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Jornal Folha Regional

Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo

Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo - Foto: Marco Evangelista
Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo – Foto: Marco Evangelista

A cidade de Ipanema, no Vale do Rio Doce, registrou, neste sábado (1/6), o recorde de maior queijo padrão do mundo. A marca de 2.870 quilos foi alcançada durante a realização da 14ª Festa do Queijo, maior e mais importante evento do município.

Ainda durante o evento, os produtores locais também superaram os recordes de maior doce de leite, maior queimadinha e, pela primeira vez, do maior pão de queijo feito no planeta. As novas marcas registradas substituem os resultados obtidos no ano passado e que já pertenciam a cidade.

Todos os produtos foram pesados e auditados por representantes do livro dos recordes.

O vice-governador Professor Mateus esteve na cidade em uma série de compromissos e destacou a importância da Festa do Queijo de Ipanema no calendário de eventos de Minas Gerais. Para ele o evento une dois dos principais potenciais do estado, a agropecuária e a gastronomia.

“Para nós é uma alegria saber que Ipanema vem se destacando em tantos setores. Essa é uma festa muito bacana, que celebra, de uma só vez, duas das marcas mais relevantes de Minas Gerais. Por um lado, a sua produção da agropecuária, tanto o nosso doce de leito, quanto a queimadinha, quanto o pão de queijo, quanto o queijo em si, são fruto da nossa produção agrícola, que representa 25% de toda a riqueza produzida nesse estado. Por outro, temos a nossa cozinha, que é talvez a maior riqueza reconhecida de Minas Gerais”, celebra.

Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo - Foto: Marco Evangelista
Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo – Foto: Marco Evangelista

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, participou do momento de pesagem e partilha dos produtos para os turistas e moradores que lotaram a Praça da Paz, no centro de Ipanema. Ele destacou a importância da festa no calendário cultural de Minas.

“Ter a Festa do Queijo no nosso calendário é muito importante, pois ela sintetiza muito Minas Gerais, com o maior queijo, o maior doce, a maior queimadinha, e agora o maior pão de queijo. É a certeza de sucesso, porque mexe os nossos corações”, destaca.

Recordes

Em 2024, a empresa ‘Laticínio Dois Irmãos’ produziu o maior queijo do planeta, usando 28 mil litros de leite, a fim de quebrar o recorde do ano passado, com utilização de 26 mil litros. A expectativa era que o peso do queijo ultrapassasse os 2,7 mil quilos, atingidos em 2023. E a meta foi alcançada, a peça passou dos 2,8 mil quilos.

Para Matheus Nascimento, gerente do laticínio detentor do recorde, todo ano eles tentam se superar para não deixar que o título de maior queijo do mundo saia de Ipanema.

“É muita responsabilidade, e a gente fica muito apreensivo, porque é um recorde que é nosso, mas a gente sempre busca bater ele mesmo. Por mais que a gente planeje tudo, fica ainda naquela ansiedade, ‘será que vai bater, será que não vai, como que vai ser’. Mas, graças a Deus, até hoje a gente conseguiu obter e o sucesso nos recordes”, conta.

O doce de leite é outro produto que também ficou famoso na festa pelo seu tamanho e sabor. A fábrica de doces Nhá Nair é a responsável por confeccionar, desde 2013, o maior doce de leite do mundo. Neste ano, para superar a marca anterior, foi utilizado cerca de 2,5 mil litros de leite e 700 quilos de açúcar.

O responsável pela produção do doce, Marlúcio Venância, destaca que, além do tamanho do doce, eles prezam também pela qualidade. Mesmo sendo uma peça gigante, o sabor continua sendo irresistível.

“Ele não pode ser só o maior, tem que ser o melhor também. A intenção é manter a qualidade, a gente busca manter o sabor dos nossos produtos, mesmo sendo uma quantidade muito alta. É uma oportunidade de adoçar a boca de todo mundo”, explica.

Nesta edição, o maior doce de leite do mundo pesou 1.210 quilos, superando 1.070 quilos do ano passado. Por sua vez, o queimadinho produzido em Ipanema atingindo a marca de 1.550 litros.

Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo - Foto: Marco Evangelista
Cidade mineira bate recorde de maior queijo do mundo – Foto: Marco Evangelista

Novidade

Um outro produto tipicamente mineiro também entrará no livro dos recordes neste ano. O pão de queijo de 4,03 kg, feito pelo salgadeiro Heraldo Borelli e sua esposa, foi considerado o maior já produzido no planeta. Pela primeira vez, a iguaria do nosso estado tem destaque na festa em Ipanema.

“Esse experimento de fazer o pão de queijo gigante está sendo um desafio pra gente, tem dois meses que estamos testando. Está sendo muito grandioso, como experiência pra gente. Eu pedi a Deus que abençoe essa novidade da festa. Que está todo mundo esperando”, conta Borelli.

Festa do Queijo

A ideia inicial, na primeira edição, em 2010, era criar um evento de valorização e desenvolvimento agropecuário, uma vez que Ipanema está situada em uma bacia leiteira importante para o estado. 

A secretária de Comércio, Indústria e Turismo da Prefeitura de Ipanema, Ana Carolina Alencar Queiroz Rodrigues, contou que a Festa do Queijo, além de alcançar o que pretendia no início, “foi ganhando mais notoriedade, incentivou o aumento da produção e melhorou a qualidade do leite. A festa traz empreendedorismo, valoriza o artesanato local e o produtor rural”. 

O evento é gratuito, organizado pela Prefeitura Municipal de Ipanema, e conta com o apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Durante os dias de festa, teve shows e partilha dos produtos (queijo, doce de leite, queimadinha e pão de queijo) entre as atrações.

O IMA, autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), registra e inspeciona estabelecimentos que processam produtos de origem animal, e participou ativamente de toda etapa de produção – desta e das edições anteriores. 

39º Congresso Mineiro de Municípios: AMM movimenta cenário político de Minas Gerais nos dias 4 e 5 de junho

Encerramento de mandatos, eleições municipais e o futuro das cidades” é o tema principal do evento neste ano

39º Congresso Mineiro de Municípios: AMM movimenta cenário político de Minas Gerais nos dias 4 e 5 de junho - Foto: reprodução
39º Congresso Mineiro de Municípios: AMM movimenta cenário político de Minas Gerais nos dias 4 e 5 de junho – Foto: reprodução

Com a expectativa de reunir mais de dez mil participantes, o 39º Congresso Mineiro de Municípios acontece nos dias 4 e 5 de junho, no Expominas, em Belo Horizonte. Promovido anualmente pela Associação Mineira de Municípios (AMM), o evento movimenta o cenário político mineiro, com a presença de autoridades, agentes municipais e políticos renomados para discutir questões essenciais relacionadas ao futuro das cidades e às eleições municipais.

Os participantes do maior evento municipalista estadual do país terão acesso a mais de 300 temas de palestras com discussões relevantes ao dia a dia da administração pública, com foco no encerramento de mandato, nas eleições municipais e no futuro das cidades. Serão oferecidas orientações, debates e fóruns sobre temas pertinentes à gestão pública, proporcionando aos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, agentes da gestão pública municipal, formadores de opinião; imprensa e sociedade civil, acesso a informações privilegiadas e formas modernas de gestão de recursos e projetos.

“A expectativa é grande para esta edição, pois estamos diante de um momento crucial para as gestões municipais, em que a transição de mandatos e as eleições municipais são temas de extrema relevância. O futuro das nossas cidades está em jogo, e é essencial que estejamos preparados para enfrentar os desafios que se apresentam. É uma oportunidade única para discutirmos estratégias, compartilharmos experiências e nos capacitarmos para promover o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida em nossos municípios”, destaca o presidente da AMM e prefeito de Coronel Fabriciano, Dr. Marcos Vinicius.

Medalha e comenda

Um dos momentos esperados do Congresso é a entrega das principais homenagens concedidas pela AMM às autoridades que se destacaram na defesa dos municípios de Minas Gerais. A homenagem acontece durante abertura solene, que contará com a presença do governador Romeu Zema; do presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite, e das principais autoridades do estado.

A Medalha do Mérito Municipalista Celso Mello de Azevedo é reconhecida como a mais alta condecoração conferida pelos prefeitos mineiros às personalidades e entidades que contribuem com o seu trabalho em favor do municipalismo. E a Comenda Especial do Mérito Municipalista, que é concedida pela AMM a pessoas que tenham contribuído para o desenvolvimento dos municípios mineiros.

Feira para o Desenvolvimento dos Municípios

Juntamente com o Congresso Mineiro de Municípios, a AMM promove a Feira para o Desenvolvimento dos Municípios, que conta com a participação de expositores das mais diversas áreas. No local, estarão reunidas instituições, empresas e prestadores de serviços, que acreditam no potencial dos municípios mineiros e na capacidade de obter melhores resultados das administrações. Um momento oportuno para se difundir conhecimento, fazer intercâmbio de experiências e interagir com os participantes dos diferentes setores que integram a administração pública, além de fazer contatos com potenciais investidores.

Prêmio Mineiro de Boas Práticas na Gestão Municipal

Os participantes do 39º Congresso Mineiro de Municípios poderão conferir também a entrega do “12º Prêmio Mineiro de Boas Práticas na Gestão Municipal”, às 17h do segundo dia, quando serão informados os vencedores da edição. Em 2024, o Prêmio contemplará quatro eixos: Assistência Social, Esporte, Cultura e Saúde.

A premiação oferecida pela AMM visa mostrar que é possível empreender no âmbito público municipal, transformando os projetos bem-sucedidos de políticas públicas em mecanismos para uma gestão moderna, voltada para resultados efetivos, contribuindo no desenvolvimento municipal e na qualidade de vida dos cidadãos.

Eleições Municipais

No dia 5 de junho de 2024, o Palco Minas Gerais será o epicentro de discussões fundamentais para as eleições municipais deste ano com o encerramento do Projeto Antes do Voto, promovido pelo TRE-MG em parceria com a AMM. O evento, intitulado “Fórum Eleições Municipais 2024”, reunirá autoridades, especialistas e profissionais do direito eleitoral para uma série de palestras e debates que visam esclarecer aspectos cruciais do processo eleitoral.

O evento começa às 9h com a abertura conduzida por Dr. Marcos Vinicius, presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Coronel Fabriciano, acompanhado por Octavio Augusto de Nigris Boccalini, Desembargador e Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Minas Gerais (TRE-MG), e Joemilson Donizeti Lopes, Desembargador e Diretor Executivo da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-MG.

Comunicação nas eleições  

No dia 5 de junho, o Auditório AMM será palco de um evento essencial para a compreensão das estratégias de comunicação nas eleições municipais: o Fórum “Comunicação é o Foco nas Eleições Municipais”. A programação do evento é pensada para discutir as mais modernas e eficazes práticas de comunicação e marketing eleitoral.

O evento começa às 13h30 com a palestra “A eleição da polarização?”, conduzida por Felipe Nunes, Diretor da Quest e comentarista da Globo News.

Mulheres municipalistas

Sensibilizar as pessoas sobre a importância da participação feminina na política, especialmente em ano eleitoral. Este será o objetivo do “Encontro de Mulheres Municipalistas: liderando com inovação e inclusão”, no dia 4 de junho, às 15h30, no 39º Congresso Mineiro de Municípios.

“Convidamos mulheres de toda Minas Gerais, com trajetórias distintas, para que, por meio de perguntas norteadoras, possamos gerar um debate”, afirma a presidente do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), Tania Ziulkoski, que será uma das expositoras do Encontro em Belo Horizonte. Outra palestrante será a assessora especial de governo da prefeitura de Coronel Fabriciano, Flávia Freitas, ressalta a importância da atuação da mulher na política, da participação feminina nas eleições e, sobretudo, de participarem de ações e de eventos como a Marcha e o Congresso Mineiro de Municípios.

Serviços AMM

Além dos seminários e palestras técnicas, a AMM disponibilizará um espaço, dentro do Congresso, dedicado ao atendimento técnico especializado aos gestores e servidores municipais, dentro das diversas áreas da administração pública. No espaço, os participantes também poderão conhecer mais os serviços oferecidos pela entidade, com a apresentação dos produtos que otimizam a gestão pública, como o Observatório AMM, o Diário Online, o AMM Licita, o Portal das Transferências, entre outros.

Parceiros

O 39º Congresso Mineiro de Municípios tem o patrocínio Caixa Econômica Federal, Governo Federal, Governo Federal, Confederação Nacional de Municípios (CNM), Cesar, Crea-MG, Sebrae Minas, Cemig, Copasa e Governo de Minas Gerais

E também o apoio institucional da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), Empresa Mineira de Comunicação, CDL- Belo Horizonte, CAU/MG, CRT-MG, consórcios e associações microrregionais de todo o estado. 

39º Congresso Mineiro de Municípios

  • Data: 4 e 5 de junho de 2024
  • Local: Expominas – Belo Horizonte

Programação e inscrições: hotsite do evento. Clique aqui.

Um terço de Minas está sob a ameaça de desastres

Informações do governo federal segmentadas pelo Núcleo de Dados do jornal Estado de Minas mostram que 283 cidades mineiras correm risco de enxurrada, inundação e/ou deslizamento

Efeitos da chuva em Raposos, município da Grande BH: Quando o Rio das Velhas transborda, o rastro de prejuízo é enorme - Foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Efeitos da chuva em Raposos, município da Grande BH: Quando o Rio das Velhas transborda, o rastro de prejuízo é enorme – Foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

Uma em cada três cidades de Minas Gerais corre risco crítico para ocorrência de desastres naturais, conforme números da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, segmentados pelo Núcleo de Dados do jornal Estado de Minas (EM). No total, são 283 municípios mineiros nessa situação, um total que subiu 185% desde o levantamento anterior, feito em 2012 pelo mesmo órgão. Na época, o estado tinha 99 prefeituras nesse quadro, mas uma mudança de metodologia do órgão, justamente para melhorar a resposta a catástrofes do tipo, fez o número de prefeituras disparar.

A lista tem o objetivo de facilitar o direcionamento de políticas públicas por parte do governo federal, sobretudo no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – a União pretende investir R$ 1,7 trilhão em diversas obras pelo país até 2026 a partir do Novo PAC, lançado em agosto do ano passado (leia mais na página ao lado). São 184 cidades mineiras em risco crítico de desastre natural incluídas no levantamento mais recente, que se somam às 99 que já o integravam. A Casa Civil considera três tipos de tragédias: deslizamentos, enxurradas e inundações.

Considerando os três recortes, há casos de prefeituras mineiras que registram todos os parâmetros em situação crítica, como os casos de Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora, Montes Claros, Betim e Ribeirão das Neves, só para citar municípios com mais de 300 mil habitantes. Na realidade, a União enquadra a maior parte das cidades mineiras incluídas no levantamento nessa dura realidade: 159 das 283, ou 56% daquelas listadas, convivem com esse cenário de insegurança em diferentes frentes a cada período chuvoso.

Na última temporada de cheias, iniciada em outubro do ano passado e finalizada em março, o Gabinete Militar do Governador, onde está lotada a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, emitiu 96 decretos de situação de anormalidade por desastres relacionados às chuvas em Minas. Outros nove reconhecimentos do tipo aconteceram na primeira quinzena de abril, após o período de pluviosidade oficial, mas ainda provocados pela combinação entre as precipitações de alta intensidade e a falta de infraestrutura das cidades.

No total, o estado teve 105 cidades com decreto de situação de anormalidade por conta das chuvas. Dessas, 56 (53%) também integram o mapeamento feito pelo governo federal acerca dos municípios em estado crítico para ocorrência de desastres.

São 1.942 cidades em risco crítico no Brasil, de acordo com a nota técnica da Casa Civil do governo Lula (PT). Portanto, 34,8% das 5.570 prefeituras brasileiras vivem sob ameaça de inundações, enxurradas e/ou deslizamentos. Até por ter mais municípios, Minas é o estado com mais prefeituras listadas (283), à frente de Santa Catarina (207), São Paulo (172), Rio Grande do Sul (142) e Bahia (137).

O governo federal também compila o número de habitantes em risco. Nesse recorte, Minas está em terceiro lugar com 1,4 milhão de pessoas, sendo superada por Bahia (1,46 milhão) e São Paulo (1,55 milhão). No entanto, esse número precisa ser visto com cautela, já que a base de dados da União apresenta várias prefeituras sem registro exato de cidadãos vulneráveis.

Em Minas, 120 cidades registradas não apresentam a informação da população em risco, o que totaliza 42% do levantamento total de prefeituras. Por outro lado, entre aquelas que a Casa Civil tem o detalhamento, a maior concentração de pessoas ameaçadas está em Belo Horizonte, onde 389 mil correm os riscos de deslizamento, enxurrada e inundação. Depois, aparecem Ribeirão das Neves (cerca de 180 mil), Juiz de Fora (aproximadamente 130 mil) e Ibirité (quase 50 mil).

Especialista analisa os dados

Quando fez o primeiro levantamento para mapear as cidades em risco de desastre ambiental, há mais de 10 anos, a Casa Civil considerou dados históricos desse tipo de evento, como o dado de pessoas desalojadas/desabrigadas, a recorrência de catástrofes, as mortes e o total de domicílios atingidos. A alta no número de municípios na pesquisa deste ano não é por acaso. O governo ampliou o seu leque e integrou novas bases de informações de diferentes órgãos, ligados aos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional; das Cidades; da Ciência, Tecnologia e Inovação; de Minas e Energia; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Para o geógrafo Alecir Moreira, doutor e professor da PUC Minas, o aumento no número de cidades não tem relação direta com as mudanças climáticas. Mas, para ele, a ampliação da base de dados por parte do governo é um passo importante para o monitoramento desses desastres, que é motivado pela intensificação das discussões acerca dos impactos do aquecimento global. “O mundo inteiro quer compreender como surgem esses desastres, porque isso impacta diretamente na economia, nas pessoas e no patrimônio. A ciência tem se debruçado para entender essas catástrofes. Isso faz com que a gente procure aperfeiçoar os métodos para traduzir melhor a realidade”, diz.

O fato de o documento servir como balizador das políticas públicas do Novo PAC é um indício do que explica o professor. “Isso dá um pouco a tônica do que estou dizendo. O objetivo com essa mudança dos critérios é proteger o investimento público. Correr menos riscos com esse capital. Um dos grandes problemas que temos no país é a habitação. Os desastres acontecem em locais onde vive a população mais vulnerável. Então, os governos que têm uma preocupação social maior são exigidos a dar uma resposta para isso”, afirma o especialista da PUC Minas.

“Passou levando tudo”

Uma das cidades listadas no levantamento deste ano, portanto que não estava no anterior, é Raposos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A dona de casa Márcia Lages Soares de Barros, de 57 anos, perdeu todos os móveis e eletrodomésticos na enchente ocorrida em 2022 no município. Foi a segunda vez que a família – formada por ela, pela filha, pelo genro e por dois netos ainda crianças – perdeu tudo.

“Quando eu assustei, a água já estava pegando na minha perna. Eu falei ‘não vou sair’, mas meu filho me carregou para fora. A água passou levando tudo. Eu sentei na rua e comecei a chorar”, afirma a mulher. Ela cobra maiores investimentos do poder público no Rio das Velhas, que passa próximo à moradia da família.

Moradora de Raposos, Márcia Lages Soares de Barros, de 57 anos, já foi vítima de desastres duas vezes na vida. Ela cobra medidas do poder público - Foto: Leandro Couri/EM/DA Press
Moradora de Raposos, Márcia Lages Soares de Barros, de 57 anos, já foi vítima de desastres duas vezes na vida. Ela cobra medidas do poder público – Foto: Leandro Couri/EM/DA Press

Sem condições financeiras para se mudar, Márcia continua convivendo com o medo a cada nuvem carregada que surge no céu. Em situação melhor, o vizinho da família se mudou e largou o imóvel ameaçado para trás. “Fico morrendo de medo. A gente tem que agradecer a Deus, porque quando o rio enche ainda dá tempo de chegar na rua, de sair de casa. Saímos só com a roupa do corpo, mas saímos vivos”, diz.

A dona de casa reclama da falta de investimentos do poder público para prevenir enchentes. “Acho que deveriam ter dado uma limpeza no rio depois de 2020. Foram muitos móveis, muita coisa jogada no rio, que desceu da casa da gente. Aqui ninguém fez nada. Quando o rio enche, daqui de casa a gente vê os pedaços de entulho nele”, relata. “Graças a Deus a chuva veio controlada esse ano. Daqui, a gente vê o rio enchendo e já fica apreensiva. Vivemos na incerteza. Se ela (a enchente) vem do mesmo jeito que veio no Rio Grande do Sul já era”.

Novo PAC em Minas

Dos R$ 1,7 trilhão que o governo federal vai destinar no âmbito do Novo PAC, R$ 601,1 bilhões vão ser aplicados no eixo “Cidades Sustentáveis e Resilientes”, o que interfere diretamente no combate a desastres naturais, a partir da urbanização de vilas e favelas, esgotamento sanitário, contenção de encostas e drenagem e gestão de resíduos sólidos.

No sub-eixo de contenção de encostas, que trata diretamente do problema, serão R$ 15,3 bilhões para conclusão e retomada de 86 obras. Dessas, 28 estão em Minas Gerais. Uma, inclusive, está concluída: a implantação de obras de macrodrenagem na Bacia do Córrego Santa Vitória, na cidade de mesmo nome, no Triângulo Mineiro.

Outras sete intervenções estão em execução. Quatro delas em BH. A primeira é mais generalizada e trata de contenções de encostas em áreas de risco espalhadas pela cidade. A segunda é a ampliação da seção e adequação das declividades do Parque Linear, que passa nas bacias dos córregos Pampulha, Onça e Cachoeirinha. A terceira se volta ao Barreiro: drenagem urbana sustentável do Córrego Túnel Camarões. Já a quarta acontece na mesma região e com o mesmo objetivo, porém nos córregos Jatobá e Olaria.

As outras três obras em andamento no âmbito do Novo Pac – Cidades Sustentáveis e Resilientes estão em Contagem (macrodrenagem do Complexo Maracanã); Governador Valadares (contenções de encostas generalizadas); e Ouro Preto (o mesmo objetivo de Valadares).

As outras 19 obras estão em fase de “ação preparatória”, segundo o governo federal. Dessas, três estão em BH: a retomada e conclusão de contenções de encostas em áreas de risco em diferentes áreas da cidade; a implantação de macrodrenagem no Córrego Cachoeirinha; e a macrodrenagem no Bairro das Indústrias, no Barreiro.

As outras intervenções se voltam às cidades de Além Paraíba (Mata), Betim (Grande BH), Cataguases (Mata), Contagem (Grande BH), Ibirité (Grande BH), João Monlevade (Central), Juiz de Fora (Mata), Muriaé (Vale do Rio Doce), Nova Lima (Grande BH), Pouso Alegre (Sul), Sabará (Grande BH), Santa Luzia (Grande BH) e Timóteo (Vale do Rio Doce).

O Novo PAC também vai realizar duas obras que passam por diferentes prefeituras da Zona da Mata mineira. Uma primeira em Matias Barbosa, Ewbank da Câmara e Visconde do Rio Branco; e outra em Ervália, Diogo de Vasconcelos, Sabinópolis, Manhumirim e Lajinha.

“Um dos grandes problemas que temos no país é a habitação. Os desastres acontecem em locais onde vive a população mais vulnerável. Então, os governos que têm uma preocupação social maior são exigidos a dar uma resposta para isso”, citou Alecir Moreira – Geógrafo, doutor e professor da PUC Minas.

Fonte: EM

Conta de luz fica mais cara a partir desta terça-feira em Minas Gerais

Conta de luz fica mais cara a partir desta terça-feira em Minas Gerais - Foto: reprodução
Conta de luz fica mais cara a partir desta terça-feira em Minas Gerais – Foto: reprodução

A conta de luz fica mais cara em Minas Gerais a partir desta terça-feira (28). O reajuste aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de 6,70% nas tarifas residenciais da Cemig Distribuição. Para consumidores atendidos em alta tensão, como as indústrias, o impacto médio será de 8,63%. A alta vai atingir aproximadamente 7,8 milhões clientes residenciais.

Segundo a Cemig, do valor cobrado na tarifa, apenas 25,8% ficam na Companhia e se destinam a remunerar o investimento, cobrir a depreciação dos ativos e outros custos. Os demais 74,2% são utilizados para cobrir encargos setoriais (16,7%), tributos pagos aos Governos Federal e Estadual (20,9%), energia comprada (26,7%), encargos de transmissão (9,4%) e receitas irrecuperáveis (0,5%).

Os impostos arrecadados na tarifa de energia, como taxa de iluminação pública, ICMS, PIS e Cofins são repassados integralmente para as prefeituras, além dos governos Estadual e Federal, ressaltou a Companhia.

Os consumidores irão perceber o reajuste na tarifa na fatura de junho, com vencimento em julho. Em junho, os consumidores pagarão uma parte do consumo ocorrido antes de 28 de maio, ainda conforme a tarifa antiga, e a outra parcela do consumo já com o novo valor.

Acidentes com vítimas têm queda de 8,5% nas rodovias de Minas Gerais

Acidentes com vítimas têm queda de 8,5% nas rodovias de Minas Gerais – Foto: reprodução/Bernadete Amado

O número de acidentes com vítimas teve uma queda de 8,5% nas rodovias de Minas Gerais. É o que revela o balanço divulgado pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais (PMRv), Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Defesa Civil.

Os dados são do período de 29 de novembro de 2023 a 30 de abril deste ano e fazem comparação com os números de novembro de 2022 a abril de 2023. O levantamento tem relação com a campanha “Ir e Vir Seguro”, que realiza blitzes educativas e oferece aos motoristas mapa e aplicativo interativo (iOS e Android) que indicam interdições em estradas, rotas alternativas e condições de tráfego em Minas. 

Segundo o coronel Fábio Almeida da PMRv-MG, a campanha tem apresentado “resultados impressionantes”, que levaram à queda do número de acidentes de trânsito com vítimas para 3.467. O número de mortos nas rodovias caiu 3%, totalizando 374 no período analisado.

Ajuda na diminuição da criminalidade

O “Ir e Vir Seguro” também tem contribuído para coibir a criminalidade. De acordo com o coronel Fábio, a campanha ajudou na apreensão de 330 armas irregulares. Foram feitas 371 prisões por tráfico de drogas e aplicadas infrações a 13.646 motoristas em situação de embriaguez, alta de 55%. Já as prisões por crime de trânsito somaram 2.506 no período do levantamento.

O número de veículos roubados recuperados alcançou 876 (+5%) e o de veículos removidos, 27.150. Também foram realizadas 1.438 (+2%) operações de Lei Seca.

Motociclista morre após ser atingido por linha chilena em MG

Motociclista morre após ser atingido por linha chilena em MG - Foto: reprodução
Motociclista morre após ser atingido por linha chilena em MG – Foto: reprodução

Um homem de 23 anos morreu após ser atingido por linha chilena enquanto trafegava pela MG-010, em Vespasiano (MG), na última quarta-feira (23). Comercialização e uso de cerol e linha chilena são proibidos em Minas Gerais.

Segundo a Polícia Militar (PMMG), a vítima seguia pela rodovia quando foi atingida pela linha. O motociclista, teve um corte profundo no pescoço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da vítima. 

A perícia da Polícia Civil (PCMG) esteve no local e o corpo foi removido para o IML. A moto da vítima foi apreendida pelos militares por estar com documentação vencida. O caso será investigado. 

Punição 

Desde dezembro de 2019, está em vigor em Minas Gerais uma lei que proíbe a comercialização e uso de cerol e linha chilena –  feita com linha de algodão e mistura de óxido de alumínio e pó de quartzo, que são substâncias mais cortantes. Quem for flagrado comercializando cerol ou linha chilena pode ser multado em até R$ 179 mil, em casos de reincidência. Se os itens apreendidos estiverem em posse de crianças ou adolescentes, os responsáveis legais são notificados e o Conselho Tutelar acionado. 

Minas Gerais volta a bater recorde com 300 empresas abertas por dia em abril

Minas Gerais volta a bater recorde com 300 empresas abertas por dia em abril - Foto: Jucemg
Minas Gerais volta a bater recorde com 300 empresas abertas por dia em abril – Foto: Jucemg

A abertura de empresas em Minas Gerais alcançou o melhor desempenho dos últimos seis anos no mês de abril, com a marca de 9.021 novos empreendimentos registrados no período. O número equivale a 300 empresas abertas por dia, superando em 27,6% a média de 2023, que foi de 235 constituições empresariais diárias. 

Os dados compõem o último relatório mensal da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg), entidade vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), responsável por movimentações como abertura, alterações e encerramentos empresariais. 

“Os números refletem o trabalho do Governo de Minas, que facilita, desburocratiza e faz com que o ambiente de negócios seja o mais livre possível. Minas Gerais é hoje um grande atrativo não só no Brasil, mas internacionalmente, para qualquer empresa que busca um lugar para produzir, gerar empregos e fomentar a economia”, afirma o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio.

Desburocratização 

Segundo a Jucemg, os números de abril ultrapassam em mais de 44% o volume verificado no mesmo período de 2023, que teve 6.261 registros. Representam ainda o melhor desempenho para o mês de abril desde 2019, quando a entidade passou a disponibilizar a ferramenta de totalização em tempo real dos registros mercantis. 

A presidente da entidade, Patricia Vinte Di Iório, reforça a importância das ações do Estado no sentido de melhorar o ambiente de negócios.

“Em sintonia com os esforços do Governo de Minas, a Jucemg tem buscado, com muita energia, implementar ações concretas para facilitar a vida de quem quer empreender em Minas. É o caso, por exemplo, da ampliação do número de atividades classificadas como de baixo risco”, comenta Patrícia. 

A presidente se refere à publicação, em 6/4, da resolução 03/2024 do Comitê Gestor Estadual da Redesim-MG, coordenado pela Jucemg, que ampliou de 701 para 730 o número de atividades que não dependem mais do ato público de dispensa de alvará para começar a funcionar. 

Em 2024, já são 32.465 novos empreendimentos abertos em todas as regiões de Minas, o que representa aumento de 14,35% no comparativo aos quatro primeiros meses de 2023, quando foram abertos 28.391 novos negócios. 

Desempenho por atividade econômica  

Por segmento, todos os setores – indústria, comércio e serviços – registraram alta, entre janeiro e abril deste ano, em relação ao mesmo período no ano passado. O setor de serviços foi o que obteve maior crescimento, com 15,78% no período comparado. Foram 23.507 constituições nos quatro primeiros meses deste ano, 3.203 a mais em relação a 2023.  

Já o setor industrial avançou 13,97% no comparativo entre os períodos. No acumulado do ano, foram abertos 1.615 empreendimentos industriais, enquanto, em 2023, foram 1.417 indústrias. O comércio registrou alta de 10,07% nas formalizações. Foram 7.343 empreendimentos formalizados no primeiro quadrimestre de 2024, contra 6.671 do mesmo período do ano passado. 

Ranking regional

No acumulado do ano, as regiões que mais abriram novos negócios em proporção foram: Noroeste (25,05%), Sul de Minas (21,05%), Triângulo (18,91%), Alto Paranaíba (16,63%), Rio Doce (16,01%) e Centro-Oeste (13,94%).

Em sequência, aparecem: Zona da Mata (13,34%), Central (13,23%) e Jequitinhonha/Mucuri (10,48%), O Norte de Minas foi a única região que abriu menos empresas no comparativo do ano, com queda de 3%. 

Ranking municipal 

Belo Horizonte, capital do Estado, segue com o maior número de formalizações de empresas entre janeiro e abril deste ano. Foram 8.685 novas empresas no período, sendo 2.399 em abril. 

Na sequência, no acumulado do ano, estão Uberlândia (1.955 no ano e 516 em abril), Contagem (1.079 e 313); Juiz de Fora (866 e 258); Uberaba (673 e 186); Montes Claros (658 e 174); Betim (488 e 115); Divinópolis (469 e 137); Ipatinga (436 e 114) e, para completar, Governador Valadares (417 e 127). 

Encerramentos

Em relação aos encerramentos, 20.943 empresas fecharam as portas nos primeiros quatro meses de 2024, uma variação de 22,98% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram computadas 17.029 baixas. Em abril, as extinções ficaram em 5.409. 

As extinções não superaram, em nenhum dos períodos analisados, o número de constituições.

O balanço da Jucemg considera empresas de qualquer porte, com exceção dos MEIs (microempreendedores individuais), cujas inscrições são realizadas diretamente no Portal do Empreendedor do Governo Federal, sem passar pelas juntas comerciais estaduais.

Prefeito de Passos é convidado especial para o 52º Congresso Nacional de Saneamento da ASSEMAE

Prefeito de Passos é convidado especial para o 52º Congresso Nacional de Saneamento da ASSEMAE - Foto: reprodução
Prefeito de Passos é convidado especial para o 52º Congresso Nacional de Saneamento da ASSEMAE – Foto: reprodução

O prefeito de Passos (MG), Diego Rodrigo de Oliveira, é um dos convidados especiais do 52º Congresso Nacional de Saneamento da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE), que teve início no dia 20 e segue até o 24 de maio, no Taiwan Centro de Eventos – Ribeirão Preto (SP). A participação de Diego Oliveira será nesta terça-feira (21), das 8h30 às 12h, no Painel – Oportunidades e desafios da prestação direta dos serviços de saneamento básico na visão dos Prefeitos.

O painel será coordenado pelo Presidente da Assemae, Rodopiano Marques Evangelista e participam os prefeitos de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, o anfitrião; de São José do Rio Preto (SP), Edinho Araújo; de Itu (SP), Guilherme Gazzola e o prefeito de Poços de Caldas (MG), Sérgio Azevedo.

O SAAE de Passos vem se destacando na gestão do saneamento. São mais de 47 mil residências que recebem diariamente água tratada e de altíssima qualidade.

Atualmente são coletados cerca de 16 milhões de litros/dia de esgoto e tratado em média 11 milhões de litros/dia, representando 97% de esgoto coletado e cerca de 68% tratado. Com a elevatória do São Domingos, para os próximos meses, o município vai passar para 88% de tratamento, faltando pouco para a universalização do saneamento, preconizado pelo governo municipal para o ano de 2033.

A Estação de Tratamento de Água (ETA) Antonio Porto, coleta água do Ribeirão Bocaina, sendo responsável pelo abastecimento de 62% da população passense, tratando cerca de 23 milhões de litros de água por dia com uma média de 220 l/s, chegando à máxima de 360 litros por segundo.

A Estação de Tratamento de Água (ETA) Complexo Otaliro Silveira (Rio Grande) coleta água do Rio Grande e faz o tratamento de água de cerca de 13,5 milhões por dia, com média de 150 litros por segundo chegando à máxima de 200 litros segundo, abastecendo cerca de 37% da população. Atualmente Passos tem quase 100% de água tratada.

Força-tarefa cumpre mais de 100 mandados de prisão contra facções que agem em MG e Rio

Força-tarefa cumpre mais de 100 mandados de prisão contra facções que agem em MG e Rio - Foto: FICCO-MG/Divulgação
Força-tarefa cumpre mais de 100 mandados de prisão contra facções que agem em MG e Rio – Foto: FICCO-MG/Divulgação

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), as operações Peloponeso I e II. As ações contam com a participação de cerca de 450 policiais, integrantes das polícias Civil, Federal, Militar e Penal. 

São cumpridos 105 mandados de prisão preventiva e 96 mandados de busca e apreensão nas cidades mineiras de Além Paraíba, Contagem, Juiz de Fora e Volta Grande, além de três cidades do Rio de Janeiro: Carmo, Itaperuna e Sapucaia. Os alvos são integrantes de facções criminosas. 

Parte dos mandados de prisão é cumprida em penitenciárias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Além disso, houve o sequestro judicial de dois imóveis localizados no Rio de Janeiro, avaliados em R$ 1,5 milhão, e de um veículo blindado. Foi ainda determinado o bloqueio judicial de valores de 23 investigados. Dentre estes, há membros de facções criminosas com atuação no estado do Rio de Janeiro.

Entre os alvos dos mandados de prisão estão lideranças regionais das facções criminosas investigadas com diversas condenações judiciais pela prática dos crimes de tráfico de drogas e integração em organização criminosa, além de um foragido das justiças do Mato Grosso e do Tocantins. Outro investigado é o líder, em Minas Gerais, de uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

Dia dos Queijos Artesanais de Minas será comemorado nesta quinta-feira (16)

Sebrae Minas desenvolve ações e projetos voltados para o reposicionamento de mercado das regiões e a valorização da identidade da origem e do trabalho dos produtores no estado

Dia dos Queijos Artesanais de Minas será comemorado nesta quinta-feira (16) - Foto: reprodução
Dia dos Queijos Artesanais de Minas será comemorado nesta quinta-feira (16) – Foto: reprodução

Nesta quinta-feira (16) é comemorado o Dia dos Queijos Artesanais de Minas, data oficializada, há sete anos, pela Lei Estadual 22.506. A produção da iguaria envolve mais de 30 mil famílias no estado, de acordo com o último levantamento da Emater. Para valorizar cada vez mais os Queijos Artesanais de Minas, o Sebrae Minas tem desenvolvido e apoiado projetos e ações para fortalecer as regiões produtoras e melhorar a gestão dos pequenos negócios rurais para que se tornem mais competitivos no mercado.

Atualmente, 15 regiões no estado produzem queijos artesanais a partir do leite de vaca cru (in natura) e sem nenhum processo mecânico/industrial. Entre a variedade de produtos estão: o Queijo Minas Artesanal, o Requeijão Moreno, Vale do Suaçuí, queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha, Alagoa e Mantiqueira de Minas.

O Queijo Minas Artesanal (QMA), é o tipo de queijo artesanal mais produzido no estado, também feito a partir de leite cru, em pequenas propriedades rurais, utilizando receitas tradicionais e familiares, que preservam a identidade cultural do povo mineiro. Hoje, 10 regiões produzem o QMA: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.

Ao longo dos anos, o Sebrae Minas tem trabalhado para garantir a qualidade, identidade e origem dos queijos mineiros. Uma das principais ações é a criação da marca território que identifica a origem dos queijos locais. O objetivo é agregar valor e impedir que outros queijos de características semelhantes se apropriem indevidamente da origem do produto.

“O reconhecimento de regiões produtoras delimita as áreas de produção e permite que os produtores se organizem e direcionem ações para a conquista de novos mercados. Ao mesmo tempo, viabiliza o apoio de instituições e entidades de fomento e extensão rural. Além disso, a notoriedade do queijo e as características de cada região permite que consumidor passe a valorizar não só o produto em si, mas as histórias e tradições de onde ele é originado”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva.

Os produtores também recebem orientações sobre a importância do trabalho em grupo e do associativismo. Além disso, têm reformulando suas práticas de produção, com os devidos cuidados sociais e sanitários, aprimorando a gestão de seus negócios. “O Sebrae Minas tem sido importante na organização da base produtiva, fortalecendo as associações regionais de produtores, no apoio à melhoria da qualidade dos produtos e na gestão das propriedades, na maioria pequenos negócios familiares. O resultado se reflete no aumento do faturamento médio dos produtores, na inserção de novos mercados e no desenvolvimento econômico das regiões”, explica Marcelo Silva.

Reconhecimento

O processo de preparo do Queijo Minas Artesanal (QMA) permanece praticamente o mesmo desde o século XVIII, graças ao conhecimento familiar transmitido entre gerações. Para preservar essa tradição e garantir a qualidade do produto, o saber fazer da produção do QMA tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2008. No final deste ano, o ‘modo de fazer’ do Queijo Minas Artesanal poderá ser reconhecido internacionalmente com o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A candidatura é apoiada pelo Sebrae Minas.

“A conquista do título dará mais visibilidade aos saberes e técnicas que envolvem a produção dos queijos artesanais mineiros, assim como às regiões produtoras, valorizando a gastronomia, a cultura e o agronegócio mineiro, potencializando, ainda, os empreendimentos associados ao turismo e o desenvolvimento econômico dos territórios”, justifica o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas.

Três regiões produtoras de queijo no estado, já conquistaram o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), conferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). São elas: Serro (2011), Canastra (2012) e Cerrado (2023). A chancela reconhece a autenticidade dos queijos produzidos em determinada região, valorizando a cultura e a tradição local, impulsionando o desenvolvimento econômico do território, fortalecendo a reputação regional e criando mais um diferencial competitivo para o mercado.

Nos últimos dois anos, as regiões do Serro e da Canastra receberam apoio do ALI Indicação Geográfica (IG), iniciativa do Sebrae que auxilia as governanças locais a encontrarem soluções inovadoras para questões práticas da gestão do território. O objetivo é inovar e melhorar os processos de gestão das Indicações Geográficas, considerando sua regulamentação, controle, proteção e promoção. O programa é iniciado com um diagnóstico que identifica os principais desafios e gargalos da IG.

Além do queijo, o ALI Indicação Geográfica já atendeu gratuitamente mais de 400 produtores mineiros nos segmentos de apicultura, café, fruticultura e olericultura.

Festival

O Sebrae Minas e o Sistema Faemg Senar promovem, entre os dias 13 a 15 de junho, a sexta edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM). O evento é realizado no Expominas, em Belo Horizonte. A programação do festival é voltada tanto para produtores de queijo quanto para apreciadores da iguaria. Entre as atividades, palestras e seminários técnicos, oficinas de harmonização, Agenda de Relacionamento, concurso do melhor queijo, venda de produtos da agroindústria mineira, além da degustação de pratos preparados por chefs renomados, que utilizarão os queijos produzidos no estado como ingredientes principais.

Jornal Folha Regional
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