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Jornal Folha Regional

Menina de 2 anos morre após passar mal em creche municipal de Varginha

Uma menina de 2 anos morreu na manhã da última quinta-feira (8) após passar mal em uma creche municipal de Varginha (MG). Segundo a prefeitura, a criança teve convulsão e evoluiu para uma parada cardiorrespiratória no Cemei Celia Campos Tavares, no Parque Rinaldi.

Ainda de acordo com a prefeitura a menina foi atendida e recebeu os primeiros socorros por uma equipe de enfermagem que estava presente na unidade escolar. Funcionários da creche acionaram o Corpo de Bombeiros e comunicaram a família da menina.

Conforme a prefeitura, a criança chegou a ser reanimada e encaminhada para o pronto atendimento do Hospital Bom Pastor, acompanhada dos responsáveis, mas não resistiu e morreu. As causas serão apuradas pelos médicos legistas responsáveis.

Menina de 10 anos que estava desaparecida após ir a padaria é encontrada morta com sinais de estrangulamento

O corpo da menina Bárbara Victória, de 10 anos, que estava desaparecida desde o último domingo (31) em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi encontrado em um matagal próximo a um campo de futebol no bairro Pedra Branca, na manhã desta terça-feira (2).

Bárbara tinha sido vista pela última vez no bairro Landi, na Região de Justinópolis. Ela saiu de casa para ir à padaria e não voltou mais.

O corpo foi encontrado por uma estudante que estava ajudando nas buscas. A criança estava amordaçada e vestia apenas a camisa do Atlético-MG com a qual estava antes de desaparecer.

“Eu estava atrás dela, aí eu pensei assim: eu vou procurar no campo e num brejo que tem ali embaixo perto do Pedra Branca porque é onde eles geralmente jogam o corpo se algo tiver acontecido. Eu vim no campo, o pessoal estava jogando bola e eu comecei a afundar lá pra dentro, foi onde eu vi a menina deitada. Na hora que eu vi a menina deitada eu já voltei, já gritei o pessoal, ‘gente, pelo amor de Deus chama a polícia que a menina de dez anos tá morta aqui'”, disse.

Relembre

O pai de Bárbara, Rogério Flores, contou que a menina brincava em frente à casa da família, no bairro Mantiqueira, Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, no limite com Ribeirão das Neves.

Era o último dia de férias escolares e, por volta das 17h30, ele pediu que a menina fosse à padaria, que fica a poucas quadras de casa. Ela buscaria pães para o café da família. Um trajeto que, segundo o pai, a criança já tinha o hábito de fazer.

Bárbara saiu de casa, mas não voltou. A demora chamou a atenção da família, que buscou a ajuda das autoridades. Imagens de circuito de segurança (veja vídeo acima) mostram a menina na fila do caixa da padaria e, depois de ser atendida, guardando o troco em uma bolsa e saindo do local com um saco de pães. Ela chega a se despedir de uma atendente quando o relógio do circuito marca 17h46.

Às 17h55, uma outra câmera registra o momento em que Bárbara desce uma rua, correndo pelo asfalto.

Quase 30 minutos depois, às 18h23, um novo registro. A menina aparece correndo em frente a outro comércio. Um minuto depois, às 18h24, a mesma câmera registra o momento em que dois homens correm na mesma direção em que Bárbara estava. O fato chamou a atenção dos militares.

Segundo a família da criança, um dos rapazes chegou a ser preso na segunda-feira (1º), mas foi liberado por falta de provas. (Via: G1)

Juíza que impediu menina estuprada de realizar aborto deixa o caso após receber promoção ‘por merecimento’

A juíza Joana Ribeiro Zimmer deixou o caso da menina de 11 anos que foi mantida em um abrigo para evitar que fizesse aborto autorizado em Santa Catarina. A magistrada é autora da decisão que negou à criança o procedimento para interromper a gestação.

A magistrada informou que foi transferida para a comarca de Brusque, no Vale do Itajaí. Ela aceitou uma promoção e o convite, segundo ela, foi feito antes da repercussão do caso. O órgão especial do Tribunal de Justiça decidiu na última quarta-feira (15) por uma promoção “por merecimento”.

Na manhã da última terça-feira (21), a Justiça determinou que a menina voltasse a morar com a mãe. A advogada de defesa da família não deu detalhes sobre qual será decisão em relação ao aborto. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que está apurando a conduta da magistrada no processo.

O que diz a juíza sobra a promoção

Segundo a juíza, a promoção foi aceita na quarta-feira (15) e desde a sexta-feira (17) ela já estava fora do caso. Sem dar nomes, a magistrada relatou que um juiz substituto assumiu a ação.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou a promoção na carreira da juíza no dia 15. A movimentação para o cargo de juiz de Direito da Vara Comercial da comarca de Brusque foi aprovada por merecimento, segundo TJ.

O Tribunal informou ainda que a Corregedoria-Geral da Justiça não se manifesta sobre possível impacto da apuração interna do órgão a respeito da atuação da juíza no caso da menina e sobre a promoção obtida por ela.

Entenda o caso

Vítima de estupro, a menina descobriu estar com 22 semanas de gravidez ao ser encaminhada a um hospital de Florianópolis, onde teve o procedimento para interromper a gestação negado pela juíza Joana Ribeiro Zimmer.

Depois que o caso foi parar na Justiça, a decisão e trechos de uma audiência sobre o caso foram revelados em uma reportagem dos sites Portal Catarinas e The Intercept. O material foi publicado na segunda-feira (20).

A advogada da família da criança destacou que já há uma decisão na Justiça autorizando a interrupção da gravidez da menina. No entanto, o fato da criança estar em um abrigo impedia que a decisão fosse executada. A Justiça determinou que a criança volte para a casa da mãe.

Questionada sobre os próximos passos do caso, a advogada não deu detalhes sobre a decisão da família em relação à realização do procedimento após o retorno da menina para casa. A autorização para o aborto, porém, é vigente.

O atendimento foi negado pelo Hospital Universitário, da Universidade Federal de Santa Catarina, de Florianópolis, que informou que só realizaria o procedimento com uma autorização da Justiça. Contudo, hospitais credenciados não precisam de autorização da Justiça em casos previstos por lei, como o estupro, por exemplo.

CNJ apura conduta de juíza

Também nesta terça, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que está apurando a conduta da juíza no processo envolvendo a menina que foi mantida pela Justiça em um abrigo para evitar que faça um aborto autorizado.

O procedimento, chamado de Apuração de Infração Disciplinar, é feito pela Corregedoria Nacional de Justiça e foi instaurado nesta segunda (20).

Em nota, a juíza disse que “seria de extrema importância que esse caso continue a ser tratado pela instância adequada, ou seja, pela Justiça, com toda a responsabilidade e ética que a situação requer e com a devida proteção a todos os seus direitos e garantias constitucionais” (leia a íntegra abaixo).

Nota da juíza:

“Sobre o caso levantado pelo Portal Catarinas, a juíza Joana Ribeiro informa que não se manifestará sobre trechos da referida audiência, que foram vazados de forma criminosa. Não só por se tratar de um caso que tramita em segredo de justiça, mas, sobretudo para garantir a devida proteção integral à criança.

Com o julgamento do STF pelo não reconhecimento do direito ao esquecimento, qualquer manifestação sobre o assunto à imprensa poderá impactar ainda mais e para sempre a vida de uma criança. Por essa razão, seria de extrema importância que esse caso continue a ser tratado pela instância adequada, ou seja, pela Justiça, com toda a responsabilidade e ética que a situação requer e com a devida proteção a todos os seus direitos e garantias constitucionais”.

Via: G1.

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