Idoso cai em golpe e perde R$ 32 mil por pensar que estava se relacionando com Juliana Paes, em MG – Foto: reprodução/Instagram
A Polícia Civil de Pocrane (MG), investiga a autoria de um golpe aplicado contra um idoso, que lhe causou um prejuízo de R$ 32 mil. O homem foi levado a acreditar que estava numa relação amorosa com a atriz Juliana Paes.
A denúncia foi feita por familiares, que contaram na delegacia que o idoso começou a se comunicar há cerca de três meses com uma pessoa que se passava pela atriz nas redes sociais.
Conversa vai, conversa vem, surgiram mensagens carinhosas, além de promessas de encontros e supostas chamadas de vídeo.
Depois de algum tempo, a golpista dizia estar passando por dificuldades financeiras e pessoais. Começou então a pedir dinheiro para o idoso, dizendo que ele a ajudaria a resolver pendências. A promessa da golpista era de que assim que os problemas estivessem resolvidos, ela se encontraria com ele.
Foi o bastante para convencer o idoso a fazer transferências financeiras para a conta da mulher. Essas transferências eram sempre via Pix.
Os familiares da vítima passaram a suspeitar de sua intensa movimentação financeira e desconfiaram que se tratava de uma fraude e resolveram denunciar.
Segundo informações da Polícia Civil, golpes como esse acontecem cada vez com mais frequência. Os golpistas utilizam perfis falsos de pessoas famosas, buscando conquistar a confiança das vítimas.
Esses golpistas, segundo a polícia, utilizam vídeos manipulados e conversas bem construídas, para tornar a fraude convincente.
O alerta expedido pela Polícia Civil informa que famosos não pedem dinheiro em redes sociais e qualquer pedido desse tipo deve ser considerado suspeito e denunciado.
Agência de viagens investigada por suposto golpe em Alfenas já soma mais de 30 reclamações, diz Procon – Foto: reprodução/EPTV
A Polícia Civil de Alfenas (MG) segue investigando uma agência de viagens suspeita de vender pacotes turísticos sem entregar os serviços contratados. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Antônio Advíncula, pelo menos 20 vítimas já foram ouvidas até o momento. Os depoimentos ainda estão em andamento e devem ser retomados na próxima semana.
O caso é apurado como estelionato, e o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão das oitivas.
O Procon de Alfenas também acompanha as denúncias e informou que o número de reclamações aumentou nos últimos dias. O órgão já contabiliza mais de 30 queixas de consumidores que afirmam ter comprado pacotes de viagem, mas não conseguiram embarcar. A orientação do Procon é que as vítimas continuem registrando formalmente as denúncias junto aos órgãos de defesa do consumidor e à Polícia Civil.
As investigações começaram no início de outubro, quando 15 pessoas relataram à polícia terem adquirido pacotes turísticos com a empresa e não recebido o serviço contratado.
A proprietária da agência, Mariely de Fátima Maganhoto, se manifestou por meio de nota, alegando que utilizou recursos da empresa para manter as atividades após o descumprimento de contrato por parte de uma operadora de viagens parceira.
Em uma nova mensagem enviada nesta terça-feira (21), a empresária informou que seu advogado ingressou com um pedido de recuperação judicial e que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para esclarecer o caso. Mariely também afirmou que um dos clientes lesados já foi ressarcido.
Cinco pessoas são presas e mais de 800 pinos de cocaína são apreendidos após perseguição policial em Passos – Vídeo: Helder Almeida
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de cinco pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas na tarde da última terça-feira (21), no bairro da Penha, em Passos (MG). A ação começou após um motorista tentar fugir de uma abordagem policial na Rua Poços de Caldas.
De acordo com a PM, durante a perseguição o condutor perdeu o controle da direção e acabou colidindo contra um barranco na Rua Mogiana, em frente ao Colégio Polivalente. Dentro do veículo estavam um homem, uma mulher e o filho do casal, de apenas 5 anos. A passageira carregava uma bolsa onde os policiais encontraram porções de cocaína.
A partir dessa abordagem, os militares seguiram até a residência de um dos ocupantes do carro. No imóvel, foram localizadas mais três pessoas e uma quantidade ainda maior de entorpecentes. Ao todo, a polícia apreendeu 828 pinos de cocaína, uma barra de “escama” — forma mais pura da droga — e quatro aparelhos celulares.
Os três homens e duas mulheres envolvidos foram detidos e encaminhados, juntamente com o material apreendido, para a Delegacia de Polícia Civil de Passos.
Cinco pessoas são presas e mais de 800 pinos de cocaína são apreendidos após perseguição policial em Passos – Foto: divulgação/Polícia Militar
Delegado Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento da Polícia Civil em Poços de Caldas, no Sul de Minas – Foto: redes sociais
Um estudante de medicina veterinária, de 23 anos, foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (21), em um apartamento localizado no bairro de Lourdes, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
De acordo com a Polícia Civil, o jovem é suspeito de ter se passado por um delegado para tentar cobrar uma dívida de uma colega universitária. A vítima seria uma estudante envolvida em um suposto desvio de dinheiro da atlética do curso de medicina veterinária da PUC Minas.
Durante o depoimento, o estudante admitiu ter utilizado o nome e a imagem do delegado Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento da Polícia Civil em Poços de Caldas, no Sul de Minas. Ele disse ter cometido o ato “sem pensar”, alegando que a intenção era apenas recuperar um valor que lhe seria devido.
Durante a ação policial, os agentes também encontraram porções de maconha no apartamento. O jovem afirmou ser usuário e declarou que a droga era destinada ao consumo pessoal.
O autor foi conduzido à delegacia especializada para prestar esclarecimentos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Leia as mensagens enviadas pelo estudante
Estudante de veterinária de BH é alvo de operação após se passar por delegado de Poços de Caldas – Imagem: redes sociais
Estudante de veterinária de BH é alvo de operação após se passar por delegado de Poços de Caldas – Imagem: redes sociais
Homem é preso ao se passar por CEO do Magazine Luiza e tentar sacar R$ 3 milhões em banco de Franca – Foto: reprodução
Um homem foi preso na tarde da última sexta-feira (10) em uma agência da Caixa Econômica Federal, no Centro de Franca (SP). Ele tentava se passar pelo CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, filho de Luiza Trajano, e queria fazer um empréstimo no valor de R$ 3 milhões.
O gerente do banco, que fica na Rua Monsenhor Rosa, acionou a Polícia Militar. O suspeito apresentou um documento falso contendo todos os dados de Frederico.
Segundo a polícia, mais duas pessoas estavam com o criminoso no momento, mas conseguiram fugir quando os agentes chegaram na agência. A dupla foi presa em uma abordagem na Rodovia Anhanguera, na altura de Igarapava (SP).
Um boletim de ocorrência foi registrado e os suspeitos devem responder por tentativa de estelionato, uso de documento falso e formação de quadrilha. Eles não tiveram as identidades divulgadas até a publicação desta reportagem e, por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa deles.
À polícia, os três homens disseram que já tinham antecedentes criminais por estelionato. Eles foram presos em flagrante e encaminhados para a cadeia do Jardim Guanabara.
Ainda segundo a Polícia Militar, os criminosos são de Brasília e chegaram em Franca nesta sexta-feira para tentar aplicar o golpe.
Todos os dados do CEO do Magazine Luiza eram verdadeiros e a Polícia Civil vai investigar como os golpistas tiveram acesso às informações.
Criminoso usou informações verdadeiras de Frederico Trajano para tentar golpe em agência em Franca, SP — Foto: Polícia Militar
O tenente Ortiz disse que o suspeito preso dentro do banco confessou o crime.
“De imediato ele já confessou o crime, falou que tem passagem por estelionato, já ficou preso mais de oito meses e estava tentando aplicar o golpe, passar pelo filho da famosa empresária da cidade, porém foi detido no local. Ele apresentou um documento de identidade falso, no entanto, estava em posse de algumas informações delicadas, privilegiadas, que favoreceram ele tentar aplicar esse golpe”.
O Magazine Luiza disse que não vai se manifestar sobre o caso.
O que diz o banco
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que atua com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações para o combate a fraudes e golpes e que todas as informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais autoridades competentes.
O banco também informou que aperfeiçoa continuamente seus critérios de segurança.
“A Caixa ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos e esclarece que possui estratégias, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes”, comunicou.
Operação da Polícia Federal apreende cédulas falsas em residência de São Sebastião do Paraíso – Foto: divulgação
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Militar de São Sebastião do Paraíso resultou na apreensão de cédulas falsas na manhã da última quarta-feira (15). A ação ocorreu em uma casa localizada na Rua Pedro Montaldi, no bairro Vila Formosa, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Federal de Passos (MG).
A investigação teve início a partir de uma denúncia feita pelos Correios do município, que identificaram uma encomenda suspeita contendo notas falsificadas. O pacote teria como destino o endereço onde ocorreu a operação.
No momento da abordagem, duas jovens estavam no imóvel, mas, segundo informações apuradas pela reportagem, ambas não têm relação com o crime. O principal suspeito de ter adquirido as cédulas não foi encontrado no local.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que o dinheiro apreendido será encaminhado para perícia técnica. “O responsável pela compra das cédulas não se encontrava no local. Foi instaurado inquérito para aprofundamento das investigações”, destacou o comunicado.
A corporação ainda não divulgou o número exato de notas apreendidas, mas confirmou que o material apresenta indícios de falsificação recente e poderia estar prestes a circular na região.
As apurações agora seguem sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Federal de Divinópolis, que busca identificar a origem das cédulas, a forma de aquisição e possíveis conexões com outros participantes do esquema de falsificação e distribuição.
Polícia investiga uso de receitas falsas por adolescente para retirar remédios de farmácia em Muzambinho – Foto: reprodução
A Polícia Civil (PCMG) abriu um inquérito para investigar o uso de receitas médicas falsas para a retirada de medicamentos pelo programa de farmácia popular em Muzambinho (MG). Um adolescente de 17 anos teria utilizado a prescrição falsa para retirar seis caixas de medicamentos de três tipos diferentes. O caso ocorreu no dia 1° de outubro.
“Na última quinta-feira (9), foi cumprido mandado de busca e apreensão em um imóvel relacionado aos fatos, dando início às diligências de investigação sob a coordenação da Delegacia de Polícia Civil de Muzambinho. As apurações prosseguem e novas informações serão divulgadas em momento oportuno”, destacou a PCMG.
O caso
Conforme a polícia, a farmacêutica responsável percebeu diferenças no nome da receita e inconsistências na dosagem dos medicamentos. A profissional procurou o médico, que confirmou que a letra, o carimbo e a assinatura não pertenciam a ele. O médico apontou ainda que não havia atendido o adolescente.
Por meio de nota, a prefeitura de Muzambinho informou que acompanha a investigação da PCMG. “A Prefeitura reafirma seu compromisso com a transparência e a legalidade e voltará a se pronunciar assim que as circunstâncias permitirem, sempre em respeito ao trabalho das autoridades competentes”, destacou.
Veja os posicionamentos
Prefeitura de Muzambinho
“A Prefeitura Municipal vem a público informar que, em relação à ocorrência envolvendo receitas médicas falsas, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está conduzindo as investigações necessárias com todo o rigor e profissionalismo.
Confiamos plenamente no trabalho das autoridades policiais e acreditamos que, em breve, os responsáveis serão devidamente identificados e responsabilizados conforme a legislação vigente.
Neste momento, a Administração Municipal não se manifestará sobre detalhes do caso para preservar a integridade das investigações em andamento e garantir que o processo transcorra da forma mais eficaz possível.
A Prefeitura reafirma seu compromisso com a transparência e a legalidade, e voltará a se pronunciar assim que as circunstâncias permitirem, sempre em respeito ao trabalho das autoridades competentes.”
Polícia Civil de MG
“A Polícia Civil de Minas Gerais informa que instaurou Inquérito Policial para apurar a utilização de receitas médicas falsificadas para a retirada de medicamentos na rede pública de saúde de Muzambinho.
Na última quinta-feira, foi cumprido mandado de busca e apreensão em um imóvel relacionado aos fatos, dando início às diligências de investigação sob coordenação da Delegacia de Polícia Civil de Muzambinho.
As apurações prosseguem e novas informações serão divulgadas em momento oportuno.”
Uma grande quantidade de vodka foi encontrada abandonada às margens da rodovia MG-050, em Passos (MG), na tarde de quinta-feira (9). A Polícia Rodoviária e a Guarda Civil Municipal (GCM) localizaram 50 caixas da bebida, totalizando aproximadamente 600 garrafas.
O material foi recolhido pela Vigilância Sanitária, que fará o descarte adequado. Uma das garrafas foi enviada para perícia técnica, com o objetivo de identificar se o produto é adulterado e se há substâncias nocivas à saúde. A Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar as circunstâncias do caso.
Fiscalização intensificada
Carga com 600 garrafas de vodka é abandonada às margens da MG-050 em Passos – Foto: Polícia Militar Rodoviária/divulgação
O achado ocorre em meio a uma ampla operação de fiscalização de bebidas destiladas no país, motivada pelos recentes casos de intoxicação por metanol — substância tóxica utilizada ilegalmente na adulteração de bebidas alcoólicas.
De acordo com o Ministério da Saúde, até quarta-feira (8) o Brasil registrava 259 notificações de intoxicação por metanol. Destas, 24 foram confirmadas, 235 permanecem em investigação e 145 já foram descartadas.
Os casos confirmados estão concentrados em três estados: São Paulo (20), Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1).
Pai denuncia professor por agressão a aluno com TDAH em escola municipal em Formiga – Foto: reprodução
O pai de um aluno de 11 anos fez um boletim de ocorrência na Polícia Militar (PM) para registrar que o filho, diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), foi agredido por um professor de educação física na Escola Municipal Angelita Gomes, em Formiga (MG), região Centro-Oeste do estado. O caso, que aconteceu em 29 de setembro e é investigado pela Polícia Civil.
Marley Michel Rodrigues contou para a PM que foi informado pela direção da escola que o filho teria discutido com um colega e que um professor havia conduzido o menino para fora da sala “para amenizar a situação”. Ele, no entanto, contesta a versão e afirma que o filho foi arrastado à força.
Segundo o boletim de ocorrência, o professor negou ter agido com violência e afirmou que apenas segurou o aluno pelo braço e o levou até a porta para “preservar o bem-estar dele”, já que havia desentendimentos anteriores entre os estudantes.
O professor foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos e foi liberado. A reportagem entrou em contato com a direção da Escola Municipal Angelita Gomes, a Secretaria Municipal de Educação de Formiga e a Prefeitura, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Câmera da escola registrou a intervenção do professor
O pai disse que conseguiu, com ajuda de um advogado, a imagens de câmeras de monitoramento que mostram o momento da agressão. A reportagem não teve acesso ao vídeo, que foi entregue à Polícia Civil.
“Quando vimos as imagens, foi chocante. A agressão aconteceu bem debaixo da câmera. Só conseguimos o vídeo depois que um advogado interveio, porque a escola não quis liberar de imediato”, afirmou Marley.
Ainda segundo Marley, a direção registrou o caso em ata, mas sem mencionar qualquer violência.
“A direção não mencionou nenhuma agressão e nem que meu filho tinha sido retirado à força. Chegando em casa, questionei o meu filho e ele contou que havia sido jogado no chão e que o professor mandou ele sair, mas ele respondeu que não sairia porque não tinha feito nada de errado. Não duvidei do meu filho em momento nenhum”, relatou Marley.
Diante disso, Marley disse que voltou à escola para exigir explicações e transparência.
“Fui novamente à escola, extremamente nervoso, e pedi que fossem honestas conosco. Nesse momento acionei a PM, e a direção retornou acompanhada da secretária de Educação. Quando começamos a questionar, elas mudaram a versão, dizendo que o professor apenas pegou o meu filho pelo braço. Uma atitude monstruosa. O professor fez o que fez e ainda saiu dali para dar aula em outra escola”, disse.
O pai afirma ainda que a escola foi negligente no atendimento ao menino após o episódio.
“Além do que esse professor fez, quero relatar a negligência da escola, porque não foi dado nenhum atendimento ao meu filho. Deveriam ter levado ele ao hospital, e a escola negligenciou isso. Me relataram depois que as próprias funcionárias da escola fizeram avaliação nele”, contou.
Segundo Marley, a Secretaria Municipal de Educação informou a ele que o professor seria suspenso, mas ele continuou dando aulas em outra escola da rede. O pai disse ainda que fez uma representação no Ministério Público e aguarda providências.
“Depois que fizemos o boletim de ocorrência, a Secretaria falou que o professor seria suspenso, mas ele foi dar aula em outra escola. Eu fiz uma representação no MP e estou esperando a Justiça ser feita”, completou.
Polícia Civil apura desvio de R$ 1,5 milhão e notas fiscais falsas em cerealista de Passos – Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta terça-feira (7), mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma investigação que apura desvio de recursos e uso de notas fiscais falsas em uma empresa cerealista de Passos (MG).
A ação integra a operação Contrafactual, instaurada para investigar indícios de apropriação indevida de valores superiores a R$ 1,5 milhão, além da utilização de documentos fiscais sem respaldo em operações reais de compra e venda.
Conforme apurado pela PCMG, o esquema envolvia a emissão de notas fiscais “frias” para justificar movimentações financeiras e manipulação de balanços, possibilitando o uso irregular de cheques e depósitos bancários. As investigações também apontam o envolvimento de um funcionário de um sindicato na cidade, cuja atuação foi considerada essencial para a emissão dos documentos falsos.
Como resultado das medidas cautelares, o referido funcionário foi afastado de suas funções.
O nome da operação, Contrafactual, faz referência à estratégia dos investigados de criar uma realidade paralela — sustentada por notas fiscais e registros contábeis fictícios — para ocultar a inexistência de produção agrícola e justificar movimentações financeiras que, na prática, não correspondiam a negócios efetivos.
Durante a operação, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e outros materiais que subsidiarão o prosseguimento das investigações.
“A investigação busca descontinuar um sistema que simulava operações rurais inexistentes para gerar lastro contábil falso e movimentar recursos de origem ilícita”, esclarece o delegado responsável pelo caso, Felipe Capute. “Nosso objetivo é garantir que práticas fraudulentas como essa sejam identificadas e interrompidas, protegendo a competitividade do mercado e a sociedade”, destacou.
A investigação segue em andamento.
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