem ser publicados até o fim de 2025.

São José da Barra se firma como destino da pesca esportiva no Mar de Minas

São José da Barra se firma como destino da pesca esportiva no Mar de Minas – Foto: reprodução

O município de São José da Barra (MG), localizado às margens do Lago de Furnas, vem se consolidando como um dos principais destinos de pesca esportiva em Minas Gerais. Conhecido como “Mar de Minas” pela imensidão de suas águas, o reservatório, formado a partir da Usina Hidrelétrica de Furnas, oferece cenários ideais para a prática da modalidade que mais cresce no país.

Com águas abundantes e habitats diversificados, o lago abriga espécies como tucunaré, dourado, tilápia, traíra e pacu, atraindo tanto pescadores amadores quanto profissionais. A prática do “pesque e solte”, cada vez mais difundida, reforça o compromisso da região com a sustentabilidade e a preservação da fauna aquática, ao mesmo tempo em que movimenta a economia local.

De acordo com o Ministério do Turismo, a pesca esportiva mobiliza mais de R$ 1 bilhão por ano no Brasil e gera mais de 200 mil empregos diretos. Em São José da Barra, esse impacto é sentido no fortalecimento de pousadas, restaurantes, serviços náuticos e pacotes oferecidos por guias especializados, que incluem desde barcos equipados até a indicação dos melhores pontos de pesca.

A lei estadual que reconheceu a pesca esportiva como modalidade esportiva e de lazer em Minas Gerais ampliou ainda mais o potencial da atividade no Lago de Furnas. Especialistas destacam que a regulamentação deve atrair novos investimentos, fomentar campeonatos e consolidar o turismo ligado ao setor.

Para além da pesca, os visitantes encontram no Mar de Minas opções de passeios de lancha, esportes aquáticos, trilhas e cachoeiras que compõem o cenário natural do entorno da hidrelétrica. Dessa forma, São José da Barra se projeta não apenas como destino de lazer, mas como referência em turismo sustentável, unindo preservação ambiental, esporte e desenvolvimento econômico.

Lago de Furnas opera com apenas 48% da capacidade e acende alerta na região

Lago de Furnas opera com apenas 48% da capacidade e acende alerta na região – Foto: Reprodução/EPTV

O Lago de Furnas, um dos principais reservatórios de Minas Gerais e fonte vital para turismo, piscicultura, geração de energia e diversas atividades econômicas, enfrenta impactos significativos da estiagem prolongada. Em setembro de 2025, o volume útil do lago chega a 48,03%, conforme dados oficiais. Embora o índice seja superior ao registrado em 2024, quando o nível estava em 42%, ele permanece distante dos melhores resultados dos últimos anos: 88,18% em 2023 e 62% em 2022.

Em várias áreas do entorno, locais que deveriam estar cobertos por água agora exibem extensões de pastagem seca. O nível do lago encontra-se abaixo da cota de 762 metros, considerada mínima para garantir o funcionamento adequado das atividades turísticas e econômicas da região.

De acordo com Fausto Costa, secretário-executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), a situação gera preocupações econômicas, sociais e ambientais. Ele aponta que o turismo, responsável por movimentar mais de 50 atividades e impulsionar a economia regional, é um dos setores mais prejudicados. A piscicultura também sofre impactos severos: a oscilação do nível da água deteriora plantações submersas, reduz o oxigênio disponível e compromete o pescado, afetando tanto pescadores profissionais quanto artesanais.

Costa ressalta que o problema não se limita às chuvas, envolvendo também a necessidade de políticas públicas e estratégias de gestão eficientes. Segundo ele, há mais de duas décadas os municípios articulam com órgãos governamentais a adoção de um uso mais racional da água do lago. Embora o reservatório abasteça outras hidrelétricas, ele defende que sejam consideradas alternativas de geração de energia para reduzir a dependência hidrelétrica e garantir níveis seguros para a manutenção da economia regional.

A análise jurídica e as discussões em andamento reforçam a urgência de medidas estruturais que assegurem o equilíbrio entre abastecimento energético e preservação das atividades ligadas ao Lago de Furnas.

Governo de Minas lança consultas públicas para projeto de travessia multimodal no Lago de Furnas

Projeto prevê modernização do transporte por balsas, tarifa acessível, além da construção de ponte entre Delfinópolis e Cássia, com melhorias para mais de 300 mil pessoas em 52 municípios mineiros

Governo de Minas lança consultas públicas para projeto de travessia multimodal nos lagos de Furnas e Mascarenhas de Moraes – Foto: divulgação

Neste sábado (13/9), o Governo de Minas abriu consultas públicas para projetos de concessão do transporte coletivo aquaviário por balsas no reservatório da Usina de Furnas e concessão para construção da ponte entre Cássia e Delfinópolis, no reservatório da Usina Mascarenhas de Moraes. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), marca um avanço importante na mobilidade regional, com foco em segurança, eficiência e qualidade de vida para a população. 

Travessias por balsas no Lago de Furnas 

O projeto prevê a modernização e operação de sete travessias intermunicipais por balsa. São elas: 

  • Pontal/Penas (entre São José da Barra e Guapé) 
  • Fernandes (entre Guapé e Cristais) 
  • Águas Verdes (entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio) 
  • Fama (entre Fama e Campos Gerais) 
  • Pontaletes (entre Paraguaçu, Elói Mendes e Três Pontas) 
  • Mendes (entre Campo Belo e Nepomuceno) 
  • Itaci (entre Carmo do Rio Claro e Itaci) 

Lote 12: Ponte Cássia-Delfinópolis 

Outro destaque é a construção da aguardada ponte entre Cássia e Delfinópolis, com 1.280 metros de extensão. A nova ponte vai conectar os municípios, colocando fim a décadas de isolamento e facilitando o deslocamento diário de cerca de 780 veículos — mais da metade de todo o fluxo atual das travessias da região. 

Investimento e parceria 

Com investimento previsto de R$ 161 milhões, o projeto é fruto de parceria entre o Governo de Minas e a Eletrobras, atual proprietária das balsas e responsável pela sua manutenção, que fará a doação dos equipamentos para os municípios. No modelo vigente, o serviço é operado pelas prefeituras, que enfrentam limitações técnicas e financeiras — contexto que a concessão busca superar. 

“Esse é um momento histórico para Minas Gerais. Com a abertura das consultas públicas, queremos ouvir quem mais entende da realidade local: os moradores e usuários. Esse diálogo é essencial para que o projeto atenda às necessidades reais da população e promova mais segurança, regularidade e conforto”, afirma Pedro Bruno, Secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias. 

Participação popular 

A proposta será debatida em audiências públicas na região, com datas e locais a serem divulgados em breve pela Seinfra. 

Os cidadãos interessados poderão enviar sugestões até o dia 12/10. As contribuições devem ser encaminhadas para os e-mails [email protected] ou [email protected], devidamente identificadas e fundamentadas conforme o Regulamento de Participação em Consulta Pública. 

Mais detalhes sobre os projetos estão disponíveis no site da Seinfra, em Consulta Pública Lago de Furnas e Consulta Pública Ponte Cássia-Delfinópolis, e no portal da Unidade de Parcerias Público-Privadas do Estado de Minas Gerais, nas abas de transporte aquaviário no Lago de Furnas e ponte Delfinópolis-Cassia

Próximos passos 

Além de melhorar o transporte, a iniciativa deve impulsionar o desenvolvimento regional, com impactos positivos no agronegócio, no turismo e na economia local. Com a abertura das consultas públicas, o próximo passo será a publicação dos editais, prevista para ocorrer ainda em 2025.  

Pescadores reclamam da falta de peixes no Rio Grande e apontam fechamento de estação como causa

Pescadores reclamam da falta de peixes no Rio Grande e apontam fechamento de estação como causa – Foto: reprodução/EPTV

Pescadores de Passos (MG) e região relatam dificuldade para sobreviver da atividade devido à diminuição de peixes no Rio Grande. Segundo eles, espécies como dourado, pacu caranha, corimba e pintado praticamente desapareceram nos últimos anos.

O motivo, de acordo com os pescadores e com a associação que representa a categoria, seria o fechamento da estação de piscicultura da Usina Hidrelétrica de Furnas, que está sem funcionar há cerca de cinco anos. O espaço era responsável por soltar alevinos no lago, contribuindo para o repovoamento e manutenção da pesca.

O pescador Bento Jorge Gomes afirma que, antes, conseguia pescar até 150 quilos por semana, mas hoje a produção caiu pela metade.

“Caímos menos da metade que nós pegávamos. Nós vivemos com isso aí mesmo, fazer o quê? Não tem outro jeito, nós temos que ser pescadores. A gente tem que viver com isso aí mesmo, tem que dar os pulos”, disse.

O presidente da Associação dos Pescadores de Passos e Região, João Batista Rodrigues, reforça que a falta de alevinos compromete o ciclo natural das espécies.

“Ou fazia em laboratório ou fazia a escadaria para o peixe subir e desovar. O peixe de piracema precisa de correnteza. Hoje a gente tem falta desse peixe. O laboratório não funciona mais. Não há registro de que Furnas soltou peixe nos últimos anos”, afirmou.

A associação entrou com uma ação na Justiça para tentar garantir que Furnas retome o povoamento dos alevinos. Segundo Rodrigues, além de pedir a retomada do projeto, os pescadores também reivindicam indenização para investir em uma sede própria da entidade.

O secretário-executivo da Associação dos Municípios do Lago de Furnas, Fausto Costa, destacou que os impactos não são apenas econômicos.

“A estação de piscicultura de Furnas foi inaugurada em 1975 e, por muitos anos, produziu alevinos de espécies nativas, garantindo a sustentabilidade da pesca e a biodiversidade na região. Infelizmente, essa atividade deixou de existir, causando prejuízos ambientais, econômicos e sociais”, disse.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Furnas para saber sobre a possibilidade de reabertura da estação de piscicultura. A empresa informou que não vai se manifestar sobre o assunto, mas enviou uma nota em que reforça o compromisso com a conservação dos peixes na bacia do Rio Grande, afirmando que mantém ações alinhadas aos órgãos ambientais competentes.

Pescadores reclamam da falta de peixes no Rio Grande e apontam fechamento de estação como causa – Foto: reprodução/EPTV

Via: G1

Jornal Folha Regional
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