Conta de luz da Cemig deve subir, em média, 6,5% a partir de 28 de maio – Foto: reprodução
Cemig pode ter reajuste médio da tarifa em 6,5% a partir de 28 de maio, acima da inflação anual acumulada entre maio de 2025 e abril deste ano, que foi de 4,39% (segundo o IPCA do IBGE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é responsável por avaliar e liberar o aumento. A minuta do voto do relator do reajuste, o diretor da agência Gentil Nogueira de Sá Júnior, com as análises, datas e percentuais, está disponível desde sexta-feira (22/5) no site da Aneel.
Segundo consta no documento, “o Reajuste Tarifário Anual – RTA da Cemig-D conduz a um efeito médio nas tarifas a ser percebido pelos consumidores de 6,50%, sendo de 9,43%, em média, para os consumidores conectados na Alta Tensão e de 5,21%, em média, para os consumidores conectados na Baixa Tensão”. O reajujste será definido e comunicado pela Aneel no próximo dia 26 de maio.
A minuta descreve que a decisão levou em consideração reajuste dos itens de custos da Cemig, inclusão dos componentes financeiros apurados no atual reajuste tarifário para recompensar nos 12 meses subsequentes (investimentos, manutenção e gastos operacionais), aumento 2,2% de encargos setoriais, dentre outros. O documento lista também alta de 5,4% nos custos de transmissão.
Consultada pela reportagem, a Cemig reforçou que o resultado do processo de reajuste tarifário anual da companhia ainda será deliberado pela Aneel na próxima terça-feira (26/5). “Até o momento, não há definição oficial sobre os percentuais que serão aplicados aos clientes da distribuidora”, esclareceu. A decisão do relator precisa passar pela aprovação ou não dos outros diretores da agência.
A empresa tem aproximadamente 9,8 milhões de unidades consumidoras em Minas Gerais, cujo consumo de energia elétrica representa, atualmente, segundo a Aneel, um faturamento anual da ordem de R$ 23,49 bilhões.
Ranking nacional consagra Minas com quatro cachaças entre as dez melhores – Foto: Divulgação/ Cúpula da Cachaça
A tradição mineira na produção de cachaça voltou a ganhar reconhecimento nacional em 2026. Quatro rótulos produzidos em Minas Gerais apareceram entre os dez melhores do país no Ranking da Cúpula da Cachaça, divulgado nesta semana, reforçando a força do estado em um dos setores mais valorizados da produção artesanal brasileira.
O principal destaque mineiro foi a Mineiriana Carvalho, produzida em Itabira, que alcançou a segunda colocação geral ao receber 89,57 pontos. A marca ainda voltou a aparecer no Top 10 com a Mineiriana Amburana, que ficou em décimo lugar, consolidando a presença da cidade entre os principais polos de qualidade do setor.
A diversidade das regiões produtoras mineiras também chamou atenção no ranking. No Sul de Minas, a Tiê Prata, fabricada em Aiuruoca, garantiu a quinta posição e se destacou entre as melhores cachaças brancas do concurso, categoria composta por bebidas não envelhecidas.
Já no Norte do estado, a tradicional Canarinha, produzida em Salinas, manteve sua reputação nacional ao conquistar a oitava colocação geral.
O ranking de 2026 foi liderado pela Bylaardt Extra Premium, de Luiz Alves, que alcançou 91 pontos. Além de Minas Gerais, o Top 10 reuniu rótulos da Paraíba, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro.
Confira a classificação completa:
1º — Bylaardt Extra Premium — Luiz Alves (SC) — 91,00 pontos 2º — Mineiriana Carvalho — Itabira (MG) — 89,57 pontos 3º — Baraúna Premium Carvalho — Alhandra (PB) — 88,43 pontos 4º — Princesa Isabel Prata — Linhares (ES) — 85,71 pontos 5º — Tiê Prata — Aiuruoca (MG) — 85,29 pontos 6º — Volúpia Premium — Alagoa Grande (PB) — 84,86 pontos 7º — Campanari Amendoim — Monte Alegre do Sul (SP) — 84,15 pontos 8º — Canarinha — Salinas (MG) — 84,14 pontos 9º — Magnífica Reserva Soleira — Vassouras (RJ) — 84,14 pontos 10º — Mineiriana Amburana — Itabira (MG) — 83,57 pontos
Considerado um dos processos de avaliação mais rigorosos do segmento, o Ranking da Cúpula da Cachaça é realizado em três etapas: votação popular, análise técnica de especialistas e degustação às cegas das 50 finalistas.
Na fase decisiva, os jurados avaliam as bebidas sem acesso às marcas ou à origem dos produtos, levando em consideração apenas critérios sensoriais, como aroma, cor e sabor.
Para representantes do setor, o desempenho mineiro em 2026 demonstra a importância da combinação entre métodos artesanais tradicionais e investimentos em tecnologia de envelhecimento, fatores que têm garantido competitividade às cachaças do estado em um mercado cada vez mais profissionalizado.
Dia da Cachaça Mineira: setor movimenta mais de R$ 600 milhões em Minas e reforça sua liderança nacional – Foto: divulgação/Alberto Pereira
No Dia da Cachaça Mineira, o setor tem boas notícias para comemorar. Novo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) aponta que Minas Gerais reafirma sua posição de protagonista na produção de cachaça no Brasil. A cadeia movimentou R$ 624,7 milhões em 2025, evidenciando a relevância econômica e cultural da bebida para o estado.
O relatório completo já está disponível neste link para acesso e traz informações estratégicas para produtores, investidores e demais interessados no desenvolvimento do setor.
Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o material inédito, divulgado pela Seapa, apresenta um panorama atualizado do setor, com dados sobre produção, mercado, exportações e geração de empregos. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.
Além do faturamento expressivo, a cadeia também se destaca na arrecadação pública. Em 2025, o setor gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua contribuição para a economia estadual.
Liderança
Minas Gerais lidera com folga o ranking nacional de estabelecimentos produtores, concentrando 40% de todas as unidades registradas no país, o equivalente a 501 empreendimentos formais. O dado evidencia a capilaridade da produção, distribuída em diversas regiões, com municípios que apresentam alta densidade produtiva e tradição na atividade.
O relatório também mostra que a cachaça mineira vem ampliando sua presença no exterior. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca a assessora Maíra Ferman.
Outro ponto relevante é a geração de empregos. O setor mantém trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, com expansão do número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.
Com dados consolidados e análise detalhada, o novo material da Seapa oferece uma visão abrangente da cadeia produtiva da cachaça, evidenciando seu papel na geração de renda, na valorização da produção artesanal e na promoção de Minas Gerais no Brasil e no mundo.
A busca por trilhas, natureza e experiências autênticas levou o casal Rafa e Edu, criadores do canal “Mochila em Movimento”, a viver dias marcantes no Lago de Furnas, passando por Capitólio e, principalmente, por São José da Barra. Durante a viagem, eles registraram cachoeiras, gastronomia, cultura local e paisagens da região do Mar de Minas, produzindo conteúdos para as redes sociais e mostrando ao público um lado“fora do óbvio” dos municípios.
Os dois já conheciam Minas Gerais e carregavam uma forte ligação afetiva com o estado, mas a região de Capitólio e São José da Barra ganhou um significado especial desde a primeira visita, feita em 2023, durante uma excursão ao Paraíso Perdido.
“Nós estamos sempre em busca de trilhas e contato com a natureza. Inclusive, foi daí que surgiu a ideia de criar um canal no YouTube para mostrar trilhas, paisagens e regiões ricas em cultura, incentivando mais pessoas a conhecerem esses lugares também. Conhecemos Capitólio em 2023 em uma excursão de trilha para o Paraíso Perdido e, desde então, não víamos a hora de retornar para explorar mais da região”, contaram.
Apaixonados pelo interior mineiro, Rafa e Edu destacam que Minas sempre proporciona experiências acolhedoras e memoráveis.
“As pessoas são extremamente acolhedoras, a comida sempre incrível e a natureza impecável. Eu, Rafaela, tenho família em Conceição da Aparecida, então cresci passando férias por lá e tenho muitas memórias afetivas do interior mineiro. Além disso, já virou tradição passarmos as festas juninas em Extrema”, disseram.
Durante a estadia, o casal visitou diversos atrativos naturais da região, entre eles a Cachoeira da Capivara, o Paraíso Perdido, a Cachoeira do Cateto (conhecida pelos moradores como Cachoeira do Vô) e a Cachoeira de Furnas, que acabou se tornando o ponto mais marcante da viagem.
“Conhecemos a Cachoeira da Capivara e ficamos encantados com tanta beleza e preservação. O Paraíso Perdido não podia ficar de fora, porque foi justamente o lugar que nos fez retornar à região. Também conhecemos a Cachoeira do Cateto, apresentada pela nossa anfitriã da Pousada Serra da Capela, e foi uma surpresa linda, um lugar muito preservado pelos moradores. Mas a Cachoeira de Furnas foi a nossa favorita. Quando vimos o Poço Dourado, ficamos literalmente de boca aberta. Foi a cachoeira mais linda que já vimos na vida”, relataram.
Mais do que as paisagens, o que realmente marcou a experiência dos viajantes foi a sensação de acolhimento encontrada em São José da Barra. Segundo eles, a cidade oferece uma combinação rara entre tranquilidade, hospitalidade e simplicidade.
“São José da Barra é um lugar rico. Rico em natureza esplêndida, rico em tranquilidade, rico em pessoas acolhedoras e rico em gastronomia caseira feita por pessoas que amam viver aquilo. O que mais nos surpreendeu foi justamente a hospitalidade das pessoas. Em todos os lugares fomos recebidos com muita simpatia, atenção e carinho, de uma forma muito genuína. Além disso, a sensação de segurança e tranquilidade marcou muito a nossa experiência”, afirmaram.
O casal também destacou o carinho recebido durante toda a viagem e comparou o acolhimento mineiro com a rotina acelerada vivida em São Paulo.
“Lembro das tantas pessoas incríveis que cruzaram o nosso caminho em tão poucos dias de viagem. Desde os funcionários do mercadinho do bairro até a querida e animada Sol, do Paraíso Perdido, ou a Ana, da Pousada Serra da Capela, que nos recebeu com tanto carinho. Nós, que somos de São Paulo, estamos acostumados a passar despercebidos no meio da correria, e Minas sempre nos ensina o contrário: olhar para o outro, conversar, acolher e fazer cada encontro ter significado”, disseram.
A experiência na Pousada Serra da Capelatambém foi lembrada como um dos pontos altos da viagem.
“A experiência na Pousada Serra da Capela foi, sem dúvidas, a melhor hospitalidade que já tivemos, e olha que viajamos bastante. Desde o primeiro momento, sentimos um cuidado enorme em cada detalhe da casa, tudo muito acolhedor e feito com carinho. Além disso, recebemos muita atenção e ótimas dicas sobre a região, o que fez toda a diferença na viagem”, relataram.
Além das cachoeiras, outros locais visitados também chamaram a atenção do casal, como a Praia Ponta da Serra, a cafeteria Da Roça, Uai e a Feira do Produtor Rural.
“Não sabíamos que pudesse existir praia em Minas e ficamos surpresos com a tranquilidade da Praia Ponta da Serra. Já a cafeteria Da Roça, Uai, transmite completamente a essência do interior mineiro. Não é à toa que fomos lá três vezes durante a viagem. E a Feira do Produtor Rural foi uma das melhores surpresas, porque valorizamos muito alimentos produzidos localmente e feitos pelas próprias pessoas da região. É aquele tipo de experiência que conecta a gente de verdade com a cultura local”, contaram.
“Conhecemos a Alessandra na Feira do Produtor Rural e ficamos surpresos com a quantidade de produtos feitos por ela à base de mel, e já dava para perceber o carinho e a dedicação. Ela nos convidou para conhecer o apiário e nós já reservamos um horário na mesma hora. Fomos recebidos com muita atenção e aprendemos diversas curiosidades e informações sobre abelhas que desconhecíamos. Recomendamos muito reservar um tempinho da viagem para viver essa experiência! Além de ser um passeio super rico em informações, foi de uma hospitalidade maravilhosa. E ainda tem a lojinha com produtos artesanais produzidos por eles, desde cachaças e doces até cosméticos à base de mel”, relataram.
Para Rafa e Edu, produzir conteúdos sobre destinos como São José da Barra e Capitólio também é uma forma de fortalecer o turismo regional e valorizar os pequenos empreendedores locais.
“Muitas vezes, são justamente esses vídeos que despertam a vontade de conhecer lugares que talvez não estivessem no roteiro das pessoas. Além de incentivar o turismo, esse tipo de conteúdo também valoriza pequenos produtores, pousadas, restaurantes e comércios locais, movimentando a economia da região”, afirmaram.
Ao final da viagem, o casal diz ter voltado para casa levando muito mais do que belas imagens.
“Depois dessa experiência, levamos de Minas Gerais muito mais do que fotos bonitas e paisagens incríveis. Levamos a lembrança do acolhimento, das conversas sinceras, dos sabores inesquecíveis e da sensação de paz que encontramos por lá. Minas tem um jeito único de fazer a gente desacelerar e enxergar valor nas coisas simples”, concluíram.
“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa“Voltamos com o coração cheio”: casal de criadores de conteúdo relata experiência inesquecível em São José da Barra e região – Foto: arquivo pessoal/Edu e Rafa
Itaú de Minas está entre as cidades com melhor qualidade de vida do Brasil, aponta IPS 2026 – Foto: reprodução
Itaú de Minas aparece entre os municípios com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20). A cidade alcançou 69,46 pontos e ocupa a 60ª posição nacional, além de figurar entre os melhores resultados de Minas Gerais.
O levantamento avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em indicadores sociais e ambientais, sem considerar critérios econômicos como o Produto Interno Bruto (PIB). A proposta do índice é medir se os serviços públicos e as políticas sociais realmente impactam a vida da população.
Além da posição de destaque no ranking geral, Itaú de Minas também obteve um dos melhores desempenhos do estado na dimensão de Necessidades Humanas Básicas, atingindo 87,25 pontos — o segundo melhor resultado de Minas Gerais. Esse eixo analisa condições relacionadas a moradia, saneamento, segurança alimentar e infraestrutura essencial.
O IPS aponta que o desempenho do município reflete avanços significativos no acesso da população a serviços básicos e na melhoria das condições estruturais.
O Sul de Minas, como um todo, teve forte presença entre os municípios mais bem avaliados do país. A região concentra cidades com altos índices de desenvolvimento social e qualidade de vida. O principal destaque regional foi Córrego do Bom Jesus, que alcançou 70,23 pontos, ocupando a 28ª colocação nacional e o 2º melhor resultado mineiro.
Também aparecem entre os melhores desempenhos da região São João da Mata, com 69,40 pontos (66º lugar nacional), Lavras, com 69,32 pontos (69º), e Itajubá, que registrou 68,79 pontos e aparece na 106ª posição do Brasil.
Melhores cidades do Sul de Minas no IPS Brasil 2026
Córrego do Bom Jesus – 70,23
Itaú de Minas – 69,46
São João da Mata – 69,39
Lavras – 69,32
Itajubá – 68,79
Na outra ponta do ranking regional aparecem Campestre (58,08), Maria da Fé (58,83), Carvalhos (59,08), Pedralva (59,22) e Delfim Moreira (59,58).
O levantamento também mostrou destaque regional em áreas específicas. Em Necessidades Humanas Básicas, depois de Itaú de Minas, aparecem São Bento Abade (86,97 pontos), São Tomás de Aquino (86,84), Itumirim (86,36) e Ribeirão Vermelho (85,97).
Já entre os menores desempenhos nessa dimensão estão Aiuruoca (72,72), Gonçalves (72,98), Poço Fundo (73,33), Wenceslau Braz (73,38) e Bocaina de Minas (73,42).
Na dimensão de Fundamentos do Bem-estar — que considera saúde, educação, meio ambiente e acesso à informação — os maiores destaques regionais foram Poços de Caldas (76,68), Extrema (75,44), Itajubá (75,34), São Lourenço (74,77) e Cambuí (74,68).
Os menores resultados nesse eixo ficaram com Claraval (61,39), Passa Vinte (61,68), Capetinga (62,13), Carmo da Cachoeira (62,14) e Carrancas (62,32).
O IPS Brasil 2026 também analisou a dimensão de Oportunidades, relacionada à inclusão social, direitos individuais e acesso ao ensino superior. Nesse indicador, São João da Mata lidera regionalmente com 58,81 pontos, seguido por São Sebastião do Rio Verde (54,97), Córrego do Bom Jesus (54,27), Jesuânia (52,87) e Santana do Jacaré (52,77).
Já os menores desempenhos foram registrados em Campestre (33,64), Munhoz (34,68), Andradas (35,40), Maria da Fé (35,43) e Carmo de Minas (35,67).
Segundo o IPS, municípios de menor porte ainda enfrentam mais dificuldades relacionadas à inclusão e ao acesso a serviços mais complexos, especialmente na dimensão de Oportunidades.
Minas Gerais aparece na 5ª colocação nacional em qualidade de vida, com média de 64,66 pontos, acima da média brasileira, que ficou em 63,40.
Paraíso atinge 1º lugar em Minas Gerais como a cidade mais segura do Estado – Foto: Divulgação/PMSSP
São Sebastião do Paraíso aparece como a cidade mais segura de Minas Gerais no Índice de Gestão Municipal Aquila (IGMA) 2026. Os dados foram apresentados pela economista Rita Mundim durante palestra realizada no RH Experience, evento promovido pela Unimed, Sicoob Nossocredito e Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso (ACISSP).
O encontro ocorreu na última sexta-feira, no teatro da associação, reunindo empresários, profissionais e representantes da comunidade para discutir indicadores ligados à gestão pública e desenvolvimento regional.
Durante a apresentação, Rita Mundim destacou o desempenho de São Sebastião do Paraíso no eixo de Segurança Pública. O município alcançou 73,71 pontos no indicador, garantindo a primeira colocação entre os 853 municípios mineiros avaliados e o segundo lugar no ranking nacional, que analisou 5.568 cidades brasileiras.
Segundo a economista, os números refletem a eficiência das políticas públicas implementadas no município, especialmente em ações voltadas à prevenção da violência, proteção da população e fortalecimento institucional da segurança pública.
O levantamento também mostrou vantagem significativa de Paraíso em relação a outros municípios da região e grandes centros urbanos. Enquanto São Sebastião do Paraíso atingiu 73,71 pontos, Belo Horizonte registrou 63,45, Franca (SP) obteve 68,44 e Passos alcançou 54,51 pontos no mesmo indicador.
Rita Mundim ressaltou ainda que o desempenho da segurança pública teve papel decisivo na colocação geral do município no IGMA 2026. No ranking consolidado de gestão pública, São Sebastião do Paraíso conquistou a quarta posição em Minas Gerais, com 60,91 pontos, superando inclusive Belo Horizonte, que somou 59,39.
Apesar de áreas como Saúde, Educação e Infraestrutura também apresentarem resultados positivos, a especialista apontou a Segurança Pública como o principal diferencial competitivo do município atualmente.
De acordo com a análise apresentada no RH Experience, o resultado evidencia a efetividade do planejamento institucional e dos investimentos realizados pelo município, consolidando São Sebastião do Paraíso como referência estadual e nacional em gestão pública voltada à segurança e qualidade de vida da população.
Horto Florestal de Passos entra em lista de imóveis para abater dívida bilionária de Minas com a União – Foto: reprodução
O Horto Florestal do DER-MG, localizado às margens da MG-050, em Passos, poderá passar por mudança de titularidade após a aprovação, em definitivo, de um projeto da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que autoriza a venda ou federalização de imóveis estaduais. A medida foi aprovada nesta quarta-feira (13) e inclui 20 propriedades situadas no Sul de Minas.
O imóvel, situado entre os quilômetros 359 e 363 da rodovia, integra o pacote apresentado pelo Governo de Minas dentro da estratégia para adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A proposta prevê a utilização de patrimônios imobiliários para amortizar a dívida estadual com a União, estimada atualmente em R$ 185,8 bilhões.
Tradicional ponto de lazer e preservação ambiental em Passos, o Horto Florestal reúne extensa área verde, utilizada para atividades ao ar livre e conservação ambiental. O espaço também ficou conhecido pela presença do restaurante e pesqueiro instalados no local, que atraíam moradores e visitantes com pesca esportiva e opções gastronômicas. A estrutura conta ainda com benfeitorias do DER-MG e estacionamento gratuito.
Além do valor ambiental e recreativo, a área possui importância estratégica por estar próxima à MG-050 e por incluir trechos declarados de utilidade pública destinados a futuras obras de infraestrutura viária, entre elas melhorias de acesso ao Distrito Industrial de Passos.
Pelas regras aprovadas pela ALMG, os imóveis deverão ser ofertados inicialmente em leilão público. Caso não haja compradores, o Estado poderá aplicar desconto de até 25% sobre o valor avaliado do bem — montante que ainda não foi divulgado oficialmente. Se houver duas tentativas frustradas de leilão, a legislação autoriza a venda direta, inclusive com participação de corretores de imóveis.
O projeto original encaminhado pelo Executivo estadual previa a alienação de 343 imóveis em Minas Gerais. Entretanto, após negociações entre parlamentares da base e da oposição, o número foi reduzido. No Sul de Minas, propriedades de 14 municípios permaneceram na lista final, incluindo o Aeroporto Melo Viana, em Três Corações, a sede regional do DER em Poços de Caldas e parte do Parque Nacional do Itatiaia, em Itamonte.
Agora, o texto segue para sanção do governo estadual. Enquanto isso, moradores de Passos aguardam definições sobre o futuro da área, especialmente em relação à preservação ambiental e à continuidade das atividades de lazer desenvolvidas no local.
EPR Sul de Minas registra queda de 64% em acidentes fatais nas rodovias – Foto: reprodução
A EPR Sul de Minas divulgou um balanço que aponta redução nos índices de acidentes nas rodovias sob sua administração nos primeiros quatro meses de 2026. Conforme os dados da concessionária, houve queda de 64% nos acidentes com vítimas fatais em comparação com o mesmo período do ano passado.
O levantamento também mostra diminuição de 4% no número geral de acidentes e redução de 10% nas ocorrências com feridos nas oito rodovias administradas pela empresa, que abrangem mais de 450 quilômetros e interligam 22 municípios do Sul de Minas.
Segundo a concessionária, os resultados estão ligados às ações realizadas nas áreas de infraestrutura, operação e conscientização no trânsito. Desde o início da concessão, foram executados cerca de 5 milhões de metros quadrados de melhorias no pavimento, além da instalação de mais de 10 mil placas de sinalização e 59 mil metros de defensas metálicas.
Outro destaque é o programa de iluminação de trevos, que já contemplou 13 interseções e deve avançar até o fim do ano. Entre as intervenções recentes, estão a implantação de 1,4 quilômetro de acostamento na BR-459, em Caldas, e obras na MG-290.
Na rodovia MG-290, a EPR realizou a correção de uma curva considerada crítica e implantou acostamento entre os quilômetros 37 e 38, em Borda da Mata. Já entre os quilômetros 87 e 89, em Jacutinga, foi construída uma rotatória alongada, cuja entrega está prevista para este mês.
Além das obras, a concessionária reforça as ações educativas durante o Maio Amarelo, campanha internacional voltada à conscientização para redução de acidentes de trânsito. Ao longo do mês, serão promovidas atividades em escolas, empresas, órgãos públicos e comunidades da região, com orientações sobre direção defensiva e comportamento seguro nas rodovias.
O gerente de Operações da EPR Sul de Minas, Marcelo Aguiar, destacou que os números refletem o impacto das medidas adotadas pela concessionária para ampliar a segurança viária.
A empresa informou ainda que seguirá monitorando os indicadores e realizando intervenções em pontos considerados críticos, buscando manter a redução nos acidentes nas rodovias administradas.
Cronograma das blitze educativas do Maio Amarelo
20/05 – das 9h às 11h: km 123 da BR-459, no posto da PMRv, em Santa Rita do Sapucaí
21/05 – das 9h às 11h: BSO 02, km 161 da BR-459, em Itajubá
22/05 – das 9h às 11h: posto da PRF, km 11 da BR-459, em Poços de Caldas
25/05 – das 9h às 11h: balança no km 41 da MG-455, em Andradas
27/05 – das 9h às 11h: km 5 da MG-290, em Pouso Alegre
29/05 – das 7h30 às 10h: Praça João Pinheiro, em Pouso Alegre
29/05 – das 9h às 11h: posto da PRF no km 68 da BR-459, em Senador José Bento
Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus – Foto: reprodução
O estado de Minas Gerais confirmou que registrou uma morte por hantavírus, segundo informações apresentadas pela Secretaria Estadual de Saúde no último domingo (10). A vítima é um homem, de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG).
Segundo a pasta, o homem teve histórico de contato com roedor silvestre em uma lavoura. Os primeiros sintomas teriam ocorrido no dia 2 de fevereiro, com princípio de cefaleia. Quatro dias depois, ele procurou atendimento ao apresentar febre, dor muscular, nas articulações e na região lombar.
Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed). O resultado apresentou sorologia IgM reagente para hantavírus. O homem morreu no dia 8 de fevereiro.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, “trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença.”
O Ministério da Saúde disse que ainda não é possível confirmar se essa seria a primeira morte em razão do vírus no Brasil, em 2026.
Hantavírus no Brasil
O Paraná confirmou dois casos de hantavírus nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Um dos pacientes é da cidade Pérola D’Oeste, próxima à fronteira com a Argentina, e o outro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
Além disso, mais 11 casos estão sendo investigados e outros 21 foram descartados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, a doença está sob controle no Paraná e a rede pública seguirá acompanhando e monitorando os casos suspeitos.
O alerta da secretaria ocorre após a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.
Tanto a morte registrada em Minas Gerais como os casos confirmados no Paraná não possuem relação com as contaminações pelo vírus no navio de cruzeiro MV Hondius.
O que se sabe sobre o hantavírus?
A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. Ela é transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.
O vírus pode causar Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus e a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. Os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Caso evolua para a fase cardiopulmonar, também é possível apresentar dificuldade para respirar, pressão baixa e tosse seca.
Ao primeiro sinal da doença, o recomendado é procurar um serviço de saúde imediatamente.
Surto da doença em alto-mar
A identificação da doença no cruzeiro Hondius foi confirmada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (5). Ao que indicam as investigações, a transmissão aconteceu de pessoa para pessoa a bordo do navio.
A embarcação, operada pela empresa de turismo Oceanwide Expeditions, partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem pelo Oceano Atlântico, com paradas em algumas das ilhas mais remotas do mundo.
E, ao longo do percurso, vários passageiros adoeceram com uma doença respiratória de rápida progressão, informou a empresa. O caso resultou em três mortes pelo vírus.
O governador Mateus Simões fez o anúncio, nesta terça-feira (5/5), durante a abertura do 41º Congresso Mineiro de Municípios, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM) e que deve reunir 10 mil participantes, entre autoridades, agentes municipais e líderes políticos no Expominas, em Belo Horizonte, durante dois dias.
A partir de agora, o Iepha-MG fará uma análise técnica, com pesquisas, escutas, registros e elaboração de um dossiê. Ao final, o dossiê deve ser encaminhado ao Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), responsável por deliberar pelo reconhecimento em votação.
“Minas Gerais tem uma cultura reconhecida em todo o Brasil e no mundo. O nosso jeito de falar é parte desta identidade. Valorizar o mineirês é valorizar a história, as tradições e a criatividade do povo mineiro. A nossa forma de falar precisa ser respeitada”, analisou Mateus Simões.
“Essa iniciativa mostra que o patrimônio de Minas está nas nossas cidades históricas, na nossa gastronomia, nas nossas festas, no nosso artesanato e também na maneira única como os mineiros se expressam”, acrescentou o governador.
A proposta trata o mineirês como uma das formas mais conhecidas e queridas da identidade mineira. O estudo deverá olhar para expressões, modos de falar, cadências, causos, formas de tratamento, jeitos de acolher e maneiras de conversar que fazem parte da vida cotidiana em Minas.
Além disso, o estudo deverá considerar que os mineiros não se expressam de uma só maneira. O jeito de falar do Norte de Minas não é o mesmo do Sul; o Jequitinhonha, o Triângulo, a Zona da Mata, o Cerrado, a Região Central e tantos outros territórios têm ritmos, expressões e histórias próprias.
Além da palavra
Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Leônidas Oliveira, o mineirês é uma forma de expressão que vai além das palavras mais conhecidas. “O mineirês não é apenas pronúncia. É uma ética da conversa. É a inteligência da pausa, a delicadeza da indireção, a hospitalidade do ‘cafézim’, o mundo inteiro dentro da palavra ‘trem'”.
“Levar o mineirês a sério é também combater o preconceito linguístico e reconhecer que Minas tem patrimônio também no ar, naquilo que se diz e permanece em quem ouviu”, assinalou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas.
Entre os pontos que serão estudados estão a história dos falares mineiros, a diversidade regional, os riscos de caricatura, o preconceito linguístico e a presença do mineirês nas famílias, nas comunidades, nas escolas, nas festas, nas artes, no turismo e nas redes sociais.
A eventual proteção do mineirês deverá ocorrer por meio do Registro de Bem Cultural de Natureza Imaterial, instrumento usado para reconhecer práticas, saberes, celebrações, lugares e formas de expressão que são transmitidos entre gerações e fazem parte da identidade de uma comunidade.
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