
A Polícia Civil de Alfenas (MG) segue investigando uma agência de viagens suspeita de vender pacotes turísticos sem entregar os serviços contratados. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Antônio Advíncula, pelo menos 20 vítimas já foram ouvidas até o momento. Os depoimentos ainda estão em andamento e devem ser retomados na próxima semana.
O caso é apurado como estelionato, e o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão das oitivas.
O Procon de Alfenas também acompanha as denúncias e informou que o número de reclamações aumentou nos últimos dias. O órgão já contabiliza mais de 30 queixas de consumidores que afirmam ter comprado pacotes de viagem, mas não conseguiram embarcar. A orientação do Procon é que as vítimas continuem registrando formalmente as denúncias junto aos órgãos de defesa do consumidor e à Polícia Civil.
As investigações começaram no início de outubro, quando 15 pessoas relataram à polícia terem adquirido pacotes turísticos com a empresa e não recebido o serviço contratado.
A proprietária da agência, Mariely de Fátima Maganhoto, se manifestou por meio de nota, alegando que utilizou recursos da empresa para manter as atividades após o descumprimento de contrato por parte de uma operadora de viagens parceira.
Em uma nova mensagem enviada nesta terça-feira (21), a empresária informou que seu advogado ingressou com um pedido de recuperação judicial e que todas as medidas cabíveis estão sendo tomadas para esclarecer o caso. Mariely também afirmou que um dos clientes lesados já foi ressarcido.