Pular para o conteúdo principal

Jornal Folha Regional

Procon-MG vai inaugurar sede própria em Passos

Procon-MG vai inaugurar sede própria em Passos – Foto: reprodução

O Procon Estadual de Minas (Procon-MG), órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), irá inaugurar, em breve, uma sede própria em Passos (MG). Conforme ressalta a promotora de Justiça Anna Catharina Machado Normanton, atual coordenadora regional, trata-se de uma iniciativa inovadora e pioneira, que tem como finalidade facilitar ainda mais o acesso ao público e dar maior visibilidade para a instituição, garantindo um atendimento de excelência à população. 

Nesse sentido, destaca que o Procon Estadual possui um grande papel no âmbito do Ministério Público de Minas Gerais e no Estado como um todo.   

O projeto é fruto da soma de esforços dos promotores de justiça Anna Catharina Machado Normanton, Paulo Frank Pinto Junior e dos fiscais da Coordenadoria de Defesa do Consumidor Regional do MPMG em Passos, Giovanni de Souza Andrade e Jason Nunes da Silva, que contaram com o apoio da instituição.   

Na visão dos agentes fiscais da Coordenadoria Regional de Defesa do Consumidor do MPMG em Passos, a nova sede irá fortalecer a atuação do Procon Estadual, oferecendo maior apoio às Promotorias de Justiça da região. Além disso, irá proporcionar uma estrutura física adequada para melhor organização do trabalho de fiscalização e maior conforto aos colaboradores e à população que busca o atendimento do Procon-MG.  

Procon multa Tim em R$ 1,9 mi por cobrança indevida de serviço de proteção

Procon multa Tim em R$ 1,9 mi por cobrança indevida de serviço de proteção – Foto: divulgação

O Procon Estadual de Minas Gerais (Procon-MG) multou a Tim em R$ 1,9 milhão por impor cobrança indevida do serviço TIM Protect sem prévia solicitação e autorização dos consumidores. 

O órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) verificou um grande número de reclamações de consumidores que relataram a inclusão do serviço na fatura do telefone celular sem serem informados previamente. 

Para o Procon-MG, houve prática abusiva, porque a operadora de telefonia móvel “exigiu dos consumidores vantagem manifestamente excessiva e colocou a coletividade em situação de extrema vulnerabilidade”.

A empresa pode recorrer. Procurada pela reportagem, a TIM informou que não foi notificada da multa do Procon-MG

Procon multa Claro em R$ 4,1 milhões por publicidade enganosa em Minas

Procon multa Claro em R$ 4,1 milhões por publicidade enganosa em Minas – Foto: reprodução

A Claro S.A — concessionária de telefonia, TV e internet — foi multada pelo Procon-MG em R$ 4,1 milhões devido a uma publicidade enganosa do plano controle, informou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na última segunda-feira (7).

Conforme o MPMG, a empresa “induziu a coletividade de consumidores a erro” ao realizar a oferta em seu site do referido plano de telefonia com portabilidade e entrega do chip grátis, podendo ser com ou sem fidelidade.

Porém, quando o cliente optava pelo plano sem fidelização, o preço e os benefícios eram alterados e, mesmo assim, o consumidor era obrigado a aderir à fidelidade, afirma o Procon-MG, órgão que é mantido pelo MP. 

O órgão de defesa do consumidor aponta ainda que a empresa, conforme apurado pela equipe de fiscalização, apenas comercializa planos com fidelização. 

Nesse sentido, o MPMG diz que, ao veicular publicidade enganosa, “a Claro burlou a legislação consumerista, com destaque para os direitos básicos previstos no Código de Defesa do Consumidor (CDC)”, pois “deixou de prestar informações claras, corretas e precisas”. 

O Procon-MG considera que, por ter alcance geral, a “publicidade enganosa” veiculada na internet atingiu a coletividade de consumidores. No decorrer do processo administrativo, a prestadora de serviço não aceitou celebrar Termo de Ajustamento de Conduta, acrescenta o MPMG. A decisão ainda cabe recurso. 

O Estado de Minas entrou em contato com a assessoria da Claro, mas, até o fechamento desta publicação, a empresa não havia se manifestado. 

Multa de R$ 3,8 milhões por oferta de serviço sem tecnologia à disposição

Em fevereiro, a concessionária de serviços de telecomunicações foi multada em R$ 3,8 milhões pelo Procon-MG por oferecer serviços de internet via fibra em locais sem tecnologia à disposição — o que também é considerado publicidade enganosa. 

À época, as irregularidades na oferta dos serviços foram identificadas por meio de denúncias apresentadas por consumidores. Para o órgão, “ao omitir que a tecnologia é oferecida e disponibilizada apenas para determinadas localidades, a publicidade induz a coletividade a erro”.

“A conduta da operadora estimula o consumidor a contratar os serviços pensando que terá a tecnologia via fibra, o que, na maioria dos casos, não se concretizará”, completou o órgão de defesa do consumidor na ocasião.

Procon terá 5 dias para avisar sobre reajuste abusivo no preço de combustíveis

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) deu cinco dias para que o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de cada estado informe a ocorrência de eventuais práticas abusivas sobre o preço dos combustíveis.

“Nós sabemos que as oscilações são normais [preço], mas nós temos fronteiras que essas oscilações são razoáveis ou abusivas. Então, ao longo do dia será fixado prazo de cinco dias para que as entidades estaduais, municipais e da sociedade civil informem a ocorrência de eventuais práticas abusivas, que podem ser desde o cartel, ou seja, padronização de preços de cidades, ou mesmo uma grande discrepância que se verifica em
alguns locais do nosso país”, disse.

“A Senacon vai atuar conjuntamente com as entidades estaduais, municipais, fornecendo informações e a Senacon, por ser uma lesão ao consumidor de âmbito nacional, atuando em relação a esses eventuais abusos que venham a ser formados”, disse.

O governo anunciou nesta segunda-feira (27) a volta de tributos federais sobre gasolina e etanol, com início de vigência nesta quarta (1º). Prevaleceu o argumento de que o carro particular não deveria ter o mesmo tratamento do transporte coletivo -que usa diesel, combustível que está com a tributação federal zerada até o fim do ano.

A decisão de cobrar mais tributos sobre gasolina do que sobre o etanol, segundo o governo, busca alinhar a medida com três princípios de sustentabilidade perseguidos pela gestão de Lula: ambiental (onerando mais o combustível fóssil), social (tentando reduzir o impacto sobre o consumidor) e econômico (preservando a arrecadação).

A alíquota de PIS/Cofins vai subir a R$ 0,47 por litro da gasolina e R$ 0,02 por litro do etanol -ou seja, uma cobrança ainda parcial em relação aos patamares cobrados antes da desoneração, conforme anunciado pelo governo nesta terça-feira (28). A Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) permanece zerada.

As novas alíquotas devem valer por quatro meses. Em julho, caso não haja mudanças no Congresso, serão retomadas as cobranças integrais de R$ 0,69 por litro da gasolina e R$ 0,24 sobre o etanol. Para compensar a redução na arrecadação, o governo Lula também decidiu taxar as exportações de petróleo em 9,2% por quatro meses.

Antes de a desoneração dos combustíveis ser adotada no governo de Jair Bolsonaro (PL), as alíquotas dos tributos federais já eram distintas entre os combustíveis. Os valores eram de até R$ 0,69 por litro da gasolina e de R$ 0,24 por litro de etanol.

A proposta de escalonamento seria uma concessão para pessoas contrárias à reoneração. Há uma avaliação de que, para não pesar no bolso do consumidor, ainda será necessário em algum momento mudar a política de preços da Petrobras (PPI), tema defendido por Lula durante a campanha.

Haddad anunciou há pouco mais de um mês um pacote de medidas para reduzir o rombo fiscal previsto para 2023, entre elas justamente a reoneração de combustíveis. A arrecadação projetada com a medida a partir de 1º de março era de R$ 28,9 bilhões.

Procon de MG multa Shopee em R$ 7 milhões por descumprir ofertas e falhas em entregas

O Procon-MG (Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor) do Ministério Público de Minas Gerais multou a plataforma de comércio eletrônico Shopee em R$ 7,4 milhões por descumprimento de oferta, sobretudo quanto à não entrega de produtos adquiridos no sistema.

Segundo o órgão, o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) recebeu diversas reclamações contra os serviços prestados pela empresa, que também tem críticas de clientes no site Reclame Aqui.

Para o Procon-MG, as práticas constatadas infringem o Código de Defesa do Consumidor e o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

Conforme informou o MPMG, a Shopee alegou que a reclamação que originou o processo administrativo não faz nenhuma referência à empresa e que não existe vendedor na plataforma com os dados informados pelo reclamante.

“Sustentou, ainda, que não cria o conteúdo das ofertas nem as listas de produtos veiculadas pelos vendedores, como também não intervém nas discussões realizadas direta e exclusivamente entre os vendedores e compradores terceiros, pois é uma provedora de aplicativos de internet”, concluiu.

O valor da multa deve ser depositado na conta do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor. A empresa tem prazo de dez dias úteis para recorrer após ser notificada. A reportagem procurou a companhia e aguarda retorno.

Jornal Folha Regional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.