Jornal Folha Regional

População de Minas Gerais começará a diminuir a partir de 2037

População de Minas Gerais começará a diminuir a partir de 2037 - Foto: reprodução
População de Minas Gerais começará a diminuir a partir de 2037 – Foto: reprodução

A população de Minas Gerais não seguirá em crescimento por muito mais tempo. Uma projeção realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a Fundação João Pinheiro (FJP), com base no Censo de 2022, o número de habitantes do estado atingirá um pico em 2037, com um total de 21,9 milhões de pessoas. Porém, a partir de então, a tendência é que ocorra um declínio: em 2047, a população mineira deverá ser de 21,7 milhões de indivíduos.

As projeções envolvem todos os 853 municípios do estado, incluindo recortes por sexo e por faixa etária, além das 13 Regiões Geográficas Intermediárias (RGInt) de Minas Gerais. Entre os 10 municípios que mais crescerão nos próximos anos, nove são de médio porte, com populações entre 20 mil e 120 mil habitantes, e estão localizados na RGInt de Belo Horizonte: Esmeraldas, Sarzedo, Juatuba, Mateus Leme, Igarapé, São José da Lapa, Conceição do Mato Dentro, Lagoa Santa e Nova Lima.

Por outro lado, a partir do período de 2032 a 2037, antes da queda da população total do estado, as populações das RGInts de Barbacena, Juiz de Fora e Pouso Alegre já começarão a diminuir. Já nas regiões de Patos de Minas, Teófilo Otoni, Uberaba e Uberlândia, a diminuição da população ocorrerá apenas ao final do período de projeção (2042-2047). Em movimento contrário, apenas a RGInt de Montes Claros deverá manter o crescimento populacional durante todo o período projetado.

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A pesquisa mostra como se dará a consolidação do processo de envelhecimento da população do estado, iniciado na segunda metade do século 20, segundo suas regiões e municípios. “A consolidação desse processo reflete tendências estruturais como a queda sustentada da fecundidade e o aumento progressivo da longevidade”, explica a pesquisadora da FJP, Denise Maia.

“No entanto, são evidentes as diferenças regionais quanto ao ritmo e ao estágio atual desse envelhecimento, embora todos os indicadores apontem para uma convergência gradual das regiões mineiras em direção a níveis avançados de envelhecimento populacional”, observa a especialista.

Efeitos e medidas para sanar

As projeções populacionais permitem ao poder público antecipar possíveis demandas nas áreas de saúde, habitação, educação e saneamento básico, entre outras. Para Denise Maia, esse novo cenário demográfico exigirá a adoção de medidas emergenciais e estruturais cuidadosamente desenhadas para atender às necessidades específicas da população.

“O desafio será complexo e exigirá políticas públicas integradas e coordenadas, com ações que contemplem simultaneamente o presente e o futuro, voltadas para mitigar os impactos negativos decorrentes da redução da população em idade ativa e do avanço do envelhecimento populacional”, avalia.

De acordo com a pesquisadora, a elaboração de diagnósticos detalhados sobre as vocações econômicas locais e regionais serão fundamentais para identificar setores estratégicos e promover um desenvolvimento econômico sustentável.

“Essas análises fornecerão a base necessária para direcionar investimentos adequados que estimulem a formação e a qualificação profissional da juventude em áreas de alta empregabilidade, capazes de impulsionar setores-chave da economia regional”, observa.

O estudo da Fundação João Pinheiro também aponta como fundamental o desenvolvimento de políticas voltadas para a retenção populacional nos locais de origem, de modo a reduzir fluxos migratórios indesejados. Entre essas medidas, estão incentivos fiscais, melhoria do acesso aos serviços essenciais e investimentos em infraestrutura.

Minas Gerais alcança liderança no turismo brasileiro

Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG - Foto: reprodução
Vale dos Tucanos, em São José da Barra/MG – Foto: reprodução

Segundo o Observatório do Turismo de Minas Gerais, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), que monitora os números do setor no Estado, mais de 32 milhões de turistas estiveram em Minas Gerais em 2024. Desse número, cerca de 42,6 mil visitantes são estrangeiros. Com o aumento de 100%, comparado com a média nacional em 2024, Minas Gerais alcançou a liderança no turismo no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o aumento de visitantes no estado, o setor de turismo também cresce.

Em Três Marias, cidade localizada na Central Mineira, a artista Zackia Daura e sua família estão à frente do Grupo Mar Doce, empresa que atua no setor do turismo no município. Fundado em 1985, o grupo iniciou suas operações com um posto de combustíveis, mas logo percebeu a necessidade de oferecer mais infraestrutura e suporte ao turismo local. Assim, expandiu seus negócios para o setor hoteleiro e gastronômico, consolidando-se em serviços de apoio ao viajante. “É um conglomerado que atua no setor de turismo, oferecendo uma experiência completa para viajantes da BR 040 na região de Três Marias e BR 365, região de Pirapora. As atividades incluem postos de serviços, hotéis e restaurantes, para quem visita ou transita pela região”, comenta Vicente Resende, seu sócio no empreendimento.

A empresa, que comemora 40 anos em 2025, busca integrar diferentes serviços turísticos. Além de oferecer combustível e infraestrutura para viajantes, o grupo aposta na hospedagem e gastronomia de qualidade, para que o turista tenha conforto na estadia. Outro ponto é o compromisso com a experiência do cliente. “Desde o primeiro contato até a estadia nos hotéis e restaurantes, o grupo busca atender seus visitantes com um atendimento de serviços diferenciados. O Mar Doce investe em infraestrutura para atender melhor os viajantes, tornando a jornada mais segura”, comentam Lucas Resende Daura e Amanda Resende Daura, atuais gestores.

Para além da garantia de conforto aos turistas, o Grupo Mar Doce tem parcerias que geram o impacto positivo na comunidade. Uma delas é a Fundação Salua Daura de Arte e Cultura (FADA). A instituição sem fins lucrativos promove a transformação social por meio da arte e da cultura. “A parceria entre o Grupo Mar Doce e a FADA reforça o compromisso da empresa com a sociedade, utilizando a arte como ferramenta de inclusão, educação e desenvolvimento humano. Com essa iniciativa, o grupo não apenas impulsiona o turismo, mas também contribui para um ambiente mais justo, culturalmente rico e sustentável para as futuras gerações”, salienta Zackia.

A expectativa é boa para o turismo em 2025. Com os 40 anos da empresa, os objetivos se fortalecem. Além de aprimorar a experiência do turista, inovar em serviços e estrutura e expandir práticas sustentáveis, o Grupo Mar Doce também quer se tornar referência. “Desejo tornar referência em turismo e hospitalidade em Minas Gerais, ampliar e diversificar os negócios mantendo o compromisso com a inovação, qualidade e atendimento personalizado”, conclui.

VÍDEO: Celular pega fogo no bolso de jovem antes de selfie em lanchonete no interior de MG

Um celular pegou fogo no bolso de uma jovem que estava em uma lanchonete na cidade de Simonésia (MG). O caso ocorreu na tarde da última quinta-feira (27 de março). Ninguém ficou ferido.

Imagens do circuito de segurança registraram o ocorrido. A jovem de camisa branca se aproximou de uma outra mulher, vestida com camisa preta, para tirar uma foto. Enquanto elas se posicionavam para o registro, chamas começaram a sair do bolso da calça onde estava o celular.

Ela jogou o aparelho no chão, que continuou a ser consumido pelo fogo. A causa do incêndio ainda é desconhecida. Apesar do susto, a jovem e as outras pessoas que estavam na lanchonete não ficaram feridas.

Minas se despede do período chuvoso, mas não do calor

Minas se despede do período chuvoso, mas não do calor - Foto: reprodução
Minas se despede do período chuvoso, mas não do calor – Foto: reprodução

Abril deixa para trás o período chuvoso e é o primeiro mês que se inicia após o encerramento do verão, em 20 de março. No entanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta temperaturas acima da média em Minas Gerais e em outros estados do Brasil. Quanto à ocorrência de chuvas, o esperado é que o volume fique dentro da média histórica, que para a capital mineira é de cerca de 80 milímetros no quarto mês do ano.

Em Minas, as temperaturas devem sofrer variações ao longo do primeiro mês completo de outono. Isso se deve à variabilidade climática e não há um fenômeno específico envolvido, explica o meteorologista Claudemir Azevedo. O profissional do Inmet afirma que a partir da próxima semana, por volta do dia 6, domingo, deve haver uma diminuição nas marcações dos termômetros mineiros de 3°C a 4°C.

No entanto, a “esfriada” deve ser breve, visto que para o fim de abril a previsão é de temperaturas acima da média na maior parte do estado e na capital mineira, cuja média histórica para o mês é de 27,6°C. As regiões da Zona da Mata e Vale do Jequitinhonha devem ser a exceção no estado, com valores dentro da média, prevê o meteorologista do Inmet.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, na Região Sudeste do país, também devem ter temperaturas acima da média durante o mês de abril. Já na maior parte do Espírito Santo, de acordo com o Inmet, os termômetros devem manter as marcações dentro da média histórica. As regiões Centro-Oeste, Sul e uma pequena parte da Nordeste também devem ter um abril mais quente que a média. A previsão para as demais partes do Nordeste e a Região Norte é de temperaturas dentro dos valores históricos.

Sem uma redução no calor, a maior parte do Brasil não terá uma trégua do verão, que de acordo com o Inmet, foi o sexto mais quente do país desde 1961. Quanto às precipitações no mês, o Inmet informou que nas “regiões Centro-Oeste e Sudeste haverá chuvas mal distribuídas, com tendência de volumes mais concentradas no leste do Sudeste. Na Região Sul, a seca deverá ser percebida principalmente no extremo-sul do Rio Grande do Sul e na parte central de Santa Catarina. Em outras áreas, as chuvas acima da média podem ajudar na recuperação do solo.”

BALANÇO

O mês de abril, climatologicamente, é marcado pela redução das chuvas sobre o estado de Minas Gerais, informa Claudemir Azevedo. Oficialmente, o período chuvoso terminou ontem (31/3), e os balanços completos e oficiais da Defesa Civil estadual e municipal de BH sobre a temporada ainda serão emitidos.

Com base nos dados registrados pela Defesa Civil do estado entre 25 de setembro e a manhã de ontem (31/3), o período chuvoso 2024/2025 em Minas deixou 26 mortos, 2.062 desabrigados e 9.896 pessoas desalojadas, que são aquelas que precisaram desocupar suas casas e se deslocar para domicílios de parentes ou amigos. Os números são superam amplamente os do mesmo período entre 2023/2024, em que seis pessoas morreram, 399 ficaram desabrigadas e 2.833 desalojadas.

Ipatinga, no Vale do Aço, foi o município mineiro que mais registrou mortes provocadas pelas fortes chuvas e suas consequências. Deslizamentos de terra deixaram 10 mortos, entre eles duas crianças. Na madrugada de domingo (12/1) para segunda-feira (13/1), uma chuva torrencial de 204 milímetros em poucas horas – quase o volume previsto para todo o mês de janeiro – devastou o Bairro Bethânia.

As chuvas também deixaram vítimas em outros 13 municípios mineiros. Em BH, de acordo com a Defesa Civil Estadual, não houve danos humanos, como mortes, desabrigados ou desalojados. No entanto, a capital mineira registrou diversas quedas de árvores sobre residências, vias públicas e veículos. Somente entre 17 e 18 de março, 70 espécimes caíram na Região Metropolitana de BH, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Além disso, houve deslizamentos de terra e outros efeitos geológicos decorrentes das fortes chuvas na capital mineira.

PANCADAS HOJE

Para hoje (1º/4), a previsão do Inmet para Minas é de céu nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas Regiões Metropolitana, Oeste, Sul/Sudoeste, Campo das Vertentes, Zona da Mata e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. Demais regiões, céu parcialmente nublado. A máxima prevista para o estado é de 36°C, no Norte de Minas, e a mínima, de 15°C, no Sul/Sudoeste e Campo das Vertentes. Em BH, a máxima deve ser 29°C e a mínima de 18°C.

Noite de tempestade

Na noite de ontem, a Defesa Civil de Belo Horizonte teve que interditar a Avenida Teresa Cristina, nas regiões Oeste e Barreiro, diante do risco de transbordamento dos córregos Ferrugem e Arrudas, que acompanham a via. Na “despedida” do período chuvoso, algumas regiões da capital, entre elas o Barreiro, registraram grande volumes de precipitações. A interdição ocorreu entre as 19h29 e 19h55, quando a via foi liberada, informou a Defesa Civil. Entretanto, uma equipe do órgão permaneceu monitorando a avenida, uma vez que a capital seguia em alerta de tempestades válido até a manhã de hoje. Também choveu forte em Contagem, na região metropolitana. (Com Agência Brasil).

Produtores mineiros de leite, mel e ovos têm mercado de comercialização ampliado para todo o país

Produtores mineiros de leite, mel e ovos têm mercado de comercialização ampliado para todo o país - Foto: reprodução
Produtores mineiros de leite, mel e ovos têm mercado de comercialização ampliado para todo o país – Foto: reprodução

Produtores de leite fluido, mel e ovos in natura em Minas Gerais poderão comercializar seus produtos em todo o país até março de 2026. A mudança, autorizada pelo decreto federal nº 12.408, amplia mercados para os produtores do estado e fortalece os serviços de inspeção municipais.

Antes da nova regra, produtos de origem animal sujeitos à inspeção obrigatória só podiam ser vendidos dentro do território definido pelo órgão responsável pela fiscalização. Com a nova medida, os produtores mineiros ganham mais oportunidades de negócios em nível nacional.

Com validade de um ano, a partir da publicação em 13/03 deste ano, a medida tem caráter excepcional e traz como benefício imediato para a classe produtiva a possibilidade de acessar novos mercados formais, de maneira legalizada, garantindo a geração de renda, empregos, sem esquecer a segurança do consumidor. 

Regras anteriores

Em Minas Gerais, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é o órgão público responsável pela inspeção estadual e os produtos inspecionados pela instituição podiam ser comercializados somente dentro do estado.

No caso de empreendimentos habilitados por órgãos municipais (individuais ou consorciados), a comercialização era restrita ao município ou à área de abrangência do consórcio.

Já a inspeção feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) permitia a comercialização em todo o país e também para a exportação.

“No período de vigência do decreto, não há mais esta limitação de um produto ser habilitado para consumo em um município e ser considerado ilegal para consumo na ciadade vizinha. Os produtos especificados pelo decreto podem ser comercializados em todo o país”, explica o diretor de Agroindústria e Cooperativismo da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ranier Chaves.

Fortalecimento

Segundo o diretor da Seapa, outra mudança fundamental viabilizada pela medida é o fortalecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Atualmente, 669 municípios mineiros têm o serviço implantado e com o cadastro ativo no Ministério da Agricultura.

“O município é mais eficiente em habilitar aqueles produtores que nunca passaram por um sistema de inspeção. E estamos vendo um crescimento exponencial do número de estabelecimentos habilitados pelos serviços municipais”, avalia.

De acordo com Panorama dos Serviços de Inspeção Municipal, elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios, 32% das cidades brasileiras contavam com SIM em 2012. Já em 2023, a abrangência do percentual subiu para 58%. 

Outro dado significativo é o crescimento do número de estabelecimentos habilitados. No segmento de ovos e derivados, o aumento foi de 330% no período de 2012 a 2023.

Os segmentos de leite e mel registraram crescimento de 181% e 184%, respectivamente. Todos esses estabelecimentos podem estar aptos a comercializarem seus produtos em todo o território nacional.

Requisitos

Os produtos destinados ao comércio nacional devem proceder de estabelecimento regularmente registrado em serviços de inspeção estadual, distrital ou municipal com cadastro geral ativo no Sistema de Gestão de Serviços de Inspeção (E-Sisbi).

Também devem apresentar no rótulo as informações de rastreabilidade, incluído o serviço de inspeção responsável, além de serem submetidos aos programas de controle oficiais para assegurar a inocuidade do alimento e estarem de acordo com os critérios microbiológicos, físico-químicos e higiênico-sanitários estabelecidos na legislação.

Melhoramento genético impulsiona qualidade e produtividade do café de Minas Gerais

Melhoramento genético impulsiona qualidade e produtividade do café de Minas Gerais - Foto: reprodução
Melhoramento genético impulsiona qualidade e produtividade do café de Minas Gerais – Foto: reprodução

Minas Gerais se destaca na produção de café do Brasil, e o segredo do sucesso está na combinação de clima favorável, dedicação dos produtores e aplicação da ciência.

Pesquisas conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e universidades, mostram que o desenvolvimento de novas cultivares é responsável por saltos de produção e sabores particulares. Entre elas, destacam-se os estudos em melhoramento genético do cafeeiro, que desenvolveram cultivares adaptadas para os diferentes sistemas de produção da cafeicultura mineira.

O pesquisador em cafeicultura da Epamig, Gladyston Carvalho, explica que as pesquisas buscam gerar conhecimento para o cafeicultor e oferecer, por meio da genética do café, aumento de produtividade e transformação no sistema produtivo.

“São 587 municípios cultivando café, somos o maior produtor de café do Brasil, detemos média de 50% da área cafeeira e 40% da produção nacional. São muitos produtores que dependem da cultura e da pesquisa agropecuária”, justifica.

​Também pesquisador da Epamig, Vinícius Andrade relembra que a área de plantio de café no Brasil não registrava grande crescimento. No entanto, a produtividade aumentou significativamente desde a década de 1980.

“A média, que era de sete sacas por hectare, agora atinge de 25 a 30 sacas por hectare”, compara. Ele complementa que as pesquisas também têm por objetivo manter o cafeicultor na atividade, bem remunerado, além de criar condições para a sucessão familiar, mantendo a tradição de uma das culturas mais relevantes para o Brasil.

Pesquisas em genética

Décadas de pesquisas científicas alçaram Minas Gerais ao patamar de maior produtor de café do Brasil. Topázio MG1190, MGS Paraíso 2, MGS EPAMIG 1194, MGS Aranãs e MGS Ametista são nomes de algumas das cultivares desenvolvidas para as condições do estado e que vêm potencializando a produtividade, o vigor e a qualidade do café mineiro. Ao todo, a Epamig já registrou mais de 20 cultivares.

Como nasce uma cultivar

O processo de desenvolvimento de uma nova cultivar leva de 20 a 30 anos. A técnica envolve a hibridação, que cruza características desejadas de diferentes plantas. Nos primeiros 12 anos, as pesquisas ocorrem em campos experimentais, e só depois de testadas em diversos ambientes as cultivares são registradas e recomendadas para uso.

A Epamig desenvolveu um projeto robusto de avaliação de cultivares de café na região do cerrado mineiro entre 2016 e 2022. Com o apoio da Federação dos Cafeicultores do Cerrado e do Consórcio Pesquisa Café, foram instaladas unidades demonstrativas em propriedades de produtores parceiros.

Pelos resultados obtidos, foram identificadas cultivares com maior potencial para a região. “Com essa experiência de sucesso, avançamos para o projeto de validação de cultivares de cafeeiros e transferência de tecnologias para as regiões cafeeiras de Minas Gerais”, conta Gladyston.

Atualmente, os estudos continuam em todo o estado, subsidiando tecnicamente a renovação do parque cafeeiro mineiro. Com o avanço da ciência e da tecnologia, Minas segue consolidando sua posição como referência mundial na produção de café de excelência.

Produção na prática

Alexandre Vilela é a quarta geração de produtores de café na família. No Sítio Refazenda, em Nepomuceno, Sul de Minas, ele apostou na reestruturação das lavouras com a introdução de novos materiais genéticos.

“Nós acreditamos na ciência e, quando a gente observa as pesquisas, os materiais da Epamig têm entregado bastante. Dentre essas renovações que temos aqui, Catiguá MG2, MGS Aranãs e MGS Paraíso 2 entraram para nossa realidade com maior produtividade e qualidade”, relata.

PIB de Minas cresce 3,1% e soma R$ 1 trilhão pelo segundo ano seguido

PIB de Minas cresce 3,1% e soma R$ 1 trilhão pelo segundo ano seguido - Foto: reprodução
PIB de Minas cresce 3,1% e soma R$ 1 trilhão pelo segundo ano seguido – Foto: reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais cresceu 3,1% em 2024, superando novamente a marca de R$ 1 trilhão. O desempenho foi apoiado no crescimento dos setores de serviços, agropecuária, construção civil e indústria de informação. As informações foram divulgadas pelo governo do Estado e pela Fundação João Pinheiro (FJP), em coletiva à imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (26 de março). 

Conforme informado, o saldo da economia mineira no ano passado é equivalente a 9% da nacional no mesmo período. Segundo o governo de Minas, o crescimento do PIB foi impulsionado pelos setores de agropecuária, construção civil e indústrias da transformação. Entre o valor total registrado em 2024, é estimado que R$ 130 bilhões venham dos impostos indiretos sobre produtos e serviços — caso do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

“2024 é o segundo ano na série histórica, primeiro em 2021 e agora em 2024, que nós tivemos saldo positivo nos quatro trimestres. É um resultado muito importante para o Estado”, declarou a secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.

Com 1,7 de crescimento no primeiro trimestre, 0,4% no segundo, 1,5% no terceiro e 0,4% nos últimos três meses de 2024, é a segunda vez desde 2010 em que o crescimento é registrado em todos os trimestres, se comparados ao anterior.

Conforme os dados do governo, do valor total apurado no PIB, R$ 593,9 bilhões foram atribuídos ao setor de comércio e serviços; R$ 264 bilhões à indústria; R$ 70 bilhões às atividades de agricutura, pecuária e produção florestal, além dos R$ 130 bilhões sobre impostos. 

Se considerado apenas o quarto trimestre de 2024, o PIB nominal de Minas Gerais foi estimado em R$ 277 bilhões – sendo R$ 8,3 bilhões em valor adicionado nas atividades relacionadas ao agro, R$ 69,9 bilhões nas indústrias e R$ 161,9 bilhões nos serviços. A arrecadação tributária no período foi de R$ 36,9 bilhões.

Em 2024, o estado contabilizou 879 mil vagas de emprego geradas desde 2019. No ano, o estado também alcançou a menor taxa de desemprego da história, de 4,3%.

Com 100% dos municípios inscritos, Minas Gerais se prepara para os maiores jogos escolares da história

Com 100% dos municípios inscritos, Minas Gerais se prepara para os maiores jogos escolares da história - Foto: reprodução
Com 100% dos municípios inscritos, Minas Gerais se prepara para os maiores jogos escolares da história – Foto: reprodução

Os Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg) alcançaram um feito inédito em 2025 e, pela primeira vez na história, todos os 853 municípios mineiros estão inscritos na competição. Com o recorde, a expectativa do Governo de Minas é reunir cerca de 60 mil estudantes, outro recorde de participação.

Os números consolidam o Jemg como ferramenta de inclusão, formação e desenvolvimento de jovens atletas. Com um investimento superior a R$ 25 milhões, Minas fortalece a política pública de incentivo ao esporte e estabelece no estado um ambiente propício para a formação de talentos.

“O recorde de adesão ao Jemg é um reflexo do nosso compromisso com a educação e o desenvolvimento social, garantindo que todos os municípios tenham acesso a essa iniciativa tão importante”, ressalta o governador de Minas, Romeu Zema. 

“O esporte é uma das nossas prioridades porque abre oportunidades para os jovens mineiros”, completa o vice-governador Mateus Simões.

Organização

O Jemg é organizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG). A primeira etapa da competição está prevista para começar em 21/4, mobilizando jovens talentos em todo o estado.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, celebra o marco e destaca o impacto social do Jemg. “Esse recorde é fruto de um trabalho sério e comprometido do Governo de Minas com a educação e o esporte. O Jemg transforma vidas e abre portas para o futuro de milhares de estudantes-atletas, incentivando novos talentos”.

Esporte e oportunidade

O Jemg tem sido um divisor de águas na vida de muitos jovens, como Natália de Andrade, que foi medalhista em 2017. “O Jemg foi um ponto de virada muito grande na minha vida, porque eu comecei a ver o esporte como uma possibilidade profissional. Na faculdade, eu tive o esporte como um dos principais norteadores da minha caminhada profissional”, conta.

Outro exemplo é o da atleta paralímpica Ana Elisabela, que disputou a modalidade goalball na edição de 2024. “O esporte mudou tudo na minha vida, me ajudou a socializar mais com as pessoas. Para mim, é uma alegria estar no esporte e fazer o que eu amo”, conta a estudante de Poços de Caldas, no Sul de Minas.

Para os treinadores, a competição também é um diferencial na formação de jovens atletas. “Como professor, pude mostrar para meus alunos a importância dos jogos escolares. O Jemg é extraordinário. Já pude acompanhar outras vezes e é impressionante como cada edição fica ainda melhor”, comenta Jean Soares, técnico de luta olímpica de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Minas Gerais (RMBH).

Inclusão e diversidade esportiva

Aberto a estudantes-atletas de 12 a 17 anos, o Jemg conta com 32 modalidades esportivas, sendo 18 olímpicas e 14 paralímpicas. Além do goalball e luta olímpica, outras modalidades também estão incluídas, como atletismo, basquete, bocha, ciclismo, futebol e ginástica artística.

Para o secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Igor de Alvarenga, o recorde de inscrições demonstra o poder transformador que o esporte pode ter na vida de nossos jovens. “Os Jogos Escolares são mais do que uma competição, eles representam uma oportunidade valiosa para os estudantes-atletas desenvolverem habilidades essenciais, como trabalho em equipe, disciplina e resiliência”.

“O esporte proporciona um ambiente no qual os estudantes aprendem a lidar com desafios, respeitar regras e, sobretudo, a valorizar o esforço coletivo em busca de um objetivo comum”, analisa Alvarenga.

Passaporte para o futuro

O Jemg também é porta de entrada para competições nacionais. A competição serve como classificatória para os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), os Jogos da Juventude (Jjuv) e as Paralimpíadas Escolares, garantindo aos atletas mineiros visibilidade e oportunidades para seguir carreira no esporte. A competição é realizada pela Subsecretaria de Esportes (Subesp) da Sedese, em parceria com a SEE-MG, e tem execução técnica da Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais (Feemg).

Minas Gerais retoma produção de soros antipeçonhentos para abastecer todo o Brasil

Minas Gerais retoma produção de soros antipeçonhentos para abastecer todo o Brasil - Foto: divulgação
Minas Gerais retoma produção de soros antipeçonhentos para abastecer todo o Brasil – Foto: divulgação

Governo de Minas reinaugurou, nesta terça-feira (25/3), a Fábrica de Produção de Soros Hiperimunes da Fundação Ezequiel Dias (Funed), essencial para o combate aos efeitos de envenenamento por animais peçonhentos no Brasil. O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram da solenidade que marcou a retomada de uma das atividades históricas da instituição.

“É um momento importantíssimo para Minas Gerais. Hoje estamos retomando a produção de soros que vai abastecer o Brasil e toda a América Latina. É uma vitória para todos nós. Com esse soro, vamos conseguir salvar muitas vidas”, disse Romeu Zema.

Com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Funed retoma a produção de soros antipeçonhentos e reforça o abastecimento nacional por meio do Ministério da Saúde. Os soros devem estar disponíveis na rede pública ainda em 2025, garantindo mais segurança para a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A Funed passou por uma restruturação completa para tornar essa retomada possível. Isso nos permite garantir o fornecimento dos medicamentos necessários para cada um dos mineiros. Vale lembrar que a Funed também produz os soros antiofídico e antiescorpiônico para todo Brasil”, destacou Mateus Simões.

Histórico e compromisso com a saúde

Fundada em 1907, a Funed tem papel central na pesquisa e produção de imunobiológicos. A instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), iniciou a extração de veneno de serpentes em 1918, em parceria com o Instituto Butantan e, posteriormente, com o Instituto Vital Brazil, tornando-se referência no combate ao escorpionismo.

A produção própria de soros teve início em 1935 e, com investimentos do Programa de Autossuficiência Nacional em Imunobiológicos (Pasni), atingiu a marca de 150 mil ampolas anuais na década de 1980.

Em 2016, a produção foi interrompida para adequações às Normas de Boas Práticas de Fabricação. A retomada, agora concretizada, é resultado de esforços da atual gestão estadual que, desde 2023, implementa melhorias na unidade fabril e na Fazenda Experimental São Judas Tadeu, em Betim. A autorização da Anvisa, conquistada no final de 2024, foi o último passo para a volta da produção.

“Essa foi uma decisão tomada pelo Governo de Minas, sem a qual não haveria outro lugar, além do Butantan, que produzisse. Fizemos isso para salvar as vidas dos mineiros e dos brasileiros”, pontuou o secretário de Estado Saúde, Fábio Baccheretti.

Produção e distribuição

A Funed possui registro para a produção de oito tipos de soros, entre eles os antipeçonhentos (antiofídicos e antiescorpiônicos), antitóxicos (antitetânico) e antivirais (antirrábico). Em 2025, a previsão é produzir soros antibotrópico (pentavalente), anticrotálico (cascáveis) e antiescorpiônico, ampliando a variedade nos anos seguintes conforme os contratos firmados com o Ministério da Saúde.

Os soros passam por rigoroso controle de qualidade interno antes do envio ao ministério, que distribui os produtos para armazenamento em Guarulhos (SP) e posterior destinação aos estados e municípios, garantindo acesso rápido e seguro aos pacientes do SUS.

Capacidade e impacto

Com estrutura modernizada, a Fábrica de Produção de Soros Hiperimunes da Funed tem capacidade produtiva de 150 mil ampolas anuais, assegurando a autossuficiência do país e a proteção da população contra os efeitos do envenenamento por animais peçonhentos. A retomada da produção reforça o compromisso do Estado com a saúde pública e a segurança sanitária da população brasileira.

“Após entregarmos essas ampolas em agosto, poderemos produzir anualmente entre 160 mil e 200 mil, contribuindo para quase 40% desses soros no Brasil”, ressaltou o presidente da Funed, Felipe Attiê.

Polícia procura homem que matou o filho de 9 anos com tiro na cabeça, em MG

Polícia procura homem que matou o filho de 9 anos com tiro na cabeça, em MG - Foto: redes sociais
Polícia procura homem que matou o filho de 9 anos com tiro na cabeça, em MG – Foto: redes sociais

A caçada pelo homem de 50 anos, que matou o próprio filho de 9 anos em Itamarandiba (MG), entrou no 10º dia nesta segunda-feira (24 de março). Após o crime, o homem mandou um áudio pelo Whatsapp contando que deu um tiro na cabeça do menino.

As buscas estão concentradas em uma grande área de mata na região, mas o desencontro de informações tem sido uma das principais barreiras encontradas pela Polícia Militar. “Nossa grande dificuldade é a informação, que chegam muitas informações truncadas, mas nunca acha a fonte. A pessoa fala que quem informou foi fulano, mas nunca acha quem passou. Mas nada concreto, essa tem sido uma das grandes dificuldades. Não temos achado vestígios também, procuramos na mata para ver se achava algo relacionado ao corpo, mas também sem sucesso”, contou o tenente Cássio Tameirão. A polícia não descarta que o suspeita esteja morto.

Apesar da dificuldade, o militar ressaltou que seguem as buscas pelo suspeito, e que conta com o recebimento de informações fidedignas por parte da população, que pode procurar a Polícia Militar ou a Polícia Civil. Familiares do suspeito, como irmãs e irmão, têm ajudado nas buscas indicando possíveis paradeiros do suspeito na área de mata. Um irmão, inclusive, tem dado informações sobre o terreno de mata conhecido pela família. 

Nos últimos dias, surgiu um áudio nas redes sociais em que o suspeito ameaçava a Polícia Militar e também familiares, mas conforme o tenente Tameirão, o áudio é verdadeiro, mas anterior ao crime. 

O crime

O corpo do menino, que estava desaparecido, foi encontrado na manhã de sábado, 15 de março, no distrito de Várzea de Santo Antônio. Em um áudio encaminhado aos familiares do garoto, o suspeito teria confessado o crime. A criança estava com um ferimento na região temporal – entre os olhos e a orelha. O calibre da arma usada é 22, como constatou a perícia. A arma, no entanto, ainda não foi localizada.

De acordo com a Polícia Militar, o homem sequestrou o menino por não aceitar o término do relacionamento com a mãe do garoto. Ele enviou um áudio para os familiares afirmando estar com o menino e que iria matá-lo. No áudio, o homem também teria dito que, após matar o garoto, que é seu filho, iria tirar a sua própria vida. A família do menino procurou o Conselho Tutelar do município na sexta-feira (14 de março), após receber o áudio do suspeito. O órgão informou sobre o ocorrido para a polícia, e buscas começaram a ser feitas na região. 

Na manhã de sábado, as equipes foram informadas por um familiar do menino de que o corpo da criança havia sido encontrado em uma mata. Os policiais foram até o local e confirmaram a morte da criança. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e o corpo removido para o IML, onde passou por exames para confirmar a causa da morte.

As investigações seguem em andamento, a fim de localizar o paradeiro do suspeito. Conforme a Polícia Militar, este homem possui denúncias de violência doméstica e foi preso pelo crime em 2022. Por nota, a Polícia Civil informou que investiga o caso. 

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