MG-050 registra aumento de 46% no volume de lixo jogado às margens da rodovia – Foto: reprodução
O descarte irregular de lixo nas margens da MG-050 continua crescendo e acendendo um alerta para os riscos à segurança viária e ao meio ambiente. Entre janeiro e maio de 2026, a concessionária Via Nascentes recolheu 141,31 toneladas de resíduos ao longo da rodovia, um aumento de 46,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Nos cinco primeiros meses do ano passado, foram retiradas 96,54 toneladas de lixo das faixas de domínio da rodovia, o que representa uma diferença de 44,79 toneladas em comparação com o volume registrado neste ano.
Ao longo de todo o ano de 2025, a concessionária recolheu 194,9 toneladas de resíduos descartados pelos próprios usuários. Entre os materiais encontrados estão lixo doméstico, pneus, móveis e entulhos.
Segundo a Via Nascentes, além de configurar infração ambiental, o descarte inadequado compromete a segurança dos motoristas. O acúmulo de resíduos pode obstruir bueiros e canaletas, dificultando o escoamento da água da chuva e aumentando o risco de aquaplanagem.
Outro problema apontado pela concessionária é o descarte de restos de alimentos às margens da rodovia. Esses materiais atraem animais silvestres e de grande porte para perto da pista, elevando o risco de travessias inesperadas e acidentes.
Também preocupa o lançamento de bitucas de cigarro, garrafas e cacos de vidro. Enquanto os fragmentos de vidro podem intensificar a incidência dos raios solares sobre a vegetação seca, as bitucas são uma das principais causas de incêndios às margens da estrada.
A fumaça provocada pelas queimadas reduz a visibilidade dos condutores e pode favorecer colisões e engavetamentos. De janeiro a maio deste ano, a Via Nascentes registrou 13 focos de incêndio nas áreas sob sua administração.
A concessionária reforça que o descarte correto dos resíduos é fundamental para preservar a infraestrutura da rodovia, proteger o meio ambiente e garantir a segurança de todos que utilizam a MG-050.
Em caso de acúmulo de lixo ou de princípios de incêndio provocados por materiais descartados, a orientação é acionar o Centro de Controle Operacional (CCO) da Via Nascentes pelo telefone 0800 282 0505.
Via Nascentes remove quase 195 toneladas de resíduos das rodovias em 2025 – Foto: divulgação
O volume de resíduos recolhidos pela Via Nascentes nas rodovias sob sua concessão apresentou crescimento expressivo em 2026. Entre janeiro e maio deste ano, as equipes da concessionária retiraram 141,31 toneladas de materiais descartados irregularmente às margens das estradas, número 46,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram recolhidas 96,52 toneladas.
Considerando todo o ano de 2025, a concessionária removeu 194,9 toneladas de resíduos das rodovias administradas pelo grupo Via Appia Concessões.
Os dados chamam a atenção para um problema recorrente enfrentado nas faixas de domínio das rodovias: o descarte inadequado de lixo doméstico, móveis, pneus, entulhos e diversos outros materiais. Além de causar impactos ambientais, a prática compromete a segurança viária e gera custos adicionais para manutenção da infraestrutura.
Impactos vão além da poluição
Um dos principais problemas causados pelo descarte irregular está relacionado ao sistema de drenagem das rodovias. Resíduos acumulados em canaletas e bueiros dificultam o escoamento da água da chuva, favorecendo alagamentos e aumentando o risco de aquaplanagem.
Outro fator preocupante é o descarte de restos de alimentos. Esses materiais atraem animais silvestres e de grande porte para as proximidades das pistas, elevando a possibilidade de atropelamentos e colisões causadas por travessias inesperadas.
Garrafas e fragmentos de vidro também representam riscos. Em períodos de vegetação seca, esses materiais podem potencializar a incidência dos raios solares e contribuir para o surgimento de focos de incêndio.
Resíduos contribuem para queimadas
A presença de lixo nas margens das rodovias está diretamente ligada à ocorrência de incêndios, especialmente durante os meses de estiagem. Materiais descartados inadequadamente servem como combustível para a propagação das chamas, enquanto bitucas de cigarro lançadas por motoristas figuram entre as principais causas de ignição.
Além dos danos ambientais, a fumaça gerada pelas queimadas reduz a visibilidade dos condutores e pode provocar acidentes graves, incluindo colisões e engavetamentos.
Entre janeiro e maio de 2025, foram registrados 15 focos de incêndio nas áreas monitoradas pela Via Nascentes. No mesmo período de 2026, a concessionária contabilizou 13 ocorrências, concentradas principalmente nos meses de abril e maio, quando a redução das chuvas favorece a propagação do fogo.
Trabalho permanente de conservação
Para minimizar os impactos causados pelo descarte irregular, a Via Nascentes mantém equipes dedicadas à limpeza e conservação das rodovias. O trabalho inclui coleta, transporte e destinação ambientalmente adequada dos resíduos encontrados ao longo de toda a malha concedida, em conformidade com a legislação ambiental.
A concessionária destaca que a preservação das rodovias depende também da participação da população. O descarte correto de resíduos contribui para a proteção do meio ambiente, ajuda a conservar a infraestrutura viária e reduz os riscos de acidentes e incêndios.
Como acionar a concessionária
Motoristas que identificarem grandes quantidades de resíduos às margens da rodovia ou sinais de fumaça e incêndio na faixa de domínio podem comunicar a situação ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Via Nascentes pelo telefone 0800 282 0505.
Segundo a concessionária, o aviso rápido permite o deslocamento das equipes com maior agilidade, reduzindo riscos para os usuários das rodovias, comunidades vizinhas e o meio ambiente.
Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso – Foto: redes sociais
Moradores de diversos bairros de Passos têm enfrentado há semanas um problema que vem gerando indignação e preocupação com a saúde pública: o acúmulo de lixo nas ruas.
Em vários pontos da cidade, sacos de lixo doméstico permanecem por dias nas calçadas e esquinas. Muitos deles acabam sendo rasgados por cães que circulam pelas vias públicas, espalhando restos de alimentos e dejetos. O resultado é um cenário de sujeira, forte mau cheiro e risco sanitário para quem vive nas proximidades.
Segundo relatos de moradores, a deficiência na coleta de lixo já vem sendo percebida desde o ano passado. A situação chegou a ser reconhecida pelo próprio prefeito Diego Oliveira, que publicou um vídeo nesta segunda-feira (9) ao lado de setores da prefeitura e da empresa responsável pelo serviço, afirmando que medidas estavam sendo tomadas para resolver o problema. Mesmo assim, moradores dizem que a realidade em vários bairros continua crítica.
Além do mau cheiro e da sujeira, alguns moradores relatam um problema ainda mais grave: larvas provenientes do lixo estariam invadindo residências próximas aos pontos de acúmulo.
“Virou brincadeira e desrespeito com a população que paga pelo serviço. Toda semana uma desculpa e nada de solução. Passos tinha que ser referência, mas acabou ganhando holofotes como a cidade que não zela pela limpeza pública, exceto na região central e bairros mais nobres, onde está tudo uma maravilha”, afirmou um morador do bairro Bela Vista.
Ele também destacou que, nas proximidades da Escola Caetano Machado e na Rua Goiás, a situação é considerada crítica pelos moradores.
Procurada, a prefeitura informou que está trabalhando para solucionar o problema e normalizar o serviço de coleta de lixo no município.
Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso – Foto: redes sociais
Lixo se acumula em bairros de Passos e moradores denunciam descaso – Foto: redes sociais
Coletores de lixo de Carmo do Rio Claro (MG) denunciaram problemas na frota de caminhões utilizados na coleta de resíduos urbanos, além de apontarem falta de equipamentos, valorização profissional e riscos à segurança durante o trabalho. As reclamações envolvem veículos parados há meses e uso de caminhões inadequados.
Segundo um dos coletores, a frota da cidade conta oficialmente com quatro caminhões de prensa, mas apenas um estaria em funcionamento. “São quatro caminhões de prensa. Dos quatro, um caminhão estragou há cerca de oito meses a um ano. É um Volkswagen Constellation de tambor”, afirmou.
Ele relata que, após a manutenção de um veículo, outro apresentou defeito. “Eles arrumaram um, e o outro Volvo estragou. Esse Volvo está parado na usina, lá em cima do lixo, onde é feita a seleção do lixo. Está estragado, escondido, para o povo não poder ver.”
O coletor também mencionou problemas recentes em outro caminhão. “Recentemente, aqui tem um caminhão da Iveco, se não me engano automático. E esse caminhão, a gente já vem falando sobre ele, está dando problema há algum tempo”, disse. De acordo com o relato, o veículo também parou de funcionar. “O que acontece é o seguinte: de quatro caminhões, um está funcionando, e está a meia-boca; a qualquer hora pode parar.”
Ainda segundo o trabalhador, houve situações de risco durante a coleta. “Esses dias atrás, se não me engano, estourou a mangueira do freio. Quase que os meninos se machucaram em um bairro de ladeira aqui em Carmo do Rio Claro.” Ele afirma ainda que já ocorreram acidentes durante o serviço.
Outro ponto citado é a existência de uma lei municipal, aprovada no ano passado, que autoriza o Executivo a contratar ou alugar caminhões de coleta em situações emergenciais. “Foi aprovada, no ano passado, uma lei feita por um ex-vereador chamado Christian Leandro, que permite ao prefeito, em caso de urgência e necessidade, contratar ou alugar caminhões de prensa para fazer a coleta”, afirmou, criticando a falta de utilização do dispositivo.
O coletor também reclama da falta de uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs) para parte dos servidores. Segundo ele, os garis recebem EPIs básicos, mas outros trabalhadores não. “O pessoal que corta grama trabalha até sem protetor.” Ele reforça: “Nós, os garis, recebemos uniformes com listras fluorescentes, luvas e botinas. Já os demais funcionários que trabalham com roçadeiras e na limpeza não recebem todos os EPIs.”
Os servidores também cobram valorização salarial e melhores condições de trabalho. “Nós, coletores, queremos respeito. No caso dos garis, queremos um salário melhor, mais digno, além de caminhões sempre em condições de trafegar, para que possamos fazer nosso serviço com segurança.”
Em resposta às denúncias, o secretário adjunto de Obras, Wagner O. Mendonça, explicou a situação dos veículos. “A situação dos caminhões é a seguinte, um está operando normalmente, faz a rota diariamente.” Sobre outro caminhão, afirmou: “Ele está aguardando peças, até um pessoal da empresa de Alfenas, que está aqui para montar a peça que está faltando.”
Já em relação ao caminhão Iveco, o secretário confirmou o problema mecânico. “O outro caminhão Iveco é um caminhão automático, ele deu problema no câmbio. Esse caminhão foi encaminhado para a concessionária lá em Belo Horizonte. Estamos aguardando o diagnóstico e a previsão de entrega do caminhão.”
Durante esse período, segundo Wagner Mendonça, a coleta está sendo feita com caminhão caçamba. “A gente está fazendo a coleta com o caminhão caçamba, só que está tendo muito desgaste, tanto pelos caminhões como pelos servidores”, explicou. Para minimizar os impactos, a Secretaria reorganizou os turnos. “Uma equipe vai começar às quatro horas da tarde e vai finalizar às dez, e a outra equipe vai pegar o mesmo caminhão, começar às dez da noite e finalizar às quatro da manhã.”
O secretário garante que o serviço não foi interrompido. “A coleta está sendo feita normalmente. Não está ficando nada para trás.” Ele também afirmou que há apoio externo. “A gente está tendo o apoio do pessoal da Recicarmo, que está dando um auxílio.”
Segundo a Secretaria, as providências já foram tomadas. “A empresa já está correndo atrás das peças. O que eles não conseguem, eles encaminharam para a concessionária”, concluiu Wagner Mendonça.
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos 24hs no Ar
Diversos veículos de comunicação e portais de notícias tem recebido reclamações sobre a falta de coleta de lixo em diferentes bairros de Passos (MG). Moradores do Itália, Canadá, São Francisco, Penha, Santa Luzia, entre outros, relatam que os resíduos estão se acumulando nas esquinas e causando mau cheiro.
De acordo com os moradores, a situação já dura três dias em algumas localidades. O acúmulo de sacos e a ausência do serviço têm gerado indignação. Um deles afirmou que não aguenta mais o descaso com a população e que, se o problema persistir, os próprios moradores podem levar o lixo até a Prefeitura, já que nas ruas não há mais espaço.
Outro morador relatou que não vê providências sendo tomadas, apesar das reclamações. Segundo ele, a população já expôs a situação às autoridades, mas nenhuma solução foi apresentada até agora.
No bairro Jardim Ipê, a porta da Escola Municipal Emília Leal de Melo, escola referência na educação infantil em Passos, também está com acúmulo de lixo a pelo menos 4 dias.
Enquanto isso, o lixo segue acumulado e os moradores aguardam uma resposta efetiva do poder público.
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos 24hs no Ar
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos Online
Acúmulo de resíduos faz moradores de Passos cogitarem levar lixo para a porta da Prefeitura – Foto: Passos Online
Moradores de Passos reclamam de acúmulo de lixo em caçambas da zona rural; MP cobra providências — Foto: Reprodução
Moradores da zona rural de Passos (MG) têm reclamado do acúmulo de lixo em caçambas instaladas pela prefeitura em pontos da região. Segundo eles, o material descartado ultrapassa a capacidade dos recipientes e se espalha pelas entradas de propriedades e margens de estradas. O Ministério Público apura o caso e já cobrou providências da administração municipal.
As caçambas foram colocadas em áreas rurais para atender produtores e moradores locais. No entanto, segundo relatos, moradores de outras regiões da cidade e até empresas estariam usando os pontos para descartar todo tipo de resíduo — de lixo doméstico a animais mortos, móveis, pneus e até vasos sanitários.
Na BR-146, por exemplo, o produtor rural Tássio Roberto da Silveira afirma que a situação já se tornou rotina. Ele relata que a limpeza no local é insuficiente. “Aqui foi limpado no sábado, e olha a situação que está na entrada da minha casa”, contou. Segundo ele, o lixo já chegou a ficar acumulado por mais de 20 dias.
O comerciante Luiz Ribeiro também reclama. Ele diz que, apesar da caçamba ter sido um pedido dos próprios moradores da zona rural, a iniciativa foi desvirtuada. “80% do lixo que jogam aqui é de gente da cidade. Tem até bicho morto, lixo de todo tipo. Isso suja a água que vai para o Ribeirão Bocaina. É uma vergonha”, disse.
A situação se repete em outros pontos da zona rural, como na saída para Fortaleza de Minas, próximo à Vila São José. Lá, o descarte irregular é visível, e nem mesmo a presença de câmeras de segurança tem evitado o problema. Segundo a comerciante Lorena Carvalho Silva Guardiano, o lixo já causou prejuízos.
“Já morreram três vacas por comerem plástico e vidro. A gente já viu rato, escorpião e cobra por aqui”, relatou. Em vídeo gravado por ela, é possível ver uma caçamba pegando fogo, o que agrava ainda mais os riscos.
Moradores de Passos reclamam de acúmulo de lixo em caçambas da zona rural; MP cobra providências — Foto: Reprodução
Diante das denúncias, o Ministério Público instaurou um procedimento administrativo para investigar a atuação do poder público. De acordo com o promotor de Justiça Paulo Frank Pinto Júnior, a prefeitura foi notificada a apresentar medidas emergenciais e também um plano de ação a médio prazo para resolver o problema.
“O descarte irregular configura poluição. Pessoas físicas ou empresas flagradas podem responder judicialmente e ser obrigadas a indenizar os danos causados ao meio ambiente”, alertou o promotor.
Em nota, a Prefeitura de Passos informou que as caçambas estão sendo utilizadas de forma incorreta. Além de lixo doméstico, estão sendo descartados entulhos, móveis e outros materiais inapropriados. A administração municipal afirma que a limpeza é feita uma vez por semana em cada ponto, e que aproximadamente 700 toneladas de lixo são encaminhadas mensalmente ao aterro sanitário
O procedimento aberto pelo Ministério Público ainda não tem prazo para ser concluído. A continuidade das investigações depende das respostas e ações que forem apresentadas pela prefeitura.
Moradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis – Foto: divulgação
Moradores de Alpinópolis, (MG), têm manifestado grande preocupação com o acúmulo de lixo encontrado às margens da MG-050, nas proximidades do um posto de combustível. Segundo relatos, o local vem sendo constantemente utilizado para descarte irregular de resíduos, o que tem causado indignação na comunidade e gerado impactos visíveis ao meio ambiente.
De acordo com um dos moradores, a área é frequentemente ocupada por grupos de ciganos, o que tem levantado discussões sobre a origem dos resíduos. No entanto, independentemente da procedência, a situação evidencia um problema mais amplo de negligência com a preservação ambiental.
A região em questão possui ainda uma mina centenária, um patrimônio histórico que, segundo os moradores, está sendo afetado pela degradação do entorno. As imagens do local mostram acúmulo de lixo doméstico, entulho e materiais plásticos, compondo um cenário de abandono que contrasta com a importância cultural e ambiental da área.
As denúncias chegaram até o Ministério Público, através de imagens da situação para análise. O objetivo, além de apurar responsabilidades, é promover a conscientização sobre a necessidade urgente de preservar o meio ambiente e garantir que o uso do espaço público ocorra de maneira sustentável.
A população local espera que, com o envolvimento das autoridades, medidas sejam tomadas para a limpeza do local, a fiscalização de novos descartes e, principalmente, a educação ambiental da comunidade e de visitantes. A situação reforça a importância da colaboração entre poder público, sociedade civil e instituições para proteger os recursos naturais e o patrimônio histórico da região.
A preservação ambiental é um dever de todos, e ações como esta mostram que a denúncia consciente e o engajamento da população são ferramentas fundamentais na luta por um futuro mais limpo e equilibrado.
Moradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis – Foto: divulgaçãoMoradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis – Foto: divulgaçãoMoradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis – Foto: divulgaçãoMoradores denunciam acúmulo de lixo próximo a fonte d’água às margens da MG-050 em Alpinópolis – Foto: divulgação
Unidade de valorização sustentável é inaugurada em Passos – Foto: divulgação
Na manhã da última sexta-feira (07), foi inaugurada a unidade de valorização sustentável Viasolo, que vai recepcionar e processar o lixo de Passos (MG). O investimento inicial da empresa é da ordem de R$15 milhões, com expectativa de investir R$80 milhões.
A Prefeitura terá uma economia de R$2 milhões por ano com transporte e transbordo, pois o lixo era enviado para outra cidade a 120 km de distância e, principalmente, atende a um Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público.
De acordo com o diretor executivo da Viasolo Engenharia Ambiental, Alan Pierre, a unidade de valorização sustentável não é só um aterro sanitário. “O que está sendo inaugurado hoje é o Aterro Classe 2, com o objetivo de fazer o recebimento de resíduos sólidos domiciliares, inicialmente”, disse, acrescentando que vai gerar 30 empregos diretos e aproximadamente 100 indiretos.
O projeto está implantado em uma área de aproximadamente 40 hectares. “O que foi implantado é a primeira etapa da célula do Aterro Classe 2, a unidade de pré-tratamento de afluente e a parte administrativa de balança e controle operacional. Ao longo dos anos, a gente tem o objetivo de implementar outras tecnologias. Sendo a triagem dos resíduos domiciliares ou seletivos”, explicou Alan Pierre.
Inicialmente será feita a triagem dos resíduos domiciliares. “Vamos buscar uma escala necessária para que esse aterro tenha o volume para gerar biogás suficiente para implementarmos uma térmica. Que basicamente é a captação dos gases que são gerados pelo aterro sanitário. Fazemos uma filtragem desses gases, passamos em motores e queimamos o excesso num flare, gerando energia.
Unidade de valorização sustentável é inaugurada em Passos – Foto: divulgação
Essa energia a gente conecta na rede da CEMIG. Mas para isso o aterro tem que ter pelo menos 4 ou 5 anos de operação e tem que ter um volume de resíduos maior do que o que a gente tem aqui hoje”, contou.
O espaço inaugurado tem capacidade licenciada para 27 anos e receber um volume maior do que o da Prefeitura de Passos.
“E com essa térmica de geração de energia, a empresa tem a oportunidade também de gerar créditos de carbono. Esses créditos são gerados a partir da gestão e da destruição do gás metano que é extremamente nocivo à atmosfera. Também estamos preparando a área para receber resíduos industriais. Isso é um polo atrativo para o município.
O município quando quer atrair uma indústria precisa de um equipamento desse para que esses resíduos industriais tenham a destinação correta. Temos também tecnologia para a ser implementada, já está previsto em licenciamento ambiental, para o tratamento de resíduos de serviço de saúde, os resíduos hospitalares que são tratados em autoclave. O conceito é multitecnológico e ao longo dos anos vamos implementando uma ou outra tecnologia assim que ela vai se apresentando viável”, salientou.
A empresa venceu o processo licitatório e com isso a prefeitura vai remunerar a empresa por tonelada de resíduo domiciliar. “Cada tonelada tem o custo de R$144,00”, finalizou Alan Pierre.
Termo de Ajustamento de Conduta
Unidade de valorização sustentável é inaugurada em Passos – Foto: divulgação
A Secretaria de Obras, Habitação e Serviços Urbanos, informou que a respeito do Aterro Sanitário foi fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público e também de licitação, na qual a Prefeitura de Passos licitou a destinação final dos resíduos sólidos urbanos, que contempla não só o resíduo domiciliar, mas também outros gerados no perímetro urbano (varrição, volumoso, de empresas).
No Ponto de Transbordo da Prefeitura eram recebidos resíduos domiciliares e algumas empresas levavam os resíduos gerados por elas pela produção e execução da atividade.
São empresas que no exercício da atividade gera rejeito e eles levavam. A partir de hoje estas mesmas empresas terão que levar os resíduos até o novo espaço, que fica na Estrada Rural das Areias.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei do Saneamento Básico determinam que é responsabilidade do gerador dar a destinação final ao material. “Como no município não havia um aterro, a prefeitura abraçou estes comerciantes. Mas, o correto seria o município já estar cobrando por estes serviços de recepção destas empresas.
Como agora tem um Aterro Sanitário dentro do seu perímetro e estas empresas têm condições de levar, cobra-se um valor pelo quilo e devolve, assim, a estas empresas a responsabilidade que sempre foi delas. A partir de agora cabe a cada empresa o encaminhamento do rejeito de sua produção. Haverá também uma certificação de que estas empresas estão dando destinos corretos e as tornam ambientalmente regulares”, informou a engenheira do Departamento de Limpeza.
Na última segunda-feira (21), residentes e empresários dos bairros Shangrilá I e II em São José da Barra (MG), organizaram um mutirão para realizar a retirada de lixos da represa e das margens do Lago de Furnas. O trabalho iniciou às 12h30 e se encerrou às 16h.
O idealizador da ação foi o proprietário da Marina Shangrilá, Éder Luiz Montanholli, e da proprietária do bar flutuante Red Beach, Mariane Higino Fernandes. Participaram do projeto: Padaria Ravena, Sula da Pastelaria/Pizzaria Shangrilá, Sr. Natanael e Dona Lê, Lopes, Sr. Olímpio e Restaurante Cantinho da Ilha.
Segundo um dos moradores, o objetivo é conscientizar as pessoas a cuidarem do local, principalmente os turistas que visitam a região.
Gostaria de adicionar o site Jornal Folha Regional a sua área de trabalho?