
O professor de Arte Kayho Rodrigues, da Escola Estadual Paraisense, em São Sebastião do Paraíso (MG), é um dos 30 finalistas da 26ª edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã — o maior prêmio de arte-educação do Brasil.
O projeto orientado por ele, intitulado “Como o teatro modifica a vida dos estudantes?”, concorre na categoria Ensino Fundamental – Anos Finais e foi selecionado entre mais de 300 inscritos de todo o país.
A iniciativa foi realizada entre maio de 2023 e setembro de 2024, com estudantes dos 8º e 9º anos, por meio do Programa ICEB (Iniciação Científica na Educação Básica), da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Ao longo de dois anos, os alunos participaram de oficinas teatrais, rodas de conversa, visitas culturais e processos criativos colaborativos, que culminaram na apresentação da peça “Cadê Meu Gato?”, encenada em setembro do ano passado.
Além da criação do espetáculo, os estudantes também produziram um artigo científico com ba-se nas experiências vividas, refletindo sobre a força do teatro no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, pensamento crítico e repertório cultural. O projeto foi em-basado em autores como Augusto Boal, Vygotsky e Jacob Moreno, promovendo um diálogo entre arte, cidadania e formação humana.
Kayho Rodrigues, que também é mestre em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia e coordenador da tradicional Oficina de Artes Cênicas Sebastião Furlan, destacou a importância de chegar à final após anos de dedicação.
“Hoje, ser finalista dessa premiação é, para mim, a realização de um sonho. Desde 2022 venho inscrevendo projetos no Prêmio Arte na Escola Cidadã, e esta é a primeira vez que chego à etapa final. Só de estar entre os 30 finalistas do país já considero uma grande vitória. Essa conquista é da nossa escola, da nossa cidade e do nosso estado. Sou muito grato à Escola Estadual Paraisense e ao nosso diretor Adilson Luciano Pimenta Rezende, que sempre apoia meus projetos com confiança e total liberdade. Isso faz toda a diferença.”
Representando Minas Gerais
Na edição de 2025, que homenageia o Maracatu — manifestação cultural afro-brasileira de Pernambuco — o prêmio recebeu projetos de todas as regiões do país. Kayho é o único professor mineiro entre os finalistas, representando não apenas sua escola, mas todo o estado de Minas Gerais na etapa nacional. O resultado final será divulgado no dia 23 de julho, e a cerimônia de premiação está marcada para novembro, em São Paulo.
Os vencedores de cada categoria receberão R$ 10 mil em dinheiro, certificado digital, produção de um documentário sobre o projeto e um dia de atividades culturais. As escolas também serão certificadas e apoiadas logisticamente para participar do evento.
Por Ralph Diniz – Jornal do Sudoeste – Paraíso