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Jornal Folha Regional

Homem com mandado de prisão em aberto morre após troca de tiros com a PM em Guapé

Homem com mandado de prisão em aberto morre após troca de tiros com a PM em Guapé – Imagem: reprodução

Um homem que possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de São Paulo morreu após uma intervenção policial na última segunda-feira (9), em um sítio localizado na região de Araúna, zona rural de Guapé (MG).

A ação foi realizada pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) após o compartilhamento de informações da Polícia Civil de São Paulo. Segundo a PM, o serviço de inteligência analisou os dados e confirmou que o suspeito estava escondido na propriedade rural. O mandado havia sido expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, comarca de Campinas, em outubro de 2025, e era válido até 2045, relacionado à prática reiterada de crimes e à suspeita de vínculo com uma organização criminosa de atuação nacional.

Com a ordem judicial em vigor, equipes da PM, com apoio do Grupamento Especializado em Policiamento Ambiental (GEPAM), montaram um cerco no entorno do imóvel. O homem foi visualizado pelos militares, que se identificaram e deram ordem para que ele parasse.

Ainda de acordo com a polícia, ao perceber a presença dos agentes, o suspeito fugiu para o interior do imóvel e seguiu em direção aos fundos da propriedade. Durante a perseguição, próximo a uma cerca, ele teria apontado uma arma de fogo contra um policial e efetuado um disparo. Na sequência, continuou a fuga e, ao encontrar outros militares, voltou a desobedecer às ordens de rendição e realizou novo disparo em direção às equipes.

Diante da situação, os policiais reagiram e o homem foi atingido. Os militares o encaminharam ainda com sinais vitais para a Santa Casa de Capitólio, onde deu entrada com vida, mas não resistiu após os procedimentos médicos e morreu.

No local da ocorrência, a Polícia Militar apreendeu uma pistola da marca Taurus, nove munições intactas e aparelhos celulares. A Perícia Técnica da Polícia Civil esteve no sítio e realizou os trabalhos de praxe. O caso será apurado pelas autoridades competentes.

Homem é preso por suspeita de importunação sexual contra adolescentes em Formiga

Homem é preso por suspeita de importunação sexual contra adolescentes em Formiga – Foto: reprodução

A Polícia Militar prendeu em flagrante, na noite da última quinta-feira (5), um homem de 41 anos suspeito de importunação sexual contra adolescentes no Terminal Rodoviário de Formiga (MG). A ocorrência foi registrada após o relato de uma testemunha que percebeu a conduta suspeita do indivíduo dentro de um ônibus coletivo.

Segundo a PM, o homem foi visto oferecendo doces e insistindo para que uma adolescente de 14 anos fosse até sua residência. A situação levantou suspeitas e motivou o acionamento da polícia. Durante a abordagem, a jovem afirmou não conhecer o suspeito e confirmou que ele adotou comportamento inadequado.

No decorrer da ocorrência, outras duas adolescentes, de 15 e 17 anos, relataram aos militares que também já haviam sido abordadas anteriormente pelo mesmo homem. De acordo com os relatos, ele teria oferecido dinheiro e feito propostas constrangedoras às jovens.

O suspeito foi detido no local e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso será apurado. Com ele, os militares apreenderam um telefone celular e recipientes contendo doces. A mãe da adolescente de 14 anos acompanhou o registro da ocorrência.

Após homem mexer com cavalo, animal sofre ferimentos graves e é sacrificado em Alpinópolis

Após homem mexer com cavalo, animal sofre ferimentos graves e é sacrificado em Alpinópolis – Foto: Pablo Sena

Um cavalo precisou ser sacrificado após sofrer ferimentos gravíssimos em um incidente registrado no último sábado (24), em Alpinópolis (MG). O animal estava amarrado a uma placa de “PARE”, em uma esquina da cidade, quando um homem, já identificado pela polícia, mexeu com ele, provocando uma reação que fez o animal se debater, arrebentar a sinalização e sair correndo desgovernado pela via.

Durante a fuga, o cavalo sofreu ferimentos extremamente graves, incluindo o rompimento dos tendões das patas traseiras. As lesões causaram intenso sangramento e dor severa. Mesmo ferido, o animal permaneceu por várias horas em estado de agonia até ser levado para uma propriedade rural do município.

Um médico veterinário que passava pelo local avaliou o quadro e recomendou a realização imediata da eutanásia, diante da gravidade das lesões e da mínima possibilidade de recuperação. No entanto, o proprietário do cavalo, emocionalmente abalado, não autorizou o procedimento naquele momento.

Ao longo da noite, houve mobilização para tentar encontrar outro profissional veterinário que pudesse prestar atendimento, mas não foi possível localizar alguém disponível. Somente no dia seguinte o animal passou por uma nova avaliação, quando já se encontrava em estado crítico, em sofrimento intenso e sem chances reais de sobrevivência.

Diante do agravamento do quadro, o cavalo acabou sendo sacrificado na manhã de domingo (25). O caso causou grande tristeza na comunidade e reacendeu discussões sobre maus-tratos, responsabilidade dos envolvidos e a necessidade de cuidados adequados e segurança no manejo de animais em áreas urbanas.

Mineiro de Formiga é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar ex-namorada brasileira

Mineiro de Formiga é condenado à prisão perpétua na Irlanda por matar ex-namorada brasileira – Foto: reprodução/redes sociais

O mineiro Miller Pacheco, de 32 anos, natural de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos. A sentença foi anunciada na última sexta-feira (23) pelo Tribunal Criminal Central de Cork, na Irlanda, um dia após a condenação formal do réu, conforme informou a família da vítima.

Bruna foi morta no dia 1º de janeiro de 2023, estrangulada dentro de um apartamento localizado na Liberty Street, região central de Cork, onde Miller morava. Durante a audiência de sentença, o brasileiro aceitou a pena e pediu desculpas à família da vítima, segundo noticiou o jornal irlandês The Journal.

Pela legislação da Irlanda, crimes de homicídio resultam obrigatoriamente em prisão perpétua.

“Aqui a Justiça é muito mais rigorosa e temos certeza de que a pena será cumprida. Isso nos tranquiliza muito”, afirmou Izabel Fonseca, irmã de Bruna.

Ainda de acordo com o The Journal, o advogado de defesa, Ray Boland, informou ao final da sessão que o réu não pretende recorrer da decisão e quis manifestar arrependimento pela “devastação” causada à família Fonseca.

Motivação do crime

Ao proferir a sentença, a juíza Siobhan Lankford descreveu Bruna como uma “jovem excepcional” e um “ser humano completo”. Segundo a magistrada, o assassinato ocorreu porque Miller não aceitou o fim do relacionamento.

“A vida foi tirada porque uma mulher não teve o direito de seguir em frente”, declarou a prima da vítima, Marcela Fonseca.

A juíza destacou ainda que Bruna deixou claro ao ex-companheiro que não era um “troféu” e que tinha o direito de conduzir a própria vida. Em uma conversa gravada, mencionada durante o julgamento, a jovem afirmou que ninguém tinha qualquer direito sobre ela além dela mesma. O conteúdo da gravação não foi divulgado.

Relação marcada por controle

Bruna e Miller mantiveram um relacionamento de cerca de cinco anos no Brasil. Bibliotecária e com formação no ensino superior, Bruna decidiu se mudar para a Irlanda em setembro de 2022, acompanhada da sobrinha, em busca de novas oportunidades profissionais. Miller chegou ao país dois meses depois.

Poucos dias após a chegada dele a Cork, o casal rompeu definitivamente. Segundo a família, eles já haviam se separado meses antes, ainda no Brasil, mas reataram antes da mudança.

Antes de irem para a Irlanda, os dois moraram juntos em Franca (SP). Izabel contou que o relacionamento era muito reservado e que a família desconhecia detalhes da convivência entre o casal.

O crime

No primeiro dia de 2023, por volta das 6h30 de um domingo, a polícia irlandesa foi acionada após Bruna ser encontrada desacordada no apartamento onde Miller morava. Paramédicos tentaram reanimá-la, mas ela não resistiu.

Exames médicos apontaram posteriormente que a jovem morreu em decorrência de estrangulamento e agressões físicas. Miller foi preso no mesmo dia, sem direito a fiança. Em sua primeira audiência no Tribunal Distrital de Cork, ele negou ter cometido o crime.

Segundo a polícia, horas antes do assassinato, Bruna participou de uma festa de réveillon, da qual o ex-namorado também esteve presente. A acusação afirmou que ela foi até o apartamento de Miller para realizar uma chamada de vídeo por FaceTime com um familiar que cuidava do cachorro que o casal teve no Brasil.

Moradores do prédio relataram à polícia ter ouvido gritos de uma mulher por volta das 4h15 da madrugada.

Último contato com a família

O último contato de Bruna com familiares em Formiga ocorreu nas primeiras horas de 2023. Em uma chamada de vídeo, ela conversou com parentes e aparentava estar bem, segundo a irmã Izabel. A jovem estava em uma festa no momento da ligação.

Quem era Bruna Fonseca

Nascida em 11 de maio de 1994, em Formiga (MG), Bruna era descrita por familiares e amigos como batalhadora, discreta e carismática. Religiosa, decidiu participar de um programa de intercâmbio e passou a morar com uma prima na Irlanda.

Em 2018, aos 24 anos, concluiu a graduação em Biblioteconomia na Universidade de Formiga (Unifor-MG).

“Toda vida foi muito discreta, mas ela sempre dizia que, mesmo se tudo desse errado, tentaria de novo. Nunca desistia. Jamais imaginamos que isso pudesse acontecer”, relatou Izabel em entrevista anterior.

Com uso de drone, um dos principais chefes do tráfico de drogas de Formiga é preso após quatro anos foragido

Com uso de drone, um dos principais chefes do tráfico de drogas de Formiga é preso após quatro anos foragido – Foto: divulgação/MPMG

Um homem de 31 anos, considerado uma das lideranças do tráfico de drogas em Formiga, no Oeste de Minas Gerais, foi preso na última terça-feira (20) após ficar quatro anos foragido da Justiça. A prisão foi realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais (Caocrim), em parceria com a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais (Dint/PMMG).

O suspeito era o último foragido das operações Snowblind e Venator, deflagradas em 2022 e 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As ações tiveram como foco o enfrentamento ao tráfico de drogas e contaram com o apoio das polícias Civil, Militar e Penal.

A localização do foragido foi possível após um trabalho conjunto de monitoramento dos setores de inteligência das instituições envolvidas, incluindo o uso de drone. A prisão ocorreu durante um cerco realizado por militares do 63º Batalhão da Polícia Militar.

Ao perceber a aproximação dos policiais, o homem tentou fugir, mas acabou sendo capturado. Durante a tentativa de fuga, ele se feriu e precisou ser encaminhado para atendimento médico. Além do mandado de prisão em aberto, o suspeito já possui uma condenação definitiva de sete anos de reclusão.

Durante a mesma ação, outro homem, também de 31 anos, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

No local onde os dois suspeitos estavam escondidos, os policiais apreenderam um revólver calibre .32, uma motocicleta, três aparelhos celulares e R$ 1.090 em dinheiro. Também foram encontradas diversas substâncias entorpecentes, incluindo 74 pinos de cocaína, 35 papelotes, oito frascos e uma barra da droga, além de 17 tabletes de haxixe. Ainda foram apreendidas 15 buchas, sete barras e uma porção de maconha.

Operações Snowblind e Venator

A operação Snowblind foi deflagrada em 5 de julho de 2022 e resultou no cumprimento de sete mandados de prisão temporária em Formiga. Na ocasião, três pessoas foram presas em flagrante após a apreensão de drogas semelhantes a cocaína, maconha e crack.

As investigações apontaram que, em 2021, havia um esquema estruturado de tráfico de drogas na cidade envolvendo cerca de 20 pessoas. A operação mobilizou 96 policiais militares, distribuídos em 29 viaturas, além de 80 policiais civis, em 22 viaturas. Os presos foram conduzidos por policiais penais.

Já a operação Venator foi deflagrada em 2024 pela Polícia Militar com o objetivo de localizar e prender foragidos da Justiça e integrantes do crime organizado considerados prioritários em Minas Gerais.

Vídeo | Cachorro desmaia após ser arrastado pelo pescoço por pedaço de arame em MG

Um homem foi preso nessa terça-feira (20/1) em Campina Verde (MG), no Triângulo Mineiro, por equipe da Polícia Civil (PC) da cidade após ser flagrado por câmeras de segurança arrastando um cachorro em via pública pelo pescoço, através de um pedaço de arame.

As imagens mostram o animal em sofrimento e chegando a desmaiar, sendo que mesmo assim o suspeito continuou o arrastando pela rua.

Ainda conforme o vídeo é possível ouvir uma testemunha dizendo a seguinte frase: “Tadinho, você vai matar esse cachorro, moço”.

O suspeito foi localizado no mesmo dia do crime, preso em flagrante e vai responder por crimes de maus-tratos contra animais.

“O sujeito arrastou o animal desacordado por um arame e ele quase foi a óbito, se não fosse massagens cardíacas realizadas por morador que estava no local. Diante do ato cruel contra animais, a PC realizou diligência apurando o caso, bem como afim de localizar o sujeito que foi preso em flagrante”, contou o delegado Fúlvio Alvarenga Sampaio.

A pena para maus-tratos contra cachorros e gatos no Brasil, pela Lei Sansão (Lei 14.064/2020), é de 2 a 5 anos de reclusão, mais multa e proibição da guarda; uma punição mais severa que a geral para outros animais (Lei de Crimes Ambientais – Lei 9.605/1998), que prevê detenção de 3 meses a 1 ano. Se houver morte do animal, a pena pode ser ainda mais aumentada

Polícia indicia motorista por acidente que matou jovem de 21 anos na madrugada de Natal em Alpinópolis

Polícia indicia motorista por acidente que matou jovem de 21 anos na madrugada de Natal em Alpinópolis – Foto: Helder Almeida

O motorista envolvido no grave acidente registrado na madrugada do dia 25 de dezembro, na MGC-446, em Alpinópolis (MG), foi indiciado pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito. Ele responderá judicialmente pelos crimes de homicídio doloso, lesão corporal grave e embriaguez ao volante.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que o condutor invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com outro veículo. A dinâmica do acidente foi confirmada por meio de laudos periciais e relatos de testemunhas ouvidas ao longo da apuração.

A jovem Geovanna Prado Freire, de 21 anos, que estava como passageira no carro atingido, não resistiu aos ferimentos e morreu no local em razão da força do impacto. Além da vítima fatal, outras duas pessoas sofreram ferimentos graves.

Ainda de acordo com a polícia, ficou comprovado que o motorista dirigia sob efeito de álcool, com a capacidade psicomotora alterada. Para os investigadores, o condutor assumiu o risco de provocar mortes ao conduzir o veículo nessas condições, o que configura homicídio doloso.

O homem foi preso em flagrante no dia do acidente e permanece detido desde então. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva. Com a finalização do inquérito, o caso foi oficialmente encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.

Prefeita de Pitangui tem joias e Rolex avaliadas em mais de R$ 900 mil roubadas em Nova Lima

Prefeita de Pitangui tem joias e Rolex avaliadas em mais de R$ 900 mil roubadas em Nova Lima – Foto: redes sociais

A prefeita de Pitangui (MG), Maria Lúcia Cardoso (MDB), foi vítima de um roubo na noite de sexta-feira (16), em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ocorrência aconteceu em frente a um imóvel pertencente à gestora municipal naquela cidade e está sendo apurada pela Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com o registro policial, Maria Lúcia, de 67 anos, informou inicialmente à Polícia Militar que havia sido levada uma coleção de joias de alto valor, incluindo um relógio Rolex estimado em cerca de 500 mil dólares, além de duas alianças e um anel de ouro branco com brilhantes avaliados em aproximadamente 600 mil dólares. A soma declarada, à época, ultrapassava R$ 5,9 milhões.

Entretanto, no domingo (18), a prefeita procurou novamente as autoridades para corrigir as informações prestadas anteriormente. Segundo o novo relato, o valor real dos bens roubados é de cerca de R$ 900 mil.

Maria Lúcia Cardoso foi eleita prefeita de Pitangui pela primeira vez em 2020 e reconduzida ao cargo nas eleições municipais de 2024. Antes de assumir o comando do Executivo municipal, construiu uma longa trajetória política em âmbito federal, exercendo quatro mandatos consecutivos como deputada federal por Minas Gerais entre 1999 e 2011.

Ela também é ex-esposa do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso. O filho do casal, Newton Cardoso Júnior, atualmente ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados, pelo MDB.

Ao longo da carreira política, Maria Lúcia esteve envolvida em episódios que ganharam repercussão pública. Em 2022, ela e o então vice-prefeito de Pitangui tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral, sob acusação de irregularidades na arrecadação e nos gastos de campanha. A decisão, contudo, foi revertida meses depois, garantindo a permanência da prefeita no cargo.

Ainda em sua primeira campanha para a prefeitura, Maria Lúcia se envolveu em outra controvérsia ao utilizar, sem autorização, a canção “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, como jingle eleitoral.

Conforme a declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2024, a prefeita informou possuir um patrimônio total avaliado em R$ 7.343.429,71.

Atualmente, Maria Lúcia Cardoso cumpre seu segundo mandato à frente da Prefeitura de Pitangui, enquanto as investigações sobre o roubo seguem em andamento.

Prefeita de Pitangui tem joias e Rolex avaliadas em mais de R$ 900 mil roubadas em Nova Lima – Foto: redes sociais

Técnicos de enfermagem são presos acusados de matar pacientes no DF; um dos suspeitos teria aplicado desinfetante 10 vezes em paciente de 75 anos

Técnicos de enfermagem são presos acusados de matar pacientes no DF; um dos suspeitos teria aplicado desinfetante 10 vezes em paciente de 75 anos – Foto: reprodução/redes sociais

Um técnico de enfermagem, de 24 anos, suspeito de matar três pacientes na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), teria injetado desinfetante mais de dez vezes na mesma vítima em um só dia. A aplicação teria sido feita em uma idosa, de 75 anos, com a utilização de uma seringa.

A informação faz parte das investigações da Polícia Civil do estado. Segundo a corporação, o profissional de saúde é Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo.

Outras duas técnicas, identificadas como Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, também são investigadas pelas mortes.

Injeção letal e “disfarce do crime”

De acordo com as apurações policiais, os suspeitos aplicavam medicamentos de forma irregular na veia dos pacientes. Marcos Vinícius é investigado por administrar doses letais de remédios a pacientes internados na UTI, com o objetivo de matá-los. Ele atuava há pelo menos cinco anos no hospital.

As investigações apontam que o técnico aguardava a reação dos enfermos, que sofriam parada cardíaca. Além disso, devido a presença de outros integrantes no quarto, ele realizava manobras de reanimação na vítima. O intuito era “disfarçar” o crime.

As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, Miranilde Pereira da Silva, de 75, e Marcos Moreira, de 33.

Invasão de sistema do hospital

A polícia ainda descobriu que em um dos casos, o técnico usou a conta de um médico para acessar o sistema do hospital. A partir da primeira entrada, ele prescreveu um medicamento errado. Além disso, teria ido até a farmácia para buscar os remédios, os preparado, e escondido no jaleco para aplicar na veia dos pacientes.

As aplicações ocorreram em duas datas: 17 de novembro do ano passado e 1º de dezembro.

Quem são as investigadas

Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 e 28 anos, são investigadas por negligência e possível coautoria nos crimes.

Conforme apontam as investigações, Amanda trabalhava em outro setor do hospital, mas era amiga de longa data de Marcos. Já Marcela era nova na instituição e recebia instruções do técnico acerca do serviço no setor.

Segundo a polícia, elas seriam responsáveis por observar a porta para que ninguém entrasse. Assim, teriam auxiliado em dois dos casos investigados.

Prisões e demissões

De acordo com Márcia Reis, diretora do IML (Instituto Médico Legal), os pacientes que morreram apresentavam gravidades diferentes de quadro clínico. As suspeitas tiveram início após a piora súbita em momentos repetidos.

Assim que o hospital detectou conduta suspeita, os envolvidos foram demitidos e as autoridades foram notificadas. O crime foi descoberto após a análise de câmeras de segurança dos leitos e prontuários médicos dos pacientes. As famílias foram informadas sobre o ocorrido.

Ainda segundo a polícia, quando interrogado, o técnico de enfermagem negou as acusações, mas confessou após ver os vídeos das ações. 

Os três técnicos de enfermagem foram demitidos após a apuração, e as famílias das vítimas foram notificadas, sendo fornecidas as explicações necessárias de forma transparente e cuidadosa. Os profissionais da saúde foram presos durante cumprimentos de mandados da “Operação Anúbis”.

Investigações

A investigação, que faz parte da Operação Anúbis, segue em andamento e apura possíveis outras vítimas. O caso foi registrado como homicídio qualificado, e as duas técnicas respondem por coautoria nos crimes. 

A investigação ainda não aponta que os crimes tenham sido cometidos sob pedido das vítimas ou de seus familiares.

O que diz o Coren-DF

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal se manifestou sobre os acontecimentos.

Veja nota na íntegra:

“O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados pela imprensa envolvendo mortes suspeitas de pacientes em uma unidade hospitalar do Distrito Federal. 

Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.  

Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos. 

O Conselho segue compromissado com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida.”

Investigado pelos assassinatos de 4 jovens de MG é morto em SC após reagir à prisão

Investigado pelos assassinatos de 4 jovens de MG é morto em SC após reagir à prisão – Foto: reprodução/redes sociais

Um homem apontado como um dos principais responsáveis por uma série de homicídios e sequestros recentes na Grande Florianópolis, incluindo o assassinato de quatro jovens mineiros no início do mês, foi morto na manhã desta sexta-feira (16) após reagir à prisão em Navegantes, no Litoral Norte, informou a Polícia Civil.

O delegado Anselmo Cruz detalhou que o homem de 30 anos estava foragido e foi encontrado em uma casa no bairro São Paulo. Ele tentou reagir contra os policiais usando um revólver e foi baleado. A identidade dele não foi divulgada.

O homem era natural de São José, na Grande Florianópolis, e investigado por ser um dos principais responsáveis por liderar sequestros, torturas e homicídios ligados a uma facção criminosa, segundo o delegado. Ele tinha condenações por homicídio e tráfico de drogas, tendo cumprido quase dez anos de prisão.

Morte de quatro jovens

A Polícia Civil confirmou a participação do homem no caso dos jovens achados mortos em 3 de janeiro em uma área de mata de Biguaçu. Os corpos foram encontrados amarrados, em decomposição e, aparentemente, mutilados, às margens de uma estrada no bairro Fundos.

As vítimas foram identificadas como:

  • Bruno Máximo da Silva, 28 anos
  • Daniel Luiz da Silveira, 28 anos
  • Guilherme Macedo de Almeida, 20 anos
  • Pedro Henrique Prado de Oliveira, 19 anos

Os quatro eram amigos, moravam juntos em São José e buscavam melhores condições de vida. Guilherme, por exemplo, estava na região há cerca de 20 dias e tinha um emprego garantido para começar na segunda-feira seguinte ao crime.

Via: G1

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