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Jornal Folha Regional

PF faz operação contra fraudes em benefícios pagos pelo INSS

PF faz operação contra fraudes em benefícios pagos pelo INSS – Foto: reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (17), uma operação para aprofundar as investigações acerca de mais uma suposta fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O alvo da chamada Operação Fraus é uma provável organização criminosa especializada em burlar o sistema de segurança do instituto e desviar recursos públicos destinados ao pagamento de auxílios assistenciais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS).

Segundo a PF, entre os investigados há servidores do INSS, correspondentes bancários e outros profissionais com conhecimentos técnicos que lhes permitia fraudar os benefícios assistenciais. Com base nos indícios que os investigadores reuniram durante o monitoramento do grupo, a PF estima que o suposto esquema funcionava há mais de dez anos, podendo ter causado mais de R$ 30 milhões de prejuízo aos cofres públicos.

Oito mandados de busca e apreensão expedidos pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro foram cumpridos esta manhã, em cinco cidades fluminenses: Rio de Janeiro (3 mandados), Armação de Búzios (2), Cabo Frio, São Gonçalo e Casimiro de Abreu.

Nos endereços residenciais e comerciais alvos da operação foram apreendidos cerca de R$ 74 mil em dinheiro; três veículos; armas de fogo e munições; joias; celulares; computadores; notebooks; mídias de armazenamento, além de documentos e outros elementos que podem ajudar os investigadores responsáveis pelo caso.

Segundo o delegado Adriano Espindula Soares, chefe da delegacia da PF em Macaé, a PF já possui indícios suficientes para afirmar que os investigados integram uma organização criminosa muito bem estruturada, que contava com a participação de agentes públicos e outras pessoas que se valiam do livre acesso a plataformas restritas do INSS, como o aplicativo Meu INSS, para obter dados de beneficiários e, assim, fraudar o sistema.

“A liderança do grupo era exercida por um indivíduo cujo vulgo é Professor, ou o Rei do Benefício”, afirmou Soares ao se referir a um dos principais investigados, responsável por ensinar os membros da organização a como praticar as fraudes mediante o acesso indevido ao sistemas restritos do INSS.

“Durante o período de apuração de apenas seis meses, constatou-se que o prejuízo supera R$ 1,6 milhão. Porém, a investigação vem revelando que isso pode chegar a mais de R$ 30 milhões”, reforçou o delegado federal.

A PF assegura que não só já identificou os principais integrantes do suposto esquema, como, ainda durante a fase de monitoramento, obteve acesso a conversas e documentos que comprovam que o grupo deu entrada em ao menos 415 requerimentos fraudulentos para a obtenção do BPC/LOAS.

O volume de pedidos, segundo a PF, seria tão grande que, em alguns casos, o grupo sequer conseguia abrir a tempo as contas bancárias informadas para o recebimento do benefício em nome de terceiros, o que resultava na suspensão do pagamento por ausência de saque.

“Com base em tudo isso, pode-se inferir que aqueles que, em situação de vulnerabilidade, realmente precisam [do benefício] tiveram seus recursos comprometidos”, finalizou Soares, destacando que o expressivo número de solicitações fraudulentas também sobrecarregavam o já bastante demandado sistema do INSS.

Em nota, o Ministério da Previdência Social, ao qual o INSS está subordinado, destacou que o suposto esquema começou a ser investigado a partir de um relatório elaborado pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), da própria pasta. O ministério também garantiu ter apoiado toda a apuração policial, incluindo a operação desta quinta-feira.

A Agência Brasil também consultou o INSS e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, gestor do BPC/Loas, e aguarda pelas manifestações para atualizar esta reportagem.

O BPC é um benefício assistencial que garante que pessoas a partir dos 65 anos de idade, e também as quem têm alguma deficiência, independentemente de suas idades, recebam, mensalmente, o equivalente a um salário mínimo (atualmente, R$ 1.518). Para isso, a pessoa deve provar que não tem condições financeiras de se manter. O Bolsa Família também é concedido a pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e cuja renda de cada pessoa da família não ultrapasse R$ 218 – por exemplo, se apenas um integrante de uma família de sete pessoas recebe um salário mínimo, a renda de cada parente é de R$ 216,85.

Polícia apreende grande quantidade de drogas e prende quatro pessoas em São Roque de Minas

Polícia apreende grande quantidade de drogas e prende quatro pessoas em São Roque de Minas – Foto: divulgação/Polícia Militar

Uma ação policial realizada na última terça-feira (15) resultou na apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes e na prisão de quatro pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas em São Roque de Minas (MG).

Durante patrulhamento de rotina, a guarnição abordou um indivíduo que portava um papelote de substância análoga à cocaína. Ao ser questionado sobre a origem da droga, o suspeito indicou um endereço na Rua Nilzo de Faria. A equipe policial se dirigiu até o local e, com a entrada franqueada pela moradora, localizou materiais relacionados ao tráfico e encontrou mais dois indivíduos no imóvel.

Com base em novas informações recebidas, os militares seguiram até outro ponto suspeito, na Rua Lima de Faria, onde encontraram uma expressiva quantidade de entorpecentes armazenados. No total, foram apreendidos:

  • 172 papelotes de cocaína
  • 01 barra grande de cocaína
  • 02 papelotes de pedras de crack
  • 01 pedra grande de crack
  • 04 barras de maconha
  • 72 buchas de maconha
  • 78 comprimidos de ecstasy
  • 01 porção grande de skank
  • R$ 2.570,00 em dinheiro
  • 03 aparelhos celulares
  • 04 embalagens para fracionamento de drogas
  • 01 balança de precisão

Diante dos fatos, os materiais e os quatro suspeitos detidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil em Piumhi, onde permaneceram à disposição da Justiça.

A Polícia Militar reforça que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do telefone 181 e são fundamentais no combate ao tráfico de drogas na região.

Recém-nascido com problema cardíaco é transferido para Santa Casa de Passos em operação aérea de emergência

Recém-nascido com problema cardíaco é transferido para Santa Casa de Passos em operação aérea de emergência – Vídeo: Passos Online

Na noite da última quinta-feira (10), o Aeroporto Municipal de Passos (MG) foi palco de uma operação de resgate que mobilizou equipes médicas e logísticas para salvar a vida de um recém-nascido com grave problema cardíaco. A criança foi transferida de Uberaba diretamente para a Santa Casa de Passos, referência nacional em atendimentos neonatais e cardiopediatria.

A transferência, marcada pela agilidade e precisão, foi fundamental para garantir o atendimento especializado ao bebê, que chegou à unidade hospitalar em estado delicado. A ação reforça a importância da estrutura do aeroporto da cidade, mantido pela equipe da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Inovação (SICTUR), sob a liderança do secretário Luizinho.

Com dedicação e organização, a equipe da SICTUR tem demonstrado eficiência em situações emergenciais como essa, oferecendo suporte vital em momentos decisivos. A atuação coordenada entre os setores envolvidos foi essencial para o sucesso da operação.

A comunidade agora se une em esperança pela recuperação do pequeno paciente e presta solidariedade à sua família neste momento tão sensível.

Operação de fiscalização acompanha legalidade no uso de recursos hídricos no Sul de Minas

Operação de fiscalização acompanha legalidade no uso de recursos hídricos no Sul de Minas – Foto: reprodução

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) realizou, por meio da Unidade Regional de Fiscalização Ambiental Sul de Minas e da Coordenação de Fiscalização e Gestão de Denúncias, mais uma etapa da Operação Repressiva Recurso Hídrico Sul de Minas. A ação teve como objetivo verificar a regularidade do uso de recursos hídricos em propriedades e empreendimentos previamente selecionados.

A operação concentrou esforços em 25 imóveis localizados nos municípios de Turvolândia, Cordislândia, Elói Mendes, Três Pontas e Três Corações, todos com significativo número de áreas irrigadas por pivôs centrais, sistema amplamente utilizado na agricultura para irrigação eficiente e contínua.

A escolha das propriedades fiscalizadas foi feita com base em sensoriamento remoto e em dados disponibilizados pela Agência Nacional de Águas (ANA) sobre áreas irrigadas. As estruturas de irrigação foram comparadas com as bases do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para identificar os imóveis e seus respectivos responsáveis legais.

Segundo o coordenador da operação, Elias Venâncio, as equipes identificaram diversas irregularidades, como ausência de outorga para captação de água; utilização de água em desacordo com a outorga vigente; falta de instrumentos de controle de vazão e horário de captação, itens obrigatórios para assegurar o cumprimento das normas legais.

“A fiscalização do uso racional da água é essencial para garantir que os usos consultivos, como a irrigação agrícola, estejam de acordo com a legislação ambiental vigente”, afirmou Elias Venâncio.

Operação Pivôs Centrais

Esta é a quarta etapa da chamada Operação Pivôs Centrais, que teve início em 2022 e seguiu com novas ações em 2023 e 2024. O trabalho abrangeu os municípios de Paraguaçu, Alfenas, Machado, Fama, Campestre, Cabo Verde, Campos Gerais, Campanha, São Gonçalo do Sapucaí, Serrania, Divisa Nova e São Bento Abade.

Nesta fase, o foco se voltou para municípios onde há alta densidade de pivôs centrais e pressões significativas sobre os recursos hídricos da região, como os localizados na bacia do rio Grande, importante para a segurança hídrica do estado.

Trabalho de fiscalização

A operação integra o Planejamento Anual de Fiscalização 2025 da Semad e reforça o compromisso do Governo de Minas com a gestão responsável da água. A fiscalização visa garantir a multiplicidade de usos, assegurando o abastecimento humano, a produção agropecuária e a conservação ambiental.

A Semad destaca que o uso sustentável da água depende do cumprimento das normas legais e da responsabilidade dos produtores rurais. A fiscalização atua não apenas de forma repressiva, mas também orientadora, com o objetivo de fortalecer a cultura de respeito aos recursos naturais.

A secretaria reforça ainda que o acesso à água é um direito de toda a sociedade e que o uso racional e eficiente é essencial para compatibilizar as demandas crescentes com a disponibilidade hídrica nas diferentes bacias do estado. 

Polícia do Meio Ambiente apreende aves silvestres e aplica multa de R$ 32 mil em Conceição da Aparecida

Na última quarta-feira (09), uma operação realizada pela Polícia Militar do Meio Ambiente de Carmo do Rio Claro (MG) resultou na apreensão de aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro e na aplicação de uma multa que ultrapassa os R$ 32 mil. A ação ocorreu em uma residência localizada na Rua Joaquim de Avelar, no bairro Bela Vista, em Conceição da Aparecida (MG).

A fiscalização teve como foco o combate ao tráfico e à criação irregular de animais silvestres. No local, os policiais encontraram cinco pássaros, sendo quatro pertencentes à fauna nativa brasileira e um híbrido, todos mantidos sem o devido controle legal. As espécies identificadas incluíam um pintagol — ave híbrida resultante do cruzamento entre canário e pintassilgo, cuja criação sem autorização caracteriza infração ambiental —, um trinca-ferro (Saltator similis), com anilha danificada e sinais de adulteração, e três azulões machos (Cyanocompsa brissonii). Entre os azulões, um estava sem anilha e apresentava indícios de captura recente, enquanto os outros dois possuíam anilhas danificadas, também sugerindo adulterações.

Durante a abordagem, o morador da residência declarou ser criador amadorista desde 2015, apresentando um cadastro técnico federal regular (nº 6187744). Contudo, ele admitiu ter realizado anilhagem de forma irregular em algumas das aves, inclusive com o auxílio de uma terceira pessoa residente em Carmo do Rio Claro. A vistoria ainda constatou a ausência de dois trinca-ferros registrados em nome do criador, o que levantou suspeitas adicionais de irregularidades.

Polícia do Meio Ambiente apreende aves silvestres e aplica multa de R$ 32 mil em Conceição da Aparecida – Foto: divulgação/Polícia Militar de Meio Ambiente

Diante dos fatos, foram lavrados o Ato de Fiscalização nº 2025.07.013620000563, o Auto de Fiscalização nº 506790/2025 e o Auto de Infração nº 706400/2025. Com base no Decreto Estadual nº 47.383/2018, que regulamenta as infrações administrativas ambientais em Minas Gerais, foi aplicada uma multa de 5.800 UFEMGs (Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais), totalizando R$ 32.079,80.

As aves foram apreendidas e serão submetidas a avaliação técnica para posterior destinação adequada. Caso estejam aptas, poderão ser devolvidas à natureza; do contrário, serão encaminhadas a centros de reabilitação.

A Polícia do Meio Ambiente ressalta que a manutenção de animais silvestres em cativeiro, mesmo com anilhas, exige cadastro legal, autorização específica e controle rigoroso. Irregularidades como a adulteração de anilhas, a ausência de documentação ou a captura direta da natureza são caracterizadas como crimes ambientais e podem resultar em penalidades severas.

PF deflagra operação contra a fabricação e comercialização de cédulas falsas em Minas Gerais

PF deflagra operação contra a fabricação e comercialização de cédulas falsas em Minas Gerais – Foto: divulgação

A Polícia Federal de Minas Gerais deflagrou, na manhã da última terça-feira (8), a Operação Nota Fria para combater a fabricação e a comercialização de moeda falsa. 

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em cidades do Ceará, Paraná e no Distrito Federal. Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de até R$500 mil em bens e valores dos investigados.

A investigação teve início a partir da prisão em flagrante de uma pessoa de Divinópolis (MG) que recebia cédulas falsas por encomenda postal. As apurações subsequentes permitiram rastrear o destino dos valores obtidos com as transações ilícitas, revelando a extensão do esquema.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido para a completa elucidação dos fatos. Os envolvidos poderão responder pelo crime de moeda falsa.

Na véspera das eleições suplementares para prefeito em Guapé, STF concede habeas corpus a ex-prefeito investigado na operação ‘Trem da Alegria’

Na véspera das eleições suplementares para prefeito em Guapé, STF concede habeas corpus a ex-prefeito investigado na operação ‘Trem da Alegria’ – Foto: reprodução

O ex-prefeito de Guapé (MG), Nelson Alves Lara, teve a prisão preventiva revogada por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu habeas corpus substituindo a detenção por medidas cautelares. Nelson é investigado por suspeita de envolvimento em desvios de recursos públicos no âmbito da Operação Trem da Alegria, que apura crimes como peculato e formação de organização criminosa.

Além de Nelson Lara, a decisão também beneficiou os réus Polwmer Gonçalves Vieira — apontado como um dos principais envolvidos no caso — e Reginaldo Fernandes Souza. Os três estavam presos preventivamente desde fevereiro de 2024, com nova ordem de prisão emitida em abril.

No julgamento do Habeas Corpus, o STJ reconheceu a existência de ilegalidade na manutenção da prisão, destacando o excesso de prazo na tramitação do processo, provocado por disputas sobre a competência judicial. A indefinição quanto ao juízo responsável gerou sucessivas remessas da ação entre instâncias, atrasando a conclusão da fase de instrução.

O STJ entendeu que os riscos que justificavam a prisão — como interferência no processo e reincidência — foram superados, já que a fase instrutória foi encerrada e Nelson Lara não exerce mais cargo público. O tribunal concluiu que medidas cautelares alternativas seriam suficientes para garantir a ordem processual.

Medidas impostas ao ex-prefeito

Após a decisão do STJ, a Turma Única do Tribunal da Comarca de Guapé determinou a liberdade provisória de Nelson Lara, desde que ele cumpra as seguintes condições:

  • Comparecimento mensal ao juízo para justificar atividades e manter endereço atualizado;
  • Proibição de frequentar a Prefeitura de Guapé;
  • Proibição de manter contato com testemunhas, vítimas e outros investigados;
  • Proibição de sair da comarca;
  • Permanência em prisão domiciliar durante a noite e nos dias de folga.

O tribunal ressaltou que o descumprimento de qualquer uma dessas medidas poderá resultar na revogação do benefício e nova decretação de prisão preventiva.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), até a tarde desta quarta-feira (2), o ex-prefeito Nelson Alves Lara permanecia sob custódia na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga em Uberlândia (MG).

Já Polwmer Gonçalves Vieira foi desligado do sistema prisional na última segunda-feira (30) após concessão de alvará pela Justiça. Até a última atualização desta reportagem, a Justiça não soube informar sobre a situação de Reginaldo Fernandes Souza.

Operação Trem da Alegria

A “Operação Trem da Alegria” apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes políticos e servidores do município. Nelson Lara, que já comandou a Prefeitura de Guapé, é um dos principais investigados no caso.

Com a decisão do STJ, os três acusados aguardam o desfecho do processo em liberdade, mas sob monitoramento judicial. A investigação continua em curso, e a Justiça ainda não estabeleceu prazo para o julgamento final.

Via: G1

Operação Invisíveis apura suposta ‘limpeza social’ da população em situação de rua em Pouso Alegre

Operação Invisíveis apura suposta ‘limpeza social’ da população em situação de rua em Pouso Alegre – Foto: reprodução

Funcionários públicos de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, são investigados por cometer políticas higienistas contra pessoas em situação de rua no Centro da cidade. A operação “Invisíveis”, deflagrada pelo Ministério Público (MPMG) na manhã desta quarta-feira (2), investiga agentes públicos que realizaram a retirada forçada de pessoas em situação de vulnerabilidade das ruas.

A ação, em conjunto com a Polícia Civil (PCMG), cumpriu ordem judicial de busca e apreensão em dez endereços na cidade. Conforme apurado, os investigados retiravam as pessoas da rua mediante uso de arma de fogo, ameaças de morte e violência física. A reportagem do Estado de Minas procurou a Prefeitura de Pouso Alegre e aguarda retorno.

A prática cometida pelos agentes públicos é típica de um processo denominado pelos servidores do MP como “limpeza social”. O conceito refere-se a abordagens governamentais que visam “limpar” ou “purificar” espaços urbanos, removendo elementos considerados indesejáveis ou “não higiênicos”, como pessoas em situação de rua, moradores de favelas e outras populações marginalizadas.

São investigados agentes públicos municipais, um agente público estadual, além de particulares que promoviam a retirada forçada de pessoas das ruas do Centro de Pouso Alegre. Essas pessoas eram deixadas, contra suas vontades, em outros municípios da região. Segundo o MPMG, os crimes ocorreram ao longo de 2024, entre os meses de junho e setembro.

Além disso, as investigações, que prosseguem em segredo de Justiça, apontam a existência de indícios da prática de corrupção passiva por agentes públicos responsáveis pela fiscalização do cumprimento de penas alternativas no município. 

Cenário das ruas em Minas

Minas Gerais é o terceiro estado do Brasil com maior número de moradores em situação de rua, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/POLOS-UFMG), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

De acordo com o estudo, em maio deste ano, 345.542 pessoas viviam em vias públicas no país. Desse total, 31.410 — o equivalente a 9% — estavam nas ruas mineiras, que ocupa o terceiro lugar entre os estados com maior número de pessoas nessa condição. Belo Horizonte também é a terceira capital com maior número de pessoas em situação de rua, somando 14.960.

A pesquisa revela um crescimento constante no número de pessoas nessas condições em todo o país. Em 2013, eram 22.922 nessa situação. Esse total subiu para 138.332 em 2018, chegou a 261.653 em 2023 e alcançou 327.925 em 2024. Nos primeiros meses de 2025, o avanço continuou: foram 329.370 em janeiro, 332.180 em fevereiro, 335.151 em março e 345.542 em maio.

População de rua em Pouso Alegre

A presença de pessoas em situação de rua em Pouso Alegre gerou debates na cidade sobre como lidar com a situação no ano passado. A população se divide entre ajudar, da maneira que pode, e cobrar ações mais estruturadas, como investimentos em programas de capacitação e inclusão social.

A cidade conta com o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), que oferece acolhimento e atendimento psicossocial. O cidadão pode tomar café da manhã e da tarde, utilizar espaço com sanitários e higiene pessoal, realizar troca de roupas, confeccionar currículos e solicitar a segunda via de documentos. O atendimento especializado é feito por assistentes sociais e psicólogos.

Outro ponto é o acesso aos Centro de Referência de Assistência Social (Cras), mantidos pela Prefeitura de Pouso Alegre e governo federal, onde as pessoas em situação de rua podem fazer o Cadastro Único, ter orientação sobre os benefícios sociais, acesso a serviços, benefícios e projetos de assistência social, além de receber orientação sobre outros serviços públicos

Já o Centro Municipal de Acolhimento Provisório de Adultos (Cemapa) oferece o abrigo por período determinado para a população em situação de rua, para pessoas desabrigadas, migrantes, refugiados, ou em trânsito. Disponibilizado pela prefeitura, o objetivo é fortalecer a autonomia da pessoa acolhida e ajudá-la a superar a situação de rua.

Após crimes rurais em Bom Jesus da Penha e Nova Resende, PCMG lança Operação Ianque; mandado de prisão é cumprido em Piumhi

Após crimes rurais em Bom Jesus da Penha e Nova Resende, PCMG lança Operação Ianque; mandado de prisão é cumprido em Piumhi – Foto: divulgação

Na manhã da última terça-feira (1), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou a operação Ianque, no âmbito do projeto Campo Seguro, visando ao cumprimento de quatro mandados de prisão e outros três de busca e apreensão relacionados com uma série de crimes patrimoniais no meio rural.

As ordens de prisão foram cumpridas nos municípios mineiros de Rio Paranaíba e Campos Altos, no Alto Paranaíba, e Piumhi, na região Centro-Oeste, bem como em Franca, interior de São Paulo.

Também foram executados três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Campos Altos e um em Rio Paranaíba, oportunidade em que os policiais recolheram dois caminhões, duas caminhonetes e diversos insumos agrícolas.

Segundo o delegado Manoel Nora, responsável pelas investigações, “as prisões e as buscas realizadas hoje serão decisivas para a conclusão do inquérito”.

Crimes reiterados

As investigações tiveram início em julho do último ano, após o registro de dois crimes cometidos na zona rural de Nova Resende e Bom Jesus da Penha, ambas cidades do Sul de Minas.

No dia 1º de julho de 2024, ocorreu o furto de 110 sacas de café tipo especial, na região da Petúnia, em Nova Resende. Uma semana depois, no dia 8, na zona rural de Bom Jesus da Penha, criminosos armados invadiram uma fazenda, renderam oito vítimas e subtraíram joias, um caminhão carregado com 100 sacas de café beneficiado, duas armas de fogo (calibres 12 e 380) e um veículo.

O prejuízo estimado nas duas ações criminosas ultrapassa R$ 1,6 milhão.

No mês seguinte, dia 9 de agosto, o mesmo grupo teria tentado executar outro roubo, dessa vez na zona rural de São Roque de Minas, Centro-Oeste do estado. O alvo era uma carga de café, avaliada em cerca de R$ 1 milhão, sendo a ação criminosa frustrada mediante a pronta resposta das forças de segurança.

Ostentação

De acordo com o chefe do 18º Departamento da PCMG, delegado-geral Marcos Pimenta, as provas reunidas durante as investigações apontam de forma clara o envolvimento do grupo em uma sequência de crimes contra o patrimônio rural, inclusive pelo estilo de vida dos suspeitos.

“Os investigados ostentavam padrão incompatível com os rendimentos declarados e já estavam vinculados a outras ocorrências na região”, contou.

Ianque

O nome da operação faz referência a um dos alvos da investigação, que, após residir nos Estados Unidos, teria retornado ao Brasil, utilizando recursos obtidos no exterior para adquirir uma propriedade rural em Campos Altos.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais em Guaxupé, no Sul de Minas, contou com apoio de equipes dos departamentos de Polícia Civil em Poços de Caldas, Uberaba e Patos de Minas.

Polícia Civil cumpre 11 mandados durante operação Eixo Duplo em Passos

Polícia Civil cumpre 11 mandados durante operação Eixo Duplo em Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na última sexta-feira (27), a operação “Eixo Duplo” em Passos (MG). A ação, voltada ao combate ao tráfico de drogas na região, resultou na prisão de oito pessoas e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, que contou com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, foram apreendidos entorpecentes, quantias em dinheiro, equipamentos eletrônicos e uma arma de fogo. Uma das prisões foi realizada em flagrante, enquanto as outras sete ocorreram por meio de mandados de prisão preventiva.

O delegado Ismael Soares, responsável pelas investigações, destacou a relevância da operação no enfrentamento ao crime organizado. “O resultado obtido hoje servirá para desencadear novas diligências, sempre com o fim de garantir à comunidade um ambiente de segurança, atingindo e minando estrategicamente o crime organizado”, afirmou.

Os detidos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

Polícia Civil cumpre 11 mandados durante operação Eixo Duplo em Passos – Foto: divulgação/Polícia Civil
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