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Jornal Folha Regional

Parecer favorável fortalece proposta da Lei Mar de Minas, destaca Alago

Parecer favorável fortalece proposta da Lei Mar de Minas, destaca Alago – Foto: reprodução

A proposta que pretende fortalecer a proteção dos reservatórios de Furnas e Mascarenhas de Moraes deu um importante passo em Brasília. O Projeto de Lei nº 2.130/2024, conhecido como Lei Mar de Minas, recebeu parecer favorável do relator, deputado Newton Cardoso Jr., avanço comemorado pela Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago).

Segundo a entidade, o parecer reconhece a constitucionalidade e a viabilidade da proposta, considerada estratégica para garantir maior segurança jurídica à região e preservar as cotas mínimas de operação dos reservatórios, fundamentais para o desenvolvimento econômico dos municípios banhados pelos lagos.

O projeto prevê a criação da Área Especial de Interesse Turístico (AEIT), mecanismo que busca conciliar a geração de energia elétrica com a preservação das atividades econômicas ligadas ao turismo e ao uso múltiplo das águas.

Pelo texto, os reservatórios deverão respeitar critérios técnicos de operação, estabelecendo como referência uma cota mínima de 762 metros acima do nível do mar para Furnas e 663 metros para Mascarenhas de Moraes. A proposta defende que a gestão dos lagos mantenha equilíbrio entre a produção de energia e a preservação das atividades turísticas, ambientais e sociais.

Para a Alago, a manutenção dos níveis dos reservatórios é essencial para a economia regional. A entidade destaca que o esvaziamento excessivo dos lagos pode provocar uma queda superior a 70% no fluxo de turistas, afetando diretamente diversos segmentos da economia.

Os impactos também são percebidos na geração de empregos e na atividade turística. Dados apresentados pela associação apontam que o setor foi responsável por aproximadamente 56 mil postos de trabalho em apenas seis meses. Com os reservatórios em níveis elevados, a ocupação de hotéis, pousadas e demais empreendimentos turísticos chega a cerca de 85%.

A Alago também cita estudos que demonstram a estabilidade histórica do Lago de Furnas. Entre 1963 e 2003, o reservatório permaneceu abaixo da metade de sua capacidade em apenas 20% do tempo, cenário utilizado como referência para defender uma operação mais equilibrada.

Após receber parecer favorável nas comissões responsáveis pela análise da constitucionalidade da matéria, o projeto aguarda agora votação no plenário da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, a Alago afirma que intensificou a articulação com instituições regionais e parlamentares para que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, inclua a proposta na pauta de votações.

Na avaliação da entidade, a Lei Mar de Minas representa mais do que uma alteração legislativa. A expectativa é que a medida traga previsibilidade para investidores, fortaleça o turismo regional e assegure que os recursos hídricos cumpram, de forma equilibrada, suas funções social, ambiental e econômica.

Estudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região

Estudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região – Foto: Divulgação / Axia Energia

Após três anos de pesquisas realizadas em 97 pontos distribuídos pela bacia do Lago de Furnas, um estudo inédito da AXIA Energia traçou um amplo diagnóstico sobre as condições ambientais de um dos principais reservatórios do Sul de Minas. O levantamento identificou uma elevada diversidade de espécies aquáticas, mas também constatou fatores que acendem um alerta para a conservação da região.

Os resultados foram reunidos no livro “Ecologia e Pesquisa Transdisciplinar no Setor Elétrico”, que apresenta análises realizadas em rios, no reservatório e em áreas do entorno, abrangendo 35 municípios. O trabalho contou com a participação de 28 pesquisadores e recebeu investimento de R$ 6,3 milhões.

Considerado um dos mais completos já realizados na região, o estudo avaliou aspectos como a qualidade da água, a conservação da vegetação ciliar, a presença de espécies aquáticas e os impactos provocados pelas diferentes formas de ocupação do solo.

Segundo o diretor de Licenciamento Ambiental e Condicionantes da AXIA Energia, Jader Fernandes, o grande diferencial da pesquisa foi a abordagem integrada de todos esses elementos.

“O livro revela que a região de Furnas é um território vivo e interdependente, onde biodiversidade, qualidade da água, atividades econômicas e comunidades estão diretamente conectadas.”

Entre os principais resultados está o registro de uma ampla variedade de organismos aquáticos, incluindo peixes, moluscos, crustáceos e plantas distribuídos em diferentes áreas da bacia.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores identificaram sinais de pressão ambiental que podem comprometer esse equilíbrio. Entre os principais fatores estão o avanço do uso da terra nas áreas próximas ao lago, a redução da vegetação nas margens, a presença de espécies exóticas e o risco de degradação da qualidade da água em trechos mais impactados. Segundo o estudo, esses fatores ajudam a explicar alterações percebidas pela população, como mudanças na coloração da água, diminuição de determinadas espécies e reflexos sobre atividades como pesca e turismo.

A pesquisa também destaca que as condições ambientais do reservatório influenciam diretamente a rotina de quem vive ou trabalha na região. Setores ligados ao turismo, à piscicultura e ao lazer dependem da qualidade dos recursos naturais, e o monitoramento contínuo pode oferecer mais segurança para essas atividades, indicando, por exemplo, áreas mais adequadas para criação de peixes e exploração turística.

Além da produção científica, o projeto desenvolveu ações de educação ambiental e iniciativas de ciência cidadã em escolas públicas, buscando aproximar a população das questões relacionadas à preservação do lago.

As informações obtidas já estão sendo utilizadas no processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Furnas e deverão servir de base para futuros empreendimentos na região.

“O diagnóstico permite identificar áreas mais sensíveis e orientar decisões que causem menor impacto ambiental”, afirma Fernandes.

A expectativa é que o levantamento também contribua para a elaboração de políticas públicas voltadas à conservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais.

Ao consolidar estudos que antes estavam dispersos, a publicação oferece um panorama abrangente sobre a situação do Lago de Furnas e reforça um dos principais desafios da região: conciliar a geração de energia com a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Para os pesquisadores, esse equilíbrio depende cada vez mais do investimento em ciência e do monitoramento permanente dos ecossistemas.

Estudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região – Foto: Divulgação / Axia Energia
Estudo inédito revela riqueza ambiental do Lago de Furnas e faz alerta sobre impactos na região – Foto: Divulgação / Axia Energia

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em Belo Horizonte

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em BH – Foto: Unelagos

As pautas relacionadas ao Lago de Furnas estiveram entre os temas apresentados durante o Fórum de Meio Ambiente da Associação Mineira de Municípios (AMM), realizado na última terça-feira (16), em Belo Horizonte. A participação reforçou a presença do chamado Mar de Minas nos debates sobre sustentabilidade e políticas públicas ambientais em Minas Gerais.

A representação da região foi conduzida por integrantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob coordenação das professoras Sonaly Rezende e Izabel Andrade. A iniciativa faz parte do Projeto Mar de Nós, desenvolvido em parceria com a UNELAGOS, a ALAGO e a FECITUR.

Durante o evento, as pesquisadoras compartilharam informações sobre as ações que vêm sendo realizadas pelo projeto, além de apresentar reivindicações relacionadas às causas defendidas pelo grupo. Os participantes também tiveram acesso a um questionário por meio de um QR Code disponibilizado pela equipe.

Segundo a professora Izabel Andrade, a receptividade do público e o espaço concedido para a divulgação das propostas superaram as expectativas. Ela destacou que o projeto teve a oportunidade de apresentar suas demandas diretamente aos presentes e ampliar o alcance da iniciativa.

A avaliação positiva também foi reforçada pela professora Sonaly Rezende, que definiu a participação da equipe como extremamente produtiva.

A presença da UFMG no encontro evidenciou a importância da contribuição científica para a formulação de políticas ambientais e para o fortalecimento de estratégias voltadas à preservação e ao desenvolvimento sustentável do Lago de Furnas.

Além disso, a atuação conjunta entre instituições de ensino, entidades representativas e lideranças regionais tem sido fundamental para ampliar a visibilidade das demandas do território e fortalecer a defesa dos interesses do Mar de Minas em espaços de discussão e tomada de decisões.

Representantes da UFMG apresentam ações em defesa do Lago de Furnas durante fórum da AMM, em BH – Foto: Unelagos

Pressão institucional cobra cumprimento da cota mínima do Lago de Furnas em Minas

Pressão institucional cobra cumprimento da cota mínima do Lago de Furnas em Minas – Foto: Globo Repórter

A mobilização em defesa do Lago de Furnas ganhou novos contornos e passou a avançar também no campo institucional e político. Lideranças regionais, junto a representantes do setor produtivo, agora cobram diretamente o cumprimento da legislação que estabelece a cota mínima de 762 metros para o reservatório.

O movimento se intensificou após a iniciativa do deputado Antônio Carlos Arantes, que protocolou em Brasília os Requerimentos 20.314 e 20.315/2026. Os documentos foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, solicitando ações imediatas para garantir o nível mínimo do lago.

De acordo com defensores da pauta, a forma como os recursos hídricos vêm sendo administrados atualmente tem privilegiado demandas relacionadas à geração de energia e à operação da hidrovia Tietê-Paraná. Esse cenário, segundo eles, acaba deixando em segundo plano os chamados usos múltiplos da água, com reflexos diretos sobre o turismo, o agronegócio e o equilíbrio ambiental das cidades do entorno.

A cobrança mais incisiva marca uma mudança de postura entre as lideranças envolvidas, que afirmam não aceitar mais práticas consideradas prejudiciais ao reservatório. Para o grupo, manter o nível mínimo é essencial não só para a economia regional, mas também para a preservação dos ecossistemas.

Nesse cenário, a UNELAGOS tem desempenhado papel central na articulação das ações. A entidade reúne produtores, empresários e membros da sociedade civil em torno de uma agenda que busca conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental, sempre com base no cumprimento da legislação vigente.

Como estratégia, o movimento tem recorrido a instrumentos de fiscalização legislativa para pressionar órgãos federais e reforçar a aplicação das normas previstas na Constituição estadual. Para os envolvidos, o debate ultrapassa os limites regionais e está diretamente ligado à gestão dos recursos hídricos e à chamada soberania hídrica de Minas Gerais.

A expectativa agora é de que os órgãos responsáveis apresentem respostas e adotem medidas concretas para assegurar a manutenção do nível do lago, evitando impactos econômicos e ambientais na região.

Com informações de Tribuna Centro Oeste.

Operação Mar de Minas registra mais de 100 prisões no Lago de Furnas

Operação Mar de Minas registra mais de 100 prisões no Lago de Furnas – Foto: Maurício Vieira

Mais de 100 pessoas foram presas durante a Operação Mar de Minas 5, na Região do Lago de Furnas, no Sul do estado. O balanço parcial da ação aponta ainda a abordagem de 848 pessoas, a fiscalização de 1.422 veículos e 312 embarcações, além da apreensão de armas, celulares e drogas. A iniciativa, realizada entre 23 de março e 13 de abril, reúne forças de segurança estaduais, federais e órgãos parceiros com o objetivo de combater práticas criminosas em uma das principais áreas turísticas do estado.

Em sua quinta edição, a Operação Mar de Minas já é uma das principais estratégias de segurança pública voltadas para a região do Lago de Furnas. Coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), a ação conta com a atuação conjunta de diferentes instituições, incluindo as polícias Federal, Militar, Civil e Penal, o Corpo de Bombeiros Militar, além de órgãos como a Marinha do Brasil, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Neste ano, a operação teve ainda a participação inédita do Exército Brasileiro, que contribuiu com apoio logístico às ações ostensivas.

Ao todo, 393 agentes foram mobilizados, com o uso de 208 viaturas, 10 embarcações e uma moto aquática. Durante o período analisado, foram realizados 276 testes de bafômetro em condutores e oito veículos foram retidos.

No enfrentamento direto à criminalidade, a operação resultou em 102 prisões e na lavratura de 94 autos de prisão em flagrante. Além disso, foram instaurados 200 inquéritos policiais e concluídos outros 260. As equipes também apreenderam oito armas, entre brancas e de fogo, e 32 celulares, além de porções de entorpecentes como cocaína, crack e maconha.

No ambiente aquático, a Marinha do Brasil registrou 317 abordagens realizadas em balsas, flutuantes, motos aquáticas e embarcações de transporte de passageiros, além de áreas destinadas à prática esportiva e recreativa. Ao todo, 312 embarcações foram fiscalizadas, 36 notificadas e nove apreendidas.

Segundo os organizadores, o foco não está somente NA repressão a crimes, mas também Na prevenção e Na orientação de turistas e moradores, especialmente em períodos de maior movimentação na região.

A quinta edição segue até 21 de abril e novos balanços devem ser divulgados ao término das atividades. Os dados apresentados até o momento são parciais e refletem apenas parte das ações já realizadas.

São José da Barra será destaque ao vivo no EPTV 2 com série especial sobre o Lago de Furnas por meio da Secretaria de Indústria e Comércio

São José da Barra será destaque ao vivo no EPTV 2 com série especial sobre o Lago de Furnas por meio da Secretaria de Indústria e Comércio – Foto: reprodução

O município de São José da Barra será palco de uma transmissão ao vivo da EPTV nesta quinta-feira (2), durante a segunda edição do telejornal EPTV 2.

A entrada ao vivo faz parte da série especial “Travessia das Águas”, que reúne mais de dez reportagens sobre o Lago de Furnas, com destaque para os rios Grande e Sapucaí e o desenvolvimento das cidades do entorno.

Ao longo da semana, o projeto vem apresentando conteúdos especiais que exploram as belezas naturais, a cultura e a importância econômica da região, além de promover entradas ao vivo diretamente dos municípios participantes.

Em São José da Barra, a ação está sendo articulada por meio da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio. A proposta da transmissão é trazer um formato descontraído, estilo “luau”, com preparo de peixe ao vivo e apresentação musical com dupla de cantores, valorizando a cultura local e a identidade da região.

A transmissão será realizada na praça da Igreja São José Operário, no bairro de Furnas, a partir das 18h, levando ao público da emissora um pouco das tradições, da culinária e do potencial turístico do município.

A participação na série reforça a visibilidade de São José da Barra no cenário regional, destacando suas riquezas naturais e culturais em uma das principais emissoras do país.

As tratativas foram conduzidas pelo Secretário Municipal Romulo Leandro, que destacou a importância da parceria com veículos de comunicação, especialmente quando realizada de forma voluntária e sem custos para o município, fortalecendo a divulgação e o desenvolvimento local.

Leilão define nova empresa para travessias no Lago de Furnas; projeto prevê R$ 280 milhões em investimentos

Leilão define nova empresa para travessias no Lago de Furnas; projeto prevê R$ 280 milhões em investimentos – Foto: reprodução

O Governo de Minas Gerais avançou no processo de modernização do transporte no Lago de Furnas ao concluir o leilão de uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada à operação, manutenção e atualização das travessias aquaviárias da região. O certame ocorreu na última segunda-feira (30), na sede da B3, em São Paulo.

A concessão, com prazo de 30 anos, prevê investimentos estimados em cerca de R$ 280 milhões. A empresa vencedora foi a Empresa de Navegação VJB Ltda, que apresentou a proposta com maior desconto sobre o valor máximo da contraprestação mensal estipulada pelo poder público, fixada em R$ 1.112.610,63. O deságio ofertado foi de 8%.

A iniciativa deve impactar diretamente mais de 300 mil pessoas em 52 municípios do Sul de Minas, ampliando a qualidade e a eficiência do transporte hidroviário na região. O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais, a partir de estudos iniciados em 2021.

Com a implantação da PPP, o sistema de travessias no Lago de Furnas passará por uma série de melhorias estruturais. Entre as mudanças previstas estão a renovação das embarcações, padronização dos serviços e das tarifas, definição de horários fixos e ampliação da frequência das viagens, o que deve proporcionar mais previsibilidade e segurança aos usuários.

A proposta é considerada estratégica para a mobilidade regional, com potencial de transformar o deslocamento entre cidades no entorno do lago. Além disso, a modernização tende a impulsionar o turismo local, facilitar o transporte da produção agrícola e reforçar a segurança das operações.

Operação no Lago de Furnas apreende redes ilegais e quase 30 kg de pescado em Carmo do Rio Claro

Operação no Lago de Furnas apreende redes ilegais e quase 30 kg de pescado em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/Polícia Militar de Meio Ambiente

Uma ação da Polícia Militar de Meio Ambiente resultou na apreensão de materiais irregulares e pescado durante fiscalização no Lago de Furnas, em Carmo do Rio Claro, na última terça-feira (31). A operação faz parte da “Mar de Minas V – Operação Pesca I”, que tem como objetivo combater crimes ambientais na região.

A equipe, composta por três policiais, realizou patrulhamento aquático com uso de embarcação, intensificando a fiscalização sobre pescadores profissionais, amadores e moradores ribeirinhos. A iniciativa também teve caráter educativo, com orientações sobre a prática legal da pesca.

Durante as abordagens, os militares recolheram cerca de 29 quilos de pescado e 195 metros de redes consideradas ilegais. Entre os materiais apreendidos estavam redes capeadas, proibidas por lei em qualquer modalidade de pesca.

Além disso, foram localizados aproximadamente 800 metros de redes sem identificação obrigatória, o que também configura infração ambiental. Todo o material irregular foi apreendido.

Dois envolvidos foram autuados e receberam multas individuais de 940 UFEMGs, valor equivalente a R$ 3.763,00.

Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, operações como essa são essenciais para proteger os recursos naturais, manter o equilíbrio ecológico e garantir que a atividade pesqueira seja realizada de forma sustentável. A corporação informou ainda que novas fiscalizações devem ocorrer ao longo do ano no Lago de Furnas, considerado um dos principais patrimônios ambientais e econômicos do Sul de Minas.

Operação no Lago de Furnas apreende redes ilegais e quase 30 kg de pescado em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/Polícia Militar de Meio Ambiente
Operação no Lago de Furnas apreende redes ilegais e quase 30 kg de pescado em Carmo do Rio Claro – Foto: divulgação/Polícia Militar de Meio Ambiente

Audiência pública com prefeitos, secretários de turismo, agropecuária e desenvolvimento econômico na ALMG vai debater desenvolvimento do Lago de Furnas e da Serra da Canastra

Audiência pública com prefeitos, secretários de turismo, agropecuária e desenvolvimento econômico na ALMG vai debater desenvolvimento do Lago de Furnas e da Serra da Canastra – Foto: reprodução

Uma audiência pública será realizada no próximo dia 19 de março de 2026, às 9h, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte, para discutir as potencialidades econômicas e os investimentos necessários para o desenvolvimento do Lago de Furnas e da Serra da Canastra.

O encontro acontecerá no Auditório José de Alencar e reunirá prefeitos, vereadores, lideranças regionais, associações comerciais e representantes do agronegócio das regiões de Furnas e Canastra.

O principal objetivo da audiência é debater estratégias para impulsionar o turismo, o agronegócio e o desenvolvimento regional, além de discutir a necessidade de novos investimentos em infraestrutura e valorização dos atrativos culturais dessas regiões.

Entre os temas que estarão em pauta estão:

• Turismo: fortalecimento e melhoria dos atrativos turísticos e culturais;
• Desenvolvimento regional: criação de oportunidades para geração de emprego e renda;
• Infraestrutura: melhorias em acessos, serviços e estrutura turística;
• Agronegócio: impactos positivos e integração com o crescimento econômico regional.

A audiência também busca alinhar as demandas dos municípios com ações do Governo de Minas, dando continuidade às discussões iniciadas em 2025 sobre a integração e valorização das regiões do Lago de Furnas e da Serra da Canastra, consideradas dois dos principais polos turísticos e econômicos do estado.

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação

Lago de Furnas recebe licença ambiental inédita após mais de 60 anos de operação – Foto: reprodução

O reservatório da Usina Hidrelétrica de Furnas passou a contar oficialmente com licenciamento ambiental. Pela primeira vez desde sua criação, há mais de seis décadas, o lago recebeu a Licença de Operação (LO) concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A autorização estabelece novas diretrizes ambientais, sociais e territoriais para o funcionamento do reservatório, considerado um dos maiores lagos artificiais do Brasil e um importante polo turístico e econômico do Sul de Minas.

A licença tem validade inicial de cinco anos e é resultado de um processo de regularização ambiental iniciado em 2017. Como a hidrelétrica foi construída antes da consolidação da legislação ambiental brasileira, o empreendimento operou por décadas sem licenciamento formal, situação semelhante à de outras grandes obras de infraestrutura implantadas no país antes da criação de mecanismos modernos de controle ambiental.

Com a emissão da LO, a operação do reservatório passa a seguir uma série de condicionantes. Entre elas estão o monitoramento ambiental contínuo das condições do lago, a definição e delimitação das Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo das margens e a atualização do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA), instrumento que orienta o uso e a preservação das áreas próximas ao lago.

O documento também determina medidas voltadas à regularização fundiária de áreas afetadas pela variação do nível da água, além de prever apoio técnico aos municípios do entorno para adequar planos diretores e outros instrumentos de planejamento urbano às diretrizes estabelecidas no licenciamento ambiental. Caso todas as exigências sejam cumpridas durante o período de vigência, a concessionária responsável pela usina poderá solicitar, no futuro, a Licença de Operação definitiva.

A regularização ambiental ocorre em um contexto marcado por quase três décadas de mobilização regional em defesa do Lago de Furnas e da manutenção de níveis considerados adequados para seus múltiplos usos. Esse movimento teve início em 1997, com a criação da Associação Pró-Furnas, em Formiga, reunindo empresários ligados ao turismo e às atividades náuticas.

Nos anos seguintes, a defesa da chamada cota mínima de 762 metros ganhou força com a atuação de entidades como a ALAGO e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Entorno do Reservatório de Furnas (CBH GD3), além de outras instituições regionais. O objetivo dessas organizações é garantir condições que permitam o uso sustentável do lago, preservando tanto a economia local quanto o equilíbrio ambiental.

Entre 2019 e 2021, o debate ganhou repercussão nacional em meio à crise hídrica que atingiu o país. O tema foi discutido em audiências públicas realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no Senado Federal do Brasil e na Agência Nacional de Águas (ANA).

Em 2022, uma resolução da ANA que permitiu o reenchimento do reservatório foi considerada uma vitória para o movimento regional. No entanto, a situação voltou a gerar preocupação após a publicação da Resolução nº 193, em maio de 2024, quando o nível do lago voltou a cair e chegou à cota de 757 metros em novembro, abaixo do limite de 762 metros definido pela Emenda Constitucional 106, que determinou o tombamento do lago acima desse patamar.

Diante desse novo cenário, representantes do poder público, especialistas e integrantes da sociedade civil devem se reunir no Fórum Regional sobre o Licenciamento Ambiental do Lago de Furnas, marcado para o dia 27 de março, em Varginha. O encontro será realizado no auditório da FESSUL, localizado na Rua Maria Benedita, 78, na Vila Pinto, com início previsto para as 8h.

O evento é organizado pelo CBH GD3, pela ALAGO, pelo Circuito Turístico Lago de Furnas e pelo Movimento Pró-Furnas 762. A proposta é discutir os impactos do licenciamento ambiental, além de analisar os desafios e oportunidades que surgem com a nova fase de gestão do reservatório.

Jornal Folha Regional
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