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Jornal Folha Regional

Senado aprova piso salarial de R$ 5.130 para professores

Senado aprova piso salarial de R$ 5.130 para professores – Foto: reprodução

O Senado Federal aprovou na última terça-feira (26) uma medida provisória (MP) que atualiza o cálculo para reajuste e fixa o piso para professores da educação básica em R$5.130 em 2026.

Como o texto já passou pela Câmara dos Deputados, o texto segue para sanção presidencial.

A MP foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, quando as regras entraram em vigor. Para virar lei em definitivo, no entanto, o texto precisava ser aprovado pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

O texto garante, já neste ano, um aumento de 5,40% no piso nacional, que sobe de R$ 4.867,77 para um valor estimado de R$ 5.130,63 — ganho real de 1,50% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que ficou em 3,90%.

Antes de chegar ao plenário, a proposta passou por uma comissão mista, formada por deputados e senadores. A relatora, senadora Dorinha Seabra (União-GO) acolheu emendas e modificou parte do texto.

A versão final prevê que o cálculo de atualização do piso salarial nacional do magistério será a soma do INPC mais 50% da média da variação real das receitas do Fundeb dos últimos cinco anos.

O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil. De caráter permanente, é composto por 27 fundos estaduais que redistribuem recursos de impostos locais e complementações federais para garantir investimentos em todas as etapas da educação básica.

A relatora ainda incluiu o piso de R$ 5.130,63 no texto, valor nominal referente a 2026, para evitar judicialização. Se o reajuste fosse feito com base na regra anterior, a recomposição seria de 0,37%, enquanto a nova fórmula assegura uma atualização de 5,4%, ganho real de 1,5%.

A MP estabelece travas para os reajustes. Segundo o texto, a recomposição salarial não poderá ser superior à variação percentual da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores (2025 e 2026).

Por outro lado, um dos dispositivos da MP fixa que o reajuste não poderá ser menor que o INPC.

“Entendemos que a manutenção do poder aquisitivo dos professores em patamar minimamente digno e a melhoria da estrutura remuneratória da profissão compõem esse conjunto de medidas estruturantes, justamente porque tendentes a mudar uma realidade marcada por salários baixos, que não contribuem para a atratividade da carreira e geram um ‘apagão’ na docência”, afirmou a relatora em seu parecer.

Professores da rede estadual iniciam greve em Minas após impasse sobre reajuste

Professores da rede estadual iniciam greve em Minas após impasse sobre reajuste – Foto: reprodução

Trabalhadores da rede estadual de educação de Minas Gerais decidiram iniciar greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (4/3). A paralisação foi confirmada pelo Sind-UTE/MG após assembleia da categoria e ocorre em meio a impasse sobre a recomposição salarial anunciada pelo governo estadual.

A principal reivindicação é a recomposição de 41,83%, percentual que, segundo o sindicato, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. A entidade também cobra a aplicação integral do reajuste previsto na Portaria nº 82/2026 do MEC, que fixou o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério em R$ 5.130,63 para 2026.

A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, afirma que a greve é uma forma de resistência diante da defasagem salarial acumulada ao longo dos últimos anos. Segundo ela, além das perdas inflacionárias, os profissionais enfrentam aumento da carga de trabalho, redução de direitos e condições precárias nas escolas.

Governo anuncia reajuste de 5,4%

Horas antes da confirmação da greve, o governador Romeu Zema (Novo) anunciou reajuste linear de 5,4% para cerca de 673 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas da administração direta e indireta do Estado. O percentual será retroativo a 1º de janeiro de 2026 e o projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o Executivo, o impacto estimado é de aproximadamente R$ 3,4 bilhões anuais na folha de pagamento. O governo argumenta que a recomposição assegura que o vencimento inicial do magistério volte a corresponder ao valor proporcional do piso nacional da categoria, destacando a necessidade de equilíbrio fiscal.

Em nota, Zema afirmou que o reajuste será enviado ao Legislativo para aprovação “o quanto antes” e ressaltou que a responsabilidade com as contas públicas é fundamental para garantir sustentabilidade financeira ao Estado.

Sindicatos criticam índice

O Sind-UTE/MG reagiu com críticas ao percentual anunciado, afirmando que o índice não recompõe as perdas acumuladas nem representa ganho real para os profissionais da educação. A entidade sustenta que o reajuste não cobre a defasagem salarial registrada nos últimos anos.

Levantamentos citados por representantes do funcionalismo indicam que, desde 2019, a Receita Corrente Líquida do Estado mais que dobrou, enquanto a inflação acumulada no período superou os reajustes gerais concedidos aos servidores. Para os sindicatos, o cenário demonstraria margem para recomposição mais ampla.

Outras entidades representativas do funcionalismo também manifestaram insatisfação, alegando falta de diálogo prévio com o governo e defendendo a construção de uma política permanente de recomposição inflacionária.

Paralisação mantida

Mesmo com o anúncio do reajuste linear, o Sind-UTE/MG confirmou a manutenção do calendário de greve. A paralisação começa nesta quarta-feira (4/3) e será por tempo indeterminado.

A categoria afirma que continuará mobilizada até que haja negociação e apresentação de proposta que contemple a recomposição reivindicada. O governo, por sua vez, mantém o posicionamento de que o percentual anunciado é compatível com a atual realidade fiscal do Estado.

Prefeitura de São Sebastião do Paraíso premia professores com R$ 15 mil reais por projetos criativos para alunos da rede municipal

Prefeitura de São Sebastião do Paraíso premia professores com R$ 15 mil reais por projetos criativos para alunos da rede municipal – Foto: divulgação

A valorização da educação ganhou destaque em São Sebastião do Paraíso (MG) com a realização do 1º Prêmio Educação em Movimento, promovido pela Prefeitura Municipal. O evento, marcado por emoção e reconhecimento, homenageou professores da rede municipal que desenvolveram projetos inovadores e transformadores para seus alunos.

Durante a cerimônia, R$ 15 mil em prêmios foram distribuídos entre os vencedores, que encantaram a comissão avaliadora com ideias criativas e inspiradoras, mostrando que a sala de aula pode ser um verdadeiro laboratório de descobertas e afetos.

O primeiro lugar ficou com Guilherme da Silva, do CMEI Frei Bruno Rodrigues, com o projeto “Pequenos Astronautas”, que despertou o interesse das crianças pelo universo e pela ciência.

Em segundo lugar, Neide Aparecida Maia Novaes, da Escola Municipal Termópolis, apresentou “Equilibrando Aprendizagens”, iniciativa voltada ao desenvolvimento integral dos estudantes.

Fechando o pódio, Alhine da Silva Boscolo, também da E.M. Termópolis, conquistou o terceiro lugar com o projeto “Além do olhar: a vida escondida ao nosso redor”, que estimulou a observação e o contato com o meio ambiente.

A premiação reuniu professores, diretores e autoridades municipais, em uma noite de celebração à dedicação dos educadores que acreditam na força do ensino público e no poder transformador da educação.

Formação Enem MG capacita 270 educadores no Sul de Minas e destaca resultados históricos no Enem 2024

Formação Enem MG capacita 270 educadores no Sul de Minas e destaca resultados históricos no Enem 2024 – Foto: divulgação

Nesta terça-feira (12/8), cerca de 270 professores e coordenadores do ensino médio da rede estadual participaram de mais uma edição da Formação Enem MG, realizada em Varginha. Promovido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o encontro teve como objetivo fortalecer o uso pedagógico da ferramenta Enem MG, da Editora Estudo Play, no planejamento docente e no acompanhamento das aprendizagens dos estudantes.

Estiveram presentes educadores das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) de Passos, Caxambu, Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Itajubá. A programação incluiu a contextualização das ações do Enem MG, a apresentação do Manual do Professor, orientações sobre redação, análise de relatórios do 1º Simulado MG, além de palestras sobre a Teoria de Resposta ao Item (TRI) e sobre recursos pedagógicos da Britannica Education.

A abertura teve espaço para a fala de representantes da SRE anfitriã e apresentação artística de um estudante, marcando o início de um dia intenso de atividades formativas.

“As formações presenciais com professores da nossa rede são mais que meros encontros: são momentos de troca de experiências, de escuta e de aprimoramento das ações pedagógicas que temos em execução hoje. Este sétimo encontro é mais um passo que fortalece nossas ações e impulsiona para que outros resultados excelentes, para além do nosso desempenho no Enem de 2024, continuem aparecendo”, afirma o coordenador de Ações de Aprendizagem do Ensino Médio da SEE/MG, Alexandre Marini. 

Ao longo do encontro, os participantes exploraram recursos voltados para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como relatórios individualizados, trilhas de aprendizagem, simulados, testes de redação e correção automática de textos por inteligência artificial. Também foram discutidas estratégias para integrar os dados da plataforma à rotina escolar, permitindo personalizar o ensino com base em evidências.

Resultados que inspiram

A formação destacou os resultados expressivos obtidos por Minas Gerais no Enem 2024. O estado alcançou o 1º lugar nacional em redações com nota entre 980 e 1.000 pontos e também liderou no grupo de notas entre 950 e 980. Obteve a maior média entre todos os estados federativos, subindo do 4º lugar, em 2023, para a primeira posição. 

Além disso, registrou o menor percentual de redações em branco dos últimos quatro anos, também o menor entre todas as federações, e apresentou um aumento significativo na participação de concluintes.

Plataforma ampliada

Em 2025, a Plataforma Enem MG foi estendida para todos os anos do ensino médio, beneficiando cerca de 700 mil estudantes e permitindo uma preparação mais ampla e estruturada para o exame.

A Formação Enem MG em Varginha integra um ciclo de encontros regionais que já passou por Montes Claros, Teófilo Otoni, Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora. Estão previstas ainda as etapas de Unaí (26/8) e Coronel Fabriciano (9/9), totalizando mais de 2 mil professores que serão capacitados até setembro.

Paralisação de professores da UEMG acontece nesta quarta-feira (28)

Prédio que sedia a Escola de Design da UEMG, no entorno da praça da Liberdade - Foto: Sangel Construções
Prédio que sedia a Escola de Design da UEMG, no entorno da praça da Liberdade – Foto: Sangel Construções

Os professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) paralisam as atividades nesta quarta-feira (28) como manifestação pelo arquivamento do projeto de lei que transfere a instituição para a União. Às 14h, haverá uma assembleia geral, com a participação também dos estudantes, para debater os desdobramentos da proposta do governo Romeu Zema (Novo), que faz parte do “pacote” para adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados com a União (Propag).

A reunião acontece no Espaço Democrático da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Como já noticiado, os professores da UEMG temem por uma possível “extinção” da universidade com o projeto de federalização.

O Governo de Minas diz que, na Casa Legislativa, haverá diálogo sobre o tema, “respeitando os princípios da gestão pública”. Quando os projetos foram apresentados aos deputados, o vice-governador Mateus Simões (Novo) afirmou que não haveria “prejuízos” aos alunos e professores envolvendo a federalização.

De acordo com informações registradas no site da universidade, a UEMG tem cerca de 21 mil estudantes matriculados em todo o estado. Além disso, são mais de 1.600 professores e quase 600 técnicos-administrativos. A instituição está presente em 19 cidades de Minas.

O Governo de Minas estima que a transferência da UEMG para a União, com os bens móveis e imóveis de propriedade da instituição, possibilitaria abater R$ 500 milhões da dívida de Minas, que beira os R$ 165 bilhões.

Com isso, além do projeto de federalização da universidade, a paralisação dos professores visa, também, o arquivamento de outro projeto de lei do Propag que transfere os bens imóveis de propriedade do Estado, suas autarquias e fundações públicas.

O texto estava entre os que seriam avaliados pela Comissão de Constituição e Justiça da ALMG nessa segunda-feira (26 de maio). Entretanto, o presidente da Casa, Tadeu Martins Leite (MDB), o Tadeuzinho, pediu que o governo Zema encaminhe, ainda durante a tramitação em 1° turno, a relação de bens que o Estado quer entregar, já que eles não foram especificados.

Governo de Minas sanciona reajuste para professores da educação básica

Governo de Minas sanciona reajuste para professores da educação básica - Foto: reprodução
Governo de Minas sanciona reajuste para professores da educação básica – Foto: reprodução

O Governo de Minas sancionou, neste sábado (17/5), o reajuste salarial de 5,26% para profissionais da educação básica de Minas Gerais. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, tem efeito retroativo a ser pago desde janeiro. 

O aumento será aplicado a todas as carreiras da educação básica, incluindo os cargos comissionados de diretor e secretário de escola, além de professores, auxiliares e contratados temporários da rede estadual de ensino. Também terão os valores corrigidos as gratificações de função destinadas a vice-diretores, coordenadores de escola e coordenadores de Posto de Educação Continuada (PEC).

A medida beneficia, ainda, servidores inativos e pensionistas com direito à paridade, além de profissionais contratados temporariamente com funções equivalentes.

A nova legislação também garante a complementação da remuneração do auxiliar de serviços da educação básica com jornada mínima de 30 horas semanais em alguns casos.

O Projeto de Lei, de autoria do governador Romeu Zema, foi enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais em abril, onde foi votado nos dois turnos.

Agora com a sanção, o Governo de Minas reafirma o compromisso com a valorização dos profissionais da educação e o fortalecimento da rede pública estadual de ensino, reconhecendo o papel fundamental desses trabalhadores na construção de um futuro melhor para os estudantes mineiros.

Concurso

Nessa sexta-feira, o Governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) de Educação (SEE/MG), também realizou outro movimento estratégico para fortalecer e dinamizar o setor educacional, anuncia a abertura de um novo concurso público com 13.795 vagas para diversas carreiras na rede estadual de ensino. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (16/5) e está disponível clicando aqui.

O edital traz informações sobre o certame para os seguintes cargos: Professor de Educação Básica (PEB), Especialista em Educação Básica (EEB), Analista Educacional (ANE), Analista de Educação Básica (AEB), Técnico da Educação (TDE) e Assistente Técnico de Educação Básica (ATB). As vagas são para atuação nas 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e nas Unidades de Ensino em todo o estado.

Professores terão direito a 15% de desconto em hotéis pelo Brasil, anuncia governo

Professores terão direito a 15% de desconto em hotéis pelo Brasil, anuncia governo - Foto: reprodução
Professores terão direito a 15% de desconto em hotéis pelo Brasil, anuncia governo – Foto: reprodução

Professores da educação básica de todo o país terão direito a um desconto de 15% em reservas em hotéis da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3).

A iniciativa do Ministério da Educação e do Ministério do Turismo em parceria com a ABIH foi formalizada em uma cerimônia na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

O desconto será válido para reservas em qualquer período do ano, desde que feitas diretamente um dos cerca de 41 mil hotéis associados.

A iniciativa faz parte de um eixo de valorização dos docentes do programa Mais Professores para o Brasil, conforme anunciado pelo MEC em janeiro.

Além do benefício em parceria com a IBIH, o MEC também vai viabilizar:

  • benefícios específicos por meio de parceria do MEC com bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa);
  • distribuição de 100 mil notebooks por ano para professores premiados.

Piso salarial dos professores tem reajuste acima da inflação

Com aumento de 6,27%, o valor mínimo que professores da rede pública da educação básica devem ganhar no Brasil passa a ser de R$ 4.867,77. Como os salários são pagos pelas redes de ensino, cada estado e município precisa oficializar seu valor

Piso salarial dos professores tem reajuste acima da inflação - Foto: reprodução
Piso salarial dos professores tem reajuste acima da inflação – Foto: reprodução

Piso Salarial Profissional Nacional do magistério público da educação básica foi reajustado em 6,27%. O valor mínimo definido pelo Ministério da Educação (MEC) para o exercício de 2025 é de R$ 4.867,77 para a rede pública de todo o país, com jornada de 40 horas semanais. A Portaria nº 77/2025, que define o novo piso salarial dos professores da educação básica, foi publicada nesta sexta-feira, 31 de janeiro, no Diário Oficial da União (DOU). Como os salários dos professores são pagos pelas redes de ensino, cada estado e município precisa oficializar o valor por meio de norma própria.  

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), bem como de complementações da União. 

Reajuste – O aumento está acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ele é usado para reajuste salarial de diversas categorias de trabalhadores e foi de 4,77% no acumulado de 2024. O reajuste também está acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 4,83%. 

O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar no Brasil inteiro. O reajuste anual do piso para os profissionais do magistério público da educação básica foi definido pela Lei nº 11.738/2008. De acordo com a norma, o piso é a base estabelecida para professores com formação em nível médio.  

Todos os anos, cabe ao MEC realizar os cálculos do índice de reajuste e publicar a portaria com os novos valores, conforme a lei prevê. Por determinação legal, o MEC calcula o reajuste do piso utilizando o mesmo percentual de crescimento do Valor Anual Mínimo por Aluno (VAF mínimo), publicado na terceira atualização do Fundeb. Para chegar a 6,27%, o MEC calculou a variação percentual entre o VAF mínimo publicado na terceira atualização do Fundeb de 2024 e de 2023. 

“O piso foi criado em 2008. Foi uma forma de assegurar que o magistério tivesse uma referência mínima de remuneração equivalente a 40h. Em geral, ele tem assegurado, desde então, ganho real ao professor. Essa trajetória de valorização da carreira foi possível nos últimos 15 anos em função da lei do piso”, destaca o secretário substituto da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), Armando Simões. 

Como os salários dos professores são pagos pelas redes de ensino, cada estado e município precisa oficializar o valor por meio de norma própria. As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundeb e de complementações da União.  

Governo de Minas paga R$ 134,2 milhões de passivo salarial a servidores da Educação nesta sexta-feira (6)

Estado paga R$ 134,2 milhões de passivo salarial a servidores da Educação nesta sexta-feira (6) - Foto: reprodução
Estado paga R$ 134,2 milhões de passivo salarial a servidores da Educação nesta sexta-feira (6) – Foto: reprodução

Minas Gerais dá mais um importante passo para zerar passivos deixados por gestões anteriores. Nesta sexta-feira (6/12), o Governo do Estado dá início ao pagamento R$ 134,2 milhões devidos a 135 mil servidores da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), contemplados em 2016 com reajuste salarial de 11,36%.

O montante se refere ao período de janeiro a março daquele ano e será pago com a folha de novembro. A medida vai beneficiar os servidores da Educação estadual que estavam na ativa àquela época.

Em março de 2016, atendendo à reivindicação de servidores da Educação, o Governo de Minas enviou projeto de lei à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) propondo reajuste de 11,36%, de forma retroativa a janeiro daquele ano, às carreiras do Grupo de Atividades de Educação Básica. A medida seria uma forma de garantir à categoria a atualização do Piso Salarial Estadual nos mesmos índices de correção do Piso Salarial Profissional Nacional nos anos de 2016, 2017 e 2018.

Com a sanção do projeto pelo então governador de Minas à época, a Lei 22.062 foi publicada em 21/4/2016 no Diário Oficial do Estado, garantindo o reajuste aos servidores da Educação retroativo a janeiro daquele ano. No entanto, mesmo com a aprovação da norma, o percentual de 11,36% só começou a ser pago a partir de abril daquele ano, deixando um passivo para o Estado e descumprindo a lei e acordo firmado anteriormente com a categoria.

Com a política de valorização dos servidores da Educação, adotada pela gestão do governador Romeu Zema, Minas Gerais está honrando o pagamento do reajuste concedido à categoria em 2016. O Governo de Minas tem mantido também o compromisso de fortalecer o quadro efetivo das escolas. Para isso, o Estado já nomeou de 2019 até agora mais de 26 mil servidores.

“Em nossa gestão, os compromissos são honrados e a educação é reconhecida”, enfatizou o vice-governador Professor Mateus por meio das redes sociais. Segundo ele, para seguir zerando as dívidas do passado, o Governo de Minas está pagando as parcelas atrasadas do reajuste do Piso da Educação de janeiro a março de 2016.

“O pagamento do reajuste do piso, que deveria ter sido pago em 2016, representa não apenas a correção de uma dívida histórica, mas também o compromisso contínuo do Governo de Minas com a valorização de nossos servidores. Essa medida, fruto de muito trabalho, é um passo concreto para fortalecer a relação de confiança com a categoria e continuar construindo uma educação pública de qualidade”, afirma o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga.

“O nosso propósito é cada vez mais valorizar o servidor público. Sabemos do valor desses profissionais, responsáveis pela Educação em Minas Gerais e pela prestação de serviços lá na ponta. Estamos conseguindo avançar, dentro da realidade do nosso Estado, reconhecendo os direitos dos servidores e quitando passivos devidos, com o objetivo de aprimorar sempre”, afirma a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto.

Professores contratados não terão contratos renovados pela atual gestão em São José da Barra

Professores contratados não terão contratos renovados pela atual gestão em São José da Barra - Foto: reprodução
Professores contratados não terão contratos renovados pela atual gestão em São José da Barra – Foto: reprodução

Nesta terça-feira (26), alguns professores temporários foram surpreendidos com uma mensagem da secretaria municipal de educação de São José da Barra (MG), informando que eles serão demitidos no dia 13 de dezembro. Segundo os educadores, recentemente em uma reunião com o jurídico, secretária de educação e prefeito, ficou acordado que os contratos seriam prorrogados até o dia 20 de dezembro.

O comunicado foi encaminhado via WhatsApp para as supervisoras, as quais enviaram nos grupos de cada escola municipal, onde informa: “O contrato dos professores PEBI e professores de apoio não serão prorrogados, conforme posicionamento do setor jurídico, devido ao período eleitoral. Sendo assim, conforme a carga horária dos professores de apoio são de 30h semanais, e até o momento estão cumprindo 6h de módulos em casa, peço a gentileza de repassar o recado à elas que se tiverem atraso dos PDIs, a partir de agora deverão cumprir os módulos todas segundas, quartas e sextas nas escolas, 2h por dia. O contrato encerrará dia 13 de dezembro. Obrigada! Que Deus nos abençoe! Marli e Tânia”.

Os professores ficaram indignados com a maneira que receberam o comunicado e também sem saber porque voltaram atrás do combinado.

“Infelizmente a prefeitura fez uma ‘sacanagem’ conosco. Nosso contrato é até dia 13 de dezembro, porém o ano letivo é até dia 23. Recentemente fomos conversar com o jurídico e eles falaram que realmente estava errado e que trabalharíamos até dia 20 de dezembro. Daí agora emitiram essa nota, informando da demissão dos professores temporários dia 13 e corremos o risco de perder o 13⁰ do mês de dezembro, porque teríamos que ter 15 dias trabalhados, mas fomos demitidos antes do tempo”, informou uma profissional da educação.

Ainda segundo informações, as aulas para os alunos terminam dia 13 de dezembro, porém o dia letivo é até 23 de dezembro, onde os alunos poderiam frequentar as aulas até esta data.

“Quando saímos da reunião com o jurídico, secretária de educação e prefeito, eles emitiram um comunicado via WhatssApp, informando que nosso contrato seria prorrogado até dia 24 de dezembro: ‘Boa tarde. Os contratos serão prorrogados até dia 24/12/2024’. No Calendário Escolar realmente está o final das aulas dia 13, porém o dia 24 ainda é letivo por ser Dia Escolar”, finalizou a educadora.

Jurídico se pronuncia

Professores contratados não terão contratos renovados pela atual gestão em São José da Barra - Imagem: divulgação
Professores contratados não terão contratos renovados pela atual gestão em São José da Barra – Imagem: divulgação

A Procuradora do Município de São José da Barra, Valdirene das Graças Ribeiro, informou que os contratos vencem no dia 13 de dezembro, pois é a data que encerra o ano letivo.

“De acordo com o ‘Calendário Escolar’ no ‘Dia Escolar’ geralmente as escolas ficam abertas para matrículas, reuniões com os pais e recuperação, onde poderão ser tratados com a diretoria ou professores concursados, os quais trabalham até dia 23 de dezembro e posteriormente entram de recesso”, informou a Procuradora.

Ainda segundo Valdirene, a secretária de educação procurou o jurídico na época para ver a possibilidade de prorrogar os contratos até dia 23 de dezembro, e foi informado ‘’que seria difícil, pois não havia justificativa para prorrogação já que o ano letivo encerra dia 13’’.

‘’Elas alegaram sobre o ‘Dia Escolar’, onde poderia ter necessidade em realizar reuniões com pais de alunos etc, e estávamos analisando esta possibilidade. Nesse ínterim saiu a decisão da representação contra o atual presidente da Câmara de Vereadores da cidade, pela prorrogação de contratos este ano por se tratar de ano eleitoral, o qual foi condenado a uma pena de multa, isso nos alertou para os riscos que o prefeito poderia responder, pois a vedação do ano eleitoral é até 31 de dezembro e não somente até as datas das eleições. Quanto ao 13⁰ e férias todos os contratados receberão proporcional ao tempo de trabalho por ocasião da rescisão”, finalizou a advogada.

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