Brasil anuncia abertura de mercado agropecuário para 6 países – Foto: reprodução
O governo brasileiro concluiu nesta semana dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Camarões, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru.
Segundo o Ministério a Agricultura e Pecuária (Mapa), nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos.
Já em Camarões, foram chanceladas as compras de bois vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil. De acordo com a pasta, o objetivo é que o acordo permita o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.
Para a Coreia do Sul, por sua vez, foi autorizado o embarque de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia). “[Essa abertura de mercado] reforça a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro”, diz o Mapa, em nota.
Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de grãos secos de destilaria (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal.
Já para o Japão, o Brasil passará a exportar óleo de peixe e para o Peru, filé de tilápia refrigerado ou congelado. “Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura brasileira, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.”
Minas registra a menor temperatura do ano nesta sexta (30) – Foto: reprodução
Em meio a uma frente fria, o distrito de Monte Verde, no Sul de Minas Gerais, registrou a menor temperatura do ano no estado nesta sexta-feira (30). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 7h, foi registrado apenas 0,4ºC, com sensação térmica de 3,7ºC.
De acordo com o Inmet, o ar frio que avança na retaguarda da frente fria provoca queda da temperatura, com possibilidade de geada no Sul de Minas, mas a máxima prevista é de até 34°C em Montalvânia, no Norte.
Em Belo Horizonte, a mínima foi de 15,2ºC na estação Cercadinho, na Região Oeste, às 6h. No mesmo horário e local, a sensação térmica foi de 10,2°C. A máxima pode chegar a 25ºC e a umidade relativa do ar fica em torno de 50%, à tarde.
A previsão indica, ainda, que haja pequeno declínio de temperatura entre hoje e sábado (31), dias em que a massa de ar polar estará atuando no estado.
Minas Gerais é reconhecida internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação – Foto: divulgação
Minas Gerais acaba de alcançar um novo marco na defesa agropecuária: o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A oficialização ocorreu nesta quinta-feira (29/5), durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, em Paris, diante de representantes de 183 países.
“Esse reconhecimento gera uma economia significativa para os nossos produtores rurais e representa uma vitória histórica para o nosso setor agropecuário e a cadeia da proteína animal, o que nos garante segurança alimentar e acesso ao mercado global”, comemora o governador de Minas Gerais em exercício, Mateus Simões.
Representando o Governo de Minas, participaram da cerimônia o diretor técnico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), André Duch, e o coordenador estadual do Programa Nacional de Vigilância de Febre Aftosa (PNEFA), Natanael Lamas.
O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Thales Fernandes, lembra a dimensão do setor agropecuário na economia mineira. “Nos primeiros quatro meses do ano, o agronegócio superou a mineração nas exportações com US$ 6,5 bilhões”, diz, ao celebrar o feito e destacar a atuação do Estado para chegar ao reconhecimento da OMSA.
“O reconhecimento internacional de Minas Gerais como área livre de febre aftosa sem vacinação reforça a robustez do serviço veterinário oficial mineiro. O trabalho do IMA, vinculado à Seapa, é importantíssimo para a agropecuária. É o órgão responsável pela defesa agropecuária em Minas Gerais e teve papel fundamental nesta conquista”, detalha Thales Fernandes.
O diretor técnico do IMA, André Duch, por sua vez, afirma que decisão da OMSA consolida décadas de esforços coordenados entre governo, setor privado, entidades e produtores. “É uma abertura de portas para novos mercados internacionais, fortalecendo o setor mineiro e brasileiro. A conquista internacional fortalece o reconhecimento nacional obtido em 2024, quando o estado foi declarado livre da doença sem vacinação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), consolidando Minas como referência em sanidade animal”, observa Duch.
Desenvolvimento econômico
Com o aval da OMSA, Minas Gerais se posiciona entre as maiores referências globais no controle de doenças que impactam o comércio agropecuário. O novo status poderá ampliar de forma expressiva o potencial de exportação de carne e demais produtos de origem animal, abrindo portas para mercados altamente exigentes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia.
A agropecuária mineira se fortalece em competitividade, amplia o valor agregado de sua produção e impulsiona o desenvolvimento econômico do estado. Na prática, isso significa mais oportunidades de negócios, geração de emprego e renda no campo e nas cidades. Para o consumidor mineiro, representa também uma garantia de que os alimentos produzidos no estado seguem os mais altos padrões de sanidade animal, reforçando a confiança na produção local e a reputação de Minas Gerais como produtor de alimentos seguros e de excelência.
Exportações de produtos agropecuários atingem 46,8% do total de MG – Foto: reprodução
As exportações do agronegócio de Minas Gerais continuam registrando recordes e mantendo o setor cada vez mais à frente da mineração em termos de vendas para o exterior. No primeiro quadrimestre deste ano, o agro representou 46,8% do total das exportações do estado.
Esse resultado consolida o melhor resultado para o período da série histórica, iniciada em 1997. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, observou-se um crescimento de 26% na receita, embora o volume tenha registrado uma leve redução de 6,2%.
O governador em exercício, Mateus Simões, destaca que o desempenho do agro demonstra o tamanho do papel do campo no desenvolvimento da economia mineira e do apoio do Governo de Minas ao setor.
“Fechar o primeiro quadrimestre de 2025 com quase 47% do total das exportações vindas do setor agropecuário é um marco muito relevante para o estado, que reforça o papel do campo na geração de emprego, renda e oportunidades”, disse Mateus Simões.
Projeções em 2025
Com base nos dados do primeiro quadrimestre, e considerando o comportamento sazonal e as tendências de preço, Minas Gerais pode encerrar 2025 com exportações entre US$ 19,5 e US$ 20,5 bilhões, o que consolida o estado como um dos maiores pólos agroexportadores do Brasil.
“Teremos uma melhor estimativa a partir do fechamento do primeiro semestre, em julho. Esse ponto de inflexão do calendário agrícola é decisivo para avaliar o comportamento das culturas durante a entressafra, bem como os impactos de variações climáticas extremas, logística portuária, conflitos geopolíticos e oscilações nos preços de insumos e de fretes internacionais”, detalhou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes.
Minas segue como o terceiro maior estado exportador de produtos agropecuários do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. A produção mineira foi embarcada para 160 países, com destaque para China (23%), Estados Unidos (13%), Alemanha (9%), Itália (6%) e Japão (5%).
Destaques
O café segue como o principal ator das exportações, alcançando US$ 3,9 bilhões em receita e um volume de 10 milhões de sacas comercializadas. Houve um aumento de 70% no valor e redução de 3% no volume, em relação ao quadrimestre do ano anterior. A commodity foi responsável por 60% da receita total do agronegócio mineiro.
A soja, representada pelos grãos, farelo e óleo, registrou receita de US$ 1,1 bilhão e volume de 2,9 milhão de toneladas.
As carnes tiveram aumento de receita e de volume de exportação nas três frentes: bovina, suína e de frango. Ao todo, houve um aumento de 21,4% na receita, totalizando US$ 533 milhões e 158 mil toneladas enviadas para o exterior.
A carne bovina somou US$ 374 milhões e 78 mil toneladas embarcadas, com acréscimos de 19% e 8%, na receita e volume, respectivamente. As vendas de carne suína somaram US$ 24 milhões, com um volume de 11 mil toneladas, sendo que todos os países aumentaram suas compras. O frango totalizou US$ 128 milhões, com um volume de 66 mil toneladas.
Outros produtos
Nesse quadrimestre, os produtos florestais (composto por celulose, papel e madeira) ultrapassaram a receita do complexo sucroalcooleiro e firmaram-se como o quarto principal grupo de produtos exportados do agronegócio.
A receita foi de US$ 339 milhões e volume de 559 mil toneladas. A mudança se deu pela retração dos produtos sucroalcooleiros no período, com queda de 42,5% na receita e de 38% no volume embarcado, totalizando US$ 334 milhões e 711 mil toneladas.
Minas Gerais é destaque no prêmio Melhores Vilas Turísticas, da ONU Turismo – Foto: divulgação
Minas Gerais se consolida, mais uma vez, como protagonista do turismo sustentável e de experiência no Brasil. Das oito vilas brasileiras selecionadas para concorrer ao prestigiado prêmio Melhores Vilas Turísticas, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) Turismo, três estão localizadas em território mineiro: Conceição de Ibitipoca, Delfinópolis e Grão Mogol.
O reconhecimento destaca a força do interior de Minas como guardião de paisagens naturais, práticas culturais centenárias e hospitalidade singular. Além das vilas mineiras, foram indicadas Antônio Prado (RS), Cocanha (SP), Leoberto Leal (SC), Linha Bonita (RS) e Piraí (SC).
“Esse resultado confirma que Minas tem um papel central na construção do turismo de futuro: sustentável, enraizado na cultura local e comprometido com o bem-estar das comunidades. Essas três cidades simbolizam essa nova fase do turismo mineiro”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.
A premiação tem como objetivo reconhecer destinos rurais que adotam práticas sustentáveis e contribuem para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Os vencedores serão anunciados em novembro, durante a Assembleia Geral da ONU Turismo. Atualmente, a rede global conta com 254 vilas reconhecidas mundialmente.
Delfinópolis
Delfinópolis, no Centro-Oeste do estado, é conhecida como paraíso ecológico por suas matas ciliares que abrigam diversas espécies em extinção. As cachoeiras são o principal atrativo. As mais famosas são a Claro; do Luquinha e do Paraíso.
Destaque para a Fazenda Paraíso que conta com oito cachoeiras. Para os turistas que apreciam caminhadas, a cidade oferece trilhas, como Casinha Branca, Pico Dois Irmãos, Chora Mulher e Chapadãozinho.
Grão Mogol
No final do século 17, a procura por diamantes atraiu para o Arraial de Serra de Grão Mogol diversas pessoas interessadas no garimpo. A exploração alavancou o crescimento da cidade e destacou-a como a mais importante cidade da região Norte de Minas Gerais.
Os conjuntos arquitetônicos da avenida Beira-Rio, das ruas Cristiano Belo e Juca Batista levam o turista de volta ao passado. A cidade tranquila e autêntica oferece também aos visitantes locais com paisagens como as da Serra Geral, Trilha do Barão, Cachoeira do Inferno e Gruta Lapa da Água Fria. O centro histórico é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) desde 2016.
Conceição de Ibitipoca
Charmoso distrito do município de Lima Duarte, conhecido por sua atmosfera rústica e natureza exuberante. Situado nas proximidades do Parque Estadual do Ibitipoca, atrai visitantes em busca de trilhas, cachoeiras e paisagens de tirar o fôlego, como a Janela do Céu e a Cachoeira dos Macacos.
Suas ruas de pedra, pousadas aconchegantes e opções de gastronomia local criam um ambiente acolhedor, ideal para quem busca contato com a natureza e experiências autênticas no interior de Minas. O clima ameno, aliado à hospitalidade dos moradores, faz de Ibitipoca um destino cada vez mais buscado.
Minas Gerais investe R$ 159 milhões e descentraliza incentivos para arte, territórios e economia da criatividade – Foto: divulgação
Minas Gerais inaugura uma nova era de justiça cultural, desconcentração e democracia com a consolidação do Descentra Cultura, política pública do Governo de Minas, inédita no Brasil, que descentraliza os investimentos em cultura e amplia o acesso ao fomento em todas as regiões do estado.
Em 2024, ano de regulamentação do Descentra Cultura, dois marcos fundamentais definiram essa transformação. O primeiro foi o reconhecimento oficial das Congadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).
O segundo marco foram os editais pioneiros voltados às Afromineiridades, como parte do Programa de Proteção da Cultura Afro de Minas Gerais, fortalecendo o papel das comunidades negras, quilombolas e de terreiro na formação da cultura mineira.
Esses editais destinaram recursos da ordem de R$ 3,9 milhões, assegurando apoio direto a projetos de tradição, inovação e expressão artística enraizados nos territórios. Outro avanço decisivo foi a captação recorde de cerca de R$ 159 milhões, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LeiC) em 2024, conforme dados da Diretoria de Economia da Criatividade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).
“Com o reconhecimento das Congadas como patrimônio imaterial e a interiorização dos recursos culturais, Minas repara uma dívida histórica com todas as expressões afrodescendentes e tradicionais. Estamos promovendo justiça cultural de verdade – não apenas no discurso, mas na prática, no orçamento e na política pública”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira.
Ações de valorização em 2025
Em 2025, as ações de valorização seguem com força total: editais exclusivos para as culturas tradicionais e afrodescendentes, projetos de arte contemporânea em diálogo com o território, apoio técnico, formação continuada e investimento direto nas comunidades e artistas. O reconhecimento das Congadas não se limita ao título – é acompanhado de política pública efetiva, com recursos, planejamento e estrutura para sua continuidade.
Proposto pelo Executivo e aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Descentra Cultura resulta de uma construção coletiva que envolveu secretarias de Estado, prefeituras, artistas, produtores culturais e, sobretudo, o Conselho Estadual de Política Cultural. Até 2022, a maior parte dos recursos se concentrava na capital e nos grandes centros. A partir de 2023, as prioridades foram revistas com base em escuta pública e pactuação institucional.
Em 2024 e 2025, o interior do estado representou 61% do total de inscrições, alcançando 537 municípios nas 13 regiões intermediárias de Minas Gerais.
Pela primeira vez, uma diretriz das conferências estaduais de cultura foi plenamente aplicada: 30% dos recursos do fomento foram destinados às culturas populares, artes tradicionais, patrimônio, culturas indígenas e afro-brasileiras, incluindo congadas, folias, maracatus, reinados, capoeiras, benzedeiras, mestres de tradição e também manifestações contemporâneas ancoradas nos territórios.
Minas confirma caso de gripe aviária e governo decreta emergência sanitária – Foto: reprodução
Minas Gerais confirmou, nesta terça-feira (27), um foco de gripe aviária. A identificação ocorreu em três aves ornamentais, em um sítio de Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em função da identificação, o governador Romeu Zema (Novo) decretou emergência sanitária, em edição especial do Diário Oficial.
“As medidas de monitoramento, as ações preventivas e a análise de riscos da IAAP serão realizadas em cooperação com o setor privado e o poder público, observados os princípios e as diretrizes estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como os protocolos sanitários estabelecidos na legislação vigente”, diz o texto publicado pelo chefe do Executivo. O decreto tem validade de 180 dias.
De acordo com o painel de monitoramento de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o foco se deu em uma espécie de cisne negro. Em vídeo enviado à imprensa, o vice-governador, Mateus Simões (Novo), disse que o contágio aconteceu pela passagem de aves migratórias.
“É um risco que infelizmente acontece. E repito, todas as providências estão sendo tomadas. Todos os recursos físicos, estruturais e financeiros estão já à disposição das nossas autoridades sanitárias e não há qualquer risco no consumo de carne ou de ovos”, detalhou Simões.
À reportagem, o prefeito de Mateus Leme, Renílton Coelho (Republicanos), informou que o vírus foi identificado além do cisne negro, em dois gansos. As suspeitas surgiram no dia 16 de maio, quando os animais foram encontrados mortos e recolhidos para exames laboratoriais. O Executivo municipal monitora, agora, os humanos que vivem no sítio e que podem ter tido algum contato com os animais infectados.
Esse monitoramento será feito por dez dias, para observar se houve manifestação de sintomas. “Todas as medidas sanitárias já estão sendo tomadas, quero tranquilizar a população que não existe risco comunitário”, disse Coelho. O prefeito reforçou que não há risco às granjas do município e que, do ponto de vista econômico, não há impactos à cidade. “É uma atividade que não tem muita relevância econômica aqui”, completou.
Medidas sanitárias
O caso não é o primeiro registrado em Minas. Em 2023, houve uma confirmação em um pato de vida livre, também diagnosticado com Influenza Viária de Baixa Patogenicidade (H9N2). Desta vez, trata-se de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP).
Em nota, o Executivo informou que as medidas integram o Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), firmado entre União, Estados e setor produtivo. O documento foi editado em 2022, quando surgiu o primeiro foco da doença na América do Sul.
“Até o momento, não há qualquer comprometimento da produção avícola do estado”, frisou o governo. Conforme o Executivo, as ações de monitoramento e prevenção incluem medidas de biosseguridade das granjas comerciais, políticas de educação sanitária e vigilância nas propriedades classificadas como risco, cadastro e vistoria em criatórios de subsistência, além de ações sanitárias em eventuais áreas de foco da doença.
“A transmissão das aves para os humanos não é comum, mas pode ocorrer em pessoas expostas a uma grande carga viral ou que estejam com baixa imunidade. A Influenza Aviária não é transmitida pelos alimentos, desde que esses sejam bem cozidos”, completou o governo mineiro.
Economia
A reportagem procurou a Associação dos Avicultores de Minas Gerais (Avimig) para comentar sobre a identificação do foco da doença no Estado. A entidade, no entanto, afirmou que os posicionamentos serão esclarecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e por comunicados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
“Essa decisão visa garantir que as informações sejam repassadas de forma mais precisa e oficial, já que esses órgãos estão diretamente à frente da situação”, disse o diretor técnico da Avimig, Gustavo Ribeiro. A ABPA, por sua vez, em comunicado publicado na semana passada, reforçou que não há risco de contaminação pelo consumo de carne de frango e ovos.
“O preparo correto é o principal fator de segurança alimentar para qualquer situação sobre os alimentos”, diz a ABPA, que também orienta a população a seguir medidas no preparo e manejo, como cozinhar completamente carnes e ovos, evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos e higienizar as mãos e utensílios após o preparo dos alimentos.
“Com base em evidências científicas e nas recomendações das autoridades sanitárias nacionais e internacionais, o consumo de carne de frango e ovos no Brasil é, sempre foi e permanecerá seguro”, assegurou a entidade.
Um estudo da Fundação João Pinheiro (FJP) calculou que Minas Gerais pode perder quase R$ 1 bilhão em receitas com a queda nas exportações de carnes de frango em função do foco de gripe aviária identificado no Rio Grande do Sul na semana passada.
A pesquisa projetou uma queda entre 8,7% a 27% nas comercializações ao exterior dos pacotes de carnes de frango produzidos no estado. O estudo foi feito considerando a manutenção do cenário por um ano e sem levar em consideração o caso em Minas.
A doença
A gripe aviária voltou ao foco no Brasil nas últimas semanas, com a confirmação de um foco da doença em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O estado gaúcho ainda tem outro foco confirmado em um zoológico de Sapucaia do Sul.
Com as confirmações, o Brasil sofreu embargos comerciais de mais de 60 países, como China e integrantes da União Europeia, que suspenderam as exportações brasileiras de carnes de frango. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que finalizou, na semana passada, a desinfecção da granja comercial de Montenegro onde o primeiro foco foi identificado.
Após esse processo, a União pode declarar o país como área livre da gripe aviária em 28 dias, desde que não haja novos focos da doença.
Mercado
O Brasil é o maior exportador de carnes de frango do mundo. A China é o principal destino das exportações do Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do total de 5,16 milhões de toneladas de carnes de frango enviadas a outros países em 2024, mais de 562 mil toneladas, 17,65% do total, desembarcaram na China.
Em seguida, no segundo lugar no ranking de compradores, estão os Emirados Árabes Unidos, que adquiriram mais de 455 mil toneladas. A União Europeia, que aplicou embargo à carne de frango brasileira, é a sétima maior compradora, com 231.890 toneladas. As transações brasileiras ao exterior no ano passado somaram US$ 9,93 bilhões, segundo a ABPA.
Integrado ao Descentra Cultura, programa inédito no Brasil, o projeto assegura uma descentralização efetiva da promoção cultural e fortalece a transversalidade entre cultura e turismo, articulando os municípios, artistas e comunidades no maior circuito junino já realizado no estado.
Mais de 400 municípios mineiros participarão das celebrações em 2025 com apoio do Governo do Estado, seja por meio do fomento direto via editais regionais, da valorização dos patrimônios imateriais ou através de recursos do ICMS Cultural. Incentivos que garantem autonomia e protagonismo às cidades na preservação e ativação de seus bens culturais e festejos tradicionais.
O Minas Junina é também uma política de desenvolvimento. Em 2024, segundo dados da Diretoria de Economia da Criatividade da Secult-MG, a captação via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LeiC) chegou a R$ 159 milhões, mobilizando centenas de projetos em festas populares, quadrilhas, reinados, congados, folias e as mais diversas áreas e expressões artísticas. Essa força econômica traduz-se em empregos, turismo local, valorização da identidade mineira e dinamização das cadeias produtivas da cultura.
Programação diversa
Na capital, o Arraiá da Liberdade, promovido pela Fundação Clóvis Salgado (FCS) e instalado nos jardins do Palácio da Liberdade, será, nos dias 27, 28 e 29/6, o palco simbólico dessa integração entre capital e interior.
Dezenas de grupos de quadrilha, congos, catopês e outras expressões vindas de todas as regiões do estado ocuparão o espaço, celebrando o ciclo junino como momento de encontro, fé, arte e mineiridade.
O Minas Junina 2025 reforça ainda o reconhecimento das Congadas como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, título conquistado em 2024. Em 2025, o Estado amplia os investimentos nas tradições afro-mineiras com editais exclusivos e apoio técnico por meio do Programa de Proteção da Cultura Afro e do Descentra Cultura.
“O Descentra Cultura é mais que uma política de fomento: é uma política integral, que vai da base, com o apoio técnico e os editais, até a promoção, comunicação e valorização da cultura nos palcos da capital e do interior. É uma engrenagem viva que movimenta todo o sistema de cultura e turismo de Minas Gerais, unindo planejamento, diversidade, protagonismo territorial e mineiridade”, afirma o secretário da Secult-MG, Leônidas de Oliveira.
Com a destinação inédita de 30% dos recursos públicos para a cultura popular e tradicional, Minas Gerais se afirma como referência nacional em políticas culturais democráticas, inclusivas e territorializadas.
Protagonismo do interior
É no interior que o Minas Junina revela seu poder de transformação social e cultural. Em Pavão, no Vale do Mucuri, o Forró do Regaço movimenta moradores e visitantes com shows, danças e comidas típicas.
Piranguinho, no Sul de Minas, orgulhosamente realiza a 18ª Festa do Maior Pé de Moleque do Mundo, celebração reconhecida como Patrimônio Imaterial de Minas Gerais.
O Festival Junino de Paraopeba, na Região Central, já se consolidou como evento de grande apelo regional, enquanto o 1º Juninão na Praça, em Rio Paranaíba, estreia com expectativa de se tornar referência no Alto Paranaíba.
Municípios como Itinga, Janaúba, Jequitinhonha, Lagoa da Prata, São João Nepomuceno, Pedra Azul, Monte Azul e tantos outros mostram a força das manifestações culturais locais, com festas que unem fé, música, dança e identidade.
Minas Gerais reduz em 25% o desmatamento na Mata Atlântica – Foto: reprodução
Em celebração ao Dia da Mata Atlântica, comemorado em 27/5, Minas Gerais apresenta uma notícia positiva: o desmatamento no bioma voltou a cair. De acordo com levantamento do Instituto Estadual de Florestas (IEF), entre 2023 e 2024, a área desmatada foi reduzida de 10.030 para 7.451 hectares — queda de 25%. Deste total, apenas 420 hectares tinham autorização para supressão.
Os dados foram obtidos por meio de imagens da constelação de satélites Planet, com resolução espacial de 3,7 metros, capazes de detectar alterações em áreas menores que um hectare. O monitoramento da cobertura vegetal em Minas é realizado desde 2009 pelo IEF e, em 2023, foi aprimorado com a integração da Plataforma Brasil MAIS — iniciativa do Ministério da Justiça e da Polícia Federal que utiliza imagens de alta resolução para gerar alertas de desmatamento. Com isso, o tempo médio de detecção de supressões caiu para apenas 30 dias.
A Fundação SOS Mata Atlântica, que faz monitoramento do bioma, também registrou redução no desmatamento em Minas. Segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD), a diminuição entre 2023 e 2024 foi de 24,2%, acima da média nacional, que foi de 14%.
O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), tem intensificado o enfrentamento ao desmatamento ilegal com o uso de tecnologias avançadas e ações integradas de fiscalização. O monitoramento contínuo permite identificar áreas sob maior pressão e orientar políticas públicas mais eficazes para a conservação ambiental.
A cooperação entre órgãos ambientais e de segurança pública tem sido essencial. Exemplo disso é a Operação Mata Atlântica em Pé – edição 2024, realizada em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ibama e a própria Semad.
Paralelamente à fiscalização, o Estado também investe em restauração ambiental. Um dos principais marcos é o Tratado da Mata Atlântica, assinado em outubro de 2023 no âmbito do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que prevê o plantio de sete milhões de árvores nativas em áreas degradadas até 2026.
Reconhecida como um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do mundo, a Mata Atlântica conta com aproximadamente 11,1 milhões de hectares remanescentes em Minas Gerais, estado que possui a legislação mais rigorosa do país para sua proteção.
A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, destaca a importância da atuação conjunta. “A expressiva redução do desmatamento na Mata Atlântica é resultado de um esforço coletivo entre o Estado, os municípios e instituições parceiras. Investimos na modernização do monitoramento, ampliamos a presença em campo com ações rigorosas de fiscalização e fomentamos iniciativas de restauração florestal e cooperação local, reforçando o envolvimento da sociedade nesse compromisso”.
A queda de 25% nos índices de desmatamento confirma os resultados positivos dessa união de esforços em prol da preservação de um dos mais importantes patrimônios naturais do país.
O setor hoteleiro brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, e Minas Gerais desponta como um dos protagonistas desse movimento. Segundo o Panorama da Hotelaria Brasileira 2025, elaborado pela Hotel Invest, o estado é o segundo do país com maior número de hotéis em desenvolvimento, somando 21 projetos, atrás apenas de São Paulo (37).
Minas Gerais supera destinos turísticos consolidados como Rio de Janeiro (8) e Bahia (7), afirmando-se como um dos principais polos de atração de investimentos hoteleiros do Brasil.
A tendência nacional aponta para uma concentração no Sudeste, que abriga 50% de todos os novos empreendimentos hoteleiros, com destaque para a interiorização das ofertas: 73% dos projetos estão fora das capitais.
Minas Gerais alinha-se a esse movimento, com investimentos em todas as regiões do estado, do Sul ao Norte, do Mar de Minas à Cordilheira do Espinhaço.
Entre os principais empreendimentos de alto padrão em território mineiro, destacam-se:
Vila Galé Collection Ouro Preto – Primeiro hotel da rede portuguesa em Minas Gerais, internacionalizando o turismo cultural da cidade histórica.
Eko Resort Canastra – Nova referência do turismo de natureza e de experiências no Brasil.
Minas Beach Resort, em Raul Soares – Expansão de um dos maiores complexos aquáticos da Zona da Mata.
Rede Fasano, na região de Tiradentes – Projeto ligado ao turismo de luxo e à valorização do patrimônio histórico.
Além dos empreendimentos, o Governo de Minas direcionou diversos investimentos para regiões do Mar de Minas, do Circuito Liberdade, Serra do Cipó, Brumadinho, Caxambu e Poços de Caldas, consolidando o turismo sustentável e regionalizado.
“Minas se preparou para crescer. Hoje, temos segurança jurídica, um ambiente favorável para o investimento e um planejamento estratégico que integra infraestrutura, cultura e turismo. A confiança dos investidores é o maior sinal de que estamos no caminho certo”, destaca o governador Romeu Zema.
Com empreendimentos que combinam sofisticação, hospitalidade e autenticidade, Minas Gerais vive um boom hoteleiro inédito, conectado ao avanço da infraestrutura, à valorização da cultura e à força da gastronomia mineira.
“Minas Gerais vive hoje o seu maior ciclo de prosperidade no turismo. A chegada de grandes redes, nacionais e internacionais, mostra que a economia da criatividade e da hospitalidade se tornou central na nova matriz de desenvolvimento do estado. Estamos transformando o turismo em política de Estado, com impacto direto em emprego, renda e imagem internacional”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.
Em 2025, o setor hoteleiro brasileiro deve investir R$ 10,6 bilhões em novos projetos, representando um crescimento de 7,8% em relação a 2024. O levantamento mostra ainda que apenas 24% dos projetos estão em capitais, e que o interior tornou-se o novo centro dinâmico da hotelaria brasileira.
Com essa nova fase, Minas Gerais consolida-se como destino estratégico da nova hotelaria brasileira, voltada para a experiência, a sustentabilidade e a valorização do território.
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