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Jornal Folha Regional

Polícia Militar Ambiental prende homem por maus-tratos a animais e cultivo de maconha em Piumhi

Ocorrência envolveu cães em local insalubre, galos em situação de maus-tratos e plantação de entorpecentes; Auto de Infração ultrapassa R$ 5 mil

Polícia Militar Ambiental prende homem por maus-tratos a animais e cultivo de maconha em Piumhi – Foto: divulgação/BPMAMB

A Polícia Militar de Minas Gerais, por meio do 4º Grupamento da Polícia Militar de Meio Ambiente de Piumhi (MG) e do 5º BPMAMB de São Roque de Minas (MG), com apoio de militares da 110ª Cia PM, realizou uma operação na manhã da última quarta-feira (6) que resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de praticar maus-tratos a animais e cultivar entorpecentes.

A ação foi coordenada pelo 1º Tenente PM Abrantes após uma denúncia que relatava a ocorrência de maus-tratos a cães e possível plantio de maconha em uma residência. No local, os militares constataram diversas irregularidades.

Foram encontrados dois cães da raça Pitbull, um macho e uma fêmea, além de seis filhotes mantidos em condições insalubres. Também foram identificados doze galos alojados em gaiolas individuais, apresentando sinais claros de maus-tratos, como ferimentos, penas arrancadas e mutilações nas esporas.

No imóvel, havia ainda materiais comumente utilizados em rinhas de galos, incluindo esporas artificiais, protetores de esporão, bolsas de transporte apropriadas para as aves e uma arena confeccionada com tecido, possivelmente usada para confrontos entre os animais.

Além das infrações ambientais, os policiais localizaram dois pés da planta Cannabis Sativa cultivados em vasos nos fundos da casa e dois tablets de maconha prensada, configurando também crime relacionado ao tráfico de drogas.

O autor foi preso em flagrante e, após atendimento médico no Hospital de Pronto Socorro (HPS), foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Piumhi. Foi lavrado ainda um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 5.531,00.

Materiais e animais apreendidos:

  • 12 galos
  • 8 cães
  • 2 pés de maconha
  • 2 tablets de maconha prensada
  • 1 arena (aparente uso em rinhas)
  • Esporões artificiais, protetores de esporão e bolsas para transporte de galos

A Polícia Militar Ambiental reforça a importância das denúncias anônimas e a colaboração da comunidade no combate a crimes ambientais e ao tráfico de drogas.

Operação flagra fábrica clandestina de sabão em pó com 26 toneladas de produto falsificado em MG

Operação flagra fábrica clandestina de sabão em pó com 26 toneladas de produto falsificado em MG – Foto: divulgação/Polícia Militar

Uma operação realizada na ultima terça-feira (5) revelou a existência de uma fábrica clandestina de sabão em pó na zona rural de Dores do Indaiá, região Centro-Oeste de Minas Gerais. Batizada de “Sabão Odores”, a ação resultou na apreensão de 26 toneladas de mercadoria falsificada e na prisão de duas pessoas em flagrante.

De acordo com Montovany Faria, delegado da Receita Estadual, esta é a décima segunda fábrica de produtos falsificados descoberta apenas em 2025 na região. O material apreendido imitava a aparência do sabão em pó da marca OMO e foi encaminhado para análise técnica. O laudo pericial vai determinar o destino final dos produtos.

Durante a abordagem, cerca de 15 trabalhadores estavam no local, mas apenas dois homens foram detidos, suspeitos de integrar o esquema de fabricação e distribuição dos produtos ilegais. A operação ainda segue em andamento.

Unilever acompanha investigações

Operação flagra fábrica clandestina de sabão em pó com 26 toneladas de produto falsificado em MG – Foto: divulgação/Polícia Militar

A Unilever, responsável pela marca OMO, informou que está acompanhando de perto o andamento das investigações e colabora ativamente com as autoridades para combater a falsificação de seus produtos.

A empresa orienta os consumidores a ficarem atentos a alguns sinais que podem indicar que o sabão em pó adquirido é falsificado. Um dos principais indícios está no acabamento da embalagem, já que os cartuchos originais apresentam um fechamento bem-feito. Além disso, a aparência visual do produto também deve ser observada: cor, brilho e impressão seguem padrões rigorosos e qualquer variação pode levantar suspeitas. Outro ponto importante é a identificação da data de fabricação, validade e número do lote, que nos produtos legítimos são gravados a laser, de forma clara e destacada. Por fim, o consumidor deve considerar a textura, o perfume e o desempenho do sabão; diferenças perceptíveis em relação a outras experiências com o produto podem indicar falsificação.

Caso suspeite da autenticidade do produto, o consumidor pode entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da Unilever pelo site oficial ou pelo telefone 0800-707-9977.

Polícia Federal deflagra nova fase da ‘Operação Fogo no Garimpo’ no Sul de Minas

Polícia Federal deflagra nova fase da ‘Operação Fogo no Garimpo’ no Sul de Minas – Foto: divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a segunda etapa da Operação Fogo no Garimpo, intensificando o combate à mineração ilegal em municípios do Sul de Minas Gerais. As ações estão concentradas nas cidades de Conceição do Rio Verde, Elói Mendes, Três Corações e Varginha.

A ofensiva tem como principal objetivo frear as atividades clandestinas de garimpo, que vêm provocando graves impactos ambientais na região, como o assoreamento de cursos d’água, a contaminação de mananciais e a destruição de ecossistemas aquáticos. Esses danos colocam em risco não apenas a fauna e a flora locais, mas também a saúde das populações vizinhas às áreas degradadas.

Para reforçar a operação, foi mobilizado um grande aparato institucional. A ação conta com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, através do Batalhão de Polícia Militar de Meio Ambiente (BPMAmb), do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do Comando de Aviação do Estado (Comave). Também participam o Ibama e a Agência Nacional de Mineração (ANM), ampliando a capacidade de fiscalização e resposta.

De acordo com a PF, a extração mineral irregular tem sido alvo constante de investigações por representar uma ameaça crescente ao meio ambiente e comprometer a segurança de áreas rurais e turísticas no Sul do estado.

Um dos diferenciais desta nova fase é a atuação integrada entre os órgãos federais e estaduais, com o uso de tecnologia de ponta, estratégias de inteligência e ações coordenadas em campo. O foco é desarticular estruturas ilegais, identificar os responsáveis e impedir novos danos ambientais, garantindo o cumprimento da legislação vigente.

Operação da Polícia Militar de Minas de combate ao cerol e linhas cortantes termina com 25 detidos

Operação da Polícia Militar de Minas de combate ao cerol e linhas cortantes termina com 25 detidos – Foto: reprodução

Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deteve 25 pessoas durante a Operação Linha Segura. Realizada entre 21/7 e 3/8, a ação teve como foco o combate ao uso de linhas cortantes em pipas e similares, prática que se intensifica no período das férias escolares, para prevenir acidentes e garantir o cumprimento da legislação.

Ao longo da operação, a PMMG realizou cerca de 1,8 mil ações, abordando aproximadamente 2 mil pessoas e fiscalizando 760 locais. Foram apreendidos 142 materiais cortantes, como rolos de linha com cerol e linhas chilenas.

A Polícia Militar reforça que o uso de cerol e linha chilena é uma prática criminosa que põe em risco a vida de todos.

“As prisões e apreensões são resultado de uma atuação incisiva da Polícia Militar. Quem fabrica, vende ou utiliza esse material está cometendo um crime e será responsabilizado. A PMMG seguirá nas ruas para garantir a segurança de todos os mineiros e contamos com o apoio da população, que pode acionar a corporação imediatamente ao identificar o uso desse material”, destacou a chefe do Centro de Jornalismo da PMMG, major Layla Brunnela.

Legislação

Para coibir os riscos do uso desses materiais, o Estado de Minas Gerais promulgou a Lei nº 23.515/2019, que veda a comercialização e o uso de linha cortante em pipas, papagaios e similares, considerando linha cortante aquela que ou foi produzida industrialmente com esse fim ou foi modificada pela adição de produtos como o cerol.

O descumprimento da lei acarreta penalidades severas, incluindo apreensão do material e multa.

O uso dessas linhas em locais públicos ou de uso comum, como vias, praças e parques, pode caracterizar o crime de “Perigo para a Vida ou Saúde de Outrem”, previsto no Art. 132 do Código Penal Brasileiro.

Operação da Polícia Militar de Minas de combate ao cerol e linhas cortantes termina com 25 detidos – Foto: reprodução

Conexão Sul de Minas: PF cumpre 15 mandados de prisão em nova fase da operação

Conexão Sul de Minas: PF cumpre 15 mandados de prisão em nova fase da operação – Foto: divulgação/Polícia Federal

Na manhã desta sexta-feira (25), a Polícia Federal desencadeou a segunda fase da Operação “Conexão Sul de Minas”, com o cumprimento de 15 mandados de prisão contra integrantes de organizações criminosas que atuam no Sul de Minas Gerais e no interior de São Paulo.

A ação, autorizada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Alfenas (MG), resultou na execução de sete prisões preventivas e oito temporárias. As diligências ocorreram em três municípios mineiros: 10 pessoas foram presas em Alfenas, 3 em Varginha e 2 em Poços de Caldas. Também foram realizadas buscas com o objetivo de apreender bens e bloquear patrimônios dos investigados, embora até o momento a PF não tenha registrado apreensões nesta fase.

Esta etapa da operação dá continuidade ao trabalho iniciado em 26 de junho, quando a primeira fase desmontou um esquema criminoso envolvido com tráfico de drogas e armas, roubos, lavagem de dinheiro e outros delitos. Na ocasião, foram identificadas movimentações financeiras que somam cerca de R$ 50 milhões.

Na primeira fase, 33 pessoas foram presas por integrarem duas facções com forte presença em cidades do Sul de Minas e em municípios do interior paulista. A PF também apreendeu um vasto material: 164 veículos — entre carros de luxo, caminhões e motos aquáticas —, oito armas de fogo, 405 munições de diferentes calibres, quatro tabletes de cocaína, R$ 235 mil em espécie, além de 44 itens de valor, como joias. Também foram realizados bloqueios de imóveis e contas bancárias dos suspeitos.

As investigações apontam que os grupos estão envolvidos com tráfico de drogas e armas, extorsão, lavagem de dinheiro, receptação, roubos a banco, furtos qualificados e adulteração de veículos. Segundo a PF, os criminosos utilizavam a comercialização de veículos como fachada para legalizar recursos obtidos de forma ilícita.

O trabalho de investigação durou cerca de um ano. Na primeira fase, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete cidades: Alfenas (15), Andradas (3), Campestre (5), Mogi Guaçu (4), Poços de Caldas (47), Ribeirão Preto (4) e São João da Boa Vista (2).

Além das prisões e apreensões, a PF coletou amostras de DNA de quatro suspeitos para inserção no banco nacional de perfis genéticos do Ministério da Justiça. O objetivo é cruzar os dados com investigações em andamento, especialmente relacionadas a crimes como ataques a instituições financeiras.

Polícia Federal realiza operação contra quadrilha envolvida em ataque a banco em Guaxupé

Polícia Federal realiza operação contra quadrilha envolvida em ataque a banco em Guaxupé – Foto: divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (24) a Operação Fênix, com o intuito de desmontar uma organização criminosa responsável por um violento assalto a banco ocorrido no dia 8 de abril deste ano, em Guaxupé, no Sul de Minas Gerais. A ação criminosa resultou no roubo de aproximadamente R$ 2 milhões, entre dinheiro em espécie e joias empenhadas.

A ofensiva policial cumpre nove mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de Campinas, Sumaré e Hortolândia. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Passos (MG).

Conforme informações da Polícia Federal, o grupo investigado é especializado em ações conhecidas como “domínio de cidades”, tática criminosa marcada por ataques armados coordenados e uso de explosivos para violar instituições financeiras. Essa modalidade costuma envolver planejamento estratégico, armamento pesado e ações simultâneas contra forças de segurança.

A investigação começou logo após o ataque à agência da Caixa Econômica Federal em Guaxupé, quando criminosos fortemente armados invadiram o município durante a madrugada. Para dificultar a reação das autoridades, os bandidos dividiram-se em grupos e atacaram ao mesmo tempo as bases da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, enquanto outra equipe detonava explosivos para acessar o cofre do banco.

A operação é coordenada pela PF de Varginha (MG), com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Entre os crimes investigados estão roubo qualificado, uso de explosivos e participação em organização criminosa. Todo o material apreendido será submetido a perícia, e as investigações seguem em curso.

Quadrilha especializada em furto de café é alvo de operação da PM em São Sebastião do Paraíso

Quadrilha especializada em furto de café é alvo de operação da PM em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação

Uma operação da Polícia Militar realizada no fim de semana em São Sebastião do Paraíso (MG) desmantelou parte de um grupo criminoso envolvido em furtos e desvio de café. A ofensiva, conduzida pelo 43º Batalhão da PM, resultou na prisão de três suspeitos e na apreensão de veículos, equipamentos agrícolas e dezenas de sacas do produto já beneficiado.

Os alvos da operação foram um galpão situado no bairro Jardim Belvedere e um sítio na zona rural do município, alugado pela quadrilha para servir de base durante o período da safra. As ações contaram com o apoio de equipes do Tático Móvel, Patrulha Rural e militares do turno CPU 4/1.

Durante as buscas, os policiais localizaram e recuperaram 42 sacas de café, além de apreender três caminhões, uma caminhonete, um carro de passeio e duas motocicletas. Também foram recolhidos maquinários utilizados nas atividades ilícitas. Todo o material foi enviado para perícia, e a contagem final do café está em andamento.

De acordo com a PM, os três detidos têm entre 20 e 40 anos e são oriundos de outras cidades mineiras. Eles teriam se deslocado até São Sebastião do Paraíso com o objetivo específico de praticar os crimes na região durante a colheita. Após serem autuados em flagrante, os suspeitos foram levados à 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil para prestar depoimento. Posteriormente, foram encaminhados ao presídio local, onde seguem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil seguirá com as investigações para identificar outros envolvidos e mapear a atuação do grupo na região.

Alerta dos EUA ajuda Polícia Civil a prender suspeito de exploração sexual infantil em Itaú de Minas

Alerta dos EUA ajuda Polícia Civil a prender suspeito de exploração sexual infantil em Itaú de Minas – Foto: reprodução

Um homem de 32 anos, investigado por exploração sexual de crianças e adolescentes, foi alvo de operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), na manhã desta sexta-feira (18), em Itaú de Minas (MG).

Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na casa do investigado, onde foram recolhidos três celulares e um HD, os quais serão analisados.

Após a formalização dos procedimentos de polícia judiciária, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.

Integração internacional

As investigações foram iniciadas após autoridades dos EUA identificarem endereços de IPs de computadores no Brasil realizando downloads, em escala industrial, de centenas de vídeos envolvendo cenas de sexo de crianças e adolescentes.

Diante da constatação, as autoridades federais brasileiras foram comunicadas sobre os fatos, tendo sido iniciada uma investigação federal, a qual detectou que os vídeos teriam sido baixados na cidade de Itaú de Minas.

Como não foi identificado, em um primeiro momento, a transnacionalidade do delito, autoridades federais comunicaram a Polícia Civil mineira sobre fatos, que já estavam em apuração, sendo então instaurado inquérito policial e representado por medidas cautelares contra o suspeito.

As investigações permanecem em andamento.

Trio é preso em operação que desmantela esquema de furto de café em São Sebastião do Paraíso

Trio é preso em operação que desmantela esquema de furto de café em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Militar

Uma operação da Polícia Militar realizada na manhã desta sexta-feira (18) em São Sebastião do Paraíso (MG), resultou na prisão de três pessoas suspeitas de participação em um esquema de desvio e furto de café. A ação teve como foco o uso de veículos e maquinários adaptados para ocultar parte da carga durante o processo de beneficiamento do grão.

A investigação teve início após a PM receber denúncias sobre a atuação de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. De acordo com o 2º tenente Wallace Pereira Neto, os suspeitos agiam durante o beneficiamento do café, desviando parte da carga de forma discreta e estratégica.

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão — realizados tanto na área urbana quanto na zona rural do município — os militares apreenderam três caminhões, uma caminhonete, um carro de passeio e duas motocicletas.

Um dos caminhões chamou atenção dos policiais por possuir uma máquina acoplada, projetada para fazer a limpeza do café. O veículo estava adaptado com dois tubos ocultos, usados como compartimentos secretos para esconder parte da carga furtada sem chamar a atenção.

Diversas sacas de café beneficiado foram encontradas, mas a quantidade exata ainda será contabilizada. Todo o material apreendido será devolvido às vítimas do esquema.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que agora trabalha para aprofundar a apuração do caso e identificar possíveis outros envolvidos.

Trio é preso em operação que desmantela esquema de furto de café em São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação/Polícia Militar

Operação prende dois homens e uma mulher suspeitos de esquema com maquinários furtados em Alpinópolis e Bom Jesus da Penha

Operação prende dois homens e uma mulher suspeitos de esquema com maquinários furtados em Alpinópolis e Bom Jesus da Penha – Foto: divulgação/Polícia Civil

Na manhã desta quinta-feira (17), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a operação Fraternos, que resultou na prisão de três pessoas – duas em Bom Jesus da Penha e uma em Alpinópolis, cidades do Sul de Minas. Ainda foram cumpridos três mandados de busca e apreensão – um em cada cidade citada e o último, na zona rural do município de Carmo do Rio Claro, na mesma região.

Entre os presos, detidos em cumprimento de mandado de prisão preventiva, estão uma mulher, de 38 anos, que seria a empreendedora; e dois homens, o produtor rural, de 27, e o consultor tributário, de 40 anos. Duas caminhonetes foram apreendidas em poder dos investigados.

Investigações

A primeira fase da operação teve início em dezembro do ano passado, resultando na prisão de quatro pessoas envolvidas na subtração de três tratores e implementos agrícolas na região de Alpinópolis e Nova Resende. No total, os veículos furtados somavam aproximadamente R$ 500 mil.

Durante a segunda fase da operação, os alvos foram os demais integrantes da organização criminosa, estes responsáveis pelas transações financeiras. Apurações apontam que as transações eram realizadas por intermédio da conta bancária da empresa – a loja de roupas de uma das envolvidas -, além de adulteração e revenda dos maquinários.

Segundo levantamentos, os crimes cometidos pela organização criminosa englobam furto, roubo, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, de tratores e máquinas agrícolas.

“As prisões e apreensões realizadas hoje serão fundamentais para a paz no campo, uma vez que a prisão daqueles que recebem e comercializam o produto do crime, desmotiva novas subtrações”, explicou o delegado Manoel Nora, responsável pela investigação.

Segundo o chefe do 18º Departamento, delegado-geral Marcos Pimenta, as investigações indicam que a empresa em questão era usada como braço financeiro dos suspeitos presos hoje, de onde saíam pagamentos para demais envolvidos, em especial para os responsáveis pelos furtos e roubos de tratores.

Nome da operação

O nome Fraternos foi escolhido pelo fato dos presos serem parentes, perfazendo um grupo forte e interligado.

A investigação foi realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais em Guaxupé, no Sul de Minas, e a operação contou com a participação de policiais civis das delegacias regionais em Guaxupé, Passos e Alpinópolis.

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