Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Possível retorno do El Niño liga alerta para alta na conta de luz, impactos na indústria e no setor cafeeiro em MG

Possível retorno do El Niño liga alerta para alta na conta de luz, impactos na indústria e no setor cafeeiro em MG – Foto: reprodução

A possibilidade de um novo episódio do El Niño se formar nos próximos meses já acende o alerta em diversos setores da economia mineira. Especialistas apontam que o fenômeno climático pode provocar temperaturas acima da média, alterações no padrão das chuvas e aumento dos custos de energia elétrica, impactando diretamente a indústria, o agronegócio e o bolso dos consumidores.

A preocupação é reforçada pelas projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), que indicam mais de 90% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno até novembro. Em Minas Gerais, os principais receios estão relacionados ao aumento do calor, à irregularidade das precipitações e aos reflexos sobre o sistema elétrico nacional.

Coordenador do mercado de energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pacata destaca que o aumento das temperaturas pode elevar significativamente o consumo de energia, especialmente na região Sudeste, que concentra a maior demanda elétrica do país.

“Cada grau que a temperatura sobe significa milhões de aparelhos de ar-condicionado ligados ao mesmo tempo. Isso aumenta muito a demanda por energia elétrica no Brasil. Se você tem uma demanda maior e reservatórios pressionados, o preço da energia sobe e o sistema elétrico fica mais estressado”, afirma.

Segundo Pacata, o cenário se torna ainda mais delicado porque o sistema elétrico brasileiro já depende do acionamento de usinas termelétricas, que possuem custos de geração mais elevados.

“Toda vez que isso acontece, alguém paga essa conta. O custo da geração fica mais elevado e esse impacto chega tanto para a indústria quanto para o consumidor comum, por meio das bandeiras tarifárias e do aumento do preço da energia”.

Diante desse contexto, o setor industrial acompanha com atenção a possibilidade de acionamento da bandeira vermelha nos próximos meses, medida adotada quando as condições para geração de energia se tornam menos favoráveis.

Os segmentos mais sensíveis a esse cenário são aqueles que dependem fortemente da eletricidade em seus processos produtivos, como as indústrias de alumínio, borracha e outros setores eletrointensivos.

“Quando a energia sobe, o custo do produto sobe junto. Não é um impacto isolado na conta de luz. Isso afeta toda a cadeia produtiva, aumenta o custo operacional das empresas e acaba chegando ao preço final pago pelo consumidor”, destaca.

Setor cafeeiro também acompanha cenário com atenção

Além da indústria, a possível chegada do El Niño preocupa produtores de café, uma das principais atividades econômicas de Minas Gerais. A combinação de temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Presidente do Sindicato das Indústrias de Café do Estado de Minas Gerais (Sindicafé-MG), Sérgio Meirelles afirma que o fenômeno aumenta os riscos climáticos para as lavouras mineiras.

“A intensificação do El Niño tende a elevar o risco climático para o café mineiro, principalmente por provocar temperaturas acima da média e chuvas mais irregulares. Isso pode gerar estresse hídrico, abortamento floral e menor enchimento dos grãos”, afirma.

De acordo com ele, os efeitos podem atingir diferentes fases da produção cafeeira e causar prejuízos importantes.

“A falta de chuva durante a florada reduz a produtividade, enquanto o calor excessivo acelera a maturação e pode comprometer a qualidade da bebida. Já o excesso de chuva próximo à colheita aumenta o risco de fermentação, fungos e perdas na produção”.

Outro ponto de atenção é o impacto do aumento dos custos de energia sobre atividades como irrigação, secagem, armazenagem e beneficiamento dos grãos.

“Em regiões com irrigação intensiva, a energia já está entre os principais custos operacionais da atividade. Em um cenário de menor produtividade e custos mais elevados, os impactos acabam se espalhando por toda a cadeia do café”, diz.

Fenômeno pode trazer calor intenso e chuvas irregulares

Meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Anete Fernandes explica que o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, fenômeno que altera a circulação atmosférica e influencia diretamente o clima em diversas regiões do planeta.

“No Brasil, normalmente você tem aumento das chuvas no Sul e temperaturas mais elevadas no Sudeste e Centro-Oeste”, afirma.

Segundo a especialista, Minas Gerais costuma sentir principalmente os efeitos relacionados às altas temperaturas e à má distribuição das chuvas.

“O problema não é necessariamente a falta de chuva, mas a má distribuição dela. Em anos de El Niño, as precipitações costumam ocorrer em pancadas isoladas. Então, pode chover o esperado para o mês inteiro em poucos dias e depois ficar um longo período sem chuva”.

A meteorologista lembra ainda que o último episódio do fenômeno, registrado em 2023, provocou diversas ondas de calor no estado, inclusive durante o inverno.

“Tivemos ondas de calor em agosto, setembro, outubro e novembro. O El Niño favorece justamente esse cenário de temperaturas acima da média por períodos prolongados. Dependendo da intensidade do fenômeno, esses eventos podem acontecer com mais frequência”.

Apesar dos alertas, especialistas ressaltam que ainda não é possível determinar a intensidade do próximo episódio nem estimar com precisão seus impactos econômicos. A dimensão dos efeitos dependerá do comportamento das temperaturas e das chuvas ao longo dos próximos meses.

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio

Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio – Foto: reprodução

Cemig pode ter reajuste médio da tarifa em 6,5% a partir de 28 de maio, acima da inflação anual acumulada entre maio de 2025 e abril deste ano, que foi de 4,39% (segundo o IPCA do IBGE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é responsável por avaliar e liberar o aumento. A minuta do voto do relator do reajuste, o diretor da agência Gentil Nogueira de Sá Júnior, com as análises, datas e percentuais, está disponível desde sexta-feira (22/5) no site da Aneel. 

Segundo consta no documento, “o Reajuste Tarifário Anual – RTA da Cemig-D conduz a um efeito médio nas tarifas a ser percebido pelos consumidores de 6,50%, sendo de 9,43%, em média, para os consumidores conectados na Alta Tensão e de 5,21%, em média, para os consumidores conectados na Baixa Tensão”. O reajujste será definido e comunicado pela Aneel no próximo dia 26 de maio.

A minuta descreve que a decisão levou em consideração reajuste dos itens de custos da Cemig, inclusão dos componentes financeiros apurados no atual reajuste tarifário para recompensar nos 12 meses subsequentes (investimentos, manutenção e gastos operacionais), aumento 2,2% de encargos setoriais, dentre outros. O documento lista também alta de 5,4% nos custos de transmissão.

Consultada pela reportagem, a Cemig reforçou que o resultado do processo de reajuste tarifário anual da companhia ainda será deliberado pela Aneel na próxima terça-feira (26/5). “Até o momento, não há definição oficial sobre os percentuais que serão aplicados aos clientes da distribuidora”, esclareceu.  A decisão do relator precisa passar pela aprovação ou não dos outros diretores da agência.  

A empresa tem aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais, cujo consumo de energia elétrica representa, atualmente, segundo a Aneel, um faturamento anual da ordem de R$ 23,49 bilhões. 

Mais de 300 mil famílias de Minas terão isenção da conta de luz por meio da Tarifa Social da Cemig

Mais de 300 mil famílias de Minas terão isenção da conta de luz por meio da Tarifa Social da Cemig – Foto: reprodução

Desde o último sábado (5/7), cerca de 330 mil famílias clientes da Cemig, beneficiadas pela Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e com consumo de até 80 quilowatts-hora (kWh) mensais, terão gratuidade na tarifa de energia elétrica, conforme determina a Medida Provisória nº 1.300/2025 do Governo Federal. Além disso, mais de 1 milhão de beneficiados pelo programa pagarão apenas o valor excedente ao limite estabelecido.

Nenhum desses clientes precisa procurar a Cemig para qualquer ação, o benefício será atualizado automaticamente. Os isentos da tarifa social irão arcar apenas com o valor da contribuição da iluminação pública – que é definido por cada município e arrecadado na conta de energia elétrica – além de possíveis encargos de multa e juros por atraso no pagamento.

A TSEE é destinada a consumidores cadastrados em Programas Sociais do Governo Federal, como o CadÚnico e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A inclusão no programa ocorre automaticamente para famílias identificadas pela distribuidora, sem necessidade de solicitação. Contudo, as famílias precisam estar com o cadastro em dia para ter direito ao benefício.

Os clientes que já possuem o benefício tampouco precisam entrar em contato com a Cemig por meio dos canais de atendimento. A atualização do benefício será concedida de forma automática.

O analista de Proteção da Receita da Cemig, Nilton Neves, destaca que a medida trará impactos positivos para as famílias de baixa renda. Atualmente, Minas Gerais possui mais de 20% dos beneficiados da Tarifa Social no Sudeste do país. “A TSEE agora garante isenção total da tarifa para consumidores que utilizam até 80 kWh por mês, proporcionando acesso à energia de qualidade sem custos para quem mais precisa. Quem ultrapassar esse limite pagará apenas pelo consumo excedente, tornando a conta de luz mais justa e acessível”.

Em 2024, os beneficiários da TSEE receberam subsídios da ordem de R$ 461 milhões na conta de energia, um crescimento de quase 14% em relação a 2023, quando o programa concedeu R$ 405 milhões em descontos. Durante o último ano, 17% dos clientes residenciais da companhia foram beneficiados pelo programa.

Atualização cadastral

Para garantir a inclusão automática no benefício, é indispensável manter o cadastro atualizado junto ao Governo Federal e à distribuidora. Caso haja inconsistências nos dados do CadÚnico, o direito ao desconto pode ser cancelado.

“A Cemig recebe as informações diretamente do Governo Federal. Se os dados estiverem desatualizados, o cliente pode perder o benefício. Por isso, recomendamos atenção e acompanhamento constante”, explica Nilson Neves. 

Cada família tem direito ao desconto em apenas uma unidade consumidora, sem necessidade de ser o titular da conta. Quem reside em um imóvel onde há beneficiários do programa pode solicitar o acesso à TSEE sem precisar alterar a titularidade. O o cliente que mudar de imóvel deve comunicar a Cemig para que o benefício seja transferido para a nova unidade consumidora.

A medida também prevê, a partir de janeiro de 2026, um desconto na conta de energia para as famílias com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa, com consumo de até 120 kWh/mês e sem os benefícios da TSEE.

Bruninho Queiroz, vereador de Luz, morre em acidente na BR-262

Bruninho Queiroz, vereador de Luz, morre em acidente na BR-262 - Foto: redes sociais
Bruninho Queiroz, vereador de Luz, morre em acidente na BR-262 – Foto: redes sociais

Bruno Andrade Batista Queiroz, mais conhecido como Bruninho Queiroz, vereador em Luz (MG), morreu em acidente envolvendo dois carros da BR-262, em Córrego Danta (MG), na tarde da última quarta-feira (2).

Outras duas pessoas ficaram feridas e foram levadas para um hospital, que não divulgou o estado de saúde delas. Uma câmera de monitoramento registrou o momento do acidente.

Bruninho Queiroz, do partido Republicanos, tinha 27 anos e era novamente candidato ao cargo de vereador. O velório será realizado na Capela Velório, a partir da madrugada de quinta-feira (3). Já o sepultamento está marcado para 12h, no Cemitério de Luz.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o vereador dirigia um Voyage e, ao tentar fazer uma ultrapassagem no km 543,6, bateu de frente com um Onix, que seguia no sentido contrário.

O condutor do Onix, um homem de 55 anos, e a passageira, uma mulher de 50 anos, tiveram ferimentos graves e foram levados para o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em Luz.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária Triunfo Concebra estiveram no local e prestaram o atendimento.

Bruninho Queiroz, vereador de Luz, morre em acidente na BR-262 - Foto: redes sociais
Bruninho Queiroz, vereador de Luz, morre em acidente na BR-262 – Foto: redes sociais

Via: G1

Agosto começa com conta de luz mais barata; entenda

Agosto começa com conta de luz mais barata; entenda - Foto: reprodução
Agosto começa com conta de luz mais barata; entenda – Foto: reprodução

A partir desta quinta-feira (1º), a bandeira tarifária de energia elétrica ficará verde – o que significa que as contas de luz dos consumidores não terão custo extra no próximo mês. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as condições favoráveis para geração de energia elétrica no país permitem a adoção da bandeira sem cobrança.

No mês passado, a Aneel tinha estabelecido bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kW/h consumidos, por causa da previsão de chuva abaixo da média e a expectativa de aumento do consumo de energia.

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. O cálculo para acionamento de cada bandeira leva em conta principalmente o risco hidrológico e o preço da energia.

As bandeiras tarifárias funcionam da seguinte maneira: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração, sendo a bandeira vermelha a que tem um custo maior, e a verde, sem custo extra. (Itatiaia)

Inflação acelera com aumento na luz e acumula alta de 4,61% em 12 meses

Inflação acelera com aumento na luz e acumula alta de 4,61% em 12 meses – Foto: reprodução

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do país, subiu 0,23% em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador voltou a acelerar em relação ao mês anterior, puxado desta vez por um aumento da energia elétrica residencial (4,59% no mês). Em junho, o IPCA fechou com alta de 0,12%. Já em agosto de 2022, o país havia registrado deflação de 0,36%, na esteira da desoneração de combustíveis.

Com isso, o país passa a ter uma inflação acumulada de 4,61% na janela de 12 meses. No ano, acumula alta de 3,23%.

Mesmo em trajetória de alta, o índice de preços veio levemente abaixo das projeções do mercado financeiro. A mediana das estimativas coletadas pelo Valor Data apontava alta de 0,29% no mês.

O IBGE mostra que houve alta em seis dos nove grupos que compõem o IPCA. O maior ganho vem do grupo Habitação (1,11%), que abriga o subitem de energia elétrica residencial. As contas de luz tiveram alta de 4,59% e impacto de 0,18 ponto percentual no índice geral.

O aumento das contas de luz tem relação com o fim da incorporação do bônus de Itaipu, um saldo positivo na conta de comercialização de energia elétrica de Itaipu em 2022. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) havia anunciado R$ 405,4 milhões em bônus para o mês de julho.

Na ocasião, o grupo de Habitação havia registrado queda de 1,01% no mês, porque o bônus foi incorporado nas contas de luz de julho. Agora, ele sai da conta em agosto.

Por outro lado, o grupo de Alimentação e bebidas continua em queda, e registra deflação de 0,85% em agosto. É o terceiro mês consecutivo de quedas no grupo, puxados sempre pelos preços da alimentação no domicílio (-1,26% no mês).

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: -0,85%;
  • Habitação: 1,11%;
  • Artigos de residência: -0,04%;
  • Vestuário: 0,54%;
  • Transportes: 0,34%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,58%;
  • Despesas pessoais: 0,38%;
  • Educação: 0,69%;
  • Comunicação: -0,09%.

Conta de luz puxa preços monitorados

De acordo com André Almeida, gerente de IPCA do IBGE, os produtos monitorados tornaram-se o destaque dos resultados de inflação nos últimos meses. São itens cujos preços são definidos pelo setor público ou por contratos.

Na janela de 12 meses, essa cesta de produtos acumula alta de 7,69%, acima do índice geral de inflação. No mês, houve aceleração de 0,46% em julho para 1,26% em agosto.

Em agosto, a energia elétrica carrega o aumento dos preços monitorados. Em agosto, todas as áreas de abrangência do IBGE mostram alta nas contas de luz. O maior ajuste veio de Vitória, com alta de 9,64%. Em seguida, Belém (8,84%) e Goiânia (7,05%) fazem o pódio de maiores aumentos.

Mas a cesta também foi influenciada neste mês pelo diesel. O combustível teve alta de 8,54% no mês, após mais um reajuste de preços por parte da Petrobras nas refinarias. Desde o dia 16, o litro do diesel subiu R$ 0,78 na venda para distribuidoras, que desemboca no preço da bomba.

A gasolina também teve uma alta de R$ 0,41 na ocasião, mas o aumento no IPCA foi menor, de 1,24%. Ainda assim, vem da gasolina o maior impulso do IPCA no ano. A alta no combustível foi de 13,02% em 2023, com participação total de 0,60 p.p. no índice geral.

Serviços seguem em desaceleração

A inflação de serviços segue em lenta desaceleração, aproximando-se do índice geral do IPCA. Na janela de 12 meses, a cesta de serviços acumula alta de 5,43%, com alta de apenas 0,08% no mês de agosto.

É o menor resultado para o grupamento desde janeiro de 2022, quando a alta acumulava 5,09%.

O principal destaque de queda foram os preços de passagens aéreas, que mantém uma forte oscilação mês a mês. Em agosto, houve queda de 11,69%. Em junho, havia registrado alta de 4,97%.

Tivemos redução da taxa de desocupação, com expansão do número de pessoas trabalhando, mas o que temos percebido é que o maior impacto na inflação tem vindo dos monitorados, como gasolina e energia elétrica, em vez de uma demanda nos serviços

— André Almeida, gerente de IPCA do IBGE

Alimentação e bebidas seguem caindo

Alimentação no domicílio enfrenta desaceleração desde abril, mas o destaque são as três deflações seguidas nos últimos meses.

As principais quedas constatadas pelo IBGE foram da batata-inglesa (-12,92%), do feijão-carioca (-8,27%), do tomate (-7,91%), do leite longa vida (-3,35%), do frango em pedaços (-2,57%) e das carnes (-1,90%). O item de maior alta foi o limão, com alta de 51,11%, produto que enfrenta redução de oferta.

De acordo com André Almeida, do IBGE, a queda nos preços alimentícios tem sido influenciada por maior oferta dos produtos no mercado.

João Savignon, chefe de pesquisa macroeconômica da Kínitro Capital, destaca que o movimento de Alimentos e bebidas segue com uma dinâmica favorável e deve se manter assim no mês de setembro.

“As aberturas do dado de hoje reforçam a dinâmica positiva recente da inflação no país e o plano de voo do Banco Central no ciclo de cortes de juros”, afirma o analista.

INPC tem alta de 0,20% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,20% em agosto. Em julho, houve queda foi de 0,09%.

Assim, o INPC acumula alta de 2,80% no ano e de 4,06% nos últimos 12 meses. Em agosto de 2022, a taxa foi de -0,31%.

“Os produtos alimentícios apresentaram variação de -0,91% em agosto, após queda de 0,59% em julho. Nos produtos não alimentícios, foi registrada alta de 0,56%, acima do resultado de 0,07% observado em julho”, destaca o IBGE.

Cemig lança promoção que pode garantir 2 anos sem conta de luz de graça

Começa nesta terça-feira (2) a promoção “2 anos sem conta Cemig”, que sorteia o benefício de até dois anos de contas de luz pagas. A ação tem o objetivo de incentivar que os clientes façam a adesão das formas digitais de pagamento e atendimento oferecidas pela companhia. 

Para participar, é preciso realizar um cadastro pessoal no endereço cemig.com.br/2anossemconta. No dia 24 deste mês já ocorrerá o primeiro sorteio, válido para quem se cadastrar até o dia 15. 

A promoção vai sortear 64 ganhadores ao longo do ano, com quatro sorteados a cada 15 dias. Cada vencedor vai ganhar um prêmio de R$ 5 mil convertido em desconto na conta de luz, que poderá ser utilizado no prazo de até dois anos. A ação é válida até o final de 2023.

Quanto mais digital for o cliente, mais chances de ganhar. Para receber números da sorte, você pode, por exemplo, cadastrar os dados da conta de luz usando o QRcode do PIX, cadastrar-se para receber a conta por email e/ou atualizar os meios de contato do titular da conta de luz por meio do acesso ao aplicativo Cemig Atende.

Informações completas sobre a promoção podem ser consultadas no site oficial.

Conta de luz pode ficar até 4,7% mais cara em Minas com MP que tramita no Senado

A conta de luz dos mineiros pode encarecer entre 3% a 4%, caso o Senado Federal aprove a Medida Provisória (MP) 1118/2022, em trâmite no Congresso, sem a retirada de algumas propostas que foram incorporadas na Câmara dos Deputados. Em todo o Brasil, o encarecimento nos débitos pode chegar a R$ 10 bilhões, conforme cálculos da Frente Nacional de Consumidores de Energia e pelo Movimento União Pela Energia.

Os percentuais referentes ao possível reajuste em Minas Gerais foram apurados pela Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace). Para os clientes que são atendidos pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pelo abastecimento de grande maioria dos municípios mineiros, o índice apurado foi de 4,27%. Já para quem é cliente da Energisa, o aumento deve ser de 3,71%, conforme os cálculos da Abrace.

A expectativa é de que o texto seja votado ainda nesta semana no Senado Federal, já que a proposta pode caducar em 27 de setembro. Em nota, divulgada no início do mês, a Abrace afirmou que o principal problema após a tramitação da MP na Câmara foi a concessão de um prazo, de dois anos, para que usinas de fontes renováveis entrem em operação no país. Neste período, no entanto, as operadoras das usinas mantém o direito de receber subsídios nas tarifas de transmissão e distribuição.

A extensão do prazo, entretanto, vai depender de garantias adicionais à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Mais um impacto que surge sem qualquer diálogo ou discussão técnica envolvendo aqueles que acabam assumindo o custo das decisões que favorecem setores econômicos sem a devida discussão esvaziando o papel do governo na formulação da política energética nacional e da Aneel na sua regulação”, afirma texto da Abrace endereçado ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

Já em carta enviada à mesa diretora do Senado Federal, o presidente da Frente Nacional de Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata, pediu que as emendas que tratam dos benefícios às usinas sejam retiradas. “Não podemos fechar os olhos para a crise energética mundial que vem pressionando o setor. As contas de energia já suportam encargos, impostos e subsídios que as colocam entre as mais caras do mundo. As contas de energia já consomem ¼ do orçamento doméstico dos brasileiros mais humildes”, disse no texto.

Ainda segundo movimento, o subsídio garantido na MP concede um incentivo às classes de consumidores e produtores que, conforme Barata, não necessitam do benefício. “E o que é pior, sendo pago por todos os demais consumidores de todas as classes, o que, a exemplo dos subsídios concedidos a outros segmentos, deveriam ser custeados pelo Tesouro Nacional”, acrescenta.

O Movimento União pela Energia, também em nota, criticou a aprovação da MP na Câmara e cobra do Senado uma revogação dos subsídios. O grupo ainda afirma que o peso na conta de luz não chegará apenas diretamente nos boletos mensais que cada consumidor paga. “Mas indiretamente com o encarecimento de todos os produtos fabricados no país”, reforça.

Tramitação

A MP chegou para análise no Senado no final de agosto. A proposta perde a validade na semana que vem, o que dá ao projeto um caráter de urgência. O texto retira da Lei Complementar 192/ 2022, que reduziu tributos sobre combustíveis no Brasil, a possibilidade de concessão de benefícios tributários na aquisição de diesel, biodiesel, gás de cozinha e querosene de aviação.

Em meio às críticas, o governo federal afirma que a MP “não causa impacto fiscal”, pois apenas põe fim a uma insegurança jurídica causada pela redação original da lei complementar. O Executivo alegou que a redação do artigo 9º estaria levando à judicialização da questão dos créditos, ao dar a possibilidade de interpretação de que o comprador final do combustível poderia tomar créditos dos tributos mesmo com os produtos vendidos com alíquotas zero.

Conta de energia fica mais cara a partir desta quarta-feira (1º)

A partir desta quarta-feira (1º), a conta de energia deve ficar ainda mais cara, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em coletiva de imprensa nesta terça-feira (31).

Agora, a bandeira vermelha patamar 2 passa de R$ 9,49 para R$ 14,20 a cada 100 kWh. Os novos valores são válidos até abril de 2022. 

Segundo a Aneel, os novos valores são válidos para custear despesas financeiras e equilibrar as receitas e despesas da conta. 


A nova tarifa se aplica a todos os consumidores, com exceção ao estado de Roraima e aos consumidores inscritos no programa Tarifa Social (12 bilhões de consumidores).

Crise hídrica
Uma das justificativas para o aumento é a crise crise hídrica que Brasil vive, sendo uma das maiores em 91 anos. 

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.