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Jornal Folha Regional

Romeu Zema reafirma pré-candidatura à Presidência, descarta aliança com outros partidos e cita investimentos no Sul de MG

Romeu Zema reafirma pré-candidatura à Presidência, descarta aliança com outros partidos e cita investimentos no Sul de MG – Foto: Flávio Tavares

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (16) que pretende manter sua pré-candidatura à Presidência da República até o fim do processo eleitoral. Ele também descartou qualquer possibilidade de aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou com partidos da direita tradicional, negando articulações nesse sentido.

Segundo o governador, não houve convite formal — nem há expectativa de que aconteça — para compor alianças, já que sua decisão é seguir com a candidatura própria até o final. Zema reforçou que se considera um nome diferente no cenário político nacional por não ter trajetória tradicional na política, defendendo que o país precisa de renovação.

Na avaliação dele, o atual sistema político brasileiro carece de mudanças estruturais e enfrenta dificuldades justamente por ser composto, em grande parte, por figuras já inseridas nesse meio. Para o governador, quem está habituado à política tende a relativizar práticas que ele considera inadequadas, enquanto alguém de fora teria mais disposição para provocar mudanças.

Durante a agenda, Zema também destacou que pretende adotar uma postura incisiva ao longo da campanha, com o objetivo de expor temas que, segundo ele, não recebem apoio da maioria dos políticos. Entre as críticas, citou os gastos com o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral, que somam bilhões de reais por ano. Na visão do governador, esses recursos acabam favorecendo a permanência de candidatos já estabelecidos, em vez de promover renovação. Ele ainda criticou o cenário envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), classificando a situação como inadequada.

Mesmo com desempenho ainda modesto nas pesquisas eleitorais — cerca de 3% das intenções de voto, segundo levantamento recente —, Zema afirmou que não pretende recuar. Ele relembrou a própria eleição ao governo de Minas, em 2018, quando saiu de índices baixos nas pesquisas e terminou o primeiro turno na liderança, como exemplo de que o cenário eleitoral pode mudar rapidamente.

Embora rejeite alianças neste momento, o governador reconheceu afinidade com pautas da direita. Ele indicou que, caso não avance para o segundo turno, deverá apoiar um candidato desse campo político contra o Partido dos Trabalhadores (PT), citando temas como valorização da família e maior investimento federal em segurança pública.

No âmbito administrativo, Zema confirmou que transmitirá o cargo de governador ao vice, Mateus Simões (PSD), no próximo domingo (22). A cerimônia será realizada no Palácio da Liberdade, na capital mineira.

Pautas do Sul de Minas

Durante a visita, o governador também abordou temas de interesse regional no Sul de Minas. Em relação à obra da rodovia MG-167, entre Varginha e Três Pontas, ele afirmou que os recursos já estão garantidos, mas o andamento tem sido prejudicado por disputas judiciais entre construtoras que participam das licitações. Segundo Zema, esse tipo de impasse é recorrente no setor público e reforça a defesa de concessões à iniciativa privada, onde a contratação ocorre de forma direta. A expectativa é de que a obra seja concluída até meados do ano, ou antes.

Sobre os pedágios na região, o governador reconheceu que preferiria que o Estado não precisasse adotá-los, mas ressaltou a incapacidade financeira de Minas Gerais para manter toda a malha rodoviária. Ele argumentou que rodovias concedidas, mesmo sem duplicação, apresentam melhor conservação, redução de acidentes e menor custo operacional para usuários frequentes, como caminhoneiros. Zema também defendeu um modelo em que o cidadão pague apenas pelo uso das vias, em substituição a tributos como o IPVA.

Outro ponto abordado foi a privatização da Copasa. O governador demonstrou confiança na conclusão do processo nas próximas semanas, destacando que o Estado não possui recursos suficientes para realizar os investimentos necessários na companhia. Segundo ele, a entrada de um novo controlador permitirá aportes bilionários e a universalização do saneamento básico em Minas Gerais.

Em relação ao transporte por balsas no Lago de Furnas, Zema afirmou que o objetivo é garantir mais segurança e eficiência, com a substituição gradual das embarcações. Ele explicou que os atuais operadores poderão continuar prestando o serviço, desde que realizem a modernização dos equipamentos.

Por fim, ao avaliar sua gestão no Sul de Minas, o governador destacou investimentos em infraestrutura, educação e saúde. Ele mencionou a recuperação de rodovias, a reforma de centenas de escolas estaduais e a implantação de diversas unidades básicas de saúde, além do aumento de investimentos privados na região.

Zema lançará pré-candidatura à presidência durante evento do Novo em São Paulo

Zema lançará pré-candidatura à presidência durante evento do Novo em São Paulo – Foto: reprodução

De olho em 2026, o Partido Novo vem intensificando os movimentos para projetar nacionalmente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No próximo dia 16 de agosto, em evento que marcará os 10 anos da legenda, o chefe do Executivo mineiro será oficialmente lançado como pré-candidato à presidência da República. O encontro acontecerá em São Paulo e deve reunir mais de 2 mil pessoas, incluindo lideranças e apoiadores da direita.

“Em 2018, Zema era um desconhecido. Mesmo assim, conquistou os mineiros, venceu as eleições e tirou Minas do abismo em que o PT havia deixado o estado. Ele tem totais condições de fazer o mesmo pelo Brasil”, declarou o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, por meio de sua assessoria de imprensa.

De acordo com informações do partido, na última segunda-feira (14 de julho), Zema se reuniu com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para oficializar sua intenção de disputar o próximo pleito. Bolsonaro teria recebido a notícia de forma positiva e incentivado a pré-candidatura para que haja mais nomes da direita no primeiro turno.

A informação que circula nos bastidores é que Bolsonaro, inclusive, teria sido convidado para participar do evento no Novo. Entretanto, as recentes medidas cautelares impostas a Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como o uso da tornozeleira eletrônica, podem ser um impeditivo para que o ex-presidente marque presença, pois ele não está autorizado a deixar Brasília.

O presidente do Novo em Minas, Christopher Laguna, disse que sua expectativa é que o governador do Estado tenha espaço de “protagonista” no encontro em 16 de agosto , já que o partido vem trabalhando para tornar o nome de Zema viável para o próximo pleito.

Antes de São Paulo, Zema esteve em outro evento do Novo em Santa Catarina. No último sábado (19 de julho), o governador esticou a agenda oficial que cumpria no sul do país e aproveitou para participar do encontro da legenda no estado. Aos correligionários catarinenses, o governador destacou ações de seu governo e aproveitou para atacar os petistas, seus principais adversários em uma eventual disputa pela presidência da República no próximo ano.

Um levantamento mostrou que a nacionalização do discurso por meio de críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao STF e ao Partido dos Trabalhadores, seria uma das estratégias de Zema para construir uma candidatura em 2026. Em cerca de dois meses, entre abril e maio, o chefe do Executivo mineiro publicou aproximadamente 30 conteúdos no feed do Instagram com esse teor, além de diversos stories, que desaparecem em 24 horas, e posts no X.

Além disso, Zema também intensificou suas agendas em São Paulo nos últimos meses. Só na primeira quinzena de junho, o governador visitou as terras paulistas pelo menos três vezes para participar de eventos e reuniões e conceder entrevistas a jornais locais. Nos bastidores, a informação é que se trata de mais uma tática do governador para tentar nacionalizar o nome dele.

Lula antecipa desejo de concorrer à reeleição: ‘se tiver com saúde que tenho hoje, serei candidato’

Lula antecipa desejo de concorrer à reeleição: ‘se tiver com saúde que tenho hoje, serei candidato’ – Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiu nesta sexta-feira (18/7) o desejo de concorrer à reeleição. “Farei 80 anos de idade. Se tiver com a saúde que tenho hoje, com a disposição que tenho hoje, podem ter certeza que serei candidato. Serei candidato para ganhar as eleições. Não vou entregar esse país de volta para aquele bando de malucos que quase destruiu o país nos últimos anos”, declarou durante visita à Ferrovia Transnordestina, no Ceará.

Lula afirmou, ainda, que só baterá o martelo depois de conversar com a própria consciência e disse, indiretamente, que o país não aceitará o retorno de Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. “Eles não voltarão. Podem ficar tranquilos. Eles não voltarão porque vocês não vão deixar eles voltarem”, completou.

O presidente optou por não comentar a operação da Polícia Federal (PF) contra Bolsonaro nesta manhã. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Brasília, e o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ele passe a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

Com o equipamento instalado, Bolsonaro foi à sede do Partido Liberal (PL) no início da tarde. Ele só pode transitar em Brasília durante o dia, e precisa de autorização de Moraes para se afastar da cidade.

Karina Castro pede renúncia e ASETUR tem nova presidência

Karina Castro pede renúncia e ASETUR tem nova presidência - Fotos: redes sociais
Karina Castro pede renúncia e ASETUR tem nova presidência – Fotos: redes sociais

A presidente da Associação das Empresas de Turismo de São José da Barra (ASETUR), Karina Pereira Castro, pediu renúncia ao cargo, na última quarta-feira (14).

Ao longo da sua gestão na associação, Karina conseguiu emendas parlamentares e diversos projetos destinados à população de São José da Barra.

Agora o vice-presidente da ASETUR, André Markis, deixa o cargo para ocupar o lugar de presidente.

Confira a nota divulgado por Karina

”É com o coração apertado que comunico minha renúncia à presidência da Asetur. Não foi uma decisão fácil, mas foi necessária. Ao longo desse período, dediquei cada minuto, cada esforço, cada energia ao nosso propósito comum. Enfrentei os desafios da política local com coragem, buscando sempre o melhor para nossa associação, mesmo quando isso significava nadar contra a maré.

Trouxemos conquistas importantes, verbas que antes pareciam impossíveis, projetos que hoje são realidade. Mas também enfrentei resistências, jogos de interesse e obstáculos que, infelizmente, fazem parte da política.

Saio com a consciência tranquila de quem deu o máximo. Deixo a presidência, mas não deixo o compromisso com vocês. Continuarei lutando, agora de outro lugar, por tudo o que acreditamos.

Obrigado a cada um que acreditou, apoiou e caminhou junto”.

Karina Castro pede renúncia e ASETUR tem nova presidência - Foto: divulgação
Karina Castro pede renúncia e ASETUR tem nova presidência – Foto: divulgação

Pablo Marçal confirma candidatura presidencial para 2026 pelo PRTB

Pablo Marçal confirma candidatura presidencial para 2026 pelo PRTB - Foto: reprodução
Pablo Marçal confirma candidatura presidencial para 2026 pelo PRTB – Foto: reprodução

Pablo Marçal, coach e ex-candidato à prefeitura de São Paulo, anunciou que concorrerá à presidência da República em 2026, mantendo-se no PRTB, que segundo ele será renomeado para “Brasileiro”. A decisão foi revelada após uma série de negociações com diferentes partidos, incluindo o União Brasil, conforme reportagem de O Globo.

Marçal enfatizou a importância do empreendedorismo para o desenvolvimento econômico do Brasil. “Serei candidato a presidente pelo PRTB em 2026. O empreendedorismo é a chave para libertar o nosso povo e fomentar o desenvolvimento econômico”, declarou em uma nota à imprensa.

Paralelamente à sua campanha presidencial, Marçal enfrenta desafios legais significativos. Ele está sob investigação tanto pela Polícia Federal quanto pela Justiça Eleitoral devido a acusações de divulgar um laudo falso durante a eleição municipal de São Paulo.

O documento em questão falsamente acusava Guilherme Boulos (PSOL) de usar cocaína, uma alegação rapidamente desmentida. O caso está em análise no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), e pode levar à inelegibilidade de Marçal por oito anos, além de possíveis penalidades criminais.

O PRTB, visando as eleições de 2026, planeja lançar candidatos para o Senado e governos estaduais e considera parcerias estratégicas, incluindo uma possível aliança com o cantor Gusttavo Lima, que também expressou intenções presidenciais. Lima e Marçal já iniciaram discussões sobre apoio mútuo em suas candidaturas.

Esta será a segunda tentativa de Marçal para a presidência, após uma candidatura infrutífera em 2022 pelo PROS, que foi impedida pela Justiça Eleitoral.

Além disso, ele concorreu a deputado federal no mesmo ano, mas não assumiu o cargo devido a decisões judiciais adversas. Em 2024, Marçal disputou a eleição municipal de São Paulo, onde obteve 1,7 milhão de votos, terminando em terceiro lugar na corrida mais competitiva da história da cidade.

Zema não descarta concorrer à Presidência em 2026 e diz que atuará ativamente na eleição

Zema não descarta concorrer à Presidência em 2026 e diz que atuará ativamente na eleição - Foto: Flavio Tavares
Zema não descarta concorrer à Presidência em 2026 e diz que atuará ativamente na eleição – Foto: Flavio Tavares

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que vai participar ativamente das eleições de 2026 e não descartou concorrer ao cargo de presidente da República no próximo pleito geral. A declaração foi dada em coletiva de imprensa durante evento do Lide nesta segunda-feira (23) no hotel Fasano, região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Já coloquei para o grupo (político) que eu vou apoiar o candidato que o grupo vier a apoiar, e que esse nome pode ser qualquer um daqueles que estão no grupo, inclusive o meu nome”, avaliou o governador.

Durante debate com empresários, Zema explicou que faz parte de um grupo político com outros governadores de direita e centro-direita, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que está empenhado em encontrar um nome viável do campo político para as próximas eleições. 

“(O que é certo) é que eu participarei da campanha. Ou apoiando alguém, ou sendo candidato. O que nós queremos é um Brasil melhor, e o meu projeto não é de poder pessoal, meu projeto é de um Brasil melhor. Eu vou estar ativamente participando em 2026, qualquer que seja a minha atribuição”, concluiu Zema.

O governador ressalta que vai também participar ativamente da campanha para o governo do Estado de Minas Gerais, apoiando um candidato para o suceder na gestão. “Precisamos continuar esse trabalho que foi iniciado aqui. Não sabemos quem será, as pesquisas muito provavelmente é que vão apontar”, diz Zema.

Para as eleições à Presidência da República, o governador pondera que será preciso trabalhar em conjunto com seu grupo político para ampliar as chances de sucesso no pleito. Ele avalia ainda que será preciso contornar interesses partidários e “de ego” para que um nome único seja apoiado por todos os governadores de centro-direita e de direita.

“Nós, governadores de centro-direita, temos um grupo, temos tentado trabalhar em conjunto para que esse grupo em 2026 venha a apoiar um único nome, que as pesquisas também apontarão qual será o mais viável. Fui o primeiro a dizer: vocês podem contar comigo independentemente de qual nome for. Pode ser Tarcísio, Ratinho, Caiado, participam desse grupo também Eduardo Leite, Jorginho de Santa Catarina e Mauro Mendes do Mato Grosso”, diz Zema.

“Qualquer um pode ser um nome mais viável. Um desses nomes deve despontar ser mais viável, mas esse grupo vai ter que superar interesses partidários, estamos falando de governadores de diversos partidos, e também interesses de ego. Eu espero que nós venhamos a trabalhar unidos, aumenta muito a chance de nós termos sucesso nessa eleição de 2026”, declara.

Críticas ao governo Lula

Durante sua fala no evento, Romeu Zema também não poupou críticas ao atual governo Lula, mesmo sem citar diretamente o nome do governante. De acordo com ele, o futuro do país é “incerto”. “Todo governo que gasta muito vai enfrentar problemas sérios adiante. Só que governo não quebra, mas governo que gasta muito está implantando inflação, ou está plantando recessão, ou uma mistura disso, e consequentemente insatisfação popular. Não foi por acaso que nós tivemos o impeachment e a maior recessão da história do Brasil, o que abriu a oportunidade para uma renovação política na eleição seguinte, de 2018. Esse governo no meu entender está repetindo os mesmos erros do passado”, avaliou. 

“Gosto muito de uma frase do Roberto Campos, falecido ex-ministro e economista na qual ele fala que no Brasil o errado continua sendo tentado sempre porque existe a esperança que um dia dê certo. O que é muito ruim. O errado a gente deixa de lado. No Brasil existe essa visão de ficar repetindo erros. Não sei se essa bomba vai estourar antes de 2026 ou depois de 2026, mas uma hora ela vai estourar, uma hora a conta vai chegar. Mas, que a situação, caso perdure essa visão, vai deteriorar, ela vai, sim”, conclui.

Zema admite concorrer a presidente em 2026 ‘se for o nome mais viável’

Zema admite concorrer a presidente em 2026 'se for o nome mais viável' - Foto: reprodução
Zema admite concorrer a presidente em 2026 ‘se for o nome mais viável’ – Foto: reprodução

O governador Romeu Zema (Novo) admitiu na última terça-feira (2) que pode ser candidato a presidente em 2026 caso o seu nome apareça como o mais viável entre aqueles que compõem seu grupo político.

“Nós governadores de centro-direita temos conversado muito, nos aproximado, e no que depender de mim estarei apoiando o nome que o grupo vier analisar como o mais viável. Se for o meu, serei candidato”, afirmou o governador em live do Ranking dos Políticos. O canal avalia deputados e senadores e tem entre seus mantenedores a produtora de vídeos conservadora Brasil Paralelo.

“É algo que terá de ser construído, baseado em pesquisas, alianças, mas quero ajudar o Brasil. Para mim, não faz diferença se eu tiver de varrer as ruas de Brasília ou ser candidato a presidente”, disse.

Zema tem lançado sinais distintos em relação à sua candidatura em 2026, quando terá de deixar o cargo de governador de Minas. Ele tem sido cotado como um dos postulantes da direita em 2026 desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pela Justiça Eleitoral e se tornou inelegível.

Na semana passada, Zema admitiu a possibilidade de ser candidato a vice-presidente, mas descartou as chances de concorrer a uma das duas vagas do Senado que estarão em disputa.

“Não ligo de ser vice, o que eu quero é participar”, disse o governador em conversa com jornalistas de rádio e TV do estado. Ele também afirmou que “não tem perfil” para um cargo no Legislativo.

Em fevereiro, disse que se sentia “convocado” e que estaria de prontidão para acompanhar o melhor candidato da direita. Em setembro do ano passado, ele havia descartado concorrer à Presidência.

“Eu estarei colaborando, sim, mas quero muito apoiar alguém, não quero ser o nome”, disse durante evento em São Paulo.

Além de Zema, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) também são citados como possíveis presidenciáveis do grupo da direita -Tarcísio é único dos três que pode concorrer à reeleição.

Em maio deste ano, Mateus Simões (Novo), vice-governador de Minas e cotado a sucessor de Zema, disse à coluna Painel que a preferência para ser o candidato da direita em 2026 é do governador de São Paulo.

Foi Simões quem compareceu à agenda do presidente Lula na última semana em Minas Gerais, já que Zema alegou que tinha agenda marcada em cidades do norte do Estado.

Em evento em Belo Horizonte, o vice-presidente foi vaiado quando ia fazer o discurso e viu Lula interceder para reduzir os apupos da plateia.

“O vice-governador não está aqui só porque ele quer. Ele está aqui porque nós o convidamos. Temos que respeitar quem veio falar na nossa casa”, disse o presidente, ao lado de Simões.

“Muito antes de qualquer divergência político-partidária e ideológica, o importante é colocar Minas Gerais na frente. E o senhor, quando vem, faz os anúncios que fez ontem, mostra que está fazendo isso. Temos muito a construir juntos”, afirmou o vice no palanque.

Novo já projeta Zema como candidato à Presidência da República em 2026

Novo já projeta Zema como candidato à Presidência da República em 2026 - Foto: reprodução
Novo já projeta Zema como candidato à Presidência da República em 2026 – Foto: reprodução

O Novo já trata Romeu Zema – principal nome nacional do partido – como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. O presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, diz que o governador de Minas é “naturalmente visto como um presidenciável” e que a sigla confia que Zema será um “excelente presidente do Brasil”. “Romeu Zema hoje é o nosso pré-candidato à Presidência em 2026. Embora ele esteja em dedicação total e exclusiva ao governo de Minas, como deve ser, é função do partido também trabalhar o nome dele e construí-lo como presidenciável para 2026”, afirma Ribeiro.

A conversa com demais partidos para compor uma eventual chapa com Zema como vice-presidente, contudo, não está descartada, e o Novo trabalha com todas as possibilidades para “derrotar o PT”, conforme Ribeiro. “Conversar com outros partidos, com outras lideranças de centro-direita ou direita, é algo aberto, tem que estar aberto. Acho que todos têm um objetivo em comum, que é vencer o PT em 2026, e precisamos estar na mesa para conversar”, continua.

Apesar disso, atualmente a legenda entende que Romeu Zema, pelos feitos como governador de Minas, está “credenciado” como uma das principais lideranças do campo da direita para 2026. “É por isso que nós, enquanto partido, temos obrigação de trabalhar e projetá-lo para ser o futuro candidato em 2026”, diz o dirigente partidário.

Questionado se o objetivo do Novo e do próprio Zema seria ocupar o vácuo deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – que está inelegível até 2030 –, Ribeiro foi evasivo e disse apenas que “a ideia é que a direita se una”. Ele também descartou a possibilidade de o governador mineiro se colocar como uma “terceira via” nas eleições.

União da direita

O vice-governador de Minas, Mateus Simões (Novo), enxerga como natural a posição do partido e diz que, para ele, Zema está mais preocupado em ver o campo centro-direita no poder do que, necessariamente, em ser o principal nome para a disputa em 2026. “O governador é o grande nome do partido, é natural vê-lo como presidenciável. Do ponto de vista político, não sei e é natural ainda, tem muita água para passar por baixo dessa ponte, mas me surpreenderia se o Novo não visse um presidenciável no maior nome do partido e no governador reeleito em Minas”, declarou.

“Acho que hoje o governador tem uma leitura de que a direita precisa estar unida em 2026. Vejo ele repetindo isso em toda conversa que tem com o Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo), com Ratinho Júnior (governador do Paraná), com o Ronaldo Caiado (governador de Goiás). É mais a preocupação de ver a direita unida do que de ser a cara principal desse movimento. Mas, de fato, Zema gostaria de ver a centro-direita governando o país”, completa Simões.

‘Definitivamente não está no meu radar’, diz Zema sobre concorrer à Presidência

‘Definitivamente não está no meu radar’, diz Zema sobre concorrer à Presidência – Imagem: divulgação

Em entrevista concedida na última quarta-feira (12) ao programa Estúdio i, da GloboNews, o governador Romeu Zema (Novo) falou sobre as projeções para o próprio futuro político e para a direita no país.

Tido como um dos nomes mais cotados para uma disputa à Presidência da República em 2026, ele afirmou que está concentrado em concluir o trabalho à frente do Executivo estadual: “tenho que deixar bem claro que meu foco total nestes próximos três anos e meio é estar fazendo um bom trabalho à frente de Minas Gerais. Assumimos um estado arrasado, que ainda está em dificuldades. Temos uma malha viária gigantesca que precisa ser recuperada e somente no ano passado conseguimos iniciar essa recuperação”.

Com a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zema aparece como um dos expoentes para tentar ocupar o Palácio do Planalto a partir de 2027, embora insista que não vai abrir mão do estado.

“Este ‘projeto Brasil’ definitivamente é algo que não está no meu radar. Eu preciso criar mais emprego para os mineiros, estamos caminhando para um milhão de vagas geradas, em breve vamos atingir esta marca, o que é muito significativo”, argumentou o governador.

Ele ainda acrescentou que “o futuro tem que ser visto lá na frente. Quem começa a se preocupar muito com o futuro deixa de olhar para o problema deste semestre, do ano que vem. E eu estou aqui para resolver o problema dos mineiros. Tem muita água para rolar ainda”.

“Menos ruído”

Em relação à polarização que regeu a eleição presidencial do ano, Zema preferiu se colocar em uma posição de neutralidade: “eu sou, como a maioria dos mineiros, comedido. Não acredito em posições extremas, eu acredito é no diálogo, tanto é que, durante a pandemia, nós aqui em Minas agimos de maneira diferente (do governo federal), tivemos uma das menores taxas de mortalidade do Brasil apesar das dificuldades financeiras”.

Ele também defendeu que os interesses da população estejam acima de interesses políticos: “precisamos de menos ruído, menos agressão e mais solução para resolver os problemas não só dos mineiros como dos brasileiros. Quando há tanto ataque, tanta discussão, você acaba deixando a solução para depois e quem paga o pato são as pessoas”.

Cássio Soares assume presidência do PSD de Minas Gerais

O deputado estadual Cássio Soares (PSD) é o novo presidente do PSD de Minas Gerais. Líder da base do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Cássio vai suceder o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que já havia se licenciado da presidência em 13 de abril. Por outro lado, Silveira vai manter o posto de secretário geral nacional do PSD.

Ao Aparte, o agora ex-presidente estadual diz que se licenciou espontaneamente, já que precisa corresponder às expectativas enquanto ministro de Minas e Energia. “Primeiro, (corresponder às expectativas) de todo o povo brasileiro, e, segundo, à confiança que me foi depositada pelo presidente (Luiz Inácio Lula da Silva, do PT)”, apontou, que ocupava a presidência desde março de 2021, quando substituiu o senador Carlos Viana – hoje já no Podemos.

Antes secretário-geral do secretário, Cássio permanecerá no cargo ao menos até 31 de maio próximo. “Isso era uma demanda já do partido, (porque) o partido precisa se preparar para as eleições do ano que vem”, acrescentou Silveira. O vice-presidente será o ex-governador Alberto Pinto Coelho, e o novo secretário-geral, o deputado federal Diego Andrade.

Cássio agradeceu à confiança do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. “Nós estamos comprometidos com o futuro da população mineira, com o fortalecimento do nosso estado e com a utilização dos partidos políticos como instrumento dessa transformação”, afirmou o deputado estadual, que está à frente do quarto mandato.

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