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Jornal Folha Regional

Zema não descarta candidatura à presidência em 2026

O governador Romeu Zema (Novo), reeleito em Minas Gerais, não descartou a possibilidade de se candidatar à presidência nas eleições de 2026, mas disse que ainda é cedo para conversar sobre isso.

“Vamos conversar sobre isso daqui a três anos. Falo que quem faz o segundo andar de um prédio tem que estar preocupado é em bater a laje do terceiro. Mas estão me falando sobre a construção do vigésimo. Vamos falar disso no momento adequado. Meu foco agora é resolver os problemas de Minas”, disse. A fala de Romeu Zema foi dada em entrevista publicada nesta segunda-feira (10) pelo Jornal Folha de S.Paulo.

O governador ainda citou que a prioridade é concluir os dez hospitais regionais com obras interrompidas no Estado. Uma dessas obras, a do Hospital Regional de Divinópolis, na região Central, foi alvo de um comentário e uma promessa do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Em entrevista coletiva neste domingo, antes de um ato de campanha em Belo Horizonte, o ex-presidente comentou que esteve com um ex-prefeito de Divinópolis e garantiu que em seu governo, caso eleito, irá concluir as obras do hospital regional na cidade.

Zema também falou sobre a fusão do Novo com outro partido para conseguir fugir da cláusula de barreiras, que diminui recursos de partidos políticos que não atingiram um mínimo de votos nas eleições e desobriga o convite para participação de debates em emissoras de rádio e televisão.

Prefeitos de Passos e Alpinópolis devem disputar presidência da Ameg

 Ao menos duas chapas devem concorrer à eleição para a direção da Associação Pública dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (Ameg). Uma, encabeçada pelo prefeito de Passos, Diego Oliveira, já está inscrita, e a outra, ainda não formalizada, deve ser definida entre os gestores de Alpinópolis, Rafael Freire, e o atual presidente da associação e prefeito de Carmo do Rio Claro, Felipe Carielo.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Ameg, até a tarde de ontem, a situação ainda estava indefinida. “No momento, existe apenas uma chapa. Ainda não foi protocolada outra e ninguém se manifestou nesse sentido. Então, por enquanto, teremos que aguardar pra ter um posicionamento quanto a disputa”, informou a assessoria.

O prefeito de Carmo do Rio Claro, Filipe Carielo, que pode concorrer à reeleição, e o prefeito de Alpinópolis, Rafael Freire, que pretende ser candidato pela primeira vez, discutem sobre a formação da segunda chapa para a gestão 2023. De acordo com Freire, Alpinópolis deve compor a candidatura com Carmo do Rio Claro.

Tenho pretensão de concorrer à presidência da Ameg para 2023. Alpinópolis retornou para a Ameg após 20 anos fora. É um ato muito simbólico, para o município, ter um presidente. Não é por vaidade, é por saber que posso contribuir ainda mais pelo desenvolvimento regional”, disse.

Sei que temos candidaturas postas, como Passos e Carmo do Rio Claro. Acho legítimo. Inclusive, já abri o diálogo com o prefeito Filipe Carielo, de Carmo do Rio Claro, para uma composição”, revelou.

Segundo ele, ainda não há uma definição quanto às funções de cada membro da provável nova chapa. “A minha política é a da diplomacia, do diálogo e do respeito institucional. Certamente haverá duas chapas pleiteando à presidência, e eu estarei com a segunda, seja como presidente ou membro. Isso definiremos participando os demais prefeitos”, disse.

A minha proposta é uma Ameg aberta, não partidarizada, que consiga dialogar com os diferentes, que seja respeitada pelo Governo Estadual e Governo Federal, e que os prefeitos sintam no seu presidente um parceiro para lutar com e por eles”, disse.

Quanto a possibilidade de se desligar da entidade em caso de uma derrota eleitoral, o prefeito de Alpinópolis contou que pretende se posicionar sobre o assunto somente após o andamento do pleito. (Clic Folha)

Lula é eleito presidente da República pela terceira vez

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito neste domingo (30) presidente do Brasil com 60.341.333 votos — o equivalente a 50,90% dos válidos. No dia 1º de janeiro de 2023, ele assume o terceiro mandato não consecutivo à frente do Palácio do Planalto e se torna o político mais vezes levado ao comando do Poder Executivo pelo voto direto na história da República.

O atual presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, obteve 58.203.620 votos — 49,10 % dos válidos. No primeiro turno, ocorrido em 2 de outubro, Lula havia obtido 48,4% dos votos, contra 43,2% de Bolsonaro.

Lula nasceu em Garanhuns (PE) em 27 de outubro de 1945. Aos sete anos, migrou com a família para Santos (SP). Trabalhou em indústrias de metalurgia e foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Liderou greves na região do ABC Paulista durante a ditadura militar e, em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).

Lula foi deputado federal por São Paulo (1987-1991) e disputou a Presidência da República por três vezes (1989, 1994 e 1998) até ser eleito (2002) e reeleito (2006). É considerado o presidente com maior aprovação popular da história do país. Os mandatos do petista foram marcados por crescimento econômico e ascensão social de boa parte da população.

Lula também teve de lidar com acusações de irregularidades e corrupção nas duas primeiras gestões como presidente. Em abril de 2018, foi condenado por corrupção, preso e impedido de concorrer à Presidência da República com base na Lei da Ficha Limpa. Passou 580 dias em uma cela da Polícia Federal no Paraná. Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula, que recuperou os direitos políticos.

Lula foi casado com Maria de Lourdes da Silva e com Marisa Letícia Lula da Silva, tendo ficado viúvo dos dois casamentos. Pai de cinco filhos, atualmente é casado com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.

Geraldo Alckmin

O vice-presidente eleito na chapa de Lula é Geraldo Alckmin (PSB). Nascido em Pindamonhangaba (SP), em 7 de novembro de 1952, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é médico anestesista e professor. Começou a carreira política em 1973, quando assumiu o cargo de vereador na cidade natal.

Entre 1977 e 1982, foi prefeito de Pindamonhangaba. Ele também assumiu mandatos de deputado estadual (1983-1987) e deputado federal (1987-1995). Alckmin foi governador de São Paulo por dois períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018, sendo o político que por mais tempo comandou o governo paulista desde a redemocratização do Brasil.

Ele tentou a Presidência da República em 2006 e 2018, mas não chegou a ser eleito. Em março de 2022, migrou do PSDB para o PSB, para ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula.

Alckmin é casado desde 1979 com Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, mais conhecida como Lu Alckmin. O casal teve três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz. Este último morreu em um acidente de helicóptero, em abril de 2015.

Tebet oficializa apoio a Lula no segundo turno das eleições 2022

A senadora Simone Tebet (MDB) anunciou nesta quarta-feira (5) apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O petista disputa a Presidência com Jair Bolsonaro (PL) no dia 30 de outubro.

“O que está em jogo é muito maior do que cada um de nós. Votarei com a minha consciência e a minha razão, e a minha consciência me diz que omitir-me seria trair a minha trajetória de vida pública. […] Há um Brasil a ser imediatamente reconstruído e um povo a ser reunido. Nos últimos quatro anos, o Brasil foi abandonado na fogueira do ódio e das desavenças”, afirmou Tebet, que ficou em terceiro lugar na eleição presidencial.

“Ainda que mantenha as críticas que fiz ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em especial em seus últimos dias de campanha, quando chamou para si o voto útil, depositarei nele o meu voto, porque reconheço nele o seu compromisso com a democracia e a Constituição, o que desconheço no atual presidente”, declarou a emedebista.

“Minha consciência me diz que, nesse momento tão grave de nossa história, omitir-me seria trair a minha trajetória de vida pública. […] Não anularei meu voto, não votarei em branco. Não me cabe a omissão da neutralidade.”

Mais cedo, a emedebista já havia sinalizado apoio ao petista. Ela compartilhou no Instagram uma reportagem do jornal “O Globo” com uma foto em que aparecia ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa de Lula. “Tebet encontra com Alckmin e formaliza hoje o apoio a Lula”, dizia o título da matéria.

Ainda na manhã desta quarta, o partido de Tebet tomou a decisão de liberar os diretórios estaduais para tomada de decisão sobre qual posição adotar no segundo turno das eleições.

“Por ampla maioria, o MDB decidiu dar liberdade para que cada um se manifeste conforme sua consciência”, afirma a nota, assinada pelo deputado Baleia Rossi, presidente da Executiva Nacional do MDB.

Tebet obteve 4.915.423 votos, o que representou 4,16%.

PDT, de Ciro Gomes, também declarou apoio a Lula

Nesta terça-feira (4), o presidente do PDT, Carlos Lupi, anunciou o apoio do partido ao candidato petista. Segundo Lupi, a candidatura de Lula é “a mais próxima” do PDT e a decisão foi unânime.

“Tomamos uma decisão unânime, sem nenhum voto contrário, a decisão de apoiar o mais próximo da gente que é a candidatura do Lula, que eu chamo de candidatura do 12 mais um”, disse.

Logo depois, Ciro Gomes, que foi o candidato da legenda à Presidência, declarou em um vídeo publicado nas redes sociais, sem citar o nome de Lula, que seguirá a decisão do partido.

“É a última saída. Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado a tal ponto que restem aos brasileiros duas opções, ao meu ver, insatisfatórias”, disse Ciro.

O pedetista ficou em quarto lugar na disputa pela Presidência, com 3.599.287 votos (3,04%).

Pela primeira vez, Pacheco admite ser pré-candidato à Presidência da República

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, admitiu, pela primeira vez, que é pré-candidato à Presidência da República.

A confirmação foi ao programa “Em Foco”, que foi ao ar na quarta-feira (24) na GloboNews.

Pacheco, ao comentar as pré-candidaturas à Presidência da República de Sergio Moro, Ciro Gomes, Lula, Bolsonaro, João Doria, Eduardo Leite e Henrique Mandetta, disse que terá respeito por todas as pré-candidaturas e afirmou que se incluía entre elas.

Como o sr. vê a candidatura de Moro? O sr. sentaria para conversar com ele?

Eu respeito todas as pré-candidaturas, respeitarei todas as candidaturas embora tenha ideias divergentes em relação a outras candidaturas. Acho que essa relação precisa ser de respeito, democracia exige respeito à divergência. Estou certo de que cada um desses pré-candidatos, que se tornarão no futuro candidatos, como Lula, Bolsonaro, Moro, Doria ou Leite, Mandetta, Ciro Gomes… acredito que todos eles…

O senhor, a gente não sabe?

Eu me incluo, vou permitir me incluir como outros. Todos têm o mesmo objetivo, de melhorar o Brasil.

Todos?

Acho que todo mundo tem a intenção genuína, não é possível que alguém seja psicopata em dizer que não quer que uma pessoa tenha uma vida digna.

PSD confirma Rodrigo Pacheco como candidato à Presidência em 2022

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi confirmado como candidato do PSD à Presidência da República nas eleições de 2022. O anúncio foi feito neste sábado (23) pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab em evento no Rio de Janeiro. Aos correligionários, Kassab disse que “Rodrigo mostrou que ele tem talento e sabedoria para a vida pública, se Deus quiser ele é o próximo presidente do Brasil. O PSD está pronto para abraçar suas propostas”, completou.

Pacheco já havia confirmado que deixaria o DEM a convite do ex-ministro; a cerimônia de filiação ao novo partido está marcada para a quinta-feira (27) em Brasília.

Para concorrer ao Planalto, o senador precisa renunciar ou se afastar do cargo, pois tem mandato no Senado até 2026. O PSD espera conseguir viabilizar um nome para “terceira via” no pleito, uma alternativa ao presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Deputado Antônio Carlos Arantes tem nome cogitado para ser o vice de Zema nas eleições 2022

Atualmente no PSDB, com sete parlamentares no Legislativo, parlamentar teve papel importante na base de sustentação para o governo Zema.

O nome do deputado Antonio Carlos Arantes, atualmente filiado ao PSDB e ocupando a primeira vice-presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, está sendo cogitado para integrar a chapa de reeleição do governador Romeu Zema como vice-governador. Arantes foi prefeito de Jacuí e um dos principais assessores da Prefeitura de São Sebastião do Paraíso na gestão de Marilda Melles – sendo um dos principais integrantes do grupo do ex-deputado Carlos Melles – atual presidente nacional do Sebrae.

Arantes está no 5º mandato como parlamentar e é considerado na Assembleia Legislativa um nome de fácil diálogo, inclusive nas discussões internas da Casa. Ele, nesta possível empreitada, contaria com apoio de centenas de lideranças do ramo produtivo do estado, especialmente no segmento do agronegócio, agroindústria e outros setores afins. Registra-se ainda que o PSDB, do deputado Arantes, tem uma bancada de sete parlamentares no Legislativo mineiro e serviu de base de sustentação para o governo Zema ao longo destes quase 3 anos e Arantes teve papel decisivo nessas articulações.

Outro fator a favor de Arantes é o rearranjo político no Estado. Se continuar no PSDB, poderá usar sua liderança dentro da legenda. Por outro lado, terá boa condição de diálogo dentro da nova sigla oriunda da fusão do DEM com o PSL, o União Brasil. O novo partido deverá ser comandado em Minas Gerais pelo ex-deputado Carlos Melles – que deixou a presidência estadual do DEM para Rodrigo Pacheco, entrando agora no PSD (onde está o maior adversário de Zema na disputa do pleito de 2022). Melles teria de volta a legenda ampliada com os reforços do PSL.

Como o projeto político do governador Romeu Zema, atualmente filiado ao Partido Novo, ainda é uma incógnita, os grupos políticos que gravitam em torno dele procuram oferecer as melhores alterativas. Até porque ele está bem nas pesquisas eleitorais  e, mantidas as atuais tendências, ele ganharia o pleito no primeiro turno. Caso ele deixe o Novo, o mais provável, o União Brasil deverá recebe-lo de braços abertos.

Fonte: Portal Observo

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