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Jornal Folha Regional

Minas Gerais tem um feminicídio a cada três dias, aponta relatório

Minas Gerais tem um feminicídio a cada três dias, aponta relatório – Foto: reprodução

Na última quarta-feira (9/7), a cozinheira Maria da Penha, de 60 anos, foi encontrada morta em Santa Luzia, na Grande BH. Ela foi assassinada pelo companheiro Isaque Trindade, de 40, que confessou o crime e foi preso. O caso de feminicídio não é isolado. Segundo o Mapa da Segurança Pública divulgado no último mês de junho pelo governo federal, a cada três dias uma mulher foi vítima do crime em 2024 em Minas Gerais. Foram 133 casos.

Apesar de no ano passado ter havido uma redução no número de ocorrências – foram 167 em 2023 -, os números ainda preocupam e colocam o Estado como o segundo do país com mais ocorrências. No caso de Maria da Penha, enforcada até a morte pelo companheiro, familiares informaram que ela já vinha sendo agredida pelo homem, mas teve receio de denunciá-lo à polícia, o que foi feito por um primo. O suspeito chegou a ir morar em São Paulo, mas depois voltou e acabou matando a cozinheira.

Advogada criminalista e Conselheira Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Minas Gerais (OAB-MG), Ariane Martins Moreira alerta que é importante que as mulheres busquem ajuda nos primeiros sinais de violência do companheiro. Ela explica que muitas vítimas têm dificuldade de fazer isso “por desconhecimento, dependência financeira, emocional, ausência de apoio familiar, ou até por medo e vergonha”, o que faz com que elas fiquem ainda mais vulneráveis à violência, como aconteceu com a cozinheira Maria da Penha.

“Infelizmente a violência psicológica, que muitas vezes é a primeira violência que essa mulher sofre, ela acaba perdoando as agressões de seus companheiros e acreditando que não irão se repetir, isso é o ciclo da violência doméstica e familiar. Primeiro ele violenta, depois pede perdão com presentes, declarações de amor e por último promete que não irá mais acontecer”, alerta Ariane. A orientação é que as vítimas busquem ajuda, seja de um familiar, de um amigo, de uma instituição de defesa da mulher e da polícia.

Casos

Apesar de Minas Gerais ter conseguido reduzir o número de casos, Ariane é categórica ao dizer que ainda não há o que comemorar. “Os números são preocupantes. Os municípios precisam investir em políticas públicas para as mulheres e meninas e capacitar seus servidores. Fortalecer nas escolas, pois na educação é fundamental trabalhar a igualdade de gênero para prevenir e coibir a violência doméstica e familiar. As escolas precisam ensinar sobre a Lei Maria da Penha de forma efetiva”, afirmou a advogada.

Relatório

Segundo o Mapa da Segurança Pública, Minas só ficou atrás de São Paulo (253 casos) em número de feminicídios em 2024. Quando se compara a quantidade de vítimas por grupo de 100 mil mulheres, Minas Gerais, com índice de 1,22, aparece à frente de São Paulo, que registrou 1,07.

O relatório do governo federal mostra ainda que o número de feminicídios permaneceu estável em 2024, com alta pequena de 0,69% em relação a 2023 no país. Os crimes em todo o Brasil passaram de 1.449 para 1.459 casos, o que equivale a quatro vítimas por dia.

PRF em Minas vai doar cerca de 90 veículos, incluindo viaturas; entenda

PRF em Minas vai doar cerca de 90 veículos, incluindo viaturas; entenda – Foto: divulgação

A Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais (PRF-MG) informou na última terça-feira (8) que irá doar cerca de 90 veículos por meio do portal doacoes.gov.br, plataforma do governo federal destinada à redistribuição de patrimônio público. Os veículos incluem viaturas operacionais, caminhões (estilo prancha) e motocicletas.

Podem participar do processo, órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal; fundações e autarquias públicas; e organizações não governamentais (ONGs) cadastradas no sistema do governo federal. Os anúncios serão publicados a partir das 9h desta quarta-feira (9/7).

“A medida visa otimizar a utilização dos recursos públicos, garantindo o reaproveitamento de bens que, embora não atendam mais aos padrões operacionais da PRF, ainda podem ser úteis a outros órgãos ou instituições”, explicou em comunicado a instituição policial.

Brasil registra morte de 222 cavalos com suspeita de contaminação por ração; Minas tem 41 casos

Brasil registra morte de 222 cavalos com suspeita de contaminação por ração; Minas tem 41 casos – Foto: reprodução

O Ministério da Agricultura e Pecuária já contabiliza 222 mortes de cavalos em diferentes estados do país com suspeita de ligação ao consumo de uma ração fabricada pela empresa Nutratta Nutrição Animal. A empresa foi procurada pela reportagem, mas não retornou até a publicação deste texto.

Em comunicado divulgado no dia 17 de junho nas redes sociais da empresa, a Nutratta afirmou que, desde os primeiros sinais de anormalidade, agiu com responsabilidade, cautela e colaborou com os órgãos competentes.

Disse ainda que, até o momento, não há evidências de contaminação ou falhas nos produtos destinados aos bovinos. Já a fábrica que produz a linha de ração para cavalos foi interditada pelo Mapa, e amostras foram coletadas para análise.

“Ressaltamos que o nosso pronunciamento, nesse momento, não se deu por omissão, mas sim por respeito à busca da verdade – um dos valores inegociáveis da empresa. Preferimos adotar uma postura responsável e conservadora, ao invés de emitir alerta sem fundamentação técnica ou orientações precipitadas diante de um cenário desconhecido, sensível e sem precedentes.”

Desde o primeiro comunicado, segundo o ministério, a Fiscalização Federal Agropecuária passou a conduzir investigações nos estabelecimentos onde foram registrados casos de adoecimento e morte de equinos.

“Até o momento, os casos apresentaram associação com o consumo de rações da empresa citada”, disse por meio de nota.

Atualmente, o ministério investiga outras 195 mortes suspeitas, sendo 40 casos no sudoeste da Bahia, 70 em Goiânia (GO), 34 em Jarinu (SP), 10 em Santo Antônio do Pinhal (SP), 18 em Uberlândia (MG), 8 em Guaranésia (MG), 8 em Jequeri (MG) e 7 em Mariana (MG).

Desafios da investigação

Apesar do avanço nas apurações, a ausência de registros formais por meio da ouvidoria –canal oficial para denúncias– tem dificultado o andamento das investigações. Outro desafio enfrentado pela fiscalização é a manifestação tardia dos sintomas nos animais, que muitas vezes surgem depois da suspensão da ração.

“A evolução clínica dos equinos, marcada por insuficiência hepática e uma piora repentina, tem tornado ainda mais complexa a estimativa precisa do número total de óbitos”, informou a pasta, em nota.

Desde o recebimento da primeira denúncia, o ministério realizou duas fiscalizações no único estabelecimento da empresa Nutratta Nutrição Animal. Durante as inspeções, foram encontradas irregularidades que levaram à suspensão cautelar da produção de todas as rações da empresa.

A fabricante ingressou com um mandado de segurança contra as medidas adotadas, e o ministério já apresentou os esclarecimentos ao Poder Judiciário, aguardando agora a decisão da Justiça.

Além da suspensão da fabricação, o Mapa também determinou a interrupção da comercialização de todos os produtos fabricados pela Nutratta. O escopo da restrição foi gradualmente ampliado, à medida que novas informações e indícios sobre a possível relação entre a ração e as mortes dos animais foram sendo reunidos.
O ministério pede ainda que qualquer informação ou denúncia relacionadas ao caso sejam encaminhadas por meio da ouvidora.

Delegacias de 64 cidades de Minas Gerais vão receber fuzis, drones e novas viaturas

Os equipamentos serão destinados a 64 municípios mineiros, de diferentes regiões de Minas Gerais – Foto: Raquel Penaforte

A segurança pública de Minas Gerais ganhou incrementos nesta semana: mais de R$ 11 milhões em equipamentos foram investidos pelo governo estadual para dar modernidade e eficácia à Polícia Civil do estado. A entrega simbólica de viaturas, drones e armas foi na manhã desta segunda-feira (7/7/2025), na Cidade Administrativa, na região Norte de Belo Horizonte.

“Hoje, equipamentos tecnológicos são fundamentais para a investigação e também para o desenvolvimento das operações policiais. Então, esse é um aporte muito importante para a Polícia Civil. São equipamentos de última geração que permitem um aprimoramento das nossas atividades operacionais com o objetivo de sempre, que é servir a sociedade”, disse a chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada Letícia Gamboge.

Ao todo, foram adquiridos 32 drones, 51 viaturas, 587 pistolas 9 mm, 114 fuzis (Arad), 66 fuzis (T4), 37 espingardas (Military 12) e 16 submetralhadoras (SMT9). Os equipamentos serão destinados a 64 municípios mineiros, de diferentes regiões de Minas Gerais.

“As cidades foram selecionadas exatamente de acordo com a necessidade de renovação, também com a indicação dos parlamentares e a nossa indicação técnica, pensando na renovação tanto do arsenal institucional — pelo que diz respeito às pistolas —, quanto na substituição das armas dos policiais civis em todo o estado de Minas Gerais”, acrescentou.

De acordo com o governo do Estado, dos R$ 11 milhões, R$ 7.157.480 foram destinados à compra de viaturas, R$ 3.499.247, para novas armas e R$ 958.793 para drones.

“A Polícia Civil, ao longo dos anos, foi sendo preterida na aquisição de equipamentos, e nós invertemos essa lógica ao longo do Governo Zema, para garantir, não só o armamento mais moderno e adequado, mas também os equipamentos que funcionam de forma mais eficiente”, disse o vice-governador, Mateus Simões (Novo).

Os recursos provêm de emendas parlamentares federais e estaduais, de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrados pelo Ministério Público do Trabalho, do Fundo Nacional Antidrogas, de repasses do Fundo a Fundo, além de convênios federais e municipais.

Lista de cidades beneficiadas com os equipamentos 

Os equipamentos serão entregues para unidades da PCMG nas cidades de Alto do Rio Doce, Araguari, Arcos, Araçuaí, Barbacena, Belo Horizonte, Bocaiúva, Bom Despacho, Buritis, Capelinha, Carmo do Paranaíba, Caratinga, Caxambu, Cristina, Contagem, Curvelo, Divinópolis, Elói Mendes, Formiga, Governador Valadares, Ibirité, Iguatama, Ipanema, Ipatinga, Itaúna, Itajubá, Itambacuri, Ituiutaba, Jaboticatubas, Januária, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lagoa da Prata, Lavras, Matipó, Matozinhos, Medina, Nanuque, Nova Lima, Paracatu, Patrocínio, Pedro Leopoldo, Pirapetinga, Pitangui, Poços de Caldas, Ribeirão das Neves, Rio Casca, Rio Pardo, Sabará, Santa Luzia, Santa Maria do Suaçuí, Santa Rita do Sapucaí, Santana do Riacho, São Gonçalo do Pará, São João del-Rei, Sarzedo, Teófilo Otoni, Três Corações, Turmalina, Uberaba, Uberlândia, Unaí, Varginha e Vespasiano.

Valorização dos servidores

Durante sua fala na cerimônia de entrega, o vice-governador, Mateus Simões (Novo) falou sobre a possibilidade de reajuste salarial para as forças de segurança, a partir do ano que vem, sob a condição da derrubada de vetos do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“O Propag, como foi aprovado no Congresso, permitiria que déssemos reajuste neste ano e no próximo para os servidores. Infelizmente, o Presidente Lula vetou dois artigos do Propag, que retiram mais de 2 bilhões de reais por ano do governo de Minas”, disse.

Segundo Simões, ainda que haja a derrubada, o dinheiro só estaria disponível no próximo ano. “A recomposição custa cerca de 1,9 bilhão de reais para ser feita com base na inflação para todos os servidores”, afirmou.

Minas Gerais espera 4 milhões de turistas nas férias de julho, 20% a mais que 2024

Minas Gerais espera 4 milhões de turistas nas férias de julho, 20% a mais que 2024 – Foto: reprodução

O setor de turismo em Minas Gerais está otimista com o movimento no mês de julho, motivado principalmente pelo período de férias escolares e pelos festivais de inverno que atraem públicos variados ao interior do estado. A expectativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) é que o estado receba mais de 4 milhões de visitantes, 20% a mais que em 2024. Hotéis e pousadas também esperam um crescimento em torno de 10% no fluxo de hóspedes no período.

Para se ter uma ideia, no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, a expectativa é que 1,1 milhão de passageiros circulem pelo terminal durante todo o mês. Entre visitantes e pessoas que saem do estado, o número representa um crescimento de 2% em relação ao mesmo mês em 2024. Segundo a BH Airport, que administra o aeroporto, as companhias aéreas estão preparando, inclusive, 430 voos extras durante o mês.

Já a rede hoteleira espera uma taxa média de ocupação de 70%, podendo chegar até 80% nos hotéis de Belo Horizonte e outras cidades. “Julho é um mês que traz um mix interessante de públicos. Por um lado, temos as férias escolares que impulsionam o turismo de lazer. E, por outro lado, o setor corporativo ainda mantém uma boa atividade durante o mês”, pontua o diretor de comunicação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Diego Pires.

Em BH, ele cita eventos importantes no período como a exposição nacional do cavalo mangalarga marchador. “Acontece ao longo de duas semanas no Expominas e movimenta bastante os hotéis da região Centro-Sul da capital”, diz. 

E quem se destaca no setor e também tem muito boas expectativas para o período são os hotéis de lazer, que devem ter 70% de taxa de ocupação, no mínimo, além de crescimento de 10% em relação às férias de julho de 2024. “As férias de julho para os hotéis de lazer geralmente atingem um percentual de ocupação mais alto do que as férias de janeiro”, afirma a diretora jurídica da Associação Mineira de Hotéis de Lazer (Amihla), Fabiana Silveira.

“São um período curto. Às vezes os pais também tiram só uma semana de férias do trabalho e tudo o que querem é um lugar bem mais próximo para poder aproveitar com os filhos. Então, eles buscam muitos locais próximos da Grande BH. E o hotel de lazer é voltado para atividades exatamente com esse fim”, comenta a diretora.

Fabiana também é diretora de marketing do Parque do Avestruz Eco Resort, um hotel de lazer localizado em Esmeraldas, na região metropolitana de BH. Por lá, a maior parte das suítes já foram reservadas para as férias. A expectativa é crescer 10% em relação a 2024 e ampliar a ocupação média anual de 65% para algo entre 70% e 80%. Recentemente, o resort expandiu as acomodações de 97 para 121 suítes.

Entre os atrativos do local estão atividades temáticas, e neste ano o tema é “neon”. Os hóspedes poderão participar de brincadeiras com tintas fluorescentes, festa das cores, balada kids com drinks de frutas sem álcool e ações de convivência entre pais e filhos. Além disso, o carro-chefe do resort é o safári temático. Com uma área total de 400 mil m², o lugar tem ambientações visuais e sonoras, trilhas e animais vivos, como avestruzes, porcos, cavalos, galinhas, pavões, cabras e bodes. No ambiente há ainda esculturas em tamanho real de animais selvagens, como elefantes, girafas, hipopótamos e onças.

“Queremos que cada hóspede se sinta dentro de um verdadeiro safári, em total conexão com a natureza e com o encantamento da aventura”, comenta Fabiana. O investimento para se hospedar no resort, durante a alta temporada, é de R$ 1.600 a R$ 2.800 para duas pessoas, dependendo do tipo da acomodação.

Festivais de inverno movimentam cidades turísticas mineiras

Cidades do interior mineiro que aproveitam a época para promover festivais de inverno também estão otimistas com o volume de turistas, que chegam de diversas regiões de MG e outros estados. As atrações incluem shows, intervenções artísticas, exposições, entre outros atrativos que ajudam a movimentar comércio, bares e restaurantes e hotelaria local. 

Monte Verde

Em Monte Verde, no Sul de Minas, o festival Inverno nas Montanhas deve atrair cerca de 300 mil pessoas até o encerramento, marcado para o dia 27 deste mês. A festividade movimenta o turismo local e promete aquecer a economia do distrito de Camanducaia, apelidado de “Suíça Mineira”, ao longo do mês. A programação inclui uma série de atrações musicais gratuitas, realizadas nos finais de semana na avenida principal, em um palco montado próximo à Praça do Carvalho.

Segundo Rebecca Wagner, presidente da Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região (Move), o turismo na vila, que encanta visitantes com seu estilo europeu e baixas temperaturas, já vinha em alta desde o feriado de 1º de maio. “Já estamos com mais de 90% dos leitos de hotéis ocupados para os sábados e domingos para esta época de inverno e há estabelecimentos deste ramo com lotação confirmada para todos os finais de semana até o final de julho”, destaca.

Diamantina 

Em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, a Vesperata é um dos eventos musicais mais aguardados durante essa época do ano. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, a festividade atrai visitantes de todas as partes do estado e do Brasil.

O sucesso é tanto que, devido à alta demanda, a organização anunciou uma nova data para o espetáculo em julho. As edições acontecem nos dias 5, 12 e 19 deste mês. As vendas de mesas estão sendo feitas exclusivamente pela plataforma Sympla.

A apresentação na cidade histórica, que conta com casarões coloniais e ruas de pedras, são realizadas na Rua da Quitanda. “Esse espetáculo é um verdadeiro símbolo cultural do Estado. Também é uma oportunidade diferenciada para apreciar a musicalidade de nossa cidade, acompanhada de uma rica e diversificada oferta gastronômica dos bares e restaurantes”, realça o prefeito de Diamantina, Geferson Giordani Burgarelli.

Ouro Preto 

O Festival de Inverno de Ouro Preto – cidade da região Central, reconhecida como Patrimônio da Humanidade – é também um dos mais tradicionais do país, com quase 60 anos de história. O espetáculo de arte, cultura e memória no município histórico de Minas Gerais é promovido entre os dias 3 e 30 de julho. A edição deste ano tem o tema “Entre Minas e Memória, Ouro Preto vive: uma celebração da cultura popular”. A expectativa da prefeitura é receber mais de 50 mil pessoas ao longo de todo este mês. 

O evento movimenta o turismo local e impulsiona a economia da cidade e dos distritos, atraindo milhares de visitantes. Shows com grandes artistas nacionais e locais, além de apresentações artísticas, cortejos, intervenções urbanas, rodas culturais e exposições, tomarão conta de diversos pontos do centro histórico. Além disso, o festival fortalece tradições locais, como a Folia do Divino de São Bartolomeu, marcada para o dia 8 de julho, que abre oficialmente as comemorações pelos 314 anos de Ouro Preto.

Mariana 

Outra cidade histórica mineira que tem festival de Inverno é Mariana, na região Central do Estado. Até 31 de julho, o município se transforma em grande palco de arte e cultura, com dezenas de atrações, que envolvem moradores e turistas. Em 2025, o evento traz o tema “Entre Laços”, uma homenagem à Dança das Fitas de Monsenhor Horta, manifestação folclórica que representa os laços culturais que moldam a identidade da região. Durante todo o mês de julho, o público poderá acompanhar apresentações musicais, espetáculos, oficinas, intervenções urbanas e atividades culturais em diversos espaços da cidade. 

Itabira 

Entre 4 e 20 de julho de 2025, Itabira, na região Central de Minas, promove a 51ª edição do Festival de Inverno, com o tema “Ser Cultural”. O evento conta com programação gratuita e diversificada, com foco na valorização da identidade e da produção artística local. Serão mais de 70 atividades, incluindo 28 shows, com atrações como Lenine, Lô Borges, Nação Zumbi e Pato Fu, além de oficinas, peças teatrais, espetáculos de dança, exposições, lançamentos literários e intervenções urbanas. A festividade é realizada pela prefeitura e pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA).

“O festival reforça a identidade e a memória da cidade, além de gerar impactos positivos na economia local, envolvendo artistas, produtores, comerciantes e o turismo. Ele demonstra como a cultura é um motor essencial para o desenvolvimento e o orgulho da comunidade”, destacou a superintendente da FCCDA, Vanessa Faria.

Poços de Caldas

No Sul de Minas, o Festival de Inverno de Poços de Caldas 2025 terá programação diversa e intensa, marcada para acontecer entre os dias 11 e 27 de julho. Em sua 29ª edição, o evento promete reunir mais de 120 atrações voltadas para todos os públicos e idades. As atrações contemplam áreas como música, teatro, circo, dança, exposições, cultura popular e recreação, com atividades pensadas para crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Ao longo dos 17 dias de evento, as apresentações ocuparão diversos espaços da cidade. 

Estudantes de MG desenvolvem primeiro doce de leite sem açúcar nem lactose

Estudantes de MG desenvolvem primeiro doce de leite sem açúcar nem lactose – Foto: divulgação

Uma delícia brasileira agora para dietas especiais. Estudantes de Minas desenvolveram o primeiro doce de leite sem açúcar e sem lactose. O trabalho cuidadoso, feito no Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade de Viçosa (UFV), é para quem ama doce de leite mas não pode comer açúcar ou é intolerante à lactose.

Os pesquisadores afirmam que o novo produto tem 25% menos calorias que o tradicional e pode ser indicado para diabéticos, pessoas intolerantes à lactose ou para dietas com controle de calorias. O doce também pode ser usado como pré-treino, especialmente para atividades físicas que exigem energia rápida para melhorar a performance física, segundo eles.

“Quando retiramos o açúcar, ele fica fluido, como se fosse um leite condensado, o que não agrada ao paladar. Por isso, para chegar à textura mais próxima do original, os produtos que já existem no mercado usam gomas, criando uma sensação gelatinosa, de musse, nem sempre aceita por quem compra”, disse Gustavo Silva Campos, um dos criadores.

Acertar o ponto

Nos laboratórios do Departamento, os estudantes Gustavo Silva Campos e Jonathan Gusmão buscaram desenvolver um doce de leite diferente que alcançasse a textura pastosa, mas sem a adição de açúcar e cozido com o leite já sem a lactose.

É o que as doceiras chamam de acertar o ponto.

“Estamos sempre em busca de criar produtos que atendam às demandas do mercado consumidor”, disse o professor Evandro Martins, responsável pelos alunos de graduação, do Curso de Ciência e Tecnologia de Laticínios.

Retirando o açúcar

Jonathan Gusmão disse que a remoção do açúcar na fabricação do doce de leite gera incrustação nas paredes do equipamento de cozimento, causada pelo depósito de minerais de leite.

Esse foi um dos desafios técnicos que a equipe precisou solucionar para permitir que um doce de leite sem açúcar pudesse ser produzido em escala industrial.

O resultado foi testado e modificado muitas vezes até chegar a um sabor semelhante ao doce tradicional e ainda alcançar textura, sabor, brilho e cor no doce diet e deslactosado.

Segredo da fórmula

Estudantes de MG desenvolvem primeiro doce de leite sem açúcar nem lactose – Foto: divulgação

Os pesquisadores afirmam não podem contar o segredo da formulação e o processo de fabricação, já que o produto está em fase de depósito de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

“Quando chegamos à formulação ideal, os colegas do Departamento nos incentivaram a procurar o Núcleo de Inovação Tecnológica da UFV (NIT). Tivemos toda a orientação e apoio para registrar o produto em nome da Universidade Federal de Viçosa, que será a proprietária da patente”, afirmou o professor Evandro.

Assim que os trâmites junto ao INPI forem concluídos, o NIT iniciará a prospecção de empresas interessadas no licenciamento da tecnologia em busca de parcerias estratégicas para viabilizar a comercialização do doce de leite.

Reclamações dos consumidores

Segundo os pesquisadores, as versões sem açúcar apresentam uma grande quantidade de aditivos para imitar a cor e o aroma do produto original, o que vai na contramão das tendências de mercado, que busca alimentos industrializados com menos ingredientes.

Os consumidores também reclamam do gosto amargo e enjoativo dos adoçantes.

Por isso, foi preciso muito trabalho para ajustar a formulação e achar a dose certa dos produtos usados para retirar a lactose e adoçar sem gerar sabor residual.

Mortes por febre amarela crescem ao menos 500% em Minas Gerais em 2025

Mortes por febre amarela crescem ao menos 500% em Minas Gerais em 2025 – Foto: reprodução

Minas Gerais registrou um aumento de, no mínimo, 500% no número de mortes por febre amarela em 2025. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) indicam que, entre janeiro e junho, seis pessoas morreram em decorrência da doença no Estado, contra uma morte registrada em todo o ano de 2024. Também houve alta nas notificações: foram 675 casos suspeitos, uma média de quatro por dia. Até o momento, 14 exames tiveram resultado positivo para a enfermidade.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, afirmou que Minas Gerais e São Paulo lideram o crescimento no número de casos, o que exige atenção redobrada com a vacinação — veja o esquema vacinal abaixo.

“A baixa cobertura vacinal abre espaço para a circulação do vírus. É justamente isso que temos notado nas regiões Noroeste de São Paulo e no Sul de Minas. As pessoas circulam muito entre esses pontos dos Estados vizinhos, pois estamos falando de municípios com concentração de indústrias, o que atrai os trabalhadores. Ao mesmo tempo, são localidades com baixos índices de imunização”, afirma.

Segundo Prosdocimi, o índice ideal de vacinação contra a febre amarela, preconizado pelo Ministério da Saúde, é de 95%. Atualmente, Minas Gerais apresenta uma cobertura de 87,58%. “Estamos abaixo da meta e precisamos progredir para aumentar a vacinação na população”, reforça.

Busca ativa e vacimóvel

O subsecretário informou ainda que, no segundo semestre, a SES-MG fará busca ativa por não vacinados em todas as regiões do estado, com foco especial no Sul de Minas.

“Vamos com o vacimóvel para as praças, faremos ações de vacinação no ambiente escolar e aos fins de semana. Queremos ampliar o acesso à vacinação para além do posto de saúde, com as 252 vans que percorrem todo o Estado. A vacina é a forma mais eficaz de prevenção”, alerta.
 
A maioria das notificações e casos confirmados ocorre em áreas rurais. “Estamos com o ciclo rural da doença. Esse ciclo se dá basicamente com o vírus em algum mico ou macaco, por exemplo. O mosquito Aedes aegypti pica esse animal e transmite para o ser humano. Vale salientar que o problema não está no mico, logo, não se deve fazer nada contra ele. O problema é a baixa adesão à vacinação”, pontua.

Vítimas não vacinadas

Prosdocimi também destacou que todas as seis pessoas que morreram por febre amarela em Minas Gerais neste ano não haviam se vacinado.

“A chance de um não vacinado contrair a forma grave da doença e evoluir a óbito é grande, pois a letalidade da febre amarela é de 50% a 60%. Quem é vacinado dificilmente terá a doença e, se tiver, sequer saberá, pois não vai manifestar os sintomas. A vacina está disponível e é distribuída gratuitamente”, esclarece.

Vacinação é suficiente para manter viagens

Com a chegada do período de férias, o subsecretário tranquiliza a população e afirma que não há necessidade de cancelar viagens para regiões com registros da doença, como o estado de São Paulo.

“Isso não se faz necessário. A única recomendação é que atualizem a caderneta de vacinação. No exterior, muitos países pedem o certificado de vacinação contra a febre amarela”, conclui.

Esquema vacinal

Veja quais são as orientações da SES-MG para a imunização contra a febre amarela:

De 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias:

  • 1ª dose aos 9 meses.
  • 1 dose de reforço aos 4 anos.

A partir de 5 anos:

  • Histórico de 2 doses antes dos 5 anos: esquema completo, sem necessidade de reforço.
  • Histórico de apenas 1 dose antes dos 5 anos: 1 dose de reforço.
  • 1 dose recebida a partir dos 5 anos: esquema completo, sem reforço.

Entre 5 e 59 anos, sem histórico vacinal:

  • Administrar 1 dose.

Pessoas vacinadas apenas com dose fracionada (2018):

  • 1 dose de reforço com a dose padrão.

Crianças entre 6 e 8 meses:

  • Vacina não é recomendada, mas pode ser aplicada em situações especiais (como residência ou deslocamento para área com circulação do vírus), a depender de avaliação médica.

Pessoas a partir de 60 anos:

  • O médico deve avaliar a necessidade da vacinação, considerando o histórico vacinal, o risco de exposição e as condições clínicas.

Minas reforça a importância do diagnóstico precoce dos cânceres de cabeça e pescoço durante o Julho Verde

Minas reforça a importância do diagnóstico precoce dos cânceres de cabeça e pescoço durante o Julho Verde – Foto: divulgação

Durante o mês, a campanha Julho Verde intensifica os alertas do Governo de Minas sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer na região da cabeça e do pescoço. O mais comum é o câncer de boca, com cerca de 15 mil novos casos no Brasil por ano, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Referência em oncologia, o Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), vem registrando um aumento nos atendimentos nos últimos meses. Somente no primeiro semestre de 2025, foram realizadas 1.639 consultas de pacientes que foram diagnosticados ou estavam com suspeita de câncer de cabeça e pescoço, quase 550 a mais que no mesmo período de 2024. “Durante esta gestão, conseguimos aumentar o número de ofertas para consultas ambulatoriais e cirurgias”, afirma o diretor técnico do Hospital Alberto Cavalcanti, Henrique Timo.

“Isso só foi possível porque, além de aumentarmos o nosso número de cirurgiões e anestesistas, conseguimos otimizar as salas do bloco cirúrgico e melhorar o giro de leitos, permitindo o tratamento e a internação de um número maior de pacientes”, explica Henrique Timo.

Atenção aos sinais

O coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HAC, Guilherme Souza, destaca que é fundamental procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) ao notar qualquer sinal persistente, como uma ferida que não cicatriza, nódulo no pescoço, rouquidão prolongada, dor ou dificuldade para engolir.

A partir daí, o paciente é encaminhado, se for necessário, para especialistas, como otorrinolaringologistas ou cirurgiões de cabeça e pescoço. “Os pacientes no HAC são avaliados por uma equipe multidisciplinar, que define a melhor estratégia de tratamento – que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, com duração total, em média, de três a seis meses, seguido por acompanhamento oncológico regular por, pelo menos, cinco anos”, detalha Souza. 

Apesar de ser uma doença mais comum em homens acima dos 60 anos, ele chama a atenção para a mudança desse perfil. “Observamos uma redução na faixa etária das pessoas acometidas e um crescimento do número de casos em mulheres, especialmente no câncer de boca”.

“Há alguns anos, a proporção era de oito homens para cada mulher acometida pela doença. Hoje, esse número mudou. A cada três homens, temos uma mulher com câncer de boca”, compara o coordenador do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do HAC. Ele revela que a maioria dos casos está relacionada ao consumo de cigarros e bebidas alcoólicas.

“Quando descoberto ainda no início, as chances de cura podem ultrapassar 90%. No entanto, em casos de tumores localizados em regiões mais profundas, como a orofaringe e a hipofaringe, os sintomas geralmente se manifestam quando já estão em estágio avançado, e essas chances diminuem”, alerta Guilherme Souza.

As sequelas variam de acordo com cada caso, podendo haver perda da voz, dificuldades para se alimentar ou alterações estéticas no rosto e pescoço. “Por isso, reforçamos sempre a importância do diagnóstico precoce”, salienta o médico.

Vida normal

José Eustáquio de Almeida é um dos pacientes que passou pelo HAC e hoje leva uma vida praticamente normal. “A única coisa que não posso fazer é nadar, porque não posso deixar entrar água na abertura onde foi feita a traqueostomia”.

Minas reforça a importância do diagnóstico precoce dos cânceres de cabeça e pescoço durante o Julho Verde – Foto: divulgação

Entre o primeiro sintoma — a rouquidão na voz — até a descoberta do câncer de laringe, passou-se quase um ano, o que acabou agravando a condição de José Eustáquio. “Demorei a procurar atendimento e não dei muita atenção para o que ia aparecendo. Continuava trabalhando normalmente, até perceber que me sentia cansado para tudo. Aí resolvi ir ao hospital e acabei internando”, lembra.

Ao ser encaminhado para o hospital, ele recorda que teve o diagnóstico confirmado e a cirurgia agendada, seguida por sessões de radioterapia. “O médico me explicou sobre o tratamento e disse que teria que fazer a cirurgia para evitar que o câncer se espalhasse e agravasse meu caso. Fui muito bem atendido aqui. As enfermeiras e os médicos foram muito bons para mim”.  

Aos 70 anos de idade, ele apresenta uma leve dificuldade na fala, o que é raro em casos como o dele, já que a maioria não consegue se comunicar sem próteses. José Eustáquio continua forte, trabalhando com obras e fazendo visitas esporádicas ao hospital, quando percebe algo fora do comum.

Agronegócio mineiro bate recorde e alcança PIB de R$ 235 bilhões em 2024

Agronegócio mineiro bate recorde e alcança PIB de R$ 235 bilhões em 2024 – Foto: reprodução

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio de Minas Gerais somou R$ 235,0 bilhões em 2024, um crescimento nominal de R$ 20,5 bilhões em relação ao ano anterior. O avanço foi impulsionado principalmente pela valorização média de 10,2% nos preços dos produtos agropecuários, compensando a leve queda de 0,5% no volume real de produção.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (30/6), em coletiva realizada pela Fundação João Pinheiro (FJP), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Sistema Faemg Senar, e já estão disponíveis no site da FJP.

A retração no volume produzido concentrou-se no núcleo das atividades primárias. Por outro lado, a agroindústria e os serviços relacionados ao agronegócio registraram crescimento real de 1,7%, demonstrando a força da cadeia produtiva como um todo.

O Valor Adicionado Bruto (VAB) das atividades agrícolas, pecuárias e florestais passou de R$ 61,8 bilhões em 2023 para R$ 70,0 bilhões em 2024. Já os demais elos do agronegócio — como agroindústria, comercialização, serviços e distribuição — evoluíram de R$ 152,7 bilhões para R$ 165,0 bilhões no mesmo período.

“Chamou nossa atenção a forte elevação dos preços de commodities agrícolas importantes para a economia de Minas Gerais”, afirmou o pesquisador Raimundo Leal, da FJP.

Na agroindústria, os destaques foram os segmentos de alimentos, bebidas, produtos do fumo, biocombustíveis, fertilizantes fosfatados e móveis, além de insumos como eletricidade e derivados de petróleo. Nos serviços, tiveram maior impacto as áreas de comercialização, alimentação fora do lar, alojamento e serviços financeiros.

“Esse resultado reforça a resiliência da agropecuária mineira. Mesmo com intempéries climáticas e oscilações na produção primária, o setor cresceu em valor graças à integração da cadeia produtiva — dos insumos ao consumidor. Isso reafirma o agro como um dos grandes motores da nossa economia”, destacou Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, também celebrou o desempenho:

“Os números mostram que 22,2% do PIB mineiro vêm do agro, setor que gera empregos, movimenta o comércio e fortalece a balança comercial. A FJP tem papel estratégico ao mensurar, com rigor, essa participação.”

Evolução histórica

As estimativas preliminares da FJP mostram a trajetória de crescimento do agronegócio no Estado:

2022: R$ 203,1 bilhões (22,4% do PIB estadual de R$ 906,7 bilhões)

2023: R$ 214,5 bilhões (22,1% do PIB estadual de R$ 969,2 bilhões)

2024: R$ 235,0 bilhões (22,2% do PIB estadual de R$ 1,058 trilhão)

“Novo Lázaro”: Integrante do Comando Vermelho é preso em Minas Gerais após nove dias de fuga

“Novo Lázaro”: Integrante do Comando Vermelho é preso em Minas Gerais após nove dias de fuga – Foto: divulgação

Após nove dias de buscas intensas, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu na manhã do último domingo (29), Francisco Alleson Lima da Silva, de 22 anos, conhecido como “Laço”, apontado como membro do Comando Vermelho no Ceará e considerado de alta periculosidade. A captura ocorreu na BR-116, no município de Orizânia, na Zona da Mata mineira, a cerca de 300 km de Belo Horizonte.

A operação contou com a participação conjunta da PRF, Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Francisco era procurado desde 20 de junho, quando conseguiu escapar de uma abordagem policial no distrito de Realeza, em Manhuaçu. Na ocasião, apresentou documentos falsos e fugiu correndo para uma área de mata.

Conhecido nos bastidores das forças de segurança como o “Novo Lázaro” — em referência ao criminoso que mobilizou um grande cerco policial no Centro-Oeste em 2021 — o foragido é apontado como responsável por diversos homicídios, incluindo um caso de grande repercussão no Ceará, em que uma criança de 9 anos foi morta e outros dois jovens ficaram feridos.

Segundo a PRF, Francisco estava a caminho da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, onde, segundo as investigações, pretendia reforçar as atividades da facção criminosa Comando Vermelho. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto por homicídio, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Ceará.

Durante os nove dias de buscas, o criminoso foi avistado diversas vezes por equipes policiais, mas sempre conseguia escapar. No sábado (28), ele foi novamente visto em Orizânia, cerca de 50 km do local onde havia fugido inicialmente, o que reforçou a suspeita de que ainda estava na região e intensificou a mobilização policial.

Fontes ligadas à investigação apontam que havia indicativos de que outros integrantes da facção estariam tentando resgatá-lo, o que aumentou o grau de risco da operação.

Após a prisão, Francisco Alleson foi encaminhado à Delegacia Regional da Polícia Civil de Muriaé. As investigações agora buscam esclarecer os objetivos do suspeito em território mineiro e apurar possíveis ligações com facções criminosas da região.

Jornal Folha Regional
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