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Jornal Folha Regional

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano

Mineiros já pagaram mais de R$ 226 bilhões em impostos este ano – Foto: reprodução

Os mineiros já pagaram R$ 226,8 bilhões de impostos, taxas e contribuições no País este ano. O volume representa 7% da arrecadação nacional, que ultrapassou os R$ 3 trilhões este mês. Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que simula em tempo real o volume arrecadado pela União.

Chama atenção que os números estão avançando mais cedo este ano. No ano passado, somente no dia 7 de novembro, 26 dias depois, o impostômetro somou R$ 226 bilhões em Minas Gerais. No Brasil, o cenário se repetiu. O impostômetro só chegou a R$ 3 trilhões no dia 1º de novembro, 25 dias depois, revelando um aumento no ritmo da arrecadação.

A princípio, o movimento pode aparentar o aquecimento da economia, o que de fato não deixa de ser um dos motivos da maior arrecadação, porém não é o único, conforme analisa a economista do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), Diana Chaib.

“Esse crescimento pode ser atribuído a vários fatores como, por exemplo, o aumento de alíquotas de impostos, a expansão de setores que já eram mais rentáveis ou até uma recuperação econômica de setores que, durante e após a pandemia, estavam estagnados”, explica.

Diana Chaib também ressalta o crescimento econômico de atividades de setores específicos como as commodities. “Mineração e petróleo, por exemplo, podem ter contribuído com uma parte significativa desse aumento da arrecadação no Brasil. Em Minas Gerais, a gente pode destacar a mineração, que é uma grande fonte de receita, e com o preço do minério de ferro e outros produtos estão em alta no mercado global, essa arrecadação tende a crescer”, analisa.

Assim como a economista da UFMG, o professor de gestão do Centro Universitário Una e do UniBH, Fernando Sette Junior, acrescenta o efeito combinado da inflação e da formalização econômica. A alta dos preços, segundo ele, aumenta automaticamente a base de impostos como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS) e Programa de Integração Social/ Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), já que são tributos que incidem sobre o valor das transações.

“Paralelamente, a digitalização da economia e a maior emissão de notas fiscais eletrônicas facilitaram o monitoramento do fisco, reduzindo a evasão. Minas Gerais, por exemplo, vem investindo fortemente em fiscalização digital e cruzamento de dados, o que amplia a eficiência da cobrança e reduz brechas para sonegação”, relata.

Um segundo elemento, na análise do professor, é o comportamento do mercado de trabalho e do setor de serviços, que tem sido o grande motor da economia brasileira. “Com mais pessoas ocupadas e rendimentos em recuperação, há aumento do consumo e, por consequência, da arrecadação sobre bens e serviços”, observa.

Além disso, setores como mineração, energia e combustíveis, de grande peso na economia mineira, registraram receitas relevantes, impulsionadas por preços internacionais favoráveis e retomada da demanda global. Isso gera reflexos diretos na arrecadação estadual e federal.

Por fim, ele ressalta as mudanças tributárias e fiscais recentes. “A reversão de desonerações concedidas em 2022, especialmente sobre combustíveis e energia elétrica, devolveu receitas perdidas aos cofres públicos”, comenta Sette Junior.

O governo federal também obteve, na visão do professor, receitas extraordinárias com dividendos de estatais, concessões e royalties do petróleo. “Portanto, o crescimento da arrecadação não é resultado de um único fator, mas de uma combinação de melhora administrativa, conjuntura econômica favorável e ajustes normativos. O desafio, contudo, é transformar essa melhora conjuntural em base fiscal sustentável”, observa.

A economista da UFMG, Diana Chaib destaca ainda o reflexo da recuperação econômica após a pandemia. “Essa recuperação ainda está em andamento. Alguns setores não se recuperaram totalmente, e algumas empresas voltaram a produzir e vender mais e isso acaba impactando na arrecadação”, diz.

Desequilíbrio fiscal pode trazer impactos negativos na economia

Apesar desses avanços, os gastos dos governos simulados pelo Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais, estão maiores que os valores arrecadados em todo o País. O mesmo não ocorre em Minas, onde a situação está controlada. No Brasil, esses gastos já somam R$ 4 trilhões, R$ 1 trilhão a mais que a arrecadação no mesmo período.

“Esse não é necessariamente um movimento que tem sido feito de forma sustentável ou justa. É sempre importante a gente ficar atento e observar quem está contribuindo mais para esse volume. Será que essa carga tributária que tem aumentado muito, está sendo bem distribuída? Ou ela está só recaindo sobre a classe trabalhadora e as pequenas empresas?”, indaga Diana Chiab.

Se a arrecadação continuar abaixo dos gastos, ou seja, crescendo de forma insuficiente e desequilibrada, a economista da UFMG alerta para os efeitos negativos que isso pode causar. “O aumento da dívida pública pode fazer com que o governo recorra ao endividamento. E isso pode levar ao aumento da dívida pública, aumentando a dependência do crédito externo”, diz.

Ela acrescenta que pode haver ainda cortes nos serviços públicos e pode ser necessário cortar investimentos em áreas essenciais. “O governo pode adotar também políticas de austeridade para tentar equilibrar as contas públicas e isso geralmente implica em cortes em programas sociais, previdência, redução de gastos públicos de uma forma mais geral, o que é ruim para a economia”, observa.

O economista da Associação Comercial de São Paulo, Ulisses Ruiz de Gamboa, uma das entidades responsáveis pela manutenção das ferramentas de simulação, acredita que a tendência é de mais aumento de gastos. “Estamos com um modelo de política fiscal de crescimento dos gastos, além da capacidade de aumentar a arrecadação. O resultado disso é um endividamento cada vez maior, colocando em dúvida a capacidade do governo de honrar seus compromissos a médio e longo prazo, o que seria a insolvência fiscal”, afirma.

Deputados federais mineiros gastaram mais de R$ 1 milhão em hospedagens

Deputados federais mineiros gastaram mais de R$ 1 milhão em hospedagens – Foto: reprodução

O uso de cotas parlamentares para bancar a hospedagem de deputados federais brasileiros nesta legislatura já soma mais de R$ 8 milhões até junho deste ano. Só a bancada de Minas Gerais é responsável por mais de R$ 1 milhão nessa conta, cerca de 13% do montante total. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que entre os gastos com hotéis para os mineiros há estadias que custaram mais de R$ 10 mil.

As cifras foram obtidas por meio da base de dados abertos da Câmara dos Deputados e filtrados desde janeiro de 2023 até junho deste ano, período que compreende a atual legislatura. O percentual gasto com os deputados mineiros é adequado à proporção da bancada de Minas Gerais em relação à todas as cadeiras da Casa: são 53 vagas para o estado em 513 totais.

Os valores utilizados para as hospedagens dos deputados estão dentro das cotas parlamentares e fazem parte do regimento interno da Câmara. Esses são mecanismos previstos em lei para financiar o trabalho dos parlamentares em viagens feitas a trabalho e com o objetivo de representar a população que os elegeu. No domingo, o Estado de Minas mostrou que os gastos dos deputados federais mineiros com passagens superaram R$ 10 milhões na atual legislatura.

Hard Rock Hotel

Entre os pagamentos saídos dos cofres da Câmara dos Deputados para a hospedagem de deputados em localidades onde eles não têm residência fixa e fora do Distrito Federal, 11 custaram mais de R$ 3 mil.

O valor mais caro desembolsado de uma única vez pela Câmara teve como objetivo custear a estadia de Stefano Aguiar (PSD) no Hard Rock Hotel, em Nova York. A estadia do parlamentar na cidade que nunca dorme entre 13 e 18 de julho de 2024 custou R$ 19.069,40. Nas redes sociais, a passagem de Aguiar foi justificada como uma representação do PSD no Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado na cidade americana.

À reportagem, Aguiar disse que todas as missões oficiais internacionais de seu mandato foram previamente autorizadas pela Câmara e seguiram os trâmites legais estabelecidos pela Casa. O parlamentar disse ainda que reitera seu compromisso com a transparência do uso de recursos públicos feitos por sua equipe.

“No caso específico da missão em Nova York, é necessário contextualizar que a viagem ocorreu em julho, mês de alta temporada no hemisfério norte. Cidades como Nova York registram nesse período uma grande movimentação turística internacional, o que impacta diretamente nos preços de passagens e hospedagens. O valor apontado reflete, portanto, a realidade de mercado para aquela época do ano, e não qualquer tipo de gasto excessivo ou indevido”, reforçou o deputado.

O segundo maior valor da lista também ultrapassa a marca dos R$ 10 mil. O pagamento de R$ 10.374,20 foi feito para custear seis diárias do delegado Marcelo Freitas (União Brasil) no Hotel Conrad Shanghai de 7 a 13 de novembro de 2023. A reportagem tentou contato com o parlamentar, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Cotas parlamentares

As cotas parlamentares são instrumentos de ressarcimento financeiro para as atividades atreladas ao trabalho dos deputados. Desde 2001, verbas relacionadas a passagens aéreas, contas telefônicas e recursos indenizatórios foram unificados por um ato da mesa diretora da Câmara na chamada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP).

Entre os serviços custeados pela Casa estão as passagens aéreas e as hospedagens, mas também aluguel de escritório de apoio ao mandato no estado, passagens aéreas, alimentação, aluguel de carro, combustível, divulgação da atividade parlamentar, serviços de segurança, táxi, pedágios e estacionamentos.

Cálculo das passagens

Quanto cada deputado pode gastar é calculado a partir do preço das passagens aéreas entre o estado de origem e Brasília. Os deputados de Roraima, por exemplo, têm disponível o maior valor mensal, fixado em R$ 51.406,33. A cota dos mineiros é de R$ 41.886,51. O saldo não usado no mês acumula para o período seguinte, mas não é possível o acúmulo de um ano para o outro.

Entre janeiro de 2023 e junho deste ano, período que compreende a atual legislatura, todos os deputados federais do Brasil gastaram juntos R$ 617 milhões em cotas parlamentares. Apenas a bancada mineira já recebeu R$ 60,8 milhões custeados por esse fundo, pouco menos de 10% do geral.

Em resposta a padre de São José da Barra, papa Francisco fala sobre mineiros

Em resposta a padre de São José da Barra, papa Francisco fala sobre mineiros - Foto: reprodução
Em resposta a padre de São José da Barra, papa Francisco fala sobre mineiros – Foto: reprodução

Na audiência concedida aos alunos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, Pontifício Colégio Pio latino e Pontifício Colégio Mexicano, na Sala Clementina, após ser abordado pelo padre Robison Inácio, da Diocese de Guaxupé (MG), o papa Francisco afirmou que os mineiros são fortes e que são capazes de pagar para não entrar em uma guerra, mas também para não sair.

Padre Robison é natural de São José da Barra (MG), e participou da comemoração do 90° aniversário do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma. Durante a audiência, papa Francisco desistiu de ler o discurso, preparado previamente, e pediu que alguns que estavam presentes se levantassem e fizessem perguntas.

Em vídeo publicado no Instagram do sacerdote católico mineiro da Diocese de Guaxupé, padre Robison Inácio se apresenta e questiona: “Santo Padre, sou Robison da Diocese de Guaxupé, no estado de Minas Gerais, Brasil. Sou um apaixonado pelo ecumenismo. Gostaria de lhe perguntar: o que o senhor gostaria de deixar como herança do seu pontificado no que tange à relação com os outros cristãos, sobretudo com os ortodoxos?”

O papa, então, responde de forma bem-humorada: “Ele está pedindo o meu testamento. Ele é de Minas Gerais. Os mineiros são fortes. São capazes de pagar uma fortuna para não começar uma guerra, mas depois pagam uma fortuna para não sair.”

O vídeo com o diálogo entre padre Robison Inácio e Papa Francisco na comemoração dos 90 anos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma, foi gravado pelo padre Fernando Augusto e pode ser acessado no perfil do Instagram de Robison (pregoeiro.robison).

Via: Clic Folha

Após sotaque mais charmoso, mineiros são eleitos melhores anfitriões do Brasil

Após sotaque mais charmoso, mineiros são eleitos melhores anfitriões do Brasil - Foto: reprodução
Após sotaque mais charmoso, mineiros são eleitos melhores anfitriões do Brasil – Foto: reprodução

Se você é de Minas Gerais ou passou pelo estado, já deve ter ouvido dizer que o povo que fala “uai” é muito receptivo. A fama de estar sempre pronto para oferecer ao convidado um café acompanhado de pão de queijo e boa prosa, agora atribuiu aos mineiros o título de melhores anfitriões de todo o Brasil. É o que revela uma nova pesquisa da Preply, plataforma online de idiomas, divulgada na última sexta-feira (19).

Segundo o estudo, que ouviu 1.000 brasileiros residentes em todas as regiões do país, 22% dos entrevistados apontaram Minas como o destino mais acolhedor do Brasil. O estado aparece bem à frente do segundo colocado no ranking: a Bahia, com 14% das indicações, e do terceiro, São Paulo, com 9,2%. Esse reconhecimento veio após o estado também levar o título de sotaque mais charmoso, no último ano.

Dentre os motivos citados pelos participantes do levantamento para atribuir aos mineiros tal fama, há quem justifique o rótulo na suposta modéstia e simplicidade de seus moradores ou, ainda, na tradição mineira de se oferecer comida aos visitantes como forma de carinho — abordagem que tenderia a contribuir para o conforto de quem acabou de chegar.

Além dos anfitriões mais cuidadosos, os mineiros ainda aparecem em outros dois top 5: os mais “paqueradores” e “comunicativos”, ambos em quarto lugar. Para chegar a essa conclusão, a pesquisa elencou os estereótipos mais comuns ligados a diferentes partes do Brasil, e pediu que os entrevistados atribuíssem os rótulos sociais aos habitantes de cada um dos estados.

Após sotaque mais charmoso, mineiros são eleitos melhores anfitriões do Brasil - Foto: reprodução
Após sotaque mais charmoso, mineiros são eleitos melhores anfitriões do Brasil – Foto: reprodução

Os mais festeiros

Os baianos foram eleitos os mais festeiros. Com 35,5% da preferência dos entrevistados, a Bahia teve quase o dobro de indicações em relação ao segundo colocado, o Rio de Janeiro, com 19,9%. São Paulo aparece logo em seguida com 12,9% das escolhas. Entre as características destacadas pelos respondentes, a atmosfera positiva das populares festas típicas do estado baiano foi a de maior relevância. 

Os mestres da paquera

Com a fama de “bons de lábia”, os fluminenses estão no topo do ranking dos grandes paqueradores do Brasil. A desenvoltura na hora do flerte e o sotaque carioca foram as marcas apontadas pelos entrevistados para justificar o jeitinho “xavequeiro” de quem nasce no Rio de Janeiro. O estado está disparado no ranking com 33% dos apontamentos, seguido por São Paulo (19%) e Bahia (9,1%). 

Os mais comunicativos x os mais reservados

Os paulistas foram reconhecidos como os mais comunicativos. Mesmo com concorrentes de peso, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, segundo 17,7% dos respondentes, o estado que abriga a capital mais agitada do país também seria aquele onde as pessoas apresentam as melhores habilidades de comunicação se comparadas aos habitantes dos outros 26 estados.

Já todo o pódio dos mais reservados foi ocupado por estados da região Sul. Constantemente associados a comportamentos retraídos pelos de fora, tanto paranaenses quanto catarinenses receberam o título de comedidos por 10% dos entrevistados. O ranking é liderado por ninguém mais, ninguém menos que os gaúchos, tidos para muitos como símbolos da discrição.

A pesquisa 

O estudo da Preply foi realizado entre os dias 18 e 21 de dezembro de 2023. Após elencar os estereótipos, os entrevistados responderam a questões associando diferentes rótulos sociais aos habitantes de cada um dos estados. Uma vez finalizada a coleta das respostas, os percentuais de cada região de Norte a Sul possibilitaram a criação de diferentes rankings, cada qual com os vencedores em uma das cinco categorias.

Alta de infartos entre os mineiros chega a 115% em 15 anos

Alta de infartos entre os mineiros chega a 115% em 15 anos – Foto: reprodução

A tendência de aumento de infartos na população também é vista em Minas. Outra pesquisa, que levantou dados regionalizados, mostrou que o crescimento foi de 115,4%, passando de 8.751 registros em 2008 para 18.856 em 2022, entre homens e mulheres. O levantamento é do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e foi divulgado em agosto deste ano, com base no Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do Ministério da Saúde – abrange cerca de 75% dos pacientes do país.

No Brasil, o aumento de 2008 para 2022 foi de 158,3%. Esse avanço nos índices acende o alerta para a importância da prevenção.

“As pessoas estão ficando muito estressadas, estão comendo pior e fazendo menos atividade física. O diabetes, a pressão alta e a obesidade estão aumentando. Então, são muitos fatores unidos que podem levar as pessoas a infartar”, afirmou o médico responsável pelo estudo, o doutor em pesquisa clínica Bernardo Tura, do INC.

Sobrecarga

Foi justamente a rotina de trabalho do marceneiro Alexandre Maldonado, de 53 anos, que o levou a um infarto. Ele conta que há meses seguia trabalhando sem parar, incluindo sábados, domingos e feriados. 

“Eu caminhava e sentia uma queimação no peito, mas, como tive chikungunya no início do ano, achava que fosse por isso. Não dei atenção, e já era indício do infarto”, lembrou. 

No fim de julho, porém, sentiu uma dor mais forte no peito e não teve opção: procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De lá, foi transferido com urgência para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa, na capital. Ficou internado quatro dias, fez cateterismo e está em casa, em tratamento medicamentoso. “Não tenho hipertensão, diabetes, não fumo, não bebo, mas estava parado nos exercícios. Agora não posso fazer esforços excessivos e preciso melhorar a alimentação”, contou.

Ele avalia que o infarto foi uma nova chance para uma vida nova. “Tem gente que passa por isso e não sobrevive. Temos que nos preocupar com 
qualidade de vida, nos alimentar melhor, tirar um tempo para o exercício, descansar no fim de semana”, aconselha.

Socorro em até uma hora
Cerca de 50% das vítimas de infarto não sobrevivem a tempo de serem socorridas, conforme a literatura médica. No entanto, se atendidas por um médico em até uma hora, a taxa de sobrevivência das vítimas pode ultrapassar 90%, sem sequelas graves.

Arte infarto em MG
Alta de infartos entre os mineiros chega a 115% em 15 anos – Imagem: reprodução

Pior no frio
Qualquer infecção pode desencadear um infarto. As respiratórias oferecem ainda mais riscos. Por isso, a época de frio preocupa, já que as pessoas ficam em locais sem ventilação e diminuem a atividade física. “No frio, as veias se contraem para manter calor”, disse Bernardo Tura.

Risco da obesidade abdominal
Duas vezes e meia maior é a chance que uma pessoa com obesidade abdominal tem de infartar na comparação com um indivíduo sem essa condição, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, exercício físico é tão importante.

Médico de Minas cria ‘detector de infarto’ para salvar vidas
O cardiologista mineiro Marco Túlio Castagna, PhD em fisiologia e bioquímica pela UFMG, criou o AngelUS, um equipamento que permite o automonitoramento dos pacientes, por meio de um eletrocardiograma (ECG) feito em casa e transmitido ao médico. Em caso de infarto, o próprio sistema libera a medicação e indica o hospital mais próximo.

“Em torno de 70% das pessoas infartam em casa. Muitas vezes, a pessoa não tem noção de que um sintoma pode ser de infarto. Então, o equipamento fará diagnóstico precoce”, afirmou Castagna.

O projeto foi reconhecido internacionalmente e é semifinalista do Prêmio Eurofarma de Inovação em Saúde. Ele precisa de financiamento para ser comercializado.

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