Moradores de Capitólio são vítimas de golpe na compra de veículo anunciado na internet – Imagem: reprodução
Moradores da zona rural de Capitólio (MG) voltaram a ser alvo de um golpe envolvendo a falsa venda de veículos pela internet. O caso mais recente foi registrado oficialmente nesta semana e acendeu um novo alerta para negociações feitas por meio de redes sociais e plataformas digitais.
Conforme informações, o esquema teve início quando um jovem morador de São Tomás de Aquino (MG) anunciou um automóvel à venda pelo valor de R$ 17 mil. Durante a negociação, ele foi procurado por um homem que utilizou um nome falso e se apresentou como possível intermediário interessado em facilitar a venda.
Sem autorização ou conhecimento do verdadeiro proprietário, o estelionatário passou a divulgar o mesmo veículo por um preço muito abaixo do mercado, anunciando o carro por apenas R$ 5 mil. A estratégia atraiu duas vítimas de Capitólio: um homem de 36 anos e uma mulher de 43, ambos residentes na área rural do município.
Convencidos de que a negociação era legítima, os moradores de Capitólio realizaram transferências bancárias via Pix, que somaram R$ 2.600. Pouco depois do envio do dinheiro, o suposto vendedor encerrou todo o contato, deixando claro que se tratava de um golpe.
Ao perceberem a fraude, os envolvidos procuraram as autoridades, e o caso foi registrado por meio de um Registro de Evento de Defesa Social (REDS). A Polícia agora apura os fatos e orienta a população de Capitólio e da região a adotar cuidados redobrados em transações realizadas pela internet.
Entre as recomendações estão evitar negociações com intermediários desconhecidos, desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado e nunca realizar transferências de dinheiro sem confirmar, pessoalmente, a procedência do veículo e a identidade do vendedor.
Marido é preso suspeito de matar a esposa e tentar simular latrocínio em Pouso Alegre – Foto: redes sociais
Uma mulher foi encontrada morta dentro da própria residência na tarde de segunda-feira (12), no bairro Jardim Inconfidentes, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. O marido da vítima foi preso em flagrante, suspeito de envolvimento no crime. De acordo com a Polícia Militar, há indícios de que ele teria tentado simular um caso de latrocínio. Este é o terceiro feminicídio registrado na região neste ano.
A vítima foi identificada como Renata Cardoso de Oliveira. Segundo o boletim de ocorrência, ela foi localizada caída no chão de um dos quartos da casa, com um corte profundo no pescoço, posicionada entre a cama e o piso. O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou o óbito. A área foi imediatamente isolada para os trabalhos da perícia técnica.
Em depoimento à Polícia Militar, o marido afirmou que chegou do trabalho e não encontrou a esposa em casa. Disse ter imaginado que ela havia saído, já que a motocicleta dela não estava na garagem, e passou a realizar atividades domésticas. Em seguida, relatou que saiu para fumar e comentou com o cunhado que não sabia onde a mulher estava.
Ainda conforme o relato do suspeito, ele e o cunhado teriam aberto uma janela do quarto e visto Renata caída ao lado da cama. Eles tentaram abrir a porta do cômodo com uma chave encontrada nas proximidades, mas, segundo ele, não conseguiram, sendo necessário arrombar a porta com uma marreta. O homem afirmou que tentou puxar a esposa, mas entrou em desespero ao perceber o ferimento e constatar que ela já estava morta, pedindo ajuda a vizinhos em seguida.
Inicialmente, o marido levantou a hipótese de roubo, alegando que a motocicleta da vítima teria sido levada pelo autor do crime. No entanto, o veículo foi localizado cerca de 200 metros da residência, escondido em um matagal. A moto passou por perícia e foi removida para um pátio credenciado do Detran-MG.
Durante as diligências, os policiais identificaram diversas contradições. A mãe da vítima e a cuidadora afirmaram que apenas o genro esteve na casa durante a tarde. Uma testemunha relatou ainda que o suspeito teria saído com a motocicleta e retornado a pé, versão que diverge do relato apresentado por ele.
Outra inconsistência apontada diz respeito à porta do quarto: embora o marido tenha afirmado que a chave não funcionava, os militares constataram que a mesma chave abriu a porta normalmente. O celular da vítima também não foi encontrado, apesar de estar recebendo ligações.
A perícia estimou que a morte ocorreu entre 17h e 19h, período em que, conforme o boletim de ocorrência, o suspeito estava na residência. O objeto utilizado no crime não foi localizado.
Diante dos indícios reunidos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, onde recebeu atendimento por um ferimento no joelho direito, e posteriormente levado à delegacia de plantão da Polícia Civil.
Segundo a Polícia Militar, informações levantadas no local indicam que o relacionamento do casal era conturbado, com conflitos relacionados a uma herança recebida recentemente pela vítima. Apesar disso, não havia registros anteriores de ocorrências de agressão.
O corpo de Renata Cardoso de Oliveira foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.
Investigação
Em nota divulgada nesta terça-feira (13), a Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu a ocorrência e que os procedimentos investigativos seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do possível flagrante envolvendo o suspeito. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
Homem manda 15 PIX de R$ 0,01 para a ex- companheira e acaba preso por descumprir medida protetiva em Formiga – Imagem: Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na manhã da última segunda-feira (12), um homem de 34 anos, em Formiga (MG), após constatar o descumprimento de uma medida protetiva de urgência concedida em favor de sua ex-companheira, uma mulher de 49 anos. A ordem judicial determinava que ele não se aproximasse nem mantivesse qualquer tipo de contato com a vítima.
Mesmo com a restrição, o homem passou a utilizar transferências bancárias via Pix como forma de comunicação. De acordo com a Polícia Civil, ele enviava valores simbólicos de R$ 0,01 acompanhados de mensagens direcionadas à ex-companheira. A prática começou no dia 25 de dezembro, data do Natal.
A vítima procurou a polícia no dia seguinte, 26 de dezembro, relatando ter recebido cerca de 15 transferências, todas com mensagens anexadas. Segundo ela, as ações causaram constrangimento, perturbação emocional e medo. Os comprovantes das transações foram entregues às autoridades e anexados à investigação.
Conforme apurado, o investigado já possuía registros anteriores por ameaça e injúria no contexto de violência doméstica, além de outras medidas protetivas expedidas tanto em favor da mesma vítima quanto de outra mulher.
Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram que o campo de mensagens do Pix foi usado para insistir em contato, com pedidos para conversar pessoalmente, referências a um suposto presente de Natal e tentativas de reaproximação. Em algumas mensagens, o homem afirmava querer “resolver a situação”, dizia admirar a ex-companheira e demonstrava o desejo de reencontrá-la. Trechos que poderiam identificar a vítima foram suprimidos.
A Polícia Civil informou ainda que o suspeito recorreu às transferências bancárias porque já havia sido bloqueado pela mulher em aplicativos de mensagens e redes sociais.
Diante da reincidência e da violação da medida judicial, foi instaurado um inquérito policial, e a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido foi deferido pela Justiça.
Durante o cumprimento do mandado, o homem resistiu à prisão, sendo necessária a utilização moderada de força por parte dos policiais para contê-lo. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que 14 suspeitos encapuzados invadiram uma concessionária, furtaram cerca de 12 motocicletas e fugiram pilotando os veículos na madrugada da última terça-feira (13).
O crime ocorreu em uma loja de motos localizada no município de Itajaí. Ao chegarem no local, os agentes constataram o vidro frontal quebrado e diversas motos caídas no interior do estabelecimento.
Uma câmera de segurança flagrou o momento da invasão. No vídeo é possível ver os criminosos atirando pedras contra o vidro para poder entrar. Na ocasião, um dos envolvidos fica preso por um momento ao tentar escapar com a moto. Veja abaixo:
Segundo a polícia, sete pessoas foram detidas, sendo uma localizada em Itajaí e as demais em áreas de mata em Camboriú e Balneário Camboriú. Entre os envolvidos, estavam adultos e adolescentes.
Durante as buscas, um dos autores, de 18 anos, foi localizado caído na avenida Osvaldo Reis, apresentando lesões aparentes. Ele recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado a uma unidade hospitalar, onde passou por cirurgia devido uma fratura de tíbia e fíbula.
Ainda durante a ação, dez motocicletas foram recuperadas após serem encontradas abandonadas em vias públicas e matagais em bairros de Camboriú. O material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
Na madrugada desta terça-feira (13), após disparos de arma de fogo contra a parede frontal do Presídio de Passos (MG), a Polícia Militar foi acionada e compareceu imediatamente ao local.
No presídio, foi feito contato com o coordenador dos policiais penais, que confirmou a ocorrência. Segundo relato, os agentes perceberam os disparos ao ouvirem vários tiros vindos da via pública, momento em que acionaram prontamente a Polícia Militar.
Com a chegada das guarnições, em conjunto com os policiais penais, foi realizada a verificação da parte frontal da unidade prisional, sendo confirmados os impactos dos projéteis na estrutura do presídio.
Na sequência, diversas cápsulas deflagradas de calibre 9 mm foram localizadas na via pública. Não houve registro de feridos.
Os policiais penais informaram que não conseguiram visualizar o tipo de veículo utilizado pelos autores, relatando apenas que, possivelmente, se tratava de uma motocicleta com escapamento aberto.
Durante a vistoria na área externa do presídio, foi constatado que um veículo VW Gol apresentava uma marca no para-brisa dianteiro, possivelmente causada por um projétil que teria ricocheteado, provocando dano ao vidro, porém sem perfurá-lo.
A perícia técnica foi acionada e realizou os trabalhos de praxe, recolhendo ao todo 20 cápsulas deflagradas e um projétil, que estavam espalhados ao longo da Avenida Juca Stockler, no sentido Bom Jesus da Penha.
No presídio, foi disponibilizada apenas uma imagem de câmera de segurança, a qual não apresenta nitidez suficiente para identificar o início dos fatos.
Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos também foram analisadas. Nelas, é possível visualizar dois indivíduos em uma motocicleta de cor vermelha. O condutor vestia blusa ou colete verde e calça jeans, enquanto o passageiro usava blusa roxa com mangas cinza e calça jeans, ambos trafegando pela Avenida Juca Stockler no sentido decrescente. Após algum tempo, a mesma motocicleta retorna, porém apenas com o condutor.
Foram realizados rastreamentos nas imediações e em bairros próximos, mas até o momento os autores não foram localizados.
Presídio de Passos é alvo de tiros – Foto: divulgação
Polícia conclui que desvio de café em cooperativa de Ibiraci configura apropriação indébita e gestão temerária – Foto: redes sociais
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu na última segunda-feira (12) o inquérito que apurou o desaparecimento de mais de 22 mil sacas de café pertencentes a produtores rurais que utilizavam os serviços da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil). Segundo a investigação, os grãos foram desviados, resultando em um prejuízo estimado em pouco mais de R$ 52 milhões, atingindo cafeicultores do Sul de Minas e do interior do estado de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, o presidente da cooperativa, Elvis Vilhena Faleiros, foi formalmente indiciado e teve a prisão decretada pela Justiça, mas segue foragido. O inquérito também identificou a participação de outros dois diretores da Cocapil, porém o Judiciário entendeu que, neste momento, apenas a prisão do presidente seria necessária.
O delegado responsável pelo caso, Estevan Ferreira, informou que a apuração foi encerrada com a constatação da prática dos crimes de apropriação indébita e gestão temerária de cooperativa. Conforme apontado no inquérito, Elvis Vilhena Faleiros, na condição de depositário dos cafés pertencentes aos produtores, teria se apropriado das sacas de forma não autorizada, com o conhecimento dos demais diretores envolvidos.
As irregularidades começaram a ser descobertas em agosto do ano passado, quando produtores procuraram a cooperativa para retirar os cafés armazenados e perceberam que os grãos já não estavam mais nos galpões. A partir disso, dezenas de cafeicultores registraram boletins de ocorrência, dando início às investigações.
Entre os produtores prejudicados está Éder Valdomiro de Carvalho, que relata a perda de 260 sacas de café, o que representa um prejuízo aproximado de R$ 1,2 milhão. Segundo ele, o impacto financeiro foi significativo, especialmente diante da situação de saúde do pai, que sofreu um AVC há cerca de dois anos e necessita de cuidados médicos constantes. O produtor destacou ainda a frustração pela confiança depositada na cooperativa.
Outro cafeicultor afetado, Evaldo Luis Vilhena Carvalho, afirmou que utilizava os serviços da Cocapil havia aproximadamente 15 anos e nunca havia enfrentado problemas anteriormente. Ele contou que tomou conhecimento da situação apenas quando tentou receber valores e retirar o café depositado, sendo inicialmente informado de que se tratava apenas de boatos. Posteriormente, foi comunicado de que a cooperativa estava encerrando as atividades e que o café armazenado havia sido vendido sem autorização dos produtores.
Ao todo, 30 produtores foram ouvidos durante a investigação. As vítimas são dos municípios de Ibiraci, Cássia, Capetinga e Claraval, no Sul de Minas, além de cafeicultores de Franca e Cristais Paulista, no interior de São Paulo.
Durante as apurações, a defesa da cooperativa alegou que parte do problema teria origem em operações de trava de preços realizadas desde 2021, nas quais algumas pessoas não teriam cumprido os compromissos assumidos, o que teria contribuído para o agravamento da situação financeira.
O advogado da Cocapil, Márcio Cunha, informou que Elvis Vilhena Faleiros não se apresentou à Justiça porque estaria buscando meios particulares para quitar todos os débitos. Segundo a defesa, cerca de 170 cooperados e produtores devem ser ressarcidos.
Ainda conforme o advogado, os barracões da Cocapil, localizados em uma fazenda no município de Claraval, já estão em negociação. A avaliação desses imóveis foi apresentada na última sexta-feira ao Ministério Público e à Polícia Civil, e, segundo a defesa, os bens seriam suficientes para cobrir os prejuízos causados aos produtores.
Apesar da crise, a cooperativa segue formalmente em funcionamento, mas deverá ser extinta após a venda dos prédios e barracões. Uma nova assembleia está marcada para o dia 24 deste mês, quando será definido o cronograma de pagamentos. A proposta, segundo a defesa, é priorizar inicialmente os produtores com menor quantidade de sacas, avançando de forma escalonada até aqueles com maiores volumes armazenados.
Produtores e cooperados que tenham dúvidas sobre o processo podem entrar em contato com a Cocapil pelo telefone (35) 3544-5100.
Polícia Civil prende maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais – Foto: PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu o maior traficante de pasta base de cocaína do estado, um dos maiores do Brasil, e deu informações, neste sábado (10/1), da operação de inteligência, que durava meses, e resultou na captura de Sonny Clay Dutra, de 43 anos, na cidade de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, nessa sexta-feira (9/1).
O governador Romeu Zema parabenizou o trabalho investigativo e a atuação dos policiais em suas redes sociais. “Um dos maiores traficantes de Minas está onde precisa ficar, de volta à cadeia. A nossa Polícia Civil prendeu, nesta madrugada, Sonny Clay Dutra, após um preciso trabalho de inteligência. Aqui, criminoso não tem paz. E é por isso que temos um dos estados mais seguros do país”.
Com mandado de prisão em aberto por uma condenação a 14 anos, Dutra era responsável pela logística do transporte da droga de países vizinhos, como Bolívia e Paraguai. Ele também foi flagrado com porte ilegal de arma de fogo e não ofereceu resistência no momento da abordagem policial.
“É uma das prisões mais relevantes que fizemos nos últimos anos, considerando a expressividade dele na atividade criminosa em Minas Gerais, considerado um dos maiores traficantes do Brasil e o maior traficante de pasta base de cocaína de Minas Gerais”, afirmou a chefe da PCMG, delegada-geral Letícia Gamboge.
As ações para chegar ao traficante foram realizadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil, junto com a Diretoria de Inteligência Policial da Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP) da PCMG.
Natural de Ouro Preto, onde já havia sido preso pela equipe do Deoesp, em 2019, o homem teve a prisão preventiva revogada na época e, desde então, estava foragido, figurando na lista dos criminosos mais procurados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
As investigações que levaram ao paradeiro de Sonny Clay Dutra, em uma boate de Divinópolis, indicam que ele residia em Itaúna, na mesma região do estado.
A delegada-geral da Polícia Civil enfatizou a atuação das Forças de Segurança para coibir esse tipo de crime e de atuação no estado. “Com esta ação, reafirmamos o compromisso inabalável da Polícia Civil e do Governo de Minas no combate ao crime organizado, às facções e ao tráfico de drogas. Aqui em Minas Gerais, não tem impunidade. Não vamos tolerar criminosos e prenderemos quem quer que seja”, disse Letícia Gamboge.
O delegado da Draco 1, Davi Batista Gomes, detalhou os desafios para capturar o criminoso. “As investigações para localizá-lo vêm de muito tempo e demandaram muito trabalho de inteligência e de campo, ele já foi preso diversas vezes, tem uma grande rede de proteção, tem muito dinheiro, então consegue trocar frequentemente de endereço, então conseguimos dar um golpe muito forte no tráfico de drogas do estado, principalmente na questão da grande logística, que abastece os pontos de droga”.
Próximos passos
O chefe da operação especializada do Deoesp, Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, recapitulou que Sonny Clay Dutra é investigado pela Polícia Civil desde 2013. “É um criminoso contumaz, tem grandes contatos em regiões de fronteira, por isso se tornou o maior narcotraficante do estado de Minas Gerais e um dos maiores do país e não tem vínculo com nenhuma facção específica, mantendo interlocução com todas, atua em um nível acima da logística de drogas e é o responsável por trazer grandes quantidades de cocaína para Minas Gerais”, completou o delegado, que apontou as ações a partir de agora.
“Vamos entrar uma segunda fase em que vamos esmiuçar a questão da lavagem de dinheiro e tentar as outras ramificações da organização da qual ele faz parte. Conseguimos atingir o topo, agora vamos atacar a capilaridade dessa organização e chegar nas outras conexões”, explicou o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.
Essa lavagem de dinheiro envolve empresas de setores como de alimentos e de postos de combustíveis, de diversos estados além de Minas Gerais, como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.
Empresário de Franca, SP, é suspeito de sumir com sacas de café avaliadas em R$ 132 milhões; vítimas são de Cássia, Ibiraci e outras cidades – Foto: redes sociais
Ao menos 30 produtores rurais já registraram ocorrência policial denunciando o empresário Elvis Vilhena Faleiros, natural de Franca (SP), pelo desaparecimento de 21 mil sacas de café que estavam armazenadas nos galpões da Cooperativa dos Cafeicultores e Agropecuaristas de Ibiraci (Cocapil), entidade da qual ele é presidente.
De acordo com a Polícia Civil, o número de pessoas prejudicadas pode ser ainda maior e chegar a 180 vítimas, com um prejuízo financeiro estimado em R$ 132 milhões. As denúncias envolvem produtores de Ibiraci (MG), onde fica a sede da cooperativa, além de cafeicultores de Franca e Cristais Paulista (SP) e das cidades mineiras de Claraval e Cássia.
A Justiça decretou a prisão de Elvis Faleiros, que segue foragido. Além dele, dois diretores da Cocapil também são investigados. Como medida judicial, houve a penhora de bens do presidente e dos diretores da cooperativa.
O delegado responsável pelo caso em Ibiraci, Estevam Ferreira, informou que os depoimentos colhidos até o momento apresentam versões semelhantes. Segundo ele, os produtores afirmam que confiaram a guarda do café à cooperativa e, quando solicitaram a retirada das sacas, foram surpreendidos pela inexistência do produto nos armazéns. O inquérito policial deve ser concluído até esta sexta-feira (9), mas novas denúncias ainda podem ser formalizadas por outras vítimas.
As irregularidades começaram a ser descobertas em agosto do ano passado, quando produtores procuraram a Cocapil para retirar parte do café estocado e constataram que as sacas não estavam mais no local onde deveriam estar armazenadas.
Para a Polícia Civil, o caso tem grande impacto econômico e social. O delegado destacou que se trata de uma conduta extremamente grave, com forte prejuízo à economia local, o que justificou o pedido de prisão preventiva como resposta proporcional ao dano causado à ordem pública.
A defesa de Elvis Faleiros, representada pelo advogado Márcio Cunha, afirmou que o déficit financeiro da cooperativa teria ocorrido em razão das oscilações do mercado cafeeiro. Segundo ele, o empresário tem a intenção de ressarcir todos os produtores lesados e estaria buscando recursos financeiros para quitar integralmente os cafés depositados.
Durante as investigações, a Polícia Civil também ouviu dois diretores da Cocapil, que atribuíram o desvio das sacas a dificuldades financeiras enfrentadas pela cooperativa. Eles relataram que a situação começou a se agravar a partir de 2021, período marcado pela valorização do café e por contratos de venda com preços previamente travados, que se tornaram inviáveis de cumprir diante da alta do mercado. Segundo os relatos, esse cenário teria provocado um desequilíbrio financeiro prolongado, levando o presidente da cooperativa a utilizar o café dos produtores para pagar dívidas.
A defesa confirmou que a cooperativa enfrentou uma crise prolongada e afirmou que havia expectativa de recuperação da produção, o que não se concretizou. De acordo com o advogado, além da instabilidade econômica, fatores climáticos também contribuíram para o agravamento da situação, como as geadas registradas a partir de 2020 e a forte seca em 2021, que comprometeram a produção e dificultaram o cumprimento dos contratos e a recomposição dos estoques.
Até o momento, apenas o presidente da cooperativa teve a prisão decretada. A defesa informou que já ingressou com um pedido de habeas corpus, que ainda não foi analisado devido ao recesso do Judiciário.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a esclarecer a dinâmica do ataque que resultou na morte de cinco pessoas da mesma família na madrugada de quarta-feira (7), no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
Segundo a Polícia Militar, o autor do crime saiu da residência por volta das 3h da manhã e retornou algumas horas depois ao conjunto de casas onde os familiares moravam. O primeiro ataque ocorreu pouco depois das 7h, ainda no portão do imóvel, onde a primeira vítima foi atingida. Em seguida, o homem entrou na residência e matou as outras quatro pessoas no interior do imóvel.
Após cometer os crimes, o suspeito deixou o local e foi para o próprio apartamento, onde acabou localizado e preso pela PM. Durante a abordagem, ele confessou os ataques aos policiais.
Os corpos foram encontrados por um familiar que saía para trabalhar, que acionou a polícia ao perceber a situação. As vítimas estavam em diferentes cômodos das residências, e os militares relataram a presença de grande quantidade de sangue e marcas de pisadas pelo local.
Entre os mortos estão o pai, a madrasta, duas irmãs e um sobrinho de apenas 5 anos do suspeito, conforme informou a Polícia Militar.
A faca utilizada no crime foi apreendida. De acordo com os militares, o autor havia lavado tanto a arma quanto as roupas usadas durante o ataque, numa tentativa de eliminar vestígios.
Ainda segundo a PM, o homem possui histórico de transtornos psicológicos e estaria em surto no momento dos assassinatos. Familiares relataram episódios anteriores de alterações de humor e possíveis surtos psicóticos, embora não haja confirmação de que ele realizasse acompanhamento médico. O suspeito não tinha antecedentes criminais.
Homem é condenado a 84 anos de prisão por estuprar as próprias netas e a irmã da nora em Alfenas – Foto: reprodução
A Justiça condenou um homem a 84 anos de prisão em regime fechado por uma série de crimes sexuais praticados contra três crianças no município de Alfenas (MG). A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal da comarca e acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Conforme apuração da 5ª Promotoria de Justiça de Alfenas, as vítimas são duas netas do condenado, que tinham menos de 14 anos à época dos crimes, além da irmã de sua nora, que tinha sete anos de idade quando os abusos tiveram início.
Os atos criminosos ocorreram de forma continuada ao longo de 11 anos, entre 2008 e 2019. Em razão das mudanças na legislação penal ao longo desse período, o réu foi responsabilizado por diferentes tipos penais, conforme a lei vigente em cada época.
Pelos crimes praticados em 2008, a condenação foi por atentado violento ao pudor. Já os fatos ocorridos em 2013 e 2019 foram enquadrados como estupro de vulnerável, após a alteração do Código Penal que passou a unificar essas condutas.
Na sentença, o Judiciário ressaltou a gravidade dos fatos e a robustez das provas, afirmando que ficou comprovado que o acusado cometeu os crimes ao menos duas vezes contra cada uma das vítimas. O magistrado também destacou que não há qualquer elemento capaz de afastar a responsabilidade penal ou justificar a exclusão da culpa.
Somadas, as penas impostas resultaram na condenação total de 84 anos de reclusão, a serem cumpridos em regime fechado.
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