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Jornal Folha Regional

Usiminas apresenta plano de investimento de R$ 3,6 bilhões e geração de empregos

O governador Romeu Zema recebeu, na última quarta-feira (18), na Cidade Administrativa, o diretor-presidente da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), Alberto Akikazu Ono, e o diretor Corporativo de Sustentabilidade e Relações Institucionais, André Chaves, que apresentaram o plano de investimento da empresa de R$ 3,6 bilhões, entre 2023 e 2026, no estado.

De acordo com Ono, do valor que será aportado, R$ 2,7 bilhões serão destinados à reforma do Alto-Forno 3 (iniciada em 2019). As obras trarão melhorias operacionais e benefícios ambientais para o equipamento que está em operação há 23 anos. “Somente o Alto-Forno irá gerar cerca de 8 mil empregos temporários”, afirmou.

Já nas aciarias serão investidos R$ 893 milhões também em reformas, além de R$ 1,1 bilhão na recuperação e reformas das Coquerias 2 e 3.

Zema comemorou o plano de investimentos da siderúrgica e reafirmou a importância da companhia não só para a Região Metropolitana do Vale do Aço, mas para toda Minas Gerais. “Investimentos dessa grandeza geram oportunidades para uma grande cadeia de fornecedores, local e estadual”, disse.

Em 2021, o Grupo Usiminas gerou R$ 499 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Em 2022, até novembro, o valor foi de R$ 577 milhões. Dos 15 mil funcionários do grupo, 12 mil estão em Minas.

Situação das estradas mineiras piorou 311% em 2022

Maior malha rodoviária do Brasil, Minas Gerais teve um aumento de mais de 311% na precariedade de suas estradas em 2022. Nesse período, os motoristas que trafegaram pelas rodovias mineiras tiveram que enfrentar um ponto crítico a cada 40 quilômetros percorridos. Esse cenário, que inclui problemas com buracos grandes, erosões na pista, queda de barreiras ou pontes caídas, foi divulgado ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Para o levantamento, foram percorridos 15.256 quilômetros de estradas pavimentadas e identificados 387 pontos críticos. Comparado com os dados do estudo de 2021, esse indicador representa um aumento de 311,7%, quando foram identificados 94 problemas nas estradas mineiras. “Esse é um número muito elevado para a malha de um só estado.

Rodovias ruins e situações críticas revelam um quadro de grande deficiência”, destaca Bruno Batista, diretor-executivo da CNT. Minas Gerais também lidera as ocorrências relacionadas a queda de barreiras no país (123 casos), mas o principal problema do estado é a erosão na pista, que representa 47% das ocorrências. “Isso está relacionado à própria topografia do estado, que é muito montanhoso, e a falta de manutenção das vias, especialmente no período de chuvas”, aponta Batista.

Os dados da CNT apontam uma escalada de pontos críticos nas rodovias mineiras nos últimos anos. Os trechos públicos federais foram os que apresentaram maior número de ocorrências de pontos críticos (229) e também a maior densidade, com cerca de quatro casos a cada 100 quilômetros pesquisados.

Em 2022, também foram registrados 72 trechos com grandes buracos e 10 pontos estreitos, onde é possível apenas o tráfego de um veículo. “São ocorrências em que há grande comprometimento da segurança ou da fluidez do tráfego naquele local. É uma situação bastante delicada na nossa malha rodoviária, porque dela depende a movimentação de praticamente 90% dos passageiros do Brasil e mais de 60% da carga”, destaca Batista.

A BR-116 aparece entre as rodovias mais críticas do estado, com 69 ocorrências, seguida pela MG-120 (38 ocorrências) e pela BR-381 (31 ocorrências). Do total de 387 problemas identificados, apenas seis estavam recebendo algum tipo de intervenção no período da pesquisa.

Procurado pela reportagem, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), responsável pela MG-120, disse que monitora de forma rotineira as condições de tráfego das rodovias estaduais e realiza ações preventivas de manutenção e conservação rotineira antes do período chuvoso.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por sua vez, informou que os trechos da BR-381 e BR-116, sob responsabilidade da autarquia, “contam com contratos de manutenção ativos e outros segmentos passam por estudos e licitações de projetos de revitalização e restauração”.

Sinalização ruim

Além do perigo nas vias, 60% desses pontos críticos de Minas Gerais não estavam devidamente sinalizados. “Na prática, o condutor vai se deparar com uma situação muito grave em termos de segurança, sem que ele seja avisado previamente. O motorista nem sequer é alertado previamente pela sinalização de que ele vai encontrar esse problema adiante na estrada”, alerta o diretor da CNT.

O baixo investimento na manutenção das rodovias não apenas traz mais problemas como também gastos. Em 2021, a CNT estimou a necessidade de investimento na ordem de R$ 1,88 bilhão para sanar os pontos críticos nas rodovias brasileiras. No ano seguinte, como os problemas perduraram e novos surgiram, o montante aumentou para R$ 5,2 bilhões.

“O investimento muito baixo em rodovias ao longo dos últimos anos está fazendo com que elas cheguem a um limite de durabilidade. Os problemas começam a aparecer e vão ficando cada vez mais graves. Em paralelo a isso, além de ficar mais graves, eles acabam ficando bem mais caros para ser recuperados”, aponta.

Mulher que gravou vídeo jogando gato para rottweilers é presa em Minas

Uma mulher de 27 anos foi presa suspeita de jogar um gato para ser atacado por dois cães da raça rottweiler em um canil da sua casa, em Campos Altos, no Alto Paranaíba. A ação foi gravada e postada em rede social na última terça-feira (17). No mesmo dia, os policiais foram até a residência da mulher e a prenderam em flagrante. 

No vídeo, de acordo com a Polícia Civil, os cães atacam e mordem violentamente o gato, que sofre enquanto tenta se desvencilhar. Com a chegada dos policiais, a mulher levou a equipe até um lote vago, a poucos metros da sua casa, onde tinha descartado o gato. 

As investigações se iniciaram após a Associação de Proteção aos Animais de Campos Altos tomar conhecimento do vídeo. Foi quando os policiais se dirigiram até a casa da suspeita, no bairro Boa Esperança, onde o crime foi confirmado.  

A mulher foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais e, em seguida, encaminhada ao sistema prisional. Quem maltrata cães e gatos está sujeito a pena de dois a cinco anos de reclusão, de acordo com a Lei 9605/98. No caso de morte do animal, como aconteceu com o gato, a pena pode ser aumentada.

Após constantes chuvas, vertedouros da Usina Hidrelétrica de Furnas são abertos

As constantes chuvas que atingem a região nas últimas semanas têm contribuído para o aumento do nível do Lago de Furnas. Sendo assim, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela programação energética das unidades geradoras brasileiras, determinaram a abertura das comportas da Usina Hidrelétrica de Furnas, situada em São José da Barra (MG), em 500 m3/s para controle de nível de reservatório.

As oitos comportas foram abertas às 12h desta sexta-feira (13) e reuniu uma grande quantidade de pessoas no local. A previsão para fechamento é às 16h, podendo estender dependendo do nível do Lago.

O reservatório de Furnas encontra-se na elevação 766,33 metros, o que corresponde a um volume útil de 86,53%. A usina de Furnas está operando conforme despacho do ONS, com uma geração em torno de 700 MW, cerca de 58% da sua capacidade instalada, que é de 1.216 MW. A última vez que a UHE Furnas abriu um vertedouro para controle de cheias foi em 2012. A cota mínima do Lago de Furnas é 762 e a máxima é 768.

Os vertedouros das usinas de Mascarenhas de Moraes, Luiz Carlos Barreto de Carvalho e Marimbondo também foram abertos nesta sexta. O de Porto Colômbia está aberto desde a última segunda-feira (9).  

A Eletrobras Furnas anunciou que haverá aumento do nível da água a jusante (após a barragem) das respectivas usinas. A empresa acionou as autoridades locais para que adotem providências visando à segurança de todos.  

Confira abaixo os níveis atuais de cada usina:

UHE Mascarenhas de Moraes  

O vertedouro da Usina de Mascarenhas de Moraes foi aberto em 13/01/23, às 9h, em 120 m3/s para controle de nível de reservatório e chegará 500m3/s às 16h. O reservatório de Mascarenhas encontra-se na elevação 664,44 metros, o que corresponde a um volume útil de 83,98%. A usina de Mascarenhas de Moraes está operando conforme despacho do ONS, com uma geração em torno de 370 MW, cerca de 77% da sua capacidade instalada, que é de 478 MW. A última vez que a UHE Mascarenhas de Moraes abriu o vertedouro para controle de cheias foi em 2012.  

UHE Luiz Carlos Barreto de Carvalho  

O vertedouro da Usina de Luiz Carlos Barreto de Carvalho (SP/MG) foi aberto em 13/1/23, às 12h, em 1.000 m3/s para controle de nível de reservatório. O reservatório de Luiz Carlos Barreto encontra-se na elevação 621,68 metros, o que corresponde a um volume útil de 79,29%. A usina de Luiz Carlos Barreto de Carvalho está operando conforme despacho do ONS, com uma geração em torno de 616 MW, cerca de 59% da sua capacidade instalada, que é de 1050 MW. A última vez que a UHE Mascarenhas de Moraes abriu o vertedouro para controle de cheias foi em 2012.  

UHE Porto Colômbia  

O vertedouro da Usina de Porto Colômbia (SP) foi aberto para controle de nível de reservatório em 09/1/23, às 13h, e atualmente está com vazão de 800m3/s. O reservatório de Porto Colômbia encontra-se na elevação 466,80 metros, o que representa um volume útil de 75,80%.  A Usina está operando conforme despacho do ONS, com uma geração de 240 MW, cerca de 75% de sua capacidade.  A última vez que a UHE Porto Colômbia abriu vertedouro para controle de cheias foi em 2012. 

UHE Marimbondo  

O vertedouro da Usina de Marimbondo (SP/MG) foi aberto em 13/1/2023, às 9h, em 500m3/s para controle do nível do reservatório e chegará a 2000 m3/s às 16h. O reservatório da usina encontra-se atualmente na elevação 443,14 metros, o que representa volume útil de 75,37%. Marimbondo está operando conforme despacho do ONS, com uma geração em torno de 1.092 MW, o que corresponde a 80% de sua capacidade instalada (1.440 MW). A última vez que a UHE Marimbondo abriu vertedouro para controle de cheias foi em 2012.  

A Eletrobras Furnas cumpre estritamente as determinações dos órgãos reguladores na operação dos empreendimentos hidrelétricos sob sua concessão. Os níveis dos reservatórios e a energia despachada são programados pelo ONS, responsável por operar o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética.

Raio atinge casa e mata criança em MG

Um menino, de 3 anos, morreu após receber uma descarga elétrica, na zona rural de Gonzaga (MG). De acordo com informações repassadas pela Defesa Civil, um raio teria atingido a casa em que ele estava no momento em que a criança acendeu a luz do quarto. Segundo o órgão, o fornecimento de energia elétrica estava interrompido na região por causa das chuvas.

Segundo a Polícia Militar, a avó relatou que chovia com muitos relâmpagos quando o neto se aproximou do apagador de luz e, de repente, recebeu a descarga elétrica. Ela disse que o menino gritou e depois ficou desacordado.

A avó disse ainda que levou a criança para um sítio e depois para o atendimento médico na cidade, não sendo possível um socorro mais rápido porque as estradas foram afetadas pelas fortes chuvas na região.

No registro policial, consta que o médico, que prestou o atendimento na unidade de saúde, ainda tentou reanimar a criança, que chegou sem os sinais vitais, mas não teve sucesso.

Mina de ouro é descoberta após parte de uma casa desabar em MG

As fortes chuvas na cidade histórica de Ouro Preto (MG), além de causarem inundações e desmoronamentos, revelaram uma mina explorada no Ciclo do Ouro, no século 18. Uma casa que estava construída por cima da mina escondia o passado subterrâneo, com o solo encharcado parte dela veio abaixo e a nova galeria foi descoberta na terça-feira (9).

O professor do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Hernani Mota, conta que a cratera foi aberta após o acúmulo de 200 milímetro de chuvas no último fim de semana na cidade. A casa está localizada no Bairro 13 de Maio, antigo Bairro Alto da Cruz, na Serra de Ouro Preto.

Conhecido por realizar estudos sobre minas a céu aberto e subterrâneas, o professor esteve no local acompanhado da Defesa Civil e, após uma análise preliminar, concluiu que o restante da casa foi comprometido.

“A área de serviços da casa veio abaixo e deixou o restante do imóvel com trincas na parede e a família teve que ser retirada da casa”.

Catálogo

Segundo o engenheiro, ainda não é possível especificar as dimensões da mina e, após o período chuvoso, uma nova análise será realizada e o local será incluído no catálogo que tem mais de 170 minas mapeadas na cidade histórica.

“A gente ainda não tem a dimensão e faremos uma avaliação da mina e do imóvel. O acesso à mina é difícil e não dá para ver o tamanho dela pelo lado de fora. Não dá para entrar agora, tem muito entulho e ainda o risco de novos desabamentos”, explicou Mota.

O professor da UFOP conta que o catálogo foi criado para preservar a memória de todos os vestígios do período histórico que deixou marcas não só na arquitetura, mas também na vida da população.

“Algumas delas se tornaram pontos turísticos, como a Minas do Chico Rei. Nós começamos a estudar o mapeamento das minas em 1994 e uma preocupação que tínhamos era o colapso dessas áreas e o impacto na infraestrutura urbana”, conta.

Mota lembra que em fevereiro do ano passado outra mina de ouro, de 14 metros de comprimento, foi descoberta em um local próximo e, após análises do terreno, as duas moradoras puderam voltar para o imóvel.

Governo de Minas decreta situação de emergência em Capitólio devido ao grande volume de chuva

Moradores de Capitólio estão há dois dias com a mobilidade prejudicada por conta de um alagamento nas principais ruas de acesso ao município, após o Rio Piumhi ter transbordado na última segunda-feira (9). De acordo com o Decreto Estadual NE n. 11 de 10 de janeiro de 2023, Capitólio encontra-se em situação de emergência.

Segundo o prefeito, Cristiano Geraldo, o problema ocorre por conta de um assoreamento no canal de escoação da água do rio e, por isso, a água não baixa com facilidade. A situação tramita desde 2008 em âmbito judicial contra Furnas Centrais Elétricas que, segundo o Executivo, é a responsável pela limpeza e manutenção do canal.

”O município de Capitólio ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de antecipação de tutela em face de Furnas Centrais Elétricas S/A, a fim de que a requerida realizasse a limpeza e manutenção do canal, o qual por falta de manutenção e ocorrência de assoreamento vem provocando uma diminuição da vazão da água e consequentemente, aumento do nível do represamento da água do lago artificial de Capitólio, causando inundações na cidade em períodos de chuvas”, diz a nota de esclarecimento divulgada pela prefeitura.

“Vale dizer que em paralelo às ações judiciais, o município desde 2021 vem buscando a resolução da questão também de forma administrativa junto a Furnas. No último mês, foi concluído o processo de licenciamento ambiental junto a SUPRAM (Superintendência Regional de Meio Ambiente), com liberação das licenças no dia 06 de janeiro de 2023. Por fim, vale esclarecer que já tomamos todas as medidas necessárias para viabilizar a solução do problema enfrentado, o mais breve possível. Assim, com as referidas autorizações em mãos Furnas está firmando contrato com a empresa executora da obra, a qual pretende-se concluir ainda este ano, já tendo previsão de reunião entre o município e representantes de Furnas para o próximo dia 24 de janeiro, com o intuito de definir os pontos sensíveis, e posterior mobilização de maquinário e mão de obra previstas para o início de fevereiro deste ano”, informou o executivo.

O referido processo, bem como outras ações que foram desencadeadas desde então, ainda estão em tramitação, porém, no início do ano de 2022  a atual gestão, através da Procuradoria Municipal, distribuiu ação de execução provisória, conseguindo em sede liminar a publicação de decisão para execução imediata da obra.

A secretária de Obras do município, Leticia Soares, informou que a prefeitura está organizando forças tarefas para atuarem emergencialmente diante das intempéries causadas pelo alagamento.

“Estamos em reunião com a SEDESE (Secretaria de Desenvolvimento Social e Estadual de Minas Gerais), criando uma forma de trabalho para amparar as casas que estão alagadas. As famílias serão abrigadas na escola municipal Elias Teodoro. Ainda não temos o levantamento de quantas famílias são”, informou a secretária.

De acordo com Letícia, a entrada pelo aterro está interditada e a entrada principal está liberada somente carros altos, caminhões e ônibus, tendo como opções entrada pelo dique e pelo socorro.

Em contato com a empresa Furnas, até o fechamento da matéria não tivemos retorno.

Médicos retiram massa ovariana de 13kg de mulher em MG

A equipe médica do Hospital São Vicente de Paulo de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, realizou a retirada de uma massa ovariana de 13kg de uma mulher. O procedimento raro e de alto risco já havia sido rejeitado em outros hospitais da região. A mulher é da cidade de José Gonçalves de Minas, que fica próxima a Turmalina.

A paciente era obesa e, depois de ter perdido muito peso, o tamanho da barriga começou a chamar a atenção, já que não reduziu da mesma forma que o restante do corpo, ficando desproporcional.

Um ultrassom solicitado pelo ginecologista identificou a massa volumosa, no entanto, não foi possível medir o volume pelo aparelho de ultrassom. Ese fato levou o médico a encaminhar a paciente com urgência para cirurgia às macrorregionais de saúde, ontem, porém, ela teve o atendimento recusado.

“Como é uma massa muito volumosa, ela comprime os órgãos, como o pulmão, e fica difícil de operar. A chance dessa paciente evoluir para um óbito durante a cirurgia era muito grande. Possivelmente não aceitaram por isso”, explicou o diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Adson Alves Coutinho.

Os médicos conversaram com a família, expuseram os riscos, e os parentes autorizaram que a cirurgia fosse realizada em Turmalina.

O procedimento durou cerca de duas horas. A paciente ficou quatro dias na internação para o pós-operatório e 30 dias em atendimento ambulatorial.

A biópsia apontou que o material era benigno. “A partir de agora, é vida normal e só mesmo fazer o acompanhamento ginecológico de rotina”, comemora o médico.

A cirurgia foi feita em 17 de setembro do ano passado, mas o trabalho desenvolvido pelos profissionais de todos os setores que se envolveram nesse feito inédito do Hospital São Vicente Paulo só pôde ser divulgado no final de dezembro de 2022.

O diretor administrativo da instituição, Douglas Cordeiro dos Santos, explica que a demora na divulgação do procedimento ocorreu “por se tratar de uma cirurgia complexa”. “Quisemos preservar a paciente deixando-a tranquila para a recuperação e para dar publicidade o resultado da biópsia era de suma importância.”

Fonte: Estado de Minas

Minas Gerais assume o terceiro lugar como maior exportador de cachaça no país

O aumento das exportações da cachaça produzida em Minas elevou o patamar do estado no ranking nacional. De janeiro a novembro de 2022, os embarques renderam ao estado US$ 2,069 milhões em divisas, alta de 135%. Com isso, Minas Gerais saltou da quinta para terceira posição, ficando atrás de São Paulo e Pernambuco.

No período, foram embarcados 378 mil litros, volume 86% superior ao registrado em igual intervalo de 2021. Os dados são do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac).

Assumindo a terceira colocação, o estado passou a responder por 11,2% do valor exportado pelo Brasil. No mesmo período de 2021, o volume direcionado ao mercado externo representou 4,4% do país e manteve o estado em quinto lugar, atrás de São Paulo, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro.

No Brasil, mantendo-se a base comparativa com janeiro a novembro de 2021, os embarques da cachaça apresentaram crescimento de 54,74% em valor, que chegaram a US$ 18,47 milhões. Ao todo, foram 8,6 milhões de litros, ou 30,38% a mais.

“Cachaça Mineira Legal e de Qualidade”

Para manter a qualidade da bebida, considerando ampliação de mercados, melhora da produção e segurança sanitária, o Governo de Minas, por meio Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), autarquia vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), criou projeto “Cachaça Mineira Legal e de Qualidade”.

A iniciativa envolve toda a cadeia produtiva da cachaça para os próximos cinco anos. Dentre os objetivos específicos destacam-se ações educativas estratégicas em regiões do estado onde há elevado número de estabelecimentos clandestinos.

Desde 2020, o instituto executa operações de denúncia em conjunto com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), verificando a falsificação do destilado pelo uso de álcool combustível.

A fiscalização no estabelecimento comercial ou no alambique busca garantir a oferta de bebidas no padrão da legislação de bebidas. Para isso, também são feitas análises para avaliação de conformidade dos parâmetros estabelecidos para que a cachaça seja comercializada dentro dos padrões oficiais de identidade e de qualidade.

A regularização melhora a estrutura da produção e incentiva o processo de aprimoramento contínuo, podendo ampliar vendas e conquistar novos mercados.

Artesanal

Minas Gerais é o maior produtor de cachaça artesanal do país. O processo tradicional de fabricação da bebida em alambique é declarado como patrimônio cultural pela lei estadual Nº 16.688, de 11 de janeiro de 2007.

Já são mais de 1,7 mil marcas registradas em Minas Gerais, cerca de mil a mais do que São Paulo, segundo lugar no ranking. Salinas, no Norte do estado, é considerado o município com mais estabelecimentos registrados, seguido de cidades como Alto Rio Doce, Córrego Fundo, Bonfim, Rio Espera, Divinésia, Lamim e Perdões.

Fiscalização ambiental aumenta 12% em Minas, aponta governo do Estado

As ações de fiscalização ambiental em Minas aumentaram 12% em 2022 em relação a 2021. Segundo informações do governo estadual, até o início de dezembro, foram 40.857 ações realizadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e pela Polícia Militar.

Por meio do Plano Anual de Fiscalização (PAF), coordenado pela Subsecretaria de Fiscalização (Sufis) da Semad, além do atendimento às denúncias e requisições, foram realizadas mais de 46 mil atividades e intervenções, resultando em mais de 15 mil infrações.

Na agenda do PAF constam as operações especiais e ordinárias, que visam reunir esforços e conhecimentos para enfrentamento dos problemas mais relevantes do estado ou de determinada região. Essas iniciativas englobam ações repressivas e preventivas. Em 2022, foram contabilizadas 434 operações especiais e ordinárias, e 37 extraordinárias, tendo sido efetuadas mais de 12, 9 mil fiscalizações, com constatação de mais de 3,4 mil infrações.

Para o superintendente de Fiscalização da Semad, Gustavo Endrigo de Sá, um dos principais fatores de pressão sobre os recursos naturais ocorridos em Minas no ano de 2022 foi o desmatamento. “No entanto, isso gerou uma resposta compatível, na medida que foi criado um complexo programa de ações de fiscalizações”, explicou.

Desmatamento

A Semad e a PM fiscalizaram mais de 2,9 mil polígonos de detecção de desmatamento gerados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), dentro do Programa de Monitoramento Contínuo da Cobertura Vegetal, que visa identificar com celeridade e precisão a ocorrência do desmatamento ilegal no estado.

Além do trabalho ordinário, a Sufis implementou o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento, que consiste em um conjunto de ações e metas para intensificar o combate à supressão ilegal da vegetação nativa no estado, de forma complementar e alinhada ao PAF.

Segundo o governo estadual, o plano intensificou as atividades de fiscalização, por meio da redução do prazo de atendimento ao Monitoramento Contínuo da Vegetação e às denúncias, que passou de 48 para 33 dias, bem como na fiscalização de alertas provenientes de outras fontes de monitoramento da cobertura vegetal.

A Fase 1 do plano foi executada de novembro de 2021 a fevereiro de 2022, contabilizando mais de 2,6 mil fiscalizações em 21.700 hectares, com 1,2 mil autos de infração lavrados e aplicação de R$ 25 milhões de reais em multas. Além disso foram veiculadas campanhas em caráter preventivo nas redes sociais.

O tempo médio para atendimento, contabilizado desde a detecção até a ação em campo, aos polígonos do monitoramento contínuo atualmente é de 36 dias. Também foi realizado um seminário de boas práticas para utilização do carvão legal, voltado para grandes consumidores do subproduto florestal.

Na Fase 2, realizada de junho a agosto de 2022, as fiscalizações foram intensificadas, inclusive com a deflagração de duas Operações Especiais denominadas “Floresta Viva I e II”. Somente durante essas operações, de caráter estratégico, foram realizadas 184 fiscalizações em mais de 13.700 hectares, inclusive abarcando a cadeia do carvão vegetal irregular. Foram aplicados R$ 118,83 milhões em multas ambientais, contabilizando um total de 466 autos de infração.

Nesta fase, além da intensificação das fiscalizações repressivas e ações preventivas, foram estabelecidas diretrizes para o processamento prioritário de autos de infração. O superintendente explicou que além da abordagem em campo, seja para repressão das infrações ou para prevenção, é fundamental que as medidas administrativas adotadas pelos agentes sejam concluídas com a devida responsabilização e cobrança dos causadores das irregularidades ambientais, para a devida dissuasão.

Como resultado, entre janeiro e novembro de 2022, foram encerrados 8.354 autos de infração relacionados ao desmatamento, representando um incremento de 28% no quantitativo de autos de infração encerrados, em comparação com o mesmo período do ano de 2021.

Esses autos de infração processados em 2022, somam um montante de R$178,2 milhões em valores de multas originais aplicadas, sem atualização e correção monetária. Desse total, R$15,6 milhões foram arrecadados de forma direta e R$147,4 milhões foram encaminhados para inscrição em dívida ativa/protesto. Os outros R$15,1 milhões são referentes a autos anulados, com defesa ou recurso deferido, dentre outros.

Como resultado da concentração de esforços em torno do combate ao desmatamento, até o início de dezembro, foram realizadas 10,2 mil fiscalizações de combate ao desmatamento ilegal em todo o território estadual, representando um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse número já supera o total de fiscalizações de desmatamento em 2022, que foi de 7.391. (Clic Folha)

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