Operação Quimera: Justiça condena 12 investigados por fraudes em licitações e desvios de recursos públicos em Passos – Foto: reprodução
A Justiça condenou 12 pessoas investigadas na Operação Quimera, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para apurar um esquema de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Passos (MG). A decisão é da 2ª Vara Cível de Passos e atinge cinco ex-secretários municipais, uma ex-diretora, quatro empresários e duas empresas.
A sentença considerou procedente a ação civil pública movida pelo MPMG por atos de improbidade administrativa e empresarial, confirmando a existência de uma organização criminosa que atuava entre 2013 e 2015. De acordo com o processo, o grupo fraudava licitações e superfaturava contratos de fornecimento de materiais de expediente, como papel, canetas e lápis. Em muitos casos, os produtos eram faturados sem entrega total ou sequer entregues.
O dano patrimonial aos cofres públicos foi estimado em R$ 1.135.087,07. Os condenados deverão ressarcir integralmente o valor, pagar multa civil equivalente, perder eventuais funções públicas e terão os direitos políticos suspensos. Além disso, ficam proibidos de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e creditícios por períodos de seis a doze anos, de acordo com a gravidade da conduta.
Os empresários também receberam multas de R$ 500 mil e estão impedidos de obter empréstimos, incentivos ou subsídios de instituições públicas por cinco anos. Já as duas empresas envolvidas sofreram dissolução compulsória (extinção forçada) e foram multadas em R$ 1,5 milhão cada.
A Justiça ainda reconheceu a existência de dano moral coletivo, fixando indenização de R$ 1.702.630,60. No texto da decisão, o juiz destacou que “a conduta egoística dos réus violou gravemente valores normativos fundamentais da sociedade, prejudicando o cotidiano de milhares de servidores públicos e afetando a população como um todo, gerando repulsa, indignação e sentimento de impotência”.
Segundo o Ministério Público, a soma de dano patrimonial, dano moral coletivo e multas — acrescida de juros de 1% ao mês e correção monetária desde a data dos ilícitos — ultrapassa R$ 40 milhões.
Prefeitura de São José da Barra concede abono histórico de R$ 1.600 a servidores pelo Dia do Servidor Público – Foto: divulgação
A Prefeitura de São José da Barra (MG) celebrou o Dia do Servidor Público, nesta terça-feira (28), com um anúncio histórico: a concessão de um abono no valor de R$ 1.600,00 para os servidores municipais. O benefício contemplará servidores efetivos, ocupantes de cargos comissionados e de confiança, além de agentes políticos que atuam na administração pública municipal direta e indireta.
De acordo com o prefeito Marcelo Rodrigues da Silva, mais de 400 colaboradores serão beneficiados pela medida. O chefe do Executivo destacou que a iniciativa reafirma o compromisso da gestão com a valorização do funcionalismo público, reconhecendo o papel essencial dos servidores na execução das políticas e serviços que impactam diretamente a população.
“Neste meu primeiro ano à frente da gestão municipal, quero expressar meu sincero agradecimento a todos os servidores públicos pelo comprometimento e pela dedicação que demonstram diariamente. Reconhecemos que é graças ao empenho de cada um que a máquina pública funciona e conseguimos avançar na oferta de serviços de qualidade à população”, afirmou o prefeito Marcelo Rodrigues.
O gestor ressaltou ainda que o abono vem como um gesto de reconhecimento e incentivo, além de representar um reforço financeiro no fim de ano, contribuindo para o bem-estar dos trabalhadores que ajudam a construir uma São José da Barra mais eficiente e humana.
Na última sexta-feira (25), os servidores participaram de um Encontro Motivacional promovido pela Prefeitura, com investimento de R$ 35 mil. O evento proporcionou momentos de integração e celebração entre os colaboradores, marcando o retorno de uma homenagem que há anos não era realizada e que, segundo a administração, representa um reconhecimento histórico na região.
A 7ª Promotoria de Justiça de Passos, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), emitiu uma recomendação formal à Prefeitura de Passos e à Controladoria-Geral do Município para que adotem, no prazo de 48 horas, medidas de adequação do Portal da Transparência às normas constitucionais e legais de publicidade e acesso à informação.
Segundo o documento, assinado pelo promotor de Justiça Paulo Frank Pinto Junior, o MPMG instaurou um procedimento administrativo após receber representação relatando falhas no cumprimento do dever de transparência ativa. A denúncia apontava a ausência de informações sobre colaboradores terceirizados e a não disponibilização, em tempo real, de dados sobre contratos, folha de pagamento, licitações, receitas e despesas.
Durante inspeção, o Ministério Público constatou que a Prefeitura mantinha duas plataformas diferentes sob o título de Portal da Transparência — passosportaltransparencia.portalfacil.com.br e passos-mg.portaltp.com.br —, com dados desatualizados e divergentes, o que pode causar confusão e dificultar o controle social.
Outro ponto destacado foi a falta de divulgação da lista de terceirizados, impedindo a fiscalização dos contratos de mão de obra terceirizada. O promotor também registrou um “retrocesso na transparência” a partir de outubro de 2025, quando o portal deixou de detalhar a remuneração individual dos servidores, passando a divulgar apenas valores globais brutos e líquidos.
O Ministério Público considera que a nova forma de divulgação viola os princípios da transparência e inviabiliza o controle social. Por isso, o procedimento foi convertido em Inquérito Civil para apurar eventual limitação proposital das informações sobre despesas com pessoal.
Recomendações do MPMG
O Ministério Público recomenda que a Prefeitura de Passos:
Restaure imediatamente a divulgação detalhada das despesas com pessoal, incluindo todos os componentes remuneratórios e descontos por servidor;
Publique a relação completa dos terceirizados, com nome, função, período de contrato e local de trabalho;
Mantenha ferramentas de pesquisa e exportação de dados, para facilitar o acesso e a compreensão das informações;
Unifique o Portal da Transparência, deixando claro qual é o endereço oficial e desativando versões antigas ou paralelas;
Garanta que o portal oficial apareça como principal nos mecanismos de busca.
O promotor Paulo Frank Pinto Junior alerta que o descumprimento da recomendação poderá resultar em medidas judiciais cabíveis por parte do Ministério Público.
A recomendação foi assinada eletronicamente em 28 de outubro de 2025, às 14h57.
Servidor da Prefeitura de Divinópolis é exonerado após ser flagrado fazendo ‘delivery’ de cocaína – Foto: divulgação/Polícia Militar
Um servidor comissionado da Prefeitura de Divinópolis (MG) foi exonerado após ser preso em flagrante suspeito de tráfico de drogas, na noite de terça-feira (21), no Bairro Nova Fortaleza. Segundo a Polícia Militar (PM), o homem, de 36 anos, foi flagrado fazendo uma entrega de cocaína e tentou intimidar os policiais dizendo ser assessor de um vereador da cidade. O nome dele não foi divulgado.
Conforme a PM, os militares monitoravam uma casa na rua Madre Tereza de Calcutá, onde havia suspeita de tráfico. O morador, de 31 anos, foi abordado com um pino de cocaína e contou que esperava a entrega de mais drogas, pedidas por aplicativo de mensagens.
Pouco tempo depois, o servidor chegou ao endereço em um carro prata. Ao perceber a presença da polícia, ele jogou dois pinos de cocaína no chão, mas acabou detido. Durante as buscas, os militares encontraram 40 pinos de cocaína no porta-luvas do veículo, além de R$ 400 em dinheiro e três celulares.
Os dois homens foram levados para a Delegacia de Polícia Civil, e o carro usado no “delivery” de drogas foi apreendido.
Em nota, a Prefeitura de Divinópolis confirmou que o homem de 36 anos ocupava um cargo comissionado e determinou a exoneração imediata dele. Segundo o Município, ele usava o uniforme da Prefeitura no momento da prisão, mesmo fora do horário de expediente.
“A administração municipal repudia veementemente qualquer prática ilícita, especialmente quando associada a agentes públicos, e reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência”, informou a nota.
O decreto de exoneração deve ser publicado ainda nesta quarta-feira (22), segundo o governo municipal.
Autoridades discutem projeto de concessão estadual; prefeitos e deputados pedem mais garantias e transparência
A modernização do transporte aquaviário por balsas no Lago de Furnas foi tema de uma audiência pública realizada na última semana, na Câmara Municipal de São José da Barra (MG). O encontro reuniu representantes do Governo de Minas, prefeitos, deputados e vereadores para discutir o projeto de concessão que pretende reformular as travessias atualmente mantidas pelos municípios.
Estiveram presentes o deputado federal Emidinho Madeira (PL), o deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho, o prefeito de São José da Barra, Marcelinho Silva, o vice-prefeito Jailson Viana, o presidente da Câmara, Adriano Justino, além de vereadores da região. Também participaram o prefeito de Capitólio e presidente da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO), Cristiano Geraldo da Silva, o representante do deputado estadual Antônio Carlos Arantes, Alexandre Guiraldelli, o delegado da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), comandante Rubens Ikeuti, o primeiro-tenente André Raimundo e o representante do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Gaspar Ponciano.
O debate integra o processo de consulta pública do Governo de Minas para a estruturação do projeto de concessão do transporte aquaviário, que deve beneficiar mais de 300 mil pessoas em 50 municípios do entorno do Lago de Furnas.
O projeto abrange sete travessias em cidades banhadas pelo Lago de Furnas:
Pontalete, que liga Três Pontas, Elói Mendes e Paraguaçu;
Pontal Penas, entre São José da Barra e Guapé;
Fernandes, entre Guapé e Cristais;
Águas Verdes, entre Carmo do Rio Claro e Campo do Meio;
Fama, que liga o município a Campos Gerais;
Mendes, entre Campo Belo e Nepomuceno;
e Itaci, que conecta o distrito a Carmo do Rio Claro.
Estado explica modelo de concessão
O subsecretário da Superintendência de Modelagem Técnica da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), Victor, apresentou os detalhes da proposta e explicou que o modelo busca resolver os problemas acumulados nas últimas décadas. Segundo ele, as balsas atuais estão desgastadas e exigem manutenção constante.
“Com o tempo, essas balsas se deterioraram, e hoje enfrentamos grandes desafios junto às prefeituras. Muitas não estão em boas condições, há atrasos recorrentes e paradas frequentes para manutenção. São embarcações fundamentais para o desenvolvimento da região, e precisamos modernizá-las”, afirmou.
Victor explicou que o Estado pretende conceder todas as travessias intermunicipais do Lago de Furnas a uma única operadora.
“Em vez de várias prefeituras operando separadamente, uma concessionária única será responsável pela compra, operação, manutenção e cobrança das balsas. Isso traz mais eficiência, controle e qualidade, porque o Estado poderá fiscalizar diretamente o serviço”, pontuou.
Ele destacou que a concessão prevê investimentos de cerca de R$ 19 milhões, sendo R$ 16 milhões destinados à renovação das balsas e R$ 3 milhões para licenciamento e regularização das operações.
“Prevemos uma padronização das tarifas e dos horários. Hoje há valores e serviços diferentes em cada travessia, o que gera conflitos. Com o novo modelo, queremos uniformizar isso”, disse.
“Até a concessionária assumir, num prazo máximo de dois anos, contamos com a parceria dos municípios para manter as operações. Não se compra uma balsa nova do dia para a noite”, completou.
Sobre as tarifas, o subsecretário detalhou: “Pedestres e bicicletas terão isenção. Para carros, o valor será de R$ 15, e para veículos maiores, o preço aumentará conforme o número de eixos.”
Ele defendeu que a concessão trará benefícios a toda a região.
“Quem ganha com essa proposta são os 52 municípios da ALAGO, os 300 mil moradores, os produtores rurais e os turistas. Com um serviço previsível e regular, todos saem beneficiados”, disse.
Victor também explicou que o contrato será uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 30 anos e garantias de continuidade.
“A melhor forma de dar estabilidade é por meio de um contrato longo com o Fundo Garantidor de Parcerias (FGP). Mesmo se uma gestão futura deixar de cumprir obrigações, esse fundo cobre o pagamento e assegura o funcionamento do serviço”, destacou.
Deputado federal Emidinho Madeira critica pressa e custos
O deputado federal Emidinho Madeira demonstrou desconfiança em relação à proposta e questionou a viabilidade do modelo.
“Como vamos confiar? O Estado, na minha opinião, não tem condições de assumir mais compromissos. Essas balsas, do jeito que estão, são coisa do passado. As novas serão realmente novas ou apenas reformadas?”, questionou.
Ele afirmou que pedirá uma nova audiência pública em Brasília para aprofundar o debate.
“Vou solicitar um requerimento no Congresso e pedir uma audiência pública nacional sobre o tema. Não podemos assinar esse contrato com essa rapidez. Furnas prometeu muito à nossa região e nunca cumpriu. Essa proposta, como está, não é interessante para os municípios”, disse.
Emidinho também demonstrou preocupação com os impactos econômicos.
“Amanhã ou depois pode faltar recurso aos municípios, que terão de arcar com os custos das travessias. Passar um carro pode custar R$ 15, mas um caminhão chega a R$ 100. Isso pesa para quem transporta café, soja ou milho, e já paga imposto de tudo”, alertou.
“E se daqui a dois anos o Estado não conseguir manter as balsas? Entra governo, sai governo, e quem vai bancar isso? Os municípios? Não teremos mais para quem recorrer, porque já não será responsabilidade de Furnas nem da Eletrobras”, completou.
Deputado estadual Dr. Maurício Lemes defende mais debate e isenção para produtores
O deputado estadual Dr. Maurício Lemes de Carvalho reconheceu a necessidade de modernizar as travessias, mas criticou a forma como o processo vem sendo conduzido.
“Eu acho que precisa sim concessionar, porque a iniciativa pública sozinha não consegue evoluir. As balsas precisam ser novas, as travessias devem ser fiscalizadas. Mas não concordo que o produtor ou o turista tenham que pagar por isso. Pode afugentar visitantes e pesar no bolso do trabalhador rural”, afirmou.
Ele também defendeu mais tempo para amadurecer a discussão.
“O assunto precisa ser mais divulgado e debatido. O subsecretário disse que o contrato será encerrado em novembro e que já querem licitar. Não pode ser tão apressado. Precisamos de pelo menos seis meses ou um ano, com mais audiências, mais prefeitos, vereadores, empresários e a população participando”, reforçou.
Prefeito de São José da Barra pede garantias e critica dependência do modelo
O prefeito Marcelinho Silva agradeceu ao Governo de Minas por assumir a responsabilidade sobre as travessias, mas demonstrou cautela em relação à sustentabilidade do projeto.
“Tem muita coisa ainda obscura. Será que daqui cinco ou dez anos os governos manterão essa decisão ou vão mudar tudo? A preocupação é legítima, porque, se a privatização não der certo, o problema volta para os prefeitos”, avaliou.
Marcelinho questionou também o modelo de investimento adotado.
“Existe um fundo de estatização de R$ 2,4 bilhões. A ponte entre Delfinópolis e Cássia custará cerca de R$ 140 milhões. Por que não usar esse recurso para construir pontes em cada travessia e acabar com o problema das balsas de vez? Isso traria um salto enorme em desenvolvimento, como aconteceu em São João Batista do Glória após a construção da ponte”, afirmou.
“O Estado está empurrando para uma terceirizada. Mas até quando essa privatização vai funcionar? Se não der certo, o custo volta para os municípios. Essa é a nossa maior preocupação”, completou.
Prefeitura de Passos faz processo seletivo com salários de até R$ 8,4 mil – Foto: reprodução
A Prefeitura de Passos (MG) anunciou a abertura de um Processo Seletivo Público Simplificado para contratação temporária de profissionais em diferentes áreas, com destaque para a saúde. A iniciativa tem o objetivo de reforçar o quadro de servidores municipais e garantir a continuidade dos serviços oferecidos à população.
São seis vagas imediatas disponíveis, distribuídas entre cargos de níveis técnico e superior. As oportunidades contemplam as funções de Fonoaudiólogo (2 vagas), Cirurgião-Dentista da Estratégia de Saúde da Família (1 vaga), Terapeuta Ocupacional (1 vaga), Técnico em Farmácia (1 vaga) e Técnico em Prótese Dentária (1 vaga).
Os salários variam de R$ 2.789,40 a R$ 8.429,26, conforme o cargo e a carga horária, que pode ser de 20 a 40 horas semanais. Além do vencimento básico, os contratados terão direito aos benefícios previstos em lei.
Para participar, os interessados devem possuir a formação exigida para o cargo pretendido e registro ativo no respectivo conselho de classe. O período de inscrição será curto e ocorrerá exclusivamente pela internet, no site oficial da Prefeitura de Passos, das 9h do dia 20 de outubro até as 23h59 do dia 22 de outubro de 2025.
A seleção dos candidatos será feita por meio de Análise de Títulos, considerando a formação acadêmica, experiência profissional e cursos de aperfeiçoamento, de acordo com a pontuação estabelecida no edital.
O processo seletivo terá validade de um ano a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado por igual período. Dessa forma, a administração municipal poderá convocar novos aprovados conforme as necessidades da gestão.
O edital completo, com todas as informações sobre requisitos, prazos e documentação necessária, está disponível no site da Prefeitura de Passos. A administração alerta que é essencial ler atentamente o documento para evitar perda de prazos ou pendências na inscrição.
Ex-vice-prefeito e mais seis são condenados por fraudes e corrupção em contratos da Prefeitura de Itajubá – Foto: reprodução/redes sociais
Sete pessoas foram condenadas pela Justiça por envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos da Secretaria Municipal de Saúde de Itajubá (MG). As penas, que somadas ultrapassam 500 anos de prisão, foram definidas em sentença proferida nesta terça-feira (14) pela 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca.
Entre os condenados está o ex-vice-prefeito de Itajubá, Nilo César do Vale Baracho, preso em fevereiro de 2024 durante a Operação Sepulcro Caiado, que investigou desvios de recursos públicos e superfaturamento de serviços da frota veicular de secretarias municipais. Ele ficou preso por sete meses e só deixou a prisão em setembro de 2024. O ex-vice-prefeito foi condenado a 48 anos e 7 meses de prisão por crimes de Organização criminosa, Fraude (6x) e Corrupção Passiva (8x).
O caso envolve crimes de organização criminosa, fraude na execução de contrato público, corrupção ativa e corrupção passiva, cometidos em concurso material (quando as penas são somadas). Segundo a decisão, o grupo desviou recursos por meio de um contrato entre o município e a empresa Piazzaroli Oficina Mecânica de Serviços Ltda, que prestava serviços de manutenção de veículos oficiais.
O esquema
Conforme o inquérito policial, entre janeiro de 2021 e março de 2023, os empresários Renato Piazzaroli e Luiz Gustavo Cardoso Bartelega, sócios da oficina, montaram um esquema de superfaturamento com apoio de servidores públicos. O prejuízo estimado ao município foi de R$ 991,5 mil.
As investigações apontaram que as notas fiscais apresentavam quantitativos de horas trabalhadas superiores aos reais ou serviços não executados. Em troca de pagamentos de propina, servidores municipais direcionavam a demanda de veículos para a empresa, desrespeitando o rodízio previsto em edital, e atestavam falsamente a execução dos serviços.
O então secretário de Saúde e vice-prefeito Nilo César do Vale Baracho, o diretor de transportes Paulo José da Silva e o servidor da Educação Alan Roberto Nogueira foram identificados como os principais agentes públicos envolvidos.
A investigação apontou que as propinas eram repassadas a Paulo José diretamente ou por meio de contas de familiares, Fernanda Priscila da Silva, sua esposa, e Rodrigo Fernando da Silva, cunhado. Parte dos valores também tinha como destino Nilo Baracho, segundo a sentença.
A decisão judicial
O juízo rejeitou todas as preliminares apresentadas pelas defesas, entre elas alegações de foro privilegiado, incompetência da Justiça Estadual e nulidades em interceptações telefônicas e quebras de sigilo bancário. A magistrada considerou que as provas, relatórios de auditoria, confissões e documentos bancários, foram suficientes para comprovar o esquema.
A decisão destacou que o grupo mantinha uma estrutura estável e hierarquizada, com divisão clara de funções entre o núcleo empresarial e o núcleo público, o que caracterizou a organização criminosa. Também foi negado o pedido de reconhecimento de continuidade delitiva, sendo aplicado o concurso material por entender que os crimes foram praticados com habitualidade e múltiplos desígnios.
As condenações
Os réus receberam penas que variam entre 21 e 156 anos de prisão, todas em regime inicial fechado:
Renato Piazzaroli, crimes de Organização Criminosa, Fraude (6x), Corrupção Ativa (42x) – 156 anos e 669 dias-multa
Luiz Gustavo Cardoso Bartelega, crimes de Organização Criminosa, Fraude (6x), Corrupção Ativa (42x) – 139 anos e 616 dias-multa
Paulo José da Silva, crimes de Organização Criminosa, Fraude (6x), Corrupção Passiva (29x) -104 anos e 4 meses e 447 dias-multa
Nilo César do Vale Baracho, crimes de Organização Criminosa, Fraude (6x), Corrupção Passiva (8x) – 48 anos e 7 meses e 174 dias-multa
Alan Roberto Nogueira, crimes de Organização Criminosa, Corrupção Passiva (13x)- 37 anos e 6 meses e 179 dias-multa
Rodrigo Fernando da Silva, crimes de Corrupção Passiva (11x)- 29 anos e 4 meses e 143 dias-multa
Fernanda Priscila da Silva, crimes de Corrupção Passiva (8x) – 21 anos e 4 meses e 104 dias-multa
Além das penas de prisão, os condenados deverão ressarcir integralmente os danos causados ao município, com valores individuais que variam entre R$ 33 mil e R$ 130 mil.
O grupo também foi condenado, solidariamente, ao pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, quantia que será revertida ao Fundo Municipal de Saúde e ao próprio município.
A sentença ainda é passível de recurso e os réus poderão recorrer em liberdade.
O que dizem as defesas
A defesa de Renato Piazzaroli informou que a sentença será combatida perante o Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
A defesa de Rodrigo Fernando da Silva,Paulo José da Silva, Fernanda Priscila da Silva e Alan Roberto Nogueira disse que o processo se encontra em segredo de justiça, motivo pelo qual não entrará no mérito da questão. A defesa também disse que já interpôs recurso de apelação, vez que as penas aplicadas, “algumas acima de 15 décadas, ou seja, mais de 150 anos, beiram o absurdo”. A defesa termina a nota dizendo que buscará todos os meios legais disponíveis para reverter a decisão e a absolvição dos réus representados.
Prefeitura de Passos esclarece caso de ausência de médicos na UPA e anuncia mudanças no atendimento noturno – Foto: reprodução
A Prefeitura Municipal de Passos (MG) divulgou, nesta segunda-feira (13), uma nota de esclarecimento sobre um vídeo gravado por um paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, em que é possível ver a ausência momentânea de médicos nos consultórios durante o plantão noturno.
De acordo com a administração municipal, havia três médicos plantonistas escalados para o atendimento na unidade — que é a porta de entrada para casos de urgência e emergência do município. No momento específico do vídeo, dois dos profissionais estavam em seu horário regulamentar de intervalo, enquanto o terceiro médico precisou se ausentar brevemente para ir ao banheiro.
Ainda segundo a nota, assim que retornou, o médico de retaguarda realizou o atendimento do paciente. A Prefeitura afirmou que o tempo total entre a chegada e a saída do paciente foi de 23 minutos, o que, segundo o órgão, demonstra que o atendimento foi feito com agilidade.
Mesmo assim, a administração informou que os médicos que estavam de plantão naquela noite serão afastados preventivamente, enquanto o caso é apurado pelas instâncias competentes.
Como medida imediata, a Prefeitura anunciou que, a partir de agora, durante o período noturno, dois médicos permanecerão a postos enquanto o terceiro estiver em intervalo, garantindo que o atendimento ao público não seja interrompido em nenhum momento.
A Prefeitura de Passos reforçou, ainda, que está adotando medidas administrativas e operacionais para aprimorar o funcionamento da UPA e assegurar um atendimento eficiente, ético e de qualidade à população.
Prefeitura de Passos esclarece caso de ausência de médicos na UPA e anuncia mudanças no atendimento noturno – Imagem: divulgação/Prefeitura de Passos
A Prefeitura de Passos (MG) anunciou um investimento de mais de R$ 1 milhão destinado ao fortalecimento da rede municipal de saúde. O anúncio foi feito pelo prefeito Diego Oliveira, por meio de um vídeo divulgado em suas redes sociais, nesta semana.
Segundo o chefe do Executivo, o recurso será aplicado, principalmente, na realização de exames de maior complexidade, como endoscopia, colonoscopia, ressonância magnética e tomografia, que registram maior demanda e tempo de espera entre os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A saúde é algo fundamental que nós precisamos ter uma atenção especial. Pensando nisso, estou destinando pouco mais de um milhão para darmos um gás a mais nos nossos procedimentos mais complexos, principalmente naqueles que as pessoas têm esperado um pouco mais”, afirmou Diego.
O prefeito destacou que o aporte financeiro já começou a ser aplicado e tem como meta agilizar o atendimento à população. Ele também reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo setor:
“Sabemos dos desafios. Saúde é algo emblemático que precisamos cuidar. Sabemos também que os recursos, muitas das vezes, são escassos, mas precisamos cuidar do nosso povo.”
Com o novo investimento, a administração municipal espera reduzir significativamente a fila de espera por exames e melhorar o acesso dos pacientes aos serviços de diagnóstico.
Nova empresa inicia serviço de limpeza urbana em Passos – Foto: reprodução
A empresa Limpurb começou, nesta segunda-feira (6), a operar o serviço de coleta de lixo em Passos (MG). A troca ocorre em meio a um período de acúmulo de resíduos pelas ruas da cidade, situação que se agravou nas últimas semanas.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito Diego Oliveira informou que a nova contratada trabalhará para recolher todo o lixo acumulado até quarta-feira (9). Segundo ele, o serviço contará com cinco caminhões e 26 coletores para normalizar a situação.
“Peço um pouco de paciência, pois logo regularizaremos a questão do lixo em toda a cidade”, afirmou o prefeito.
Crise na coleta vem se arrastando há meses
Os problemas com a limpeza urbana não são recentes. Nos últimos anos, Passos tem enfrentado instabilidade na gestão da coleta de resíduos, com sucessivas trocas de empresas responsáveis pelo serviço.
Em fevereiro de 2025, a Suma Brasil assumiu a coleta de forma emergencial, após a rescisão do contrato com a Eco Rio Soluções Ambientais, motivada por descumprimentos contratuais.
A Suma iniciou as operações em 24 de fevereiro, utilizando cinco caminhões novos e destinando os resíduos à Unidade de Valorização Sustentável da Viasolo, dentro de uma proposta de sustentabilidade.
No mês seguinte, a prefeitura divulgou um novo cronograma de coletas, executado pela Suma Brasil, sem indicar qualquer mudança prevista para outubro.
Com o encerramento do contrato emergencial, foi realizada uma nova licitação, vencida pela Limpurb, que agora passa a responder pelo serviço de forma regular.
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