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Jornal Folha Regional

Passos e Alpinópolis estão entre as cidades mineiras em alerta de “perigo” para onda de calor; São José da Barra fica fora da lista

Passos e Alpinópolis estão entre as cidades mineiras em alerta de “perigo” para onda de calor; São José da Barra fica fora da lista – Foto: reprodução

Passos e Alpinópolis estão entre os 207 municípios de Minas Gerais que permanecem sob alerta de onda de calor emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso começou a valer às 16h17 da última segunda-feira e segue até às 23h59 de quarta-feira (14).

De acordo com o Inmet, as temperaturas devem ficar cerca de 5 °C acima da média habitual por um período que pode variar entre três e cinco dias. O grau de severidade do alerta é classificado como “perigo”, o segundo nível em uma escala de três, o que indica risco à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Na região, além de Passos e Alpinópolis, diversas cidades do Sul e Sudoeste de Minas também estão incluídas no alerta, como São Sebastião do Paraíso, Itaú de Minas, Pratápolis, Monte Santo de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Alfenas.

Apesar do avanço do calor intenso em grande parte da região, o município de São José da Barra não aparece na lista divulgada pelo Inmet e, até o momento, não está sob o alerta de onda de calor.

Segundo o instituto, as áreas mais afetadas em Minas Gerais são o Sul/Sudoeste do estado, a Zona da Mata e o Campo das Vertentes. Nessas regiões, a recomendação é reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia e redobrar os cuidados com grupos mais vulneráveis.

O Inmet reforça que os alertas podem ser atualizados a qualquer momento, conforme a evolução das condições meteorológicas, e orienta que a população acompanhe os comunicados oficiais.

Veja lista de cidades

  1. Aiuruoca
  2. Alagoa
  3. Albertina
  4. Além Paraíba
  5. Alfenas
  6. Alpinópolis
  7. Alterosa
  8. Andradas
  9. Andrelândia
  10. Antônio Carlos
  11. Antônio Prado de Minas
  12. Arantina
  13. Arceburgo
  14. Areado
  15. Argirita
  16. Astolfo Dutra
  17. Baependi
  18. Bandeira do Sul
  19. Barão de Monte Alto
  20. Belmiro Braga
  21. Bias Fortes
  22. Bicas
  23. Bocaina de Minas
  24. Bom Jardim de Minas
  25. Bom Jesus da Penha
  26. Bom Repouso
  27. Borda da Mata
  28. Botelhos
  29. Brazópolis
  30. Bueno Brandão
  31. Cabo Verde
  32. Cachoeira de Minas
  33. Caiana
  34. Caldas
  35. Camanducaia
  36. Cambuí
  37. Cambuquira
  38. Campanha
  39. Campestre
  40. Campos Gerais
  41. Capetinga
  42. Carangola
  43. Careaçu
  44. Carmo de Minas
  45. Carmo do Rio Claro
  46. Carvalhópolis
  47. Carvalhos
  48. Cássia
  49. Cataguases
  50. Caxambu
  51. Chácara
  52. Chiador
  53. Conceição da Aparecida
  54. Conceição das Pedras
  55. Conceição do Rio Verde
  56. Conceição dos Ouros
  57. Congonhal
  58. Consolação
  59. Cordislândia
  60. Coronel Pacheco
  61. Córrego do Bom Jesus
  62. Cristina
  63. Cruzília
  64. Delfim Moreira
  65. Descoberto
  66. Divisa Nova
  67. Dom Viçoso
  68. Dona Eusébia
  69. Elói Mendes
  70. Ervália
  71. Espírito Santo do Dourado
  72. Estiva
  73. Estrela Dalva
  74. Eugenópolis
  75. Ewbank da Câmara
  76. Extrema
  77. Fama
  78. Faria Lemos
  79. Fervedouro
  80. Fortaleza de Minas
  81. Goianá
  82. Gonçalves
  83. Guaranésia
  84. Guarani
  85. Guarará
  86. Guaxupé
  87. Guidoval
  88. Guiricema
  89. Heliodora
  90. Ibitiúra de Minas
  91. Inconfidentes
  92. Ipuiúna
  93. Itajubá
  94. Itamarati de Minas
  95. Itamogi
  96. Itamonte
  97. Itanhandu
  98. Itapeva
  99. Itaú de Minas
  100. Jacuí
  101. Jacutinga
  102. Jesuânia
  103. Juiz de Fora
  104. Juruaia
  105. Lambari
  106. Laranjal
  107. Leopoldina
  108. Liberdade
  109. Lima Duarte
  110. Machado
  111. Mar de Espanha
  112. Maria da Fé
  113. Maripá de Minas
  114. Marmelópolis
  115. Matias Barbosa
  116. Minduri
  117. Miradouro
  118. Miraí
  119. Monsenhor Paulo
  120. Monte Belo
  121. Monte Santo de Minas
  122. Monte Sião
  123. Munhoz
  124. Muriaé
  125. Muzambinho
  126. Natércia
  127. Nova Resende
  128. Olaria
  129. Olímpio Noronha
  130. Ouro Fino
  131. Palma
  132. Paraguaçu
  133. Paraisópolis
  134. Passa Quatro
  135. Passa Vinte
  136. Passos
  137. Patrocínio do Muriaé
  138. Pedra Dourada
  139. Pedralva
  140. Pedro Teixeira
  141. Pequeri
  142. Piau
  143. Piranguçu
  144. Piranguinho
  145. Pirapetinga
  146. Piraúba
  147. Poço Fundo
  148. Poços de Caldas
  149. Pouso Alegre
  150. Pouso Alto
  151. Pratápolis
  152. Recreio
  153. Rio Novo
  154. Rio Pomba
  155. Rio Preto
  156. Rochedo de Minas
  157. Rodeiro
  158. Rosário da Limeira
  159. Santa Bárbara do Monte Verde
  160. Santana de Cataguases
  161. Santana do Deserto
  162. Santana do Garambéu
  163. Santa Rita de Caldas
  164. Santa Rita de Ibitipoca
  165. Santa Rita de Jacutinga
  166. Santa Rita do Sapucaí
  167. Santo Antônio do Aventureiro
  168. Santos Dumont
  169. São Francisco do Glória
  170. São Geraldo
  171. São Gonçalo do Sapucaí
  172. São João da Mata
  173. São João Nepomuceno
  174. São José do Alegre
  175. São Lourenço
  176. São Pedro da União
  177. São Sebastião da Bela Vista
  178. São Sebastião da Vargem Alegre
  179. São Sebastião do Paraíso
  180. São Sebastião do Rio Verde
  181. São Thomé das Letras
  182. São Tomás de Aquino
  183. São Vicente de Minas
  184. Sapucaí-Mirim
  185. Senador Amaral
  186. Senador Cortes
  187. Senador José Bento
  188. Seritinga
  189. Serrania
  190. Serranos
  191. Silvianópolis
  192. Simão Pereira
  193. Soledade de Minas
  194. Tabuleiro
  195. Tocantins
  196. Tocos do Moji
  197. Toledo
  198. Tombos
  199. Três Corações
  200. Turvolândia
  201. Ubá
  202. Varginha
  203. Vieiras
  204. Virgínia
  205. Visconde do Rio Branco
  206. Volta Grande
  207. Wenceslau Braz

Estudo aponta risco para turistas em 18 atrativos na Serra da Canastra

Reprodução internet

Dezoito das 21 atrações turísticas do Parque Nacional da Serra da Canastra (Parque Canastra) apresentam alto grau de perigo de queda, tombamento, rolamento de bloco rochoso, deslizamento de solo ou enxurrada. Os riscos para os turistas foram avaliados em um estudo realizado pelo Serviço Geológico do Brasil-CPRM (SGB), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, que aponta alto grau de perigo em um dos principais cartões-postais do parque, a cachoeira Casca D’Anta, tanto na parte alta (Poço Fundo) como na parte baixa.

A avaliação geotécnica nos atrativos turísticos localizados nos municípios de Delfinópolis e São Roque de Minas foi feita a pedido do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) após a queda de um bloco rochoso nos cânions de Capitólio, ocorrida em 8 de janeiro deste ano e que causou a morte de dez pessoas que estavam em uma lancha. Segundo o relatório, o pedido do ICMBio foi encaminhado por ofício no dia 14 de janeiro e a avaliação técnica dos pontos turísticos do parque ocorreu entre 27 de abril e 5 de maio.

“As ações de avaliação de perigo geológico na área do Parna Canastra foram executadas por meio de vistoria visual dos atrativos turísticos pela análise de características estruturais geológico-geomorfológicas, tectônicas e ambientais para identificar feições indicativas de instabilidade no terreno e subsequentes movimentos gravitacionais de massas que venham a oferecer risco aos usuários”, aponta o estudo.

De acordo com o ICMBio, após o relatório, foram instaladas placas informando sobre os perigos de queda de blocos rochosos e, no caso específico do Poço Fundo, os visitantes são orientados para que não continuem a trilha que leva até ao atrativo, conforme sugestão apontada no estudo.

“Estão sendo articuladas junto aos técnicos do Serviço Geológico do Brasil ações educativas para que todos estejam cientes dos perigos”, informa o instituto.

Segundo o relatório do SGB, é necessário chamar a atenção para o perigo de blocos soltos no topo das vertentes em caso de atividades como rapel, trilhas ou outras práticas.

“De modo geral, dentre os atrativos turísticos vistoriados, a presença de blocos rochosos em situação de instabilidade é bastante significativa”, avalia o órgão.

De acordo com o estudo, na parte alta da Casca D’Anta, onde há um poço para banho mais raso e de fácil acesso, não há perigo de queda e rolamento de blocos, mas, no Poço Fundo, há um paredão com aproximadamente 10 metros de largura por 15 de altura que apresenta significativa compartimentação rochosa que pode gerar “acidente geológico com muito alto potencial de causar danos graves, constituindo ameaça à vida dos visitantes”, como o que ocorreu em Capitólio.

Além da Casca D’Anta, o estudo também avaliou outras treze cachoeiras, três trilhas, a nascente histórica do rio São Francisco e o poço da trilha Sanit-Hilaire.

No estudo, o SGB não aponta necessidade de interdição dos atrativos turísticos e saliente que os riscos são inerentes em atividades turísticas em áreas de perigo como cachoeiras e trilhas que percorrem encostas rochosas de alta declividade.“O ambiente geológico natural tem processos de movimentos gravitacionais de massa complexos, intensos, dinâmicos e com evolução quase que diária”, informa.

O órgão aponta que as recomendações sobre cuidados no desenvolvimento de atividades tem como propósito orientar, prevenir e minimizar os riscos aos turistas e colaboradores, mas que o parque deve se manter aberto à visitação.

“Trata-se de um patrimônio natural da geodiversidade, representante da dinâmica natural de nosso planeta, que deve ser conhecido e conservado. Estas áreas devem ser abertas à visitação do público para que possam conhecer e compreender sua importância, e se tornarem conscientes dos riscos associados, não somente as áreas de cachoeiras, mas em qualquer atividade que seja desenvolvida em ambiente natural”, diz o relatório.

Na avaliação, o SGB sugere que sejam adotadas medidas como restrição ou interdição de acesso durante períodos de alta pluviosidade, a instalação de placas informativas sobre os perigos geológicos com orientações de procedimento e rotas de futa em caso de acidentes, a instalação de pluviômetros nas cabeceiras de drenagens, com transmissão automática e sistema de alerta antecipado para enxurradas, a elaboração de atividades educativas para o fomento de uma cultura mais resiliente a desastres e a aproximação junto aos órgãos de Defesa Civil dos municípios.

ICMBIO ADOTA MEDIDAS PARA ALERTAR TURISTAS E REFORÇAR SEGURANÇA NO PARQUE

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informa que adotou medidas para alertar os turistas sobre os riscos apontados na avaliação do Serviço Geológico do Brasil-CPRM (SGB), como sinalização e interdição em alguns pontos em caso de chuvas intensas, e que articula junto ao órgão ações educativas sobre o tema.

“Foram instaladas placas informando sobre os perigos de quedas de blocos rochosos e, no caso específico do poço fundo, é orientado aos visitantes para que não continuem a trilha que leva até ao atrativo, conforme sugestão do próprio documento. Está sendo articulada junto aos técnicos do Serviço Geológico do Brasil ações educativas para que todos estejam cientes dos perigos”, informa o ICMBio.

Segundo o instituto, a maior parte dos atratativos já está sinalizada e o ICMBio também está sendo estudada a adoção de “barreiras” de segurança em alguns locais.

O instituto também orienta os funcionários para alertar os turistas. “Os funcionários das portarias e demais prestadores de serviços foram orientados a repassar as informações aos visitantes. Além disso, em todas as portarias há uma cópia impressa do documento, que também está disponível para consulta no site do Parque Nacional da Serra da Canastra (www.icmbio.gov.br/parnacanastra)”. (Clic Folha)

Reprodução Clic Folha
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