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Jornal Folha Regional

Funcionário do IML é preso após usar celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil

Funcionário do IML é preso após usar celular de morto para fazer Pix de R$ 7 mil – Foto: arquivo

Um atendente de necrotério foi preso preventivamente em Santos, no litoral de São Paulo, após ser apontado como suspeito de realizar uma transferência bancária utilizando o celular de um homem que havia morrido poucas horas antes em um acidente de trânsito. O valor transferido foi de R$ 7 mil.

A prisão foi cumprida na última segunda-feira (8) por agentes da Corregedoria da Polícia Civil. O investigado é Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos.

O caso veio à tona após a viúva da vítima procurar uma agência bancária para encerrar a conta do marido, no dia 24 de maio. Durante o atendimento, ela identificou uma movimentação financeira realizada após a morte do motociclista. Ao verificar os dados do destinatário da transferência, descobriu que o valor havia sido enviado para uma conta vinculada ao funcionário do IML.

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o motociclista morreu na madrugada de 15 de maio após perder o controle da moto que conduzia na Avenida Mário Covas e colidir contra um poste de iluminação. O corpo foi encaminhado ao IML por volta das 3h26.

O comprovante bancário analisado pela família indica que a transferência foi efetuada às 6h49, horário em que a vítima já estava morta.

A viúva também relatou à polícia suspeitas envolvendo o celular do marido. De acordo com ela, quando a família conseguiu reconhecer o corpo, por volta das 11h, o aparelho foi devolvido aparentemente danificado. Posteriormente, ao acessar o dispositivo, ela percebeu que mensagens e arquivos do WhatsApp haviam desaparecido.

Outro detalhe que chamou a atenção da família foi o registro de uma última visualização no aplicativo às 8h22 da manhã do dia da morte, fato que levantou dúvidas sobre quem estava com o aparelho naquele momento.

A ocorrência foi inicialmente registrada no 3º Distrito Policial de Santos e, posteriormente, encaminhada à Corregedoria da Polícia Civil. As investigações apuram possíveis crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Superintendência da Polícia Técnico-Científica acompanha o caso e ressaltou que não tolera desvios de conduta por parte de seus servidores, adotando medidas administrativas e disciplinares sempre que irregularidades são constatadas.

Até a publicação desta reportagem, a defesa de Daniel Nathan Ribeiro Andrade não havia sido localizada para comentar as acusações.

Homem em situação de rua chama atenção ao aceitar Pix e cartão em Pouso Alegre

Um episódio incomum registrado em Pouso Alegre, no Sul de Minas, ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Um morador de rua chamou a atenção de quem passava ao oferecer, além de dinheiro em espécie, opções como Pix, cartão e o uso de maquineta para receber doações.

O flagrante foi gravado por um morador da cidade que presenciou a situação e decidiu registrar o momento. No vídeo, o homem aparece segurando o equipamento de pagamento eletrônico enquanto pede ajuda financeira.

As imagens se espalharam rapidamente e provocaram reações variadas entre os internautas. Parte do público demonstrou surpresa e até fez comentários bem-humorados sobre a adaptação à tecnologia. Outros, no entanto, levantaram questionamentos mais profundos, como a possível profissionalização da mendicância, a fiscalização dessas práticas e a falta de políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

O caso evidencia como a tecnologia tem se incorporado ao cotidiano urbano, inclusive em contextos de extrema vulnerabilidade social. Ao mesmo tempo, reacende o debate sobre assistência social e o papel do poder público diante do crescimento do número de pessoas vivendo nas ruas.

Homem manda 15 Pix de R$ 0,01 para a ex- companheira e acaba preso por descumprir medida protetiva em Formiga

Homem manda 15 PIX de R$ 0,01 para a ex- companheira e acaba preso por descumprir medida protetiva em Formiga – Imagem: Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na manhã da última segunda-feira (12), um homem de 34 anos, em Formiga (MG), após constatar o descumprimento de uma medida protetiva de urgência concedida em favor de sua ex-companheira, uma mulher de 49 anos. A ordem judicial determinava que ele não se aproximasse nem mantivesse qualquer tipo de contato com a vítima.

Mesmo com a restrição, o homem passou a utilizar transferências bancárias via Pix como forma de comunicação. De acordo com a Polícia Civil, ele enviava valores simbólicos de R$ 0,01 acompanhados de mensagens direcionadas à ex-companheira. A prática começou no dia 25 de dezembro, data do Natal.

A vítima procurou a polícia no dia seguinte, 26 de dezembro, relatando ter recebido cerca de 15 transferências, todas com mensagens anexadas. Segundo ela, as ações causaram constrangimento, perturbação emocional e medo. Os comprovantes das transações foram entregues às autoridades e anexados à investigação.

Conforme apurado, o investigado já possuía registros anteriores por ameaça e injúria no contexto de violência doméstica, além de outras medidas protetivas expedidas tanto em favor da mesma vítima quanto de outra mulher.

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram que o campo de mensagens do Pix foi usado para insistir em contato, com pedidos para conversar pessoalmente, referências a um suposto presente de Natal e tentativas de reaproximação. Em algumas mensagens, o homem afirmava querer “resolver a situação”, dizia admirar a ex-companheira e demonstrava o desejo de reencontrá-la. Trechos que poderiam identificar a vítima foram suprimidos.

A Polícia Civil informou ainda que o suspeito recorreu às transferências bancárias porque já havia sido bloqueado pela mulher em aplicativos de mensagens e redes sociais.

Diante da reincidência e da violação da medida judicial, foi instaurado um inquérito policial, e a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido foi deferido pela Justiça.

Durante o cumprimento do mandado, o homem resistiu à prisão, sendo necessária a utilização moderada de força por parte dos policiais para contê-lo. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Governo de Minas consolida o Pix como forma de pagamento de taxas e impostos

Governo de Minas consolida o Pix como forma de pagamento de taxas e impostos – Foto: reprodução

Sair de casa para pagar uma taxa, imprimir boleto de papel ou ir até a boca do caixa para fazer um pagamento de taxa ou imposto do Estado de Minas Gerais é coisa do passado.

Cada vez mais, a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) consolida o Pix como melhor forma de quitação de débitos de serviços e tributos estaduais. Isso traz mais facilidade e agilidade para os cidadãos mineiros e empresas.

A adoção do Pix no Estado começou pelo Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e é ampliada gradativamente, atingindo hoje a maioria dos débitos, como ICMS, ITCD, taxas de trânsito e de documentos, como a carteira de identidade. Atualmente, até nas blitze de trânsito é possível quitar eventuais débitos do veículo instantaneamente, via Pix.

Além de modernizar a forma de pagamento para um sistema amplamente usado pelos brasileiros em geral, o Pix representa redução significativa de gastos do Estado com tarifas bancárias. Para efeito de comparação, o valor pago em tarifas pela compensação de um boleto na boca do caixa é cerca de 17 vezes maior que o custo da mesma operação via Pix.

“Quanto mais optam por pagar seus débitos estaduais via Pix, os cidadãos e as empresas ganham em praticidade e agilidade e o Estado economiza e pode destinar mais recursos para políticas públicas em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, ressalta o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes.

Alerta contra golpes e fraudes

Todo pagamento via Pix somente é possível por meio da emissão de um QR code próprio, vinculado ao documento de arrecadação, elemento esse que é usado para fazer a transação por código “copia e cola” ou escaneamento de imagem criptografada com a câmera de smartphones.

Nos sites e plataformas oficiais da Secretaria de Estado de Fazenda e demais órgãos do Governo de Minas é possível gerar os documentos de arrecadação com os QR codes necessários ao pagamento seguro.

É importante ressaltar que a Secretaria de Fazenda não envia e não reconhece transferências diretas por chaves Pix (sem a geração do QR Code), links ou boletos por mensagens de celular ou e-mails. Os documentos de arrecadação devem ser emitidos somente nos sites e canais oficiais do Governo de Minas.

Portanto, ao optar por fazer qualquer pagamento via Pix, deve ser observado o nome da instituição emissora autorizada pelo Estado: Itaú Unibanco S.A ou Santander (Brasil) S.A. O favorecido deverá ser sempre Estado de Minas Gerais, CNPJ 18.715.615/0001-60.

Você sabia? O PIX não é um caminho sem volta em casos de golpe | Por Rafael de Medeiros

Você sabia? O PIX não é um caminho sem volta em casos de golpe | Por Rafael de Medeiros – Imagem: divulgação/Rafael de Medeiros

Você sabia? O PIX não é um caminho sem volta em casos de golpe.

Muita gente acredita que, ao transferir o dinheiro para um fraudador, a perda é irreversível. Mas existe uma trava de segurança oficial e pouco divulgada chamada MED (Mecanismo Especial de Devolução).

Regulamentado pelo Banco Central (Resolução nº 1/2020 atualizada pela nº 403/2024), esse mecanismo obriga as instituições a agirem em conjunto. Diferente de um processo judicial lento, o MED age rápido ao ser acionado permitindo que o banco bloqueie o valor na conta do golpista para devolução.

A novidade na atualização da Resolução é que se a conta do golpista estiver vazia no momento da denúncia, o sistema agora pode monitorar aquela conta por até 90 dias. Se entrar qualquer dinheiro lá nesse período, o banco pode capturar o valor parcialmente até completar o seu reembolso.

Para usar esse direito, o segredo é a velocidade! Assim que perceber a fraude, entre em contato com seu banco imediatamente (via chat ou telefone) e solicite a abertura do MED.

Não espere fazer o Boletim de Ocorrência para dar esse primeiro passo.

Vale lembrar que a norma é clara: o mecanismo protege vítimas de fraudes, golpes ou falhas no sistema, não servindo para desacordos comerciais ou arrependimento de compra.

Botão de contestação de transações do Pix está disponível aos usuários

Botão de contestação de transações do Pix está disponível aos usuários – Foto: reprodução

O botão de contestação de transações do Pix já está disponível aos usuários, desde a última quarta-feira (1º), com a finalidade de facilitar a devolução de valores para as vítimas de fraude, golpe e coerção.

Formalmente chamado de autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o botão pode ser acionado pelo aplicativo da instituição financeira com a qual o usuário tenha relacionamento.

Assim, o MED, criado em 2021, passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com a central de atendimento pessoal da instituição.

As mudanças nas regras do Pix foram publicadas em agosto pelo Banco Central.

Contestação

De acordo com a autarquia, ao contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do golpista, que deverá bloquear os recursos em sua conta, caso existam, inclusive valores parciais.

Depois do bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisar a contestação. Caso concordem que se trata realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima. O prazo para essa devolução é de até onze dias após a contestação.

O BC explicou que o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

O MED, bem como seu botão de contestação, não se aplica a casos de desacordos comerciais, arrependimento e erros no envio do Pix (como erro de digitação de chave) ou que envolvam terceiros de boa-fé, por exemplo. O BC ressalta que ele é específico para fraude, golpe e coerção.

Caminhos do dinheiro

Outra mudança no MED é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Esse recurso estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.

Até então, a devolução dos recursos poderia ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos após a contestação.

O BC espera que isso aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. Segundo o banco, o compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes.

Motoristas poderão regularizar veículos via Pix durante blitz e evitar custos com guincho e pátio

Motoristas poderão regularizar veículos via Pix durante blitz e evitar custos com guincho e pátio – Foto: reprodução

A partir da segunda-feira (15/9), iniciativa adotada pelo Governo de Minas vai possibilitar que motoristas regularizem débitos e pendências de seus veículos durante abordagens em blitz, evitando que o veículo seja removido ao pátio pela falta do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) anual. A medida implementada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), por meio da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), está alinhada ao objetivo de simplificação dos serviços de trânsito e oferece mais praticidade aos condutores.

Dessa forma, motoristas que forem parados em operações de trânsito e estiver com pendências relacionadas a débitos estaduais, como pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), de Taxa de Renovação Anual do Licenciamento do Veículo (TRLAV) ou multas vencidas, que impedem a emissão do CRLV, terão a chance de quitar os débitos imediatamente por meio do Pix. A facilidade evita que o veículo seja removido, o que reduz custos e transtornos para o proprietário.

“Entre as principais vantagens está a agilidade no processo. Antes, o motorista precisava arcar, além da dívida original, com taxas de guincho e diárias do pátio. Agora, a possibilidade de resolver a situação no ato evita gastos extras e dá ao cidadão o direito de conduzir seu veículo imediatamente após a regularização”, explica o chefe de Trânsito de Minas Gerais, Lucas Vilas Boas.

A iniciativa reforça, ainda, o caráter educativo das fiscalizações de trânsito. Ao invés de focar apenas na punição, o Estado oferece uma alternativa prática para que o motorista se regularize, promovendo um trânsito mais justo, seguro e com menos burocracia.

Como consultar e regularizar o veículo

A consulta de valores do IPVA e da TRLAV podem ser feitas com o número do Renavam do veículo, no site da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG), no Trânsito MG ou no MG App.

O pagamento poderá ser realizado diretamente via Pix, aplicativos, home banking, nos terminais de autoatendimento ou guichês de caixa dos agentes arrecadadores autorizados, informando o número do Renavam do veículo. O procedimento é o mesmo para pagamento das multas de trânsito.

Após quitar os débitos que estavam impedindo a emissão do CRLV, o cidadão deve acessar o site da Trânsito MG, na aba “Veículos”, depois em “Consulta Situação do Veículo” e, por fim, no botão “Atualizar Situação”, que garante o licenciamento instantâneo.

Após o pagamento das taxas, o condutor deve apresentar o CRLV-e atualizado ao agente. Alternativamente, o agente pode verificar nos sistemas informatizados se o licenciamento foi atualizado corretamente.

A regularização evita a remoção do veículo para pátio credenciado, mas não impede a autuação descrita no Artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), por conduzir veículo que não esteja registrado e devidamente licenciado, e a multa no valor de R$293,47 continuará a ser aplicada.

Débitos de outros estados ou entes federais, bem como inscrições em dívida ativa, podem demandar procedimentos adicionais para regularização. Assim, a previsão da lei é garantida nos débitos estaduais, e pendências externas dependerão do rito disponibilizado pelo órgão autuador para permitir ou não a regularização durante a abordagem.

Prazos CRLV 2025

O CRLV de 2025 para automóveis com finais de placa 1, 2 e 3 começou a ser exigido em fiscalizações em 1/9. Já os veículos com finais de placa 4, 5 e 6 devem ser licenciados até 30/9. Já os automotores com finais 7, 8, 9 e 0 têm até 31/10 para renovar o documento.

O CRLV é o documento que comprova que o veículo está em condições legais de circulação, conforme determina o CTB. Ele deve ser portado em formato impresso ou digital, juntamente com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a Permissão para Dirigir (PPD) ou a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC).

Polícia prende suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao Pix

Polícia prende suspeito de ataque hacker ao sistema que liga bancos ao Pix – Foto: reprodução

Policiais prenderam na noite de quinta-feira (3) um suspeito de envolvimento no ataque hacker que desviou ao menos R$ 800 milhões do sistema de pagamentos do Banco Central (BC), que inclui o Pix. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 3 bilhões.

João Nazareno Roque, de 48 anos, operador de TI da empresa C&M Software, que faz a integração de instituições financeiras com o ambiente do Pix e outros sistemas de pagamento como TED e boletos.

O suspeito foi preso no bairro City Jaraguá, na zona norte da cidade de São Paulo, por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo. Há um outro inquérito sobre o caso na Polícia Federal.

A informação sobre a prisão e identidade do suspeito é da Globonews. Segundo reportagem da TV, em um primeiro depoimento à polícia, o suspeito disse que vendeu a chave de acesso ao sistema.

João disse a policiais que o primeiro contato com os criminosos aconteceu em março, quando um homem o abordou na rua e demonstrou conhecer detalhes sobre seu trabalho.

Dias depois, ele recebeu uma ligação via WhatsApp com a proposta de entregar suas credenciais em troca de R$ 5 mil. Após o pagamento, João forneceu login e senha corporativos.

Duas semanas depois, criou uma conta na plataforma Notion para receber instruções sobre como operar o sistema remotamente e, em seguida, passou a executar comandos a partir do próprio computador.

João disse ter recebido mais R$ 10 mil por continuar inserindo comandos no sistema a partir do próprio computador. Esse segundo valor também foi pago em notas de R$ 100, entregues por motoboy.

Maior ataque cibernético da história dentro do Banco Central

Na terça-feira (1º) à noite, criminosos usaram o login de instituições financeiras para roubar dinheiro de contas que elas mantêm no BC para cumprirem exigências legais. 

O ataque só foi divulgado na quarta-feira (2). Hackers teriam desviado recursos de contas de oito instituições financeiras. O ataque cibernético já é considerado o maior da história dentro do Banco Central.

A C&M atende a instituições financeiras de pequeno porte, que não têm acesso direto aos sistemas do Pix. A empresa fazia essa conexão para 22 bancos, instituições de pagamento, cooperativas e sociedades de crédito.

Assim que foi informado do incidente, O BC desligou as conexões da C&M aos sistemas do Pix. O serviço foi restabelecido na manhã de quinta-feira (3), “sob regime de produção controlada”, segundo o BC.

A decisão foi tomada depois que a C&M comprovou ter adotado medidas para dificultar novos ataques a seus sistemas, ainda de acordo com o Banco Central.

A C&M afirmou ter sido vítima de uma “ação criminosa externa”, originada a partir da violação do ambiente de um cliente, cujas credenciais de integração foram indevidamente utilizadas. “Não houve invasão direta aos sistemas da CMSW. Os sistemas críticos seguem íntegros e operacionais”, diz a empresa.

O ataque hacker não envolveu vazamento ou extração de dados de instituições financeiras e de clientes, segundo a C&M.

Jovem não devolve Pix de R$ 228 que recebeu por engano e terá que pagar o triplo para evitar processo criminal

Jovem não devolve Pix de R$ 228 que recebeu por engano e terá que pagar o triplo para evitar processo criminal - Foto: reprodução
Jovem não devolve Pix de R$ 228 que recebeu por engano e terá que pagar o triplo para evitar processo criminal – Foto: reprodução

Um jovem de 20 anos teve que fazer um acordo judicial para evitar processo criminal após receber um Pix de R$ 228, por engano, e se recusar a devolver o valor. Conforme o Tribunal de Justiça, ele terá que pagar R$ 759, que será destinado a entidades cadastradas na Comarca do Poder Judiciário de Augustinópolis.

O nome do jovem não foi divulgado pelo Tribunal de Justiça.

Conforme o TJ, o dinheiro foi transferido por um comerciante de Augustinópolis, região norte do estado. Após perceber o erro, ele conseguiu localizar o jovem pesquisando seu nome nas redes sociais e mandou uma mensagem pedindo a devolução. Sem resposta, levou o caso à Justiça.

A vítima também procurou a 13ª Delegacia de Polícia Civil de Augustinópolis, que instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), pelo crime de apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza. A pena é de detenção de um mês a um ano, ou multa.

A Polícia Civil pediu o sequestro de ativos financeiros do jovem que recebeu o Pix, em outro processo separado. O juiz Alan Ide Ribeiro atendeu ao pedido e determinou o bloqueio de até R$ 228 das contas e aplicações financeiras em nome do investigado.

O Ministério Público propôs uma transação penal para suspender o processo criminal. Durante a audiência, o jovem aceitou o acordo e se comprometeu a pagar R$ 759 (meio salário mínimo) de forma parcelada. Se ele descumprir o acordo, o caso pode voltar a ser discutido na esfera criminal.

Pix por aproximação começa nesta sexta (28); veja como vai funcionar

Pix por aproximação começa nesta sexta (28); veja como vai funcionar - Foto: reprodução
Pix por aproximação começa nesta sexta (28); veja como vai funcionar – Foto: reprodução

Pix por aproximação passa a ser um recurso obrigatório a ser oferecido pelas instituições financeiras a partir desta sexta-feira (28).

Assim como já é feito com os cartões de crédito e débito, a funcionalidade permite com que os clientes façam transferências encostando o celular na máquina de cartão.

O consumidor poderá incluir o Pix nas carteiras digitais — Google Pay, Apple Pay Samsung Pay, entre outras —, excluindo a necessidade de acessar o aplicativo da instituição financeira para executar as transações.

Por enquanto, apenas a plataforma do Google está autorizada — garantindo o recurso aos usuários do sistema Android.

A autarquia informa que ainda não há registro de pedido de autorização da Apple para atuar até o momento.

O BC sugere que o usuário deve consultar a instituição da qual é cliente para saber se ela já providenciou a nova funcionalidade e se já pode ser utilizada.

Desde o final de 2024, o BC já vinha trabalhando a implementação do pagamento por aproximação via Pix com algumas instituições em específico.

Até agora, o Pix por aproximação estava em fase de testes. Entre os bancos e instituições de pagamento que testavam a tecnologia estão Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, C6, Itaú, PicPay e Santander.

Um total de 12 marcas de maquininhas firmaram parceria com o Google para estender o pagamento por aproximação ao Pix: Azulzinha, Bin, Cielo, Fiserv, Getnet, Mercado Pago, Pagbank, Rede (que pertence ao Itaú), Safra Pay, Sicredi, Stone e Sumup.

O Pix por aproximação é possível apenas em maquininhas habilitadas.

Segundo o BC, as operadoras informaram que estão providenciando as adaptações necessárias para que a partir desta sexta parte de seu parque de equipamentos já esteja habilitado.

Como vai funcionar o Pix por aproximação?

A modalidade vai permitir, como um padrão inicial, que sejam realizados pagamentos de até R$ 500,00 ao aproximar o celular da máquina de cartões. O valor poderá ser posteriormente alterado pelo usuário.

Para ativar o Pix por aproximação, o usuário deverá vincular sua conta à carteira digital do celular.

  1. Acesse a carteira digital;
  2. Selecione a vinculação da conta à carteira;
  3. O aplicativo do banco será acionado;
  4. Autorize a vinculação do Pix por aproximação à carteira digital.

O Pix por aproximação usa a tecnologia Near Field Communication (NFC, “comunicação por campo próximo”, em tradução livre), a mesma utilizada nos pagamentos por aproximação com cartões, em que transações são feitas sem a inserção do cartão ou senha.

Para realizar o pagamento, as etapas são semelhantes ao uso de cartões de débito e crédito vinculados ao celular.

  1. Informe ao atendente o meio de pagamento;
  2. Revise se as informações de pagamento estão corretas;
  3. Aproxime o celular da máquina de pagamento;
  4. Autorize o Pix.

O Banco Central afirma que outras formas de pagamento, como QR code e chaves, continuarão disponíveis.

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