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Jornal Folha Regional

Veterinária mineira que sofre com ‘pior dor do mundo’ é autorizada pela justiça a plantar maconha

Veterinária mineira que sofre com ‘pior dor do mundo’ é autorizada pela justiça a plantar maconha – Foto: reprodução/redes sociais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou a veterinária mineira Carolina Arruda, de Bambuí, no Centro-Oeste de Minas, a plantar maconha em casa para fins medicinais. Carolina, de 28 anos, foi diagnosticada com neuralgia do trigêmeo, uma doença neurológica rara, conhecida por causar dores faciais extremamente intensas, muitas vezes descritas como “a pior dor do mundo”. Ela convive com dores e internações periódicas há mais de 10 anos.

A decisão do TJMG, que é uma liminar, permite o cultivo de Cannabis na residência de Carolina para a produção do seu próprio medicamento. O despacho judicial destacou que, com o uso medicinal da Cannabis, Carolina apresentou melhora na tolerabilidade da dor, no padrão de sono, na ansiedade e obteve um ganho significativo em sua qualidade de vida.

Devido à baixa mobilidade de Carolina, a liminar autoriza seu marido, Pedro Augusto Arruda Leite, a realizar o plantio. A autorização impõe condições, como a fiscalização por autoridades policiais e sanitárias, e a proibição de comercializar, doar ou transferir a matéria-prima ou compostos derivados da maconha. O excesso na quantidade cultivada pode levar à interrupção e destruição do plantio.

A história de Carolina Arruda ganhou destaque nacional após ela divulgar nas redes sociais sua busca por tratamentos alternativos para a dor crônica e, em momentos de extremo sofrimento, até mesmo cogitar a eutanásia na Suíça. Por se tratar de uma liminar, a decisão ainda pode ser alvo de recurso.

Mineira com a ‘pior dor do mundo’ será colocada em coma induzido: ‘Tentar religar meu cérebro’

A mineira Carolina Arruda, de 27 anos, que convive há 11 anos com neuralgia do trigêmeo, um distúrbio que provoca uma dor considerada “a pior do mundo”, será colocada em coma induzido para tentar aliviar o sofrimento contínuo causado pela doença. O tratamento está marcado para o dia 13 de agosto, na Santa Casa de Alfenas, no Sul de Minas Gerais. A informação foi divulgada pela própria jovem em suas redes sociais.

Em seu perfil no Instagram, Carolina explicou que será entubada, sedada e mantida por aparelhos por até cinco dias. A proposta do tratamento é tentar “desligar” e “reiniciar” o cérebro, na esperança de reduzir as crises provocadas pela neuralgia.

“Vou ficar sem tomar nenhum remédio durante o coma. A esperança é que, quando eu acordar, meu cérebro volte a aceitar os medicamentos. Mas nem os médicos sabem se isso vai acontecer, ou se vou melhorar ao menos um pouquinho”, relatou.

Carolina afirma que a medida é extrema, mas a única alternativa diante da dor que chama de “tortura invisível”. “Essa vai ser uma medida paliativa tentada pelos médicos porque não há mais o que fazer. É um jeito desesperado de tentar desligar e religar meu cérebro. Já fiz seis cirurgias no nervo do osso e nenhuma funcionou. A dor continua implacável todos os dias, o dia inteiro, sem parar por um segundo”, desabafou.

Apesar da falta de garantias quanto aos resultados, ela diz que qualquer chance de alívio é válida. “É cruel demais ter que aceitar ser colocada em coma só pra tentar escapar desse sofrimento por alguns dias, mas, quando se vive com uma dor que nunca desliga, qualquer chance de paz já parece um alívio. Mesmo que seja assim: apagando tudo por um tempo”, concluiu.

Entenda: neuralgia do trigêmeo

De acordo com informações do Hospital Albert Einstein, a neuralgia do trigêmeo provoca uma dor intensa na região do rosto, por onde passa o nervo trigêmeo, responsável pelas sensações tátil, térmica e dolorosa da face. A dor pode ocorrer diversas vezes ao dia, com intervalos irregulares.

A condição é considerada uma das mais raras e cruéis do mundo. A literatura médica aponta que menos de 0,3% da população sofre com a enfermidade. No caso de Carolina, a dor atinge os dois lados do rosto, em forma de pontadas ou choques, quadro ainda mais raro. Ao longo dos anos, a estudante já passou por seis cirurgias, consultou-se com 70 médicos e testou mais de 50 medicamentos.

Mineira com a ‘pior dor do mundo’ será colocada em coma induzido: ‘Tentar religar meu cérebro’ – Foto: redes sociais

NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira

NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira - Foto: redes sociais
NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira – Foto: redes sociais

A mineira Laysa Peixoto, 22 anos, de Contagem, virou notícia em todo o país na última semana ao afirmar nas redes sociais que seria a primeira mulher astronauta brasileira a visitar o espaço. Entretanto, a NASA, agência espacial norte-americana, nega ter vínculo com a jovem.

Na declaração feita no Instagram, Laysa afirma ter sido selecionada como “astronauta de carreira” para participar do voo inaugural da empresa Titans Space em 2029. A declaração foi feita na última semana de junho e gerou repercussão nacional.

A NASA, agência espacial norte-americana negou a informação dada pela  brasileira. A agência esclareceu que Laysa não recebeu treinamento para ser astronauta e não integra o grupo de candidatos em formação. Além disso, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) confirmou que a “Titans Space não possui licença da FAA para operações comerciais de voos espaciais tripulados”.

Veja nota na íntegra

“Embora geralmente não façamos comentários sobre funcionários, este indivíduo não é funcionário da NASA, pesquisador principal ou candidato a astronauta. 

A agência também não é afiliada à missão espacial Titans. O Programa L’Space é um workshop para estudantes – não é um estágio ou emprego na NASA. Seria inapropriado alegar afiliação à NASA como parte dessa oportunidade”, diz a NASA. 

No instagram, Laysa fez a seguinte declaração: “Fui selecionada para me tornar astronauta de carreira, atuando em voos espaciais tripulados para estações espaciais privadas, e para futuras missões tripuladas à Lua e para Marte. Sou oficialmente astronauta da turma de 2025 e farei parte do voo inaugural da Titans Space”.

A Titans Space, empresa mencionada pela jovem, confirmou que Laysa foi selecionada para uma viagem espacial, mas não especificou se ela atuará como astronauta profissional ou como “turista espacial”. A companhia oferece viagens espaciais a partir de US$ 1 milhão. O nome da brasileira não aparece na lista de membros da equipe técnica de astronautas para a missão de 2029, disponível no site da empresa.

Quem é Laysa?

NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira - Imagem: redes sociais
NASA nega vínculo com mineira que afirma ser primeira astronauta brasileira – Imagem: redes sociais

Laysa é uma figura midiática desde 2021, quando descobriu um novo asteróide. Em 2022, a jovem também afirmou ter concluído um treinamento de astronauta.

Esta não é a primeira vez que a jovem faz alegações sobre sua carreira espacial. Em 2022, ela publicou: “agora é oficial! Concluí meu treinamento de astronauta!”.

Entretando, A NASA também contesta essa informação: “A página [de Laysa] diz que ela é uma astronauta em treinamento, o que podemos afirmar que não é verdade. Há apenas 10 candidatos a astronauta, e ela não é um deles”.

A agência americana explicou que a formação para astronauta exige título de mestrado em áreas tecnológicas ou exatas, mínimo de dois anos de experiência profissional e 1.000 horas como piloto. A brasileira fez apenas dois períodos de física, na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e trancou o curso quando se mudou para os Estados Unidos, onde vive atualmente.

Mineira será a primeira mulher brasileira a ir para o espaço

Mineira será a primeira mulher brasileira a ir para o espaço - Foto: reprodução/Instagram
Mineira será a primeira mulher brasileira a ir para o espaço – Foto: reprodução/Instagram

Laysa Peixoto, de apenas 22 anos, será a primeira mulher brasileira a ir para o espaço. A jovem natural de Contagem, Minas Gerais, anunciou a novidade para o seus seguidores na tarde desta quinta-feira (25), no Instagram.

Na publicação, a mineira comemorou a conquista inédita e escreveu que este foi o ‘sonho mais impossível’ que ela poderia ter.

“Eu estou indo para o espaço! I’m going to space! Ainda não caiu completamente a ficha, mas sinto uma gratidão imensa por toda a trajetória percorrida até aqui e por todos que fizeram e fazem parte dela. Quem me conhece há mais tempo, pessoalmente ou por aqui, sabe que esse era o sonho mais impossível que eu poderia ter. E que bom que eu decidi sonhar. Agora, levo todos vocês comigo, com a esperança de mostrar que, como disse Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, publicou.

A brasileira que concluiu em 2022 um curso de astronauta pela NASA, nos Estados Unidos, afirmou que foi selecionada para atuar em voos espaciais tripulados para estações espaciais privadas, e para futuras missões tripuladas à Lua e para Marte. 

“Sou oficialmente astronauta da turma de 2025 e farei parte do voo inaugural da Titans Space, comandado pelo astronauta veterano da NASA, Bill McArthur. Prosseguirei firme em meu treinamento, com voos suborbitais e missões privadas ao espaço, em paralelo à minha formação como piloto, visando minha primeira designação oficial como astronauta de carreira — o voo inaugural histórico previsto para 2029″.

A jovem também comemorou o feito de ser a primeira mulher brasileira a cruzar o espaço e falou do orgulho de representar o país:

“É uma enorme alegria representar o Brasil como astronauta em uma era tão decisiva da exploração espacial, que mudará para sempre a história da humanidade. É uma honra levar a bandeira do Brasil comigo como a primeira mulher brasileira a cruzar essa fronteira”.

Laysa recebeu o convite para fazer um curso na NASA quando descobriu um novo asteroide, em 2021, aos 18 anos. Na época, ela cursava o 2º período de física pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A moradora de Contagem fez a descoberta no computador de casa,  ao participar da campanha ‘caça asteroides’ da agência espacial, e batizou o asteroide de LPS 003, suas iniciais. Ela também foi a primeira mulher brasileira a conduzir um experimento científico em gravidade zero na Nasa.

Brasileiros no espaço

Apenas dois brasileiros já estiveram no espaço: Marcos Pontes e Victor Hespanha. Marcos foi o primeiro astronauta do país, em 2006, a viver essa experiência. Anos depois, em junho de 2022, Victor Hespanha tornou-se o segundo brasileiro a ir ao espaço, em uma viagem suborbital da Blue Origin.

Mineira conquista o Brasil com geleia artesanal

Mineira conquista o Brasil com geleia artesanal - Foto: divulgação
Mineira conquista o Brasil com geleia artesanal – Foto: divulgação

A produtora mineira Glenda Frade, de Formiga (MG), conquistou o primeiro lugar na categoria Geleia Mista do Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia 2025, com sua geleia de abacaxi com pimenta, da marca Do Rancho. O anúncio foi feito nessa terça-feira, 13 de maio, durante cerimônia realizada em Brasília. Glenda foi a única representante de Minas Gerais entre os finalistas do concurso, que é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

Emocionada ao receber o prêmio, ela agradeceu o apoio que recebeu ao longo da trajetória, especialmente do Sistema Faemg Senar: “A gente ensaia tanto o nosso discurso, mas quando chega aqui, faltam palavras. Muito obrigada ao Senar, que está comigo desde o começo. Comecei com os cursos há cinco anos e sigo contando com esse apoio. Obrigada à organização, que estava impecável, à minha família, à cidade de Formiga, que torce e apoia sempre. E obrigada a você, meu filho — é você que me inspira”, declarou a produtora durante a cerimônia.

Mineira conquista o Brasil com geleia artesanal - Foto: divulgação
Mineira conquista o Brasil com geleia artesanal – Foto: divulgação

O Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia 2025 faz parte do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais, iniciativa que busca valorizar pequenos e médios produtores rurais, incentivar a profissionalização e agregar valor aos alimentos do campo. Desde 2019, o prêmio já contemplou produtos como queijos, chocolates, cachaças, salames, vinhos, azeites, cafés especiais, mel e cervejas artesanais.

A edição dedicada às geleias foi realizada em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL/SAA-SP) e o Sebrae, e dividida em duas categorias: Geleia Simples (de sabor único) e Geleia Mista (combinando dois ou mais sabores). O processo de avaliação incluiu três etapas: análise técnica, votação popular e avaliação das histórias por trás dos produtos.

Da paixão ao negócio

A história de Glenda com as geleias começou há cerca de cinco anos, inspirada pelas receitas da mãe e da avó. Foi a partir daí que ela decidiu transformar a paixão em negócio: buscou capacitação, testou combinações de sabores, criou a marca Do Rancho e passou a divulgar seus produtos nas redes sociais. Seu propósito sempre foi claro — mostrar que geleia não é só para o café da manhã, mas pode harmonizar com queijos, carnes e diferentes pratos.

A geleia vencedora, de abacaxi com pimenta, ganhou destaque justamente nas feiras agropecuárias apoiadas pelo Sistema Faemg Senar, onde Glenda pôde testar o produto com o público. As reações positivas e os elogios recorrentes mostraram o potencial da receita, que foi a escolhida para representar seu trabalho no concurso.

“Esse prêmio é o reconhecimento de muito esforço, dedicação e amor pelo que faço. E é uma alegria imensa poder representar Minas Gerais e os produtores artesanais do Brasil”, celebra Glenda.

Mineira de 25 anos se torna a juíza mais jovem do país

Mineira de 25 anos se torna a juíza mais jovem do país - Foto: reprodução/Instagram
Mineira de 25 anos se torna a juíza mais jovem do país – Foto: reprodução/Instagram

Aos 25 anos, Luísa Militão Vicente Barroso tomou posse como juíza do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em Brasília, tornando-se a magistrada federal em atividade mais jovem do país, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Formada em Direito há apenas quatro anos, a mineira natural de Inhapim, na Zona da Mata, surpreende pela trajetória de dedicação intensa aos estudos e pela rápida ascensão na carreira jurídica.

Luísa mudou-se aos 16 anos para Viçosa, onde concluiu o ensino médio no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni/UFV). No ano seguinte, ingressou no curso de Direito da mesma instituição e, desde então, organizou sua rotina em torno de uma única meta: a aprovação em concursos públicos. Ela compartilhou nas redes sociais a rotina de estudos para os processos seletivos.

Durante a graduação, conciliou estágios em escritórios de advocacia e, entre 2019 e 2020, atuou como estagiária no próprio TRF1, experiência que descreve como “uma das mais felizes” de sua vida e que a encantou pela Justiça Federal.

Desafios

Após a graduação, Luísa conciliava o trabalho na Promotoria de Justiça de Inhapim com três ciclos de estudos: videoaulas, leitura de doutrina e resolução de questões, totalizando oito horas líquidas diárias, de segunda a sexta, e simulados aos finais de semana. “Estudar mais de oito horas por dia seria exaustivo; prefiro manter um ritmo saudável”, explicou em entrevista.

Antes do TRF1, Luísa já havia sido aprovada em outros concursos: foi selecionada para promotora de justiça no Ministério Público da Bahia (MPBA) e para defensora pública em Minas Gerais. Em 31 de outubro de 2024, alcançou sua tão sonhada posse na magistratura, após quase dois anos de preparação e etapas eliminatórias.

Luísa conta que teve ainda a angústia de ver o prazo para comprovação dos três anos de prática jurídica quase vencer no concurso do MPBA. “No meu aniversário, três dias após completar o tempo exigido, reabriram o prazo de inscrição definitiva e consegui me inscrever”, lembra.

Agora, preparada para assumir a cadeira no TRF1 em Brasília, a jovem juíza celebra a conquista. “Regressar a este tribunal, onde estagiei, é uma honra imensa. Estou infinitamente realizada”, afirmou em rede social, antecipando uma carreira marcada pela paixão pela Justiça Federal.

Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025

Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025 - Foto: divulgação
Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025 – Foto: divulgação

A modelo mineira Edvanya Ferreira, natural de Caratinga (MG), foi eleita Miss Brasil Internacional 2024 e representará o Brasil no Miss Super Talent of the World, em Seoul, na Coreia do Sul, em fevereiro de 2025. Com 1,71m de altura, Edvanya embarcará para a competição que contará com mais de 80 países. O concurso incluirá desfiles, apresentações de talento, desfile de traje típico e gala, com 14 dias de confinamento.

Edvanya já possuía o título de Miss Universo Caratinga e Miss Eco Vale do Aço, quando recebeu a oportunidade de disputar a coroa nacional. Com sua determinação, elegância e empatia, ela foi coroada Miss Brasil Internacional, uma grande honra para o estado de Minas Gerais.

Edvanya é graduada em Estética, Moda e Artes Cênicas, além de influenciadora, esteticista e Miss. Sua paixão pelo mundo das misses começou na infância, quando assistia aos concursos na TV.

Apesar da agenda e com o apoio da família, a mineira também se dedica a causas sociais. Edvanya é madrinha do projetos APAEBJG, que atende pessoas com deficiências, e do Lar das Meninas Caratinga.

Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025 - Foto: divulgação
Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025 – Foto: divulgação
Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025 - Foto: divulgação
Mineira Edvanya Ferreira é eleita Miss Brasil Internacional e representará o País na Coreia do Sul em 2025 – Foto: divulgação

Nobel do estudante: mineira de 17 anos está entre melhores alunos do mundo

Nobel do estudante: mineira de 17 anos está entre melhores alunos do mundo – Foto: arquivo pessoal

A mineira Milena Xavier Martins, de 17 anos, está entre os 50 melhores estudantes do mundo. Ela é uma das finalistas do Global Teacher Prize, considerado o prêmio Nobel dos estudantes. A jovem é de Juiz de Fora (MG), e cursa o ensino médio no Colégio de Aplicação (Coluni), na Universidade Federal de Viçosa. 

É dentro do campus que ela criou o “Autinosis”, uma ferramenta de triagem de autismo baseada em Inteligência Artificial que é capaz de estimar a probabilidade de uma pessoa ou criança possuir autismo por meio de um simples formulário. Os resultados saem na mesma hora. A ideia surgiu por conta de um amigo que apresentava traços de autismo, mas não tinha acesso ao diagnóstico.

Com o projeto, foi ganhadora da Olimpíada Brasileira de Inteligência Artificial, finalista na seleção da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), top 1 projeto da seleção do Programa de iniciação científica (PIBIC), medalha de Prata na Conferência Internacional de Jovens Cientistas (ICYS) na Turquia e selecionada para receber uma bolsa em uma conceituada instituição de pesquisa. 

Aos 14 anos, ela fundou a Prep Olimpíadas, a maior ONG de olimpíadas científicas do Brasil. Mais de 100 mil impactados ao longo de quase quatro anos. A IA utilizada no projeto com o PrepAI, uma plataforma voltada para conectar estudantes, escolas e olimpíadas científicas. O aplicativo responde dúvidas dos alunos e compartilha lições de história e matemática. Ao todo, mais de 60 mil alunos já utilizaram a ferramenta.

Seu trabalho em pesquisa científica e olimpíadas levou-a a ser convidada para integrar o Conselho Consultivo da Olimpíada Internacional de Pesquisa (IRO), tornando-se a mais jovem e única latina no comitê.

Conhecimento para mudar o mundo

Aos 10 anos, Milena ia com a mãe para a escola em que dava aulas, testemunhando os desafios enfrentados por aqueles alunos. Desde pequena, ela já queria buscar melhores oportunidades e ajudar outras pessoas. Ainda criança, as duas organizaram uma campanha de presentes de Natal para os alunos, arrecadando mais de 30 brinquedos. 

O interesse pelas olimpíadas científicas começou quando ela soube da Olimpíada de Astronomia (OBA) de um estudante premiado. A escola, de início, relutou em participar da competição. Durante a pandemia, ela participou de forma independente.

Percebendo que muitos alunos careciam de apoio escolar para essas competições na época, ela iniciou uma tutoria para 12 colegas, de olho nas olimpíadas de matemática. É daí que surgiu a Prep Olimpíadas. 

Por conta de seu trabalho, ela foi a pessoa mais jovem a aparecer na lista Forbes Under 30 na categoria ‘Ciência e Educação’ . Além de representar o Brasil na Olimpíada Internacional de IA (IOAI) na Bulgária, sendo a primeira latino-americana a participar. 

Ela ganhou prêmios, incluindo o Prudential Young Visionaries Award, foi aceita em programas prestigiosos como Yale Young Global Scholars e recebeu bolsas de estudo integrais de várias escolas secundárias internacionais.

A jovem ainda organizou aulas gratuitas para crianças em favelas, sendo que sete de seus alunos ganharam medalhas e receberam bolsas de estudo. Ela também coordenou a Olimpíada Afrodiversidade Brasileira (OBAFRO), impactando 20.000 participantes e aumentando a conscientização sobre questões raciais. 

“Sua determinação em superar desafios é evidente em sua história pessoal. Mudando sozinha para uma nova cidade aos 15 anos, ela enfrentou dificuldades de adaptação e lidou com uma proprietária de pensão psicologicamente instável. Apesar dessas adversidades, continuou sua educação e seguiu sua paixão pela ciência, colhendo todos os feitos e reconhecimentos que resultaram desses esforços”, destacou o site da premiação.

A premiação é realizada anualmente pela Varkey Foundation. Em setembro, serão anunciados os dez finalistas.

O ganhador recebe US$ 100 mil e vai viajar à Nova York para discursar em uma assembleia com líderes mundiais. Até agora, o Global Student Prize só foi vencido por homens – e nenhum deles era do Brasil.

Jovem com a ‘pior dor do mundo’ deixa a UTI e diz que está sem dores no momento: ‘É uma experiência inédita em mais de uma década da minha vida’

Jovem com a 'pior dor do mundo' deixa a UTI e diz que está sem dores no momento: 'É uma experiência inédita em mais de uma década da minha vida' - Foto: Carolina Arruda/Arquivo pessoal
Jovem com a ‘pior dor do mundo’ deixa a UTI e diz que está sem dores no momento: ‘É uma experiência inédita em mais de uma década da minha vida’ – Foto: Carolina Arruda/Arquivo pessoal

A influenciadora mineira Carolina Arruda, diagnosticada com uma doença rara, a neuralgia do trigêmeo, doença da “pior dor do mundo”, celebrou na última segunda-feira (15) que não está sentindo dores após deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“É uma experiência inédita em mais de uma década da minha vida”, disse a estudante mineira ao g1.

A jovem foi internada dia 8 de julho, na Clínica da Dor da Santa Casa de Alfenas para tentar reduzir as dores constantes e intensas que ela sente com um novo tratamento.

“Esse tempo de sedação foi fundamental para que nossa equipe estudasse a fundo qual o melhor método de tratamento para a Carolina”, explicou o diretor clínico da unidade hospitalar no Sul de Minas, Carlos Marcelo de Barros, ao g1.

Também foi fundamental para que ela descansasse bem. O tratamento teve o efeito desejado de alívio momentâneo da dor, mas fundamental para os próximos passos a serem realizados de maneira correta”, explicou o diretor.

Entenda o caso

Carolina lida há 11 anos com neuralgia do trigêmeo bilateral, uma doença atípica e extremamente dolorosa, conhecida como “a pior dor do mundo”. As dores constantes sofridas pela influenciadora são comparadas a choques elétricos equivalentes ao triplo da carga de uma rede 220 volts.

A jovem optou por eutanásia depois de fazer quatro cirurgias e diversos tratamentos, o que motivou a criar uma vaquinha online de arrecadação dos fundos para realizar o procedimento na Suíça. Agora, caso o novo tratamento funcione, ela afirmou que pode reconsiderar a decisão.

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente - Foto: arquivo pessoal
Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente – Foto: arquivo pessoal

Após repercussão nas redes sociais do caso de Carolina Arruda, de Bambuí (MG), que sofre com a pior dor do mundo, o Diretor Clínico da Santa Casa de Alfenas (MG) e presidente da Sociedade Brasileira para os Estudos da Dor (SBED), Dr. Carlos Marcelo de Barros, médico Anestesiologista com área de atuação em Dor e Medicina Paliativa, convidou a paciente para um tratamento e assim tentar amenizar sua dor e evitar a eutanásia.

Segundo o Dr. Marcelo, ele recebeu cerca de 50 mensagens pedindo para tratar dela.

“Além dos pedidos terem chegado até mim, foram encaminhados também para a SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor) e o Deputado Estadual Luizinho do PT, o qual estamos juntos com um Projeto de Lei para tratamento da dor crônica em Minas Gerais, me pediu apoio e o hospital também pediu meu apoio. Nosso serviço tem condições de tratar qualquer tipo de dor e não poderia deixar de dar a oportunidade para ela”, citou Dr. Marcelo.

Para o médico, o que mais o sensibilizou, foi por Carolina ter uma filha de 10 anos, a qual precisa da mãe.

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente - Foto: arquivo pessoal
Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente – Foto: arquivo pessoal

Sobre a Clínica

A Clínica Sinpain Alfenas (Clínica de Dor da Santa Casa de Alfenas) é especializada no tratamento da dor crônica, que são aquelas dores que persistem por mais de três meses sem encontrar solução. Exemplos incluem neuralgia do trigêmeo, como o caso da Carolina, neuralgia pós-herpética, dor em pacientes com câncer, dores nociplásticas, como enxaqueca e fibromialgia, e dores musculoesqueléticas, como as ocasionadas por lesões esportivas, artropatias, dor lombar e cervical.

“Atendemos, em média, de 200 a 300 pacientes com dor crônica por mês. As dores mais comuns e prevalentes são as musculoesqueléticas, principalmente a dor lombar. No entanto, nosso serviço especializado em dor crônica atende todos os tipos de dores, desde as mais comuns até as mais complexas”, frisou o médico.

Casos como o da Carolina, que são refratários a múltiplos tratamentos, infelizmente, são mais comuns do que a maioria das pessoas imagina. Esses casos devem ser tratados em centros especializados para aumentar a possibilidade de alívio, mesmo que parcial, da dor. A paciente entrará em um processo de tratamento com um planejamento estabelecido por etapas, como se estivesse reiniciando todo o processo. Primeiramente, ela passará por um processo de dessensibilização com medicações intravenosas e serão refeitos todos os exames. Essa fase inicial, que pode durar aproximadamente dez dias, é fundamental para entender a evolução da doença, pois pacientes com dor crônica intratável, como o caso dela, que sofrem não só com a dor, mas também com todas as limitações e sofrimentos que esse tipo de doença pode causar.

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente - Foto: redes sociais
Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente – Foto: redes sociais

“Após essa fase inicial de dessensibilização, discutiremos com a paciente todas as opções disponíveis para seu tratamento, de acordo com o resultado terapêutico. Isso inclui nova intervenção no próprio nervo trigêmeo, seja por balão ou por radiofrequência, implante de bomba intratecal de fármacos, tratamento por radiocirurgia, conhecido como Gamma Knife, implante de neuroestimuladores no nervo trigêmeo e até mesmo implante de estimuladores cerebrais”, informou o Anestesiologista com área de atuação em Dor e Medicina Paliativa.

Cada etapa deve ser realizada com muita cautela e respeitando princípios éticos e científicos. Tratamentos como o da Carolina são complexos, demorados e devem ser realizados com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

“É muito importante salientar que o tratamento dela pode levar meses. Porque esta fase inicial tem objetivo de tirar ela do sofrimento agudo”, finalizou o médico.

Sobre o médico

Dr. Carlos Marcelo de Barros, MD, PhD, FIPP.
Anestesiologista com área de atuação em Dor e Medicina Paliativa.
CRM-MG: 39.448 / RQE Nº 16.085 / RQE Nº 42.108 / RQE Nº: 47014.
Presidente da Sociedade Brasileira para estudos da Dor SBED (2024-5).
Diretor Científico da Faculdade sinpain.
Diretor Clínico da Santa Casa de Alfenas.

Sinpain Alfenas – Centro de Controle da Dor
(35) 3299-6414 (whatsapp) / (35) 3299-6415.

Email: [email protected]

Currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/5222329320430188
https://orcid.org/0000-0002-1207-2867

www.carlosmarcelo.com.br
https://www.facebook.com/carlosmarcelo.dor
https://www.instagram.com/carlosmarcelo.dor

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