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Jornal Folha Regional

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

Governo de Minas lançou, na última terça-feira (12/8), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o projeto Defesa Civil nas Escolas, que vai promover a cultura de prevenção e autoproteção na rede estadual, formando alunos, educadores e comunidades mais preparados para lidar com situações de risco e desastre.

O lançamento do projeto ocorreu durante o “Seminário Estadual de Autoproteção nas Escolas: educação e prevenção desde os primeiros passos”, realizado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec) para fomentar o diálogo e compartilhar boas práticas voltadas à segurança no ambiente escolar, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), a Polícia Militar (PMMG) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O projeto Defesa Civil nas Escolas, que faz parte do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil – Eixo Educação, será apoiado por um material pedagógico estratégico, com jogos, dinâmicas, estudos de caso e atividades práticas adaptadas à realidade local.

“Quando envolvemos crianças e adolescentes na autoproteção, eles se tornam multiplicadores de uma cultura que salva vidas. Essa parceria entre Defesa Civil e Secretaria de Educação é uma mudança de paradigma que transforma comportamentos e protege famílias inteiras”, explicou o chefe do Gabinete Militar do Governador e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende.

A proposta é que as atividades do programa sejam integradas aos componentes curriculares existentes, sem comprometer a carga horária escolar. Ainda em 2025, 1.323 escolas estaduais que possuem turmas de 4º ano receberão formação para educadores e gestores, que aplicarão a metodologia a partir de 2026. O processo de expansão para o ensino médio também já está em andamento.

“Para além de abrir oportunidades de vida, a educação pode salvar vidas. Quando unimos a autoproteção e a preparação para desastres ao ensino, formamos jovens capazes de cuidar de si e de proteger os outros”,  explicou o secretário de Estado de Educação de Minas, Rossiele Soares.

Além do lançamento do projeto, o seminário dá início a uma capacitação on-line destinada a professores, pedagogos e agentes de proteção e defesa civil. A ação une conhecimento técnico e competência pedagógica para garantir que a cultura de prevenção seja fortalecida de forma contínua e sustentável em todo o estado.

Representantes mineiros na Conferência Nacional pelo Meio Ambiente

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

Ao encerrar o encontro, a presidente do Servas e primeira-dama de Minas Gerais, Christiana Renault, anunciou o vencedor da etapa estadual que representará os mineiros na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (VI CNIJMA). O projeto desenvolvido pelos alunos da Escola Coronel Nicolau Sampaio, do município de Diogo de Vasconcelos, foi escolhido para representar Minas Gerais na etapa nacional, prevista para acontecer de 6 a 11/10, em Goiânia (GO).

“É com muito entusiasmo que eu vejo uma inciativa como esta, levar a Defesa Civil para cada individuo está no lema da instituição. Cada um precisa se preocupar em se autoproteger e proteger a quem está à nossa volta”, destacou Christiana Renault, ao parabenizar os alunos vencedores e reconhecer a importância do projeto Defesa Civil nas Escolas 

Palestras e iniciativas de referência

Governo de Minas inicia implantação do projeto Defesa Civil nas Escolas a partir de 2026 – Foto: divulgação

O seminário promove palestras com representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e coordenadores de programas de defesa civil dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

Também foram apresentadas iniciativas de referência, como o Programa Jovens Mineiros Sustentáveis, o Programa de Educação Ambiental (Progea), o Bombeiro nas Escolas, a Política Intersetorial para Redução do Risco de Acidentes e Desastres, o Programa Chuá, o Cemig nas Escolas e as ações do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc/MPMG).

Governo de Minas apresenta projeto de concessão para construção de ponte entre Delfinópolis e Cássia

Governo de Minas apresenta projeto de concessão para construção de ponte entre Delfinópolis e Cássia – Foto: reprodução

O governo de Minas Gerais apresentou um projeto de concessão à iniciativa privada que prevê a construção de uma ponte sobre o Rio Grande, ligando os municípios de Delfinópolis (MG) e Cássia (MG). A proposta visa substituir o atual sistema de balsas, considerado precário e ineficiente, por uma estrutura moderna com cobrança de pedágio. A intenção é solucionar um problema histórico que afeta moradores, turistas e o escoamento da produção agrícola da região.

Atualmente, a travessia entre as duas cidades — separadas por cerca de 1,2 mil metros — é feita por quatro balsas, cuja operação não supre a demanda, especialmente em feriados prolongados e fins de semana. Em dias de maior movimento, o tempo de espera pode chegar a horas. Em média, cerca de 800 veículos utilizam o trajeto diariamente.

Casos de longas esperas e imprevistos mecânicos são frequentes. Muitos motoristas enfrentam atrasos significativos e, em situações extremas, precisam contornar o percurso por estradas de terra, aumentando ainda mais o tempo e os riscos da viagem. Um exemplo foi o de um empresário de Delfinópolis, que, ao tentar atravessar em uma véspera de feriado, chegou a esperar mais de quatro horas na fila. Quando finalmente tentou embarcar, a balsa apresentou falhas mecânicas e a travessia foi suspensa, obrigando-o a seguir por uma rota alternativa durante a noite, por estradas sem pavimentação.

O impacto da travessia limitada também atinge diretamente o agronegócio local. A região, conhecida pela produção de banana, já acumulou prejuízos por conta dos atrasos causados pelas balsas. Empresas que exportam o produto para o exterior, como os Estados Unidos, enfrentam situações críticas quando perdem voos previamente contratados por conta da demora na travessia, o que resulta em perdas econômicas expressivas, especialmente por se tratar de mercadoria perecível.

Na última semana, o prefeito de Delfinópolis, Pedro Paulo Pinto (PSDB), confirmou que o governo estadual apresentou oficialmente o projeto de concessão. A proposta inclui a realização de uma audiência pública com a comunidade para discutir detalhes como o valor do pedágio. A tarifa sugerida inicialmente seria de R$ 15 por trajeto, mas há tratativas para que moradores de Delfinópolis e Cássia tenham desconto, e que veículos da prefeitura sejam isentos do pagamento.

A expectativa da administração municipal é de que o processo licitatório ocorra logo após a audiência pública. Caso não haja entraves, as obras poderão ter início em 2026, com previsão de conclusão até março de 2029.

Além de facilitar a logística da região, a ponte também deve fomentar o turismo local. O município de Cássia tem registrado aumento no número de visitantes, impulsionado principalmente pelo turismo religioso. Com a ponte, o objetivo é integrar rotas turísticas que incluem, além de Cássia, as cidades de Delfinópolis e Capitólio, reforçando a vocação da região para atrair visitantes e movimentar a economia local.

A iniciativa é vista como um marco para o desenvolvimento regional, prometendo melhorias tanto na mobilidade quanto no fortalecimento do turismo e do agronegócio no Sul de Minas.

MPMG participa de projeto para capacitar mulheres vítimas de violência

Nesta edição do Ponta a Ponta, vamos conhecer o Projeto Laudelina, iniciativa do Senac com participação de várias instituições, entre elas, o MPMG, por meio do Centro Estadual de Apoio às Vítimas – Casa Lilian. O objetivo do projeto é unir capacitação profissional, acolhimento e promoção da autonomia feminina, especialmente daquelas em situação de violência.

As convidadas da TV MP são a promotora de Justiça Ana Tereza Giacomini, coordenadora do Centro Estadual de Apoio às Vítimas do MPMG – Casa Lilian e Ana Roberta da Cruz, especialista técnica de Relações Institucionais do Senac Minas.

Último fórum do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” será executado na Canastra

Encontro gratuito reúne a cadeia produtiva do QMA na microrregião e perspectivas para o setor estarão em pauta durante o evento

Último fórum do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” será executado na Canastra – Foto: divulgação

Em 9 de julho, será realizado em São Roque de Minas, na microrregião da Canastra, o décimo e último fórum regional do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal – Patrimônio Cultural Brasileiro e da Humanidade”, desenvolvido pelo Instituto Periférico. O encontro será às 16h na Escola Estadual General Carneiro, no Centro da cidade. A iniciativa tem como objetivo valorizar e fortalecer o patrimônio cultural representado pela produção do Queijo Minas Artesanal, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, além de incentivar a preservação das técnicas tradicionais desse saber ancestral.

Ao longo dos últimos meses, o projeto percorreu nove microrregiões de Minas Gerais promovendo fóruns de escuta, debates e troca de experiências, destacando o papel central das comunidades produtoras para a continuidade dessa tradição. Já receberam os encontros as regiões de Entre Serras da Piedade ao Caraça, Cerrado, Serra do Salitre, Triângulo Mineiro, Serro, Diamantina, Araxá, Campos das Vertentes e Serras da Ibitipoca. A realização dos fóruns reafirma o compromisso com a construção coletiva de políticas de reconhecimento e salvaguarda do patrimônio cultural.

A expressiva participação de produtores, agentes de patrimônio, autoridades locais e demais entusiastas tem evidenciado a relevância do tema e o forte engajamento das comunidades. Os encontros têm sido férteis de diálogo, onde vêm à tona as especificidades regionais, os desafios enfrentados, os pontos fortes e o potencial de valorização do Queijo Minas Artesanal. Trata-se de um esforço conjunto pela preservação de uma tradição viva, que alia cultura e desenvolvimento sustentável das comunidades produtoras.

Gabriela Santoro, diretora-presidente do Instituto Periférico, destaca a trajetória e os resultados do projeto até o momento: “buscamos valorizar, por meio dos fóruns, as técnicas envolvidas na produção do Queijo Minas Artesanal, enaltecendo os saberes seculares presentes na nossa cultura alimentar e escutando aqueles que detêm o saber. A participação das comunidades tem sido essencial para o sucesso dessa iniciativa, que visa promover e preservar a rica tradição do estado de Minas Gerais”. Sua fala reforça o compromisso com uma política de patrimônio que seja inclusiva, participativa e sustentável, construída com e pelas comunidades locais.

Na Canastra, o fórum conta com apoio da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), fortalecendo ainda mais a articulação entre os diferentes elos da cadeia produtiva. A valorização do Queijo Minas Artesanal da Canastra, com suas características e forte vínculo com o território, é uma das metas do projeto, que busca consolidar estratégias de salvaguarda desse patrimônio singular.

Para Higor Freitas, gerente-executivo da Aprocan, o fórum de escuta e discussão na microrregião da Canastra é uma excelente oportunidade para que os produtores possam expressar suas opiniões e contribuir na formulação de ações estratégicas voltadas para a promoção e a salvaguarda deste importante bem cultural. “Após séculos de história e muito trabalho de inúmeras famílias mineiras, que mantiveram essa tradição viva ao transmitirem seus conhecimentos de geração em geração, agora, os principais protagonistas desse processo, os produtores, têm voz e o merecido destaque para impulsionar ainda mais o nosso Queijo Minas Artesanal”, afirma Higor.

Ele afirma ainda que cerca de 800 famílias produzem, em média, 20 quilos de queijo por dia na região da Canastra, totalizando, aproximadamente, 16 toneladas diárias de Queijo Minas Artesanal. Esta iguaria, que, segundo a legislação atual, precisa ser maturada por no mínimo 14 dias, carrega consigo as características sensoriais que só o queijo da Canastra possui. Casca amarelo-ouro, que pode conter fungos, massa compacta, macia, sabor e aroma láticos, sal e acidez equilibrados, são algumas características que o clima, a vegetação, água, altitude e o saber-fazer dos produtores locais proporcionam ao produto.

Ainda segundo dados da Aprocan, apenas os produtores dos oito municípios que estão dentro da área delimitada pela Indicação de Procedência Canastra, podem ostentar o “Canastra”: Tapiraí, Medeiros, Bambuí, São Roque de Minas, Piumhi, Vargem Bonita, São João Batista do Glória e Delfinópolis.

De acordo com dados da Emater, o Queijo Minas Artesanal da Canastra apresenta características físicas e sensoriais inconfundíveis, determinadas por um conjunto de fatores relacionados ao clima, topografia e altitude. O resultado deste microclima único é um queijo de agradável sabor ácido, com textura homogênea, que varia de semidura a macia, em cor creme-claro. As peças têm entre 1 kg e 1,2 kg”.

Carlos Bovo, coordenador técnico regional da Emater-MG, ressalta que, desde o início da luta pela regularização do Queijo Minas Artesanal, o foco tem sido tornar essa produção legalizada e reconhecida nos âmbitos estadual e nacional. “Este projeto, que destaca o queijo como patrimônio imaterial da humanidade, coroa todo um trabalho de mais de 200 anos dos produtores. Essa conquista valoriza o modo de fazer tradicional, reforça a identidade cultural e eleva o valor de mercado do produto, principalmente nas vendas diretas, como ocorre na Serra da Canastra, que se consolidou como um grande atrativo comercial”, destaca o coordenador.

Carlos ressalta que na Canastra são produzidos cerca de 26 milhões de litros de leite por ano, resultando em uma produção volumosa de, aproximadamente, 2,15 milhões de quilos de queijo. 

O projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal – Patrimônio Cultural Brasileiro e da Humanidade” é uma realização do Instituto Periférico, a partir de recursos contemplados via Plataforma Semente | Cemais, por meio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de Minas Gerais, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Associação Mineira do Queijo Artesanal (Amiqueijo), com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Serviço:

Fórum de escuta e discussão do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal – Patrimônio Cultural Brasileiro” – Microrregião da Canastra
Data: 9 de julho de 20225, às 16h
Local: Escola Estadual General Carneiro, no Centro da cidade
Mais informações: www.institutoperiferico.org/queijominaspatrimonio
Instagram: @queijominaspatrimonio 

Último fórum do projeto “Promoção dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal” será executado na Canastra – Foto: divulgação

Senado vota projeto que aumenta número de deputados; veja impacto

A Câmara aprovou um projeto que o presidente Hugo Motta tirou da gaveta para aumentar o número de cadeiras – Foto: Zeca Ribeiro

Senadores devem votar nesta terça-feira (17) o projeto de lei que aumenta o número de deputados federais. O texto, já aprovado na Câmara, amplia de 513 para 531 cadeiras no parlamento.

O Congresso Nacional tem até 30 de junho para atualizar o número de deputados com base na população atual dos Estados. Caso seja aprovada no Senado, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para começar a valer.

O plenário da Câmara aprovou, em 6 de maio, por 270 votos a 207, o projeto que aumenta o número de deputados. A medida tem um impacto de R$ 65 milhões para os cofres públicos por ano.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e grande parte da bancada do Rio de Janeiro são os principais fiadores da proposta, criada como opção para atender a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O STF identificou, a partir do último Censo, que há Estados com baixa representação na Câmara dos Deputados — ou seja, eles têm menos deputados que o necessário para garantir a representação adequada dos eleitores. Já outros Estados têm mais deputados que o suficiente, indicando que a representação não é proporcional.

A Corte determinou, então, que o Congresso corrija essas distorções. E mais: o STF impôs um prazo para o Legislativo redistribuir as cadeiras na Câmara dos Deputados — 30 de junho. Se o processo não terminar até lá, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficará encarregado das mudanças.

Duas opções são colocadas à mesa: redistribuir as 513 cadeiras existentes entre os 26 Estados e o Distrito Federal, ou aumentar o número de deputados nos Estados que, segundo o cálculo do STF, estão sub-representados.

A Câmara aprovou um projeto que o presidente Hugo Motta tirou da gaveta. A proposta foi apresentada ao Legislativo pela deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ). O texto proíbe que os Estados percam cadeiras na Câmara e autoriza o aumento no número de deputados para adequar as bancadas às necessidades de representação. 

O deputado Damião Feliciano (União Brasil-PB) foi designado relator. Ele protocolou uma versão alternativa à proposta sugerindo a criação de 18 cadeiras para corrigir a distorção identificada pelo STF. Inicialmente, seriam necessárias 14 cadeiras para contemplar os Estados hoje sub-representados — ou a redistribuição das 513. 

Em seu relatório, Feliciano defendeu que retirar vagas de um Estado para entregar a outros não é a saída adequada para o problema. “A perda de cadeiras não é apenas simbólica. Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, justificou. 

Ele citou, ainda, que as mudanças afetariam principalmente os Estados do Nordeste. “Na verdade, dos 7 Estados que perderiam cadeiras, 5 são da região Nordeste”, indicou, citando Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco e Piauí. “Tal redução irá não apenas enfraquecer e atenuar a voz política de Estados nordestinos, mas também acentuará a já reconhecida desigualdade regional”, acrescenta. 

A solução imediata prevê a criação de 14 vagas. O relator, contudo, avaliou que não seria o suficiente. Em seu relatório, ele justifica que criar 14 cadeiras não seria justo com três Estados: Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Norte. 

“O acréscimo de 14 cadeiras, no entanto, apresenta três situações visíveis de desproporções, de modo que Estados com população maior do que outros se manteriam com menor representação”, pontuou. “Faz-se necessário, a nosso ver, a promoção de ajustes nesses casos específicos”, concluiu. 

Com as mudanças, as cadeiras seriam distribuídas da seguinte maneira para as bancadas dos Estados: 

  • Acre: 8
  • Alagoas: 9
  • Amazonas: 10
  • Amapá: 8
  • Bahia: 39
  • Ceará: 23
  • Distrito Federal: 8
  • Espírito Santo: 10
  • Goiás: 18
  • Maranhão: 18
  • Minas Gerais: 54
  • Mato Grosso do Sul: 8
  • Mato Grosso: 10
  • Pará: 21
  • Paraíba: 12
  • Pernambuco: 25
  • Piauí: 10
  • Paraná: 31
  • Rio de Janeiro: 46
  • Rio Grande do Norte: 10
  • Rondônia: 8
  • Roraima: 8
  • Rio Grande do Sul: 31
  • Santa Catarina: 20
  • Sergipe: 8
  • São Paulo: 70
  • Tocantins: 8

Como é hoje? 

  • Acre: 8 
  • Alagoas: 9 
  • Amazonas: 8 
  • Amapá: 8 
  • Bahia: 39 
  • Ceará: 22 
  • Distrito Federal: 8 
  • Espírito Santo: 10 
  • Goiás: 17 
  • Maranhão: 18 
  • Minas Gerais: 53 
  • Mato Grosso do Sul: 8 
  • Mato Grosso: 8 
  • Pará: 17 
  • Paraíba: 12 
  • Pernambuco: 25 
  • Piauí: 10 
  • Paraná: 30 
  • Rio de Janeiro: 46 
  • Rio Grande do Norte: 8 
  • Rondônia: 8 
  • Roraima: 8 
  • Rio Grande do Sul: 31 
  • Santa Catarina: 16 
  • Sergipe: 8 
  • São Paulo: 70 
  • Tocantins: 8

Projeto prevê que ‘influencer mirim’ só atue com autorização da Justiça

Projeto prevê que ‘influencer mirim’ só atue com autorização da Justiça - Foto: reprodução
Projeto prevê que ‘influencer mirim’ só atue com autorização da Justiça – Foto: reprodução

Deputada federal de Minas Gerais, Duda Salabert (PDT) apresentou um projeto que considera exploração infantil o trabalho monetizado de crianças e adolescentes nas redes sociais. Pela proposta, esse tipo de atividade teria de ser previamente autorizado pelo Poder Judiciário. A deputada argumenta que a exigência já existe para outras atividades culturais e esportivas exercidas por menores de idade. “Nós estamos apenas estendendo a regra para as redes sociais, por uma questão de combate ao trabalho infantil no Brasil”, explica a parlamentar mineira.

Uma das previsões do projeto de lei é o bloqueio das verbas obtidas por esse trabalho infantil nas redes até que a criança ou adolescente envolvido atinja os 18 anos.

“O que a gente está percebendo é que, com a popularização das redes sociais e também da monetização, muitas crianças têm surgido como influenciadoras digitais e estão monetizando, ou seja, gerando dinheiro com esses vídeos”, afirma Duda. 

O levantamento TIC Kids Online, realizado desde 2015 pelo Cetic.br, projeto vinculado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (cgi.br) e que traz um panorama da presença infantil na internet, aponta que 81% dos usuários de 9 a 17 anos possuem um celular próprio e relata a identificação de contas de crianças e adolescentes usadas para promoção de casas de apostas.

Nas últimas edições, o levantamento não trouxe um número de quantas crianças ou adolescentes produzem conteúdo com potencial de monetização nas redes sociais, mas em 2021, ano em que esse dado foi destacado, cerca de 8% das contas de menores, quase 1,6 milhão de perfis, produziam algum tipo de conteúdo publicitário. 

Um exemplo da atuação de menores nas redes é o caso do “pastor mirim” Miguel Oliveira, 15. Com mais de 1,4 milhão de seguidores apenas em uma rede social, o “missionário”, como ele próprio se classifica, chegou a ser impedido pelo Conselho Tutelar de continuar a atuar como pregador nas redes sociais. A orientação de interromper as atividades veio após reunião com os pais do adolescente e a constatação de que ele não estaria mais frequentando a escola para priorizar suas atividades nas redes. Contudo, na última quarta-feira (21 de maio), seus perfis nas redes informaram que ele vai voltar a fazer suas pregações.

Na proposta de Duda Salabert, a parlamentar define como “influenciador digital mirim” qualquer pessoa com idade inferior a 18 anos que produz, de forma remunerada ou com potencial de monetização, conteúdo em plataformas digitais”, incluindo redes sociais e aplicativos de compartilhamento de vídeos, com finalidade “publicitária, promocional ou de entretenimento”.

Além de controlar quem pode ser “influenciador mirim”, a deputada federal quer colocar ordem na forma de trabalhar das crianças nas redes sociais. “Máximo de duas horas diárias para crianças de até 12 anos e quatro horas para adolescentes de 13 a 17 anos, incluindo pausas obrigatórias, vedadas as atividades noturnas”, diz o texto. O projeto apresentado neste mês aguarda despacho do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser analisado pelas comissões da Casa.

Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos

Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos - Foto: divulgação
Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos – Foto: divulgação

Cerca de 600 animais domésticos foram castrados entre os dias 28 de abril e 9 de maio em Passos (MG). As cirurgias foram realizadas na segunda etapa do projeto Castramóvel no município.

A ação é promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semad), em parceria com a Associação Patas Amigas e a Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (Ameg) e ocorreu na Escola Estadual Nazle Jabour e na Igreja São Luiz Monfort.

O Castramóvel da Ameg é uma unidade móvel adaptada como centro cirúrgico, com o objetivo de promover o controle populacional de animais domésticos, especialmente nas áreas mais vulneráveis do município, onde é mais comum o abandono de filhotes de cães e gatos. A castração gratuita é voltada a tutores de baixa renda, protetores independentes e organizações de proteção animal.

De acordo com o médico veterinário Cláudio Leal Soares, responsável técnico pela ação, a etapa foi concluída com sucesso, mantendo o mesmo número de cirurgias da fase anterior.

“Estamos seguindo o cronograma proposto. Em Passos, o planejamento total prevê 1.650 procedimentos divididos em três etapas. As duas primeiras já somam 1.154 castrações. A última etapa, com previsão para o final de junho ou início de julho, deve realizar mais 496 procedimentos”, afirma.

As castrações são organizadas com base em um chamamento público, que estabelece critérios de prioridade para o atendimento. São priorizados animais de tutores cadastrados previamente, seguidos por ONGs, protetores independentes, moradores da região atendida e, posteriormente, outros casos.

A terceira fase das castrações vai ocorrer, preferencialmente, na zona rural de Passos, conforme adiantado pelo veterinário. Os locais ainda serão definidos.

Segundo o médio veterinário, além de garantir o bem-estar animal, o Castramóvel contribui para a saúde pública, ajudando na prevenção de zoonoses como a leishmaniose, raiva e esporotricose, além de reduzir o número de animais abandonados e de ataques a pedestres e motociclistas.

Castramóvel

De acordo com Cláudio, em uma reunião com representantes do MPMG e dos municípios consorciados, foi lançada a ideia da Ameg de montar uma unidade para atender seus entes consorciados. Com apoio do deputado estadual Cássio Soares, a Ameg adquiriu sua primeira unidade, uma van adaptada como centro cirúrgico.

“A partir deste momento, a associação contratou veterinários para elaborar o projeto e apresentá-lo ao Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG). Com a aprovação do projeto pelo conselho, faltava aprová-lo na Vigilância Sanitária e adquirir os materiais e equipamentos para iniciar as castrações”, afirmou.

Em contato com o MPMG e com a Semad, a Ameg conseguiu mais verbas, que foram utilizadas para a aquisição de material e o pagamento dos veterinários credenciados para a execução dos procedimentos cirúrgicos.

“Com tudo pronto, a associação iniciou os atendimentos aos municípios em dezembro de 2019, tendo suspendido as ações em 2020 em decorrência da pandemia de covid-19, retomando no final do mesmo ano”, informa.

“Ao término de 2023 a Ameg já havia realizado mais de 11 mil procedimentos nos 24 municípios, sem nenhum custo para os mesmos, tudo foi custeado pelas verbas recebidas através dos convênios realizados, tendo prestado contas aos órgãos concedentes”, completou.

Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos - Foto: divulgação
Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos – Foto: divulgação
Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos - Foto: divulgação
Projeto Castramóvel realiza 577 cirurgias em cães e gatos em Passos – Foto: divulgação

Via: Clic Folha

Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos

Unidade da cervejaria é conectada ao sistema elétrico de  138kV  da companhia e vai contribuir para fomentar o desenvolvimento econômico do estado

Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos - Foto: divulgação
Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos – Foto: divulgação

A Cemig entregou, nesta semana, mais uma importante obra na região sudoeste do estado. A companhia concluiu a infraestrutura energética necessária para o pleno funcionamento da nova unidade produtiva da cervejaria Heineken, instalada no município de Passos.  

O empreendimento viabiliza a operação completa da unidade, que produzirá as marcas puro malte, como Heineken® e Amstel, com consequente geração de mais empregos e renda para a região. A unidade de Passos pretende ser a mais sustentável da empresa e é a primeira a ser pensada e construída do zero pelo Grupo.

A atuação da Cemig se deu em três etapas significativas para o processo de produção da unidade. A primeira parte da obra compreendeu a construção de uma seção de 138KV na Subestação Passos 1 e de 2km de Linha de Distribuição na mesma tensão elétrica para energizar a planta principal da cervejaria. 

A segunda etapa compreendeu obras de reforço do sistema elétrico e construção de aproximadamente 6,25 km de Redes de Média Tensão. Nesta etapa, o projeto de instalação da infraestrutura da nova unidade da Heineken alcançou um marco importante, conseguindo realizar, em tempo hábil e com o esforço das equipes da Cemig, a alimentação de energia em caráter provisório para as subestações de captação e elevatória de água, o que possibilitou à cervejaria fazer testes antes da inauguração da fábrica.

A rápida atuação das equipes da Cemig, na execução desta etapa, foi inclusive reconhecida por Roniere Silva, Installation Manager do Heineken Greenfield Project, em Passos.   “A Heineken agradece a todo time Cemig pelo profissionalismo e parceria na nossa jornada em Passos. Isso nos permitiu iniciar os testes na nossa estação de tratamento de água sem gerar impactos negativos ao empreendimento neste quesito”, disse o gerente da cervejaria.

A terceira e última etapa, concluída em abril – antes mesmo do prazo pactuado com o cliente, envolveu a construção de aproximadamente 7km de rede protegida, garantindo a entrega da demanda necessária para as atividades da cervejaria.  

O Superintendente Regional de Distribuição Sul da Cemig, Murilo Galvão Marigo, destaca que, ao garantir disponibilidade de sistema para atender à necessidade da cervejaria, a companhia reafirma sua atuação constante para viabilizar as melhores soluções em energia para seus clientes, contribuindo para o crescimento da atividade econômica do Estado de Minas Gerais. Segundo o superintendente, a obra alcança um investimento total de R$ 6,74 milhões, e a Cemig aportou mais de R$ 3,82 milhões para viabilizar o empreendimento.  “Essa é uma obra de grande importância que vai trazer benefícios diretos e indiretos para a população de Passos, como a geração de empregos e fomento da economia do município”. 

Legado para a comunidade local

Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos - Foto: divulgação
Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos – Foto: divulgação

A primeira unidade produtiva da cervejaria Heineken no estado de Minas Gerais pretende ser uma referência em práticas socioambientais. No pilar ambiental, a nova operação tem por premissa entregar mais eficiência hídrica, o que será feito por meio de tecnologias mais avançadas, que colaboram com a redução do consumo de água, e da construção do seu sistema de abastecimento, que permitirá a ampliação da infraestrutura de disponibilidade e captação de água existente, deixando um legado para a comunidade local.

Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos - Foto: divulgação
Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos – Foto: divulgação
Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos - Foto: divulgação
Cemig conclui obra para viabilizar projeto inovador da cervejaria Heineken, em Passos – Foto: divulgação

Projeto de Lei propõe fim do teto de financiamento do Fies

Projeto de Lei propõe fim do teto de financiamento do Fies - Foto:: reprodução
Projeto de Lei propõe fim do teto de financiamento do Fies – Foto:: reprodução

Com a crescente insatisfação dos estudantes em relação ao limite de financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), um novo projeto de lei foi apresentado para eliminar o teto de cobertura atualmente estabelecido. Atualmente, estudantes de Medicina podem obter até R$60 mil por semestre, enquanto os demais cursos possuem um limite de R$42,9 mil. No entanto, ainda não há previsão para a votação do texto no Congresso.

O objetivo da medida é permitir que o financiamento cubra integralmente as mensalidades dos estudantes, evitando a necessidade de pagamentos adicionais. No caso dos cursos de Medicina, esses custos extras podem variar entre R$1 mil e R$2 mil mensais, chegando a ultrapassar R$4 mil em algumas instituições. Muitos alunos enfrentam dificuldades financeiras para arcar com esses valores, recorrendo a empréstimos ou, em casos mais extremos, precisando abandonar a graduação.

Para os cursos fora da área médica, a necessidade de complementação financeira é menos comum, principalmente para estudantes que se enquadram no Fies Social. Esse programa é voltado para alunos de baixa renda e oferece maior cobertura dos custos educacionais.

O projeto de lei, de autoria do deputado Dimas Gadelha (PT), busca garantir que nenhum aluno precise interromper seus estudos por falta de recursos, promovendo um acesso mais democrático ao ensino superior.

Sobre o Fies

Fies é um programa federal gerido pelo Ministério da Educação (MEC) que possibilita o financiamento das mensalidades a juros zero para estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos. Dentro do programa, o Fies Social destina 50% das vagas para aqueles inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e cuja renda per capita não ultrapasse meio salário mínimo. Para esses beneficiários, o financiamento pode cobrir até 100% dos custos do curso, desde que respeitado o limite de financiamento vigente.

Após a conclusão da graduação, a devolução do valor financiado ocorre de acordo com a renda do recém-formado. Caso ele esteja desempregado ou sem renda suficiente, o pagamento fica restrito a um valor mínimo estabelecido pelo programa.

O texto do projeto de lei reforça que o Fies desempenha um papel crucial no acesso ao ensino superior, especialmente nos cursos de Medicina, que continuam sendo de difícil acesso para grande parte da população. Além disso, o diploma médico é visto como uma grande oportunidade de ascensão social, tornando o financiamento ainda mais necessário para quem deseja seguir essa carreira.

O deputado Dimas Gadelha argumenta que a ampliação do financiamento não deve gerar impacto negativo no orçamento da União, pois há uma quantidade significativa de vagas do Fies que não são preenchidas anualmente. Segundo ele, essas vagas já estão previstas no orçamento e poderiam ser melhor aproveitadas com a aprovação da nova medida.

“Todo semestre, há dezenas de milhares de vagas do Fies que não são ocupadas. Como já estão incluídas na previsão orçamentária do governo, não haveria um aumento real nos gastos públicos caso essa proposta fosse implementada”, defende o parlamentar.

Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado

Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado - Foto: divulgação
Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado – Foto: divulgação

Queijo em Minas é assunto sério e, por isso, tem que ser legal. O Projeto Queijo Minas Legal (PQML), que objetiva aumentar o número de queijarias regularizadas do estado, entra em uma nova fase: a da coleta de amostras do leite e da água utilizadas na fabricação dos queijos. Segundo o diretor de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, Ranier Figueiredo, serão feitas análises microbiológicas e físico-químicas, que são indicativos da qualidade do material. “O resultado vai subsidiar a continuidade do trabalho de assistência técnica da Emater para manter ou aprimorar os processos”. 

A análise também pode ser utilizada para dar entrada no processo de habilitação sanitária e obtenção do selo de inspeção, obrigatório para todos os produtos de origem animal. Aqueles que já têm habilitação sanitária podem usar o resultado para manter o seu registro, porque todo produtor certificado precisa repetir a análise de seu produto a cada seis meses.

 Nova etapa

A coleta das amostras está acontecendo em Patrocínio e nos outros municípios atendidos pelas regionais da Emater-MG em Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia. A análise é gratuita para todos os produtores do projeto. O valor total aproximado de R$ 756 mil é subsidiado pelo Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Procon-MG.

Por meio do projeto, 88 queijarias em todo o estado já alcançaram sua habilitação sanitária.  A iniciativa é uma parceria entre o Governo de Minas, via Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Emater-MG, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MG/MPMG) e o Fundo Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor.

Na avaliação do promotor de Justiça e coordenador do Procon, Luiz Roberto Franca Lima, o Projeto Queijo Minas Legal mostra aos produtores que a necessidade de regularização não deve ser vista como um empecilho para a produção, mas uma etapa importante para a valorização que eles merecem. “Ele faz essa ponte entre a tradição e a qualidade, garantindo que o produtor alcance espaço adequado no mercado, novas fronteiras e mais pessoas conheçam seu produto”.

Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado - Imagem: divulgação
Em nova fase, Projeto Queijo Minas Legal já garantiu habilitação sanitária a 88 queijarias no estado – Imagem: divulgação

Primeira coleta

Na fazenda Buqueirão, em Patrocínio, foram coletadas as primeiras amostras do leite e da água utilizados na queijaria Nossa Senhora Aparecida, marcando a nova etapa do projeto.

Helenice de Souza, idealizadora do empreendimento, é um dos 652 produtores atendidos pelo projeto. Quando a produtora deixou a profissão de corretora de imóveis para investir numa atividade produtiva no campo, a tradição da família na fabricação de queijos falou mais alto.

Com o apoio da Emater-MG, ela iniciou a atividade leiteira com o foco na produção de queijo e já estava no processo de regularização, quando foi selecionada para participar do PQML.

Com o início em 2022, a produtora não precisou de muito tempo para crescer e buscar a formalização. Atualmente, sua produção é de cerca de 20 peças de Queijo Minas Artesanal por dia, que têm o Selo de Inspeção Municipal emitido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável do Alto Parnaíba (Cispar), sendo comercializado nos municípios que fazem parte do consórcio. “Entrar nesse projeto foi um divisor de águas pela assistência que recebemos. Essa análise gratuita é fundamental para nós que somos pequenos produtores. Agora é crescer e ganhar mercado”.

 A responsável técnica pelo laboratório, em Uberlândia, Fúlvia Zardini, reforça a importância do trabalho. “As análises vão identificar se o produto está de acordo com o regulamento de identidade do produto, garantindo sua qualidade ao consumidor.”

Jornal Folha Regional
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