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Jornal Folha Regional

Paciente em surto foge de hospital dirigindo ambulância e causa acidente em Ibiraci

Paciente em surto foge de hospital dirigindo ambulância e causa acidente em Ibiraci – Foto: redes sociais

Um paciente internado em observação no hospital de Ibiraci (MG) protagonizou uma ocorrência incomum e de risco na tarde do último domingo (28). Após sofrer um surto psicótico, ele conseguiu deixar a unidade de saúde conduzindo uma ambulância pertencente ao próprio hospital.

Durante a fuga, o homem percorreu várias ruas da cidade até perder o controle da direção. A ambulância acabou atingindo um imóvel que abriga um estabelecimento comercial e também serve como residência.

Com a força da colisão, o paciente, que era o único ocupante do veículo, ficou desacordado. Equipes de atendimento prestaram socorro no local e o encaminharam de volta ao hospital, onde permanece internado sob cuidados médicos e vigilância.

A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência, realizou o isolamento da área e aguardava a chegada da perícia técnica, que ficará responsável pelos levantamentos necessários para esclarecer as circunstâncias do acidente.

As investigações também deverão apurar de que forma o paciente conseguiu acesso às chaves da ambulância e quais falhas nos protocolos de segurança da unidade de saúde possibilitaram a fuga.

Justiça condena Santa Casa e Prefeitura de São Sebastião do Paraíso a indenizar filha de paciente enterrado como indigente na pandemia

Justiça condena Santa Casa e Prefeitura de São Sebastião do Paraíso a indenizar filha de paciente enterrado como indigente na pandemia – Foto: reprodução

A Justiça de Minas Gerais determinou que a Santa Casa de Misericórdia e a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso (MG) indenizem em R$ 10 mil a filha de um homem que foi enterrado como indigente durante a pandemia de Covid-19. A decisão reconheceu que a família não foi avisada da morte antes do sepultamento.

De acordo com o processo, o homem tinha 42 anos e foi internado na unidade hospitalar em julho de 2021. Naquele período, por causa das medidas sanitárias adotadas para conter a Covid-19, pacientes não podiam receber acompanhantes durante a internação.

Alguns dias depois da entrada no hospital, ele morreu. Sem que os familiares fossem informados, o corpo acabou sendo sepultado como indigente por agentes do município.

Segundo relatado na ação, apenas no dia seguinte à morte os parentes entraram em contato com o hospital em busca de notícias sobre o estado de saúde do paciente. Foi nesse momento que receberam a informação de que ele havia falecido.

Ainda conforme a autora do processo, poucas horas depois de o enterro já ter ocorrido, os familiares confirmaram a morte ao falar novamente com o hospital. Abalados com a situação, registraram um boletim de ocorrência.

A filha do homem procurou a Justiça alegando que foi impedida de se despedir do pai e de providenciar um sepultamento adequado. Na ação, ela argumentou que enterrar como indigente uma pessoa devidamente identificada representa violação ao princípio da dignidade da pessoa humana.

Defesa

Durante o processo, a Santa Casa afirmou que tentou localizar parentes do paciente utilizando os contatos disponíveis, mas que não obteve sucesso. O hospital negou falha na prestação do serviço.

Já o município declarou que adotou as medidas necessárias diante da situação e sustentou que não poderia ser responsabilizado por fatos que, segundo a administração municipal, não estavam diretamente sob sua atuação.

Decisão

O caso foi analisado pelo desembargador Manoel dos Reis Morais, relator do processo. Ele votou pela condenação solidária do hospital e da prefeitura.

Na decisão, o magistrado destacou que o prontuário médico continha diversas informações capazes de permitir a identificação e localização da família, incluindo endereço e contatos telefônicos.

Para o desembargador, a ausência de comunicação antes do sepultamento configurou falha no serviço prestado.

“O sepultamento sem prévia comunicação à família impediu que a apelante se despedisse de seu pai e ofertasse enterro digno, circunstância que ultrapassa mero dissabor e gera dano moral indenizável, configurando violação à dignidade da pessoa humana”, afirmou.

Posicionamento da Santa Casa

Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso informou que o caso ocorreu em 2021, no período mais crítico da pandemia de Covid-19.

Segundo a instituição, após a morte do paciente, a equipe do Serviço Social tentou localizar familiares utilizando informações disponíveis em prontuários, sistemas de saúde, contatos telefônicos e rede pública, mas não conseguiu encontrá-los.

O hospital afirmou ainda que, diante da impossibilidade de localizar parentes e seguindo as normas sanitárias vigentes naquele momento — que exigiam rapidez na destinação de corpos — foram adotados os procedimentos administrativos e de saúde pública para o sepultamento.

A Santa Casa declarou respeitar a decisão da Justiça, mas ressaltou que os autos demonstram as diligências realizadas pela equipe na tentativa de localizar familiares. A instituição também afirmou manter compromisso com a transparência, a melhoria dos processos internos e a prestação de atendimento digno e humanizado à população.

VÍDEO | Paciente é preso após agredir médica durante atendimento em pronto-socorro em Cássia

Um episódio de violência marcou a tarde da última quinta-feira (25) no pronto-socorro municipal de Cássia (MG). Uma médica de 24 anos foi vítima de agressão física enquanto realizava atendimento a um paciente que havia dado entrada na unidade desacordado.

Conforme informações da Polícia Militar, o homem, de 35 anos, chegou ao pronto-socorro por volta das 15h, acompanhado de familiares. Ele apresentava sinais de embriaguez e havia suspeita de uso de entorpecentes. Após receber os primeiros cuidados médicos e recobrar a consciência, o paciente passou a demonstrar comportamento agressivo.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem atacou a médica plantonista, chegando a enforcá-la durante o atendimento. Enfermeiras que estavam na unidade intervieram e tentaram administrar uma medicação com o objetivo de conter o agressor e auxiliar a profissional a se livrar da agressão.

Ainda segundo o registro policial, o paciente fez ameaças de morte à médica e às enfermeiras e, em seguida, passou a depredar a recepção do pronto-socorro. Vidros, cadeiras, mesas e portas foram danificados com chutes e socos. Durante o surto de violência, o homem acabou sofrendo ferimentos no braço, na cabeça e no pé.

A Polícia Militar foi acionada e conseguiu conter o agressor, sendo necessário o uso de sedativos e algemas. Após receber atendimento médico, ele foi preso em flagrante pelos crimes de dano ao patrimônio, ameaça, vias de fato/agressão e resistência.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Passos (MG), onde foram adotadas as providências legais cabíveis.

VÍDEO | Paciente com elefantíase é içado para sentir o sol após dias internado em hospital de Divinópolis

Um gesto simples, mas carregado de emoção, marcou a rotina do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), em Divinópolis (MG), nesta semana. O paciente Cássio Murilo Teixeira, de 43 anos, internado há vários dias, foi içado pela equipe do hospital até o corredor da unidade para ver e sentir o sol pela primeira vez em muito tempo.

O momento foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais do hospital. Nas imagens, profissionais de saúde aparecem utilizando uma cadeira adaptada, cuidadosamente erguendo o paciente até uma abertura onde a luz solar entrava. Sorridente, Cássio permaneceu por alguns minutos contemplando o céu e aproveitando o calor do sol, enquanto a equipe se emocionava com a cena.

Cássio está em tratamento contra elefantíase, doença que provoca inchaço extremo nos membros, e também enfrenta complicações respiratórias. Segundo o CSSJD, ele segue internado, recebendo cuidados contínuos, e ainda não há previsão de alta.

O que é elefantíase

A elefantíase, também conhecida como filariose benigna, é uma condição crônica causada pela obstrução dos vasos linfáticos, o que leva ao aumento disforme de partes do corpo — como pernas, braços ou genitais. O tratamento inclui medicações, higiene rigorosa, fisioterapia e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos.

Pacientes que convivem com a doença enfrentam limitações físicas severas e maior risco de infecções secundárias, fatores que impactam diretamente na qualidade de vida.

Do primeiro paciente a milhares de vidas transformadas: Radioterapia do HRC de Passos completa 15 anos

Do primeiro paciente a milhares de vidas transformadas: Radioterapia do HRC de Passos completa 15 anos – Foto: divulgação

No último dia 9 de setembro, o Hospital Regional do Câncer de Passos celebrou os 15 anos de funcionamento do seu Serviço de Radioterapia. Em 2009, nesse mesmo dia, foi realizado o primeiro atendimento a um paciente oncológico, marcando o início de uma trajetória de cuidado, esperança e dedicação à luta contra o câncer.

Desde então, mais de 10 mil pacientes já receberam tratamento no setor, que ultrapassou a marca de 1 milhão de campos irradiados. O serviço se consolidou como referência regional em qualidade e tecnologia, sendo fundamental no enfrentamento do câncer em toda a região.

O tratamento utiliza radiações ionizantes para atingir as células tumorais, danificando o DNA dessas células e impedindo que continuem se multiplicando. O grande diferencial está na precisão: a radiação é direcionada de forma a preservar os tecidos saudáveis ao redor do tumor, garantindo eficácia com segurança.

Ao longo desses anos, o setor passou por importantes evoluções. Em 2016, o HRC adquiriu a segunda máquina de radioterapia, ampliando a capacidade de atendimentos e incorporando tecnologias inovadoras, como o tratamento por IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada) e a radioterapia guiada por imagem, que permitem maior precisão e segurança nos procedimentos.

Agora, o serviço se prepara para um novo salto tecnológico. O primeiro equipamento de radioterapia será substituído por um modelo ainda mais moderno, adquirido através do apoio do Deputado Federal, Odair Cunha. O nocvo equipamento será capaz de realizar radiocirurgia, estereotaxia fracionada e hipofracionamento, técnicas de ponta que possibilitam tratamentos mais rápidos, eficazes e acessíveis aos pacientes.

A data reforça a importância da radioterapia no tratamento oncológico E o compromisso do Hospital Regional do Câncer em continuar investindo em inovação, estrutura e atendimento humanizado para os pacientes oncológicos de toda a região.

Paciente de Formiga é estuprada por diretor enquanto é encaminhada para clínica de reabilitação

Paciente de Formiga é estuprada por diretor enquanto é encaminhada para clínica de reabilitação – Imagem: Agência Inova

O diretor de uma clínica de reabilitação de São Gonçalo do Pará, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, foi preso no último domingo (10). O homem, de 36 anos, é suspeito de estuprar uma paciente de 31 anos enquanto a levava para a instituição. 

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o caso aconteceu na terça-feira (5). A vítima, que já tinha sido paciente na clínica, entrou em contato com o diretor, relatando uma recaída e manifestando o desejo de retornar à unidade. Ela mora em Formiga, na região Oeste do estado. 

Ao buscá-la, o diretor passou por seu apartamento, em Divinópolis, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o relato da vítima, os abusos ocorreram nesse local. No dia seguinte, ele a levou para a clínica e confiscou o celular dela, deixando-a incomunicável. 

Conforme a PMMG, o suspeito devolveu o celular à vítima nesse domingo (10/8). Nesse momento, ela entrou em contato com familiares e contou o que havia acontecido. Imediatamente, eles acionaram a Polícia Militar, que foi até a clínica para retirar a vítima. 

No local, o homem alegou aos militares que a relação teria sido consensual. No entanto, diante do relato da vítima e considerando que ela é dependente química e faz uso de medicamentos, o suspeito foi preso por estupro e encaminhado à Delegacia de Divinópolis. A polícia investiga o caso. 

Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos

Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC

Pacientes do Hospital Regional do Câncer (HRC) de Passos (MG), tiveram uma Páscoa recheada de carinho e afeto.

As crianças da oncopediatria e os pacientes da internação adulto receberam uma visita especial que encheu os corredores de sorrisos e esperança. Com direito a chocolates doados com muito amor, a ação reforça o poder do cuidado humanizado no processo de tratamento.

”Pequenos gestos, grandes impactos. Gratidão a todos que contribuíram para tornar esse momento ainda mais doce”, publicou o hospital.

Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos - Foto: divulgação/HRC
Pacientes tem dia de Páscoa recheada com carinho e afeto no HRC de Passos – Foto: divulgação/HRC

VÍDEO: Paciente é morto após ter surto, fazer enfermeira refém e ameaçar matar profissional, diz polícia

Um paciente internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Morrinhos, no sul de Goiás, foi morto por um policial militar após fazer uma enfermeira refém e a ameaçar durante um surto psicótico, segundo a Polícia Militar (PM). Um vídeo mostra o momento em que, ameaçada com um pedaço de vidro, a profissional da saúde consegue afastar o braço do paciente, que foi baleado logo depois, e escapar (veja acima).

O caso aconteceu no sábado (18). Em nota, a Polícia Militar (PM) afirmou que protocolos de gerenciamento de crises foram aplicados para tentar liberar a enfermeira, mas que, mesmo diante das tentativas, foi necessária a realização de um disparo contra o paciente para resguardar a vida da refém. Afirmou ainda que um procedimento administrativo foi instaurado para apurar os fatos (leia na íntegra ao final do texto).

A família do paciente se diz revoltada e cobra por justiça pelo caso. “A polícia matou meu pai dentro de uma UTI”, disse o filho em rede social..

As imagens mostram o momento em que Luiz Claudio Dias, de 59 anos, é baleado. De acordo com informações da PM, o tiro seria para imobilizar o paciente, que ameaçava a enfermeira, mas ele se moveu durante a ação e o tiro acabou perfurando o abdômen.

Após ser baleado, o paciente chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Por telefone, o Hospital Municipal de Morrinhos disse à reportagem que ainda não comentaria sobre o caso.

Em entrevista, o prefeito de Morrinhos, Maycllyn Carreiro (PL), afirmou que Luiz Claudio não tinha histórico de surtos psicóticos e que fazia um tratamento renal há três dias. O prefeito disse ainda que casos de surtos durante a internação em uma UTI não são incomuns.

“Não é incomum pacientes terem delírios e, às vezes, surtos, durante os tratamentos na UTI. Só que, esse fato, foi totalmente atípico. Ele [Luiz] se levantou do leito onde estava internado, arrancando os equipamentos e falando de forma totalmente desconexa, correu para o banheiro, quebrou o vidro, pegou a enfermeira, que estava saindo do banheiro feminino, a engravatou e colocou o vidro no pescoço dela”, contou o prefeito.

Ainda segundo Maycllyn, os outros membros da equipe médica tentaram dialogar com Luiz Cláudio, mas sem sucesso. Como não conseguiram reverter a situação, os funcionários do hospital acionaram a PM.

Em nota, a Prefeitura de Morrinhos afirmou que lamenta profundamente o ocorrido e que está à disposição para esclarecer os fatos.

Revolta da família

Filho de paciente morto em UTI manifesta luto nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Filho de paciente morto em UTI manifesta luto nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Nas redes sociais, o dentista Luiz Henrique Dias, filho de Luiz Cláudio, postou um vídeo em frente ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto esperava pela liberação do corpo do pai. Ele se diz revoltado com a situação e que soube da morte do por vídeos que circularam entre os moradores do município.

“Eu fiquei sabendo que meu pai morreu antes mesmo da equipe médica me falar. Que despreparo desse povo. A dor é grande, mas Deus vai fazer justiça. A polícia matou meu pai dentro de uma UTI, um paciente com hipoglicemia, com menos de 60 kg, fragilizado” desabafou o dentista no vídeo.

O funeral de Luiz Cláudio ocorreu na manhã deste domingo (19). O sepultamento deve ocorrer às 19h.

Nota da Polícia Militar na íntegra

A Polícia Militar de Goiás informa que, na noite de sábado (18), uma equipe do 36º Batalhão da Polícia Militar atendeu uma ocorrência no Hospital Municipal de Morrinhos, onde um paciente, em surto psicótico, manteve uma técnica de enfermagem refém na UTI, ameaçando-a com um objeto perfurocortante (pedaço de vidro).

Após a chegada dos policiais, foram iniciados protocolos de gerenciamento de crises para liberar a vítima. Apesar das tentativas de verbalização para que o autor liberasse a vítima, ele permaneceu em atitude agressiva e reiterou as ameaças.

Diante do risco iminente à vítima, foi necessário a realização de um disparo de arma de fogo para neutralizar a agressão e resguardar a integridade física da refém.

Mesmo alvejado, o autor continuou resistindo, sendo necessária a sua contenção pelos demais policiais militares. A equipe médica prestou socorro imediato, mas infelizmente ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

A ocorrência foi acompanhada pelo delegado plantonista, que conduzirá as investigações cabíveis.

A Polícia Militar informa, ainda, que foi determinada a instauração de procedimento administrativo para apurar os fatos.

Dentista do SUS ganha galo de paciente grato por atendimento: “Auge”

Dentista do SUS ganha galo de paciente grato por atendimento: “Auge” - Foto: redes sociais
Dentista do SUS ganha galo de paciente grato por atendimento: “Auge” – Foto: redes sociais

A dentista Ana Paola Nascimento Fedeszen, de Águia Branca (ES), foi surpreendida pela forma com que um paciente decidiu agradecê-la pelo atendimento prestado no Sistema Único de Saúde (SUS). O homem chegou ao consultório dela, na quinta-feira (17/10), com um galo vivo dentro de um saco branco para presenteá-la.

Depois de buscar tratamento em outros postos de saúde e não obter respostas, Adeucimar Leopoldino, de 56 anos, foi, finalmente, atendido após procurar o local onde Ana Paola trabalha. Grato pelo atendimento prestado, ele decidiu demonstrar a gratidão, pegando um dos galos da criação que possui em casa.

“Me senti a melhor pessoa do mundo. O sentimento de poder ajudar alguém é bom demais. O que eu tirei desse acontecimento é que, por mais simples que as pessoas sejam, elas merecem atenção, mesmo que seja o básico, que é fazer o que eu recebo para fazer. Muitas vezes, as pessoas só querem atenção e o gesto dele é uma motivação para continuar o que eu faço”, diz Ana Paola.

A dentista conta que o tratamento de Adeucimar começou há cerca de um mês e já teve quatro sessões. Segundo ela, é caso de prótese e deve durar, ainda, em torno de um mês e meio até que ele esteja com os dentes novos. “Ele ficou sem graça de tirar as fotos comigo, mas prometi que até o Natal ele estará com a prótese na boca e faremos uma foto nova, de sorriso aberto”, relata.

Enquete para escolher o nome do galo

Na quinta-feira, Adeucimar chegou ao posto de saúde segurando o saco branco, com o galo dentro, e, apesar de não ser o primeiro da fila de atendimento, ele entrou direto no consultório de Ana Paola para entregar o presente. Segundo ela, o saco com o galo ficou no canto da parede, enquanto ela atendia os demais pacientes.

Na vez de Adeucimar, o galo começou a se mexer sem parar e eles o retiraram do saco para registrar o momento. “Ele ficou meio sem graça, achou que eu ia fugir, mas também sou do interior, não tenho frescura. Peguei aquele frango e ele ficou todo envergonhado. Esse ato, para mim, teve um valor transformador. Às vezes, chegamos desmotivados para trabalhar e aí nos deparamos com um gesto lindo desse”, diz ela.

Ana Paola abriu uma enquete nas redes sociais para escolher um nome para o animal. Entre as sugestões dos seguidores, estão nomes, como: Sorriso, Gino, Juvenal, Dentinho, Rambo e Gengivaldo. Esse último, segundo ela, deve ser o escolhido. “Estou achando que esse galo tem cara de Gengivaldo”, brinca ela.

Adeucimar chegou a sugerir que a dentista matasse o galo e fizesse uma sopa, mas ela disse que não terá coragem. “Presentes de pacientes são comuns, mas algo vivo assim foi a primeira vez. Ganhamos queijos, leite, sacolas de manga, mas o galo vivo foi o auge da gratidão. Ele ficou muito feliz. Deve ter escolhido o melhor galo da criação”, diz ela. O animal foi solto por Ana Paola em um sítio da família.

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente - Foto: arquivo pessoal
Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente – Foto: arquivo pessoal

Após repercussão nas redes sociais do caso de Carolina Arruda, de Bambuí (MG), que sofre com a pior dor do mundo, o Diretor Clínico da Santa Casa de Alfenas (MG) e presidente da Sociedade Brasileira para os Estudos da Dor (SBED), Dr. Carlos Marcelo de Barros, médico Anestesiologista com área de atuação em Dor e Medicina Paliativa, convidou a paciente para um tratamento e assim tentar amenizar sua dor e evitar a eutanásia.

Segundo o Dr. Marcelo, ele recebeu cerca de 50 mensagens pedindo para tratar dela.

“Além dos pedidos terem chegado até mim, foram encaminhados também para a SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor) e o Deputado Estadual Luizinho do PT, o qual estamos juntos com um Projeto de Lei para tratamento da dor crônica em Minas Gerais, me pediu apoio e o hospital também pediu meu apoio. Nosso serviço tem condições de tratar qualquer tipo de dor e não poderia deixar de dar a oportunidade para ela”, citou Dr. Marcelo.

Para o médico, o que mais o sensibilizou, foi por Carolina ter uma filha de 10 anos, a qual precisa da mãe.

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente - Foto: arquivo pessoal
Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente – Foto: arquivo pessoal

Sobre a Clínica

A Clínica Sinpain Alfenas (Clínica de Dor da Santa Casa de Alfenas) é especializada no tratamento da dor crônica, que são aquelas dores que persistem por mais de três meses sem encontrar solução. Exemplos incluem neuralgia do trigêmeo, como o caso da Carolina, neuralgia pós-herpética, dor em pacientes com câncer, dores nociplásticas, como enxaqueca e fibromialgia, e dores musculoesqueléticas, como as ocasionadas por lesões esportivas, artropatias, dor lombar e cervical.

“Atendemos, em média, de 200 a 300 pacientes com dor crônica por mês. As dores mais comuns e prevalentes são as musculoesqueléticas, principalmente a dor lombar. No entanto, nosso serviço especializado em dor crônica atende todos os tipos de dores, desde as mais comuns até as mais complexas”, frisou o médico.

Casos como o da Carolina, que são refratários a múltiplos tratamentos, infelizmente, são mais comuns do que a maioria das pessoas imagina. Esses casos devem ser tratados em centros especializados para aumentar a possibilidade de alívio, mesmo que parcial, da dor. A paciente entrará em um processo de tratamento com um planejamento estabelecido por etapas, como se estivesse reiniciando todo o processo. Primeiramente, ela passará por um processo de dessensibilização com medicações intravenosas e serão refeitos todos os exames. Essa fase inicial, que pode durar aproximadamente dez dias, é fundamental para entender a evolução da doença, pois pacientes com dor crônica intratável, como o caso dela, que sofrem não só com a dor, mas também com todas as limitações e sofrimentos que esse tipo de doença pode causar.

Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente - Foto: redes sociais
Anjo em forma de médico: profissional de Alfenas tratará de mineira que convive com a pior dor do mundo e poderá salvar a vida da paciente – Foto: redes sociais

“Após essa fase inicial de dessensibilização, discutiremos com a paciente todas as opções disponíveis para seu tratamento, de acordo com o resultado terapêutico. Isso inclui nova intervenção no próprio nervo trigêmeo, seja por balão ou por radiofrequência, implante de bomba intratecal de fármacos, tratamento por radiocirurgia, conhecido como Gamma Knife, implante de neuroestimuladores no nervo trigêmeo e até mesmo implante de estimuladores cerebrais”, informou o Anestesiologista com área de atuação em Dor e Medicina Paliativa.

Cada etapa deve ser realizada com muita cautela e respeitando princípios éticos e científicos. Tratamentos como o da Carolina são complexos, demorados e devem ser realizados com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

“É muito importante salientar que o tratamento dela pode levar meses. Porque esta fase inicial tem objetivo de tirar ela do sofrimento agudo”, finalizou o médico.

Sobre o médico

Dr. Carlos Marcelo de Barros, MD, PhD, FIPP.
Anestesiologista com área de atuação em Dor e Medicina Paliativa.
CRM-MG: 39.448 / RQE Nº 16.085 / RQE Nº 42.108 / RQE Nº: 47014.
Presidente da Sociedade Brasileira para estudos da Dor SBED (2024-5).
Diretor Científico da Faculdade sinpain.
Diretor Clínico da Santa Casa de Alfenas.

Sinpain Alfenas – Centro de Controle da Dor
(35) 3299-6414 (whatsapp) / (35) 3299-6415.

Email: [email protected]

Currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/5222329320430188
https://orcid.org/0000-0002-1207-2867

www.carlosmarcelo.com.br
https://www.facebook.com/carlosmarcelo.dor
https://www.instagram.com/carlosmarcelo.dor

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